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Especial Mês das Mães: mitos e verdades sobre a gestação de cadelas e gatas

Amor de mãe é incondicional. Instintivamente, desde o nascimento dos filhos, ela zela por eles, alimentando-os, protegendo-os, dando carinho. É assim entre os homens e no mundo animal. Cadelas e gatas também cuidam dos seus filhotes até o momento em que eles estão preparados para enfrentar a vida sozinhos. Em homenagem ao Mês das Mães, confira um especial sobre “Gestação Pet”, com orientações e informações preciosas para os tutores.

O médico-veterinário Luciano Granemann e Silva, proprietário da Clínica e Hospital Veterinário 24h Cão.Com, de Florianópolis (SC), comenta sobre cada uma das fases, desde o planejamento do acasalamento até a hora do parto. Confira a entrevista completa abaixo.

No caso de uma gestação planejada, que cuidados os tutores devem ter antes do acasalamento?
Luciano Granemann e Silva: Procurar escolher o macho com antecedência, informando-se sobre seu estado de saúde e histórico familiar e considerando suas características físicas e comportamentais. O vermífugo e as vacinas da fêmea devem estar em dia. O uso de suplementos vitamínicos pode aumentar a viabilidade de um número maior de filhotes, mas seu uso deve ser orientado por um médico-veterinário.

Como saber quando a fêmea está no cio?
LGS: Nas cadelas ele acontece em média a cada seis meses e é precedido por um sangramento que dura cerca de oito dias. Já nas gatas, pode ocorrer a cada 45 dias durante a estação quente. Elas demonstram se esfregando nas pessoas, sendo mais ativas e vocalizando com maior frequência.

Quais os principais sintomas de gravidez em cadelas e gatas?
LGS: De modo geral, podemos dizer que as fêmeas prenhas ficam mais amáveis, carentes e cuidadosas. As principais mudanças físicas são: mamas maiores, abdômen mais baixo, perda de massa corporal, apesar do ganho de peso.

Sable Border Collie bitch, Honey, nearly full term carrying twelve pups
Foto: Warren Photographic

Que cuidados os tutores devem ter com as fêmeas prenhas?
LGS: O ideal é que a alimentação, desde o momento do cio, seja trocada para uma de filhote, que é hipercalórica. Ela pode ser oferecida à vontade, pois a tendência é que o animal perca massa muscular para gerar energia e nutrição para os filhotes. É importante também realizar alguns exames: análise da proteína B, com 14 dias de gestação, e ultrassom, a partir do 25º dia. Eles são necessários para não ter nenhuma surpresa desagradável na hora do parto.

O que é normal e o que não é normal durante a gestação de um pet?
LGS: O animal deve se mostrar tranquilo, calmo, se alimentar bem, fazer suas necessidades fisiológicas. A partir do 25º dia, as alterações corporais ficam mais evidentes: barriga mais pendular, as mamas crescem, a vulva também pode aumentar de volume, a fome fica maior.

Fêmeas que apresentam algum problema de saúde podem engravidar sem riscos?
LGS: Depende. Se a fêmea tem algum problema que pode ser transmitido para os filhotes, mesmo ela sendo capaz de engravidar, não recomendamos. A mesma orientação nos casos de: pets com mais idade; problemas de saúde graves, como cardíaco e hormonal; ou alterações no útero, ovário e mamas. Animais muito pequenos encontram complicações para desenvolver a gestação até o final. Os buldogues franceses têm muita dificuldade em dar à luz sozinhos. De qualquer forma, em todos os casos sempre indico a orientação de um médico-veterinário.

Pregnant tabby cat 4 days before giving birth to 8 kittens
Foto: Warren Photographic

Como os tutores devem se preparar para o momento do parto de seu pet?
LGS: O parto da cadela ocorre em torno de 63 dias e o da gata de 58. Normalmente, no dia do parto, ou no que o antecede, a fêmea muda de comportamento de repente. Tende a buscar um local mais isolado, se alimentar menos e beber mais água. Nesse momento, aconselhamos que os tutores fiquem por perto para auxiliar em algo que for necessário. No caso das cadelas, alguns dias antes pode ocorrer um corrimento significativo, que é normal no final da gestação, a partir do 50º/55º dia.

