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Brasil precisa de política pública para reduzir mortes por hipertensão

“Em cada 100 brasileiros, 30 morrerão de doença cardiovascular, que tem na hipertensão uma recorrente causa. Precisamos mudar o destino dessas pessoas”, diz o médico José Francisco Kerr, presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp).

“O Dia Nacional de Prevenção à Hipertensão Arterial, 26 de abril, é de extrema importância para alertar a sociedade sobre a necessidade de prevenir e combater esse mal, o mais grave problema de saúde pública do Planeta”, salienta o médico. As estatísticas são muito preocupantes: 20% dos habitantes adultos são hipertensos. Considerando-se as pessoas acima de 65 anos, são 40%; e no grupo com mais de 80, 50%.

“A hipertensão é uma das principais causas das doenças cardiovasculares, como o infarto do miocárdio, acidentes vasculares cerebrais, aneurismas e insuficiência cardíaca, responsáveis por um terço das mortes no Brasil. Além disso, leva à aterosclerose precoce, à degeneração dos vasos, à hipertrofia e a sobrecarga do coração”, ressalta o especialista, enfatizando: “Em cada 100 brasileiros, 30 morrerão de doença cardiovascular. Precisamos mudar o destino dessas pessoas! E essa transformação começa pela prevenção e combate à hipertensão e às demais causas dos males que afetam o coração, ou seja, o tabagismo, alimentação errada, obesidade, sedentarismo, colesterol e triglicérides elevados, excesso de consumo de sal e álcool, estresse e diabetes”.

Muitos desses fatores contribuem duplamente para a ocorrência de doenças cardiovasculares: de modo direto e também provocando a hipertensão que, dentre todas as causas, é a mais incisiva e recorrente, explica o presidente da Socesp. “Por isso, a mais eficaz medida preventiva é mudar o estilo de vida, adotando-se dieta mais saudável e equilibrada, fazendo atividade física regular (sempre após orientação médica), abandonando o tabagismo, reduzindo a níveis saudáveis o consumo de álcool e sal, emagrecendo e procurando evitar o estresse. Também é muito importante medir periodicamente a pressão e, em caso de qualquer alteração, iniciar tratamento imediato para a solução do problema. Esse controle também ajuda a evitar consequências mais graves”.

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Ilustração: Pixabay

Responsabilidade governamental

Kerr pondera que, ante a gravidade do problema, que atinge 30 milhões de brasileiros, “as estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento da hipertensão têm, necessariamente, de ser emanadas das autoridades, por meio de políticas públicas eficazes no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), implicando responsabilidades compartilhadas da União, estados e municípios”.

Na avaliação do médico, o SUS contempla de maneira bastante razoável medicamentos e tratamentos usuais para a hipertensão. “Porém, expressiva parcela da população está sob risco porque não muda estilo de vida. Assim, não basta ter medicamento nas unidades de atendimento, se o indivíduo fuma, não faz exercícios, se está com excesso de peso, se é negligente com a ingestão de sal e álcool ou se abandona o tratamento prescrito pelo médico. Por tudo isso, seria muito importante a realização de uma campanha permanente de alerta, prevenção e vida saudável, de alcance nacional, considerando a gravidade do problema, as dimensões continentais do Brasil e o contingente populacional ameaçado”.

Medida prioritária seria medir a pressão arterial de toda a população. Ou seja, esse procedimento deve ser adotado independentemente da especialidade médica ou do motivo que leve uma pessoa a procurar um ambulatório, clínica, consultório, pronto-socorro e hospitais. Isso é fundamental, pois a hipertensão, na maioria das vezes, não apresenta sintomas. As pessoas costumam descobrir o problema durante consultas de rotina ou, o que é pior, depois da ocorrência de um infarto ou acidente vascular cerebral.

“Assim, medir a pressão de todo mundo que é atendido na rede pública seria um grande avanço, pois 80% dos brasileiros utilizam o SUS. Também é preciso educar a população a aferir sistematicamente a pressão. Tais medidas devem ser políticas públicas permanentes. A tarefa é árdua, mas precisa ser cumprida, para se reduzir o número de mortes no País”, afirma, ressalvando: “Existem esforços, é verdade, mas temos de avançar muito. As estimativas são de que apenas 15% de todo o universo de hipertensos estejam devidamente diagnosticados, tratados e controlados”.

Além das políticas públicas, o médico defende uma ação sistemática da sociedade civil organizada, empresas, entidades médicas, como a Socesp, comunidades religiosas, de emigrantes e seus descendentes, organizações não governamentais e associações de bairro. “É necessário que todos tenham o olhar voltado à prevenção”.

Persistência do tratamento

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O presidente da Socesp salienta que, além do diagnóstico e início do tratamento, o controle permanente dos pacientes é decisivo, pois os indivíduos acabam não aderindo à medicação, considerando que na maioria dos casos a hipertensão é assintomática. Geralmente, eles dizem que não aceitam tomar três ou quatro comprimidos diários para tratar algo que sequer sentem. Assim, criar a cultura do tratamento adequado é uma atitude preventiva das doenças causadas pela hipertensão, como o infarto, o acidente vascular cerebral, o aneurisma e doenças renais.

