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Dieta e malhação: conheça os maiores erros antes e depois do treino

Várias pessoas frequentam regularmente a academia em busca do corpo dos sonhos, algumas chegam a praticar exercícios extenuantes, visando minimizar o tempo até a obtenção de resultados. Porém, seja para ganhar massa ou para perder peso, o que muitas delas acabam esquecendo é a alimentação, um dos fatores cruciais para o sucesso desse processo.

Muitos cometem erros nutricionais que sabotam todo o esforço dedicado durante os treinos, por isso, traçar um plano alimentar de acordo com as condições físicas e objetivos de cada indivíduo é essencial para alcançar o êxito e não acabar prejudicando a saúde.

Os erros mais clássicos

O senso comum acredita que para perder peso e ganhar massa muscular é necessário malhar muito e comer pouco, porém, isso é apenas mais um mito em torno do emagrecimento. Assim como os excessos, ser radical demais também atrapalha, fazer jejuns por longos períodos podem desencadear a compulsão na hora de se alimentar, assim como um cardápio restrito pode fazer com que a pessoa enjoe ou perca a motivação.

De acordo com a nutricionista Sinara Menezes, o segredo para atingir os resultados almejados está na dosagem. “É preciso saber medir e alcançar um equilíbrio entre treino e dieta para atingir os objetivos de forma saudável”. Sendo assim, veja os erros mais recorrentes cometidos tanto por quem busca emagrecer quanto por quem deseja definir os músculos:

-Seguir dietas restritivas: cortar de vez a ingestão de um determinado grupo alimentar, em vista do emagrecimento ou ganho de massa, pode acabar saindo como um tiro no pé. Além de ser prejudicial à saúde é um grande desmotivador para quem está começando a praticar atividades físicas. Apostar somente em saladas também é muito perigoso, pois a proteína é essencial para a regeneração e tonificação dos músculos após os exercícios. O ideal é buscar uma reeducação alimentar e adotar um cardápio variado, de preferência sob a orientação de um nutricionista.

-Apostar sempre no mesmo prato: a combinação queridinha de quem frequenta academias e deseja ganhar massa muscular é a dupla imbatível de frango com batata doce. Porém, as chances de enjoar rapidamente e sair dos trilhos são muito grandes, o ideal é incrementar as refeições com alimentos saudáveis como ovos cozidos, peixes, carnes e vegetais ricos em proteínas e de baixo índice glicêmico. Já para aqueles que visam a perda de peso, o consumo excessivo de batata doce, apesar de saudável, pode sabotar o emagrecimento. Ela não deve ser excluída do cardápio, mas é preciso moderação em seu consumo.

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Foto: Szafirek/Morguefile

-Cortar carboidratos: dieta de “zero carboidrato” não é uma boa opção. Eles são a principal fonte de energia do corpo humano, e se dividem em dois grupos: os simples e os complexos. O primeiro grupo gera energia instantaneamente no organismo, o que faz com que haja um pico de insulina para regular os níveis de glicose no sangue. Já os complexos geram menos energia, porém, por um período maior, fazendo com o que o organismo trabalhe constantemente. O ideal é o consumo desse segundo grupo, que é proveniente de frutas e vegetais.

-Exagerar na dose: malhar exaustivamente é um dos erros mais comuns entre aqueles que estão começando o processo de emagrecimento ou hipertrofia. Muitas pessoas se sentem determinadas a alcançar os resultados em um curto espaço de tempo e acabam excedendo os limites do corpo, o que pode resultar em lesões e até mesmo desacelerar o processo, já que, devido aos exercícios constantes, o organismo não encontra tempo suficiente para a regeneração muscular e acaba aumentado a fadiga. É fundamental respeitar o tempo de descanso entre os treinos e, principalmente, dormir adequadamente para que aconteça a recuperação da musculatura.

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Os nutrientes são os melhores aliados

Os resultados dos exercícios físicos não estão relacionados apenas as horas que investimos durante a pratica das atividades. A alimentação é a base para a saúde em geral e, nesse caso, não é diferente. Segundo profissional da Nature Center, os nutrientes fornecidos ao corpo por meio dos alimentos ingeridos são determinantes para garantir a eficácia de todo o esforço dedicado aos treinos e podem até potencializá-los: “Um plano alimentar bem programado e que saiba equilibrar os nutrientes pode proporcionar mais força, velocidade e resistência na hora dos treinos e ainda favorecer a queima de gorduras, já um cardápio mal planejado pode colocar a perder todo o tempo investido nas atividades, por isso é preciso se organizar e saber o que é ideal consumir antes e depois do treino”.

Definir os objetivos

Perder peso? Ganhar massa muscular? Tratar doenças? Antes de tudo é necessário ter em mente o que se quer obter. “É importante diferenciar o objetivo, pois, assim como nos exercícios, a dieta de quem visa o emagrecimento é diferente de quem quer ganhar massa muscular e atingir a hipertrofia, assim como também é diferente para quem só procura a manutenção do peso. Para um grupo é necessário favorecer alimentos que para outros devem ser reduzidos, portanto, o ideal é buscar o acompanhamento de um especialista para auxiliar nesse processo e ajustar a dieta de acordo com a necessidade particular de cada pessoa”, explica Sinara.

Antes do treino

Segundo a nutricionista, em geral, os carboidratos complexos são a melhor pedida antes das atividades físicas. Eles garantem o estoque suficiente de energia durante toda a atividade física, evitando que ocorra a perda muscular. Eles estão presentes em alimentos integrais, ricos em fibras. Não é recomendado abusar do consumo de proteínas nessa etapa, pois elas dão a sensação de estomago pesado e atrapalham o desempenho.

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Depois do treino

Cuidado para não repor mais do que gastou. Esse é o princípio básico da alimentação após os exercícios. Nessa etapa é bastante importante não perder o foco, mas isso não significa deixar de se alimentar. O consumo de proteínas é muito indicado, elas auxiliam na regeneração da musculatura, além disso, as hortaliças e leguminosas também são bem-vindas, pois dão saciedade e ainda repõem as vitaminas e minerais que o corpo perdeu. Os carboidratos complexos também são liberados nesse período, com moderação.

O que não pode faltar no cardápio

Tanto para perder medidas e conquistar um corpo delineado quanto para definir a musculatura e conseguir um abdômen sarado, ou simplesmente melhorar a saúde e ter um corpo saudável, é fundamental manter uma alimentação balanceada e praticar atividades físicas de forma moderada e regular.

Confira os alimentos que não podem ficar de fora de nenhuma dieta:

chá verde

Acelerando o metabolismo: alguns alimentos têm o poder de acelerar o metabolismo devido ao seu efeito termogênico, isso ocorre porque possuem substâncias que aumentam a temperatura corporal e induzem o organismo a queimar mais energia na digestão, acelerando o ritmo de trabalho e favorecendo a queima de lipídios para estabilizar a temperatura interna. É o caso do café, por exemplo. A bebida possui grande concentração de cafeína, substância termogênica com efeito estimulante capaz de aumentar a disposição para malhar, pois ela diminui a percepção do esforço físico e ainda adia a sensação de fadiga ao poupar os estoques de glicogênio muscular. Outro alimento poderoso é o chá verde. Considerado um dos melhores termogênicos naturais, o chá da planta Camellia sinensis, também possui alta concentração de cafeína, que acelera o metabolismo, e catequina, capaz de aumentar o gasto calórico e auxiliar no processo da digestão e funcionamento do intestino.

Vitaminas são indispensáveis: vitaminas são nutrientes que contribuem para o desenvolvimento e funcionamento adequado de todo o organismo. Fortalecem o sistema imunológico, melhoram a saúde, fazem a manutenção do corpo e previnem doenças como anemias e problemas hormonais. Elas se dividem em dois grupos: as lipossolúveis (A, D, E, K – presentes na gordura dos alimentos) e as hidrossolúveis (B e C – solúveis em água).