Em que situações é preciso chamar um veterinário?
LGS: Depois do nascimento do primeiro filhote, o intervalo entre os próximos geralmente é de cerca de 30 minutos. Pode demorar até seis horas, mas imagina o desconforto para a mãe. Se o tempo entre os nascimentos estiver muito longo, é aconselhável chamar um médico-veterinário para avaliar e auxiliar no parto. O ideal é que ele seja feito em casa, para evitar o estresse da cadela e dos filhotes. Mesmo nos casos em que é necessário deslocar os animais para a clínica, em cesarianas ou partos assistidos, eles retornam para seus lares em seguida.

É comum fazer cesárea em pets?
LGS: A maioria dos animais ganha seus filhotes de parto natural. Quase todos os clientes da minha clínica optam pelo parto assistido em casa, com a orientação prévia de um médico-veterinário ou no momento, por telefone. Ele acontece sem grandes dificuldades. Mas nos casos em que a fêmea está fazendo muita força, ou parou de fazer força, é indicado que um profissional verifique se há dilatação, avaliando se é preciso que ele intervenha ou realize uma cesárea.

cachorra e filhotes
Foto: Mel Schmitz/Morguefile

Quais os principais cuidados pós-parto com a fêmea e com os filhotes?
LGS: Eu costumo dizer que temos que dar atenção para a mãe e deixar a mãe dar atenção aos filhotes. Ela tem que ficar num ambiente tranquilo, de temperatura amena, nem muito quente e nem muito frio. Os filhotes, de preferência, devem ficar isolados do chão, em uma caminha, colchonete ou mesmo um papelão. Nos primeiros dias, a cadela estará atenta a tudo. O que os tutores tem que fazer basicamente é fornecer água e comida à vontade para a mãe.

Algum cuidado especial com o umbigo?
LGS: Sim, ele deve ser higienizado diariamente com iodo ou outra solução específica para essa finalidade. Cada filhote tem uma placenta, que é comida pela mãe assim que ele nasce. Com isso, o cordão umbilical se rompe e sangra um pouco. A fêmea lambe para poder estancar, mas há casos em que é preciso amarrar a ponta, cerca de dois dedos de distância da barriga.

Na fase de aleitamento, o que o tutor deve prestar atenção?
LGS: Verificar se os filhotes estão mamando adequadamente, se têm tamanho parecido, se algum não está tendo acesso à mamada, se estão quietos e dormindo a maior parte do tempo. Não é normal uma ninhada, ou um filhote, que chora o tempo todo. O ideal é que todos tenham um comportamento parecido. O contrário pode ser sinal de algum problema.

Quais as vantagens de ter um plano de saúde para as fêmeas cujos tutores planejam acasalar?
LGS: Quem quer cuidar bem do seu pet, costuma frequentar a clínica pelo menos duas vezes por ano. Nesses casos, o plano de saúde é uma proposta bastante econômica e segura, mesmo que não tenham o intuito de cruzá-la. O plano de saúde para pets inclui exames durante a gestação e concede descontos em outros, além de assistir a fêmea desde a fase de planejamento, com orientações importantes, até o momento do parto. Os filhotes também se beneficiam do plano, assistindo-os até a primeira vacina.

