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Quatro chaves para mudar hábitos e emagrecer de vez, por Bibi Grantham*

O tema que eu trouxe hoje é a respeito de um ciclo que é repetido rotineiramente por você e por repeti-lo, ele tornou-se hábito. Vamos falar sinceramente? Existem hábitos que você não gosta de ter. Quero explicar porquê, por consequência desses hábitos, a dieta não está funcionando mais para o seu emagrecimento. Mas fique tranquila. Se você está passando por essa cilada, eu vou te ajudar. Eu afirmo que só com dietas e exercícios físicos você não vai conquistar o seu sonhado peso magro.

Peraí Bibi, você está maluca? Eu preciso comer direito e me exercitar se eu quiser emagrecer! É verdade, mas como disse no começo deste texto, para mudar sua alimentação e inserir o exercício ao seu cotidiano, você precisa de novos hábitos, concorda?

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Todo hábito é formado por quatro chaves que formam um ciclo, uma espécie de engrenagem em que cada uma delas é acionada e se move para a próxima engrenagem, formando um ciclo vicioso ou virtuoso. Se você está descontente com o seu peso hoje em dia é porque provavelmente você tem um ciclo vicioso, ou seja, hábitos ruins! Você é resultado das suas escolhas, concorda? Todos os dias você faz escolhas conscientes ou não. Ninguém te obriga a comer coxinha no lugar de uma maça à tarde. No entanto, mesmo sabendo quão prejudicial é, você continua escolhendo a coxinha.

Então deixa eu te explicar como é este ciclo vicioso. Ele é formado por: pensamento, emoção, comportamento e hábito.

Todo hábito que você possui algum dia começou com um pensamento. Os pensamentos geram sentimentos, esses sentimentos colaboram para que tenha uma atitude, e a repetição desses comportamentos vira um hábito. Se hoje seu hábito é comer comidas erradas e não pratica nenhum exercício físico, você realmente pretende mudar isso com uma dieta na mão ou uma matrícula na academia? Acredite, não vai funcionar!

Para colocar seus novos hábitos em prática, é preciso que abra a primeira chave desse ciclo que é o seu pensamento. O que pensa a respeito dessa nova dieta, desse novo exercício que quer inserir na sua vida? Pensa que é uma boa iniciativa ou tem pensado mais algo como: que saco! Odeio comer essas coisas! Vou passar fome! Vou acabar com a minha vida social! Corta a cena. O que esses pensamentos geram na segunda engrenagem? Sentimentos! Sentimentos como: impotência, desconfiança, descrença, desilusão, fraqueza, preguiça, desgosto etc.

E seguindo a linha de raciocínio, quem está se sentindo impotente, desconfiado, preguiçoso, fraco… É capaz de se comportar como deve uma pessoa que deseja emagrecer? Não, né! Ela vai ser tomada pela preguiça e arrumar alguma desculpa para comer errado e procrastinar os exercícios. E esses comportamentos repetidos e fortalecidos pelos pensamentos e sentimentos constantes e acabam por formar os hábitos não saudáveis.

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Vou dar um exemplo: você pensa ‘huuuum hoje o dia foi exaustivo, eu mereço chegar em casa tomar um copão de refrigerante e vou passar na padaria e comprar um lanche pra jantar. Eu mereço, meu dia foi ruim estou cansada, exausta!’. Esse pensamento (1ª chave) desencadeou o sentimento: eu mereço, nada mais justo, só assim meu dia vai valer a pena. Esse sentimento de merecimento de autocompaixão desencadeia qual comportamento? Passar na padaria para comprar o lanche e o refrigerante e, talvez, antes mesmo de chegar em casa você já tenha comido tudo no caminho. Só que amanhã os problemas do trabalho continuam lá, e seu cérebro achou você um gênio por ter encontrado uma solução tão boa ontem. Hoje você faz o quê? Pensa a mesma coisa, sente-se da mesma forma e tem o mesmo comportamento.

As sucessões desses comportamentos criam o hábito! É um verdadeiro vício. São essas quatro engrenagens que estão impedindo você de emagrecer, percebe? Não é a ausência de uma dieta, não é o tipo de exercício que você pratica. É seu padrão mental, que desencadeia sentimentos, atitudes, e por fim, hábitos.

Tenha absoluta certeza que mudando seus pensamentos ou seus sentimentos também vão mudar. Você vai parar de comer as suas emoções. Dê um basta nessa relação maluca que todos nós fazemos entre sentimento e comer exageradamente ou outras formas, como bebida. A repetição desse ciclo virtuoso de novos pensamentos, sentimentos de autoconfiança e comportamentos correto, você finalmente saberá como ter novos hábitos.

Bibi Grantham é idealizadora do “Emagreça pela Cabeça”. O método é um processo de coaching em grupo para ser aplicado ao emagrecimento, uma vez que ajusta e fortalece o padrão mental para quem quer ir além da perda de peso usando dieta composta por um cardápio e plano de exercícios. O Emagreça Pela Cabeça trabalha no ajuste do padrão mental para que as coaches emagreçam a partir de sua forma de pensar. Ou seja, elas se tornam responsáveis por suas escolhas e atitudes.

