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Perfume é a segunda maior causa de dermatites de contato

A dermatologista Valéria Marcondes explica por que alguns produtos causam reações alérgicas e o que fazer nesses casos

Perfumes são produtos que fazem parte do dia-a-dia de qualquer pessoa, chegando a ser parte da identidade de cada um. Porém, segundo estudos, a fragrância presente nestes produtos é uma das principais causas de alergias na pele, conhecidas como dermatites de contato.

“Dermatites de contato são reações alérgicas e inflamatórias da pele causadas pela exposição do paciente a algum princípio ativo ou substância a qual ele tem sensibilidade. Apesar de não serem contagiosas, as dermatites podem atingir o corpo todo, causando irritação, vermelhidão e descamação na pele”, explica a dermatologista Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da American Academy of Dermatology (AAD).

Segundo a especialista, para se definir o causador da alergia, pode-se realizar um teste de contato, onde os componentes do perfume são individualizados e aplicados na pele. Após isso, espera-se 48 horas e é medido o nível de vermelhidão, descamação e irritação que esses componentes causaram na local de aplicação. Porém, mesmo com este teste, é muito difícil definir o que exatamente causa a irritação, devido a complexa mistura de ingredientes sintéticos e naturais contidos nos perfumes.

frascos de perfume

“Para se ter uma ideia, o perfume possui cerca de 14 ingredientes químicos em sua fórmula. Por isso, muitas vezes, é difícil de individualizar qual é componente ao qual o paciente tem alergia. As dermatites podem ocorrer devido a qualquer um dos componentes presentes nestes produtos, desde conservantes, como os formaldeídos e acetaldeídos, até fragrâncias, como o linalol e o limoneno”, afirma Valéria.

Por isso, é importante adotar alguns cuidados para evitar o surgimento das dermatites. Por exemplo, o ideal é nunca passar o perfume diretamente na pele, mas sim por cima da roupa, sempre lavando as mãos após a aplicação. “Optar por produtos mais naturais e menos sintéticos também é uma boa medida. Para quem já sabe que possui alergia às fragrâncias, recomendo procurar perfumes hipoalergênicos”, destaca a dermatologista.

A médica ainda alerta sobre a importância de atentar-se para os rótulos de produtos cosméticos tópicos, que também podem conter fragrâncias que causam dermatite. O recomendado é sempre preferir produtos livres de fragrâncias ou sem perfume.

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Pinterest

“Para prevenir o aparecimento de irritações, você também pode fazer um teste de contato em casa. Para isso, aplique uma pequena quantidade do produto em uma parte do braço e então aguarde para conferir se o produto não lhe causa nenhuma irritação”, recomenda a médica, acrescentando: “Caso ocorra alguma reação alérgica, procure um dermatologista para receber orientações médicas.”

Fonte: Valéria Marcondes é dermatologista da Clínica de Dermatologia Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia com título de especialista e da Academia Americana de Dermatologia. Foi fundadora e é membro da Sociedade de Laser

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Carnaval: guache, glitter, maquiagem e spray no cabelo podem ser usados?

Todo o brilho do carnaval requer alguns cuidados. E para aproveitar os dias de folia sem reações alérgicas, a dermatologista Valéria Marcondes explica como fugir dos problemas

Carnaval combina com fantasias, brilhos, tintas, sprays, lantejoulas, glitters e purpurinas. Tudo muito colorido. Mas alguns dos adereços que ficam em contato com a pele podem causar reações alérgicas. Por esse motivo, a dermatologista Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da American Academy of Dermatology (AAD), explica os principais cuidados com maquiagens e adereços usados para compor ou incrementar as fantasias dos foliões.

“O risco mais comum é o de reação alérgica e os sintomas não são necessariamente imediatos. O inchaço e vermelhidão podem aparecer até 24 horas depois da exposição ao produto”, explica a dermatologista. Saiba mais sobre os riscos:

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Tinta no cabelo –  sprays de tinta de cabelo devem ser usados com cuidado. “Eles contam com pigmentos temporários e de fácil remoção, mas apesar disso podem causar reação alérgica”, diz a médica. “O recomendado é fazer um teste antes de usar, passando um pouco do produto na região anterior ao antebraço. Além disso, logo após a folia, lave bem o couro cabeludo e os fios”, orienta a dermatologista. Caso a tinta não seja bem removida, ela pode ressecar o couro cabeludo e causar descamação. “Pessoas com tendência à dermatite seborreica devem evitar a tinta em spray no cabelo”, conta.

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Tinta guache – algumas substâncias não são próprias para a pele e podem causar alergia. Por isso, Valéria orienta a evitar tinta guache e pincéis atômicos – como as canetas usadas para quadro branco -, já que não são próprios para a pele. “Se a tinta for imprópria para ser usada na pele, há o risco de um quadro alérgico que, além de dermatite, pode prejudicar até mesmo a parte respiratória da pessoa”, afirma. Pessoas que já possuem alergia a um determinado tipo de substância devem verificar o rótulo do produto antes de utilizá-lo, evitando assim as reações alérgicas mais graves. “Opte por maquiagens aprovadas dermatologicamente e que estejam, principalmente, dentro da validade”, diz. O uso do demaquilante e sabonete de limpeza é obrigatório ao final do dia, para retirar os resquícios de maquiagem e tintas próprias para a pele.

