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Alimentação pode acelerar ou retardar o processo de envelhecimento da pele

Não é só a ingestão de gorduras, açúcares e muito sódio que está no centro da questão. Dietas restritivas, veganas e vegetarianas também podem acelerar o processo de envelhecimento da pele, como mostra Congresso Americano de Dermatologia

Provavelmente, a expressão “você é o que você come” já passou pelos seus ouvidos alguma vez na vida. Geralmente designada para repreender quem só ingere comidas altamente gordurosas ou ricas em açúcar – e que aceleram o envelhecimento da pele, essa frase deve ser vista com uma nova amplitude. Pelo menos é o que mostra o Congresso Americano de Dermatologia, realizado em fevereiro nos Estados Unidos.

“Dietas restritivas e desbalanceadas, com baixas ingestões de proteínas, vitaminas e carboidratos podem afetar negativamente a pele, na medida em que não fornece nutrientes essenciais. Por outro lado, o excesso de proteína, por exemplo é capaz de conduzir a um envelhecimento ainda mais agressivo”, conta a dermatologista Thais Pepe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia. Ela explica abaixo a importância dos macro e micronutrientes para a pele e fala sobre as dietas:

Proteínas

brasa carne 2

Biologicamente, são polímeros compostos de aminoácidos. “Eles são construtores e reparadores, então ajudam no equilíbrio da pele com relação a conferir hidratação, luminosidade e renovação celular. Sem proteínas, não conseguimos fazer síntese de colágeno e elastina, o que é vital para ter uma pele firme e combater a flacidez. Além de proteínas, ingira também Vitamina C, pois ela é essencial também para a síntese de colágeno”, afirma a médica.

Mas atenção às doses: no geral, é indicado o consumo de 20 a 30g por refeição (café da manhã, almoço e janta). “Por outro lado, o consumo excessivo de proteína pode levar a um envelhecimento mais agressivo por meio da estimulação da via mTor, que está envolvida na regulação de diversas funções celulares, mas quando altamente estimulada pode destruir as vias de reparo necessárias para a longevidade saudável”, argumenta a médica.

Além disso, o consumo abundante de proteínas sinaliza às células uma necessidade de reproduzir, diferenciar e crescer por meio de reguladores como insulina, leptina e IGF. “As células são tipicamente configuradas para crescer ou reparar danos. Com a via mTor estimulada, há um aumento nos ciclos de crescimento celular e uma inibição dos processos de reparação necessários para a longevidade saudável”, explica.

Carboidratos (açúcar)

mulher comendo doce
Foto: Pixabay

Apesar de importante para conferir energia ao corpo, o carboidrato em excesso pode interagir com as proteínas e gorduras para causar os AGEs (Agentes avançados de glicação) que alteram as estruturas e funções do colágeno e elastina, causando desordens na pele, com aparecimento de rugas, flacidez e manchas. “A glicose em excesso pode causar desregulação dos genes pró-longevidade e aumentar a concentração de methylglyoxal, um tipo de AGE”, afirma a médica.

Gorduras

abacate

O tipo de gordura é o mais importante para colher benefícios ou problemas. Elas são divididas basicamente em saturadas (encontrada principalmente em carnes vermelhas, elas aumentam o colesterol ruim) e insaturadas (de origem vegetal e peixes, diminui o colesterol ruim). “Enquanto níveis elevados de gorduras saturadas podem inibir a atividade da SIRT1 (proteína que estimula à longevidade celular) levando a uma vida útil celular reduzida, altas doses de gordura poli-insaturada podem: ativar mecanismos de reparação em células, conduzindo à longevidade; e diminuir a proporção de mau colesterol em comparação ao bom”, afirma a médica.

“E tudo isso reflete na pele, que sofre menos com os radicais livres, principalmente quando a boa gordura é usada como fonte de energia, pois ela causa menos estresse oxidativo ao corpo do que consumir carboidrato”, explica. “No caso da pele seca, a ingestão de alimentos ricos em ômegas como castanhas, abacates e azeite de oliva ajuda a formar a boa membra hidrolipídica , que vai ajudar na proteção e fortalecimento dessa pele contra os agressores ambientais, ao mesmo tempo em que também confere luminosidade”, completa a médica.

Vitaminas

frutas-citricas-limao-laranja

Micronutrientes essenciais que o organismo não consegue produzir sozinho em quantidades suficientes, as vitaminas podem ser solúveis em água ou em óleo (gordura). “Uma das mais importantes é a nicotinamida, que pode melhorar a hidratação da pele, diminuir a hiperpigmentação e ajudar no controle da acne por seu papel anti-inflamatório”, afirma a médica. Carnes magras, leveduras, leites, ovos e legumes fornecem essa vitamina, que tem importante papel no metabolismo energético e na reparação do DNA. “A Vitamina C é uma referência em antioxidantes e também deve ser consumida, e a Vitamina A é importante para a renovação celular, sendo indicada para rejuvenescimento e acne”, explica.

Minerais

cabelos longos saudaveis

Um dos mais importantes minerais para a pele é o selênio, segundo Thais. “Ele é necessário para a produção de glutationa, que ajuda a proteger contra os radicais livres, melhora a elasticidade da pele, fortalece cabelos e unhas e colabora contra infecções”, diz a médica. A castanha e a noz são grandes fontes de selênio.

Água

água

Fundamental para o transporte de nutrientes e a hidratação do organismo como um todo, a ingestão ideal de água por dia melhora a circulação com melhora expressiva na pele. “Beber bastante líquido como água e água de coco ajuda a eliminar as toxinas, diminuindo o edema e reavivando a pele”, conta.

Antioxidantes

suplemento omega 3

Micronutriente que neutraliza os radicais livres (que causam estresse oxidativo, dano celular e processos de inflamação crônica), os antioxidantes são a chave biológica para o metabolismo mitocondrial e o bom funcionamento celular. “Quando em deficiência, o organismo fica susceptível a doenças de pele e envelhecimento precoce. A ingestão de antioxidantes é uma forma inteligente de fortalecer a pele e todos os órgãos do corpo no combate aos agressores que reduzem a longevidade celular”, diz. A suplementação com Polypodium leucotomos, que contém uma série de polifenois antioxidantes, é uma das mais importantes, segundo estudos, pois a substância pode reduzir os danos solares, prevenindo o fotoenvelhecimento e diminuindo o risco de câncer de pele

Sobre dietas

pele beleza alimentação frutas mulher

Várias dietas foram analisadas durante o Congresso Americano, de forma que a dieta mediterrânea, focada em peixes, vegetais e mix de nozes, oferece uma série de benefícios para a saúde como um todo, muito em virtude das boas gorduras, das proteínas e demais nutrientes.