Existe diferença entre a gestação de uma cadela e de uma gata?
LGS: A parte inicial da gestação é semelhante, mas o restante é bem diferente. O parto da gata acontece antes do da cadela, que geralmente tem um número maior de filhotes. O parto da gata quase sempre é tranquilo, é muito raro uma cesariana, só quando existe um problema muito grave. Ela geralmente cuida de tudo sozinha, é difícil conseguir assistir o parto de uma gata. É preciso proporcionar um lugar dentro de casa onde ela se sinta muito segura, pois se tiver oportunidade, vai dar cria fora, o que pode dificultar os tutores cuidar da mãe e dos filhotes. Em relação à alimentação, os mesmos cuidados com a das cadelas prenhas vale para as gatas.

gata amamentando filhotes warren
Foto; Warren Photographic

Quem adota um pet muitas vezes desconhece o histórico do animal. Como o tutor consegue identificar se ele já teve filhotes?
LGS: Normalmente animais adotados, especialmente em ONGs, vêm castrados, contudo alguns sinais podem denunciar que a fêmea já teve filhotes, sendo o principal o estado das mamas. Quando mais flácidas, demonstram que houve amamentação.

Fonte: Clínica e Hospital Veterinário 24h Cão.Com

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Mulheres comemoram o Dia das Mães com seus filhos e pets

Animais de estimação são um bom treinamento para a maternidade, um exercício de responsabilidade e afeto diário

Muitos casais, hoje, optam por ter um pet antes de ter um filho. É claro que a criação de uma criança é diferente da de um animal. Porém, não deixa de ser uma forma de praticar responsabilidades, obrigações e cuidados, além de exercitar o afeto e outros sentimentos e virtudes que serão colocados à prova com a chegada de um bebê, como a paciência.

Foi o caso da pediatra Cecilia Theberge Bigio, que decidiu ser “mãe” de cachorro durante cinco anos antes de ter seu primeiro filho, Daniel, hoje com quatro anos, e afirma que a experiência foi muito importante para a maternidade. Katleen Vicari teve vários pets antes de optar recentemente pela adoção de Maria Eduarda e Maria Helena. Já a empresária Bruna Sena Neves Tancredo, grávida de uma menina, decidiu pela maternidade após sentir o amor incondicional dos buldogues franceses Rico e Barão.

Segundo o médico-veterinário Eduardo Gianini Xavier, da Clínica e Hospital Veterinário 24h Cão.Com, de forma geral atualmente o nível de comprometimento das pessoas com seus pets é muito semelhante ao dispensado aos membros da família. “Desse modo, ter um pet antes de um filho acaba sendo um interessante treinamento para as mamães, principalmente as de primeira viagem. Os cuidados com a higiene, a observação de possíveis disfunções de saúde e a preocupação com o conforto e bem-estar acabam sendo muito semelhantes”, afirma.

A grande dificuldade da identificação de doenças nos pets ocorre pela sua limitada capacidade de comunicação para expressar dores e desconfortos. Apenas os tutores mais observadores e preocupados tendem a identificar sinais ou comportamentos fora do padrão normal. “Essa habilidade acaba sendo bastante útil nos primeiros anos de vida da criança, período no qual ela também apresenta limitações para verbalizar quando algo vai mal”, explica Xavier.

Estudos também revelam as vantagens da convivência de pets com crianças, mostrando que eles contribuem com seu desenvolvimento social e emocional, ensinando-as a ter respeito pelos animais e conceitos de responsabilidade. Eduardo adverte apenas que essa interação deve ser assistida pelos pais para garantir que seja saudável e segura para ambos.

Mãe de coração

Foto case Katleen

Desde a infância, Katleen Vicari cresceu na companhia de cães. Após o casamento, ela e o marido compraram dois cães da raça Yorkshire, Bela e Tobias, hoje com 14 anos. O amor pelos animais a levou a adotar a vira-lata Pretinha, que viveu com eles por oito anos. Em 2011, Jolie, outra esperta vira-lata, foi adotada. O convívio com seus pets lhe rendeu muitos aprendizados úteis para a nova etapa de sua vida: a de mãe das recém-chegadas à família Maria Eduarda, seis anos, e Maria Helena, três anos.

“Os animais gostam de rotinas e limites, como toda criança. Quando se fala assim para pessoas que só têm filhos e não cachorros, elas te olham meio estranho, muitas acham um absurdo comparar uma criança a um pet, mas hoje, após ser mãe, reafirmo o que falava antes”, conta a mamãe.