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Glitter –  pode ser aplicado em todo o rosto e corpo, mas dê preferência aos específicos de maquiagem, que são feitos de plástico não-tóxico. “A cor deles não irrita e não mancha a pele e esse glitter cosmético é mais fino”, conta a especialista. Mas é necessário ter cautela ao aplicar na região dos olhos: “Evite aplicar muito próximo aos olhos, pois são mais sensíveis e para que não grudem nos cílios, evitando pequenas lesões nas córneas e conjuntivite”, afirma. Outro cuidado é com relação a como colar o produto: “Use maquiagem, como corretivos e sombras cremosas, como cola para glitter, esse é o segredo para não irritar a pele.” Áreas com feridas ou irritadas também não deve receber o glitter, pois há risco de contaminação e piora da lesão. Ao final do dia, é necessário usar um removedor de maquiagem à base de óleo específico para a região dos olhos, e limpar de dentro para fora, para diminuir o risco de cair no seu olho. “Use um disco limpo de algodão a cada passada, até que o brilho tenha sido removido”, sugere.

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Purpurina e lantejoulas –  também fazem parte da composição das fantasias carnavalescas, mas segundo a médica, quando compramos esses enfeites, deixamos guardados por muito tempo, não observando a validade do produto quando se vai usar novamente. “Por isso, fique atenta a esse fato para não sofrer com alergias”, afirma.

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Adesivos –  nesse período, muita gente experimenta novos produtos no rosto e, para evitar o problema, procure por adesivos e tintas que são específicos para a face ou teste o produto em um pequeno espaço de pele com antecedência.

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Neves artificiais – outro cuidado importante, que não é aplicado na pele, mas pode ter contato com ela, é com relação às neves artificiais. “Seu uso requer cuidados, devido às substâncias que, em contato com a pele, podem causar reações alérgicas e urticárias, e irritações nos olhos e garganta. As crianças são as mais propensas a desenvolver esse tipo de reação, pois brincam com a espuma e levam as mãos no rosto. Antes de comprar, sempre cheque se o produto possui liberação da Anvisa para ser comercializado”, recomenda. As espumas não devem ser inaladas, ingeridas nem expostas a calor excessivo (mais de 50º C). “Também se deve evitar o contato do produto com os olhos e mucosas. Em caso de ingestão, não provoque vômito e procure imediatamente um centro de intoxicações mais próximo ou o médico, levando o rótulo do produto”, diz a médica.

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Escolha das maquiagens – para a dermatologista, justamente por causa do suor, as makes à prova d’água são as mais indicadas. “Elas evitam que a maquiagem escorra e atinja os olhos ou irrite as regiões do pescoço e nuca. Além disso, a textura oil-free também é uma ótima alternativa, já que confere mais aderência à pele e evita o brilho extra”, explica. Após a limpeza da pele para retirar a maquiagem, hidratantes com ativos calmantes e água termal podem ser usados.

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Preparação da pele – Carnaval é folia, mas é necessário ter cuidados. O filtro solar é o item mais importante – e ele pode ser de toque seco, para controlar a oleosidade excessiva, e ainda ter cor de base. “Procure limpar a pele com solução micelar, que não desidrata, antes de começar a se maquiar. Após esse passo, você pode aplicar um primer, que ajuda o make a aderir melhor à pele. Por fim, o filtro deve ter no mínimo FPS 30 para evitar os danos provocados pelas radiações solar”, explica.

Por fim, a dermatologista lembra que, se o paciente notar irritação na pele, urticária (vergões vermelhos) ou qualquer anormalidade, deve procurar imediatamente o médico. “A gravidade das reações varia de pessoa para pessoa, mas é necessário a consulta médica para que o tratamento seja rápido e evite complicações”, finaliza.

Fonte: Valéria Marcondes é dermatologista e tem uma clínica de dermatologia com seu nome. É membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia com título de especialista e da Academia Americana de Dermatologia. Foi fundadora e é membro da Sociedade de Laser

Cinco dicas para manter a pele saudável no verão

Dermatologista da M. Albuquerque lista maneiras de preservar a pele durante a estação

Praia, sol, mar e piscina. O verão é uma época em que os cuidados com a pele precisam ser redobrados. De acordo com Beatriz Lima, dermatologista da M. Albuquerque, clínica de medicina esportiva, além do protetor solar, as pessoas ainda precisam usar chapéus, roupas e óculos de sol para uma maior fotoproteção. “O ideal é usar um protetor solar com, no mínimo, FPS 30. Manter-se hidratado e ficar a sombra, sempre que possível, também ajuda”, conta.

Veja mais cinco dicas para manter sua pele saudável durante a estação mais quente do ano:

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1. Lave o rosto uma ou duas vezes ao dia: durante o calor a pele costuma liberar mais sebo, entupindo os poros e acumulando secreção, que pode piorar acne, por exemplo. Além disso, também ajuda a limpar a maquiagem e a poluição que se acumulam no rosto ao longo do dia.

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2. Uso de protetor solar: essencial durante o ano todo, é ainda mais relevante durante o verão, quando o tempo de exposição ao sol e a incidência dos raios UV costumam ser maiores.

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3. Abuse do uso dos cremes hidratantes corporais: nesta época do ano, o aumento da exposição ao sol, cloro das piscinas, vento e água do mar tem poder de ressecamento da pele. Uma associação possível para amenizar tal efeito é a escolha de protetor solar com bom potencial de hidratação associado.

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Foto: Indian Express

4. Uso de antioxidantes: são ativos conhecidos como a Vitamina E, C e Resveratrol, dentre outros. Eles atuam na manutenção da integridade das células, no sistema autoimune da pele, além de proteger contra a degradação do colágeno e da elastina, prevenindo contra ocorrência de rugas e do envelhecimento precoce. Ou seja, contribuem para uma pele sempre mais jovem e saudável. Os antioxidantes devem ser indicados por seu médico.

