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Café “blindado”: saiba mais sobre a nova moda das dietas de emagrecimento

Combinação inusitada de café, manteiga e óleo de coco promete tirar a fome por horas. Mas será o suficiente para proporcionar uma perda de peso segura?

Quando o assunto é perda de peso, de tempos em tempos surge um novo “queridinho” das dietas. Algumas vezes esses ingredientes são um tanto exóticos, de nomes complicados e origens distantes, porém, em outros casos, são tão comuns no dia a dia que até surpreendem pelo fácil acesso. Mais que um reflexo do crescente desejo de emagrecer, tantas novidades também são fruto dos avanços em pesquisas científicas e da reavaliação de conceitos no campo da nutrição. Alimentos antes condenados, hoje são apontados como grandes aliados do cardápio, como é caso do ovo, do cafezinho e, até mesmo, das temidas gorduras.

A mais nova onda entre as famosas dietas de emagrecimento é, justamente, uma bebida que combina o tradicional matinal com gorduras consideradas boas: o polêmico “Bulletproof Coffee”. Também conhecido como “café blindado”, “café turbo” ou “café cetogênico”, a preparação inusitada promete afastar o apetite por horas, aumentar a concentração e, ao mesmo tempo, potencializar a queima de gordura. Porém, existe fundamento? Esse pode, de fato, ser o grande segredo para controlar a fome e enxugar a silhueta? Veja o que é fato e o que é questionável nessa tendência:

De onde surgiu?

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Reprodução Facebook BulletproofCoffee

O tal “café à prova de balas” (em tradução livre) ganhou fama no ocidente graças ao empresário americano Dave Asprey que, após uma viagem sabática ao Tibete, decidiu pesquisar a fundo uma prática muito comum entre os povos do Himalaia: a ingestão diária de um chá com manteiga pura (proveniente, naquela região, do leite de iaques – um tipo de gado selvagem). Asprey reparou que essa era praticamente a única refeição dos nativos por longas horas e, ainda assim, possuíam concentração mental e energia para realizar trabalhos pesados.

Após essa experiência, o empreendedor do Vale do Silício se aprofundou nos efeitos da bebida, criou sua própria receita e encorpou o hábito em sua rotina. Sua “criação” logo ganhou popularidade nos Estados Unidos e, desde então, tem se espalhado pelo mundo e conquistado cada vez mais adeptos, principalmente entre praticantes de dietas como a low carb, cetogênica e paleolítica. Isso porque, de acordo com seus seguidores, uma simples xícara pela manhã seria o suficiente para manter a saciedade por horas, o que auxiliaria, inclusive na prática do jejum intermitente.

A receita

A principal premissa do famigerado bulletproof coffee é que todos os ingredientes sejam os mais saudáveis possíveis. É recomendada a utilização de um café de alta qualidade (preferencialmente orgânico e, se possível, moído na hora), manteiga de leite de alta qualidade, a mais pura possível (ghee, clarificada ou proveniente de vacas que se alimentam de pasto) e um óleo rico em triglicerídeos de cadeia média (o mais usado é o de coco).

Tal “cuidado” garantiria os efeitos benéficos e aumentaria o potencial da bebida, porém é possível encontrar dezenas de receitas diferentes na internet, desde as mais “refinadas” às mais simples. Basicamente, o “elixir” é obtido por meio da mistura de uma xícara (cerca de 300 ml) de café coado, com uma colher (sopa) de manteiga e duas colheres (sopa) de óleo de coco. Para deixá-lo ainda mais cremoso e encorpado, pode-se utilizar um mixer ou liquidificador. Porém, existe uma regra de ouro: jamais adoçar, nem mesmo com adoçantes naturais.

Funciona mesmo?

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Embora alguns adeptos afirmem que a bebida é agradável, a razão pela qual o bulletproof coffee ganhou fama certamente não foi por seu sabor, mas, sim, por sua capacidade de acelerar a queima calórica, diminuir a fadiga, melhorar a concentração e diminuir a fome. E o que especialistas dizem a respeito? De acordo com a nutricionista Sinara Menezes, individualmente, os três ingredientes têm propriedades que podem, de fato, auxiliar a dieta:

“Por estimular o sistema nervoso central, a cafeína aumenta o estado de atenção, reduz a sensação de cansaço e ainda possui propriedades termogênicas. Já as gorduras boas, como óleo de coco, ajudam a manter a saciedade por mais tempo e, quando consumidas moderadamente, podem beneficiar a dieta. Ainda que polêmico, o óleo de coco em particular, é um ácido graxo TCM, ou seja, rico em triglicerídeos de cadeia média. Essa característica faz com que ele seja rapidamente absorvido pelo organismo, convertendo-se em uma fonte de energia imediata sem alterar significativamente a glicemia, como acontece com os carboidratos, por exemplo.”

Efeito emagrecedor

Ainda assim, a especialista da Nature Center afirma que intitular a bebida de “emagrecedora” é um exagero, pois a perda de peso depende de fatores que vão muito além da simples ingestão do “café turbinado”.

“É preciso considerar alguns pontos: substituir um café da manhã completo, com diversidade de alimentos e, consequentemente, de nutrientes por uma bebida rica em gordura pode ser uma armadilha, especialmente se a pessoa não controlar a ingestão calórica ao longo do dia. Embora as gorduras boas possuam um papel importante no emagrecimento, seu consumo excessivo pode igualmente levar ao ganho de peso e ainda elevar o colesterol. Além disso, ficar muito tempo sem se alimentar pode causar um efeito rebote e desacelerar o metabolismo, sobretudo se a pessoa não corrigir seus hábitos alimentares antes de apostar numa dieta”.

O alerta vale também para aqueles que seguem uma alimentação mais regrada e apostam na bebida como um pré-treino: “Nada substitui uma refeição equilibrada. Embora o bulletproof coffee possa fazer parte do pré-treino nos dias corridos, quando não é possível parar para fazer um lanche antes da atividade física, é importante saber que os mesmos benefícios podem ser alcançados se esses ingredientes estiverem no cardápio do dia, em preparações mais nutritivas e, até mesmo, mais saborosas”.

Sem café, por favor!

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Mesmo que os efeitos da bebida sejam atrativos, encarar seu gosto peculiar e ainda ter que prepará-la diariamente (uma vez que a recomendação é de que a bebida seja consumida fresca) pode parecer uma tarefa árdua. Porém, como mencionado por Menezes, os ingredientes do bulletproof coffee podem compor o cardápio sem que seja preciso, necessariamente, reservar um tempo todas as manhãs para seu preparo. Apostando nos alimentos certos, tanto a cafeína e quanto as gorduras boas podem proporcionar os mesmos benefícios, desde que façam parte de um cardápio equilibrado. Veja como:

Cafeína: nem só do tradicional cafezinho se obtém a cafeína. Para aqueles que não apreciam tanto a bebida (ainda mais acrescida de gordura!) é possível apostar em outros matinais ou alimentos ricos na substância. O popular chá mate, chá preto e, principalmente, o chá verde, também possuem níveis significativos do estimulante. O verde, em especial, possui um potente efeito termogênico.

Para os que não abrem mão do café, o grão da mesma coloração também pode ser um grande aliado: por conter ácido clorogênico em sua composição, o café verde é rico em antioxidantes, auxilia na saciedade e, conforme evidenciam estudos, seria capaz de inibir as enzimas amilase e a lipase pancreática, responsáveis pela absorção de gorduras, facilitando assim, sua eliminação do organismo. O chocolate amargo é outra fonte de cafeína, porém, além da moderação, atenção quanto à qualidade do produto, que deve ter pelo menos 50% de cacau em sua composição.

