Arquivo da tag: glaucoma

Beber chá quente todos os dias está associado a um menor risco de glaucoma

Beber uma xícara de chá quente, pelo menos uma vez por dia, pode estar ligado a um risco significativamente menor de desenvolver uma doença ocular grave, o glaucoma, segundo um estudo publicado no British Journal of Ophthalmology.

Mas beber café descafeinado e com cafeína, chá descafeinado, chá gelado e refrigerantes não parece fazer nenhuma diferença para o risco de glaucoma, mostram os resultados.

“O glaucoma faz com que o fluido ocular se acumule dentro do olho o que eleva a pressão intraocular e danifica o nervo óptico. É uma das principais causas de cegueira em todo o mundo e afeta atualmente 57,5 milhões de pessoas, e deve aumentar para 65,5 milhões até 2020”, afirma o oftalmologista Virgílio Centurion, diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.

GUDRUN SJÖDÉN mulher chá
Foto: Gudrun Sjïdén

Pesquisas anteriores sugeriam que a cafeína pode alterar a pressão intraocular, mas nenhum estudo comparou o impacto potencial de bebidas descafeinadas e cafeinadas no risco de glaucoma.

Agora, os pesquisadores analisaram dados da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição (Nhanes) de 2005-2006, nos EUA. Esta é uma pesquisa anual, representativa, nacional de cerca de 10.000 pessoas que inclui entrevistas, exames físicos e amostras de sangue, destinadas a avaliar a saúde e o estado nutricional de adultos e crianças nos EUA.

Nesta edição, em particular, também incluiu testes oftalmológicos para o glaucoma. Entre os 1.678 participantes que tiveram resultados de exames oftalmológicos completos, incluindo fotos, 84 (5%) adultos desenvolveram a condição.

Os autores do estudo perguntaram aos participantes com que frequência e quanto de bebidas cafeinadas e descafeinadas eles ingeriram, incluindo refrigerantes e chá gelado, nos últimos 12 meses, utilizando um questionário validado (Frequência Alimentar).

“Em comparação com aqueles que não tomavam chá quente, todos os dias, aqueles que bebiam chá quente diariamente, tinham um risco menor de glaucoma. Depois de levar em conta fatores potencialmente influentes, como diabetes e tabagismo, os apreciadores de chá quente tinham 74% menos chances de ter glaucoma”, explica a especialista em glaucoma do IMO, a oftalmologista Márcia Lucia Marques.

Mas tais associações não foram encontradas para café – cafeinado ou descafeinado – chá descafeinado, chá gelado ou refrigerantes.

Este é um estudo observacional, portanto, nenhuma conclusão definitiva pode ser tirada sobre causa e efeito, e os números absolutos daqueles com glaucoma eram pequenos. Informações sobre quando o glaucoma foi diagnosticado também não estavam disponíveis.

A pesquisa também não perguntou sobre fatores como o tamanho da xícara, o tipo de chá ou a duração do tempo de preparação, os quais poderiam ter sido influentes.

chá branco pixabay

O chá contém antioxidantes e produtos químicos anti-inflamatórios e neuroprotetores, que têm sido associados a um menor risco de doenças graves, incluindo doenças cardíacas, câncer e diabetes, dizem os pesquisadores.

“Pesquisas anteriores sugeriram que a oxidação e a neurodegeneração podem estar envolvidas no desenvolvimento do glaucoma. Mais pesquisas são necessárias para estabelecer a importância dessas descobertas e se o consumo de chá quente pode desempenhar um papel relevante na prevenção do glaucoma”, finaliza a especialista em glaucoma do IMO.

Fonte: IMO

Anúncios

Saiba como evitar doenças que afetam os olhos dos pets

Além da conjuntivite comum na época de tempo seco, veterinária da Petz explica sobre a importância do diagnóstico precoce para problemas como glaucoma e catarata, que podem cegar

Tropeçar e bater em objetos, olhos vermelhos e lacrimejantes, aumento de secreção, piscar compulsivamente e dores na região ocular são sinais de que alguma coisa não está bem com os pets. A veterinária Natalie Rodrigues, especialista em oftalmologia da Petz, explica que além da conjuntivite, comum nesta época de tempo seco, doenças graves como o glaucoma e catarata também afetam os pets. Por isso, a consulta veterinária todos os anos é essencial para a prevenção e o diagnóstico precoce.