Ricas em antioxidantes, elas combatem os radicais livres, contribuem para a renovação celular, melhoram o aspecto da pele e crescimento dos cabelos e ainda podem aliviar câimbras e distensões musculares: é o caso da vitamina E, conhecida como a “queridinha dos atletas e esportistas”, pois ela também faz a manutenção estrutural e funcional do sistema esquelético, muscular e cardíaco.

Frutas

Elas podem ser encontradas em diversos alimentos naturais como proteínas, frutas, vegetais e oleaginosas, e devem ser incluídas na dieta. A nutricionista alerta sobre a importância de um cardápio balanceado: “Cada uma delas tem sua característica particular e o ideal é que haja uma quantidade equilibrada de todas para a manutenção do organismo. Tanto a deficiência quanto o excesso podem causar danos ao funcionamento do corpo”, afirma Sinara.

Vitaminas do complexo B fazem toda a diferença: muitas pessoas desconhecem o poder que essas vitaminas têm, não apenas para o desempenho físico, mas para a saúde em geral. Aliadas poderosas do organismo, elas estão entre as mais importantes para a manutenção do corpo e são capazes de otimizar o rendimento e resultados das atividades físicas, especialmente da musculação, isso porque, elas fazem parte do processo que converte os alimentos em energia.

A vitamina B12, por exemplo, conhecida também como cobalamina, está relacionada diretamente ao metabolismo de carboidratos e lipídeos, pois ela atua na formação de glóbulos vermelhos, responsáveis por fornecer o oxigênio necessário aos músculos, gerando mais energia durante a realização de atividades intensas e favorecendo o ganho de massa magra.

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A falta de vitaminas do complexo B, além de interferir na performance durante as atividades do dia a dia e a prática de exercícios, também pode impedir que o corpo absorva os nutrientes necessários para seu funcionamento correto. Elas são encontradas especialmente na proteína animal e frutos do mar e em vegetais de coloração verde escura como couve e espinafre.

Fonte: Nature Center

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Livro “Mind Detox” transforma o jeito de fazer dieta em sete semanas

Nutróloga especializada em emagrecimento e obesidade cria um manual que vai além da reeducação alimentar para “secar” com saúde e de forma definitiva

Dietas mirabolantes, receitas de amigas, desculpas intermináveis para se autossabotar e a insatisfação constante na frente do espelho. Se você se identifica com uma dessas ações, não é a única. A busca pelo emagrecimento é algo que faz parte dos objetivos de muita gente, mas infelizmente, nem sempre está associada a um resultado saudável. A promessa de um corpo enxuto em pouco tempo é a armadilha que leva muitos a se dedicar a métodos falidos e pouco eficazes.

Com mais de 20 anos de atuação, a médica nutróloga especializada em emagrecimento e obesidade Liliane Oppermann, requisitada por personalidades como Latino, Gabi Amarantos, Dan Stulbach e Edu Guedes, entre outros, imprime todo seu expertise no seu primeiro livro Mind Detox – 7 semanas para emagrecer, mudar o pensamento e a vida, em que apresenta uma visão ampla sobre o assunto e aplica seu conhecimento aprofundado em medicina integrativa, unindo corpo, mente e espírito para usar a gastronomia funcional a favor da saúde, cura e bem-estar.

A obra apresenta uma nova metodologia para encarar a dieta em apenas sete semanas. Foram três anos até a publicação em que analisou os relatos dos próprios pacientes, suas dúvidas, anseios e celebrações para escrever esse livro que vai muito além de números a menos na balança. Liliane Oppermann ensina desde a importância do resgate da autoestima até como compreender o funcionamento do cérebro, do ponto de vista da bioquímica para realmente dar noção do que acontece com o metabolismo e as necessidades do organismo.

E mais: a especialista traz à tona seu lado coach e dá o beabá para que o leitor aprenda a lidar com todas as sensações que permeiam a dieta, como fracasso, impotência, vontade de largar tudo e a criar uma estratégia motivacional para que a trajetória seja bem-sucedida e prazerosa.

Os capítulos são divididos nessas sete semanas e em cada um é trabalhado determinado assunto.

“A ideia é tratar o emagrecimento em diferentes aspectos e enfatizar a relevância das mudanças, a começar de dentro para fora, e incorporar novos hábitos à rotina”, explica Liliane Oppermann. Entre os temas abordados estão aprender a lidar com renúncias, interpretar os números (peso, medidas, níveis de pressão entre outros), desvendar como as atitudes do dia a dia interferem na dieta, alternativas criativas para seguir em frente, alimentação equilibrada, dietas sem sucesso e uma programação neurolinguística para aumentar as chances de sucesso para o emagrecimento tão desejado e melhor, torná-lo definitivo.

O livro também é um convite à mesa funcional já que dedica algumas páginas a receitas nutritivas e a um verdadeiro manual sobre os benefícios de diferentes grupos alimentares. Além de incentivar o leitor a uma viagem mais profunda de entendimento do seu próprio corpo e poder de capacitação, Mind Detox leva o leitor para cozinha para dar o pontapé inicial aos conceitos da reeducação alimentar. Tem muita opção gostosa entre sucos, molhos, sopas, guarnições. Um banquete de ideias saudáveis.

Liliane Oppermann vai ainda mais longe ao ensinar que um conjunto de ações além do habitual comer pode promover mudanças significativas. Por isso, ela investe também no poder da respiração e na prática de agradecer, o que já está comprovado, que uma mente positiva reverte em resultados grandiosos. Enfim, Mind Detox é uma espécie de Bíblia para quem deseja mais do que emagrecer, e sim iniciar novo projeto de vida, adotando um lifestyle que mescle saúde, satisfação emocional e pensamentos otimistas. Tudo isso em apenas sete semanas.

Sobre a autora

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Aos 8 anos ela já sabia o que era ser gordinha e teve que lidar com comentários nem sempre agradáveis. Mas um dos grandes prazeres de Liliane Oppermann foi ajudar o marido na luta contra uma artrite reumatoide – e ingestão de corticoides – mudando apenas sua alimentação. Em quatro meses, ela viu surgir um novo homem.

Seus pacientes também são grandes fontes de inspiração e ver a mudança refletir em cada caso faz com que a especialista tenha certeza que escolheu a profissão certa. Mãe de três meninas, ela ainda dedica o seu tempo as aulas de yoga e exercícios físicos. Comanda a clínica que leva seu nome e o Spa Opper Life, em Moema, São Paulo, dá palestras e treinamentos em todo o Brasil.

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Mind Detox – 7 semanas para emagrecer, mudar o pensamento e a vida
Autora: Liliane Oppermann
Editora: Gente Editora
Número de páginas: 192
Preço: R$ 39,90

Lançamento: hoje (12), às 19 horas, na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi, São Paulo.

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Como conciliar uma dieta saudável com a rotina de uma cidade grande

O tempo médio gasto pelos paulistanos no trânsito é de três horas, tanto para quem usa automóvel quanto transporte público, conforme a Pesquisa sobre Mobilidade Urbana feita pelo IBGE. Diante de uma rotina cada vez mais corrida, reservar tempo para cuidar da saúde e alimentação tem se tornado um desafio para muitos paulistanos.

A vida corrida das grandes cidades faz com que muitos habitantes tenham hábitos irregulares, como se alimentar sempre na rua, pular refeições, consumir café em excesso, substituir refeições por congelados e outros produtos industrializados. Isso faz parte da rotina de quem não encontra tempo para se dedicar à uma alimentação equilibrada e pode afetar não apenas a saúde, como também a produtividade.

Para ajudar os paulistanos a terem uma vida mais saudável, Cleonice Pereira, nutricionista que atua pelo aplicativo GetNinjas e também no Centro de Nutrição 8 Que Curam, relacionou uma série de recomendações básicas para que quem costuma passar muito tempo fora de casa consiga se readaptar e melhorar a qualidade de vida. Além disso, ela aborda um dos mitos sobre dietas equilibradas.