Gorduras boas: já não é segredo que as gorduras são fundamentais no cardápio, inclusive de quem deseja emagrecer, pois propiciam saciedade. Essenciais em diversos processos fisiológicos, os ácidos graxos são responsáveis, entre outras coisas, pela secreção de hormônios (muitos deles ligados à quebra das gorduras acumuladas no tecido adiposo) e pelo transporte de vitaminas lipossolúveis. É inegável que se um indivíduo não está devidamente nutrido ou em desequilíbrio hormonal, a perda de peso será ainda mais dificultosa.

Porém, nem todas as gorduras são benéficas ao organismo. Se o objetivo é perder peso e ganhar em saúde as melhores escolhas são: óleo de coco – “Ainda que seja uma gordura satura, algumas propriedades são consideravelmente vantajosas: é rico em vitamina E, antioxidantes e TCM”; o ômega 3, famoso também por combater os radicais livres, e o óleo de cartamo, rico em ômegas 6 e 9. Quanto à manteiga? “Quando pura e de alta qualidade, é fonte de diversos nutrientes importantes como as Vitaminas A, K e D, e os minerais cromo, zinco e selênio”.

Vale a pena apostar?

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De acordo com a nutricionista, a bebida pode, sim, ser benéfica, quando apoiada por uma dieta equilibrada e, principalmente, orientada por um profissional de saúde. Porém, ela não deve ser considerada milagrosa, pois, isoladamente, sem uma reeducação alimentar, não surtirá o efeito desejado.

“O segredo não está na bebida, mas sim nos nutrientes presentes nos ingredientes, que podem perfeitamente fazer parte do cardápio de outras formas. É possível aumentar a saciedade ingerindo gorduras boas por meio de alimentos variados como o abacate, as oleaginosas e os peixes gordos. Os óleos podem entrar nas preparações dos pratos e saladas, obviamente, pensando sempre no equilíbrio de toda a dieta”.

Já a cafeína pode ser consumida de acordo com o gosto pessoal, porém, com uma ressalva: por serem estimulantes, suas fontes devem ser ingeridas, no mais tardar, até as 16 horas, para não prejudicar o sono. E se o desejo é emagrecer, é recomendado evitar o açúcar nas preparações. Para os adeptos da suplementação, o uso de cápsulas ou extratos, tanto de óleos funcionais quanto de cafeína, deve ser sempre orientado por um médico/nutricionista, pois certos grupos podem apresentar maior sensibilidade aos efeitos dessas substâncias.

Fonte: Nature Center

Como agir quando se está de dieta e é convidado por amigos para jantar

Receber um convite para almoçar ou jantar na casa de amigos ou em restaurantes é uma provação para testar a capacidade de superação do indivíduo, ou seja, momentos para exercitar o autocontrole e especialmente, a confiança. A autossabotagem pode levar pode levar a sentimentos de culpa, depressão e fragilidade.

“Manter-se dentro daquilo que se propôs trará uma sensação de êxito e vontade de continuar. Assim, não recomendamos que se evitem festividades, apenas que se vá com maior atenção e presença. Isto significa não colocar a mente no ‘modo-automático’, mas pensar e sentir sobre o que se está fazendo”, ensina Luís Carlos Silveira, médico Nutrólogo fundador do Kurotel – Centro Médico de Longevidade e Spa em Gramado, que afirma que se o convite for aceito com esse pensamento, já temos meio caminho andado em termos de sucesso.

Veja, abaixo, outras recomendações práticas para não fugir da dieta:

– Faça um lanche antes de sair de casa, contendo boa quantidade de fibras, como salada ou salada de frutas, por exemplo. “Se você costuma ter grande desejo de doces, uma recomendação é comer uma barrinha pequena de chocolate 80% (que não estimulará a vontade de comer doces sem parar e trará outros benefícios neuroquímicos)”, indica o médico. Você pode, se preferir, deixá-la dentro do carro para a volta para a casa.

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– Evite o couvert, uma vez que são grandes sabotadores dos objetivos. “As pessoas acabam ingerindo grande quantidade sem perceber, além de ‘abrirem o apetite”, conta o especialista. Um estudo mostrou que o desejo por comer comidas calóricas nas refeições principais é maior quando se ingere comidas mais calóricas nos couverts (como manteigas e queijos gordurosos), comparado à quando se inicia a refeição com comidas menos gordurosas.

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– Verifique se há salada como opção e sempre comece pela salada antes do prato principal e separadamente. Procure esperar alguns minutos entre a salada e o prato principal para haver tempo dos hormônios relacionados à saciedade agirem (pois são ativados cerca de 20 minutos após as primeiras mastigações, até atingirem certos trechos do seu trato gastrintestinal).

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– Sirva-se uma quantidade 25% menor do que desejaria se servir.

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– Busque os alimentos de mais baixo valor calórico.

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– Evite a sobremesa, já que a natureza do açúcar – em razão de neuroreceptores que atuam no sistema de recompensa – acabam ativando o desejo por comer mais. Se tiver com grande desejo, veja se há alguma opção de frutas como sobremesa.

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– Evite tomar líquidos com as refeições para poder mastigar melhor e comer mais devagar. Se optar por tomar bebida alcoólica, faça com calma e procure não passar de uma dose (taça). Neste caso, procure tomar água concomitantemente.

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Foto: Seemann / Morguefile

Informações: Kurotel

Dieta detoxificante pode melhorar saúde e auxiliar emagrecimento

Certamente você já ouviu falar do detox – um dos métodos mais populares quando o assunto é boa forma. Cada vez mais em evidência, o termo é comumente associado ao emagrecimento. Porém, você sabia que o verdadeiro detox é muito mais do que isso? E ainda que para refletir na balança o método requer mudanças que vão muito além da ingestão do famigerado “suco verde”?

Quando seguida adequadamente, essa dieta é capaz de melhorar a saúde e combater diversos processos inflamatórios, benefício que, por consequência, pode ajudar a reduzir o peso. Porém, aqueles que apostam em uma alimentação genuinamente detoxificante ganham também em imunidade, na prevenção de doenças e, até mesmo, no combate ao envelhecimento precoce. Quer saber como inserir o Detox na sua vida de maneira realmente eficaz e conseguir melhorar tanto a aparência quanto a qualidade de vida? Saiba mais agora:

Moda x necessidade

Você sabia que nosso organismo é plenamente capaz de combater os agentes nocivos e eliminar toxinas que porventura possam causar danos? Órgãos como os intestinos, os rins e, principalmente, o fígado são responsáveis por barrar a ação de toxinas que representam uma ameaça à nossa saúde. Sendo assim, por que o detox se tornou tão popular e por que precisamos dele?

De acordo com a nutricionista Joanna Carollo essa necessidade surgiu, principalmente, como consequência do estilo de vida atual “Além de estarmos cada vez mais expostos à poluição – seja da água, do solo ou do ar – está cada vez mais difícil dedicar um tempo à alimentação genuinamente saudável, ou seja, natural. Pode parecer imperceptível, mas ao consumir um número cada vez maior de produtos industrializados, estamos aumentando também a ingestão de elementos químicos potencialmente nocivos à saúde”.

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Conforme explica a profissional da Nova Nutrii – especializada em nutrição clínica, esse processo aumenta a “intoxicação do organismo”, forçando um trabalho maior, sobretudo, do fígado, que nem sempre será capaz de dar conta da eliminação das toxinas. Além disso, existe o outro lado da moeda: “Para que processo de detoxificação orgânico funcione normalmente, o organismo precisa estar bem nutrido – o que dificilmente ocorre numa dieta baseada em alimentos altamente processados”, diz  especialista. O resultado: maior vulnerabilidade a doenças, inflamações, inchaço, constipação e, até mesmo, mau humor e irritabilidade.

Emagrece mesmo?