“Com relação às dietas vegetariana e vegana, elas precisam ser bem planejadas para fornecer os nutrientes essenciais e, principalmente, aminoácidos. Os mais comuns perdidos em dietas desse tipo são: lisina, metionina, triptofano e fenilalanina. Por isso, é necessário ficar de olho em como ingerir essas substâncias”, explica a médica.

“A lisina está disponível em lentilhas, germe do trigo e pistache; a metionina pode ser encontrada no abacate, nas nozes e aveia; o triptofano está no espinafra, aspargos e amêndoas; e a fenilalanina está presente em grãos integrais, grão de bico, amendoins e nozes”, finaliza.

Fonte: Thais Pepe é dermatologista especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, membro da Sociedade de Cirurgia Dermatológica e da Academia Americana de Dermatologia. Diretora técnica da clínica Thais Pepe, tem publicações em revistas científicas e livros, além de ser palestrante nos principais Congressos de Dermatologia

 

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Dieta para síndrome do intestino irritável com diarreia

Hábitos alimentares inteligentes podem tornar a vida um pouco mais fácil quando se tem síndrome do intestino irritável com diarreia, ou SII-D. E você não precisa desistir completamente dos alimentos que gosta.

“A moderação é importante”, diz Leslie Bonci, nutróloga, mestre em saúde pública e autora do Guia para Melhor Digestão da American Dietetic Association (ADA) nos EUA. Ela lembra que é importante manter uma dieta equilibrada quando se tem a síndrome. Portanto, nunca evite totalmente determinados grupos de alimentos, ou você pode estar se privando dos nutrientes de que precisa.

Faça o trabalho de detetive

FreeGreatPicture compras supermercado
FreeGreatPicture

Faça um experimento com o que come para descobrir o que funciona para você, afirma Leslie: “As pessoas podem ser seletivas com o que têm, dizendo: ‘OK, eu não me dou bem com maçãs, mas tudo bem com a pera’. Ou ‘as uvas não funcionam para mim, mas não tenho problema em comer um pouco de banana’.”

Mantenha um diário de sintomas para acompanhar quais alimentos e quais quantidades parecem causar diarreia. É a melhor maneira de descobrir quais estão causando problemas. Lembre-se, diferentes alimentos afetam as pessoas de maneira diferente.

Você também pode tentar uma dieta de eliminação – se você acha que certos alimentos podem estar desencadeando seus sintomas, pare de comê-los, um de cada vez, e veja como você se sente.

Consiga o tipo certo de fibra

maçã

Não evite fibras se tiver diarreia. Ela ajuda a proteger seu corpo contra doenças cardíacas e pode ter um papel na proteção contra o câncer, então você definitivamente precisa disso.

Basta comer mais fibras solúveis, em vez do tipo insolúvel, diz Leslie. A fibra solúvel permanece no intestino por mais tempo, o que ajuda o cólon a funcionar normalmente. Você pode obtê-la de alimentos como:

=Aveia
=Ervilhas
=Feijões
=Maçãs
=Frutas cítricas
=Cenouras
=Cevada

Fibra insolúvel, por outro lado, é encontrada em coisas como:

=Todas farinhas de trigo
=Farelo de trigo
=Vagem
=Nozes
=Couve-flor
=Batatas

Beba muita água

mulher bebendo água ibbl

Tome de seis a oito copos de água pura por dia, mas nem sempre com as refeições. “A água faz tudo correr um pouco mais rapidamente”, diz a médica. Ela sugere que você beba uma hora antes ou uma hora depois das refeições.

Desconfie de certos alimentos

Só você sabe quais são os sintomas da SII-D. Mas enquanto descobre seus próprios gatilhos, pode querer ter um cuidado especial com alimentos conhecidos por causar sintomas em algumas pessoas que estão na mesma condição:

=Brócolis, cebola e repolho
=Alimentos fritos ou gordurosos como batatas fritas
=Leite ou produtos lácteos, como queijo ou sorvete
=Álcool
=Cafeína no café, chás e alguns refrigerantes
=Refrigerantes 
=Chocolate ao leite
=Glúten, encontrado em trigo, centeio e cevada

Sorbitol, um substituto do açúcar encontrado nas gomas de mascar e balas, e frutose, um açúcar simples do mel e de algumas frutas, também provocam sintomas de SII em algumas pessoas.

O modo como você come também pode lhe dar problemas. Você pode se incomodar com alimentos com temperaturas extremas, especialmente se os ingerir juntos, como água gelada com sopa quente e fumegante. Muitas pessoas têm sintomas após fazerem grandes refeições.

salmão e saladas

Tente comer menos em cada refeição ou faça quatro ou cinco pequenas refeições por dia. “Lembre-se, suas reações ao que você come são únicas”, diz a médica. Então experimente diferentes alimentos até que você tenha sua própria prescrição de nutrição da SII.

“Não há uma dieta SII, por si só”, diz Leslie. “Algumas pessoas vão achar que estão bem com determinados alimentos, e outras acharão que não têm jeito.”

WebMD Feature Avaliado por David T. Derrer, MD

Qual dieta escolher: low carb ou low fat?

Você sempre seguiu a dieta da moda? Dê adeus aos mitos e saiba se vale a pena cortar carboidratos ou se é melhor consumir alimentos com baixo teor de gordura.

Esqueça a ideia de que comer a cada três horas emagrece. Certamente você já deve ter ouvido falar que se alimentar várias vezes ao dia com pequenas porções é a fórmula mágica para emagrecer. “Mito”, afirma o nutrólogo e especialista em medicina esportiva Flavio Madruga.

O hábito tem uma relação muito mais próxima ao senso comum do que à uma recomendação médica. “Na verdade, esse mito de comer de 3 em 3 horas, além de não auxiliar no emagrecimento, não sacia o organismo e acaba deixando a pessoa com mais fome durante todo o dia e aumenta as chances de que desenvolva uma compulsão alimentar, afirma Madruga.