“É muito importante educar, dialogar e prover atendimento interdisciplinar, com participação do médico, do enfermeiro, farmacêutico e outros profissionais”, salienta Kerr, observando: “Isso a gente vê que acontece nas unidades básicas nas quais existe uma equipe para cuidar do problema, mas, obviamente, teria de haver mais investimento nesse área. É preciso aumentar a capacidade de buscar indivíduos hipertensos, fazer o diagnóstico adequado e, acima de tudo, convencer a população sobre a gravidade do problema”.

Fonte: Socesp

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Cardiologista alerta para os riscos de infarto ao não tomar o café da manhã

O café da manhã é um costume que deve começar cedo. O ideal é educar as crianças e criar este hábito o quanto antes; além disso, para proteger ainda mais o coração, é importante manter uma rotina com atividade física, menos estresse e mais horas de sono

Você tem o hábito de pular o café da manhã? De acordo com um estudo publicado no periódico científico Journal of the American College of Cardiology, as pessoas que fazem essa primeira refeição regularmente têm menos chances de desenvolver aterosclerose (entupimento de artéria, causando acidente vascular cerebral ou até mesmo um infarto). De acordo com o estudo, as pessoas que consumiam o café da manhã com menos de 5% da ingestão diária recomendada de calorias, tinham o dobro de placas ateroscleróticas do que aqueles que ingerem uma refeição completa.

Segundo o cardiologista e Coordenador do Programa de Cuidados Clínicos para pacientes com Infarto Agudo do Miocárdio do HCor (Hospital do Coração), Leopoldo Piegas, excluir o café da manhã é considerado um hábito frequente e não saudável associado a um aumento do risco cardiovascular. Esta é a refeição mais importante do dia por uma série de motivos, entre eles, por fornecer ao corpo energia suficiente para começar o dia e evitar que uma pessoa tenha muita fome em outros períodos, se alimentando de forma exagerada.

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Piegas aconselha para não pular o café da manhã: “Essa refeição está associada a uma diminuição do risco de ataques cardíacos. Incorporar alimentos saudáveis é uma forma fácil de garantir que a refeição forneça uma quantidade de energia adequada e um equilíbrio de nutrientes saudáveis”, explica.

Para o cardiologista do HCor, este estudo, assim como outros já publicados sobre o mesmo tema, prova que se trata de um mau hábito que as pessoas podem mudar para reduzir o risco de doença cardiovascular. “Pular o café da manhã como hábito favorece o aparecimento de outros fatores de risco para as doenças cardiovasculares como obesidade, pressão arterial alta, colesterol alto e diabetes, que, por sua vez, podem levar com o tempo, a um ataque cardíaco”, alerta.

Café da manhã e seus benefícios

O café, componente indispensável desta refeição, ajuda também a proteger o coração porque é rico em antioxidantes que previnem doenças cardiovasculares como infarto. Ele combate o cansaço e a depressão, melhora o humor e a disposição, além de aliviar o estresse, ele pode evitar o surgimento de alguns tipos de cânceres. Sua ação no aumento da pressão sanguínea é mais encontrado em pessoas sensíveis à cafeína, que fumam ou que já têm diagnóstico de pressão alta. “No entanto, para obter todos os benefícios dessa bebida, o ideal é consumir em quantidades moderadas, de 500 a 600 ml por dia, o que equivale a 3 ou 4 xícaras diárias”, esclarece o cardiologista.

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Embora aqueles que pulam o café da manhã estejam tentando, em geral, perder peso ou são hiperativos e não querem perder tempo com esta refeição, com frequência acabam se alimentando de forma menos saudável no fim do dia. “Pular o café da manhã prolongando o período de jejum é estressante, faz o organismo trabalhar mais induzindo a alterações metabólicas que provocam desequilíbrios hormonais (diabetes) e contribuem para o aumento de peso”, finaliza o médico.

Fonte: HCor

 

Veja diferenças dos sintomas do infarto em homens e em mulheres

Estresse, idade elevada, obesidade, diabetes, hipertensão arterial, tabagismo, sedentarismo, alimentação rica em gordura. Estes são alguns dos principais fatores que predispõe a um infarto agudo do miocárdio. Historicamente os homens dominam os casos de infarto. Entretanto, tem crescido a incidência do mal entre as mulheres – que também entraram no ritmo alucinante da vida moderna -, e se tornaram, também, alvos mais fáceis do problema.

De acordo com um estudo do American Heart Association, 45% dos ataques do coração são silenciosos e descobertos somente depois, quando um paciente realiza exames de rotina. Além de dor no peito e formigamento no braço esquerdo e pescoço, náusea e até vômito, outras características podem indicar um infarto como dores nas costas, suor frio e, em casos extremos, o desmaio.

Para o cardiologista e coordenador do Programa de Infarto Agudo do Miocárdio, Leopoldo Piegas, a falta de ar, queimação no estômago sem relação com alimentos e incômodo no peito que aparece após a prática de exercícios e desaparece ao descansar, também são sintomas comuns que podem indicar problemas no coração.