Embora se baseie, antes de tudo, na melhoria da saúde, é inegável que o detox ganhou notoriedade em virtude do apelo fitness. A busca pelo emagrecimento é uma das principais razões pelas quais o método conquistou, e continua conquistando, tantos adeptos. Contudo, existe base para afirmar que o detox emagrece? De acordo com a nutricionista, a eventual perda de peso é uma consequência da limpeza do organismo e não de uma fórmula milagrosa.

“Com o organismo ‘intoxicado’ aumenta a retenção de líquidos e a própria inflamação do tecido adiposo, o que propicia o acúmulo de gorduras. Pessoas com este problema encontram maior dificuldade em eliminar o inchaço e o excesso de peso, pois o organismo não está trabalhando como deveria. Uma vez corrigida a dieta, especialmente apostando em alimentos que facilitem a detoxificação, esses sintomas tendem a diminuir – o que para muitas pessoas pode culminar na redução de medidas“, afirma Joanna.

Contudo, a nutricionista alerta que o detox não é tão simples quanto parece: “Muitas pessoas acreditam que basta fazer um suco com um ou mais ingredientes ‘verdes’ e tomá-lo uma vez ao dia para ver os benefícios, quando na verdade é preciso contar com todo um cardápio balanceado para que a detoxificação aconteça”. Para Joanna, isso não significa que os sucos verdes sejam ruins, mas que, isoladamente, não são totalmente eficazes para surtir o efeito esperado.

Como seguir corretamente

Quando se trata de alimentação, o método pode ser um grande aliado da saúde e, por que não, da boa forma? Independente da motivação, para que o objetivo seja alcançado é fundamental seguir alguns preceitos que, aliados aos “alimentos detoxificantes”, configuram um detox genuíno. De acordo com Joanna, essa dieta pode variar de acordo com o perfil do individuo, porém, de maneira geral, segue algumas premissas, a saber:

-Priorizar o consumo de alimentos naturais: “É muito importante investir em alimentos de verdade, ou seja, aqueles que encontramos na feira. Eles devem ser a base da alimentação, pois são altamente nutritivos e ricos em fibras. Se possível, opte pelos orgânicos, pois são livres de agrotóxicos e fertilizantes, o que contribui para menor consumo de toxinas.”

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Minimizar a ingestão de alimentos processados: “De nada adianta investir no tal suco verde pela manhã e recorrer ao biscoito recheado no lanche da tarde. Dessa forma, o indivíduo estará ‘repondo’ o que o organismo luta para eliminar. Para ser eficaz, é fundamental reduzir o consumo de alimentos ricos em gorduras, conservantes, corantes e aromatizantes durante a dieta. E se esse hábito for incorporado à rotina, a saúde só tende a ganhar” – explica a nutricionista

Hidratar-se bem: é fundamental para propiciar a eliminação das toxinas por meio de urina, suor e bílis. Além disso, com o aumento do consumo de fibras, a ingestão de líquidos é fundamental para que elas auxiliem nesse trabalho. Contudo é importante lembrar que “refrigerantes, bebidas industrializadas e o álcool devem ser evitados ao máximo. Além disso, é extremamente desejável evitar o açúcar nessa fase”.

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Sinal Verde: o que turbina o detox

Couve: não é à toa que a couve é praticamente um item obrigatório no “suco verde”. Rico em vitaminas do complexo B, em especial a vitamina B7, o alimento é capaz de beneficiar o processo digestivo e facilitar o trabalho do fígado. Outras hortaliças de coloração verde como o salsão, a salsa e o espinafre também são grandes aliadas da detoxificação.

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Limão: diurético, combate o inchaço e a retenção de líquidos. É rico em vitamina C, o que melhora a imunidade e a cicatrização. É capaz de regular a absorção do açúcar e também ajudar na digestão, isso graças a sua alta concentração de ácido cítrico. Além disso, conta com o terpeno, um composto que ajuda na “limpeza” do fígado.

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Pepino: composto quase que totalmente por água, também é diurético, o que favorece a eliminação de impurezas. Rico em fibras, vitaminas e sais minerais, é benéfico para os rins e para a digestão;

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Foto: Szafarek/Morguefile

Gengibre: além de termogênico (o que favorece o metabolismo e pode ajudar no processo de emagrecimento), é rico em antioxidantes e possui ação anti-inflamatória, agindo, especialmente, no fígado.

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Maçã: rica em ácido málico, ajuda no trabalho da bílis, abrindo caminho para que essa substância atue no fígado. Além disso, por ter alta concentração de pectina – um tipo de fibra solúvel – reduz a absorção de gorduras e impede que elas se acumulem no órgão.

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Suplementação vale a pena?

Graças a sua popularidade, é cada vez mais comum encontrarmos suplementos detox no mercado, porém, eles são realmente necessários? De acordo com a nutricionista, o seu uso pode ser uma alternativa para aqueles que querem melhorar o processo, mas não conseguem incluir todos os “alimentos detox” na dieta. “Tomar um suco de couve ou um beber água com limão diariamente pode não ser tão prático ou, até mesmo agradável a todas as pessoas. Sendo assim, esses produtos podem ser uma opção para quem está seguindo a dieta e não tem tempo de investir nessas preparações”, afirma a nutricionista.

Outro benefício apontado por Joanna está relacionado à disponibilidade de certos nutrientes: “Alguns alimentos altamente nutritivos não são tão fáceis de encontrar e muito menos de incorporar a dieta, como é o caso da clorela, uma alga rica em clorofila e de extremo poder detoxificante. Para se ter uma ideia, ela é um dos elementos mais potentes na eliminação de metais pesados do organismo. Nesses casos, a suplementação é uma forma interessante de obter o melhor desse alimento sem ter que, necessariamente, consumi-lo.”

Contudo a profissional alerta, assim como os sucos, suplementos não fazem milagres sozinhos: “É preciso que toda a alimentação contribua para tal, sendo balanceada e nutritiva. Além disso, é fundamental buscar orientação profissional antes de incluir esses produtos na rotina.”

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É pra qualquer pessoa?

Para finalizar, a nutricionista lembra que o Detox não pode ser seguido deliberadamente e, muito menos, por qualquer pessoa: “Como sempre, é altamente recomendado que gestantes, nutrizes e pessoas com problemas de saúde jamais façam qualquer tipo de dieta sem consultar um médico – hábito que é extremamente aconselhável à qualquer pessoa. Contudo, quando falamos em dieta detox, é preciso analisar se ela é realmente necessária e, sobretudo, por quanto tempo. Afinal, é uma estratégia alimentar temporária, que visa, justamente, fazer uma faxina periódica no organismo.”

Fonte: Nova Nutrii

Dieta de baixíssima caloria está na moda; saiba mais sobre o “milagre” do momento

Se tem uma área que não para de se reciclar e lançar novidades é o segmento das dietas. Isso é uma boa notícia, partindo do princípio de que a obesidade é uma epidemia mundial. Mas mais do que um corpo esbelto, as dietas alimentares têm o objetivo de restabelecer a saúde dos que sofrem com excesso de peso. Por isso é importante cautela para conseguir filtrar todos os modismos que vêm e vão nas capas de revista.

O mais recente é o método Pronokal, que fez Luciano da dupla Zezé di Camargo e Luciano perder 37 quilos e a apresentadora Xuxa mandar 7 quilos embora para desfilar “sequinha” no Carnaval. Mas será que esse tipo de dieta funciona mesmo ou é mais uma promessa passageira de “milagre para emagrecer”?

Maria Fernanda Barca, doutora em endocrinologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), esclarece que somente um profissional de saúde está apto para indicar este tipo de dieta, que, como todo plano alimentar altamente restritivo, tem seus prós e contras.

