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Exames moleculares predizem o risco do desenvolvimento do câncer de mama

Com resultados precisos, é possível um tratamento preventivo, minimizando as chances de um mal prognóstico

O câncer de mama é uma doença que se manifesta pela proliferação de células tumorais, constituindo nódulos geralmente fixos e indolores. A doença, apesar de grave, costuma ter um desfecho favorável quando identificada precocemente. Nesse sentido, o autoexame realizado frequentemente pelas mulheres nas mamas, mamilos e axilas, além da mamografia, a principal forma de identificação destas anormalidades.

Entretanto, antes mesmo que sintomas se manifestem é possível predizer a probabilidade do seu desenvolvimento, graças aos testes moleculares. Altamente indicado para mulheres que têm histórico familiar da doença, este exame identifica mutações em genes fortemente associados à doença.

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Uma simples coleta de sangue, que analisa o DNA da paciente, basta para a pesquisa destas mutações. O resultado pode indicar ao médico informações sobre a probabilidade do desenvolvimento da doença. “Um diagnóstico precoce e abrangente, garante até 95% de chances de cura, “, informa o gerente geral do DB Molecular, laboratório de apoio focado em biologia molecular e genética, Nelson Gaburo, especialista em biologia molecular.

O teste mais conhecido para detectar as mutações que levam ao câncer de mama é a análise dos genes BRCA1 e BRCA2. Gaburo explica que esses genes protegem o organismo do câncer de mama. Quando há alteração em um deles, o corpo perde essa capacidade de reparo e se torna vulnerável e propenso a aparição da doença. “Mulheres que apresentam alguma mutação, principalmente no gene BRCA2, possuem cerca de 85% de chances de desenvolver um tumor”, explica o especialista.

Outro exame básico para esse tipo de diagnóstico é o CA 15-3, que analisa no sangue da paciente os marcadores tumorais – macromoléculas presentes no tumor, cujo aparecimento indica a presença destas células tumorais em desenvolvimento. “Tanto marcadores sorológicos quanto genéticos, em conjunto com exames de imagem, fornecem resultados precisos, auxiliando para o tratamento adequado”, garante Gaburo.

Outubro Rosa

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A campanha Outubro Rosa visa conscientizar as mulheres sobre importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. No Brasil, a aderência à campanha aconteceu em 2002, no parque Ibirapuera, em São Paulo, quando o monumento Obelisco do Ibirapuera foi iluminado de rosa, para chamar atenção para a causa. A partir de 2008, a campanha foi se popularizando e várias entidades, empresas, ONGs, etc, fazem campanhas e as mais variadas ações para passar incentivar a prevenção, o cuidado e informar as mulheres.

Fonte: DB Molecular

 

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Dia Mundial do Coração: mais de 300 mil brasileiros infartam por ano

As doenças cardiovasculares estão entre as principais causas de morte no mundo. No Brasil, cerca de 300 mil pessoas sofrem infartos todos os anos, segundo o Ministério da Saúde, e em 30% dos casos a doença é fatal. Além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que até 2040 as mortes por doenças cardiovasculares devem aumentar em 250%.

Esse é um dos motivos que a OMS, Unesco e outras instituições fazem diversas ações educativas em 29 de setembro, o Dia Mundial do Coração. O intuito é incentivar a prática de atividades físicas e cuidados com a alimentação.

É comum associar problemas do coração com tontura, falta de ar e fortes dores no peito, mas nem sempre há manifestação de sintomas. Algumas doenças chegam de forma silenciosa e, quando descobertas, podem estar em estágio avançado. É o caso da obstrução arterial, caracterizada pelo acúmulo de gordura na parede das artérias, que impede a passagem e a chegada do sangue aos tecidos. O processo de obstrução é o que ocasiona o infarto, por exemplo.

O Sistema Único de Saúde (SUS) sinaliza quatro problemas mais recorrentes relacionados ao coração: infarto do miocárdio, doenças hipertensivas, insuficiência cardíaca e miocardiopatias. Pessoas que apresentam histórico familiar de doenças cardiovasculares devem ficar mais atentas.

Além disso, diabetes, hipertensão e colesterol elevado também são fatores que aumentam as chances de desenvolver doenças cardíacas. A prática de atividades físicas combinada com alimentação saudável são essenciais para prevenir problemas futuros, além do acompanhamento médico regular.

Exames de sangue possibilitam a identificação de alterações nos níveis de colesterol, glicemia e tireoide, que estão ligados a fatores de risco para problemas no coração. Cada exame analisa um aspecto e, quando associados aos exames de imagem, se tornam completos. Mas, de acordo com o gerente geral do DB Molecular, Nelson Gaburo, os exames genéticos podem auxiliar em um diagnóstico mais preciso.

“Já dispomos de testes moleculares direcionados para diversas condições cardiológicas, como a cardiomiopatia hipertrófica (CMH), doença que afeta um a cada 500 indivíduos da população em geral. Ela é a causa mais comum de morte súbita cardíaca em jovens atletas”, comenta o gerente.

coração médico

A doença é de transmissão autossômica dominante (HAD) e parentes de primeiro grau têm um risco de 50% de herdar o gene, segundo Gaburo. “Os exames moleculares fornecem informações precisas que direcionam o tratamento individualizado para cada paciente. A avaliação para os parentes em primeiro grau de indivíduos que tenham a doença torna tanto o tratamento medicamentoso quanto o cirúrgico mais rápidos e precisos, reduzindo significantemente a alta morbidade e mortalidade associadas à doença”, explica Gaburo.

Fonte: DB Molecular