Acelerar o metabolismo está muito mais relacionado ao tipo de alimento ingerido do que ao período entre as refeições. O ideal é fazer uma alimentação completa, com boas fontes de gorduras, proteínas e vitaminas (dos vegetais) para se sentir saciado por mais tempo, ao invés de almoçar já pensando no café da tarde. Que tal comer bem, direito, saudável e não ficar pensando em comida o dia inteiro?

Uma dieta que teve seu auge nos anos 2000 e hoje é muito estudada e indicada por grande parte dos nutrólogos, é a low carb. Uma dieta que está apresentando resultados surpreendentes e que visa o emagrecimento saudável e o aumento de qualidade de vida por meio da baixa ingestão de carboidratos e o aumento do consumo de proteínas e gorduras boas.

De acordo com o nutrólogo, existem comprovações científicas sobre a eficiência da dieta low carb e os vários benefícios que ela pode trazer para a saúde como: o emagrecimento, baixa dos triglicerídeos, do colesterol LDL, da pressão arterial, além de melhorar a glicemia e, em alguns casos, até curar a diabetes tipo 2.

“Óleos, que têm triglicerídeos de cadeia média, como o óleo de coco, deixam a pessoa bem saciada, sem causar os impactos que os carboidratos em excesso costumam ter no organismo: engordar ou aumentar a insulina”, enfatiza o nutrólogo.

Você deve estar pensando: como vou emagrecer ingerindo gorduras?

A obesidade sempre teve uma ligação direta ao consumo de gorduras, porém inúmeras pesquisas que estão sendo realizadas nos últimos anos apontam os carboidratos e açúcares como os verdadeiros vilões. A gordura boa, a ingerida na dieta low carb, é a gordura saudável e não a que entope veias e artérias. Já o açúcar e o excesso de carboidrato podem fazer esse papel, pois eles se transformam em gordura localizada e desregulam o índice glicêmico e isso dificulta o emagrecimento.

Cortar carboidratos simples como pães, massas, tudo que contenha farinha branca, ajuda o corpo a queimar a gordura em excesso, regula os níveis de insulina e diminui os índices de triglicérides e colesterol.

Por que é preciso reduzir a insulina no organismo?

A insulina é um hormônio anabólico (hormônio de “construção”- leva nutrientes para ser armazenado nos tecidos), secretado pelo pâncreas, principalmente após o consumo de carboidratos. Quanto maior o consumo de alimentos ricos em carboidratos, maior a quantidade de glicose na corrente sanguínea e maior a secreção de insulina para levar a glicose para as células e menor a utilização da gordura como fonte energética no tecido adiposo. A insulina também estaria relacionada ao aumento da fome.

Calma, os carboidratos não estão totalmente proibidos.

“A primeira pergunta que meus pacientes fazem quando eu indico a dieta low carb é: ‘eu tenho que cortar os carboidratos totalmente? ’. A resposta é: não! O ideal é investir em carboidrato com baixo índice glicêmico, como batata doce, inhame e mandioca em quantidade adequada. A dieta low carb, cujo nome significa baixo carboidrato, é uma dieta com baixo consumo de carboidrato. Geralmente, começamos com a ingestão máxima de 100g de carboidratos por dia, porém pacientes que precisam reduzir muitos números na balança podem chegar a consumir no máximo 10 gramas. O importante é que os pacientes sigam sempre as orientações, pois cada dieta é desenvolvida de acordo com as necessidades e restrições de cada paciente’, afirma o especialista.

Por que não devo seguir a dieta low fat?

A dieta low fat, que restringe a gordura de origem animal, foi muita famosa no final da década de 1980 e início de 1990. Ela consiste na redução da ingestão da carne, e outros produtos de origem animal, como manteiga, queijo e até o leite. Surgiu a partir da descoberta do grande vilão do coração e artérias – o colesterol. Daí surgiu um modismo alimentar, dos alimentos com baixo teor de colesterol ou livres de gordura trans, e com eles os produtos denominados ´Light´ e ´Diet´. Produtos que perderam o sabor e ganharam sódio e açúcar. Como resultado, podemos analisar a porcentagem de pessoas obesas nos dias de hoje.

A dieta de restrição de alimentos de origem animal, reduz os níveis de colesterol, mas não é eficaz na redução de peso e gordura localizada, devido à grande ingestão de carboidratos, que são armazenados em forma de gordura corpórea. Aos poucos percebemos que o colesterol, não era o único vilão, mas tínhamos um ´trio´ de vilões compostos por gorduras ruins, carboidratos e açúcares. De acordo com o Dr. Flavio Madruga, a melhor escolha é diminuir os carboidratos e seguir as recomendações de um profissional da área.

Madruga preparou uma lista dos alimentos mais indicados para quem quer seguir a dieta low carb. Fica a dica:

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Verduras e legumes: não são todas as verduras e legumes que são low carb. As principais que se caracterizam pela baixa quantidade de carboidratos são: abobrinha, brócolis, couve-flor, acelga, cogumelos, aipo, tomate cereja, couve, agrião, pimentão, aspargos, abobrinha, berinjela, espinafre, pepino, cebola, chuchu, vagem, rúcula, escarola, alho-poró, aipo e alface. Já a abóbora e a batata doce, apesar de parecerem low carb, não são. Isto porque apesar de contar com um baixo índice glicêmico, ou seja, os açúcares entram aos poucos no organismo, eles têm alta carga glicêmica, ou seja, muitos carboidratos.

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Pixabay

Frutas: nem todas as frutas são low carb, isto porque algumas delas possuem grande quantidade de frutose, uma fonte de carboidrato. As principais frutas low carb são: abacate, morango, pêssego, melão e coco. A forma de consumo das frutas também interfere na dieta. É importante reduzir a velocidade com que essa fonte de carboidrato irá entrar no organismo. Procure comer furtas acompanhadas com uma fonte de fibras, como por exemplo, semente de chia ou linhaça. Também é bom consumir a fruta com o bagaço, como no caso da mexerica ou laranja.

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Proteínas: os alimentos ricos em proteínas como carnes, peixes, ovos, leite e derivados, soja e quinoa, também são low carb. As proteínas são nutrientes importantes ao organismo, uma vez que fornecem ao nosso corpo aminoácidos e estes são importantes para funções estruturais, motoras e metabólicas. Eles também são componentes essenciais dos músculos e da formação de colágeno.