Em seu consultório, localizado na capital paulista, ela trabalha com o método DietKal, mais adequado à sua filosofia profissional. Aqui, a especialista amplia a discussão sobre as chamadas VLCDs – Very Low Calorie Diets (em tradução livre, Dietas de Baixíssima Caloria). Confira.

O que são as VLCDs (Dietas de Baixíssima Caloria)?

São dietas que giram em torno de 700 calorias diárias. “A DietKal é basicamente uma dieta mais rica em proteína, com pouco carboidrato e baixa caloria”, afirma a doutora.

Como funciona?

Barca explica que a DietKal é um plano alimentar dividido em seis fases. É baseada em sachês que, misturados à água, viram refeições.

Os sabores são diversificados, entre eles: omelete, hambúrguer, pizza e bolinho de frango para o jantar, por exemplo; ou capuccino e pães doces ou salgados para o café da manhã. “Os sabores da DietKal são mais adequados ao paladar brasileiro, tem vários temperos. Você mistura o componente do sachê na água, que vai para o forno ou para a frigideira, ou somente com água gelada, e está pronto para a alimentação”, explica.

As primeiras três fases são as mais restritas, mas permitem a inclusão de alguns alimentos além dos sachês – legumes e verduras. Gradativamente, vão sendo liberadas proteínas animais e, por fim, frutas.

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Por que emagrece?

Porque a ingestão de calorias é tão baixa que a pessoa entra em cetose, quando o corpo tem que recorrer às reservas de gordura para cumprir suas funções metabólicas. “No começo o corpo se estressa, mas depois ele entra em uma baixa de cortisol, o hormônio do estresse, que atrapalha o emagrecimento. Depois disso, o corpo se equilibra.”

Em quais casos são indicadas? E para quem é contraindicado?

A DietKal não é recomendada para pessoas com problemas renais, cardiopatas ou pessoas que já tiveram câncer. Em seu consultório, a endocrinologista receita este plano alimentar como opção para pacientes com muita resistência a perder peso. “Indico para aqueles que já tentaram de tudo e não conseguiram emagrecer, para quem tomou remédio e teve efeitos colaterais negativos ou como uma alternativa à cirurgia bariátrica.”

Quais são as principais dificuldades?

Os três primeiros dias são os mais difíceis. Até o corpo se acostumar com os sachês a pessoa pode sentir fome e dor de cabeça. Para quem gosta de atividade física, também é preciso cautela: não é recomendado fazer muito esforço pois o corpo não aguenta.

E os resultados?

De acordo com a especialista, o paciente chega a perder 80% do dos quilos que pretende mandar embora na fase ativa (1, 2 e 3), que é a mais focada em sachês. “Por exemplo, se ele precisa perder 30 kg, vai perder em média 24 kg nessa primeira etapa.”

Quanto à duração da dieta, depende da necessidade, podendo variar de 15 dias a um mês na primeira prescrição. Depois disso, vai depender de quantos quilos mais a pessoa precisa perder. “Pode demorar de dois a quatro meses na fase 1, por exemplo, ou na 2, que é um pouco menos agressiva. Vai de acordo com o que a pessoa aguenta.”

Em que momento a pessoa volta à rotina normal?

“A partir da fase 4, quando começa a reeducação alimentar: entram os alimentos integrais, azeites, manteigas, iogurte… Aos poucos os sachês vão saindo. Na fase 6, a pessoa fica somente com dois sachês e aí é só manutenção”, esclarece a médica.

Recomendações gerais

A especialista reforça que, por ser uma dieta altamente restritiva, precisa de um acompanhamento médico para uma análise geral do paciente: confirmar se ele precisa mesmo de um plano alimentar deste tipo ou pode tentar outras alternativas, como anticompulsivos ou mesmo uma simples readequação alimentar.

Barca acredita que a DietKal é uma alternativa interessante para quem já testou várias dietas sem sucesso. “Na Europa estão fazendo metanálises com dietas de baixa caloria e de jejum intermitente e estão tendo resultados brilhantes, inclusive na manutenção do peso”, finaliza, reforçando mais uma vez que o tratamento deve ser acompanhado por meio de exames e uma criteriosa suplementação vitamínica.

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Fonte: Maria Fernanda Barca (Doutora em endocrinologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Sociedade Europeia de Endocrinologia (SEE).

Aposte na dieta para controlar a síndrome metabólica

Aporte nutricional adequado é fundamental para combater o acúmulo de gordura abdominal

Os brasileiros são, sem dúvidas, um povo que se preocupa com a estética, pelo menos é o que apontam os dados do setor. Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética (Isaps) o país ocupa a segunda posição no ranking de cirurgias plásticas, atrás somente dos Estados Unidos, e o procedimento mais famoso por aqui é a lipoaspiração, que corresponde a extração de gorduras.

No entanto, apesar de toda a preocupação dos brasileiros com a boa forma, pesquisas do Ministério da Saúde apontam que no país 56,9% dos adultos acima dos 20 anos sofrem com excesso de peso, e o percentual é maior ainda entre as mulheres. Porém, a preocupação vai muito além da estética, já que o acúmulo de gordura corporal, especialmente na região do abdome é destacado entre os principais fatores de risco para o surgimento de diversas doenças.

O que sua barriga diz sobre sua saúde

Há dois tipos de gordura na região abdominal: a subcutânea e a visceral. A primeira está localizada logo baixo da pele e acima dos músculos. Ela é mais recorrente em mulheres devido ao estrogênio – hormônio feminino responsável pelo controle da ovulação e que também favorece esse acúmulo de gorduras – e se acumula nos culotes, quadris e barriga, conferindo aquele formato de pera ao corpo. A subcutânea é a gordura mais visível e tem o aspecto mole, além disso é responsável pela celulite. Ela é menos perigosa, porém é a mais difícil de eliminar.

Já a gordura visceral está sob o músculo e em torno dos órgãos e, apesar de ter a função de formar uma parede protetora, seu excesso é extremamente nocivo à saúde, pois coloca a pessoa numa alta taxa de risco para o desenvolvimento de doenças graves como hipertensão, aumento de triglicerídeos, elevação do colesterol ruim e alterações metabólicas. Os homens têm maior propensão para acumular esse tipo de gordura que se concentra prioritariamente na região da barriga e confere um formato de maçã e aspecto duro.

Segundo a nutricionista Sinara Menezes, o acúmulo dessas gorduras é fruto, sobretudo, da má alimentação e do sedentarismo: “Uma dieta desbalanceada, rica em carboidratos simples, pode causar muitos danos ao organismo. O consumo excessivo de açúcar e amido não só propiciam o aumento do tecido adiposo no abdome como também desencadeiam uma série de problemas de saúde, inclusive a síndrome metabólica”, explica a profissional da Nature Center.

O que é síndrome metabólica e seu prejuízo à saúde

As gorduras localizadas na circunferência da cintura têm grandes chances de acarretar patologias que resultem na síndrome metabólica, conhecida antigamente como síndrome X. Ela configura um conjunto de fatores de riscos como obesidade, hipertensão arterial, altos níveis de glicose, colesterol e resistência à insulina – aspectos que aumentam significativamente as chances de desenvolver diabetes e doenças cardíacas. Além disso, ela também está relacionada a uma taxa de mortalidade duas vezes maior, se comparado a população sadia e até três vezes mais em casos de doenças cardiovasculares.

Resistência insulínica é uma das principais causas

Estudos comprovam que, além da obesidade, todas as condições de risco da síndrome metabólica possuem um elo em comum: a ineficiência da insulina. Esse hormônio secretado pelo pâncreas é o responsável pelo metabolismo dos carboidratos, ou seja, ele retira toda a glicose, ingerida por meio dos alimentos, do sangue e conduz para todas as células do organismo para que seja transformada em energia. Além disso, esse hormônio participa de outras funções essenciais como o controle dos níveis de açúcar no sangue e o metabolismo de lipídios e proteínas.