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5. Pratique exercícios e se alimente bem: assim como o corpo, sua pele vai sentir os reflexos de uma boa alimentação e de uma vida mais saudável.

Fonte: Clínica M.Albuquerque

 

Pálpebras viram preocupação mundial pela incidência de câncer de pele

Estudo da Universidade de Liverpool, apresentado na conferência anual britânica de dermatologistas, mostra que ao usar filtro solar no rosto, uma área de 10% (incluindo pálpebras e região entre olho e nariz) é negligenciada. Entre 5 e 10% dos cânceres de pele acontecem nas pálpebras

As pálpebras e toda região dos olhos viraram preocupação mundial pelo aumento da incidência de câncer de pele, que já chega a 10% nessas áreas frequentemente negligenciadas, segundo pesquisa da Universidade de Liverpool apresentada na conferência anual da Associação Britânica de Dermatologistas, no Reino Unido.  O estudo constatou que, ao passar filtro solar no rosto, a tendência é esquecer cerca de 10% da face – incluindo pálpebras e região entre o canto interno do olho e o nariz.

“Uma proteção solar adequada deve ser feita efetivamente com a cobertura de todo o rosto, além do uso de chapéus e principalmente óculos de sol, já que a área dos olhos tem uma pele extremamente fina e susceptível a danos, inclusive câncer”, explica a dermatologista Thais Pepe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

Aliás, a preocupação com a região tem crescido pelo mundo: a Associação Canadense de Dermatologia, por exemplo, anunciou, em junho, parceria com a Sociedade Canadense de Oftalmologia para criar um nível de proteção UV oferecido pelos óculos de sol, a fim de garantir fotoproteção adequada para a região.

A pesquisa da Universidade de Liverpool foi feita com 57 participantes, do sexo masculino e feminino. Eles foram convidados a aplicar protetor solar no rosto sem mais informações ou instruções dadas pelos pesquisadores. Foram tiradas fotos de cada um dos participantes com uma câmera sensível ao UV antes e depois da aplicação de protetor solar; as áreas cobertas de protetor solar aparecem em preto devido à câmera UV. Essas imagens foram então segmentadas e analisadas por um programa personalizado para julgar o sucesso que cada pessoa estava em cobrir todo o seu rosto.

A dermatologista afirma que, como a aplicação de protetor solar nestas áreas não é necessariamente prática, é importante usar outras formas de proteção, como óculos de sol. “Como a pele da região dos olhos é muito delicada, alguns filtros podem causar irritação; dessa forma, o paciente deve priorizar produtos oftalmologicamente testados, protegendo a área sem correr risco de reação”, afirma.

“Mas o dado mais importante para tirar desta pesquisa é a importância de acessórios na proteção solar, como os óculos de sol, que não resguardam apenas os olhos e córneas; eles são importantes para proteger, também, a pele das pálpebras propensas a câncer “, afirma.

A cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da Isaps (International Society of Aesthetic Plastic Surgery), já atendeu casos de reconstrução de pálpebras por motivos de câncer e acrescenta: “O procedimento de retirada do tumor e reconstrução é muito delicado, por ser uma região que pode comprometer a funcionalidade das pálpebras e prejudicar a visão”.

Recomendações para uso correto do fotoprotetor

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Foto: Bigstock

A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda o uso de protetores solares de FPS mínimo de 30. “Em peles mais claras e em fotoexposição direta, o ideal é usar FPS 50”, explica Thais. Além disso, os filtros solares devem atender a legislação brasileira de apresentar proteção UVA (PPD) de no mínimo 1/3 do valor de FPS.

“A primeira aplicação do filtro deve ser feita com atenção e cuidado, pelo menos 15min antes da exposição, de preferência sem roupa, ou com a menor quantidade possível. É ideal aplicar em duas camadas cobrindo bem a superfície da pele, sendo que cada camada deve ser equivalente a uma colher de chá. O filtro deve ser realizado a cada duas horas ou após longos períodos de imersão”, acrescenta a dermatologista.

Raios UVA, UVB e IR

Os três principais promotores do envelhecimento precoce e que também favorecem o aparecimento do câncer de pele são os raios UVA, UVB e IR (Infravermelho A). A médica explica que UVA é o principal responsável pelo envelhecimento precoce (manchas e rugas), sendo um tipo de radiação que atravessa nuvens, vidro e epiderme, é indolor e penetra na pele em grande profundidade, até às células da derme — sendo o principal produtor de radicais livres.

“Já a radiação ultravioleta B deixa a pele vermelha e queimada, danificando a epiderme e é mais abundante entre as 10 da manhã e 4 da tarde. Seu grau de proteção é medido pelo FPS e é uma radiação que pode furar o bloqueio dos filtros químicos e aumentar o risco de cancerização”, comenta Thais.

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Por fim, o Infrared é sentido através do calor ou mormaço. “É uma radiação que acomete num comprimento de onda suficiente para atingir a derme mais profunda — a derme reticular — onde estão as fibras de ancoragem e sustentação da pele. E isso provoca um dano muito importante, com menor elasticidade, além de um maior potencial de cancerização”, completa.

Fontes:

Thais Pepe é dermatologista especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, membro da Sociedade de Cirurgia Dermatológica e da Academia Americana de Dermatologia. Diretora técnica da clínica Thais Pepe, tem publicações em revistas científicas e livros, além de ser palestrante nos principais Congressos de Dermatologia.