Além disso, as proteínas auxiliam na produção de hormônios, enzimas e na regulação das funções imunológicas (células imunes). Os alimentos mais ricos em proteínas e que apresentam todos os aminoácidos essenciais são os de origem animal como peixes, aves, carne bovina, ovos e laticínios. Devemos dar preferência às proteínas mais magras como peixes e aves sem pele, carnes magras como patinho, filé mignon, alcatra, leites desnatados e queijos brancos.

Como evitar os gatilhos da Síndrome do Intestino Irritável

Existem muitas maneiras diferentes de ajudar a evitar que sintomas da Síndrome do Intestino Irritável sejam desencadeados. Eles são variáveis e diferem de pessoa para pessoa, tais como:

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=Faça uma dieta equilibrada com uma quantidade moderada de fibras.
=Evite temperaturas extremas (alimentos muito quentes ou muito frios).
=Não coma enquanto estiver ansioso ou em condições estressantes (por exemplo, enquanto trabalha ou dirige).
=Evite alimentos e bebidas que possam causar desidratação ou diarreia.

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Foto: FreeGreatPicture

=Experimente biofeedback, exercício, meditação ou yoga para reduzir a ansiedade.
=Confira com seu médico se algum medicamento que você está tomando também possa estar provocando sintomas.
=Evite alimentos e bebidas que possam aumentar ou desencadear os sintomas.

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=Evite alimentos que aumentem gases intestinais (algumas leguminosas e legumes como brócolis, couve-flor, repolho e couves de Bruxelas).
=Fale com o seu médico ou nutricionista sobre a consumir probióticos.

mulher exercicio

 

=Falta de exercício
=Comer alimentos muito rapidamente
=Goma de mascar

anotar

Mantenha um diário e registre os sintomas e as atividades que você vem fazendo. Isso pode ajudá-lo a determinar seus disparadores pessoais para quaisquer sintomas. Os pesquisadores também sugerem que alterações nos níveis hormonais e / ou outras doenças agudas como diarreia infecciosa também podem desencadear sintomas.

Fonte: Medicinenet

Como lidar com a síndrome do intestino irritável

Viver com a síndrome do intestino irritável pode ser desafiador, doloroso e embaraçoso, e isso pode afetar sua qualidade de vida. Nós compilamos algumas maneiras de lidar com a condição que pode ajudar a tirar vantagem dos sintomas desagradáveis que experimenta.

A síndrome do intestino irritável (SII) é uma desordem gastrointestinal comum que afeta mais de 10% dos adultos nos Estados Unidos, sendo que apenas 5% a 7% recebem diagnóstico. A condição é duas vezes mais provável de ocorrer em mulheres do que em homens, e geralmente afeta pessoas com 45 anos ou menos.

SII causa desconforto abdominal, gases e alterações nos padrões dos movimentos intestinais, bem como diarreia ou constipação. A causa é ainda desconhecida, o que dificulta o desenvolvimento de tratamentos efetivos. No entanto, parece haver gatilhos comuns, como certos alimentos, estresse e alterações hormonais, embora possam variar de pessoa para pessoa.

Descobrir o que desencadeia e facilita o surgimento da SII pode ajudar a gerenciar a condição e recuperar o controle de sua vida. Aqui estão cinco passos que você pode tomar para evitar gatilhos, prevenir crises de sintomas e lidar com a síndrome.

mulher deitada na cama dor doente

1. Altere sua dieta

Fazer mudanças simples na dieta geralmente pode proporcionar alívio dos sintomas da SII. Não há dieta específica e o que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra. As mudanças relacionadas à dieta que funcionarão melhor para você dependerão de seus sintomas e sua reação a determinados alimentos.
Manter um diário alimentar pode ajudá-lo a identificar os alimentos que melhoram ou exacerbam seus sintomas. Acompanhe os alimentos que você come, os sintomas que você tem e quando eles ocorrem.

De acordo com o Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Digestivas e Renais dos EUA, alimentos e bebidas que têm demonstrado que pioram os sintomas do SII incluem:

-alimentos ricos em gordura
-alguns produtos lácteos
-bebidas alcoólicas
-cafeína
-bebidas com muito adoçante artificial
-feijão, repolho e outros alimentos que causam gás

A Fundação Internacional para Distúrbios Gastrointestinais Funcionais, também dos EUA, destaca fibra insolúvel, chocolate e nozes como alimentos que podem causar problemas.

Fibra

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Pixabay

Aumentar a ingestão de fibras pode ajudar a melhorar os sintomas de constipação causados pela SII. Os alimentos que contêm fibras incluem frutas, vegetais e grãos inteiros. Recomenda-se que os adultos consumam de 22 a 34 gramas de fibra por dia. 
Ao adicionar mais fibras à sua dieta, aumente lentamente a quantidade em 2 a 3 gramas por dia. Adicionar fibra demais à sua dieta de uma só vez pode causar gases e inchaço, e fazer você sentir ainda mais desconforto abdominal.

Dieta low FODMAP

legumes

Se você sentir inchaço, uma dieta com “oligossacarídeos, dissacáridos, monossacarídeos e polióis fermentáveis”, FODMAP, pode ser efetiva. Esses são todos os tipos de carboidratos que são mal-absorvidos no intestino delgado. Existem cinco grupos de FODMAPs:

-frutanos, incluindo trigo, centeio, cebola, brócolis e alho;
-galacto-oligossacarídeos, incluindo grão-de-bico, lentilhas, produtos de soja e feijão;
-lactose, incluindo leite de vaca, sorvete, iogurte e queijo cottage;
-excesso de frutose, incluindo maçãs, mangas, peras, melancia e mel;
-polióis, incluindo nectarinas, pêssegos, ameixas, couve-flor e cogumelos.

Pesquisadores sugerem que os FODMAPs aumentam a água no intestino delgado, o que pode contribuir para as fezes soltas e diarreia na SII. Além disso, os FODMAPs passam para o intestino grosso, onde bilhões de bactérias fermentam, resultando em gases e inchaço. Reduzir a ingestão de FODMAP pode melhorar esses sintomas.

Algumas pessoas têm sintomas desencadeados por um ou dois FODMAPs, enquanto outros têm um problema com os cinco. Os alimentos só devem ser restritos se eles contribuem para os sintomas da síndrome. Procurar orientação de um nutricionista pode ajudá-lo a eliminar alimentos altos em FODMAP e depois reintroduzi-los lentamente para encontrar um nível de tolerância adequado.