“O glaucoma é a doença mais séria, porque normalmente o dono só consegue perceber quando o pet já está cego. Na maioria das vezes é uma doença dolorida na sua fase aguda e precisa ser diagnosticada e medicada o quanto antes. A catarata também pode cegar, porém na maioria das vezes, é resolvida com a cirurgia e o animal pode recuperar totalmente a visão. O quanto antes diagnosticada, melhor o sucesso da cirurgia”, afirma Natalie.

gato no veterinario pixabay

Para o diagnóstico de uma doença ocular, o veterinário oftalmologista precisa examinar e fazer todos os testes: teste de fluoresceína, teste de schirmer, fundo do olho, pressão ocular. Os tratamentos são vários, depende do problema que o pet apresenta. Muitas doenças são tratadas com antibióticos, lágrimas artificiais, outras com procedimentos cirúrgicos.

Entre as raças mais propícias a terem problemas estão as braquicefálicas, de focinho achatado, como pug, shih tzu e buldogues, por apresentarem o bulbo ocular maior e a órbita mais rasa.

Prevenção

Além da visita ao veterinário oftalmologista duas vezes ao ano, Natalie orienta o uso de xampu específico só na cabeça, para não arder os olhos. E quando for passear de carro, não deixar que o pet fique com a cabeça para fora da janela, assim evita um ressecamento da córnea e as úlceras. Manter os pelos ao redor dos olhos limpos e curtos, ou se forem longos, manter de forma que não entrem dentro dos olhos.

gato no veterinario colirio

Outra dica é acostumar desde cedo a limpeza dos olhos com gaze e água filtrada ou soro fisiológico. Assim, caso um dia precise usar colírio ou pomada, o pet já está adaptado com a manipulação nessa região.

As doenças oculares nos pets

1 – Úlceras de córnea são feridas que ocorrem por trauma, bactérias e fungos.

2 – Ceratoconjuntivite seca (CCS) é uma doença ocular comum em cães, caracterizada pela deficiência da parte aquosa do filme lacrimal, na qual resulta em ressecamento, inflamação da conjuntiva e até pigmentação da córnea.

veterinario olho oftalmo

3 – Distiquíase são cílios que nascem em lugar que não deveriam existir (rima palpebral) e podem ficar em contato com a córnea.

4 – Entrópio – inversão das pálpebras, que ficam em contato com a córnea, podendo causar úlceras.

5 – Glaucoma é uma neuropatia óptica que pode ocorrer o aumento da pressão intraocular.

6 – Catarata é a opacidade do cristalino, ou seja, da lente do olho que pode comprometer a visão.

gato coçando os olhos warren photographic
Foto: Warren Photographic

7 – Conjuntivite – com o tempo seco, os olhos dos pets podem ficar mais vermelhos, lacrimejar e coçar. Isso pode fazer com que eles tentem aliviar a coceira com as patinhas, provocando lesões ou até levar bactérias para os olhos, causando a infecção chamada de conjuntivite.

Fonte: Petz

Dia Nacional de Combate ao Glaucoma

Hoje, 26 de maio, foi instituído pelo Ministério da Saúde como Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, principal causa de cegueira irreversível no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A doença está relacionada ao aumento de pressão do interior do olho, geralmente no nervo ótico, responsável pela visão. O problema é mais frequente em pessoas com mais de 40 anos. Quem tem algum familiar de primeiro grau que já teve glaucoma também tem maiores chances de ser acometido pela doença.

A prevenção é a principal forma de combate ao glaucoma. Consultas regulares com médicos oftalmologistas é a melhor forma de evitar a doença, já que não apresenta sintomas até o estágio avançado, em que o paciente já perdeu parte da visão periférica.