Beatriz Lassance é Cirurgiã Plástica formada na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e residência em cirurgia plástica na Faculdade de Medicina do ABC. Trabalhou no Onze Lieve Vrouwe Gusthuis – Amsterdam -NL e é Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da ISAPS (International Society of Aesthetic Plastic Surgery) e da American Society of Plastic Surgery (ASPS).

Lábios merecem cuidados especiais no verão

Lábios bonitos, mesmo sem batom, são uma das primeiras coisas a chamar atenção no rosto. No verão e no inverno, a pele fina dos lábios exige cuidados especiais, pois trata-se de uma região muito sensível. Com a chegada da estação mais quente do ano, dermatologista alerta sobre a necessidade de hidratação específica.

“É importante destacar que a pele que reveste os lábios tem uma camada de queratina muito mais fina do que a pele facial, e isso faz com que sempre recomendemos cuidados específicos”, explica André Braz, dermatologista que atende em Ipanema, Rio de Janeiro.

E ele acrescenta: “A pele labial não possui glândulas sudoríparas nem sebáceas, fatores que propiciam baixa proteção à perda de água. As causas mais comuns de ressecamento, que desencadeia fissuras e descamação no verão, são a desidratação, excesso de saliva nos lábios, o tabagismo, o calor e a maior exposição aos raios ultravioletas mais intensos”.

Se os lábios não estiverem protegidos, a radiação solar pode, sim, causar danos às camadas superficiais. Além disso, podem surgir lesões de pele nessa região.

Por essas razões é muito importante a utilização diária de fotoprotetores labiais (filtro solar específico) para prevenir o ressecamento, fissuras e lesões precursoras do câncer de pele na boca. “Além disso, é importante lubrificar e hidratar frequentemente os lábios ao longo do dia, associando isso ao uso do filtro solar, o que evita que haja fissuras ao menor estiramento. É importante que a indicação do produto adequado seja feita por dermatologista”, destaca Braz.

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“À noite, recomendo dormir com um hidratante mais viscoso ou oleoso, para acordar com os lábios mais macios e hidratados. Uma dica simples para quem tem a região machucada e ressecada: pode se utilizar mel, para hidratar e melhorar a cicatrização, além de evitar infecções bacterianas no local fragilizado e nas fissuras, o mel também tem propriedades bactericidas”, aconselha o dermatologista.

Braz recomenda ainda uma consulta com dermatologista para avaliação personalizada e precisa em caso de lesões.

Fonte: André Braz é dermatologista, criador e referência nacional e internacional da técnica de preenchimento facial com microcânulas. É membro das Sociedades Americanas de Dermatologia e de Cirurgia Dermatológica e da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Palestrante internacional e professor de pós-graduação, dirige a Clínica Dermatológica que leva seu nome. É professor de Cosmiatria do Serviço de Dermatologia da Policlínica Geral do RJ.

 

Busca por corpo “perfeito” no verão exige cautela

Dermatologista aponta os principais cuidados que devem ser tomados na realização de procedimentos estéticos

Com a chegada do verão é comum que as pessoas busquem ainda mais por tratamentos estéticos que proporcionem bem-estar, autoestima e até mesmo a melhora nas condições de saúde, mas essa busca incessável pela estética exige alguns cuidados. Pensando nisso, os pilares da cosmiatria tornam-se essenciais para assegurar a realização destes procedimentos.

A cosmiatria foi um neologismo criado quando a especialidade da dermatologia começou a realizar procedimentos estéticos. “Para nós, dermatologistas, a cosmiatria envolve os tratamentos e procedimentos estéticos realizados com seriedade, ética e rigor científico” afirma Sabrina Talarico, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

A dúvida de muitas pessoas, no entanto, é sobre a escolha do profissional que deve aplicar as técnicas estéticas. De acordo com a dermatologista, existem esteticistas competentes e que até mesmo atuam em parceria com os médicos, trazendo a multidisciplinaridade para a área, porém esses profissionais são capacitados para aplicarem técnicas específicas e não invasivas. Tratamentos invasivos e diagnósticos devem ser sempre realizados pelo médico dermatologista.

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Alguns desses tratamentos, quando não supervisionados por um profissional da área dermatológica, podem trazer complicações para a saúde. “Não é raro vermos erros diagnósticos, por exemplo, realização de peelings e clareamentos em uma ‘mancha’ que na realidade é um câncer de pele” relata a médica.

O fato do dermatologista ser indicado para a realização desses tratamentos, se deve ao cuidado com a saúde da pele, que muitas vezes pode apresentar patologias que são desconhecidas pelo esteticista ou fisioterapeuta. A recomendação de Sabrina é que a pessoa frequente regularmente o dermatologista a fim de realizar exames preventivos, um pequeno sinal manifestado pela pele, muitas vezes pode oferecer risco à saúde.

Entre os procedimentos estéticos mais procurados e aplicados por esteticistas, estão: limpeza de pele facial, drenagem linfática, massagem modeladora, massagem relaxante, hidratação facial e corporal. Já entre os procedimentos estéticos mais procurados e aplicados por Dermatologistas, estão: toxina botulínica, preenchimento, peelings, laser para rejuvenescimento, tratamentos para manchas (laser/clareadores peelings), criolipólise para gordura localizada, depilação a laser, laser para vasinhos e laser vaginal.