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Atente-se ao local em que almoça: o restaurante precisa ser cuidadosamente escolhido, pois existem riscos e dificuldades de se alimentar em lugares onde não há acesso às informações sobre o preparo das refeições. Busque saber a qualidade e procedência do alimento que está ingerindo. Tente não comer em excesso, já que os restaurantes oferecem uma grande variedade de opções, com temperos que não são saudáveis, como o glutamato de monossódico. Evite consumir sódio e gorduras saturadas em excesso e condimentos, como pimenta que é irritante da mucosa estomacal, dentre outros.

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Evite alto consumo de café: se você é amante dessa bebida e acaba bebendo de manhã, à tarde, à noite, ou seja, em qualquer horário, você é um viciado em café! Apesar de parecer pouco nociva, a bebida popular no Brasil tem cafeína, que danifica o cálcio dos ossos e contribui para a formação da gastrite.

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Tente não pular refeições: o ideal, e sempre recomendado pelos nutricionistas, é que sempre se faça todas as refeições. Por conta da rotina corrida, muitas vezes deixamos de fazer alguma refeição. Porém, é sempre importante priorizar as refeições diurnas. No período da noite o metabolismo está mais lento e não precisa de uma quantidade grande de energia, considerando que o corpo começa nesse horário a se preparar para o repouso.

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Consuma alimentos frescos e naturais: produtos industrializados? Fuja deles! Além de não alimentarem as células, esse tipo de comida ainda pode provocar no corpo um estado de ansiedade. No horário das refeições, consuma bastante frutas, verduras e legumes, alimentos integrais, castanhas e nozes e frutas secas. Esses alimentos são verdadeiramente os que nutrem o organismo.

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Pixabay

Alimente-se na hora certa: o estômago precisa de períodos regulares de trabalho e repouso. Com hábitos regulares e alimento apropriado, o órgão se recupera gradualmente do trabalho exaustivo que exerce no período de digestão, absorção e assimilação. Dessa forma, não devemos pular refeições, mas também devemos fugir do modismo que nos incentiva a nos alimentarmos a cada três horas. Comer no tempo adequado limita os danos provocados pelos temidos radicais livres, visto que quanto mais comemos, mais eles serão produzidos.

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Foto: FreeGreatPicture

Encontre tempo para se exercitar: apesar da correria do dia a dia, procure separar ao menos 30 minutos para uma atividade física que dê prazer. Adequar a alimentação é essencial, mas a atividade física e nutrição são como “a chave e fechadura”. Juntas e equilibradas, elas evitam a disposição de “doenças alimentares”.

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Tome café da manhã: um bom desjejum é essencial para quem busca uma dieta equilibrada. O que não pode faltar nunca nessa refeição são frutas variadas, aveia (que nos ajuda na saciedade), pães integrais e as oleaginosas (nozes, castanhas e amêndoas etc.). Essas últimas são fonte de gorduras que ajudam na absorção dos nutrientes e formam uma ótima combinação com frutas doces de preferência.

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Pixabay

Alimente-se com calma: ao comer rápido demais inutilizamos alguns processos fundamentais da digestão. Por isso, a dica é: nunca coma uma grande quantidade de alimentos ou faça as refeições com muita pressa. Isso prejudica a saúde e a dieta. Quando, por exemplo, “corremos” com a mastigação, nosso corpo demora para liberar o hormônio da saciedade, a leptina, que é responsável por fazer cessar a fome.

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Evite ingerir líquido enquanto faz refeições: o correto é não tomar líquido junto com a refeição. Além disso, é importante interromper a ingestão de água meia hora antes das refeições e retomá-la duas horas depois, quando a digestão, absorção e assimilação já foram concluídas.

Fonte: GetNinjas

Cinco mitos e verdades sobre o emagrecimento

Para a especialista Gladia Bernardi , recorrer a dietas muito restritivas ou se submeter a cirurgias são alguns dos “mitos”; ela lista o que fazer e o que evitar para perder peso de forma saudável

Na tentativa de emagrecer a qualquer custo, há quem recorra a medidas radicais como seguir “dietas da moda” que excluem totalmente alguns tipos de alimentos -como aqueles que contém glúten e lactose-, ou submeter-se a procedimentos cirúrgicos invasivos.

“A velocidade com que as novas dietas surgem e desaparecem está diretamente relacionada ao fracasso das mesmas”, alerta a nutricionista Gladia Bernardi, criadora do método Emagrecimento Consciente. “Se elas dessem mesmo certo, o resultado obtido seria duradouro e não seria preciso, a toda hora, criar uma nova modalidade”, comenta ela.

No entanto, o que pouca gente sabe é que é possível, sim, emagrecer de forma saudável e sem tanto sacrifício. “A obesidade é uma doença mental, e o que precisa ser tratado é a chamada ‘mente gorda’. É fundamental trabalhar a repetição de novos e bons hábitos, que levem à perda de peso sem o uso de remédios, dietas restritivas ou intervenções cirúrgicas. O grande segredo é transformar a maneira como o indivíduo se relaciona com a comida”, recomenda a nutricionista e coach.

A especialista aponta alguns mitos e verdades do processo de emagrecimento:

1 – Dieta sem glúten e sem lactose funciona para todos

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Foto: Shutterstock

Mito: assim como muitas outras dietas que viraram “moda”, a técnica de eliminar completamente o glúten do cardápio ganhou adeptos entre celebridades e acabou se tornando popular no Brasil e no mundo. No entanto, ao contrário do que muita gente pensa, nem todas as pessoas se beneficiam dessa estratégia para perder peso.

“Com exceção do 1% da população mundial que sofre de doença celíaca, ou seja, que tem sensibilidade ao glúten, as pessoas acabam emagrecendo com essa dieta por evitarem alimentos calóricos como pão, macarrão ou bolo, que contêm glúten. Ou seja, a questão não é o glúten em si, e sim as escolhas alimentares mais inteligentes”, pondera.

No entanto, Gladia alerta que de nada adianta evitar alimentos com glúten e exagerar no chocolate, por exemplo. “O profissional precisa descobrir qual é o gatilho mental que está sendo acessado pelo seu cliente e como ele é representado no seu corpo com excesso de peso.”

Portanto, segundo a especialista, mais importante do que focar apenas nos itens que compõem o cardápio é descobrir o que faz com que aquele indivíduo coma compulsivamente e “desativar” essa armadilha da mente.

2 – Suplementos podem substituir refeições para emagrecer

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Mito: para Gladia, esse é mais um mito fundamentado somente no imediatismo. “A pessoa até pode recorrer aos suplementos para emagrecer como ‘emergência’ para o verão, mas se esquece de que há vida no outono, no inverno, na primavera. Quem aguenta tomar suplementos durante o ano todo?”, questiona.

Além do mais, lembra a especialista, muitos desses produtos não são regulamentados ou acabam proibidos de serem vendidos no Brasil. Isso acontece por não haver pesquisa que comprove se eles são ou não prejudiciais à saúde. “Além de não emagrecer, a pessoa pode colocar sua própria saúde em risco, principalmente se consumir por conta própria. Por isso, sempre alerto para procurar um profissional de saúde para buscar orientações antes de utilizar qualquer tipo de suplemento”.

3 – Ter o apoio de um bom profissional faz emagrecer 

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Verdade: apenas a prescrição perfeita, de acordo com Gladia, não garante o bom resultado. “Um bom profissional trata a raiz do problema e faz com que o cliente emagreça de forma consciente”, pontua a especialista.

Ela explica que fatores como a autossabotagem e a criação de uma zona de conforto precisam ser combatidos. “O profissional deve dizer ao paciente: ‘Se você quer mudar de vida para sempre, quero fazer uma pergunta: me dê um bom motivo para que eu continue ajudando você’. Assim, o paciente percebe o empenho e passa a buscar o resultado”.

“Todos os pacientes provavelmente já passaram por outros profissionais e métodos, tentativas frustradas de dietas e processos de emagrecimentos inacabados e ou interrompidos. O bom profissional deve saber lidar com essa frustração e apontar o caminho correto”, ensina.