“Antes de ficar cego, o paciente começa a ter perda da qualidade de vida com a redução da orientação para se locomover. Ele vai perdendo a independência. Começa a se chocar com as laterais dos móveis, a cair, a tropeçar”, exemplifica o médico oftalmologista do Cies Global Diego Ruiz.

A prevenção

Os procedimentos básicos são a campimetria, que analisa qual o estágio de lesão do campo visual, e a paquimetria, responsável por avaliar a espessura da córnea, que fica fina com a pressão do olho elevada. O mapeamento de retina também ajuda no diagnóstico.

O oftalmologista lembra de ter recebido paciente de 70 anos cego devido ao glaucoma. O idoso não sabia do que se tratava, uma vez que aquela era sua primeira consulta com um especialista.

Tratamento

Diego comenta sobre as duas maneiras de se tratar o glaucoma: o emprego de medicamentos e a cirurgia. “Ambos os procedimentos são para impedir o avanço da doença, já que não há reversão do caso. Se os colírios forem insuficientes no tratamento, pode ser indicada uma cirurgia para melhorar a drenagem do líquido do olho. Tanto um caso quanto outro são para regularizar a pressão intraocular”.

Diagnóstico em unidades móveis e modulares de saúde

oftalmologista do cies global.png

As consultas de oftalmologia nas unidades móveis e modulares do Cies Global contribuem para a prevenção e combate ao avanço do glaucoma. Esses exames acontecem em seis locais de atendimento na cidade de São Paulo, tanto no programa Hora Certa Móvel quanto no Doutor Saúde. Mensalmente, são realizadas cerca de quatro mil consultas com a realização de exames como mapeamento de retina e tonometria, para os pacientes do SUS encaminhados pelas Unidades Básicas de Saúde.

Os atendimentos nos municípios de Rio Claro (SP), Santa Bárbara d’Oeste (SP) e Joinville (SC) também ofertam os procedimentos que ajudam no diagnóstico da doença.

Fonte: Cies Global

 

Glaucoma: certas posições de ioga podem afetar a pressão ocular

Os pacientes com glaucoma podem sofrer aumento da pressão ocular como resultado de várias posições de cabeça para baixo, enquanto praticam ioga, informa um novo estudo, publicado na revista PLOS ONE.

O glaucoma é a principal causa de cegueira irreversível, nos Estados Unidos, e pode afetar dramaticamente a qualidade de vida dos pacientes, causando perda visual de moderada a grave.

“Danos ao nervo óptico ocorrem em pacientes com glaucoma quando a pressão dos fluídos que circulam dentro dos olhos aumenta. A pressão intraocular elevada (PIO) é o fator de risco mais conhecido para o dano glaucomatoso e, atualmente, o único fator modificável para o qual o tratamento tem um efeito comprovado na prevenção ou no retardamento da progressão da doença”, afirma o oftalmologista Virgílio Centurion, diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.

freegreatpicture-mulher-ioga-exercicio
Foto: FreeGreatPicture

“Embora todo médico encoraje seus pacientes a adotar um estilo de vida ativo e saudável, certos tipos de atividades físicas, incluindo flexões e levantamento de peso, devem ser evitadas por pacientes com glaucoma devido ao risco de aumento da PIO e de possíveis danos ao nervo óptico. O novo estudo ajuda os oftamologistas a aconselharem os seus pacientes sobre o risco potencial associado com várias posições de ioga e outros exercícios que envolvem poses invertidas”, explica a especialista em glaucoma do IMO, a oftalmologista Márcia Lucia Marques.

Em pesquisas anteriores, estudos e relatos de casos tinham testado apenas a posição headstand da ioga, que mostrou uma elevação da PIO. No novo estudo, os pesquisadores contaram com participantes saudáveis, ​​sem doença ocular, e pacientes com glaucoma, que realizaram uma série de posições de ioga invertida. Os pesquisadores mediram a PIO, em cada grupo, na linha de base sentada, por dois minutos enquanto mantinham a pose, logo após terem executado as poses invertidas e depois novamente 10 minutos depois de descansarem na posição sentada.