Como ainda não existe um órgão regulador para a realização de procedimentos estéticos, é fundamental que a pessoa opte por um profissional com qualificações adequadas, como por exemplo, saber se o Dermatologista é credenciado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia. Para que seu corpo esteja em dia, a saúde é um fator primordial e não deve ser esquecido. Cuide-se!

Fonte: Sabrina Talarico é graduada pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro no ano de 2004. Seguiu a Residência de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro no ano de 2005 e posteriormente a Residência de Dermatologia do Hospital Celso Pierro da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, no período de 2006-2008. Desempenha função de médica colaboradora na Unidade de Cosmiatria, Cirurgia e Oncologia do Departamento de Dermatologia da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo, como preceptora dos residentes do Departamento de Dermatologia no Setor de Dermatologia.

Sete atitudes para começar 2018 com uma pele renovada

Diariamente, somos expostos a diversos agressores ambientais como os raios ultravioleta, a poluição, a fumaça e, além disso, alguns bad-habits como dormir pouco e fumar também colaboram para o envelhecimento precoce da pele.

“Alguns marcadores do processo de envelhecimento levam à desnaturação celular e aceleram o envelhecimento cronológico. Mas a partir do momento em que você diminui a exposição a esses agressores, mantém uma rotina skin-care adequada ao seu tipo de pele e modifica alguns hábitos, há uma profunda mudança na qualidade da pele”, afirma Valéria Marcondes, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

A médica propõe sete atitudes para começar 2018 com a pele renovada:

Use filtro solar

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A exposição solar sem fotoproteção é o mais importante agressor da pele, que leva a um dano cumulativo, inclusive com a formação de dímeros de pirimidina, relacionados com mudança nas bases do DNA e que provocam reações de mutação celular, com consequente fotoenvelhecimento precoce, inflamação, melasma e um aumento do risco de cancerização, segundo a dermatologista. “O filtro deve ter proteção eficiente contra as radiações UVA e UVB, mas também deve proteger da luz visível e da Infrared – o filtro precisa fornecer uma proteção de amplo espectro”, explica a médica. “Esse protetor deve contar com filtros físicos, como o óxido de zinco e dióxido de titânio, associado a filtros químicos para aumentar o grau de fotoproteção. A exposição direta ao sol deve ser feita preferencialmente antes das 10 horas da manhã e após as 16 horas, para evitar o dano oxidativo e a produção de enzimas que degradam colágeno, resultando em uma pele mais flácida, com rugas e manchas”, diz a médica.

Crie uma rotina de cuidados com a pele

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Ter uma rotina de cuidados diários é muito importante para a beleza e saúde da pele. Os passos de limpeza, com higienização complementar com tônicos ou águas micelares, assim como hidratação e fotoproteção são essenciais para manter a pele cuidada e saudável. “Consulte sempre um dermatologista, para prescrição de substâncias rejuvenescedoras como alfa e poli-hidroxiácidos, retinoides, vitamina C, ácido ferúlico, Vitamina E, peptídeos, antioxidantes e fatores de crescimento”, explica. “Eles colaboram muito para a hidratação, luminosidade e textura da pele.”

Diminua o açúcar

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A ingestão de açúcar em excesso na dieta colabora para um processo de glicação, que é quando as fibras de colágeno e elastina endurecem por reagirem com esses açúcares. “Com isso, elas perdem a questão da maleabilidade, da flexibilidade, da sustentação e ancoragem da pele. O açúcar também está ligado, segundo estudos, ao aparecimento de manchas”, explica a dermatologista. O acúmulo de AGEs (espécies avançadas de glicação) gera ação inflamatória e envelhecimento precoce de todo o sistema. “Para reverter esse quadro, é necessária a aplicação tópica e o uso de produtos via oral com ação antiglicante e desglicante. Mas a diminuição do açúcar na dieta é necessária”, explica. Atenção também aos carboidratos, que viram açúcar no fim da digestão!

Controle o estresse

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O estresse também afeta nossa pele de maneira importante, segundo a dermatologista, na medida em que descargas constantes de adrenalina e outros hormônios (como cortisol e prolactina) potencializam o estado inflamatório persistente no tecido cutâneo e reduz o tempo de vida e a atividade das células. “A acne também é uma manifestação comum que tem relação com pacientes que sofrem com o estresse”, afirma a médica.

Pratique exercícios físicos

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Durante a atividade física, toda a circulação é estimulada. “O sistema arterial (sangue que “alimenta” os músculos em movimento, por exemplo) aumenta seu fluxo, e consequentemente, o aporte de nutrientes e oxigênio para todos os tecidos, inclusive a pele. Os sistemas venoso e linfático também aumentam a velocidade de drenagem, retirando toxinas e diminuindo a retenção de líquidos. Isso se reverte na pele deixando-a mais hidratada, corada e mais viçosa”, explica a médica. “Com a melhora da oxigenação das células, isso contribui também para uma aparência mais saudável da pele”, completa.

Durma melhor

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A falta de sono diminui todo o metabolismo do ciclo circadiano, o que compromete o tempo necessário para que ocorra o reparo e regeneração durante o período noturno. “Então isso afeta a produção natural de melatonina que também é parte da defesa antioxidante primária do nosso organismo”, explica a Dra Valéria. Nessa questão, outro ponto também deve ser analisado: a forma como dormimos. “O fato de dormir com o rosto de lado ou de bruços ajuda a formar rugas de dinâmica importantes, e que muitas vezes nos faz envelhecer mais assimetricamente com demarcações mais profundas das linhas e das rugas. O ideal é dormir com a barriga para cima”, conta.