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Café verde é coadjuvante no combate ao sobrepeso e à obesidade

Considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) um dos maiores problemas de saúde pública no mundo, a obesidade deve atingir, em 2025, mais de 700 milhões de adultos, enquanto 2,3 bilhões de pessoas estarão com sobrepeso. Além disso, estima-se que o número de crianças com sobrepeso e obesidade chegue a 75 milhões. No Brasil, o cenário é igualmente preocupante. Segundo o Ministério da Saúde, na última década, a quantidade de obesos aumentou em 60%, e a de indivíduos com sobrepeso cresceu 26,3%.

Em 2006, 11,8% da população brasileira era obesa. Em 2016, esse número passou para 18,9%. Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que 58,2% das mulheres e 55,2% dos homens estão acima do peso. Esses números alarmantes são decorrentes, principalmente, de fatores econômicos, ambientais e genéticos.

O que é obesidade?

Dados da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) mostram que há aumento significativo do excesso de peso de jovens com idade entre 18 e 24 anos (30,3%) e superior a 50% para pessoas de 25 a 44 anos.

Mas, afinal, o como podemos definir obesidade? “É uma doença crônica na qual fatores de predisposição genética se somam a gatilhos ambientais, resultando em ganho de peso corporal com maior percentual de gordura”, resume a endocrinologista Vânia Assaly. Ela explica que, atualmente, o Índice de Massa Corporal (IMC) tem sido questionado, pois nem sempre representa o percentual de gordura de um indivíduo nem define o padrão de risco associado à ocorrência de doenças crônicas relacionadas à obesidade.

Porém, para muitas pessoas, a obesidade é delimitada justamente por meio do IMC: um indivíduo com IMC entre 25 a 29,95 é considerado em sobrepeso; igual ou maior que 30, é determinado como obeso e, quando o valor é superior a 40, classificado com obesidade mórbida. Para calcular, basta dividir o peso pela altura ao quadrado (peso dividido por altura x altura).

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Pixabay

Ambiente como fator determinante da obesidade: estilo de vida moderno

De acordo com a endocrinologista, o estilo de vida moderno impacta diretamente nos hábitos alimentares. “As pessoas têm menos tempo para fazer as refeições e, muitas vezes, acabam optando por alimentos de rápido preparo, com maior oferta calórica e pobres em nutrientes essenciais”. Além disso, ao adotar uma dieta pouco diversificada, industrializada e processada, o risco de obesidade aumenta.

A mudança comportamental no mundo moderno faz com que as pessoas vivam apressadas, deixando de mastigar os alimentos, de dormir e de praticar exercícios físicos. Dra. Vânia relata que o sedentarismo é o novo tabagismo, sendo fator determinante para o aumento da obesidade. “Desde a infância, passamos grande parte do nosso dia em frente ao computador e assistindo TV, sem ter o exercício como um aliado natural do gasto energético. Além destes fatores, a tensão e o estresse acumulados modificam o eixo hormonal e geram alterações do ritmo biológico”. Consequência disso é um ciclo de fadiga e excesso de apetite, no qual se busca recompensas por meio de alimentos altamente calóricos.

Extrato de café verde, uma opção natural

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Diante desse cenário, nutracêuticos à base de café verde têm sido uma opção natural para o combate ao excesso de peso. Rico em ácido clorogênico, substância que auxilia na redução dos níveis de glicose no sangue e impede o organismo de utilizar o açúcar dos alimentos como fonte de energia, o produto obriga o organismo a retirar a energia do próprio estoque de gordura. Ao evitar o acúmulo de gordura localizada, atua como coadjuvante no tratamento de diabetes tipo 2 e no emagrecimento progressivo, sem prejudicar a qualidade do sono.

O Aché Laboratórios reconhece os benefícios do extrato de café verde e apresenta o nutracêutico Svelim. Produzido a partir do extrato purificado de café verde com alta concentração de ácido clorogênico, picolinato de cromo e óleo de cártamo, o produto age no metabolismo e ajuda a manter a boa forma com baixo teor de cafeína.

Fonte: Aché Laboratórios Farmacêuticos

Chás prometem acelerar a queima de gordura de forma saudável

Especialista em nutrição ensina receita com ingredientes que ajudam a desinchar, enganar a fome e impulsionar o metabolismo

Na luta pelo emagrecimento e por uma vida saudável, o chá é um dos recursos mais utilizados, aliado a uma alimentação balanceada e à prática de atividades físicas. Além de ser uma bebida natural, o chá pode ser adaptado para consumo em qualquer época do ano, seja quente, no inverno, ou gelado, no verão.

Para auxiliar na perda de peso, os mais indicados são chá verde, de gengibre e canela e o de hibisco, orienta Sarina Occhipinti, especialista em clínica médica e em nutrição funcional, do Instituto Sari. “Existem compostos termogênicos que favorecem muito quem está controlando o peso. A bebida desincha, acelera o metabolismo e engana a fome”, explica Sarina.

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Pensando nisso, a especialista desenvolveu uma receita – o Sarichá – que une todos esses ingredientes. Confira os benefícios de cada um e a receita.

Benefícios de cada componente do Sarichá

Chá verde: é diurético, desintoxicante e termogênico.

Gengibre com canela: são famosos pela ação termogênica e atuam, diretamente, sobre o processo metabólico, favorecendo a queima de calorias em pouco tempo.

Chá de hibisco: conta com a ação diurética, que ajuda a eliminar a retenção de líquidos e, além disso, é eficaz no combate ao acúmulo de gorduras, principalmente as que ficam concentradas na barriga e nos quadris e que são as mais difíceis de eliminar.