“Os participantes – com e sem glaucoma – mostraram um aumento da PIO em todas as quatro posições de ioga invertidas, com um maior aumento de pressão ocorrendo durante a postura cão olhando para baixo. Quando as medições foram feitas depois que os participantes retornaram a uma posição sentada e novamente depois de esperar dez minutos, a pressão, na maioria dos casos, permaneceu ligeiramente elevada a partir da linha de base”, afirma Márcia.

Como sabemos que qualquer PIO elevada é o fator de risco mais importante para o desenvolvimento e a progressão de danos aos nervo óptico, o aumento da PIO, após a realização de poses de ioga invertidas é uma preocupação para os pacientes com glaucoma e seus oftalmologistas. “Os pacientes devem ser aconselhados a compartilhar com seus instrutores de ioga sua doença para permitir modificações durante a prática de ioga”, destaca a oftalmologista.

Oftalmopatia-de-Graves-2

A equipe de pesquisadores enfatiza também a importância de educar os pacientes com glaucoma sobre todos os riscos e benefícios relacionados aos exercícios físicos e à visão, bem como quaisquer outros fatores que possam afetar a progressão do glaucoma, incluindo dieta, estilo de vida e outras co-condições mórbidas, como o diabetes.

Fonte: IMO

 

Dia Nacional de Combate ao Glaucoma alerta sobre doença silenciosa

Data de 26 de maio é marcada para lembrar de patologia que é uma das principais causas de cegueira no mundo

O glaucoma é a segunda maior causa de cegueira irreversível no mundo. Estima-se que atualmente existam 4,5 milhões de pessoas acometidas pela doença. Só no Brasil, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), existem 1,2 milhões de cegos e acredita-se que entre 60% e 80% dos casos são decorrentes do glaucoma e poderiam ser evitados e/ou tratados.

Para chamar a atenção da sociedade para o problema, hoje, 26 de maio, é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, que visa à prevenção e disseminação de informações sobre a doença. Segundo a oftalmologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Renata Rabelo Ferretti, existem vários tipos de glaucoma e o ideal é trabalhar com a prevenção.

“O tipo mais comum é o glaucoma de ângulo aberto e está, na maioria dos casos, relacionado à idade. Porém, existem outros que podem ser decorrentes da predisposição genética ou relacionados a doenças como Hipertensão Arterial e Diabetes. Portanto, o ideal é que a partir dos 40 anos, todos procurem um oftalmologista anualmente para prevenção e detecção precoce da doença.”

oftalmologia.jpg

Em sua forma mais comum, o glaucoma é uma doença assintomática. Os seus danos mais sérios aparecem com o decorrer do tempo, o que reforça a importância da prevenção e das consultas anuais, principalmente para o grupo de risco. Em uma fase mais avançada, a doença tem sintomas como perda progressiva da visão e o estreitamento do campo visual.

Segundo a oftalmologista, a medicina tem conquistado muitos avanços nos tratamentos do glaucoma, que é muitas vezes uma doença ignorada pelos pacientes. “O tratamento inicial consiste em uso de colírios hipotensores e, em alguns casos, indica-se a cirurgia filtrante ou com implantes de válvulas para controle da pressão intraocular. Porém, a medicina vem avançando nos tratamentos e hoje existem outras opções mais avançadas. O implante de microválvula, por exemplo, consiste em um procedimento cirúrgico, onde é implantada uma microválvula na câmara anterior do olho para que haja um maior escoamento do humor aquoso – líquido contido na parte anterior do olho – que pode ser responsável pelo aumento da pressão intraocular, levando ao glaucoma”, explica a especialista.

jdurham olhos maquiados
Foto: J. Durham/MorgueFile

Para identificar a doença, é importante que sejam realizados exames específicos que podem constatar se a pressão dentro do olho está alta. Na Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo estão disponíveis exames de tecnologia avançada como a Campimetria Computadorizada, procedimento que avalia as alterações no campo de visão que não são perceptíveis ao paciente e que podem ser ocasionadas por diversas patologias, principalmente o glaucoma.

