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Dieta com menos calorias tem efeito benéfico sobre a pele

Dieta reduz gorduras e aumenta a produção de pelos em camundongos, entre outros benefícios

Por Luiza Caires*

Dietas de restrição calórica têm sido associadas a vários benefícios para a saúde, mas seus efeitos sobre a pele ainda não haviam sido demonstrados. Uma pesquisa feita na USP verificou que, em camundongos, o controle de calorias ajuda os animais a viver mais, porém, reduz as reservas de gordura (tecido adiposo) que mantêm o corpo aquecido.

Para compensar esse efeito da dieta, observaram os pesquisadores, o tecido cutâneo dos roedores estimulou o crescimento de pelos e aumentou o fluxo sanguíneo para aquecer a pele.

Ao mesmo tempo, foram observadas alterações no metabolismo celular. Os animais revelaram uma resposta adaptativa para permanecer aquecidos – e vivos – em condições alimentares limitadas.

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Para pesquisadora, entender como a restrição calórica age no organismo e quais são as moléculas envolvidas ajudará a encontrar alvos que permitam prevenir ou tratar doenças relacionadas ao ganho de peso e à idade – Foto: Flickr CC 2.0

O trabalho foi conduzido durante o pós-doutoramento de Maria Fernanda Forni no Instituto de Química (IQ) da USP – com bolsa da Fapesp e orientação de Alicia Kowaltowski. Foi realizado no âmbito do Projeto Temático Bioenergética, transporte iônico, balanço redox e metabolismo de DNA em mitocôndrias, coordenado por Alicia.

Resultados do estudo foram publicados em setembro na revista Cell Reports. “As mudanças na pelagem e na pele foram bastante perceptíveis. São interessantes porque se mostraram após apenas alguns meses, quando os animais ainda não são velhos”, disse Alicia Kowaltowski.

A pesquisa foi feita com dois grupos de camundongos ao longo de seis meses. Em um dos grupos, os animais puderam se alimentar como, quando e quanto queriam. Ficaram obesos. O segundo grupo foi submetido a uma dieta na qual se podia comer apenas 60% das calorias consumidas em média pelo outro grupo.

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Alicia Kowaltowski – Foto: Redoxoma

Após seis meses, os animais submetidos à restrição calórica apresentavam massa corporal 40% menor que a dos demais (não perderam peso, apenas não engordaram como os que comeram livremente). Como diminuiu a gordura que ajuda a deixar os corpos aquecidos, a resposta adaptativa da pele dos roedores foi estimular o crescimento de pelos. Após seis meses, os animais passaram a exibir pelagens mais uniformes, mais espessas e com pelos mais longos.

“O pelo tem propriedades que isolam melhor o calor. Achamos que essa é uma adaptação presente nos mamíferos. Aqueles que comem menos têm menos gordura e, portanto, precisam de mais pelos para isolar o calor”, disse Kowaltowski.

A vascularização da pele também se alterou. Comparado com os animais obesos, os camundongos com restrição calórica apresentaram três vezes mais vasos sanguíneos na pele.

Essa alteração aumentou a irrigação sanguínea das células cutâneas. Ao mesmo tempo, essas células exibiram diferenças no metabolismo.

Por outro lado, nos roedores obesos, o que se constatou foi o aparecimento de sinais de envelhecimento precoce da pele. “A mudança na vasoconstrição auxilia os camundongos magros a conservar calor. Ao mesmo tempo, a pele se manteve jovem”, disse Alicia.

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Estudo feito no Instituto de Química da USP indica que dieta de restrição calórica reduz as gorduras e aumenta a produção de pelos em camundongos. Trabalho foi publicado na Cell Reports – Foto: Alicia Kowaltowski

Uma segunda etapa da pesquisa consistiu na raspagem de trechos na pelagem dos dois grupos, de modo a confirmar se o pelo extra estaria ajudando a aquecer os animais com restrição calórica. “Raspamos o pelo dos camundongos e verificamos a evolução deles ao longo de um mês”, explicou a pesquisadora.

Com base em aferições de perda de calor corpóreo, foi possível atestar que as pelagens mais espessas ajudaram a isolar o calor.

“Os camundongos em restrição calórica perderam massa muscular e se tornaram mais letárgicos. Trata-se de uma mudança no metabolismo que foi resultado direto da perda de calor corporal para o meio ambiente. Eles não conseguem viver bem sem pelos”, disse.

Por fim, tingiu-se o pelo dos animais com um corante azul para verificar se haveria diferença na quantidade de perda de pelos entre os camundongos em dieta e os obesos. O que se constatou foi que, nos animais em dieta, a perda de pelagem foi menor e o pelo se manteve espesso. “Eles perderam menos pelos e o pelo permaneceu por mais tempo, o que pode ser uma adaptação para evitar gasto de energia com o crescimento de pelos”, disse Kowaltowski.

“Essas descobertas são especialmente significativas, uma vez que revelam não apenas um efeito marcante da restrição calórica sobre a pele, mas também um mecanismo adaptativo para lidar com o isolamento reduzido derivado de alterações na pele sob condições de redução da ingestão calórica”, disse.

Proteção para o fígado

Em um outro trabalho, publicado na revista Free Radical Biology and Medicine, o grupo de Alicia mostrou que a adoção de uma dieta restrita em calorias protegeu o fígado de camundongos de danos causados pela interrupção temporária do fluxo sanguíneo para o órgão.

“Quando comparamos os animais que comiam à vontade com os submetidos a uma dieta com restrição calórica, a diferença foi enorme. Enquanto no primeiro grupo cerca de 25% do fígado ficou comprometido, no segundo, o índice foi de apenas 1%”, disse a pesquisadora.

O modelo adotado no experimento – conhecido como isquemia e reperfusão – consiste em interromper cerca de 70% do fluxo sanguíneo para o fígado durante 40 minutos, simulando um infarto. Dados da literatura científica indicam que esse tipo de procedimento induz a um aumento patológico de cálcio no tecido, o que causa uma pane no funcionamento das mitocôndrias (estruturas responsáveis pela produção da energia celular) e leva parte das células hepáticas à morte.