Ingredientes para o Sarichá

1 colher (sopa) de chá verde
3 colheres (sopa) de hibisco
2 cravos
1 litro de água
Gengibre ralado (a gosto)
Canela em pó (a gosto)
Adoçante Stevia (opcional)

Modo de preparo
Coloque as folhas na água fervente e abafe por, no mínimo, 10 minutos. Bata o chá no liquidificador com o gengibre ralado e a canela. Adoce com o adoçante se achar necessário. Após esfriar, coloque em uma garrafa de vidro com os cravos e deixe gelar.
Tome durante o dia todo.

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Fonte: Sarina Occhipinti é especialista em Clínica Médica e em Nutrição Funcional, do Instituto Sari. Atua há 23 anos em ambulatório de obesidade e regulação hormonal, sendo também pós-graduada em Homeopatia e em Manutenção da Homeostase Endócrina e Prevenção de Doenças Relacionadas à Idade. Sarina é certificada em Bioquímica do Metabolismo aplicado à Obesidade e Doenças Crônicas e Degenerativas e em Endocrinologia Avançada pela A4M (Universidade de Washington). É também membro da American Anti-Aging Academy, da Associação Brasileira de Ozonioterapia e da Associação de Médica de Prática Ortomolecular.

 

Kefir: um aliado da saúde e do emagrecimento

A nutricionista Melissa Santos, da Companhia Athletica Curitiba, indica as melhores maneiras de uso e de cultivo

Você provavelmente já ouviu falar do Kefir, mas sabe do que se trata, como utilizar corretamente e quais efeitos ele pode causar no seu corpo? Para sanar essas e outras dúvidas, a nutricionista da academia Companhia Athletica Curitiba, Melissa Santos, deu dicas e informações esclarecedoras sobre a “planta de iogurte”.

O que é

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“Kefir é um probiótico natural; em outras palavras, trata-se de um agrupamento natural de micro-organismos vivos que, quando administrados em quantidades e formas corretas, auxiliam no equilíbrio bacteriano intestinal”, explica a nutricionista. Também conhecido como cogumelo tibetano ou planta, flor e cogumelo de iogurte, o Kefir é composto de pequenos grãos gelatinosos, de coloração amarelada ou branca.

Benefícios

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De acordo com Melissa, o Kefir auxilia no emagrecimento, pois, além de ter um baixo valor calórico, é rico em proteínas e ajuda na absorção de nutrientes, o que aumenta a sensação de saciedade. A “flor de iogurte” também é uma ótima aliada no fortalecimento do sistema imunológico, na prevenção de doenças como a osteoporose, inflamações intestinais, síndrome do intestino irritável e no combate à gastrite.

Como cultivar e consumir

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Para cultivar, coloque, em um recipiente de vidro, uma colher de sopa de grãos de Kefir e 500 ml de leite fresco de sua preferência (desnatado, semidesnatado ou integral) e deixe o conteúdo em temperatura ambiente por, no mínimo, 24 horas, tampado apenas com um pano ou um guardanapo. Após o tempo recomendado, coe o leite e reserve os grãos de Kefir. O leite, que agora é chamado de “iogurte de Kefir”, já pode ser consumido. Os grãos reservados devem ser adicionados novamente ao leite fresco para produzir mais iogurte para o dia seguinte.

Segundo a nutricionista, ele deve ser consumido apenas uma vez ao dia, pois a ingestão excessiva pode desregular o funcionamento do intestino, chegando a causar dores abdominais. “Ele pode ser tomado no café da manhã ou num lanche da tarde, por exemplo. Para que o sabor fique mais agradável, é possível adoçar com açúcar de coco orgânico ou adicionar frutas”, recomenda.

Opção sem leite

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Foto: Floridecires on Visualhunt.com-CC BY-NC-ND

Quem tem intolerância à lactose pode substituir o leite por água comum com açúcar demerara ou mascavo, ou até mesmo por água de coco. O processo de produção do “iogurte” é exatamente o mesmo do recomendado acima.

Onde conseguir

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Foto: David Niergarth on Visualhunt.com – CC BY

Os grãos de Kefir normalmente são doados por amigos, familiares, vizinhos ou colegas de trabalho. No entanto, para quem não tem com quem conseguir a ”planta de iogurte”, o site Probióticos Brasil criou uma lista de doadores de Kefir. Na tabela, é possível selecionar o seu estado e procurar o nome de sua cidade e bairro. Depois disso, é só entrar em contato com o doador escolhido, por telefone ou e-mail.

Fonte: Companhia Athletica

Clínica alia procedimentos estéticos e acompanhamento nutricional

A clínica Emagresse, unidade Bosque da Saúde, oferece um novo conceito na prestação de serviços na área de estética e da beleza, na zona Sul da cidade de São Paulo. Com equipamentos de alta tecnologia que possibilitam melhora e eficácia dos procedimentos estéticos em diversas partes do corpo. O diferencial é que os tratamentos são completos, com acompanhamento nutricional, ou seja, transformam os clientes por meio da qualidade de vida.

A EmagreSee dispõe de tratamentos corporais e faciais exclusivos e alia tecnologia com a qualificação de profissionais para obter sucesso nos resultados. São mais de 30 procedimentos oferecidos pela clínica, entre eles a carboxiterapia, enzimas, lipocavitação, microvasos, além das terapias combinadas e tratamentos específicos para estrias, flacidez e celulite.