4 – Modificar a mentalidade emagrece 

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Verdade. Na opinião de Gladia, a mudança de pensamento é a grande chave para o emagrecimento e garante que os resultados sejam duradouros. “O controle da ansiedade, por exemplo, além de ajudar a emagrecer melhora o sono e a saúde em geral, facilitando o controle de doenças, e, acima de tudo, gerando um sentimento de vitória com os novos hábitos.”

Segundo a especialista, a única forma de tratar problemas como a compulsão alimentar é através da mudança de mentalidade. “A compulsão por comer deve ser vista como um vício, assim como o de um alcoólatra, de um usuário de drogas. Ela nada mais é do que o vício por comida”, comenta.

A mudança de pensamento é a base do método Emagrecimento Consciente, técnica hoje usada por mais de 1.500 profissionais de saúde.

5 – Cirurgia vai me deixar magro para sempre

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Mito: segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), o número de intervenções cirúrgicas cresceu 300% nos últimos dez anos. Deste total, 5% são pacientes com menos de 20 anos.

“Ao recorrerem a cirurgias, muitos imaginam que estão dando o seu último adeus às gordurinhas. No entanto, esse é um grande mito, pois a verdadeira origem da obesidade não foi tratada, e é por isso que muitos voltam a engordar”, explica Gladia.

“Quase todos os meus pacientes usavam a comida como um remédio para um mal emocional, e por isso estavam acima do peso. É preciso mudar a maneira de pensar a comida e de se relacionar com ela. Caso contrário, após a intervenção cirúrgica, o descontrole alimentar pode voltar a se manifestar nos próximos 2 anos, comprometendo o resultado”.

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Fonte: Gladia Bernardi é nutricionista, coach e desenvolvedora do método “Emagrecimento Consciente”, baseado na neurociência, na programação neurolinguística e em coaching. Por meio de técnicas e ferramentas pioneiras, que dispensam dietas restritivas, prescrição de medicamentos ou intervenções cirúrgicas para o emagrecimento, visa transformar profissionais da área da saúde, coaches e consultores independentes em especialistas em emagrecimento junto a pacientes

150 Maksoud amplia seu cardápio com menu de Dietas Especiais

Pensado para aqueles que têm alguma intolerância a glúten, lactose ou açúcar sem deixar o sabor de lado

Pensando que uma das principais refeições para as pessoas é o café da manhã, o restaurante 150 Maksoud (do Maksoud Plaza Hotel ) complementa o seu já conhecido café da manhã com um cardápio de dietas especiais. Voltado para pessoas com restrição alimentar a glúten, lactose ou açúcar; os novos itens são oferecidos todos os dias a partir das seis horas.

O café da manhã é muito importante para uma dieta equilibrada, pois além de ajudar a regular a fome no decorrer do dia, fornece os nutrientes necessários para recuperar o corpo após o período de jejum ao qual o ser humano se submete enquanto dorme.

Dentre os itens oferecidos no novo cardápio há pão sem glúten, leite de soja, leite sem lactose, gelatina sem açúcar, omeletes de claras, ovos quentes ou poche. E, ainda, você pode montar uma omelete ou uma tapioca, em uma das estações dispostas, com os ingredientes de preferência como: queijo prato, presunto, peito de peru, queijo branco, tomate, cebola, salmão ou champignon.

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Tudo incluso no valor de R$ 50,00 por pessoa, mas crianças menores que seis anos são convidadas do hotel e de 7 a 12 anos têm 50% de desconto.

Horário: das 6 até às 10h30
Local: 150 Maksoud
Endereço: Rua São Carlos do Pinhal, 424 – Lobby

 

Café “blindado”: saiba mais sobre a nova moda das dietas de emagrecimento

Combinação inusitada de café, manteiga e óleo de coco promete tirar a fome por horas. Mas será o suficiente para proporcionar uma perda de peso segura?

Quando o assunto é perda de peso, de tempos em tempos surge um novo “queridinho” das dietas. Algumas vezes esses ingredientes são um tanto exóticos, de nomes complicados e origens distantes, porém, em outros casos, são tão comuns no dia a dia que até surpreendem pelo fácil acesso. Mais que um reflexo do crescente desejo de emagrecer, tantas novidades também são fruto dos avanços em pesquisas científicas e da reavaliação de conceitos no campo da nutrição. Alimentos antes condenados, hoje são apontados como grandes aliados do cardápio, como é caso do ovo, do cafezinho e, até mesmo, das temidas gorduras.

A mais nova onda entre as famosas dietas de emagrecimento é, justamente, uma bebida que combina o tradicional matinal com gorduras consideradas boas: o polêmico “Bulletproof Coffee”. Também conhecido como “café blindado”, “café turbo” ou “café cetogênico”, a preparação inusitada promete afastar o apetite por horas, aumentar a concentração e, ao mesmo tempo, potencializar a queima de gordura. Porém, existe fundamento? Esse pode, de fato, ser o grande segredo para controlar a fome e enxugar a silhueta? Veja o que é fato e o que é questionável nessa tendência:

De onde surgiu?

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Reprodução Facebook BulletproofCoffee

O tal “café à prova de balas” (em tradução livre) ganhou fama no ocidente graças ao empresário americano Dave Asprey que, após uma viagem sabática ao Tibete, decidiu pesquisar a fundo uma prática muito comum entre os povos do Himalaia: a ingestão diária de um chá com manteiga pura (proveniente, naquela região, do leite de iaques – um tipo de gado selvagem). Asprey reparou que essa era praticamente a única refeição dos nativos por longas horas e, ainda assim, possuíam concentração mental e energia para realizar trabalhos pesados.

Após essa experiência, o empreendedor do Vale do Silício se aprofundou nos efeitos da bebida, criou sua própria receita e encorpou o hábito em sua rotina. Sua “criação” logo ganhou popularidade nos Estados Unidos e, desde então, tem se espalhado pelo mundo e conquistado cada vez mais adeptos, principalmente entre praticantes de dietas como a low carb, cetogênica e paleolítica. Isso porque, de acordo com seus seguidores, uma simples xícara pela manhã seria o suficiente para manter a saciedade por horas, o que auxiliaria, inclusive na prática do jejum intermitente.

A receita

A principal premissa do famigerado bulletproof coffee é que todos os ingredientes sejam os mais saudáveis possíveis. É recomendada a utilização de um café de alta qualidade (preferencialmente orgânico e, se possível, moído na hora), manteiga de leite de alta qualidade, a mais pura possível (ghee, clarificada ou proveniente de vacas que se alimentam de pasto) e um óleo rico em triglicerídeos de cadeia média (o mais usado é o de coco).

Tal “cuidado” garantiria os efeitos benéficos e aumentaria o potencial da bebida, porém é possível encontrar dezenas de receitas diferentes na internet, desde as mais “refinadas” às mais simples. Basicamente, o “elixir” é obtido por meio da mistura de uma xícara (cerca de 300 ml) de café coado, com uma colher (sopa) de manteiga e duas colheres (sopa) de óleo de coco. Para deixá-lo ainda mais cremoso e encorpado, pode-se utilizar um mixer ou liquidificador. Porém, existe uma regra de ouro: jamais adoçar, nem mesmo com adoçantes naturais.

Funciona mesmo?

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Embora alguns adeptos afirmem que a bebida é agradável, a razão pela qual o bulletproof coffee ganhou fama certamente não foi por seu sabor, mas, sim, por sua capacidade de acelerar a queima calórica, diminuir a fadiga, melhorar a concentração e diminuir a fome. E o que especialistas dizem a respeito? De acordo com a nutricionista Sinara Menezes, individualmente, os três ingredientes têm propriedades que podem, de fato, auxiliar a dieta:

“Por estimular o sistema nervoso central, a cafeína aumenta o estado de atenção, reduz a sensação de cansaço e ainda possui propriedades termogênicas. Já as gorduras boas, como óleo de coco, ajudam a manter a saciedade por mais tempo e, quando consumidas moderadamente, podem beneficiar a dieta. Ainda que polêmico, o óleo de coco em particular, é um ácido graxo TCM, ou seja, rico em triglicerídeos de cadeia média. Essa característica faz com que ele seja rapidamente absorvido pelo organismo, convertendo-se em uma fonte de energia imediata sem alterar significativamente a glicemia, como acontece com os carboidratos, por exemplo.”