Pare de fumar

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O consumo de cigarro induz ao envelhecimento, já que as substâncias tóxicas presentes estão associadas à vasoconstrição periférica por um período de dez minutos, o que diminui o fluxo sanguíneo para o tecido cutâneo e cabelos. “Isso traz consequências na perda da viço e luminosidade da pele além de favorecer o amarelamento do tecido; também há uma perda de firmeza por conta da oxigenação e nutrição diminuídas”, comenta.

Fonte: Valéria Marcondes é dermatologista da Clínica de Dermatologia Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia com título de especialista e da Academia Americana de Dermatologia. Foi fundadora e é membro da Sociedade de Laser

 

Fotoproteção: tudo que você precisa saber (antes do verão) para evitar danos

Ok, o fotoprotetor é o produto base da pirâmide nas recomendações dermatológicas. Mas você de fato sabe o que significam as siglas do seu confuso rótulo? É hora de desmistificar o FPS, PPD, UVA, IR — entre outros. “A falta de entendimento sobre o rótulo do protetor solar pode demonstrar que a pele não está recebendo a proteção que precisa”, destaca a dermatologista Claudia Marçal — membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

“Muitas pessoas desconhecem a importância de várias dessas siglas. E além delas, já temos como guideline internacional a indicação de antioxidantes como a Vitamina C e E que potencializam a proteção solar”, completa. A dermatologista explica tudo nas linhas abaixo:

Antioxidantes — moléculas que impedem a formação de radicais livres (e em alguns casos revertem os danos causados por eles), os antioxidantes são considerados excelentes aliados no dia-a-dia. “O protetor solar deve ir além dos ativos de proteção: ele deve ser um multibenefícios com elementos de ação antioxidante para imediatamente reparar o processo inflamatório formado em função da radiação”, destaca a dermatologista. “Principalmente quando falamos de ambientes onde há muita poluição ambiental, há a necessidade de complementar a fotoproteção com alguns antioxidantes importantes como as Vitaminas E, C, A, B3, o Resveratrol, o ácido elágico da Romã, extrato de Blueberry, da Folha de Oliveira e de Edelweiss.” Algumas moléculas podem ser adicionadas nessa lista: OTZ 10 (que minimiza os danos do calor), Alistin (considerado um antioxidante universal – que age nas camadas de água e gordura da pele) e Exo-P (um antioxidante que impede os danos dos poluentes).

Células de Langerhans — responsáveis pela defesa imunológica da pele, estão na epiderme e têm forma de estrela. “Elas se locomovem pelo tecido e alertam outras células do sistema imunológico quanto à presença de um organismo invasor”, explica. “O problema é que a exposição à radiação UV pode induzir a uma queda em sua função, diminuindo a atividade imunológica da pele, e isso aumenta a possibilidade de cancerização”.

Cor — “Filtros de alta cobertura, com base e cor fazem parte dos últimos lançamentos em fotoproteção. A cor serve como uma barreira física à luz visível”, conta a médica.

Filtros — divididos entre químicos e físicos, os filtros de fotoproteção atuam de maneiras diferenciadas. “Os filtros físicos são partículas inorgânicas que refletem ou dispersam a radiação, já os químicos são partículas orgânicas que absorvem o fóton de energia”, explica. No protetor, é importante associar o uso dos dois, segundo a médica. “Mas os filtros físicos bloqueadores à base de dióxido de titânio, óxido de ferro e zinco são fundamentais. Eles agem como uma parede de tijolos — onde a luz bate e volta sem absorvência. Os filtros químicos são importantes, mas altamente instáveis; então na sudorese, na água do mar, a molécula fica quimicamente instável e deixa de proteger”, explica. “E muitas vezes, os raios UVB e Infrared furam o bloqueio dos filtros químicos de alguns produtos de fotoproteção e causam dano celular que, em consequência, provoca flacidez”, completa.

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Fotoenvelhecimento — “Quando falamos em envelhecimento fotoadquirido, estamos falando da formação precoce de rugas, manchas, mudança na textura da pele, angiogenese (formação de novos vasos), epiderme pergaminácea e flacidez. Com a radiação, as manchas do melasma também podem piorar. Além disso, a radiação ainda aumenta o risco de lesões cancerígenas na pele.” Para evitar danos, anote: é necessário aplicar duas colheres de chá de protetor solar no rosto 30 minutos antes de sair para o sol, e evitar a fotoexposição das 10 da manhã às 4 da tarde (nesse horário, prefira a sombra). “Reaplicar de duas em duas horas em ambientes abertos e de 4 em 4 em ambientes fechados”, orienta.

FPS — sigla de Fator de Proteção Solar refere-se apenas aos raios UVB. “É o valor obtido pela razão entre a dose mínima eritematosa na pele protegida por um protetor solar e a dose mínima eritematosa na mesma pele quando desprotegida”, explica. Mas um FPS alto vai necessariamente me proteger? A dermatologista explica que não: “Hoje se descobriu que a proteção solar que leva em consideração apenas a questão do eritema (vermelhidão) desconsidera a dose suberitematosa, que é um dano criado antes mesmo da pele ficar vermelha, dando origem a chamada “sunburn cells” (ou células que sofreram alterações importantes pela radiação ultravioleta apresentando degeneração no seu DNA, promotoras mais tarde da possibilidade de cancerização)”, destaca a médica, que recomenda FPS de no mínimo 30. “Mas não esqueça a proteção contra o UVA, infravermelho e luz visível!”