Para Katleen, as crianças dependem dos pais, assim como os animais de estimação. “Você é responsável por aquela vida. Eles têm sentimentos e necessidades que precisam ser atendidos. Nos afeiçoamos a eles e procuramos fazer o que esta ao nosso alcance para que sempre estejam bem”, afirma.

E tem amor para todos. “Percebemos que os cachorros despertam nas meninas sentimentos bons, de tranquilidade, de amor e de companheirismo. Não raro pego a Duda falando para o Tobias: ‘Te amo, nego!’”, conta.

O Dia das Mães de Katleen é em família, com pessoas e bichos juntinhos. “Passamos a data na casa da minha mãe. Eu levo meus três pets, minha irmã leva os três dela. A festa é completa, com todas as mães e seus filhos humanos e patudos”.

Para quem pensa em ter um pet antes da maternidade, Katleen aconselha: “Um animal não pode ser considerado um brinquedo de experimento pré-maternidade. Se a pessoa quer ter, precisa ser porque gosta de animais e não para fazer um teste, por ouvir que é uma experiência rica antes de ser mãe”, adverte.

Shanti, a primogênita

Foto Cecília e Família

Em 2009, com apenas três meses de vida, Shanti teve úlcera na córnea e precisou passar por uma cirurgia de urgência. O pós-operatório incluía a aplicação de colírio de duas em duas horas, o que exigia que Cecilia Theberge Bigio acordasse várias vezes de madrugada. Depois dessa foram mais três cirurgias nos olhos, além de dermatite atópica e uma anemia autoimune, que exigiu transfusão de sangue.

Shanti é uma pequenina e adorável Shih Tzu de nove anos que trouxe muitos ensinamentos para sua família. “Foi um estágio muito bom antes da maternidade. Aprendemos a cuidar de um ser dependente, a alimentar, ter responsabilidades, sofremos quando ela ficava doente”, conta a pediatra Cecilia, que é mãe de Daniel, quatro anos, e de Rafael, três meses.

Ela recomenda às mulheres a experiência de ser “mãe” de um pet antes de engravidar. “Uma conhecida minha já se desesperou com o cachorro e decidiu nem ter filhos”, conta. E afirma que a tarefa não é fácil, mas compensa: “Essa resistência para cuidar deles quando se está cansada, a questão de ter alguém que depende de você, o laço afetivo que se cria, a preocupação quando algo não vai bem”.

O Dia das Mães é comemorado por Cecilia em família, com o marido Leandro e seus “três filhos”, como ela costuma dizer. Shanti, a “mais velha”, é cuidadosa com seus “irmãos”. “Ela não desgruda dos meninos, avisa quando o Rafael está chorando e quer lambê-lo como se fosse sua cria”.

À espera da primeira filha

buldogues
Reprodução Facebook

A empresária Bruna Sena Neves Tancredo está grávida de 28 semanas de uma menina. “Ainda sem a experiência de ser mãe, posso afirmar que desde já o Rico e o Barão têm uma forte ligação com minha filha. Eles estão muito atenciosos comigo e tenho certeza de que o coração deles está em sintonia com o dela”, afirma. Rico, seis anos, e Barão, sete anos, são seus buldogues.

“Meu coração se enche de alegria quando falo sobre eles. O Rico é minha paixão. Ele me mostrou um mundo encantador e cheio de amor que eu jamais pensei existir. Um amor tão puro que me emociona cada vez que me refiro a ele. Com um temperamento sapeca e ao mesmo tempo manhoso, ele é a alegria dos meus dias”, conta Bruna. A experiência a levou a adotar posteriormente o companheiro e amoroso Barão, pai de Rico.

Para Bruna, o convívio com os animais é uma preparação para a maternidade, já que ambos precisam de nós para crescer e serem felizes. “Indico os pet para todas as pessoas do mundo. Ter um amigo destes diariamente ao nosso lado é algo sensacional”, garante.

Fonte: Clínica e Hospital Veterinário 24h Cão.Com