“O cálcio é importante para regular o metabolismo da mitocôndria e aumentar a produção de ATP [adenosina trifosfato, molécula que armazena energia]. Porém, em excesso, faz com que a organela pare de trabalhar adequadamente. Nossa hipótese, portanto, era de que o benefício observado com a dieta estaria relacionado com um aumento na capacidade das mitocôndrias de captar cálcio do meio intracelular sem deixar de produzir energia”, explicou Sergio Menezes-Filho, pesquisador do IQ e primeiro autor do artigo.

Ensaios in vitro foram feitos para confirmar a teoria e compreender melhor os mecanismos envolvidos. Para isso, os pesquisadores isolaram mitocôndrias dos dois grupos de animais incluídos no estudo: um liberado para comer à vontade (controle) e outro submetido à restrição calórica (60% das calorias do controle).

Por meio de experimento, o grupo observou que as mitocôndrias dos animais submetidos à restrição calórica conseguiam captar cerca de 70% mais cálcio que as do grupo controle – sem que seu funcionamento ficasse comprometido.

Também foi constatado que no interior das organelas extraídas de animais submetidos à dieta havia mais moléculas de ATP do que nas do grupo controle. Essa parte do estudo contou com a colaboração da professora do IQ Marisa Medeiros.

“Não sabemos ainda o que faz a mitocôndria do animal que comeu à vontade ter menos ATP, mas certamente essa diferença está relacionada à capacidade de captação de cálcio”, relatou Alicia.

Benefícios múltiplos

Os dois artigos recentemente publicados integram uma série de estudos coordenados por Alicia Kowaltowski no âmbito do Centro de Pesquisa em Processos Redox em Biomedicina (Redoxoma), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) apoiado pela Fapesp. O objetivo é investigar o efeito da restrição calórica sobre diferentes tecidos.

“Dizer para as pessoas simplesmente comerem menos não está funcionando. A obesidade se tornou uma epidemia mundial. Temos tentado entender como a restrição calórica age no organismo e quais são as moléculas envolvidas, para encontrar alvos que permitam prevenir ou tratar doenças relacionadas ao ganho de peso e à idade”, disse Alicia.

Os experimentos realizados até o momento mostraram que a dieta em animais de laboratório causa efeitos muito específicos nos diferentes órgãos. No pâncreas, por exemplo, torna as células produtoras de insulina capazes de responder melhor ao aumento na taxa de glicose do sangue.

Já no cérebro, foi observado um benefício também relacionado à capacidade das mitocôndrias em captar cálcio – o que poderia evitar a morte de neurônios associada a doenças como Alzheimer, Parkinson, epilepsia e acidente vascular cerebral (AVC), entre outras.

Participaram desses estudos Ignacio Amigo, do IQ, e Fernanda Menezes Cerqueira, atualmente na Ben-Gurion University of the Negev, em Israel.

“Nos trabalhos feitos até o momento, avaliamos o efeito da restrição calórica em situações patológicas agudas. Mas acreditamos que a dieta também tenha um efeito benéfico, porém mais sutil, em condições fisiológicas. Ajudando a regular o metabolismo do dia a dia. É isso que pretendemos compreender melhor agora”, disse a coordenadora do estudo.

O artigo Caloric Restriction Promotes Structural and Metabolic Changes in the Skin, de Maria Fernanda Forni, Julia Peloggia, Tárcio T. Braga, Jesús Eduardo Ortega Chinchilla, Jorge Shinohara, Carlos Arturo Navas, Niels Olsen Saraiva Camara e Alicia J. Kowaltowski, pode ser lido aqui.

O artigo Caloric restriction protects livers from ischemia/reperfusion damage by preventing Ca2+-induced mitochondrial permeability transition, de Sergio L. Menezes-Filho, Ignacio Amigo, Fernanda M. Prado, Natalie C. Ferreira, Marcia K. Koike, Isabella F. D. Pinto, Sayuri Miyamoto, Edna F. S. Montero, Marisa H. G. Medeiros, Alicia J. Kowaltowski, pode ser acessado aqui.

*Karina Toledo e Peter Moon / Agência Fapesp, com edição do Jornal da USP. (Leia aqui o texto original)

 

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Pesquisa: o que leva brasileiros a adotarem modismos em dietas e alimentos

Levantamento realizado para a Nestlé aponta que muitos brasileiros estão evitando itens como lactose e glúten e inserindo novos ingredientes na dieta, como batata-doce e óleo de coco

Pesquisa inédita realizada para a Nestlé, com mais 1.500 pessoas de todas as regiões do Brasil, mostra que uma grande parcela dos brasileiros está aderindo aos “modismos alimentares” em busca de emagrecimento rápido, retirando de sua alimentação ingredientes como glúten e lactose, de forma indiscriminada, e buscando resultados “mágicos” em alimentos como batata-doce e óleo de coco.

O levantamento foi realizado pela área de Inteligência e Pesquisa de Mercado da Editora Abril especialmente para a Revista BIO, publicação especializada da Nestlé, dirigida a nutricionistas, que passa a contar a partir deste mês de outubro com novo projeto gráfico e editorial, com o objetivo de disseminar informações científicas sobre Nutrição aos profissionais de saúde.

De acordo com a pesquisa, 19% dos entrevistados faz restrição parcial ou total do consumo de glúten, proteína presente em cereais como trigo, centeio e cevada. Desses, 30% cortaram a substância porque querem emagrecer. No entanto, apenas 4% das pessoas que evitam parcial ou integralmente o glúten o fazem pelo fato de terem doença celíaca e por recomendação profissional. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), apenas 1% da população mundial tem a doença celíaca.

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Quando o assunto é lactose, 28% das pessoas que responderam à pesquisa disseram que fazem restrição total ou parcial do seu consumo. Entretanto, um total de 79% afirmou que nunca fez um teste de intolerância à lactose. O levantamento mostra também que 26% dos entrevistados resolveram cortar a lactose por conta própria, sem consultar um profissional de saúde, e 8% admitiram que tiraram esse nutriente da sua dieta por vontade de emagrecer.

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Segundo a pesquisa, além da motivação do peso, muitas pessoas também evitam componentes como o glúten e lactose por acharem que eles podem fazer mal à saúde, devido principalmente à utilização de dizeres como “não contém glúten” e ”sem lactose” em embalagens e anúncios, que acabam gerando a percepção de que tais componentes não são saudáveis.