“É importante lembrar que, quando se trata de doenças do coração, a falta de informação pode ser fatal. No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, a cada dois minutos morre uma pessoa devido a uma enfermidade cardiovascular, e não saber quando se trata de um infarto, diminui a chance de sobrevivência”, esclarece.

Diferença entre homens e mulheres: o infarto não atinge igualmente homens e mulheres. Os sintomas e até mesmo as faixas etárias mais atingidas são diferentes. “O pico de incidência costuma ser em homens com mais de 45 anos e mulheres após os 55 anos, no período da menopausa”.

Infarto em homens

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A dor do infarto geralmente é percebida como uma pressão no peito. Não é possível localizar com um dedo. A dor pode ser acompanhada de suor sem estar sentindo calor, o “suor frio”, dor em braços, dor na boca do estômago e até dor na mandíbula. Tonturas e desmaios durante a dor podem acontecer.

Infarto em mulheres

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Os sintomas de infarto em mulheres variam mais. As dores podem ser descritas como queimação e pontadas em região do peito. As dores em mulheres geralmente são subvalorizadas, pois classicamente, antes da menopausa, elas têm menos chance de infarto do que os homens da mesma idade. Atualmente as mulheres fumam, bebem, tem trabalhos estressantes e se exercitam pouco. Usam anticoncepcionais, que associados a alguns outros fatores de risco, como dieta inadequada e sedentarismo, aumentam as chances de trombose e infarto.

E quando ele chega? O principal sinal do infarto é a dor aguda no peito, que perdura por mais de 20 minutos e se irradia para o braço ou ombro esquerdo. Além da terrível sensação de que algo aperta o coração, a pessoa pode sentir dores e desconforto em toda a região torácica, assim como falta de ar, fadiga, azia, suor excessivo, dor nas costas e no pescoço.

“Isso acontece porque os órgãos e tecidos do corpo são interligados e interdependentes. O músculo cardíaco não funciona sozinho. Ele precisa de uma boa oxigenação promovida pelos pulmões, da pressão sanguínea (ou bombeamento de sangue) eficiente e constante e, ainda, de um sistema circulatório sadio, livre de placas de gordura ou coágulos que impeçam a chegada do sangue e do oxigênio aos diversos órgãos”, explica o cardiologista.

Fique atento aos sinais:

 

Cansaço extremo e sem causa aparente
Tonturas, vertigens
Náuseas
Perda de apetite
VômitosDesmaios
Desconforto no peito
Fraqueza
Problemas de sono
Dores nos braços, ombros e costas
Dor de estômago

É útil lembrar que é necessário pelo menos seis destes sinais para que se suspeite de um possível aviso de infarto. Sintomas isolados não devem ser motivo de alarme.

Tratamento: o tratamento para homens e mulheres é o mesmo. “Após o diagnóstico, se o quadro for agudo, a recomendação é rapidamente desobstruir a artéria responsável em ambiente hospitalar mecanicamente (cateterismo e stent) ou com medicamentos injetados em veia periférica capazes de desobstruir o coagulo (trombólise). A angioplastia, tratamento preferencial, segue-se ao cateterismo sempre que disponível. Este permite localizar onde está a obstrução e tratar de uma forma pontual e bem localizada. Neste procedimento, é colocado um ‘stent’, um alicerce de metal por dentro da obstrução, para evitar que se feche novamente”, orienta o cardiologista.

Fonte: HCor

 

 

Cardiologista alerta contra os riscos físicos do Carnaval

Neste período a atenção precisa ser redobrada com o alto consumo calórico dos foliões, bem como os riscos de desidratação e o excesso de estresse físico

Carnaval é sinônimo de alegria e descontração. No entanto, durante os dias de folia, as pessoas acabam extrapolando um pouco os limites, e indo além do que o corpo pode aguentar. Não é exagero essa comparação: participar de vários blocos carnavalescos equivale fisicamente a uma corrida de mais ou menos 10km.

Em relação ao grande desgaste físico, o consumo de bebidas alcoólicas, na maioria das vezes com energéticos, é fato comum durante a folia. Por isso é importante intercalar para cada lata de energético, o consumo de 500 ml ou mais de água, além de doces, para evitar a hipoglicemia e reequilibrar o metabolismo cerebral.

Além do desgaste físico, em muitos casos, o exagero contribui para o aparecimento ou agravamento de alguns sintomas ou até mesmo de doenças. Entre elas as arritmias cardíacas que, apesar de muitas vezes apresentarem sintomas como cansaço, palpitações, falta de ar, tonturas ou desmaios, outras podem ser assintomáticas e acometer pessoas saudáveis.

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De acordo com o cardiologista e médico do esporte do HCor (Hospital do Coração), Nabil Ghorayeb, não é incomum, em períodos como no Carnaval, a ocorrência de arritmias cardíacas por conta de atitudes como o consumo exagerado de bebidas alcoólicas, cigarro, drogas e energéticos.