A obesidade é o gatilho

A resistência insulínica começa quando há um ganho de peso excessivo e o aumento do tecido adiposo, fazendo com que o pâncreas tenha que produzir uma quantidade maior do hormônio para que ele consiga desempenhar suas funções no organismo. Porém, quanto mais insulina é liberada, mais as células tendem a se proteger do excesso dela e, com isso, maior será o trabalho do pâncreas que, em determinado momento, perde a capacidade de continuar produzindo mais insulina, e é aí que os níveis de açúcar no sangue ficam elevados e surgem diversas patologias em decorrência disso, como a diabetes tipo 2.

Riscos e sintomas

Em geral as chances de desenvolver a síndrome metabólica aumentam com o envelhecimento, mas pessoas sedentárias e com alimentação desregrada, que possuem histórico de diabetes na família, níveis elevados de gordura no sangue, pressão alta ou o aumento do peso e acúmulo de gordura, principalmente na região da cintura, são mais propensas a serem diagnosticadas com a doença. O grande perigo por trás destes problemas é que a síndrome é silenciosa: em geral as pessoas conseguem conviver bem com os sintomas e a maioria nem sequer percebe a existência da disfunção, quadro que eleva ainda mais o risco para desenvolvimento de doenças graves como a diabetes e as cardiovasculares.

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Mudança de hábitos

Um dos maiores problemas da vida moderna é a falta de tempo, e isso faz com que a maioria das pessoas acabe se descuidando da alimentação, abrindo mão da própria saúde em prol da praticidade, por isso, ao invés de consumir alimentos naturais e caseiros, grande parte opta pelos industrializados, refeições congeladas e pré-cozidas, que ficam prontas dentro de alguns minutos no micro-ondas, porém, para evitar essas gorduras prejudiciais tanto para a estética quanto para o organismo é crucial a adoção de novos hábitos alimentares.

Segundo a nutricionista, uma dieta nutricional balanceada é a melhor forma de prevenção contra a gordura abdominal: “Para perder barriga não basta somente focar nos exercícios, ainda que sejam necessários para acelerar a queima e fortalecer o organismo, eles sozinhos não fazem efeito. É preciso se preocupar primeiro em corrigir a alimentação, investindo num cardápio equilibrado que ajude a reduzir a gordura de forma eficiente, beneficiando não somente a estética, mas principalmente a saúde”.

O tratamento começa na mesa

Para a nutricionista, o primeiro passo para enxugar a silhueta e dar adeus às gordurinhas indesejadas de forma saudável é reduzir a ingestão calórica e moderar nos carboidratos, além de fugir do sedentarismo. Aliar um cardápio balanceado à pratica de atividades físicas regulares pode garantir uma saúde melhor e até mesmo a famosa “barriga negativa”.

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Invista nas fibras

As fibras figuram entre os alimentos mais poderosos no processo de emagrecimento, isso porque elas conseguem se prender às moléculas de gordura e reduzir consideravelmente a absorção, eliminando boa parte nas fezes. Outro ponto importante é que elas dão uma sensação de maior saciedade de forma rápida e prolongada, fazendo com que a pessoa se sinta satisfeita com uma quantidade menor de alimento e demore a sentir fome novamente. Elas ainda potencializam o desempenho do intestino e eliminação de toxinas.

Aposte nos termogênicos

Os alimentos termogênicos têm a capacidade de acelerar o metabolismo e aumentar a queima de gorduras. Eles fazem com que o organismo gaste mais energia na digestão e utilize as reservas de gordura do corpo como fonte. Um bom exemplo de termogênico é o café, pois a cafeína presente na bebida estimula o metabolismo, reduz o cansaço e dá mais disposição para praticar exercícios físicos.

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Mantenha-se hidratado

É recomendado que se consuma pelo menos 2 litros de água por dia. Além de ser fundamental para manter o bom funcionamento do organismo a ingestão adequada de água ainda reduz a retenção de líquidos e diminui o inchaço corporal. Outro ponto importante é que, quando se aumenta o consumo de fibras, a água se torna essencial para evitar o congestionamento do intestino.

Modere os carboidratos

Como são rapidamente absorvidos pelo organismo, os carboidratos simples estão entre os alimentos que tem maior chance de virar gordura estocada no corpo, especialmente na barriga. No entanto, como este nutriente é a principal fonte de energia do organismo não deve ser totalmente eliminado da dieta. A alternativa? Fazer escolhas mais qualificadas

“O ideal é consumir, com moderação, carboidratos complexos, que são os integrais, pois eles são considerados de baixo índice glicêmico devido as suas fibras que ajudam a reduzir a quantidade de absorção no organismo”, afirma Sinara. Ela lista exemplos de substituições inteligentes: “Trocar a batata inglesa pela doce, o arroz branco pelo integral e fazer o mesmo com o tradicional pãozinho francês, substituindo-o pela versão integral”.

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Foto: Morguefile/Szafirek

Diminua o glúten

O glúten é capaz de causar maior lentidão no metabolismo, ou seja, faz com que o organismo queime menos gordura e retarde o processo de emagrecimento. Além disso, ele também induz uma produção maior do hormônio que armazena a gordura na região abdominal e prejudica o desempenho do intestino, impedindo a liberação das toxinas de forma rápida. Portanto, mesmo que a pessoa não seja celíaca e tolere bem o alimento, é preciso moderar o consumo para evitar maiores transtornos.

Fonte: Nature Center

Lanchinhos no trabalho: substituições podem ajudar a evitar deslizes

A falta de tempo é um problema comum entre a maioria das pessoas, especialmente nas grandes cidades. O trânsito, trabalho e estudos são fatores que, muitas vezes, levam jovens e adultos a passarem o dia inteiro fora de casa. Em meio a essa rotina agitada surge a questão: como ter uma alimentação saudável? E, principalmente: Como manter a dieta comendo na rua? Parece uma tarefa difícil, justamente por isso as redes de fast-food fazem cada vez mais sucesso, mas todos sabemos que elas não contribuem em nada com a dieta, muito menos com a saúde.

Se já é difícil manter o equilíbrio nas refeições principais, imagina quando bate aquela fome fora de hora. A boa notícia é que existem alternativas para driblar essa situação e poupar o estomago e, até mesmo, o bolso. Preparar os próprios lanches para passar o dia, ou um longo período, fora de casa é totalmente possível e muito indicado para quem segue um plano alimentar, seja para ganhar massa, emagrecer ou simplesmente adquirir mais saúde. Além de ter seu controle de higiene e qualidade dos ingredientes garantidos, a prática ainda pode ajudar a manter a linha na dieta e não cair em tentações.

Mais importante que a quantidade é a qualidade

Muitas pessoas que querem perder peso associam a quantidade dos alimentos e as calorias ao seu efeito sobre o corpo. É claro que esses dois itens são importantes, mas devem estar relacionados a outros fatores essenciais que, juntos, podem trazer os resultados desejados, além de agregar mais saúde. O valor nutricional e o índice glicêmico são dois pontos que devem ser observados com atenção ao programar o seu cardápio, pois eles podem tanto potencializar quanto sabotar a sua dieta, seja ela para emagrecer ou aumentar a musculatura.

De acordo com a nutricionista Sinara Menezes, o valor nutritivo de um alimento se refere às quantidades de vitaminas, gorduras, proteínas e outras propriedades que o constituem, já o IG ou índice glicêmico é um indicador que determina o tempo que o alimento ingerido leva para liberar a glicose no organismo.