2. Aumentar a atividade física

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Aumentar seu nível de exercício pode proporcionar algum alívio da SII. O exercício ajuda a estimular as contrações normais dos intestinos e reduzir o estresse, o que alivia alguns sintomas da síndrome.
A pesquisa mostrou que fazer de 20 a 30 minutos de exercício moderado a vigoroso entre três e cinco vezes por semana melhorou significativamente a dor abdominal, problemas de fezes e qualidade de vida em comparação com um grupo controle. Além disso, ser fisicamente ativo evitou que os sintomas da SII piorassem.

Se você não se exercitou por um tempo, é melhor voltar ou aumentar a frequência e a duração da atividade física lentamente. O objetivo é atingir 30 minutos de exercício cinco vezes por semana – conforme recomendado pela American Heart Association (AHA).
3. Reduza o estresse
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Estressores físicos ou psicológicos, como uma infecção intestinal ou uma alteração no seu trabalho, podem causar perturbações nas interações complexas entre o cérebro e o sistema digestivo e, portanto, exacerbar os sintomas.
Você pode experimentar o alívio dos sintoma e melhora no bem-estar incorporando técnicas de relaxamento em sua rotina. Se você tem cinco minutos ou uma hora a cada dia, exercícios de relaxamento regulares irão ajudá-lo a controlar seus sintomas.

O uso de técnicas de relaxamento profundo, como respiração abdominal, relaxamento muscular progressivo e visualização, estão associados a muitos benefícios para a saúde, incluindo:

-redução da ansiedade
-memória e concentração melhoradas
-aumento da produtividade e níveis de energia
-sono melhorado
-diminuição da fadiga
-tensão muscular reduzida

Praticar técnicas de relaxamento irá ajudá-lo a tomar medidas positivas para abordar seus sintomas e prepará-lo para lidar com qualquer estresse adicional que apareça em seu caminho no futuro.

A meditação, a obtenção de aconselhamento e apoio, a prática de exercício regularmente e ter dormir bem também podem ajudá-lo a gerenciar seus níveis de estresse.

4. Medicamentos

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Não está claro o que causa a síndrome do intestino irritável, de modo que os tratamentos visam aliviar os sintomas para permitir que você viva tão normalmente quanto possível. Se seus sintomas não são aliviados por mudanças em sua dieta, estilo de vida e níveis de estresse, seu médico pode sugerir que você tente medicamentos. Alguns muito receitados são*:

-Suplementos de fibra: Psyllium (Metamucil) ou metilcelulose (Citrucel) podem ajudar a controlar a constipação.
-Os laxantes osmóticos: leite de magnésia ou polietilenoglicol pode ajudar com a constipação.
-Medicamentos antidiarreicos: Loperamida (Imodium) pode reduzir a diarreia da SII.
-Medicamentos antiespasmódicos: Hyoscyamine (Levsin) e diciclomina (Bentyl) podem contribuir para reduzir os espasmos intestinais.
-Medicamentos antidepressivos: baixas doses de antidepressivos tricíclicos e inibidores seletivos da recaptação de serotonina podem ajudar com sintomas de dor ou depressão.
-Antibióticos: Rifaximin (Xifaxan) poderia potencialmente ajudar no tratamento do excesso de crescimento bacteriano do intestino delgado – embora sejam necessária mais pesquisa.
-Cápsulas de óleo de hortelã podem reduzir os sintomas.

Também foram aprovados (nos Estados Unidos) medicamentos que demonstraram ser eficazes no tratamento de múltiplos sintomas da SII. Alguns deles:

-Alosetron (Lotronex), relaxa o cólon e retarda o movimento dos resíduos através do intestino inferior para reduzir a diarreia e a dor abdominal.
-Lubiprostone (Amitiza), aumenta a secreção de fluido no intestino delgado para ajudar as fezes a se moverem mais facilmente.
-Eluxadolina (Viberzi), reduz a dor abdominal e melhora a consistência das fezes.
-Linaclotide (Linzess), bloqueia os sinais de dor e aumenta a passagem do conteúdo através do trato gastrointestinal.

Alguns estudos sugerem que os probióticos podem ajudar nos sintomas da síndrome. No entanto, nem todos os probióticos têm o mesmo efeito e seus benefícios atualmente não estão claros.

5. Considere ajuda psicológica

mulher sessão terapia psicologa

Os profissionais de saúde usam terapia cognitivo-comportamental (TCC) e terapia psicodinâmica para tratar SII. TCC concentra-se em seus pensamentos e ações, enquanto a terapia psicodinâmica se concentra no efeito que suas emoções têm sobre seus sintomas. Elas envolvem técnicas de gerenciamento de estresse e relaxamento.

Hipnoterapia 


Algumas pesquisas sugeriram que a hipnoterapia melhora a ansiedade relacionada à SII, depressão, sintomas gastrointestinais e qualidade de vida.

Durante a hipnoterapia relacionada ao intestino, um terapeuta usa hipnose para ajudá-lo a aprender a relaxar os músculos do cólon e recuperar o controle de suas respostas fisiológicas.

Mindfulness

Praticar mindfulness pode ajudá-lo a concentrar sua atenção nas sensações que estão ocorrendo no presente, em vez de ficar estressado e se preocupar com o que elas podem significar.

Por meio da atenção plena, você pode desenvolver a consciência de sua mente e corpo e relaxar, o que pode ajudar a reduzir os sintomas da síndrome e aumentar seu bem-estar físico e mental.

Não existe uma abordagem única para lidar com a SII. Porém, ao tentar combinações diferentes de dieta, exercício, gerenciamento de estresse, medicamentos e terapias psicológicas, você estará a caminho de reduzir os desconfortos trazidos pelos sintomas.

*Os medicamentos citados no texto são usados nos EUA, alguns podem não existir no Brasil ou serem conhecidos por outros nomes. ATENÇÃO: só tome remédios indicados por seu médico.

Fonte: MedicalNewsToday

 

Dez alimentos que devem ser abolidos em 2018

Se emagrecer está entre as principais metas de 2018, a nutróloga Ana Luisa Vilela – médica especialista em emagrecimento da capital paulista – foi além e separou uma lista com os dez alimentos que devem ser riscados da lista do supermercado. Ela conta que esses dez itens não servem apenas para entrar em 2018 com mais saúde, mas também colabora para evitar alguma doenças e ainda perder de maneira bem mais simples do que se imagina.