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Alimentos da moda

O levantamento aponta que os “alimentos da moda”, associados ao emagrecimento e à melhora da saúde, também estão cada vez mais presentes no cardápio dos brasileiros e são consumidos no dia a dia por boa parte da população, como é o caso da batata-doce (61%), do óleo de coco (24%) e da chia (28%).

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A pesquisa mostra, ainda, outras conclusões sobre as dietas low-carb e detox, além de dados sobre o que os brasileiros consideram como uma dieta saudável. Os resultados completos podem ser conferidos na revista BIO do mês de outubro. A publicação é distribuída pela Nestlé para mais de 30 mil nutricionistas e especialistas da área de saúde com o objetivo de promover educação, atualização e conscientização sobre temas ligados a alimentação e saúde, contribuindo para disseminar o propósito da companhia de melhorar a qualidade de vida e contribuir para um futuro mais saudável.

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Fonte: Nestlé Brasil

 

Arroz, trigo, milho e cevada – por que consumi-los?

Os grãos fazem parte da nossa alimentação há milhares de anos e têm um papel muito importante dentro da dieta. Eles são a semente do cereal, e entre eles estão o arroz, o milho, o trigo, a aveia, o centeio e a cevada. Por serem fontes de carboidrato, têm como principal papel fornecer energia para o organismo. Além disso, possuem proteínas, lipídios, minerais e fibras.

Os grãos podem ser consumidos cozidos inteiros ou por meio de seus derivados, como a farinha, que pode ser refinada – feita apenas da parte interna do grão, ou integral – com o grão completo. As farinhas dão forma a grande parte dos produtos que são fontes de carboidratos – pães, bolos, massas, tortas e bebidas como a cerveja.

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Os grãos e seus derivados são a principal fonte de energia e, quando consumidos com alimentos fontes de proteínas e gorduras boas, compõe uma alimentação saudável. O pão feito de trigo, centeio, cevada e milho pode ser consumido no café da manhã ou nos lanches intermediários, acompanhado de frios magros, leite e derivados desnatados e frutas frescas ou secas.

A nutricionista Beatriz Botequio, da Equilibrium Consultoria e consultora do Sabe Portal, cita os quatro benefícios do consumo de grãos:

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Mais energia: o carboidrato é a principal fonte de energia para o organismo e fornecedor de glicose para o cérebro exercer as suas funções.

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Menor risco de doenças do coração: por serem fontes de fibras, o consumo de grãos integrais pode contribuir para a saúde do coração.

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Aliado contra diabetes: estudos apontam que a ingestão de fibra insolúvel, encontrada no grão integral, está associada a menor risco de diabetes tipo 2.

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Pixabay

Favorece a saúde intestinal: as fibras também são aliadas do intestino, pois ajudam a melhorar a formação e eliminação das fezes.

 

 

Atitudes vilãs que impedem o emagrecimento

“Vou começar uma dieta”: seja por saúde ou estética, quem já não se pegou precisando ou querendo emagrecer? É dado oficial do Ministério da Saúde: mais da metade da população brasileira está acima do peso, e um em cada cinco brasileiros está obeso.

O fato é que muitos começam uma dieta com o objetivo de emagrecer, mas não conseguem mantê-la. E vários são os motivos, mas a queixa principal é: não consigo ver resultados.

Sob o olhar da nutrição funcional, cada indivíduo tem necessidades alimentares e metabolismos diferentes, ou seja: a dieta que funciona para um, não vai, necessariamente, funcionar para outro – é preciso avaliar características genéticas e bioquímicas individuais.

No entanto, algumas atitudes boicotam qualquer dieta. “Existem diversos fatores que impedem o emagrecimento. O necessário é realizar uma mudança de hábitos, e isso com certeza impactará na perda de peso”, comenta Daniela Mensinger, nutricionista funcional do Instituto RV.

Confira atitudes vilãs que podem estar boicotando o seu processo de emagrecimento:

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1) Substituições inadequadas: “As pessoas, por praticidade, costumam utilizar produtos industrializados em demasia, e chegam a substituir, por exemplo, frutas por barras de cereais, refeições por shakes e sucos naturais por sucos de caixinhas, e isso compromete demais seu processo de emagrecimento”, comenta Daniela.

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2) Abusar de adoçantes: segundo a nutricionista, eles podem ser um facilitador da absorção de carboidratos. “Quanto mais açúcar absorvido, maior a liberação de insulina, que amenta a gordura no tecido adiposo”, alerta.

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3) Continuar consumindo embutidos: são extremamente cheios de sódio, corantes e conservantes – prejudiciais para a saúde e impactam no emagrecimento.

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Foto: Arker

4) Consumir industrializados light e diet: isso serve inclusive para os refrigerantes. “A indústria, para retirar ou reduzir um componente, sempre adiciona outro, como, por exemplo, retira o açúcar ou a gordura e adiciona o sódio, que é tão prejudicial para a saúde e a dieta quanto os outros componentes”, diz Daniela. Portanto, evite.

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5) Substituir arroz e feijão por torradas e pães: “Muitas vezes, as pessoas evitam comer arroz e feijão no almoço, por exemplo, mas optam por adicionar torradas ou pães no café da manhã e em lanches intermediários. Mesmo os que se dizem integrais, na maioria das vezes não o são, e possuem uma alta carga glicêmica. Então, não é uma substituição muito inteligente”, conta a nutricionista.

A especialista do Instituto RV ainda faz os seguintes alertas:

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– Tome água. Muita água.

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– Consuma quantidades suficientes de verduras e legumes.

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– Evite óleos de canola, soja, milho e margarina.

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– Não substitua ervas e temperos naturais por temperos prontos.

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– Evite o excesso de sal.

É ainda muito importante, no processo de emagrecimento, tentar levar uma vida balanceada. Uma noite de sono mal dormida, por exemplo, atrapalha muito seu processo. “As pessoas hoje em dia se preocupam muito em contar as calorias, mas se esquecem de observar a qualidade nutricional do alimento, sua carga glicêmica. O segredo está na mudança de hábitos, e não na dieta em si”, finaliza Daniela.