“A moderação e o equilíbrio são fatores importantes na prevenção de arritmias, especialmente em ocasiões como o Carnaval. Todos os excessos trazem malefícios, especialmente em indivíduos portadores de doenças cardíacas, os quais podem desenvolver complicações e evoluir para morte súbita. Essas situações poderiam ser evitadas por meio de informação, prevenção e bom senso”, aconselha Ghorayeb.

E para os foliões que vão ficar somente na arquibancada pulando? Para o cardiologista do HCor, o desgaste e o risco serão pequenos. “Ao sentir cansaço, o ideal é sentar e se reidratar. O abuso de bebidas alcoólicas e outras substâncias torna a festa de carnaval sem controle, e os efeitos cardiovasculares são imprevisíveis”, esclarece.

Para aproveitar os dias de folia sem descuidar da saúde do coração, o cardiologista do HCor dá algumas dicas:

Aproveite com moderação: o excesso de estresse físico, como pular exageradamente, especialmente se o indivíduo for portador de doença cardíaca, pode induzir arritmias, desmaios, hipertensão, infarto e até morte súbita. Por conta da empolgação e da multidão, as pessoas acabam esquecendo que cada um tem seu limite, tanto físico como mental, e é essencial respeitá-lo;

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Pexels

Hábitos saudáveis: lembre-se que a prevenção é o melhor remédio contra qualquer doença. Nem sempre o portador de doença cardíaca tem sintomas. E ela pode ser silenciosa. Por isso é importante ter hábitos saudáveis, praticar atividades físicas frequentemente, realizar exames preventivos e consultar, pelo menos uma vez por ano, um clínico ou cardiologista;

Beba com moderação e diga não às drogas: o uso de drogas ilícitas e outros estimulantes, além do álcool, podem induzir arritmias, crises de hipertensão arterial e infarto. Quando usados simultaneamente, os efeitos podem ser ainda mais intensos, levando à morte súbita. Energéticos em excesso, ricos em cafeína e taurina, usados para se manter alerta, também podem induzir arritmias. Os energéticos diminuem a sensação de “tontura”, o que leva o indivíduo a beber maior quantidade de álcool e consequentemente a correr maiores riscos;

Beba bastante água: desidratação, motivada pela falta de líquidos e por suor excessivo, pode provocar quedas de pressão e desmaios;

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Foto: C_Scott/Pìxabay

Repouse e tenha um sono com qualidade: dormir pouco pode provocar hipertensão, agitação, ansiedade e sonolência diurna. Dirigir automóveis com sonolência aumenta muito o risco de acidentes;

Tenha uma alimentação saudável: dê preferência a verduras, grãos integrais, carne branca, peixes, legumes e frutas. Alimente-se com frequência e não permaneça em jejum por tempo prolongado;

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Dê preferência a roupas leves: o uso de roupas muito pesadas e quentes em ambientes abafados pode levar à desidratação e a desmaios por quedas de pressão.

Fonte: HCor

 

Risco do ‘verme do coração’ em pets aumenta no verão

Veterinária da Petz orienta como prevenir a dirofilariose, doença transmitida pelo mesmo mosquito da dengue, que provoca insuficiência cardíaca nos bichinhos de estimação e tem maior incidência nesta época do ano

Com o aumento dos mosquitos no verão, cresce o risco de transmissão de doenças. No caso dos pets, o mesmo mosquito que propaga a dengue entre os humanos pode transmitir a dirofilariose, conhecida como a doença do “verme do coração”. O parasita transmitido pela picada do mosquito se aloja no coração de cães e gatos, provocando lesões e até insuficiência cardíaca. A incidência é maior em regiões litorâneas, mas também há casos na capital paulista.

“Por isso, prevenir é fundamental, além do check-up antes e depois das viagens, para obter informações com os veterinários sobre a melhor forma de proteger e tratar dos pets”, afirma a veterinária e gerente de clínicas da Petz, Karina Mussolino. Ela explica que a prevenção deve ser feita com aplicação mensal de vermífugos ou com uma dose anual da vacina contra o parasita Dirofilaria immitis. Apesar de a doença afetar também os gatos, a vacina por enquanto só é indicada para cães a partir de nove meses de idade

O que é a doença

Além do Aedes aegypti, a doença pode ser transmitida pela picada dos mosquitos Culex e Anopheles infectados. Apatia, tosse, falta de ar, perda de peso, cansaço e dificuldade para se exercitar são alguns dos sinais da enfermidade, que vem se espalhando de forma silenciosa. “Pode ser detectada com um simples teste de sangue e, caso seja diagnosticada cedo, as chances de recuperação são maiores”, orienta Karina.

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Pixabay

Como tratar

Quando instalada, a dirofilariose reduz expectativa de vida, pode deixar sequelas graves e até matar por insuficiência cardíaca súbita. O tratamento é voltado para acabar com as microfilárias (vermes jovens), evitando que novos parasitas cheguem à fase adulta e, com isso, se reproduzam e ocupem mais espaço no coração e nos vasos sanguíneos no pet. O tipo de medicamento, o período e a dosagem devem ser determinados pelo veterinário, pois podem variar pelo número de vermes, a duração da infecção e a resposta do organismo do pet.