Efeito emagrecedor

Ainda assim, a especialista da Nature Center afirma que intitular a bebida de “emagrecedora” é um exagero, pois a perda de peso depende de fatores que vão muito além da simples ingestão do “café turbinado”.

“É preciso considerar alguns pontos: substituir um café da manhã completo, com diversidade de alimentos e, consequentemente, de nutrientes por uma bebida rica em gordura pode ser uma armadilha, especialmente se a pessoa não controlar a ingestão calórica ao longo do dia. Embora as gorduras boas possuam um papel importante no emagrecimento, seu consumo excessivo pode igualmente levar ao ganho de peso e ainda elevar o colesterol. Além disso, ficar muito tempo sem se alimentar pode causar um efeito rebote e desacelerar o metabolismo, sobretudo se a pessoa não corrigir seus hábitos alimentares antes de apostar numa dieta”.

O alerta vale também para aqueles que seguem uma alimentação mais regrada e apostam na bebida como um pré-treino: “Nada substitui uma refeição equilibrada. Embora o bulletproof coffee possa fazer parte do pré-treino nos dias corridos, quando não é possível parar para fazer um lanche antes da atividade física, é importante saber que os mesmos benefícios podem ser alcançados se esses ingredientes estiverem no cardápio do dia, em preparações mais nutritivas e, até mesmo, mais saborosas”.

Sem café, por favor!

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Mesmo que os efeitos da bebida sejam atrativos, encarar seu gosto peculiar e ainda ter que prepará-la diariamente (uma vez que a recomendação é de que a bebida seja consumida fresca) pode parecer uma tarefa árdua. Porém, como mencionado por Menezes, os ingredientes do bulletproof coffee podem compor o cardápio sem que seja preciso, necessariamente, reservar um tempo todas as manhãs para seu preparo. Apostando nos alimentos certos, tanto a cafeína e quanto as gorduras boas podem proporcionar os mesmos benefícios, desde que façam parte de um cardápio equilibrado. Veja como:

Cafeína: nem só do tradicional cafezinho se obtém a cafeína. Para aqueles que não apreciam tanto a bebida (ainda mais acrescida de gordura!) é possível apostar em outros matinais ou alimentos ricos na substância. O popular chá mate, chá preto e, principalmente, o chá verde, também possuem níveis significativos do estimulante. O verde, em especial, possui um potente efeito termogênico.

Para os que não abrem mão do café, o grão da mesma coloração também pode ser um grande aliado: por conter ácido clorogênico em sua composição, o café verde é rico em antioxidantes, auxilia na saciedade e, conforme evidenciam estudos, seria capaz de inibir as enzimas amilase e a lipase pancreática, responsáveis pela absorção de gorduras, facilitando assim, sua eliminação do organismo. O chocolate amargo é outra fonte de cafeína, porém, além da moderação, atenção quanto à qualidade do produto, que deve ter pelo menos 50% de cacau em sua composição.

Gorduras boas: já não é segredo que as gorduras são fundamentais no cardápio, inclusive de quem deseja emagrecer, pois propiciam saciedade. Essenciais em diversos processos fisiológicos, os ácidos graxos são responsáveis, entre outras coisas, pela secreção de hormônios (muitos deles ligados à quebra das gorduras acumuladas no tecido adiposo) e pelo transporte de vitaminas lipossolúveis. É inegável que se um indivíduo não está devidamente nutrido ou em desequilíbrio hormonal, a perda de peso será ainda mais dificultosa.

Porém, nem todas as gorduras são benéficas ao organismo. Se o objetivo é perder peso e ganhar em saúde as melhores escolhas são: óleo de coco – “Ainda que seja uma gordura satura, algumas propriedades são consideravelmente vantajosas: é rico em vitamina E, antioxidantes e TCM”; o ômega 3, famoso também por combater os radicais livres, e o óleo de cartamo, rico em ômegas 6 e 9. Quanto à manteiga? “Quando pura e de alta qualidade, é fonte de diversos nutrientes importantes como as Vitaminas A, K e D, e os minerais cromo, zinco e selênio”.

Vale a pena apostar?

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De acordo com a nutricionista, a bebida pode, sim, ser benéfica, quando apoiada por uma dieta equilibrada e, principalmente, orientada por um profissional de saúde. Porém, ela não deve ser considerada milagrosa, pois, isoladamente, sem uma reeducação alimentar, não surtirá o efeito desejado.

“O segredo não está na bebida, mas sim nos nutrientes presentes nos ingredientes, que podem perfeitamente fazer parte do cardápio de outras formas. É possível aumentar a saciedade ingerindo gorduras boas por meio de alimentos variados como o abacate, as oleaginosas e os peixes gordos. Os óleos podem entrar nas preparações dos pratos e saladas, obviamente, pensando sempre no equilíbrio de toda a dieta”.

Já a cafeína pode ser consumida de acordo com o gosto pessoal, porém, com uma ressalva: por serem estimulantes, suas fontes devem ser ingeridas, no mais tardar, até as 16 horas, para não prejudicar o sono. E se o desejo é emagrecer, é recomendado evitar o açúcar nas preparações. Para os adeptos da suplementação, o uso de cápsulas ou extratos, tanto de óleos funcionais quanto de cafeína, deve ser sempre orientado por um médico/nutricionista, pois certos grupos podem apresentar maior sensibilidade aos efeitos dessas substâncias.

Fonte: Nature Center

Como agir quando se está de dieta e é convidado por amigos para jantar

Receber um convite para almoçar ou jantar na casa de amigos ou em restaurantes é uma provação para testar a capacidade de superação do indivíduo, ou seja, momentos para exercitar o autocontrole e especialmente, a confiança. A autossabotagem pode levar pode levar a sentimentos de culpa, depressão e fragilidade.

“Manter-se dentro daquilo que se propôs trará uma sensação de êxito e vontade de continuar. Assim, não recomendamos que se evitem festividades, apenas que se vá com maior atenção e presença. Isto significa não colocar a mente no ‘modo-automático’, mas pensar e sentir sobre o que se está fazendo”, ensina Luís Carlos Silveira, médico Nutrólogo fundador do Kurotel – Centro Médico de Longevidade e Spa em Gramado, que afirma que se o convite for aceito com esse pensamento, já temos meio caminho andado em termos de sucesso.

Veja, abaixo, outras recomendações práticas para não fugir da dieta:

– Faça um lanche antes de sair de casa, contendo boa quantidade de fibras, como salada ou salada de frutas, por exemplo. “Se você costuma ter grande desejo de doces, uma recomendação é comer uma barrinha pequena de chocolate 80% (que não estimulará a vontade de comer doces sem parar e trará outros benefícios neuroquímicos)”, indica o médico. Você pode, se preferir, deixá-la dentro do carro para a volta para a casa.

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– Evite o couvert, uma vez que são grandes sabotadores dos objetivos. “As pessoas acabam ingerindo grande quantidade sem perceber, além de ‘abrirem o apetite”, conta o especialista. Um estudo mostrou que o desejo por comer comidas calóricas nas refeições principais é maior quando se ingere comidas mais calóricas nos couverts (como manteigas e queijos gordurosos), comparado à quando se inicia a refeição com comidas menos gordurosas.

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– Verifique se há salada como opção e sempre comece pela salada antes do prato principal e separadamente. Procure esperar alguns minutos entre a salada e o prato principal para haver tempo dos hormônios relacionados à saciedade agirem (pois são ativados cerca de 20 minutos após as primeiras mastigações, até atingirem certos trechos do seu trato gastrintestinal).

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– Sirva-se uma quantidade 25% menor do que desejaria se servir.

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– Busque os alimentos de mais baixo valor calórico.