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O nome EmagreSee também surgiu deste pensamento de transformação. É a combinação da palavra emagrecimento com outra, em inglês, see, que faz referência ao “ver”, neste caso, se ver magro ou magra.

A clínica é comandada pela advogada Ana Elisa Cervantes, que enxergou um mercado promissor no setor da estética, deixando de lado sua carreira. A empresária e seu marido apostaram nessa franquia pela metodologia de tratamento clínico eficaz, pois, como foi dito, são procedimentos aliados a um programa nutricional exclusivo de emagrecimento.

“Sempre fui apaixonada por nutrição e por influenciar pessoas a se manterem saudáveis. A EmagreSee é o casamento perfeito no qual a estética se alia a este processo de emagrecimento e a um estilo de vida. É um sonho que estou realizando”, explica a empresária.

É importante lembrar, ainda, que o setor beleza/estética está na contramão da economia do país, ou seja, uma área que desconhece a palavra crise. O balanço consolidado do setor de franquias em 2017, apurado na Pesquisa de Desempenho realizada pela ABF – Associação Brasileira de Franchising, confirmou o crescimento de 8% da receita, fechando o ano com um faturamento de R$ 160 bilhões.

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EmagreSee –  Avenida do Cursino, 1274 – Bosque da Saúde

Cinco impactos da alimentação vegetariana na saúde

Em 31 de março foi comemorado o Dia Nacional da Saúde e Nutrição, data que tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância de uma boa alimentação e a prática de exercícios físicos.

A data ganha destaque em um cenário em que, cada vez mais, as pessoas buscam ter um estilo de vida mais saudável. “O perfil alimentício do brasileiro vem mudando a cada ano e, com isso, a escolha pelo consumo de alimentos saudáveis e que possuam mais nutrientes segue em crescimento”, afirma Cyntia Maureen, nutricionista e consultora da Superbom.

“Neste contexto, uma das maneiras de se ter mais saúde ao escolher o que comer é optar por uma dieta vegetariana que, quando praticada com acompanhamento de profissionais e um cardápio equilibrado, traz inúmeros benefícios ao corpo”, completa.

Mesmo com acesso a tantas informações sobre o assunto, muitas pessoas ainda ficam com receio de mudar a alimentação. Para auxiliar, a consultora da Superbom lista alguns impactos positivos dessa mudança no cardápio.

Contribui para o emagrecimento

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Devido à grande quantidade de vegetais consumidos, geralmente a dieta vegetariana é menos calórica. Também há redução no consumo de gorduras, principalmente, a gordura saturada encontrada em produtos de origem animal. “Cada grama de gordura equivale a nove calorias, assim, ocorre uma redução significativa no consumo final de calorias diárias”, comenta a especialista.

Diminui o colesterol

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De acordo com a nutricionista, alimentos de origem animal possuem gordura saturada em sua composição, que é um dos principais fatores para o aumento do colesterol ruim no sangue. Sem controle, esse aumento pode acarretar em doenças cardiovasculares.

Reduz a possibilidade de desenvolver doenças

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Foto: Shutterstock

Uma pesquisa publicada em 2016 no Proceedings of the National Academy of Sciences revelou que se todas as pessoas adotassem o vegetarianismo, 8,1 milhões de vidas seriam salvas até 2050. De acordo com os idealizadores do estudo, o número está relacionado com a menor incidência de doenças como diabetes, obesidade, problemas cardíacos e câncer, comumente ligadas a dietas que incluam alimentos de origem animal.

Melhora o aproveitamento das proteínas

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Foto: Jerzy Gorecki

Diferente do que muitas pessoas acreditam, o excesso de proteína animal não é benéfico, pois ela pode se transformar em gordura e liberar resíduos tóxicos. “Já a proteína vegetal, é melhor absorvida pelo organismo e contribui para a prevenção de doenças crônicas. No entanto, é necessário acompanhamento para verificar qual é a quantidade adequada deste nutriente, que varia de acordo com a necessidade calórica de cada um”, comenta Cyntia.

Aumenta a imunidade

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Os trilhões de micro-organismos que vivem dentro do corpo são, cada vez mais, reconhecidos como cruciais para a saúde em geral: não só eles ajudam a digerir os alimentos, mas também produzem nutrientes e fortalecem o sistema imunológico. “Uma alimentação isenta de alimentos cárneos contribui para manter nossa flora intestinal em melhor funcionamento e colabora para que os micro-organismos trabalhem com mais eficácia”, pontua a consultora.

Fonte: Superbom

Maca peruana: efeitos positivos para a fertilidade, a menopausa e a TPM

Porém, seu sucesso atual é graças aos seus efeitos positivos sobre a saúde; a planta, que conquistou os adeptos da boa forma, ganhou espaço entre aqueles que querem turbinar a dieta, fugir das doenças e melhorar até mesmo a libido

A maca peruana, tubérculo encontrado em abundância na região da Cordilheira dos Andes, no Peru, não era muito popular até pouco tempo atrás, mas, atualmente, vem chamando a atenção de estudiosos do mundo inteiro devido às suas propriedades nutricionais e potenciais efeitos terapêuticos. Para seus consumidores nativos, os incas, seus poderes milagrosos já eram explorados de geração em geração desde tempos milenares, mas, para o resto do mundo, os benefícios do consumo da raiz ainda são novidade.