“Quando o IG é baixo significa que o açúcar é disponibilizado no sangue lentamente, o que faz com que a energia e saciedade sejam prolongadas por muito mais tempo. Quanto maior for o IG de um alimento, mais rápido será esse processo, deixando a pessoa fraca e com fome em um curto período” – explica a profissional da Nature Center.

O que não pode faltar

A composição certa nos lanches intermediários, aliada a um cardápio balanceado nas refeições principais, pode trazer saúde, favorecer o emagrecimento e potencializar os resultados das atividades físicas. Confira os principais grupos alimentares que devem ser priorizados:

Fibras: funcionais, potencializam o desempenho do organismo e aumentam a saciedade. Quando consumidas, as fibras se prendem às moléculas de gordura e impedem que parte delas seja absorvida pelo organismo. Elas também retardam o esvaziamento gástrico e favorecem o transito intestinal. Seu consumo pode auxiliar na redução dos níveis de açúcar no sangue e colesterol ruim, prevenindo doenças cardíacas.

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Proteínas: elas são essenciais na formação dos tecidos do organismo e dos músculos. Transformadas pelas células em aminoácidos, as proteínas auxiliam diretamente na construção e manutenção de todos os órgãos do corpo, especialmente as de origem animal. Elas ainda exigem um trabalho maior do sistema digestivo e garantem a saciedade por mais tempo. Carnes magras, peixes, ovos, leite e derivados, de preferência desnatados são ótimas fonte dessas proteínas.

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Gorduras boas: chamadas também de insaturadas, essas gorduras estão relacionadas à saúde do coração, por contribuírem para a redução dos triglicerídeos e dos níveis de colesterol ruim, aumentando o colesterol bom, prevenindo contra hipertensão, infarto e derrames. Elas dividem-se em gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas e estão presentes em alimentos como salmão, atum, sardinhas, azeite extravirgem, abacate, açaí, ovos, queijo branco, chocolate amargo, óleo de coco, semente de chia e em outros alimentos de origem vegetal e plantas.

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Trocas inteligentes

Adotar um plano alimentar mais saudável não significa abrir mão para sempre de todas as coisas que gostamos. Muitas pessoas abandonam a dieta justamente por pensarem dessa forma. Restringir demais o cardápio torna esse processo uma obrigação dolorosa e não algo necessário e cheio de benefícios. Portanto, para se manter firme e conseguir resultados duradouros é importante saber fazer escolhas inteligentes, que agradem ao paladar e, ao mesmo tempo, façam bem ao organismo.

Veja algumas dicas da nutricionista:

Não precisa deixar de consumir chocolate, basta mudar a qualidade dele e ter moderação. Os classificados como amargos ou negros possuem uma quantidade menor de gorduras e podem ser incluídos na dieta, por exemplo. “Eles são ricos em cacau – entre 60% e 85% – que contém antioxidantes e também estão associados a sensação de bem-estar” afirma Menezes;

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Quem opta pelas frutas deve preferir as que podem ser consumidas com a casca, como peras e maçãs, pois é onde se concentra a maior porcentagem de fibras. Frutas com gorduras boas também são uma boa opção para lanches intermediários, como o abacate e o coco que possuem um baixo índice glicêmico. A especialista explica que as mais calóricas, como banana, manga, melancia e outras, também podem ser consumidas, se adicionadas de uma proteína que pode ser o queijo branco, ou fibras como granola, aveia e linhaça por exemplo;

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As frutas vermelhas estão liberadas e são as mais indicadas. Morangos, cerejas, ameixas, romãs, jabuticabas e muitas outras fazem parte da lista que não só tem baixo índice glicêmico, mas também são ricas em antioxidantes e possuem baixo valor calórico. O grande destaque vai para o goji Berry, embora a sua versão in natura seja um pouco escassa no Brasil, a fruta desidratada é amplamente consumida e integra muitas dietas devido ao seu alto valor nutricional. Fonte de Vitamina C e rica em proteína, ela ainda possui sais minerais como magnésio, cálcio, ferro e selênio, além de ter alto poder antioxidante, que auxilia no emagrecimento e melhora a saúde;

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Gojy berry

Para quem tem muita ansiedade e não resiste aos salgadinhos ou biscoitos crocantes uma boa saída é optar pela pipoca. Simples de fazer e de baixo, ela é facilmente encontrada e possui pouquíssimas calorias. “O que engorda são os acompanhamentos como manteiga, bacon, queijo, leite condensado e outros. No entanto, quando preparada e consumida da forma correta, ela é a melhor alternativa, se comparada a outros aperitivos de alta densidade calórica”, segundo Sinara.

PIPOCA

Invista nos antioxidantes e termogênicos

Alimentos considerados termogênicos são capazes de acelerar o metabolismo, fazendo com que ele aumente o ritmo e trabalhe constantemente para regular a temperatura interna do corpo, favorecendo a queima de gorduras. Entre os mais famosos estão o chá verde, a canela, o gengibre e a pimenta vermelha. Já os alimentos com alto teor de antioxidantes são capazes de neutralizar o excesso dos radicais livres e evitar reações químicas de oxidação no organismo, impedindo assim diversos danos à saúde e combatendo envelhecimento precoce e o aparecimento de doenças como o câncer, por exemplo. Muitos alimentos contêm alta concentração de antioxidantes, alguns deles são a cenoura, o tomate, o mamão, frutas cítricas, frutas vermelhas e determinados tipos de peixe.

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Foto: Scarletina/Morguefile

“Zero carboidrato” é correto?

Eliminar totalmente os carboidratos do cardápio não é, nem de longe, uma boa opção. Muitas dietas aconselham que o consumo deles seja restrito ou, até mesmo excluído, no entanto, essa é uma informação equivocada, pois, além de atrapalhar o processo de emagrecimento, é muito prejudicial à saúde. “O consumo de carboidratos antes e após a atividade física contribui para o anabolismo, crescimento do músculo, pois reduz a fadiga e evita compulsões”, diz a nutricionista.

Eles são a nossa principal fonte de energia, e se classificam em 2 grupos: os simples e os complexos. O primeiro grupo libera energia imediatamente após a ingestão do alimento, fazendo com que haja um uma produção elevada de insulina em vista de regular os níveis de glicose no sangue. Já os carboidratos complexos liberam menos energia, porém, por um período maior, assim o organismo trabalha constantemente. Portanto, o consumo desse segundo grupo, que provém de frutas e vegetais, como a batata doce, cereais integrais e outras leguminosas é essencial para o organismo, inclusive para quem deseja emagrecer.

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Foto: Bella Napoli

Separe as porções

A percepção da saciedade vem de uma série de estímulos hormonais que avisam ao cérebro quando o corpo já está alimentado. No entanto, esse processo não acontece instantaneamente, ou seja, quando terminamos uma refeição saborosa logo vem aquela vontade de repetir o prato, pois o cérebro ainda não sabe que, fisiologicamente, já estamos satisfeitos, ele pode levar alguns minutos para isso. Portanto, uma boa estratégia para evitar os exageros durante o dia, é levar os lanches porcionados. “Se for comer um mix de oleaginosas, um biscoito ou um cereal, por exemplo, o ideal é retirar da embalagem e levar apenas a quantidade individual adequada para o lanche, assim, as chances de exagerar e devorar o pacote inteiro são eliminadas” – explica a nutricionista.

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Lanches balanceados podem substituir até uma refeição

Eventualmente é possível trocar uma das refeições principais, como o jantar por exemplo, por um lanche mais rápido e prático, no entanto, é preciso se atentar para a sua composição e escolher ingredientes que ofereçam o aporte nutricional necessário para manter o bom funcionamento do organismo. De acordo com Menezes uma boa opção é um sanduíche feito com pão integral, folhas verdes e uma proteína, que ainda pode ser acrescido com tomates, pepino ou cenoura ralada sem que seu valor calórico seja muito elevado. Mas vale lembrar que o ideal é optar sempre por uma refeição completa, com legumes, verduras, proteínas e carboidratos complexos, deixando o lanchinho apenas para casos isolados.