Fonte: Instituto RV

Como acabar com a sensação de fome infinita? por Maura Corá*

Na correria do dia a dia, mesmo quando nos alimentamos bem, é comum ter a sensação de estarmos sempre com fome. Quem tem a chamada “boca nervosa” sabe bem como essa sensação pode ser incômoda e gerar grandes prejuízos à saúde. Contudo a solução para esse problema é simples, basta controlar o famoso “hormônio da fome”. A grande questão é como fazer isso.

Esse hormônio, oficialmente chamado de grelina, é produzido principalmente pelo estômago. Sempre que ficamos sem comer, nosso estômago intensifica a secreção desse hormônio que, imediatamente, emite uma mensagem para o nosso cérebro avisando sobre essa ausência de comida. Quanto mais elevada for a produção, maior será a sensação de fome e esta só passa depois que nos alimentamos novamente.

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Pixabay

Uma curiosidade é que a quantidade de grelina em obesos não é necessariamente maior do que em pessoas com o peso ideal, por isso é tão comum ouvirmos muita gente reclamando dessa fome infinita.

No Brasil, isso ocorre muito devido ao nosso modelo de alimentação. Em geral, costumamos misturar carboidratos, gorduras e proteínas em todas as refeições. Contudo, esses grupos, por serem absorvidos pelo nosso estômago de formas diferentes, influenciam muito na liberação do hormônio da fome.

Para termos a sensação de saciedade por mais tempo, o ideal seria organizar o consumo desses alimentos para evitar a liberação da grelina. Um modelo eficiente, por exemplo, seria se ingeríssemos primeiro a carne, as verduras, os legumes e só depois o arroz e o feijão. Contudo, quem aguentaria viver de maneira tão restritiva?

Sorte a nossa que existem formas muito mais simples e rápidas de controlar esse hormônio, sem ser por restrições ou pelos medicamentos proibidões que ouvimos falar por aí. Fórmulas manipuladas que tenham em sua composição produtos naturais é uma delas.

O Adipogen, por exemplo, composto que associa folhas de Piper betle e sementes de Dolichos biflorus, extratos naturais que são excelentes gerenciadores de peso, cumpre bem essa função por reduzir o acúmulo excessivo de gordura, estimular a lipólise e controlar o apetite.

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Piper bietle – Stock Photo

Em testes clínicos, após o uso contínuo por oito semanas, o suplemento provocou uma redução dos níveis séricos de grelina de 20,85% e um aumento de adiponectina (hormônio que estimula a quebra de gordura) de 15,35% no grupo tratado. Dessa forma, por meio da inibição do apetite, ele gerou uma perda média de 3 Kg nas pessoas que o utilizaram.

Outra grande vantagem é a sua facilidade de acesso, visto que está disponível em diversas farmácias de manipulação espalhadas pelo país. Assim, temos uma excelente solução para controlar o hormônio da fome sem gerar nenhum prejuízo à saúde. Se você se identificou não hesite em consultar seu nutricionista ou farmacêutico, para incluir o Adipogen na sua rotina agora mesmo.

*Maura Corá é nutricionista da Idealfarma, empresa que se dedica à fabricação e distribuição de extratos nutracêuticos, fitoterápicos, cápsulas gelatinosas e suplementos

 

Dieta e malhação: conheça os maiores erros antes e depois do treino

Várias pessoas frequentam regularmente a academia em busca do corpo dos sonhos, algumas chegam a praticar exercícios extenuantes, visando minimizar o tempo até a obtenção de resultados. Porém, seja para ganhar massa ou para perder peso, o que muitas delas acabam esquecendo é a alimentação, um dos fatores cruciais para o sucesso desse processo.

Muitos cometem erros nutricionais que sabotam todo o esforço dedicado durante os treinos, por isso, traçar um plano alimentar de acordo com as condições físicas e objetivos de cada indivíduo é essencial para alcançar o êxito e não acabar prejudicando a saúde.

Os erros mais clássicos

O senso comum acredita que para perder peso e ganhar massa muscular é necessário malhar muito e comer pouco, porém, isso é apenas mais um mito em torno do emagrecimento. Assim como os excessos, ser radical demais também atrapalha, fazer jejuns por longos períodos podem desencadear a compulsão na hora de se alimentar, assim como um cardápio restrito pode fazer com que a pessoa enjoe ou perca a motivação.

De acordo com a nutricionista Sinara Menezes, o segredo para atingir os resultados almejados está na dosagem. “É preciso saber medir e alcançar um equilíbrio entre treino e dieta para atingir os objetivos de forma saudável”. Sendo assim, veja os erros mais recorrentes cometidos tanto por quem busca emagrecer quanto por quem deseja definir os músculos:

-Seguir dietas restritivas: cortar de vez a ingestão de um determinado grupo alimentar, em vista do emagrecimento ou ganho de massa, pode acabar saindo como um tiro no pé. Além de ser prejudicial à saúde é um grande desmotivador para quem está começando a praticar atividades físicas. Apostar somente em saladas também é muito perigoso, pois a proteína é essencial para a regeneração e tonificação dos músculos após os exercícios. O ideal é buscar uma reeducação alimentar e adotar um cardápio variado, de preferência sob a orientação de um nutricionista.

-Apostar sempre no mesmo prato: a combinação queridinha de quem frequenta academias e deseja ganhar massa muscular é a dupla imbatível de frango com batata doce. Porém, as chances de enjoar rapidamente e sair dos trilhos são muito grandes, o ideal é incrementar as refeições com alimentos saudáveis como ovos cozidos, peixes, carnes e vegetais ricos em proteínas e de baixo índice glicêmico. Já para aqueles que visam a perda de peso, o consumo excessivo de batata doce, apesar de saudável, pode sabotar o emagrecimento. Ela não deve ser excluída do cardápio, mas é preciso moderação em seu consumo.

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Foto: Szafirek/Morguefile

-Cortar carboidratos: dieta de “zero carboidrato” não é uma boa opção. Eles são a principal fonte de energia do corpo humano, e se dividem em dois grupos: os simples e os complexos. O primeiro grupo gera energia instantaneamente no organismo, o que faz com que haja um pico de insulina para regular os níveis de glicose no sangue. Já os complexos geram menos energia, porém, por um período maior, fazendo com o que o organismo trabalhe constantemente. O ideal é o consumo desse segundo grupo, que é proveniente de frutas e vegetais.