Fonte: Petz

 

 

 

Cardiologista do HCor dá dicas de cuidados com o coração durante o verão

Para evitar problemas cardíacos nessa época do ano, é importante consumir alimentos saudáveis, beber muita água e evitar o consumo de gorduras e sal em excesso

Com a chegada do verão e dos dias quentes, aumenta a vontade de sair da rotina e realizar atividades ao ar livre. Longas caminhadas na praia e o abuso de comidas e bebidas podem aumentar as chances de algum problema cardíaco ou vascular, especialmente em pessoas com maior risco cardiovascular como idosos, hipertensos, obesos, tabagistas e diabéticos.

De acordo com o cardiologista e clínico geral do HCor (Hospital do Coração), Abrão Cury, as pessoas que fazem parte do grupo de risco não podem fazer exercícios físicos sem uma avaliação médica prévia, assim como não devem abusar da alimentação. “É recomendado cautela também com as comidas típicas do período de férias na praia, como por exemplo, os frutos do mar, que têm alto teor de colesterol, principal fator desencadeante da aterosclerose”, explica.

Outra recomendação importante é feita para pacientes que usam medicamentos. “No verão, o calor e a umidade aumentam a perda de água e sais minerais através da transpiração e da respiração. Para evitar a desidratação, é preciso ingerir bastante líquido. Atenção deve ser redobrada em pessoas idosas e que fazem uso de diuréticos”, salienta.

Pessoas hipertensas, que precisam controlar a pressão com frequência, devem ficar atentas à tendência natural do corpo de baixar a pressão no calor. Como a pressão atmosférica na praia já é baixa, o uso de vasodilatadores pode acentuar essa queda, causando hipotensão. Uma reavaliação médica antes do período de férias no verão pode indicar a necessidade ou não de alterar a dosagem dos medicamentos.

O verão chegou! Cuide bem do seu coração:

Para muitas pessoas o verão é a estação do ano mais aguardada. As roupas leves, programações ao ar livre e viagens à praia fazem deste período o favorito de muita gente. No entanto, o calor provoca mudanças no nosso corpo e é preciso ficar mais atento especialmente com o coração, que requer mais cuidados durante esse período de altas temperaturas.

Conforme o corpo perde líquido por meio da transpiração e da respiração e não tem reposição, os vasos sanguíneos vão se fechando para manter a pressão arterial dentro do ideal. E, consequentemente, o sangue fica mais grosso e a frequência cardíaca aumenta. Em dias de alta temperatura, o organismo precisa fazer muito esforço para se manter funcionando e isso acelera o ritmo dos batimentos do coração, pois o órgão precisa compensar a necessidade maior de energia”, alerta Cury.

Já para os “atletas de verão”, aqueles que começam a praticar um esporte com intensidade só nessa época do ano e ficam muito tempo expostos ao sol, a atenção deve ser redobrada. “O esforço frequente deve ter acompanhamento médico, uma vez que pode levar ao desenvolvimento de problemas cardíacos e até morte súbita. Portanto, para evitar problemas cardíacos nesta época do ano, é importante consumir alimentos saudáveis, beber muita água e evitar o consumo de gorduras e sal em excesso”, recomenda o cardiologista do HCor.

Dicas de cuidados com o coração durante o verão:

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Pixabay

=Tomar uma vez por dia chá verde, que tem componentes que ajudam o metabolismo;

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=O verão é uma boa época para o consumo de peixes que são ricos em proteínas e têm baixas calorias. Os mais indicados são o salmão, truta e bacalhau porque estão associados à redução da incidência de doenças cardiovasculares;

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=Beber bastante água durante os treinos na academia. Se possível a cada 20 minutos de exercícios físicos;

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=Para recuperar a energia após os exercícios físicos tomar vitaminas de frutas, água de coco e sucos naturais;

Cerca de 40% da população apresenta algum tipo de distúrbio do sono

=Ter pelo menos seis horas de descanso todas as noites;

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=Praticar exercícios físicos pelo menos duas vezes por semana. As caminhadas podem ser antes ou após o expediente do trabalho.

Fonte: HCor

 

Dicas para cuidar do coração do seu pet

Cães e gatos também podem ter doenças cardíacas, como hipertensão, doença cardiovascular e outras enfermidades sérias. No entanto, o tratamento farmacológico e uma dieta balanceada garantem qualidade de vida e longevidade para nossos melhores amigos.

Confira as dicas do médico veterinário da Max Premium Especial (Total Alimentos), Marcello Machado:

Cat at veterinarian

Leve-o ao veterinário: um animal de estimação também precisa de check up periódico, isso porque, só as visitas ao médico veterinário podem assegurar a boa saúde do pet e identificar enfermidades.