Fonte: Nature Center

 

 

Filosofia Mayr Kur promete limpeza e desintoxicação do aparelho digestivo

Considerada um dos maiores problemas de saúde da atualidade, a obesidade está associada a inúmeras doenças. Para o médico austríaco Franz Xaver Mayr, a maior parte dos problemas que acometem a saúde são derivados da má alimentação e digestão. Nesse contexto foi desenvolvida a filosofia Mayr Kur (nome do médico + cura em alemão) que se baseia em três pilares: desintoxicação do sistema digestivo, alcalinização e reeducação alimentar priorizando uma dieta alcalina e com intensa mastigação dos alimentos.

No estudo o austríaco constatou que a maior parte do nosso sistema imunológico fica na região do aparelho digestivo, portanto é preciso tratar bem dessa parte do corpo. Isso pode ser feito através de uma alimentação equilibrada, comendo somente o necessário e mastigando bem os alimentos. A desintoxicação é obtida com o uso do Sal Amargo, um purgativo de baixo custo que é facilmente encontrado nas farmácias. A alcalinização, além de ser obtida pela dieta, deve também ser potencializada com o uso do Pó Básico, produto que passou a ser comercializado no Brasil em março. Dentro da “dieta” Mayr Kur o Pó Básico tem as funções de alcalinizar, aumentar a saciedade entre as refeições e repor os sais minerais que serão perdidos na ação do Sal Amargo.

Para a nutricionista Andréa Fernandes, especialista em Nutrição Clínica pela UFF, uma alimentação adequada promove integridade da mucosa intestinal, ou seja, forma uma barreira íntegra evitando a entrada de toxinas e microorganismos de várias fontes. “É conhecido que 70% da nossa imunidade provém da nossa saúde intestinal. Portanto, uma alimentação rica em produtos industrializados, excesso de açúcares, proteínas e gorduras aumenta a permeabilidade dessa barreira, alterando a microbiota saudável e consequente predomínio das bactérias patogênicas sobre as benéficas”, comentou.

A profissional ressaltou ainda que a dietoterapia consiste em reeducação alimentar: consumo de vegetais ricos em FOS (chicória, alho, alho-poró, cebola, frutas, castanhas); alimentação rica em fibras (cereais integrais; maçã, morango, aveia, quinoa); diminuição do consumo de carboidratos refinados (pão, macarrão, qualquer fonte de farinha branca e açúcares); ingerir menos carnes vermelhas, leite e produtos ricos em proteínas e de difícil digestão. “Beber água e exercícios físicos são ideais para aumentar a motilidade intestinal”, acrescentou Andréa.

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Não é novidade que a atividade física estimula e mantem a saúde do corpo. O que é cada vez mais comprovado é que a prática não fortalece apenas o coração e os músculos, mas também a capacidade mental.

“O aumento da aptidão física reduz as chances da pessoa desenvolver doenças crônico-degenerativas como a osteoporose, hipertensão, doenças coronarianas e diabetes, além de diminuir também o risco de desenvolvimento de transtornos psiquiátricos como ansiedade e depressão. Outra grande vantagem da atividade para a saúde mental é a sua relação com o aprendizado e a memória. Além disso, como a prática de exercícios define o corpo, melhora a postura e até o aspecto da pele, a pessoa que faz atividade física melhora a autoestima e aumenta o seu bem-estar”, explicou Felipe Fagundes Moore que é especialista em musculação e treinamento de força, dono da Life Studio Personal, em Niterói-RJ.

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O médico Franz Xaver Mayr

A “dieta” da filosofia Mayr Kur é bem restritiva e privilegia alimentos alcalinos já que eles são capazes de reequilibrar o corpo, trazendo o PH sanguíneo para alcalinidade e diminuindo a acidez no sangue. Alguns alimentos desse tipo são: beterrabas, nabos, cenouras, rabanetes, repolhos, brócolis, espinafre, acelga, alho, limão, pepino, aipo, maçã, abacate e uva, por exemplo.

Dicas de como entrar em forma depois de ter exagerado na Páscoa

O chocolate libera os hormônios serotonina e endorfina, o resultado é aumento da sensação de prazer, melhora do humor e alívio da depressão e da ansiedade; mas se traz benefícios também provoca a subida dos números da balança, a dica nesse caso é se exercitar para reverter os efeitos indesejáveis

Uma das grandes razões que fazem o chocolate ser tão consumido é que ele aumenta a produção de serotonina, substância do cérebro que ajuda a regular o sono, o apetite e a libido, influencia até mesmo na TPM. Além de deixar mais altos os níveis desse neurotransmissor, potencializa a elevação de endorfinas, o que explica a tal sensação de prazer citada pelos consumidores.

“Enquanto a serotonina acalma, as endorfinas, liberadas inclusive durante a prática de exercícios físicos, melhoram o humor. Outros tipos de doce, segundo as pessoas que devoram chocolate, não oferecem o mesmo efeito”, comenta Karina Hatano, médica de exercício e do esporte.

Mas se traz benefícios também podem disparar os quilinhos extras. É verdade, há aqueles que oferecem menos efeitos na balança, como o cacau alcalino, com pouca gordura e zero açúcar. Ou ainda o chocolate com óleo de coco, que aumenta a saciedade.

Já se a escolha foi pelos mais tradicionais, é bom saber o quanto se exercitar para eliminar as colorias pós consumo de chocolate. Para queimar um bombom, por exemplo, é necessário fazer uma caminhada intensa por 10 minutos. Enquanto que um ovo de Páscoa de 275 gramas requer pelo menos correr forte por meia hora para compensar a gula.

“O chocolate é anti-inflamatório, rico em antioxidantes e um excelente aliado contra a ansiedade. Caso não haja restrições médicas, pode se consumi-lo, mas com moderação, sem exageros, e sem abrir mão da dieta equilibrada e da prática de uma atividade física regular”, conclui a médica.

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Entenda a ação da serotonina e endorfina no organismo

Serotonina – hormônio do prazer, do bom humor, do alto astral, que ajuda a regular o sono, o apetite e a pressão arterial. Trata-se de um neurotransmissor que age no Sistema Nervoso Central (SNC), sintetizado pelo corpo. É também um modulador para outros neurotransmissores, como a noradrenalina e a dopamina, que estão relacionados às questões de ansiedade e medo. Consegue inibir ataques de ira, conter a agressividade, regular a temperatura corporal e o apetite. Ajuda, ainda, no estímulo sexual e controla as atividades motora e cognitiva.

Endorfina – liberada na corrente sanguínea pela medula espinhal durante atividades que trazem prazer, é uma espécie de ópio natural em nosso organismo. Podem ser coisas simples, como fazer uma caminhada, levar o cãozinho para passear, visitar pessoas queridas, ouvir música, dançar, praticar algum esporte, pintar, cantar, cozinhar, enfim, é uma resposta de caráter individual. Cada um sabe o que traz felicidade.Provoca a sensação de bem-estar, melhora o humor e a disposição, consegue diminuir ou até mesmo eliminar dores. Os efeitos, em alguns casos, chegam a ser 20 vezes mais potentes que alguns medicamentos. Também reforça o sistema imunológico, retarda processos de envelhecimento, equilibra a pressão sanguínea, reduz os níveis de adrenalina e elimina os estados de ansiedade.

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Fonte: Karina Hatano é médica do exercício e do esporte, mestre em Medicina Esportiva pela Universidade Federal de São Paulo, onde também realizou a Residência Médica em Medicina do Esporte, além de acumular especialização em fisiologia do exercício e nutrologia. Preceptora da Medicina Esportiva da Universidade Federal de São Paulo e professora da Liga de medicina esportiva da UNIFESP.