Sua fama recente em países como Estados Unidos, Hong Kong, China, Japão e Brasil se deu graças a descoberta de seu efeito energizante, revigorante e, especialmente, afrodisíaco: de todas as qualidades associadas à maca, o aumento da potência sexual e da libido, tanto de homens quanto de mulheres, são os mais discutidos. Mas não para por aí, o crescente interesse em torno do alimento despertou a curiosidade da ciência, que passou a verificar seus efeitos e já aponta os benefícios de seu consumo, como a capacidade de promover o equilíbrio hormonal, melhorar o humor, regular o metabolismo, favorecer a fertilidade, combater a fadiga, e muitos outros.

Origem do superalimento

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Maca peruana é o nome popular da raiz da planta Lepidium meyenii com a indicação de sua origem. De gosto suave, o tubérculo in natura é semelhante a um rabanete, porém, sua cor pode variar entre bege amarelada e rubro-negra. Seu crescimento acontece em uma região andina isolada e cheia de intempéries do território peruano, por isso, encontrar a raiz em sua forma natural não é muito comum, ela só está presente em seu país de origem, já que depende do clima rigoroso e solo árido da região para se desenvolver.

No Peru, ela costuma ser consumida crua, cozida ou desidratada. Sua farinha também é utilizada para fazer pães e biscoitos, e sua torrefação permite o preparo de “café de maca”. Mas, ainda assim, é possível usufruir dos benefícios do seu consumo, mesmo distante de seu país, isso porque, atualmente, já é possível encontrar seu extrato em forma de farinha ou cápsulas no mercado nacional.

Potente afrodisíaco natural

A fama afrodisíaca do alimentou lhe rendeu seu maior título, o de “estimulante natural” e, para quem duvidava da crença popular, já pode voltar atrás, pois, atualmente os estudos científicos endossam tal efeito e apresentam ainda evidências que corroboram muitos outros benefícios associados à raiz. Sua ação sobre a saúde sexual é estimulante e potencializadora da libido, mas ao contrário dos fármacos comercializados com esse intuito, a maca não possui riscos colaterais à saúde.

Segundo o nutricionista Carolina Fajardo, do portal Ailo, tomar maca peruana, hoje em dia, é muito mais do que uma moda, é uma solução para quem busca uma série de benefícios para a saúde, inclusive a sexual.

“O consumo traz benefícios reais, para se ter ideia, o extrato do tubérculo contém uma boa dose de vitamina C, nutriente fundamental na síntese dos hormônios sexuais femininos que atuam na fertilidade, sexualidade e libido da mulher, e também apresenta a vitamina E, que aumenta o fluxo sanguíneo e a oxigenação dos órgãos sexuais de ambos os sexos, sem esquecer, é claro, do zinco, mineral que trabalha na produção da testosterona, hormônio com ação significativa sob o desejo e desempenho sexual”, afirma a nutricionista.

Eficácia comprovada cientificamente

Em um estudo publicado na Revista Peruana de Medicina Experimental e Saúde Pública, é possível observar que a ingestão de pequenas porções de maca por homens sadios durante oito semanas resultou no aumento do desejo sexual e ainda apontou uma melhora considerável em outros pacientes com disfunção erétil leve, causada por desequilíbrios hormonais, após a ingestão do extrato de maca seca por doze semanas. As pesquisas ressaltam que ainda é preciso aprofundar as avaliações, no entanto, conclui-se que o uso de maca para estes tratamentos é favorável, especialmente por não haver contraindicações conhecidas a respeito do alimento.

Já em relação às mulheres, uma pesquisa realizada pela BMC Complementary and Alternative Medicin, publicada em 2010 no jornal oficial da Sociedade Internacional de Pesquisa de Medicina Complementar (ICRM), demonstrou que a administração de maca também teve um efeito positivo sobre o desejo sexual de mulheres sadias em período de menopausa.

Mas isso não se aplica apenas a esse grupo, pois, outro estudo publicado na Revista Peruana de Medicina Experimental e Saúde Pública, afirma que o consumo de maca é capaz de elevar a produção de estradiol, um hormônio sexual feminino responsável pela lubrificação e vasodilatação vaginal, por isso, o extrato de maca favorece mulheres que vivenciam a diminuição da libido devido ao desequilíbrio hormonal.

Aumento da fertilidade

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Foto: Veggiegretz/Morguefile

A ação desse tubérculo tão poderoso é determinante, inclusive, sob a fertilidade. Publicado no mesmo periódico, outro estudo, conduzido em roedores, comprovou a influência da raiz sob a produção hormonal, demonstrando uma relação possível entre o aumento de progesterona e a diminuição da mortalidade de fetos nas fêmeas que receberam suplementação de maca peruana, apontando, inclusive, que, embora o número de óvulos por período fértil não tenha sofrido alterações, elas tiveram mais crias do que as cobaias do grupo de controle. Os machos também apresentaram melhora na produção de espermatozoides, após o período de duas semanas.

De acordo também com um estudo conduzido no Departamento de Ciências Fisiológicas, da Universidad Peruana Cayetano Heredia, na capital do Peru, a administração de maca a homens por um período de quatro meses aumentou o volume seminal e melhorou a produção de esperma. Segundo especialistas, a maca também tem a capacidade de reduzir a mortalidade dos óvulos femininos. Ou seja, seu consumo regular pode beneficiar homens e mulheres, sem apresentar riscos à saúde.