Cuidados com o coração do pet cachorro

Atenção aos sintomas: os sintomas mais comuns de doenças cardíacas são: dificuldade para respirar, alteração da cor da língua, rejeição a atividades físicas, sono demasiado fadiga, sede e tosse. Caso seu cãozinho apresente algum desses sinais, procure a orientação de um veterinário.

cachorro e gato comendo

Alimentação saudável e balanceada: é essencial que o pet consuma alimentos completos, cuja fórmula contenha ingredientes selecionados e nutrientes fundamentais para o desenvolvimento ideal do animal. Por isso, recomenda-se evitar alimentos de consumo humano, que podem ter níveis elevados de sódio e não são indicados para a nutrição adequada do cão ou do gato.

mulher cachorro bicicleta

Atividade física: brincar, passear pelo bairro, pelo condomínio. Reserve um tempo para seu amigo de quatro patas para que ele gaste um pouco de energia e, claro, calorias. Até mesmo os gatos podem passear com você se acostumados precocemente. Mas, lembre-se: cães braquicefálicos, aqueles com focinho achatado, como o Bulldog Francês e Pug, precisam de mais atenção porque possuem mais dificuldade para respirar e se cansam muito mais facilmente.

gato comendo

Pets idosos: cães de raças pequenas são considerados maduros a partir dos oito anos de vida; os cães de raças médias, aos sete; e os grandes a partir dos seis anos. E os gatos a partir dos sete anos. Portanto, nessa fase da vida, os pets precisam consumir alimentos específicos, que não tenham adição de sal, que contribuam para articulações saudáveis e que ajudem no retardo da progressão da doença cardíaca, como a MAX Premium Especial Mature, indicada para animais idosos.

Fonte: Total Alimentos

Nutricionista orienta como prevenir doenças cardiovasculares em crianças

Obesidade, hipertensão e diabetes. Essas doenças, que estão cada vez mais presentes na vida da população adulta, também têm afetado as crianças, e os cuidados devem começar desde o nascimento do bebê. Nos seis primeiros meses de vida, o leite materno fornece todos os nutrientes que a criança precisa, sem a necessidade de alimentação complementar.

Dos seis meses em diante é hora de introduzir novos alimentos ao cardápio infantil. A dica é abusar dos alimentos naturais, como frutas, legumes, verduras, tubérculos e carnes, que devem ser introduzidos de forma lenta e gradual. Guloseimas e produtos industrializados estão fora da lista.

Mesmo com a alimentação complementar, a amamentação em livre demanda deve ser mantida até dois anos ou mais, conforme recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS). A alimentação complementar oferecida de forma inadequada também pode resultar em problemas como anemia, excesso de peso e desnutrição.

“Alimentos com grandes quantidades de açúcar, gordura e corantes devem ser evitados, pois podem prejudicar a qualidade da dieta, resultando no aumento do peso e na ingestão deficiente de micronutrientes”, alerta Natane Souza, nutricionista da Cardiopediatria do HCor (Hospital do Coração).

Evite mel e embutidos

Apesar de suas excelentes propriedades medicinais, o mel também não deve ser consumido por crianças com menos de um ano. Se contaminado, ele pode levar ao botulismo, assim como o palmito e o picles em conserva, além de alimentos embutidos como salsichas, salames, presuntos e patês.

“Já o consumo de sal em excesso está associado ao aparecimento de hipertensão arterial, inclusive na infância e, consequente, ao aumento no risco de doença cardiovascular quando adulta. Há diversas opções de temperos que podem ser utilizados, como alho, cebola, ervas frescas, entre outros ingredientes”, orienta a nutricionista do HCor.

Cuidando dos pequenos corações

Para proteger o coração dos pequenos, é fundamental introduzir uma alimentação saudável desde cedo, começando com o aleitamento materno de forma exclusiva até o sexto mês, sem oferecer chás, sucos, água ou fórmulas artificiais.

Chegando ao sexto mês, deve-se introduzir a alimentação complementar, além de manter o aleitamento materno até os dois anos de idade ou mais. “A partir dos seis meses, atendendo ao desenvolvimento neuropsicomotor do lactente, é possível iniciar a introdução de outros alimentos de forma gradual (com todos os nutrientes) inteiros ou amassados, sob a forma de papas (alimentação de transição), oferecida com a colher”, esclarece Natane.

E a nutricionista completa: “Vale ressaltar que a preferência por determinados sabores (muito doce ou salgado, por exemplo) pode ser modificada pela exposição precoce a esse tipo de alimento. O sal não deve ser adicionado às papas, sendo suficiente o conteúdo de sódio intrínseco dos alimentos utilizados no preparo”.

Abuse da criatividade

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Foto: The Yummy Mummy Club

O período da primeira infância é o momento em que o visual da alimentação é de suma importância. Quanto mais estímulos uma atividade possui, seja cores, formas e sabores, melhor para os pequenos. Os pratos bem coloridos e divertidos são uma aposta incrível que pode transformar a hora das refeições.

Ingredientes saudáveis devem estar dentro dos pratos sempre. Por isso, o ideal é abusar da criatividade. Evite misturar uma variedade grande de alimentos, para não gerar confusão no paladar da criança. Seja para o lanche com frutas ou para as refeições principais com legumes e cereais. Montar um prato colorido e criativo vai conquistar os pequenos.