Saiba quem são os sabotadores da dieta e como vencê-los

Muitas pessoas preferem culpar fatores externos pelo fracasso do próprio emagrecimento. Será que eles são os verdadeiros responsáveis?

Nos últimos quatro anos, o índice de sobrepeso e obesidade medido na população brasileira cresceu. Tratado como um tema secundário, hoje é visto com preocupação por especialistas. De acordo com o relatório recente sobre segurança alimentar na América Latina, realizado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e a Organização Pan-americana de Saúde (OPAS), o sobrepeso entre adultos brasileiros passou de 51,1% em 2010 para 54,1% em 2014.

A obesidade na população já está na casa dos 20%, sendo que em 2010 a taxa era de 17,8%. Este crescimento também tem afetado, nas últimas décadas, as crianças menores de cinco anos: estima-se que 7,3% dessa faixa etária estão acima do peso.

Mas por que os brasileiros estão engordando? Sedentarismo e consumo de alimentos industrializados estão entre os principais vilões. Para Gladia Bernardi, nutricionista e desenvolvedora do programa de coach Emagrecimento Consciente, pessoas também deixam de emagrecer por conta de fatores ligados à mente. “Existe a necessidade de compensar algo perdido na vida deste indivíduo, o que faz buscar na comida o preenchimento desta lacuna, tratada como objeto de vício”.

Para Gladia, a pessoa que se autossabota não consegue perder peso. “Com base em estudos e pesquisas descobrimos que existem 21 sabotadores que contribuem Para que a pessoa não perca peso e continue a engordar”.

Conheça os principais sabotadores e veja como vencê-los:

Frustração pessoal

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Você já deve ter assistido algum filme em que a mocinha se esbalda na frente da televisão com chocolates e pipoca por conta de ter levado um fora no relacionamento. Ela busca suprir a ausência do seu amor por conta de uma desilusão. Este sabotador não é apenas na parte amorosa. Pode estar associado também em perdas sexuais, profissionais etc. “Para vencer este sabotador pessoa deve fazer um planejamento de vida, reorganizar suas metas de vida e melhorar a autoconfiança”.

Afeto familiar

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Domingo em família, mesa farta e o prato principal é a comida feita pela avó ou mãe. A pessoa se esbalda naquele prato que remete à infância e boas lembranças. Além disso é incentivada a comer mais pela família. Para a coach, o grande desafio é negar o afeto da mãe, avó ou sogra, quebrando uma tradição e sabotando seu programa de emagrecimento.

Apego a autoimagem

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É comum que quando uma pessoa começa a emagrecer, passe a estranhar a aparência, não reconhecendo a si mesma. De acordo com Gladia, por mais que ela tente emagrecer, sempre vai sentir falta da aparência anterior . “É necessário fazer uma conexão neural, estimulando a pessoa que se veja de outra forma. É possível definir o padrão ideal que seria o peso almejado. Pode ser uma foto antiga quando ela era mais magra ou até mesmo algum modelo de revista. Isso irá mudar o padrão de imagem de que existe no subconsciente”.

Se achar forte e não gordo

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Este sabotador acaba agindo mais nos homens do que as mulheres, mas não é uma regra. A pessoa se acha forte, mas confundindo gordura como musculatura. “Ela vê a a magreza como sinônimo de fraqueza. Trata-se de uma crença limitante que é possível ser desfeita”.

Ostentação da comida

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Algumas pessoas criam a falsa ideia de que a gordura é sinal de abundância, principalmente aquelas que passaram por falta de comida na mesa quando criança, assim como aquelas que ostentam por considerar que a comida seja um prazer na vida. “A pessoas devem deixar de hierarquizar os valores de comer em primeiro lugar, pois existem prioridades na vida com mais valores, como atenção à família, realização profissional etc”.

Resistência à atividade física

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Este sabotador é um dos mais comuns. Além de sabotar o processo de emagrecimento, também estimula ao sedentarismo. “Muitos associam a prática de exercícios físicos como um sofrimento e não como um caminho para a saúde e bem-estar, chegando até dizer que existe futilidade em ter um corpo perfeito, sendo que o principal objetivo está associado à saúde e qualidade de vida”.

A opinião negativa dos outros

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Pessoas gordinhas são consideradas engraçadas, seja pela sua aparência física quanto suas trapalhadas. Quando emagrecem, é muito comum que pessoas comentem negativamente de que “antes era mais interessante” ou que “está com cara de doente”. Segundo Gladia, quando este sabotador age na mente, a pessoa deixa de escutar o que ela quer e, sim, o que os outros querem, correndo risco de reduzir o processo de emagrecimento ou até mesmo engordar um pouco. “É necessário que a pessoa trabalhe bastante o foto de suportar a estranheza dos outros às mudanças”.

Dinheiro

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Foto: iStock

É um dos principais autossabotadores. A pessoa deixa de frequentar uma academia, ir ao psicólogo ou nutricionista pelo fato de não ter condições financeiras, quanto na verdade é apenas uma desculpa. “Quando você firma um contrato com uma academia ou mesmo profissional em emagrecimento, busque contratos que deixem você preso a proposta, para evitar que desista em poucas semanas”, explica Gladia.

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Fonte: Gladia Bernardi é nutricionista e desenvolvedora do método de coaching de Emagrecimento Consciente, baseado na neurociência, na programação neurolinguística e em coaching. Por meio de técnicas e ferramentas pioneiras, que dispensam dietas restritivas, prescrição de medicamentos ou mesmo intervenções cirúrgicas para emagrecimento, visa transformar profissionais da área da saúde, coaches e consultores independentes em especialistas em emagrecimento junto a pacientes. 

Bolo sem culpa

A Bololô, rede de franquias de bolo, tem como objetivo levar agilidade e praticidade, sem perder o gostinho de casa. Os produtos são feitos de forma totalmente artesanal, unindo um produto de baixo custo e de valor nutricional elevado por utilizar somente ingredientes naturais (frutas, legumes), sem conservantes, aromatizantes e outros.

Cada dia mais as pessoas estão se preocupando com saúde e qualidade de vida e por isso, prestam mais atenção naquilo que consomem. Com o objetivo de ampliar o público-alvo, a Bololô está lançando uma linha de Bolos Fit e Funcionais.

bolo biomix

“Os bolos funcionais são uma forma de manter o desejo de bolo sem deixar a saúde de lado. Eles são feitos com biomassa de banana verde, açúcar mascavo e castanhas, além de produtos naturais que ajudam o organismo como um todo”, explica Camila Castelli, sócia e responsável pela produção da Bololô. Inicialmente, os bolos estarão disponíveis nos sabores: Biomix de frutas (banana, maçã, castanha-do-pará e uva passa) e Biocacau (chocolate 50% cacau).

bolo biocacau

Aliada da dieta, a biomassa é rica em amido resistente, ou seja, um tipo de carboidrato que não é bem absorvido pelo organismo e traz diversos benefícios à saúde. Além disso, é uma excelente fonte de fibras, rica em vitaminas e minerais como potássio, cálcio, magnésio e vitamina B.

Confira abaixo 10 benefícios apresentados pela biomassa:

Auxilia no controle de peso
Diminui o colesterol
Protege o coração
Controla a glicemia e previne diabetes
Ajuda a queimar gordura
Fornece energia
Regula o intestino
Melhora o humor
Alivia os sintomas da TPM
Mantém a saúde dos ossos e previne a osteoporose

Vale lembrar que todos os bolos são feitos a mão, um a um, com produtos naturais e sem conservantes.

Informações: Bololô