Importante agente na saúde feminina

Na idade fértil das mulheres, a raiz, além de influenciar positivamente na fertilidade, ainda pode ajudar a aliviar os sintomas da TPM e regular os níveis hormonais, devido aos seus componentes nutricionais, rico em vitaminas e antioxidantes, mas, com o passar do tempo, seus benefícios se tornam ainda mais acentuados, favorecendo as mulheres em duas das fases em que elas mais carecem de aportes que ajudem a estabilizar o organismo: a menopausa.

Um estudo clínico, que avaliou os efeitos da maca sobre os sintomas climatéricos de mulheres com menopausa precoce, em comparação a um placebo, apontou um aumento significativo da sensação de bem-estar, causado por um nível maior de energia e menos ocorrências de episódios de dormência muscular, dores de cabeça reduzidas e diminuição da sudorese noturna nas mulheres que usaram a maca.

A raiz amiga das dietas

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Embora este não seja seu apelo principal, a raiz peruana também caiu no gosto da galera fitness. Com 59% de carboidratos, o tubérculo é uma fonte natural e poderosa de energia, tornando-se um ótimo aliado para os amantes de exercícios e academia que desejam potencializar a boa forma. Já sua alta concentração de fibras também promove mais sensação de saciedade por um período prolongado, levando o indivíduo a comer menos, além de facilitar o processo digestivo, fazendo o intestino funcionar corretamente e eliminando o inchaço corporal. Além desses efeitos, que favorecem o emagrecimento, a maca peruana ainda tem pouquíssimas calorias: duas colheres de chá da farinha, por exemplo, possuem apenas 30 calorias. Suas fibras são capazes de reduzir a absorção de gorduras no organismo.

Outros benefícios do tubérculo

Os benefícios da maca peruana não se limitam apenas a saúde sexual, seus nutrientes básicos promovem uma gama de vantagens ao nosso metabolismo. Segundo a nutricionista, além das fibras, sua composição também é rica em nutrientes como Cálcio, Ferro, Ômega 3 e 9, Potássio, Selênio, Vitaminas do Complexo B, C e E, além de Zinco e Aminoácidos.

Carolina reforça que a maca não é somente um estimulante sexual, ela é considerada um superalimento justamente pela sua riqueza nutricional, que promove mais saúde, agindo, por exemplo, contra o envelhecimento precoce, trabalhando para fortalecer o sistema imunológico, auxiliando no emagrecimento, entre outras funções.

A especialista explica que o tubérculo ainda tem um potencial energético capaz de promover mais vigor e ganho de massa muscular “O uso regular da maca também pode resultar em um aumento da resistência física e melhora do desempenho em exercícios e atividades esportivas. A fadiga também é reduzida sob o uso deste alimento”, aponta a profissional.

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“Como é extremamente difícil de encontrar a raiz natural fora do Peru, a maneira mais segura de consumir é por meio  do uso de farinhas, suplementos e comprimidos do extrato da maca peruana, que oferece praticidade, sem alterar suas propriedades nutricionais. Vale lembrar que é essencial consultar um especialista habilitado antes de iniciar qualquer mudança na dieta, especialmente no caso de idosos, gestantes, lactantes, crianças e nutrizes”, finaliza a nutricionista.

Fonte: Ailo

 

A volta da marmita: maioria dos brasileiros aposta na alimentação caseira

Mais do que uma estratégia para reduzir gastos, hábito ajuda a melhorar a saúde e a boa forma, afirma especialista. Tendência para alguns, resgate de um velho costume para outros, a boa e velha marmita voltou com tudo e está cada vez mais presente no dia a dia dos brasileiros.

E, embora sua maior vantagem seja a economia, a famosa quentinha não voltou para o cardápio somente em virtude do orçamento apertado: com a crescente onda fitness e maior preocupação com a qualidade da alimentação, levar comida caseira para o trabalho, faculdade ou academia tem sido uma alternativa para melhorar a saúde.

É o que aponta uma pesquisa exclusiva, realizada pela Banca do Ramon, um dos empórios mais tradicionais do Mercado Municipal de São Paulo. De acordo com seu levantamento, mesmo entre aqueles que possuem maior poder aquisitivo, a alimentação caseira é apontada como a escolha mais benéfica. E, segundo especialistas, quando bem elaborada a estratégia pode, de fato, dar aquela forcinha na dieta.

Mais que economia

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Fotomontagem: Mamitalks

É indiscutível que muitas vezes a marmita volta para o cardápio devido ao orçamento apertado. Números do último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE/Pesquisa de Orçamentos Familiares – POF 2008-2009) indicam que as refeições fora de casa representam mais de 25% dos gastos com alimentação. Logo, em tempos nos quais a inflação afeta, principalmente, o preço dos alimentos, buscar formas de cortar gastos é essencial.

Contudo, atualmente, apostar na alimentação caseira não tem sido exclusividade daqueles que desejam economizar: de acordo com a pesquisa “Do essencial ao Gourmet – O que os brasileiros pensam sobre alimentação saudável e produtos premium”, mesmo entre aqueles que ganham acima de cinco salários mínimos, o hábito (fazer refeições no lar/levar marmita de casa) não só é predominante como também é apontado como a escolha mais saudável por quase 40% dos entrevistados com renda familiar elevada. No geral, considerando todos os 1360 participantes, mais de 85% aponta esse tipo de refeição como a mais frequente e também como a melhor pedida.