-Exagerar na dose: malhar exaustivamente é um dos erros mais comuns entre aqueles que estão começando o processo de emagrecimento ou hipertrofia. Muitas pessoas se sentem determinadas a alcançar os resultados em um curto espaço de tempo e acabam excedendo os limites do corpo, o que pode resultar em lesões e até mesmo desacelerar o processo, já que, devido aos exercícios constantes, o organismo não encontra tempo suficiente para a regeneração muscular e acaba aumentado a fadiga. É fundamental respeitar o tempo de descanso entre os treinos e, principalmente, dormir adequadamente para que aconteça a recuperação da musculatura.

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Os nutrientes são os melhores aliados

Os resultados dos exercícios físicos não estão relacionados apenas as horas que investimos durante a pratica das atividades. A alimentação é a base para a saúde em geral e, nesse caso, não é diferente. Segundo profissional da Nature Center, os nutrientes fornecidos ao corpo por meio dos alimentos ingeridos são determinantes para garantir a eficácia de todo o esforço dedicado aos treinos e podem até potencializá-los: “Um plano alimentar bem programado e que saiba equilibrar os nutrientes pode proporcionar mais força, velocidade e resistência na hora dos treinos e ainda favorecer a queima de gorduras, já um cardápio mal planejado pode colocar a perder todo o tempo investido nas atividades, por isso é preciso se organizar e saber o que é ideal consumir antes e depois do treino”.

Definir os objetivos

Perder peso? Ganhar massa muscular? Tratar doenças? Antes de tudo é necessário ter em mente o que se quer obter. “É importante diferenciar o objetivo, pois, assim como nos exercícios, a dieta de quem visa o emagrecimento é diferente de quem quer ganhar massa muscular e atingir a hipertrofia, assim como também é diferente para quem só procura a manutenção do peso. Para um grupo é necessário favorecer alimentos que para outros devem ser reduzidos, portanto, o ideal é buscar o acompanhamento de um especialista para auxiliar nesse processo e ajustar a dieta de acordo com a necessidade particular de cada pessoa”, explica Sinara.

Antes do treino

Segundo a nutricionista, em geral, os carboidratos complexos são a melhor pedida antes das atividades físicas. Eles garantem o estoque suficiente de energia durante toda a atividade física, evitando que ocorra a perda muscular. Eles estão presentes em alimentos integrais, ricos em fibras. Não é recomendado abusar do consumo de proteínas nessa etapa, pois elas dão a sensação de estomago pesado e atrapalham o desempenho.

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Depois do treino

Cuidado para não repor mais do que gastou. Esse é o princípio básico da alimentação após os exercícios. Nessa etapa é bastante importante não perder o foco, mas isso não significa deixar de se alimentar. O consumo de proteínas é muito indicado, elas auxiliam na regeneração da musculatura, além disso, as hortaliças e leguminosas também são bem-vindas, pois dão saciedade e ainda repõem as vitaminas e minerais que o corpo perdeu. Os carboidratos complexos também são liberados nesse período, com moderação.

O que não pode faltar no cardápio

Tanto para perder medidas e conquistar um corpo delineado quanto para definir a musculatura e conseguir um abdômen sarado, ou simplesmente melhorar a saúde e ter um corpo saudável, é fundamental manter uma alimentação balanceada e praticar atividades físicas de forma moderada e regular.

Confira os alimentos que não podem ficar de fora de nenhuma dieta:

chá verde

Acelerando o metabolismo: alguns alimentos têm o poder de acelerar o metabolismo devido ao seu efeito termogênico, isso ocorre porque possuem substâncias que aumentam a temperatura corporal e induzem o organismo a queimar mais energia na digestão, acelerando o ritmo de trabalho e favorecendo a queima de lipídios para estabilizar a temperatura interna. É o caso do café, por exemplo. A bebida possui grande concentração de cafeína, substância termogênica com efeito estimulante capaz de aumentar a disposição para malhar, pois ela diminui a percepção do esforço físico e ainda adia a sensação de fadiga ao poupar os estoques de glicogênio muscular. Outro alimento poderoso é o chá verde. Considerado um dos melhores termogênicos naturais, o chá da planta Camellia sinensis, também possui alta concentração de cafeína, que acelera o metabolismo, e catequina, capaz de aumentar o gasto calórico e auxiliar no processo da digestão e funcionamento do intestino.

Vitaminas são indispensáveis: vitaminas são nutrientes que contribuem para o desenvolvimento e funcionamento adequado de todo o organismo. Fortalecem o sistema imunológico, melhoram a saúde, fazem a manutenção do corpo e previnem doenças como anemias e problemas hormonais. Elas se dividem em dois grupos: as lipossolúveis (A, D, E, K – presentes na gordura dos alimentos) e as hidrossolúveis (B e C – solúveis em água).

Ricas em antioxidantes, elas combatem os radicais livres, contribuem para a renovação celular, melhoram o aspecto da pele e crescimento dos cabelos e ainda podem aliviar câimbras e distensões musculares: é o caso da vitamina E, conhecida como a “queridinha dos atletas e esportistas”, pois ela também faz a manutenção estrutural e funcional do sistema esquelético, muscular e cardíaco.

Frutas

Elas podem ser encontradas em diversos alimentos naturais como proteínas, frutas, vegetais e oleaginosas, e devem ser incluídas na dieta. A nutricionista alerta sobre a importância de um cardápio balanceado: “Cada uma delas tem sua característica particular e o ideal é que haja uma quantidade equilibrada de todas para a manutenção do organismo. Tanto a deficiência quanto o excesso podem causar danos ao funcionamento do corpo”, afirma Sinara.

Vitaminas do complexo B fazem toda a diferença: muitas pessoas desconhecem o poder que essas vitaminas têm, não apenas para o desempenho físico, mas para a saúde em geral. Aliadas poderosas do organismo, elas estão entre as mais importantes para a manutenção do corpo e são capazes de otimizar o rendimento e resultados das atividades físicas, especialmente da musculação, isso porque, elas fazem parte do processo que converte os alimentos em energia.