“A criança deve ser apresentada a uma grande diversidade de alimentos e preparações, priorizando os de boa qualidade nutricional como frutas, legumes, verduras e carnes magras. Neste momento não se deve oferecer alimentos industrializados ou ultra processados, pois estes irão prejudicar a introdução de alimentos saudáveis”, finaliza Natane.

Dicas da nutricionista da Cardiopediatria do HCor para uma alimentação saudável (crianças menores de 2 anos):

-Oferecer somente leite materno até os seis meses, sem oferecer água, chás ou quaisquer outros alimentos;

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Foto: Beautiful Breastfeeding

-A partir dos seis meses, introduzir de forma lenta e gradual outros alimentos, mantendo-se o leite materno até os dois anos de idade ou mais;

-Após os seis meses, dar alimentos complementares (cereais, tubérculos, carnes, leguminosas, frutas e legumes) três vezes ao dia se a criança receber leite materno e cinco vezes ao dia se estiver desmamada;

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Bundoo

-A alimentação complementar deverá ser oferecida nos horários de refeição da família, em intervalos regulares, respeitando-se sempre a vontade da criança;

-A alimentação complementar deve ser espessa desde o início e oferecida com colher. Começar com consistência pastosa (papas/purês) com alimentos amassados e, gradativamente, aumentar a consistência até chegar à alimentação da família;

-Oferecer à criança diferentes alimentos todos os dias. Uma alimentação variada é, também, uma alimentação colorida;

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-Estimular o consumo diário de frutas, verduras e legumes nas refeições;

-Evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas nos primeiros anos de vida. Usar sal com moderação;

-Cuidar da higiene no preparo e manuseio dos alimentos e garantir armazenamento e conservação adequados;

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Foto: Philmech

-Estimular a criança doente a se alimentar, oferecendo a alimentação habitual e seus alimentos preferidos e respeitando sua aceitação.

Fonte: HCor

 

 

 

 

Campanha Mulher Coração recebe Cláudia Raia como nova madrinha

Cláudia Raia, consagrada artista da TV, do teatro e do cinema, é a nova estrela da Campanha Mulher Coração. Conhecida por diversos trabalhos, a atriz e dançarina tem participação em novelas de sucesso como Sassaricando, Beijo do Vampiro, A Favorita, Salve Jorge e A Lei do Amor, no programa humorístico TV Pirata, nos filmes Kuarup e Boca de Ouro, e nas peças teatrais A Chorus Line, onde despontou para a fama, Não Fuja da Raia, Cabaret e Cantando na Chuva, entre muitos outros.

Até pouco tempo havia o mito de que problemas do coração eram próprios dos homens, uma realidade que se alterou bastante nas últimas gerações. Com a mudança no estilo de vida, as mulheres passaram a exercer um novo papel, que representa importante conquista histórica. Por outro lado, também altera hábitos de vida, eleva o estresse e afeta a saúde do coração, com o consequente aumento do risco de problemas cardíacos.

CLAUDIA RAIA3

Estimativas apontam 350 mil óbitos no Brasil em 2016 em consequência de males do coração. No planeta, 23 mil mulheres morrem diariamente vítimas de doenças cardiovasculares, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.

Diante dessa preocupante situação, a Sociedade Brasileira de Clínica Médica (SBCM) lançou, em 2016, a campanha permanente Mulher Coração, a fim de orientar e alertar as mulheres de todo o Brasil sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

“A ideia nasceu da necessidade de informarmos as mulheres sobre a prevenção de doenças cardiovasculares. Na maioria das vezes, elas não sentem os sintomas comuns, como dores no peito, e, por conseguinte, não valorizam os sinais de possíveis problemas. Aproximadamente 30% dos acidentes cardiovasculares acontecem entre a população feminina no Brasil, assim, é de nossa responsabilidade divulgar as formas de identificar e evitar estes casos”, afirma o presidente da SBCM, o professor Antônio Carlos Lopes.

O especialista reforça que as mulheres estão mais expostas aos fatores de risco, como pílulas anticoncepcionais, menopausa e tabagismo. “A falta de sintomas característicos deixam-nas mais vulneráveis a relacionar cansaço, náusea, dores na parte superior do abdome, nas costas e no pescoço aos reflexos de seus estilos de vida agitados e estressantes”, alerta o especialista.

A recomendação é que a visita ao médico cardiologista seja feita o quanto antes para saber se há algum fator familiar de risco cardíaco e, após os 40 anos, precisa ser periódica. A prevenção deve começar desde cedo, a partir de hábitos saudáveis como boa alimentação, atividades físicas e lazer. Além de reduzir o risco de doenças cardíacas, essas práticas auxiliam na qualidade de vida, física e mental.

Fatores de risco
Chegada da menopausa
É o período no qual a mulher para de fabricar o estrogênio, hormônio responsável pela manutenção do revestimento dos vasos sanguíneos.

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Uso de pílulas anticoncepcionais
Sua ingestão, que em geral acontece desde a adolescência, pode aumentar os riscos de trombose, ou seja, entupimento de veias ou artérias.

Terapia de reposição hormonal
O procedimento pode ajudar na prevenção dos principais sintomas da menopausa, como falta de desejo sexual e alteração de humor, mas se torna importante fator de risco para a saúde cardíaca.