Tirando alguns alimentos que são ricos em sódio, gorduras e calorias vazias, a médica afirma que é possível melhor muito a qualidade de vida. Confira a lista:

salame pixabay
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1- Embutidos e defumados: são ricos em sais e gorduras podem induzir doenças no trato gastrointestinal se consumidos em excesso;

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2- Sal de adição: colabora para a retenção de líquidos e é o inimigo de quem tem pressão alta e problemas cardíacos;

Balas Caramelizadas

3- Corantes sintéticos: são normalmente encontrados em alimentos com pigmento forte industrializado como balas sucos em pó podem causar alergias graves.

batata frita

4- Frituras em óleo: o óleo oxidado usado em frituras e um veneno para nosso colesterol aumentando muito o risco de distúrbios cardiovasculares;

salsicha e embutidos pixabay
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5- Salsicha: é um alimento rico em gorduras, corantes e possui baixa qualidade. Se for consumir, dê preferência então para as salsichas artesanais com alimentos selecionados;

fast food

6- Biscoitos industrializados, margarina e sanduíches fast food: são ricos em gorduras e carnes processaras muito calóricos estimulam o comer rápido são macios deixando o ato de mastigar em segundo plano. O biscoitos são recheados com recheios artificiais ricos em gorduras açúcares e corantes e você nunca come um só, o que aumenta ainda mais a ingesta de gorduras ruins e calorias e induz as crianças a só comerem besteiras deixando de lado os bons alimentos como frutas e legumes.

macarrao instantaneo
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7- Macarrão instantâneo: alimento que já vem industrializado pré frito, rico em sal e gorduras e calorias e com baixa ingesta de nutrientes. São famosos por serem uma opção barata e rápida porém pouco saudável.

sugar

8- Açúcar branco: além de serem calorias vazias, engorda, aumenta o risco de diabetes quando consumidos em grande quantidade.

balas

9- Balas e Marshmallow: ricos em gorduras, aumentam o ganho de peso e são calorias sem nenhum nutriente. Também pioram a qualidade dos dentes.

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10- Gordura visível em carnes de origem animal: mesmo sabendo a delícia que é um torresmo ou aquela gordurinha da picanha, ou a pele crocante do frango, todas são maléficas para a saúde. É melhor investir em carnes magras como filé de frango ou peixes e sempre tirar aquelas gordurinhas visíveis. Esses excessos prejudicam o bom funcionamento do coração.

Fonte: Ana Luisa Vilela é graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina de Itajubá – MG, especialista pelo Instituto Garrido de Obesidade e Gastroenterologia (Beneficência Portuguesa de São Paulo) e pós graduada em Nutrição Médica pelo Instituto GANEP de Nutrição Humana também na Beneficência Portuguesa de São Paulo e estágio concluído pelo Hospital das Clinicas de São Paulo – HCFMUSP. Hoje, está à frente da rede da Clínica Slim Form a melhorar a autoestima de seus pacientes com sobrepeso com tratamentos personalizados que aliam beleza e saúde.

Verão: o perigo das dietas radicais

Com a chegada do verão algumas pessoas sentem a necessidade de se livrar dos quilinhos extras e, às vezes, adotam práticas alimentares radicais, como excluir totalmente determinados alimentos, exagerar nos exercícios físicos ou até usar medicamentos sem prescrição médica.

Medidas como essas, além de não serem eficazes a longo prazo, podem gerar sérios problemas de saúde. Mas então, como conseguir chegar ao peso ideal e manter a saúde em dia? A nutricionista Mayra Fiuza Silva, profissional cadastrada na plataforma Doutor123, separou dicas sobre as dietas que estão em alta, confira:

Dieta Low Carb

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Como o próprio nome já diz, low (de baixo) e carb (de carboidrato), a dieta propõe reduzir a quantidade diária de carboidratos ingeridos e prioriza a alimentação baseada em vegetais e legumes, frutas com baixo teor de açúcar, oleaginosas e alimentos ricos em proteínas como carnes magras, leites desnatados e queijos brancos. A proposta é reduzir o nível de insulina na corrente sanguínea, uma vez que as células se obrigam a liberar a gordura estocada para suprir a necessidade de energia, o que resulta na perda de peso logo nos primeiros dias. Com resultados rápidos, os adeptos tendem a ficar empolgados e optam por abolir definitivamente o carboidrato, o que não é recomendado. O ideal é adequar o consumo desse grupo alimentício e escolher boas fontes do nutriente. A low carb proporciona uma maior saciedade e os picos de fome são reduzidos.

Dieta Glúten Free

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Glúten é uma proteína presente naturalmente em diversos cereais, como cevada, trigo e centeio. Atualmente, cerca de 1% da população mundial possui a doença celíaca, ou seja, quando o glúten não é bem aceito pelo intestino e gera diversas reações como diarreia, gases e inchaço. Com a popularidade do assunto, muitas pessoas que não têm restrição à proteína decidiram bani-la com o intuito de emagrecer. É preciso ter atenção e cautela, pois quando retiramos indiscriminadamente algo da nossa alimentação sem que tenhamos algum problema de saúde que justifique isso, podemos induzir nosso organismo a desenvolver patologias associadas à essa remoção. O próprio Conselho Regional de Nutricionistas (CRN3) emitiu o parecer técnico 10/2015 discorrendo sobre essa restrição do consumo de glúten como medida terapêutica.

Jejum intermitente

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Como o próprio nome já diz, é um tipo de jejum que inicia e recomeça por intervalos, que são definidos de acordo com a necessidade e disponibilidade de cada pessoa. Os protocolos mais comuns da prática são: jejum de 12 horas, de 16 horas e de 18 horas. O objetivo é fazer com que o corpo utilize os estoques de gordura e resulte em perda de massa gorda. Apesar de simples, a estratégia exige cuidado, pois para iniciá-la, o indivíduo já deve fazer refeições saudáveis e balanceadas ou o processo ficará muito mais complicado e de fácil desistência. Como qualquer outra mudança brusca na alimentação, o jejum intermitente também exige acompanhamento médico e não pode ser feito por qualquer pessoa. A dieta não é aconselhada para crianças, gestantes e idosos.

Lembre-se de sempre procurar um especialista antes de iniciar qualquer tipo de dieta, por mais simples que pareça. Cada indivíduo é único assim como seu organismo, então, nem sempre o que está na moda funciona para você.