Comida de verdade

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Fotomontagem: Mamitalks

Agora, deixando de lado o fator “orçamento”, existem outros pontos que podem explicar o ressurgimento das marmitas: a preocupação com a saúde e, claro, o paladar exigente desses consumidores. De acordo com a pesquisa, os brasileiros não só priorizam o sabor na hora de escolher alimentos (60%) como consideram a alimentação caseira, do dia a dia, como a verdadeiramente saudável.

Seu principal diferencial? A variedade, segundo os entrevistados. E, mesmo que muitos acreditem que não dá para ganhar da diversidade dos self services, a nutricionista Juliana Tomandl explica porque essa aposta pode, de fato, ser mais vantajosa.

“Quando bem elaborada, a refeição caseira ou a marmita pode ter um valor nutricional muito mais elevado do que os alimentos oferecidos nos buffets de restaurantes. Embora muitos estabelecimentos também ofereçam “comida no estilo caseiro”, quando as refeições são preparadas e levadas de casa, é possível controlar muito melhor a ingestão de sal, de temperos industrializados, de carboidratos e de gorduras, por exemplo. Além disso, a pessoa evita as tentações típicas dos self services como frituras, salgadinhos, molhos… itens que, de pouquinho em pouquinho, vão deixando o prato mais calórico”, afirma a profissional.

Outro aspecto relevante, de acordo com a consultora da Banca do Ramon, é que dessa forma o indivíduo pode se reaproximar da “comida de verdade”, ou seja, diminuir o consumo de fast foods e alimentos altamente processados.

“Com a marmita sempre à mão é possível ter uma alimentação nutritiva mesmo nos dias mais corridos. Assim, evita-se consumir refeições “industrializadas” que, embora muito práticas, são repletas de ingredientes nocivos à saúde, capazes de propiciar o ganho de peso, aumentar a inflamação do organismo e até mesmo elevar o risco de diabetes”, lembra a nutricionista.

Marmita fitness

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Pegando carona na preocupação com a saúde, as famigeradas “marmitas fitness” também têm contribuído para que esse hábito esteja mais forte do que nunca. Popularizada pelos adeptos da malhação, seu conceito pode até ser o mesmo da quentinha convencional, mas o cardápio é bem diferenciado: ao invés da lasanha que sobrou do domingo ou do tradicional arroz com feijão, só entram alimentos estratégicos: funcionais, termogênicos, detox, de baixo índice glicêmico, vegetarianos e por aí vai…

Além disso, ficam de fora ingredientes gordurosos, alergênicos ou pouco tolerados (glúten, lactose, carboidratos e até mesmo algumas proteínas), tudo em nome da boa forma. E seu público alvo é grande – a pesquisa rastreou, inclusive, que quase 18% dos entrevistados consideram este tipo de alimentação a mais saudável.

Contudo, embora a “marmita fitness” possa, de fato, ser uma aliada do plano de emagrecimento, é preciso ter cuidado antes de seguir esse estilo: “Atualmente, com um apelo tão grande para a perda de peso, as pessoas buscam soluções prontas e esse tipo de marmita se tornou até mesmo um negócio. Mas, geralmente, elas se atentam somente para a quantidade de calorias, sem verificar o valor nutricional das refeições. Como a necessidade nutricional pode variar muito de pessoa para pessoa, é fundamental buscar orientação médica antes de fazer mudanças bruscas na dieta, pois um cardápio pode até ser fit, mas se não for equilibrado não promoverá uma perda de peso saudável e muito menos sustentável”, explica Juliana.

Segredo é o equilíbrio

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E se a marmita voltou em nome da saúde, a nutricionista afirma que a fórmula para não errar é buscar sempre o equilíbrio “É a mesma regra do prato saudável: a refeição deve ser colorida e contar com todos os macronutrientes, ou seja, deve ser composta por carboidratos, proteínas, gorduras boas e fibras. Um bom exemplo é o clássico: arroz com feijão, uma porção de carne e uma saladinha – esse prato oferece praticamente todas as vitaminas e sais minerais que o corpo precisa”.

E se a preocupação é com a balança, Juliana complementa: “Se o objetivo é reduzir calorias, por exemplo, basta diminuir a porção ingerida e atentar para o modo de preparo: priorizar alimentos cozidos no vapor ou assados, evitar as frituras, os cortes de carne gordurosos ou a utilização de temperos prontos, que “incham” o corpo. Dessa forma é possível ter uma alimentação balanceada, saborosa e ainda seguir firme na dieta sem grandes restrições”.

Fonte: Banca do Ramon

Quantas calorias gastamos correndo? por Turíbio Leite de Barros Neto*

O gasto calórico nas diferentes atividades é um dos indicadores mais importantes da efetividade dos exercícios. Sua estimativa, quando feita com precisão adequada, fornece uma importante informação para a adequação da dieta, programas de perda de peso, além de quantificar a intensidade do exercício.

Na Medicina do Trabalho, a mensuração do gasto calórico propicia a adequação da jornada, o número de pausas e a caracterização do grau de tolerância do trabalhador.

A estimativa do gasto calórico da corrida já se tornou um hábito entre os corredores, e as esteiras rolantes mais modernas mostram no painel o gasto calórico aproximado para diferentes velocidades.