Doenças pré-existentes
Mulheres com diabetes, hipertensão e alteração nas taxas de colesterol têm maior predisposição para o desenvolvimento das cardiopatias.

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Maus hábitos
Má alimentação, falta de atividade física regular e tabagismo também são condutas que ameaçam a saúde do coração.

Falta de sintomas
O infarto está entre os principais problemas cardíacos e, devido à falta de sintomas típicos do organismo feminino, pode causar o dobro de mortes em comparação com os homens.

“A mulher muitas vezes não sente a dor característica no peito. Sente apenas cansaço, náuseas, dor na parte superior do abdome, nas costas e no pescoço. Isso dificulta o diagnóstico, fazendo com que o problema cardiovascular passe facilmente despercebido”, afirma Antonio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica

Como cuidar
Pequenas mudanças na rotina da mulher são capazes de evitar oito em cada dez casos de doenças cardíacas.

Alimentação
Busque uma dieta equilibrada e saudável. Prefira alimentos ricos em fibras e gorduras mono e poli-insaturadas que auxiliam na redução do colesterol ruim (LDL). São eles: soja, feijão, lentilha, grão de bico, tomate, peixes, azeite, alho, aveia, banana, castanhas. Evite sanduíches fast-food, frituras, embutidos, alimentos industrializados e carnes gordas.

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Peso
Mantenha o peso ideal.

Atividade física
Pratique exercícios físicos regularmente.

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Foto: UC Health

Acompanhamento médico
Faça acompanhamento periódico dos índices de colesterol e da pressão arterial.

Fonte: SBCM

 

 

Dia Nacional da Saúde Bucal: HCor alerta para riscos da endocardite bacteriana

A falta de higiene bucal pode afetar a saúde do coração, principalmente em pacientes com histórico de doenças cardíacas; Estima-se que a infecção afete, anualmente, cerca de 150 mil brasileiros; febre, suor noturno, palidez, tosse constante e perda de peso repentina são alguns dos principais sintomas

Nesta quarta-feira, 25 de outubro, é comemorado o Dia Nacional de Saúde Bucal. O objetivo da data é conscientizar a população de que escovar bem os dentes ao acordar e logo após as refeições é extremamente importante, pois, além de ajudar a prevenir mau hálito, gengivite, placas bacterianas e cáries, evita também complicações cardíacas. Mas, afinal, qual é a relação entre a saúde bucal e as doenças do coração?

Na boca vivem milhões de bactérias. Para se ter uma ideia, em apenas 1ml de saliva há mais de 150 milhões delas, que podem cair na corrente sanguínea. Se no percurso elas encontrarem tecidos do revestimento interno do coração (miocárdio) danificados ou válvulas cardíacas anormais, podem se multiplicar livremente, causando uma infecção chamada endocardite. Anualmente, são diagnosticados cerca de 150 mil novos casos da doença, acometendo duas vezes mais homens do que mulheres. Destes, cerca de um quarto dos casos acontece entre pessoas com mais de 60 anos. E o principal grupo de risco são pacientes com cardiopatia congênita e os portadores de lesões valvares.

Ao apresentar os primeiros sinais, e considerando a gravidade da doença, o paciente precisa ser internado para iniciar o tratamento, feito à base de antibióticos. “Dor torácica, perda de peso repentina, sangue na urina, febre persistente, fraqueza, frequência cardíaca oscilando entre moderada e acelerada, suor noturno e tosse constante são sintomas clássicos da endocardite que, em 40% dos casos têm origem bucal”, elenca a cirurgiã-dentista Valéria Souza, especialista em cirurgia buco-maxilo-facial do HCor – Hospital do Coração. “Em situações mais graves, há o risco da perda das válvulas cardíacas e infecção generalizada, além de outras consequências como insuficiência cardíaca, AVC e infarto.”

Para ficar longe de qualquer risco, é fundamental manter uma rotina rigorosa de higienização bucal, com o uso frequente de fio dental, limpadores de língua e, ainda, antisséptico bucal. “Gengivas vermelhas, inchadas, que sangram com frequência, dentes sensíveis e mau hálito, consequências da má escovação, são os gatilhos para a infecção”, alerta Dra. Valéria. Se um ou mais sintomas forem frequentes, é hora de procurar um profissional para realizar o tratamento adequado e os exames preventivos. “É importante sempre lembrar que a saúde começa pela boca”, enfatiza.

Medidas preventivas

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· Escove os dentes de três a quatro vezes ao dia;

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· Troque a escova de dente a cada dois meses;

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Ilustração: Westfrisco/Pixabay

· Utilize fio dental e antissépticos bucais pelo menos uma vez ao dia;

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· Diminua o consumo de alimentos doces;

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· Evite o consumo excessivo de frutas ácidas, como laranja e limão;

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Foto: Zahnreinigung/Pixabay

· Vá ao dentista a cada seis meses;

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Ilustração: Pixabay

· Em caso de alguma doença cardíaca pré-existente, procure um especialista.

Fonte: HCor