A vitamina B12, por exemplo, conhecida também como cobalamina, está relacionada diretamente ao metabolismo de carboidratos e lipídeos, pois ela atua na formação de glóbulos vermelhos, responsáveis por fornecer o oxigênio necessário aos músculos, gerando mais energia durante a realização de atividades intensas e favorecendo o ganho de massa magra.

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A falta de vitaminas do complexo B, além de interferir na performance durante as atividades do dia a dia e a prática de exercícios, também pode impedir que o corpo absorva os nutrientes necessários para seu funcionamento correto. Elas são encontradas especialmente na proteína animal e frutos do mar e em vegetais de coloração verde escura como couve e espinafre.

Fonte: Nature Center

Livro “Mind Detox” transforma o jeito de fazer dieta em sete semanas

Nutróloga especializada em emagrecimento e obesidade cria um manual que vai além da reeducação alimentar para “secar” com saúde e de forma definitiva

Dietas mirabolantes, receitas de amigas, desculpas intermináveis para se autossabotar e a insatisfação constante na frente do espelho. Se você se identifica com uma dessas ações, não é a única. A busca pelo emagrecimento é algo que faz parte dos objetivos de muita gente, mas infelizmente, nem sempre está associada a um resultado saudável. A promessa de um corpo enxuto em pouco tempo é a armadilha que leva muitos a se dedicar a métodos falidos e pouco eficazes.

Com mais de 20 anos de atuação, a médica nutróloga especializada em emagrecimento e obesidade Liliane Oppermann, requisitada por personalidades como Latino, Gabi Amarantos, Dan Stulbach e Edu Guedes, entre outros, imprime todo seu expertise no seu primeiro livro Mind Detox – 7 semanas para emagrecer, mudar o pensamento e a vida, em que apresenta uma visão ampla sobre o assunto e aplica seu conhecimento aprofundado em medicina integrativa, unindo corpo, mente e espírito para usar a gastronomia funcional a favor da saúde, cura e bem-estar.

A obra apresenta uma nova metodologia para encarar a dieta em apenas sete semanas. Foram três anos até a publicação em que analisou os relatos dos próprios pacientes, suas dúvidas, anseios e celebrações para escrever esse livro que vai muito além de números a menos na balança. Liliane Oppermann ensina desde a importância do resgate da autoestima até como compreender o funcionamento do cérebro, do ponto de vista da bioquímica para realmente dar noção do que acontece com o metabolismo e as necessidades do organismo.

E mais: a especialista traz à tona seu lado coach e dá o beabá para que o leitor aprenda a lidar com todas as sensações que permeiam a dieta, como fracasso, impotência, vontade de largar tudo e a criar uma estratégia motivacional para que a trajetória seja bem-sucedida e prazerosa.

Os capítulos são divididos nessas sete semanas e em cada um é trabalhado determinado assunto.

“A ideia é tratar o emagrecimento em diferentes aspectos e enfatizar a relevância das mudanças, a começar de dentro para fora, e incorporar novos hábitos à rotina”, explica Liliane Oppermann. Entre os temas abordados estão aprender a lidar com renúncias, interpretar os números (peso, medidas, níveis de pressão entre outros), desvendar como as atitudes do dia a dia interferem na dieta, alternativas criativas para seguir em frente, alimentação equilibrada, dietas sem sucesso e uma programação neurolinguística para aumentar as chances de sucesso para o emagrecimento tão desejado e melhor, torná-lo definitivo.

O livro também é um convite à mesa funcional já que dedica algumas páginas a receitas nutritivas e a um verdadeiro manual sobre os benefícios de diferentes grupos alimentares. Além de incentivar o leitor a uma viagem mais profunda de entendimento do seu próprio corpo e poder de capacitação, Mind Detox leva o leitor para cozinha para dar o pontapé inicial aos conceitos da reeducação alimentar. Tem muita opção gostosa entre sucos, molhos, sopas, guarnições. Um banquete de ideias saudáveis.

Liliane Oppermann vai ainda mais longe ao ensinar que um conjunto de ações além do habitual comer pode promover mudanças significativas. Por isso, ela investe também no poder da respiração e na prática de agradecer, o que já está comprovado, que uma mente positiva reverte em resultados grandiosos. Enfim, Mind Detox é uma espécie de Bíblia para quem deseja mais do que emagrecer, e sim iniciar novo projeto de vida, adotando um lifestyle que mescle saúde, satisfação emocional e pensamentos otimistas. Tudo isso em apenas sete semanas.

Sobre a autora

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Aos 8 anos ela já sabia o que era ser gordinha e teve que lidar com comentários nem sempre agradáveis. Mas um dos grandes prazeres de Liliane Oppermann foi ajudar o marido na luta contra uma artrite reumatoide – e ingestão de corticoides – mudando apenas sua alimentação. Em quatro meses, ela viu surgir um novo homem.

Seus pacientes também são grandes fontes de inspiração e ver a mudança refletir em cada caso faz com que a especialista tenha certeza que escolheu a profissão certa. Mãe de três meninas, ela ainda dedica o seu tempo as aulas de yoga e exercícios físicos. Comanda a clínica que leva seu nome e o Spa Opper Life, em Moema, São Paulo, dá palestras e treinamentos em todo o Brasil.

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Mind Detox – 7 semanas para emagrecer, mudar o pensamento e a vida
Autora: Liliane Oppermann
Editora: Gente Editora
Número de páginas: 192
Preço: R$ 39,90

Lançamento: hoje (12), às 19 horas, na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi, São Paulo.

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Como conciliar uma dieta saudável com a rotina de uma cidade grande

O tempo médio gasto pelos paulistanos no trânsito é de três horas, tanto para quem usa automóvel quanto transporte público, conforme a Pesquisa sobre Mobilidade Urbana feita pelo IBGE. Diante de uma rotina cada vez mais corrida, reservar tempo para cuidar da saúde e alimentação tem se tornado um desafio para muitos paulistanos.