Fonte: Doutor 123

 

 

 

 

Cortar o consumo de alimentos com lectina pode trazer riscos à saúde

 

Certamente você já ouviu falar de dietas famosas que proíbem terminantemente certos alimentos em prol da saúde ou da boa forma como, por exemplo, as dietas sem glúten, sem carboidratos e sem lactose. Devido a todo burburinho que esses métodos geralmente provocam, é comum que muitas pessoas se sintam influenciadas a mudar totalmente sua alimentação, acreditando que estão sendo de fato prejudicadas pelo cardápio convencional.

Nessa mesma linha, a dieta da vez é a “dieta sem lectina” – uma proteína potencialmente prejudicial ao organismo e que está presente em inúmeros alimentos que consumimos diariamente.

Nada de grãos

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A premissa é simples: excluir do cardápio grãos, cereais, leguminosas, além de certos tipos de legumes e sementes. Porém, convenhamos: imaginar uma refeição sem qualquer um desses itens é bem difícil, não é mesmo? Então, por que essa nova dieta está ganhando fama?

De acordo com seus adeptos, a simples exclusão de alimentos como o feijão, a lentilha, a ervilha e até mesmo a berinjela seria capaz de acabar com o inchaço, ajudar no controle da dieta e inibir processos inflamatórios no corpo. Isso porque tais ingredientes possuem alta concentração da famigerada lectina, substância que, na natureza, serve parar defender a planta de agressões externas, porém, quando ingerida pelos seres humanos, causa diversos malefícios.

Na prática, seus seguidores podem consumir apenas frutas da estação, vegetais folhosos de coloração verde-escura e alimentos ricos em gorduras boas, de origem vegetal, como por exemplo, o óleo de coco e o abacate. Até mesmo certos tipos de proteínas (carnes e laticínios) são proibidos com a justificativa de que nosso organismo não está suficientemente adaptado para digeri-los de forma eficaz. Muitos dos conceitos da dieta podem, inclusive, coincidir com o que outros cardápios restritivos preconizam, como a dieta paleolítica e a dieta do tipo sanguíneo. Saiba mais:

Consumo atrapalha o hormônio da saciedade

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Uma coisa é fato: a tal substância não é bem tolerada no organismo, pois as enzimas presentes no trato gastrointestinal não conseguem digeri-la totalmente, provocando desconfortos como excesso de gases, dores na região do abdômen e “estufamento”. Segundo o nutricionista William Reis, a ingestão de lectina pode, até mesmo, aumentar o apetite de pessoas mais sensíveis à substância.

“Basicamente, essa proteína é conhecida como um antinutriente, capaz de irritar as paredes do trato intestinal e impedir a absorção de outros elementos essenciais para o organismo. O intestino pode, inclusive, ter seu poder de filtragem de toxinas prejudicado, propiciando reações alérgicas, inflamações, disfunções metabólicas e, até mesmo, maior resistência ao hormônio leptina, um regulador do apetite, essencial para a sensação de saciedade”.

Por si só, tal argumento já parece suficiente para sair excluindo tais itens da dieta, porém, conforme explica o consultor da Nature Center, é preciso ponderar – as lectinas só desenvolvem esse tipo de reação no organismo se os grãos e cereais (onde estão em maior quantidade) forem consumidos in natura.

“O consumo de lectinas é praticamente inevitável, pois elas estão presentes, direta e indiretamente, em grande parte dos alimentos que consumimos, mas é importante ressaltar que nós não costumamos ingerir leguminosas e grãos totalmente crus, pois, mesmo no preparo de saladas, esses alimentos são imersos em água antes de serem levados ao prato. Só o ato de colocá-los de molho por um tempo, já diminui bruscamente os efeitos da proteína no organismo”.

Prós x Contras da Dieta

Vantagens

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-Maior consumo de fibras e vitaminas: por ser uma dieta que restringe o consumo de grãos, leguminosas e todos os tipos de cereais, a ingestão de frutas e verduras deve ser elevada para compensar a falta desses itens. Assim, quando bem orientada, essa prática fornece um aporte maior de antioxidantes, minerais, fibras e vitaminas presentes nos alimentos;

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-Controle do peso: produtos com açúcar também são evitados durante a dieta, o que garante menor pico de produção do hormônio insulina no sangue e evita acúmulo de gordura. Consequentemente, esse menor consumo de açúcar também ajuda o indivíduo a controlar o peso;

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-Mais saciedade: não só pelo alto consumo de fibras, mas pela redução do consumo de carboidratos de alto índice glicêmico e melhora da sensibilidade ao hormônio da saciedade;

Desvantagens

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-Poucos carboidratos: a baixa diversidade de carboidratos permitidos na dieta pode fazer com que falte energia para o organismo e haja uma diminuição da massa muscular. Por isso, é importante sempre diversificar o cardápio e buscar o equilíbrio dos alimentos ingeridos, para minimizar carências nutricionais;

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-Pouca variedade: a ingestão de alimentos como o arroz, a batata, pães e raízes, por exemplo, fazem parte da rotina alimentar do brasileiro e estão presentes em boa parte das receitas tradicionais. Por isso, pode ser difícil, num primeiro momento, evitar o consumo desses itens e se adaptar ao novo cardápio;

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Foto: Jeltovski

-Maior risco nutricional: por restringir o consumo de diversos alimentos, indivíduos que seguem essa dieta devem redobrar os cuidados em relação às carências nutricionais. Mesmo com uma dieta bem orientada, em alguns casos é preciso, até mesmo, seguir uma suplementação multivitamínica (sob orientação médica), para compensar o aporte insuficiente de nutrientes.

Sem arroz e feijão?

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Foto: Goodiegodmother

Já pensou na sua alimentação diária sem arroz e feijão? Pois essa é uma das “normas” da controversa dieta, que além de restringir o consumo desses alimentos tão tradicionais na mesa do brasileiro, também bane a ingestão de açúcar, trigo, laticínios, tomate, berinjela, melão, batata, pimentão e sementes em geral Porém, será que essas mudanças realmente valem a pena?

Embora muitas pessoas acreditem que a famosa dupla “arroz e feijão” deva ser excluída do cardápio sempre que se busca emagrecer, a verdade é que esses grãos têm um papel primordial no metabolismo. “Por conta do seu alto teor de fibras, a ingestão desse prato pode ajudar a regular o transito intestinal, auxiliando na dieta. Os benefícios são ainda maiores se os cereais forem integrais, pois também haverá um controle maior da glicemia” – explica Reis

Além disso, por se complementarem nutricionalmente, são tidos como uma refeição ideal quando o assunto é nutrição. “O arroz, cereal, é rico no aminoácido metiona, fibras e vitaminas do complexo B. Já o feijão, leguminosa, também possui em sua composição os mesmos elementos, além de minerais como o cobre, magnésio, zinco, fósforo, cálcio e possuir em grande quantidade o aminoácido lisina. Basicamente, o que um não tem em elevada porcentagem o outro tem, por isso, muitas pessoas associam o prato a um “casamento perfeito” – explica Reis.