O princípio fisiológico deste cálculo são padrões de referência da medida do consumo de oxigênio da corrida. O consumo de oxigênio reflete diretamente a produção de energia, ou seja, o gasto calórico. Quando consumimos 1 litro de oxigênio para “queimar” nossos substratos energéticos (principalmente gordura e carboidrato) produzimos cerca de 5 calorias.

Quando corremos multiplicamos nosso consumo de oxigênio de repouso que é denominado MET. Este consumo é constante e equivale a 3,5 ml de oxigênio por quilo de peso corporal por minuto. Existe uma estimativa muito adequada de considerar que para cada km/h de velocidade de corrida gastamos 1 MET. Assim, quando corremos a 10 km/h de velocidade, o consumo de oxigênio é 10 vezes o repouso, ou seja, 10 MET.

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Para simplificar podemos usar uma regra prática que calcula quantas calorias por minuto estamos gastando ao correr, introduzindo duas variáveis: velocidade de corrida e peso corporal. Com uma calculadora, faça o seguinte cálculo: gasto calórico em calorias/min = velocidade(km/h) X peso (Kg) x 0,0175

Para dar um exemplo, um indivíduo de 78 kg, correndo à uma velocidade de 8 km/h estará gastando: 8 x 78 x 0,0175 = 10,92 calorias por minuto. Uma corrida de 1 hora nesta velocidade terá portanto gastado 10,92 x 60 min = 637,2 calorias.

É importante ressaltar que este cálculo é válido para a corrida no plano. Qualquer aclive ou declive no percurso altera este valor.

Para quem costuma percorrer uma certa distância em cada treino, o cálculo do tempo permite a estimativa da velocidade média desenvolvida e assim fazer o cálculo do gasto calórico conforme a fórmula acima.

*Turíbio Leite de Barros é diretor e conselheiro científico da Midway Labs, marca internacional especializada em suplementos alimentares. O médico é Master PHD em fisiologia do exercício e membro do American College of Sports Medicine. Entre suas principais atividades, destaca-se a idealização do Centro de Fisiologia do Exercício do São Paulo Futebol Clube e a criação do Centro de Medicina Esportiva da Unifesp – Cemafe

Atitudes vilãs que impedem o emagrecimento

“Vou começar uma dieta”: seja por saúde ou estética, quem já não se pegou precisando ou querendo emagrecer? É dado oficial do Ministério da Saúde: mais da metade da população brasileira está acima do peso, e um em cada cinco brasileiros está obeso.

O fato é que muitos começam uma dieta com o objetivo de emagrecer, mas não conseguem mantê-la. E vários são os motivos, mas a queixa principal é: não consigo ver resultados.

Sob o olhar da nutrição funcional, cada indivíduo tem necessidades alimentares e metabolismos diferentes, ou seja: a dieta que funciona para um, não vai, necessariamente, funcionar para outro – é preciso avaliar características genéticas e bioquímicas individuais.

No entanto, algumas atitudes boicotam qualquer dieta. “Existem diversos fatores que impedem o emagrecimento. O necessário é realizar uma mudança de hábitos, e isso com certeza impactará na perda de peso”, comenta Daniela Mensinger, nutricionista funcional do Instituto RV.

Confira atitudes vilãs que podem estar boicotando o seu processo de emagrecimento:

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1) Substituições inadequadas: “As pessoas, por praticidade, costumam utilizar produtos industrializados em demasia, e chegam a substituir, por exemplo, frutas por barras de cereais, refeições por shakes e sucos naturais por sucos de caixinhas, e isso compromete demais seu processo de emagrecimento”, comenta Daniela.

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2) Abusar de adoçantes: segundo a nutricionista, eles podem ser um facilitador da absorção de carboidratos. “Quanto mais açúcar absorvido, maior a liberação de insulina, que amenta a gordura no tecido adiposo”, alerta.

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3) Continuar consumindo embutidos: são extremamente cheios de sódio, corantes e conservantes – prejudiciais para a saúde e impactam no emagrecimento.

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Foto: Arker

4) Consumir industrializados light e diet: isso serve inclusive para os refrigerantes. “A indústria, para retirar ou reduzir um componente, sempre adiciona outro, como, por exemplo, retira o açúcar ou a gordura e adiciona o sódio, que é tão prejudicial para a saúde e a dieta quanto os outros componentes”, diz Daniela. Portanto, evite.

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5) Substituir arroz e feijão por torradas e pães: “Muitas vezes, as pessoas evitam comer arroz e feijão no almoço, por exemplo, mas optam por adicionar torradas ou pães no café da manhã e em lanches intermediários. Mesmo os que se dizem integrais, na maioria das vezes não o são, e possuem uma alta carga glicêmica. Então, não é uma substituição muito inteligente”, conta a nutricionista.

A especialista do Instituto RV ainda faz os seguintes alertas:

Agua

– Tome água. Muita água.

legumes

– Consuma quantidades suficientes de verduras e legumes.

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– Evite óleos de canola, soja, milho e margarina.

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– Não substitua ervas e temperos naturais por temperos prontos.

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– Evite o excesso de sal.

É ainda muito importante, no processo de emagrecimento, tentar levar uma vida balanceada. Uma noite de sono mal dormida, por exemplo, atrapalha muito seu processo. “As pessoas hoje em dia se preocupam muito em contar as calorias, mas se esquecem de observar a qualidade nutricional do alimento, sua carga glicêmica. O segredo está na mudança de hábitos, e não na dieta em si”, finaliza Daniela.

Fonte: Instituto RV