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– Evite a sobremesa, já que a natureza do açúcar – em razão de neuroreceptores que atuam no sistema de recompensa – acabam ativando o desejo por comer mais. Se tiver com grande desejo, veja se há alguma opção de frutas como sobremesa.

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– Evite tomar líquidos com as refeições para poder mastigar melhor e comer mais devagar. Se optar por tomar bebida alcoólica, faça com calma e procure não passar de uma dose (taça). Neste caso, procure tomar água concomitantemente.

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Foto: Seemann / Morguefile

Informações: Kurotel

Dieta detoxificante pode melhorar saúde e auxiliar emagrecimento

Certamente você já ouviu falar do detox – um dos métodos mais populares quando o assunto é boa forma. Cada vez mais em evidência, o termo é comumente associado ao emagrecimento. Porém, você sabia que o verdadeiro detox é muito mais do que isso? E ainda que para refletir na balança o método requer mudanças que vão muito além da ingestão do famigerado “suco verde”?

Quando seguida adequadamente, essa dieta é capaz de melhorar a saúde e combater diversos processos inflamatórios, benefício que, por consequência, pode ajudar a reduzir o peso. Porém, aqueles que apostam em uma alimentação genuinamente detoxificante ganham também em imunidade, na prevenção de doenças e, até mesmo, no combate ao envelhecimento precoce. Quer saber como inserir o Detox na sua vida de maneira realmente eficaz e conseguir melhorar tanto a aparência quanto a qualidade de vida? Saiba mais agora:

Moda x necessidade

Você sabia que nosso organismo é plenamente capaz de combater os agentes nocivos e eliminar toxinas que porventura possam causar danos? Órgãos como os intestinos, os rins e, principalmente, o fígado são responsáveis por barrar a ação de toxinas que representam uma ameaça à nossa saúde. Sendo assim, por que o detox se tornou tão popular e por que precisamos dele?

De acordo com a nutricionista Joanna Carollo essa necessidade surgiu, principalmente, como consequência do estilo de vida atual “Além de estarmos cada vez mais expostos à poluição – seja da água, do solo ou do ar – está cada vez mais difícil dedicar um tempo à alimentação genuinamente saudável, ou seja, natural. Pode parecer imperceptível, mas ao consumir um número cada vez maior de produtos industrializados, estamos aumentando também a ingestão de elementos químicos potencialmente nocivos à saúde”.

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Conforme explica a profissional da Nova Nutrii – especializada em nutrição clínica, esse processo aumenta a “intoxicação do organismo”, forçando um trabalho maior, sobretudo, do fígado, que nem sempre será capaz de dar conta da eliminação das toxinas. Além disso, existe o outro lado da moeda: “Para que processo de detoxificação orgânico funcione normalmente, o organismo precisa estar bem nutrido – o que dificilmente ocorre numa dieta baseada em alimentos altamente processados”, diz  especialista. O resultado: maior vulnerabilidade a doenças, inflamações, inchaço, constipação e, até mesmo, mau humor e irritabilidade.

Emagrece mesmo?

Embora se baseie, antes de tudo, na melhoria da saúde, é inegável que o detox ganhou notoriedade em virtude do apelo fitness. A busca pelo emagrecimento é uma das principais razões pelas quais o método conquistou, e continua conquistando, tantos adeptos. Contudo, existe base para afirmar que o detox emagrece? De acordo com a nutricionista, a eventual perda de peso é uma consequência da limpeza do organismo e não de uma fórmula milagrosa.

“Com o organismo ‘intoxicado’ aumenta a retenção de líquidos e a própria inflamação do tecido adiposo, o que propicia o acúmulo de gorduras. Pessoas com este problema encontram maior dificuldade em eliminar o inchaço e o excesso de peso, pois o organismo não está trabalhando como deveria. Uma vez corrigida a dieta, especialmente apostando em alimentos que facilitem a detoxificação, esses sintomas tendem a diminuir – o que para muitas pessoas pode culminar na redução de medidas“, afirma Joanna.

Contudo, a nutricionista alerta que o detox não é tão simples quanto parece: “Muitas pessoas acreditam que basta fazer um suco com um ou mais ingredientes ‘verdes’ e tomá-lo uma vez ao dia para ver os benefícios, quando na verdade é preciso contar com todo um cardápio balanceado para que a detoxificação aconteça”. Para Joanna, isso não significa que os sucos verdes sejam ruins, mas que, isoladamente, não são totalmente eficazes para surtir o efeito esperado.

Como seguir corretamente

Quando se trata de alimentação, o método pode ser um grande aliado da saúde e, por que não, da boa forma? Independente da motivação, para que o objetivo seja alcançado é fundamental seguir alguns preceitos que, aliados aos “alimentos detoxificantes”, configuram um detox genuíno. De acordo com Joanna, essa dieta pode variar de acordo com o perfil do individuo, porém, de maneira geral, segue algumas premissas, a saber:

-Priorizar o consumo de alimentos naturais: “É muito importante investir em alimentos de verdade, ou seja, aqueles que encontramos na feira. Eles devem ser a base da alimentação, pois são altamente nutritivos e ricos em fibras. Se possível, opte pelos orgânicos, pois são livres de agrotóxicos e fertilizantes, o que contribui para menor consumo de toxinas.”

legumes

Minimizar a ingestão de alimentos processados: “De nada adianta investir no tal suco verde pela manhã e recorrer ao biscoito recheado no lanche da tarde. Dessa forma, o indivíduo estará ‘repondo’ o que o organismo luta para eliminar. Para ser eficaz, é fundamental reduzir o consumo de alimentos ricos em gorduras, conservantes, corantes e aromatizantes durante a dieta. E se esse hábito for incorporado à rotina, a saúde só tende a ganhar” – explica a nutricionista

Hidratar-se bem: é fundamental para propiciar a eliminação das toxinas por meio de urina, suor e bílis. Além disso, com o aumento do consumo de fibras, a ingestão de líquidos é fundamental para que elas auxiliem nesse trabalho. Contudo é importante lembrar que “refrigerantes, bebidas industrializadas e o álcool devem ser evitados ao máximo. Além disso, é extremamente desejável evitar o açúcar nessa fase”.

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Sinal Verde: o que turbina o detox

Couve: não é à toa que a couve é praticamente um item obrigatório no “suco verde”. Rico em vitaminas do complexo B, em especial a vitamina B7, o alimento é capaz de beneficiar o processo digestivo e facilitar o trabalho do fígado. Outras hortaliças de coloração verde como o salsão, a salsa e o espinafre também são grandes aliadas da detoxificação.

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Limão: diurético, combate o inchaço e a retenção de líquidos. É rico em vitamina C, o que melhora a imunidade e a cicatrização. É capaz de regular a absorção do açúcar e também ajudar na digestão, isso graças a sua alta concentração de ácido cítrico. Além disso, conta com o terpeno, um composto que ajuda na “limpeza” do fígado.

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Pepino: composto quase que totalmente por água, também é diurético, o que favorece a eliminação de impurezas. Rico em fibras, vitaminas e sais minerais, é benéfico para os rins e para a digestão;

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Foto: Szafarek/Morguefile

Gengibre: além de termogênico (o que favorece o metabolismo e pode ajudar no processo de emagrecimento), é rico em antioxidantes e possui ação anti-inflamatória, agindo, especialmente, no fígado.

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Maçã: rica em ácido málico, ajuda no trabalho da bílis, abrindo caminho para que essa substância atue no fígado. Além disso, por ter alta concentração de pectina – um tipo de fibra solúvel – reduz a absorção de gorduras e impede que elas se acumulem no órgão.

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Suplementação vale a pena?

Graças a sua popularidade, é cada vez mais comum encontrarmos suplementos detox no mercado, porém, eles são realmente necessários? De acordo com a nutricionista, o seu uso pode ser uma alternativa para aqueles que querem melhorar o processo, mas não conseguem incluir todos os “alimentos detox” na dieta. “Tomar um suco de couve ou um beber água com limão diariamente pode não ser tão prático ou, até mesmo agradável a todas as pessoas. Sendo assim, esses produtos podem ser uma opção para quem está seguindo a dieta e não tem tempo de investir nessas preparações”, afirma a nutricionista.