A vida corrida das grandes cidades faz com que muitos habitantes tenham hábitos irregulares, como se alimentar sempre na rua, pular refeições, consumir café em excesso, substituir refeições por congelados e outros produtos industrializados. Isso faz parte da rotina de quem não encontra tempo para se dedicar à uma alimentação equilibrada e pode afetar não apenas a saúde, como também a produtividade.

Para ajudar os paulistanos a terem uma vida mais saudável, Cleonice Pereira, nutricionista que atua pelo aplicativo GetNinjas e também no Centro de Nutrição 8 Que Curam, relacionou uma série de recomendações básicas para que quem costuma passar muito tempo fora de casa consiga se readaptar e melhorar a qualidade de vida. Além disso, ela aborda um dos mitos sobre dietas equilibradas.

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Atente-se ao local em que almoça: o restaurante precisa ser cuidadosamente escolhido, pois existem riscos e dificuldades de se alimentar em lugares onde não há acesso às informações sobre o preparo das refeições. Busque saber a qualidade e procedência do alimento que está ingerindo. Tente não comer em excesso, já que os restaurantes oferecem uma grande variedade de opções, com temperos que não são saudáveis, como o glutamato de monossódico. Evite consumir sódio e gorduras saturadas em excesso e condimentos, como pimenta que é irritante da mucosa estomacal, dentre outros.

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Evite alto consumo de café: se você é amante dessa bebida e acaba bebendo de manhã, à tarde, à noite, ou seja, em qualquer horário, você é um viciado em café! Apesar de parecer pouco nociva, a bebida popular no Brasil tem cafeína, que danifica o cálcio dos ossos e contribui para a formação da gastrite.

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Tente não pular refeições: o ideal, e sempre recomendado pelos nutricionistas, é que sempre se faça todas as refeições. Por conta da rotina corrida, muitas vezes deixamos de fazer alguma refeição. Porém, é sempre importante priorizar as refeições diurnas. No período da noite o metabolismo está mais lento e não precisa de uma quantidade grande de energia, considerando que o corpo começa nesse horário a se preparar para o repouso.

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Consuma alimentos frescos e naturais: produtos industrializados? Fuja deles! Além de não alimentarem as células, esse tipo de comida ainda pode provocar no corpo um estado de ansiedade. No horário das refeições, consuma bastante frutas, verduras e legumes, alimentos integrais, castanhas e nozes e frutas secas. Esses alimentos são verdadeiramente os que nutrem o organismo.

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Pixabay

Alimente-se na hora certa: o estômago precisa de períodos regulares de trabalho e repouso. Com hábitos regulares e alimento apropriado, o órgão se recupera gradualmente do trabalho exaustivo que exerce no período de digestão, absorção e assimilação. Dessa forma, não devemos pular refeições, mas também devemos fugir do modismo que nos incentiva a nos alimentarmos a cada três horas. Comer no tempo adequado limita os danos provocados pelos temidos radicais livres, visto que quanto mais comemos, mais eles serão produzidos.

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Foto: FreeGreatPicture

Encontre tempo para se exercitar: apesar da correria do dia a dia, procure separar ao menos 30 minutos para uma atividade física que dê prazer. Adequar a alimentação é essencial, mas a atividade física e nutrição são como “a chave e fechadura”. Juntas e equilibradas, elas evitam a disposição de “doenças alimentares”.

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Tome café da manhã: um bom desjejum é essencial para quem busca uma dieta equilibrada. O que não pode faltar nunca nessa refeição são frutas variadas, aveia (que nos ajuda na saciedade), pães integrais e as oleaginosas (nozes, castanhas e amêndoas etc.). Essas últimas são fonte de gorduras que ajudam na absorção dos nutrientes e formam uma ótima combinação com frutas doces de preferência.

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Pixabay

Alimente-se com calma: ao comer rápido demais inutilizamos alguns processos fundamentais da digestão. Por isso, a dica é: nunca coma uma grande quantidade de alimentos ou faça as refeições com muita pressa. Isso prejudica a saúde e a dieta. Quando, por exemplo, “corremos” com a mastigação, nosso corpo demora para liberar o hormônio da saciedade, a leptina, que é responsável por fazer cessar a fome.

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Pixabay

Evite ingerir líquido enquanto faz refeições: o correto é não tomar líquido junto com a refeição. Além disso, é importante interromper a ingestão de água meia hora antes das refeições e retomá-la duas horas depois, quando a digestão, absorção e assimilação já foram concluídas.

Fonte: GetNinjas

Cinco mitos e verdades sobre o emagrecimento

Para a especialista Gladia Bernardi , recorrer a dietas muito restritivas ou se submeter a cirurgias são alguns dos “mitos”; ela lista o que fazer e o que evitar para perder peso de forma saudável

Na tentativa de emagrecer a qualquer custo, há quem recorra a medidas radicais como seguir “dietas da moda” que excluem totalmente alguns tipos de alimentos -como aqueles que contém glúten e lactose-, ou submeter-se a procedimentos cirúrgicos invasivos.

“A velocidade com que as novas dietas surgem e desaparecem está diretamente relacionada ao fracasso das mesmas”, alerta a nutricionista Gladia Bernardi, criadora do método Emagrecimento Consciente. “Se elas dessem mesmo certo, o resultado obtido seria duradouro e não seria preciso, a toda hora, criar uma nova modalidade”, comenta ela.

No entanto, o que pouca gente sabe é que é possível, sim, emagrecer de forma saudável e sem tanto sacrifício. “A obesidade é uma doença mental, e o que precisa ser tratado é a chamada ‘mente gorda’. É fundamental trabalhar a repetição de novos e bons hábitos, que levem à perda de peso sem o uso de remédios, dietas restritivas ou intervenções cirúrgicas. O grande segredo é transformar a maneira como o indivíduo se relaciona com a comida”, recomenda a nutricionista e coach.

A especialista aponta alguns mitos e verdades do processo de emagrecimento:

1 – Dieta sem glúten e sem lactose funciona para todos

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Foto: Shutterstock

Mito: assim como muitas outras dietas que viraram “moda”, a técnica de eliminar completamente o glúten do cardápio ganhou adeptos entre celebridades e acabou se tornando popular no Brasil e no mundo. No entanto, ao contrário do que muita gente pensa, nem todas as pessoas se beneficiam dessa estratégia para perder peso.