Imunoproteção oral — segundo a dermatologista, mais recentemente tem se falado muito na questão dos pré e probióticos associados à formulação local e via oral com conceito de defesa e imunologia da pele. “Os filtros imunoprotetores via oral vieram para ficar com propriedades de melhora da resistência cutânea e imunológica. Eles funcionam como verdadeiros guardiões quando associados aos protetores locais, para preservar a estrutura e evitar a desnaturação do DNA celular por proteger as células imunológicas da pele e reverter em parte os danos biológicos e inflamatórios causados pela exposição exagerada ao sol”, enfatiza. Quer saber o que usar? “Os mais importantes são o Polipodium Leucotomus, Picnogenol, Astaxantina, Luteina, Extrato de White e Green Tea, Resveratrol e ácido elágico da Romã, sempre associando ao uso de silício orgânico Exsynutriment para melhora do aspecto da flacidez”. Mas, cuidado: isso não substitui o protetor de uso tópico.

IR — Infrared (infravermelho ou IV) – é sentido por meio do calor ou mormaço. “É uma radiação que acomete num comprimento de onda suficiente para atingir a derme mais profunda — a derme reticular — onde estão as fibras de ancoragem e sustentação da pele. E isso provoca um dano muito importante, com menor elasticidade e uma piora no aspecto geral com a destruição do arquétipo da pele. Além de um maior potencial de cancerização”. A dermatologista explica que, para evitar a flacidez e rugas, é importante o uso do bloqueio físico solar e antioxidantes que diminuam o processo inflamatório causado pelo Infrared.

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Luz visível — mesmo não sendo um conceito novo, é necessário pontuar, de acordo com a especialista, que a luz visível continua sendo um perigo. “Presente na nossa rotina diária, ela é capaz de promover a médio e longo prazos um quadro de eritema mesmo que subcutâneo, mas já suficiente para gerar a presença das sunburn cells”, explica. A médica ilustra que a luz visível atua no estímulo da melanogênese, resultando em manchas. “As pessoas que têm tendência ao melasma não podem só pensar em ter um fotoprotetor com UVA e UVB. Tem que ter algum tipo de ativo que combata a ação danosa do Infrared e luz visível. São ativos tirados de extratos vegetais que têm ação anti-inflamatória e bloqueadores como dióxido de titânio”, acrescenta.

PPD — Persistant Pigment Darkening indica o grau de proteção contra os raios UVA. Nos rótulos, o PPD pode aparecer como FPUVA (Fator de Proteção UVA). “O PPD ideal é a partir de 10 e deve representar, no mínimo, um terço do FPS”, explica.

Radicais livres — átomos ou moléculas instáveis e altamente reativas, os radicais livres, em excesso, passam a atacar células sadias, como proteínas, lipídios e DNA. “Ele danifica a membrana e a estrutura da célula, podendo, em casos extremos, levar à morte celular”, explica.

UVA — principal responsável pelo envelhecimento precoce (manchas e rugas), esse tipo de radiação atravessa nuvens, vidro e epiderme, é indolor e penetra na pele em grande profundidade, até às células da derme — sendo o principal produtor de radicais livres. “Os raios UVA afetam a pele o ano todo, independente da estação. Esse tipo de radiação não é bloqueado totalmente com protetor solar e traz prejuízos, desde lesões mais simples até, em casos mais graves, câncer de pele”, explica a dermatologista.

UVB — a radiação ultravioleta B deixa a pele vermelha e queimada, danificando a epiderme e é mais abundante entre às 10 da manhã e às 4 da tarde. “Seu grau de proteção é medido pelo FPS e é uma radiação que pode furar o bloqueio dos filtros químicos e aumentar o risco de cancerização”, comenta.

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Veículo — gel, creme, loção, spray, bastão: todos esses são veículos dermocosméticos que devem ser considerados na hora da escolha de um fotoprotetor, pois isso ajuda na prevenção de acne e oleosidade. “Pacientes com pele com tendência à acne devem optar por veículos livres de óleo ou gel creme. Pacientes que praticam muita atividade física devem evitar géis, pois eles se diluem facilmente”, finaliza.

Fonte: Claudia Marçal é dermatologista da Clínica de Dermatologia Espaço Cariz, com especialização pela Associação Médica Brasileira (AMB), membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e membro da American Academy of Dermatology (AAD), CME (Continuing Medical Education) na Harvard Medical School.

 

Cuidados com as crianças no verão

Já dando os seus primeiros sinais, o verão, que começa oficialmente em dezembro, traz com ele o sol escaldante e as altas temperaturas, que podem trazer sérias complicações à saúde como desidratação, queimaduras e envelhecimento precoce, além de provocar o câncer de pele. Com o período de férias escolares nessa estação, as crianças ficam mais expostas a esses riscos e os cuidados precisam ser redobrados em relação à hidratação, à alimentação, ao vestuário e ao tempo para ficar ao ar livre.

As brincadeiras debaixo do sol devem ser realizadas em horários específicos, evitando os momentos de pico. Também é importante um equilíbrio entre a alta temperatura externa e o ar condicionado dos ambientes fechados.

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Foto: Pixabay

“A exposição solar deve ser evitada entre 10h e 16h. Nesse período, predomina a radiação ultravioleta-B, que é responsável pelo desenvolvimento do câncer da pele. Até às 10h e após às 16h, a exposição solar pode ser feita, mas sempre com o uso do filtro solar, roupa apropriada e chapéu. E, nas crianças maiores, óculos de sol. O ar condicionado deve ser utilizado com cuidado, principalmente se a criança ficar entrando e saindo do ambiente refrigerado”, alerta a professora doutora Silmara Cestari, docente da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP); médica do Corpo Clínico e coordenadora da Residência Médica em Dermatologia do Hospital Sírio Libanês, e presidente do Departamento Científico de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP).