Outro benefício apontado por Joanna está relacionado à disponibilidade de certos nutrientes: “Alguns alimentos altamente nutritivos não são tão fáceis de encontrar e muito menos de incorporar a dieta, como é o caso da clorela, uma alga rica em clorofila e de extremo poder detoxificante. Para se ter uma ideia, ela é um dos elementos mais potentes na eliminação de metais pesados do organismo. Nesses casos, a suplementação é uma forma interessante de obter o melhor desse alimento sem ter que, necessariamente, consumi-lo.”

Contudo a profissional alerta, assim como os sucos, suplementos não fazem milagres sozinhos: “É preciso que toda a alimentação contribua para tal, sendo balanceada e nutritiva. Além disso, é fundamental buscar orientação profissional antes de incluir esses produtos na rotina.”

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É pra qualquer pessoa?

Para finalizar, a nutricionista lembra que o Detox não pode ser seguido deliberadamente e, muito menos, por qualquer pessoa: “Como sempre, é altamente recomendado que gestantes, nutrizes e pessoas com problemas de saúde jamais façam qualquer tipo de dieta sem consultar um médico – hábito que é extremamente aconselhável à qualquer pessoa. Contudo, quando falamos em dieta detox, é preciso analisar se ela é realmente necessária e, sobretudo, por quanto tempo. Afinal, é uma estratégia alimentar temporária, que visa, justamente, fazer uma faxina periódica no organismo.”

Fonte: Nova Nutrii

Dieta de baixíssima caloria está na moda; saiba mais sobre o “milagre” do momento

Se tem uma área que não para de se reciclar e lançar novidades é o segmento das dietas. Isso é uma boa notícia, partindo do princípio de que a obesidade é uma epidemia mundial. Mas mais do que um corpo esbelto, as dietas alimentares têm o objetivo de restabelecer a saúde dos que sofrem com excesso de peso. Por isso é importante cautela para conseguir filtrar todos os modismos que vêm e vão nas capas de revista.

O mais recente é o método Pronokal, que fez Luciano da dupla Zezé di Camargo e Luciano perder 37 quilos e a apresentadora Xuxa mandar 7 quilos embora para desfilar “sequinha” no Carnaval. Mas será que esse tipo de dieta funciona mesmo ou é mais uma promessa passageira de “milagre para emagrecer”?

Maria Fernanda Barca, doutora em endocrinologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), esclarece que somente um profissional de saúde está apto para indicar este tipo de dieta, que, como todo plano alimentar altamente restritivo, tem seus prós e contras.

Em seu consultório, localizado na capital paulista, ela trabalha com o método DietKal, mais adequado à sua filosofia profissional. Aqui, a especialista amplia a discussão sobre as chamadas VLCDs – Very Low Calorie Diets (em tradução livre, Dietas de Baixíssima Caloria). Confira.

O que são as VLCDs (Dietas de Baixíssima Caloria)?

São dietas que giram em torno de 700 calorias diárias. “A DietKal é basicamente uma dieta mais rica em proteína, com pouco carboidrato e baixa caloria”, afirma a doutora.

Como funciona?

Barca explica que a DietKal é um plano alimentar dividido em seis fases. É baseada em sachês que, misturados à água, viram refeições.

Os sabores são diversificados, entre eles: omelete, hambúrguer, pizza e bolinho de frango para o jantar, por exemplo; ou capuccino e pães doces ou salgados para o café da manhã. “Os sabores da DietKal são mais adequados ao paladar brasileiro, tem vários temperos. Você mistura o componente do sachê na água, que vai para o forno ou para a frigideira, ou somente com água gelada, e está pronto para a alimentação”, explica.

As primeiras três fases são as mais restritas, mas permitem a inclusão de alguns alimentos além dos sachês – legumes e verduras. Gradativamente, vão sendo liberadas proteínas animais e, por fim, frutas.

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Por que emagrece?

Porque a ingestão de calorias é tão baixa que a pessoa entra em cetose, quando o corpo tem que recorrer às reservas de gordura para cumprir suas funções metabólicas. “No começo o corpo se estressa, mas depois ele entra em uma baixa de cortisol, o hormônio do estresse, que atrapalha o emagrecimento. Depois disso, o corpo se equilibra.”

Em quais casos são indicadas? E para quem é contraindicado?

A DietKal não é recomendada para pessoas com problemas renais, cardiopatas ou pessoas que já tiveram câncer. Em seu consultório, a endocrinologista receita este plano alimentar como opção para pacientes com muita resistência a perder peso. “Indico para aqueles que já tentaram de tudo e não conseguiram emagrecer, para quem tomou remédio e teve efeitos colaterais negativos ou como uma alternativa à cirurgia bariátrica.”

Quais são as principais dificuldades?

Os três primeiros dias são os mais difíceis. Até o corpo se acostumar com os sachês a pessoa pode sentir fome e dor de cabeça. Para quem gosta de atividade física, também é preciso cautela: não é recomendado fazer muito esforço pois o corpo não aguenta.

E os resultados?

De acordo com a especialista, o paciente chega a perder 80% do dos quilos que pretende mandar embora na fase ativa (1, 2 e 3), que é a mais focada em sachês. “Por exemplo, se ele precisa perder 30 kg, vai perder em média 24 kg nessa primeira etapa.”

Quanto à duração da dieta, depende da necessidade, podendo variar de 15 dias a um mês na primeira prescrição. Depois disso, vai depender de quantos quilos mais a pessoa precisa perder. “Pode demorar de dois a quatro meses na fase 1, por exemplo, ou na 2, que é um pouco menos agressiva. Vai de acordo com o que a pessoa aguenta.”

Em que momento a pessoa volta à rotina normal?

“A partir da fase 4, quando começa a reeducação alimentar: entram os alimentos integrais, azeites, manteigas, iogurte… Aos poucos os sachês vão saindo. Na fase 6, a pessoa fica somente com dois sachês e aí é só manutenção”, esclarece a médica.

Recomendações gerais

A especialista reforça que, por ser uma dieta altamente restritiva, precisa de um acompanhamento médico para uma análise geral do paciente: confirmar se ele precisa mesmo de um plano alimentar deste tipo ou pode tentar outras alternativas, como anticompulsivos ou mesmo uma simples readequação alimentar.

Barca acredita que a DietKal é uma alternativa interessante para quem já testou várias dietas sem sucesso. “Na Europa estão fazendo metanálises com dietas de baixa caloria e de jejum intermitente e estão tendo resultados brilhantes, inclusive na manutenção do peso”, finaliza, reforçando mais uma vez que o tratamento deve ser acompanhado por meio de exames e uma criteriosa suplementação vitamínica.

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Fonte: Maria Fernanda Barca (Doutora em endocrinologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Sociedade Europeia de Endocrinologia (SEE).

Aposte na dieta para controlar a síndrome metabólica

Aporte nutricional adequado é fundamental para combater o acúmulo de gordura abdominal

Os brasileiros são, sem dúvidas, um povo que se preocupa com a estética, pelo menos é o que apontam os dados do setor. Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética (Isaps) o país ocupa a segunda posição no ranking de cirurgias plásticas, atrás somente dos Estados Unidos, e o procedimento mais famoso por aqui é a lipoaspiração, que corresponde a extração de gorduras.

No entanto, apesar de toda a preocupação dos brasileiros com a boa forma, pesquisas do Ministério da Saúde apontam que no país 56,9% dos adultos acima dos 20 anos sofrem com excesso de peso, e o percentual é maior ainda entre as mulheres. Porém, a preocupação vai muito além da estética, já que o acúmulo de gordura corporal, especialmente na região do abdome é destacado entre os principais fatores de risco para o surgimento de diversas doenças.