“Com exceção do 1% da população mundial que sofre de doença celíaca, ou seja, que tem sensibilidade ao glúten, as pessoas acabam emagrecendo com essa dieta por evitarem alimentos calóricos como pão, macarrão ou bolo, que contêm glúten. Ou seja, a questão não é o glúten em si, e sim as escolhas alimentares mais inteligentes”, pondera.

No entanto, Gladia alerta que de nada adianta evitar alimentos com glúten e exagerar no chocolate, por exemplo. “O profissional precisa descobrir qual é o gatilho mental que está sendo acessado pelo seu cliente e como ele é representado no seu corpo com excesso de peso.”

Portanto, segundo a especialista, mais importante do que focar apenas nos itens que compõem o cardápio é descobrir o que faz com que aquele indivíduo coma compulsivamente e “desativar” essa armadilha da mente.

2 – Suplementos podem substituir refeições para emagrecer

homem preparando suco

Mito: para Gladia, esse é mais um mito fundamentado somente no imediatismo. “A pessoa até pode recorrer aos suplementos para emagrecer como ‘emergência’ para o verão, mas se esquece de que há vida no outono, no inverno, na primavera. Quem aguenta tomar suplementos durante o ano todo?”, questiona.

Além do mais, lembra a especialista, muitos desses produtos não são regulamentados ou acabam proibidos de serem vendidos no Brasil. Isso acontece por não haver pesquisa que comprove se eles são ou não prejudiciais à saúde. “Além de não emagrecer, a pessoa pode colocar sua própria saúde em risco, principalmente se consumir por conta própria. Por isso, sempre alerto para procurar um profissional de saúde para buscar orientações antes de utilizar qualquer tipo de suplemento”.

3 – Ter o apoio de um bom profissional faz emagrecer 

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Verdade: apenas a prescrição perfeita, de acordo com Gladia, não garante o bom resultado. “Um bom profissional trata a raiz do problema e faz com que o cliente emagreça de forma consciente”, pontua a especialista.

Ela explica que fatores como a autossabotagem e a criação de uma zona de conforto precisam ser combatidos. “O profissional deve dizer ao paciente: ‘Se você quer mudar de vida para sempre, quero fazer uma pergunta: me dê um bom motivo para que eu continue ajudando você’. Assim, o paciente percebe o empenho e passa a buscar o resultado”.

“Todos os pacientes provavelmente já passaram por outros profissionais e métodos, tentativas frustradas de dietas e processos de emagrecimentos inacabados e ou interrompidos. O bom profissional deve saber lidar com essa frustração e apontar o caminho correto”, ensina.

4 – Modificar a mentalidade emagrece 

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Verdade. Na opinião de Gladia, a mudança de pensamento é a grande chave para o emagrecimento e garante que os resultados sejam duradouros. “O controle da ansiedade, por exemplo, além de ajudar a emagrecer melhora o sono e a saúde em geral, facilitando o controle de doenças, e, acima de tudo, gerando um sentimento de vitória com os novos hábitos.”

Segundo a especialista, a única forma de tratar problemas como a compulsão alimentar é através da mudança de mentalidade. “A compulsão por comer deve ser vista como um vício, assim como o de um alcoólatra, de um usuário de drogas. Ela nada mais é do que o vício por comida”, comenta.

A mudança de pensamento é a base do método Emagrecimento Consciente, técnica hoje usada por mais de 1.500 profissionais de saúde.

5 – Cirurgia vai me deixar magro para sempre

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Mito: segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), o número de intervenções cirúrgicas cresceu 300% nos últimos dez anos. Deste total, 5% são pacientes com menos de 20 anos.

“Ao recorrerem a cirurgias, muitos imaginam que estão dando o seu último adeus às gordurinhas. No entanto, esse é um grande mito, pois a verdadeira origem da obesidade não foi tratada, e é por isso que muitos voltam a engordar”, explica Gladia.

“Quase todos os meus pacientes usavam a comida como um remédio para um mal emocional, e por isso estavam acima do peso. É preciso mudar a maneira de pensar a comida e de se relacionar com ela. Caso contrário, após a intervenção cirúrgica, o descontrole alimentar pode voltar a se manifestar nos próximos 2 anos, comprometendo o resultado”.

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Fonte: Gladia Bernardi é nutricionista, coach e desenvolvedora do método “Emagrecimento Consciente”, baseado na neurociência, na programação neurolinguística e em coaching. Por meio de técnicas e ferramentas pioneiras, que dispensam dietas restritivas, prescrição de medicamentos ou intervenções cirúrgicas para o emagrecimento, visa transformar profissionais da área da saúde, coaches e consultores independentes em especialistas em emagrecimento junto a pacientes

150 Maksoud amplia seu cardápio com menu de Dietas Especiais

Pensado para aqueles que têm alguma intolerância a glúten, lactose ou açúcar sem deixar o sabor de lado

Pensando que uma das principais refeições para as pessoas é o café da manhã, o restaurante 150 Maksoud (do Maksoud Plaza Hotel ) complementa o seu já conhecido café da manhã com um cardápio de dietas especiais. Voltado para pessoas com restrição alimentar a glúten, lactose ou açúcar; os novos itens são oferecidos todos os dias a partir das seis horas.

O café da manhã é muito importante para uma dieta equilibrada, pois além de ajudar a regular a fome no decorrer do dia, fornece os nutrientes necessários para recuperar o corpo após o período de jejum ao qual o ser humano se submete enquanto dorme.

Dentre os itens oferecidos no novo cardápio há pão sem glúten, leite de soja, leite sem lactose, gelatina sem açúcar, omeletes de claras, ovos quentes ou poche. E, ainda, você pode montar uma omelete ou uma tapioca, em uma das estações dispostas, com os ingredientes de preferência como: queijo prato, presunto, peito de peru, queijo branco, tomate, cebola, salmão ou champignon.

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Tudo incluso no valor de R$ 50,00 por pessoa, mas crianças menores que seis anos são convidadas do hotel e de 7 a 12 anos têm 50% de desconto.

Horário: das 6 até às 10h30
Local: 150 Maksoud
Endereço: Rua São Carlos do Pinhal, 424 – Lobby