Por essa razão, um dos principais alertas em relação à dieta sem lectinas é seu maior risco para uma deficiência nutricional, em virtude da exclusão severa de alimentos altamente nutritivos como o trivial arroz e feijão.

Funciona como alternativa para emagrecer?

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Ainda que algumas pessoas se interessem por esse tipo de regime devido aos seus efeitos na balança, o especialista da Nature Center alerta que dietas restritivas podem dar uma falsa sensação de emagrecimento: “A exclusão dos carboidratos não causa apenas a queda brusca de energia como também a perda de tecido muscular e não especificamente de gordura, como é a intenção de muitos. Reduzir massa magra é pouco saudável, pois, sem ela o metabolismo diminui e o corpo passa a gastar cada vez menos calorias para se manter ativo. Por isso, é preciso cautela antes de seguir dietas da moda. Existem meios muito mais eficazes e seguros para atingir esse objetivo.”

Para o profissional, regimes que delimitam a ingestão energética podem ajudar na perda rápida de peso como muitas pessoas desejam, mas essa não é a forma correta de alcançar esses objetivos, principalmente, quando o paciente deseja evitar o efeito sanfona.

Medidas para reduzir as lectinas

Ainda assim, é possível alcançar os benefícios da dieta sem ter que adotar um cardápio tão restritivo. Para tal, o profissional aponta algumas técnicas simples que podem surtir efeitos positivos na eliminação da substância. Basicamente, esses métodos eliminam quase que por completo a ação da proteína e podem ajudar a diminuir os incômodos. Fique por dentro:

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Foto: Fullplateliving

=Imersão: recomenda-se deixar as leguminosas “de molho”, ou seja, colocá-las em uma bacia com água da noite para o dia a fim de diminuir a concentração de lectina e, ao mesmo tempo, ajudar na higienização do alimento. Na maioria das vezes os antinutrientes se encontram na casca dos alimentos e são solúveis em água. Portanto, quando submetidos ao “banho”, por no máximo 12 horas, os elementos se desprendem dos demais nutrientes e podem ser descartados juntamente com a água;

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Foto: Stocksnap/Pixabay

=Cozimento: ferver grãos, cereais e algumas leguminosas também pode ser uma boa opção no processo de eliminação das lectinas. Isso porque o calor elevado degrada os anti-nutrientes, inibindo sua ação no organismo.

O nutricionista ressalta apenas que é importante sempre se atentar às técnicas que serão utilizadas para que os alimentos não percam também, seu valor nutricional: “Métodos como o cozimento são eficazes na eliminação de substâncias indesejáveis, porém, vitaminas e minerais essências ao organismo também se desprendem durante esse processo. Por isso, é importante adotar técnicas menos agressivas como, por exemplo, o cozimento a vapor ou no próprio microondas, que preservam mais a integridade dos nutrientes e também ajudam eliminar as lectinas”.

Cardápio equilibrado é sempre a melhor saída

Por fim, o especialista alerta que é preciso desconfiar de cardápios que excluem quase que completamente grupos de alimentos.

“Diferente de métodos que incentivam a diminuição do consumo de alimentos industrializados que, de fato, não favorecem a saúde, esse tipo de dieta exclui alimentos amplamente conhecidos por seu alto valor nutricional; ou seja, tiram do prato vitaminas, minerais e vários outros nutrientes essenciais para o bom funcionamento do organismo. O mais recomendado é que, diante de qualquer suspeita de intolerância a um determinado alimento, sempre se busque orientação médica. Dessa forma, é possível investigar a verdadeira causa de um possível desconforto sem correr o risco de desenvolver problemas ainda mais graves no futuro em virtude uma carência nutricional”– finaliza Reis.

Fonte: Nature Center

Dicas para não afundar a dieta no Natal, Réveillon e férias

O fim de ano chegou e com ele muitas comemorações. Um amigo secreto aqui, uma jantinha de confraternização da empresa ali e depois ainda temos a Ceia de natal e Ano Novo. Isso tudo é normal, anual e inevitável. E o seu planejamento alimentar em que se dedicou durante todo o ano, vai por água abaixo? Nada disso, sem pânico ou desânimo. Natasha Barros, nutricionista e bodydesign, elencou algumas dicas para manter o peso diante de tantas comemorações e férias.

= Em primeiro lugar, seu corpo ainda não tem um dispositivo que identifica que você está de férias e “precisaria” relaxar a dieta.

= Procure usar sua refeição livre na ceia de Natal e Ano Novo.

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Yogini

=Seja onde estiver: hotel, navio, praia, campo, leve tênis e roupas para treinar.

= Não corra em dias consecutivos, o joelho vai reclamar!!! Alterne com bicicleta por exemplo.

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= Leve seus suplementos caso vá treinar.

= Procure seguir a dieta proposta pelo nutricionista

= Lembre-se que seu prato do almoço deve conter vegetais (metade do prato), uma porção de carboidrato e uma de proteína. Sempre! Faça boas escolhas.

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= Tome bastante líquido, água é sempre bom.

= Não pule os lanches da manhã e da tarde. Programe-se para levar consigo caso vá passar o dia todo fora.

= Boas opções de carboidrato na praia: milho sem manteiga, açaí (pode levar whey e misturar no açaí), levar fruta ou sanduíche como carbo e tomar o whey batido.

= Modere a bebida alcoólica, ela tem muitas calorias e aumenta a vontade de carboidratos.

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= Beba chá gelado no calor! Chá preto ajuda a emagrecer (pode ser de saquinho)

= Não enfie o pé na jaca o dia todo, procure sair da dieta apenas quando valer muito a pena.

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Fonte: Natasha Barros é nutricionista e bodydesigner, membro do IFBB – International Federation of Body Building, da SBC – sociedade Brasileira de Coaching e membro da IBNF – Instituto Brasileiro de Nutrição Funcional. Pós-graduanda em Fitoterapia e em Nutrição Ortomolecular e Nutrigenética.