O que sua barriga diz sobre sua saúde

Há dois tipos de gordura na região abdominal: a subcutânea e a visceral. A primeira está localizada logo baixo da pele e acima dos músculos. Ela é mais recorrente em mulheres devido ao estrogênio – hormônio feminino responsável pelo controle da ovulação e que também favorece esse acúmulo de gorduras – e se acumula nos culotes, quadris e barriga, conferindo aquele formato de pera ao corpo. A subcutânea é a gordura mais visível e tem o aspecto mole, além disso é responsável pela celulite. Ela é menos perigosa, porém é a mais difícil de eliminar.

Já a gordura visceral está sob o músculo e em torno dos órgãos e, apesar de ter a função de formar uma parede protetora, seu excesso é extremamente nocivo à saúde, pois coloca a pessoa numa alta taxa de risco para o desenvolvimento de doenças graves como hipertensão, aumento de triglicerídeos, elevação do colesterol ruim e alterações metabólicas. Os homens têm maior propensão para acumular esse tipo de gordura que se concentra prioritariamente na região da barriga e confere um formato de maçã e aspecto duro.

Segundo a nutricionista Sinara Menezes, o acúmulo dessas gorduras é fruto, sobretudo, da má alimentação e do sedentarismo: “Uma dieta desbalanceada, rica em carboidratos simples, pode causar muitos danos ao organismo. O consumo excessivo de açúcar e amido não só propiciam o aumento do tecido adiposo no abdome como também desencadeiam uma série de problemas de saúde, inclusive a síndrome metabólica”, explica a profissional da Nature Center.

O que é síndrome metabólica e seu prejuízo à saúde

As gorduras localizadas na circunferência da cintura têm grandes chances de acarretar patologias que resultem na síndrome metabólica, conhecida antigamente como síndrome X. Ela configura um conjunto de fatores de riscos como obesidade, hipertensão arterial, altos níveis de glicose, colesterol e resistência à insulina – aspectos que aumentam significativamente as chances de desenvolver diabetes e doenças cardíacas. Além disso, ela também está relacionada a uma taxa de mortalidade duas vezes maior, se comparado a população sadia e até três vezes mais em casos de doenças cardiovasculares.

Resistência insulínica é uma das principais causas

Estudos comprovam que, além da obesidade, todas as condições de risco da síndrome metabólica possuem um elo em comum: a ineficiência da insulina. Esse hormônio secretado pelo pâncreas é o responsável pelo metabolismo dos carboidratos, ou seja, ele retira toda a glicose, ingerida por meio dos alimentos, do sangue e conduz para todas as células do organismo para que seja transformada em energia. Além disso, esse hormônio participa de outras funções essenciais como o controle dos níveis de açúcar no sangue e o metabolismo de lipídios e proteínas.

A obesidade é o gatilho

A resistência insulínica começa quando há um ganho de peso excessivo e o aumento do tecido adiposo, fazendo com que o pâncreas tenha que produzir uma quantidade maior do hormônio para que ele consiga desempenhar suas funções no organismo. Porém, quanto mais insulina é liberada, mais as células tendem a se proteger do excesso dela e, com isso, maior será o trabalho do pâncreas que, em determinado momento, perde a capacidade de continuar produzindo mais insulina, e é aí que os níveis de açúcar no sangue ficam elevados e surgem diversas patologias em decorrência disso, como a diabetes tipo 2.

Riscos e sintomas

Em geral as chances de desenvolver a síndrome metabólica aumentam com o envelhecimento, mas pessoas sedentárias e com alimentação desregrada, que possuem histórico de diabetes na família, níveis elevados de gordura no sangue, pressão alta ou o aumento do peso e acúmulo de gordura, principalmente na região da cintura, são mais propensas a serem diagnosticadas com a doença. O grande perigo por trás destes problemas é que a síndrome é silenciosa: em geral as pessoas conseguem conviver bem com os sintomas e a maioria nem sequer percebe a existência da disfunção, quadro que eleva ainda mais o risco para desenvolvimento de doenças graves como a diabetes e as cardiovasculares.

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Mudança de hábitos

Um dos maiores problemas da vida moderna é a falta de tempo, e isso faz com que a maioria das pessoas acabe se descuidando da alimentação, abrindo mão da própria saúde em prol da praticidade, por isso, ao invés de consumir alimentos naturais e caseiros, grande parte opta pelos industrializados, refeições congeladas e pré-cozidas, que ficam prontas dentro de alguns minutos no micro-ondas, porém, para evitar essas gorduras prejudiciais tanto para a estética quanto para o organismo é crucial a adoção de novos hábitos alimentares.

Segundo a nutricionista, uma dieta nutricional balanceada é a melhor forma de prevenção contra a gordura abdominal: “Para perder barriga não basta somente focar nos exercícios, ainda que sejam necessários para acelerar a queima e fortalecer o organismo, eles sozinhos não fazem efeito. É preciso se preocupar primeiro em corrigir a alimentação, investindo num cardápio equilibrado que ajude a reduzir a gordura de forma eficiente, beneficiando não somente a estética, mas principalmente a saúde”.

O tratamento começa na mesa

Para a nutricionista, o primeiro passo para enxugar a silhueta e dar adeus às gordurinhas indesejadas de forma saudável é reduzir a ingestão calórica e moderar nos carboidratos, além de fugir do sedentarismo. Aliar um cardápio balanceado à pratica de atividades físicas regulares pode garantir uma saúde melhor e até mesmo a famosa “barriga negativa”.

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Invista nas fibras

As fibras figuram entre os alimentos mais poderosos no processo de emagrecimento, isso porque elas conseguem se prender às moléculas de gordura e reduzir consideravelmente a absorção, eliminando boa parte nas fezes. Outro ponto importante é que elas dão uma sensação de maior saciedade de forma rápida e prolongada, fazendo com que a pessoa se sinta satisfeita com uma quantidade menor de alimento e demore a sentir fome novamente. Elas ainda potencializam o desempenho do intestino e eliminação de toxinas.

Aposte nos termogênicos

Os alimentos termogênicos têm a capacidade de acelerar o metabolismo e aumentar a queima de gorduras. Eles fazem com que o organismo gaste mais energia na digestão e utilize as reservas de gordura do corpo como fonte. Um bom exemplo de termogênico é o café, pois a cafeína presente na bebida estimula o metabolismo, reduz o cansaço e dá mais disposição para praticar exercícios físicos.

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Mantenha-se hidratado

É recomendado que se consuma pelo menos 2 litros de água por dia. Além de ser fundamental para manter o bom funcionamento do organismo a ingestão adequada de água ainda reduz a retenção de líquidos e diminui o inchaço corporal. Outro ponto importante é que, quando se aumenta o consumo de fibras, a água se torna essencial para evitar o congestionamento do intestino.

Modere os carboidratos

Como são rapidamente absorvidos pelo organismo, os carboidratos simples estão entre os alimentos que tem maior chance de virar gordura estocada no corpo, especialmente na barriga. No entanto, como este nutriente é a principal fonte de energia do organismo não deve ser totalmente eliminado da dieta. A alternativa? Fazer escolhas mais qualificadas

“O ideal é consumir, com moderação, carboidratos complexos, que são os integrais, pois eles são considerados de baixo índice glicêmico devido as suas fibras que ajudam a reduzir a quantidade de absorção no organismo”, afirma Sinara. Ela lista exemplos de substituições inteligentes: “Trocar a batata inglesa pela doce, o arroz branco pelo integral e fazer o mesmo com o tradicional pãozinho francês, substituindo-o pela versão integral”.

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Foto: Morguefile/Szafirek

Diminua o glúten

O glúten é capaz de causar maior lentidão no metabolismo, ou seja, faz com que o organismo queime menos gordura e retarde o processo de emagrecimento. Além disso, ele também induz uma produção maior do hormônio que armazena a gordura na região abdominal e prejudica o desempenho do intestino, impedindo a liberação das toxinas de forma rápida. Portanto, mesmo que a pessoa não seja celíaca e tolere bem o alimento, é preciso moderar o consumo para evitar maiores transtornos.

Fonte: Nature Center