Além da desidratação e da diarreia, os problemas mais frequentes em crianças durante o verão, também é comum o surgimento de doenças de pele como miliária (a popular brotoeja), decorrente do suor, micoses devido à exposição mais frequente aos fungos, larva migrans (conhecida como bicho-geográfico), ocasionada pela penetração na pele de vermes vindos das fezes de cachorros e gatos em terrenos arenosos, e reações de hipersensibilidade a picadas de insetos.

Para que esses efeitos nocivos e doenças sejam evitados, é ideal a ingestão sistemática de água e sucos, o consumo de alimentos leves como verduras e frutas, o uso de roupas com tecidos finos de algodão e cores claras, que armazenam menos calor, além do cuidado frequente da pele com o uso do filtro solar.

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“O protetor deve ser aplicado 30 minutos antes da exposição solar, para que possa penetrar e agir adequadamente, e deve ser reaplicado a cada duas horas e sempre que a criança sair do mar ou da piscina”, orienta a dermatologista.

Fonte: Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP)

 

Procedimento não invasivo melhora a flacidez e harmonização facial

Denominado Thermi Smooth, o tratamento utiliza o controle de temperatura na aplicação da radiofrequência para harmonizar pontos estratégicos do rosto e melhorar a flacidez da região dos olhos, boca e áreas menores

Fantasma que assombra dez entre dez mulheres, a flacidez faz parte do processo natural de envelhecimento da pele por conta da perda de colágeno, uma vez que depois dos 30 anos o corpo não produz mais essa proteína. Daí a importância de pensar em sua prevenção antes que o problema apareça.

Apesar da dificuldade em combater esse mal, a ciência nos dá uma “mãozinha” e não para de evoluir ao trazer tratamentos simples e eficazes. Já existem tratamentos não cirúrgicos que ajudam na produção do colágeno e na sustentação de pontos específicos da face.

O mais novo deles chama-se Thermi Smooth, uma aplicação de radiofrequência monopolar não invasiva que pode ser realizada na região dos olhos, boca e áreas menores para prevenir e melhorar a flacidez dessas áreas delicadas. Ele não apenas combate a flacidez por si só, mas também pode ser usado para harmonizar os traços do rosto, aplicando em pontos de sustentação da face e resultando em um aparência mais equilibrada, jovem e natural.

“A aplicação do Thermi Smooth é pontual e funciona por meio da emissão de calor controlada. Sendo assim, o médico pode chegar a uma temperatura mais alta que outros aparelhos sem incomodar o paciente, obtendo resultados melhores para tratamento de áreas menores, como olhos, boca, sobrancelha”, afirma a dermatologista Aurea Lopes, .

A médica acrescenta que esse tratamento não tem downtime, ou seja, tempo de recuperação e, por isso, as pessoas podem continuar suas atividades normalmente após o tratamento. “Para manter o resultado são necessárias algumas sessões e manutenção das mesmas a cada três meses e isso ocorre porque o rejuvenescimento é progressivo e cumulativo”, explica.

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1ª Imagem: antes do tratamento; 2ª imagem: duas semanas após o primeiro procedimento; 3ª imagem: três semanas após o segundo procedimento – Foto: Thermi Smooth

Diferente das demais radiofrequências existentes no mercado, a monopolar tem sido muito usada para rejuvenescimento de face e corpo desde 2003. Essa técnica apresenta resultados satisfatórios, pois permite a entrega de energia térmica na derme profunda, sem danos epidérmicos ou neurovasculares.

Assim, o aquecimento da derme promove três diferentes respostas terapêuticas:
· Contração imediata de colágeno
· Remodelação imediata de colágeno
· Estímulo de neocolagênese em longo prazo

Radiofrequência por controle de temperatura: uma entrega mais homogênea e eficaz de resultados

O Thermi Smooth tem como principal diferencial a utilização da radiofrequência monopolar com controle de temperatura, estimulando a produção de colágeno para a harmonização e rejuvenescimento do rosto de forma natural.

O Thermi Smooth é realizado por meio de um aplicador cuja amplitude de tratamento pode ser realizado de 35ºC a 47°C. “A emissão de energia é controlada, isso significa que regulamos a temperatura máxima da aplicação de forma igual durante todo o período do tratamento, o que torna o procedimento mais eficaz, seguro e confortável ao paciente”.

Segundo a dermatologista, o tratamento possui resultados garantidos porque o aquecimento significativo da derme promove a contração imediata do colágeno logo no primeiro momento, e em seguida, a sua remodelação é imediata. Em longo prazo, há um estímulo da produção de novas fibras de colágeno (neocolagênese).

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Imagens: Thermi Smooth

Além disso, esse equipamento permite tratar também cicatriz de acne, flacidez ao redor dos olhos, pálpebras e melhorar a textura da pele. Os resultados podem ser observados logo após a primeira aplicação. Tanto é verdade que já existe o famoso ‘tratamento party’ com esse aparelho, em que a pessoa faz o procedimento antes de ir para uma festa e tem um excelente resultado imediato de rejuvenescimento. Logo após a segunda sessão, já é possível observar uma melhora surpreendente.

Fonte: MedSystems