Fonte: Hospital São Camilo de São Paulo

Glaucoma não é mais sentença de cegueira

Hoje é o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma. A evolução no tratamento preserva a visão. Como a informação e a adesão são fundamentais para o processo, a Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG) irá lançar um canal direto com os pacientes.

O Glaucoma primário de ângulo aberto, responsável por 80% dos casos da doença, que antes evoluía para a cegueira, já pode ser controlado. A doença é assintomática no início, aparece com maior freqüência a partir dos 40 anos e a sua principal característica é o aumento da pressão intraocular. No início ela compromete a visão periférica e vai estreitando o campo visual progressivamente até o paciente ficar cego.

“Assim como o diabetes, a hipertensão e até mesmo a tão temida AIDS anos atrás, hoje é possível conviver com o Glaucoma e preservar a visão. Mas, como em toda doença crônica, a aderência do paciente ao tratamento é fundamental”, fala Emilio Rintaro Suzuki Jr., Secretário Geral da SBG – Sociedade Brasileira de Glaucoma.

colirio

Com a evolução das pesquisas e os novos tratamentos para a grande maioria dos pacientes, o uso diário de um único colírio já pode interromper a evolução da doença que, como em toda a doença crônica, necessita que o paciente siga à risca a recomendação dada pelo médico. Outra boa notícia é que a rede pública já distribui muitos dos colírios utilizados no tratamento, antes considerado de alto custo.

“Tanto para a prevenção, como para a adesão ao tratamento, percebemos que a informação é fundamental”, conta Suzuki Jr.

SBG abre canal direto com o paciente

Para ampliar o acesso as informações sobre o Glaucoma, a SBG lançou um canal direto com os pacientes com suspeita, ou já com a doença instalada. Ao chegar ao consultório para a consulta, ele receberá um SMS com Sintomas, Diagnóstico, Tratamento e Recomendações sobre o Glaucoma, além de uma foto do médico que irá atendê-lo.

Estarão incluídos nesta rede também os pacientes com formas mais raras da doença como o glaucoma congênito e o secundário que é decorrente de outras enfermidades.

Para dar maior visibilidade a importância da prevenção e tratamento do Glaucoma, dia 26 de maio foi decretado o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma. Além de palestras e informativos, assim como em 2015, hoje, dia 26, a estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, estará iluminada de verde, cor da Sociedade Brasileira de Glaucoma.

glaucoma

“Conforme dados da Organização Mundial de Saúde o glaucoma é a primeira causa de cegueira irreversível no mundo. O aumento da expectativa de vida da população é um fator que contribui para o aumento do número de casos, desempenhando um papel importante na sua prevalência e incidência. Muito tem sido feito, mas a despeito de todos os esforços empreendidos, o glaucoma continua cegando milhões de pacientes em todo mundo, portanto muito há que se fazer”, relata o Prof. Dr. Marcelo Palis Ventura, presidente da Sociedade Brasileira de Glaucoma.

Fonte: SBG

Saiba mais sobre o assunto, clicando aqui.

Dia Nacional de Combate ao Glaucoma

Um anel de silicone anel que libera a medicação no olho lentamente, ao longo de seis meses, pode ajudar a reduzir o risco de perda de visão entre pacientes com  glaucoma

Instituído pela Lei Nº 10.456/02, o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, dia 26 de maio, é uma data propícia às reflexões sobre esta doença, principalmente, em como ela afeta a qualidade de vida dos pacientes que são acometidos por este mal. Prevenir a cegueira ainda é um dos grandes desafios da Oftalmologia.

“No Brasil, ainda não existe a consciência da gravidade do glaucoma. É preciso apostar na promoção da visão, que consiste em repassar informações à população sobre os meios de evitar doenças ou a perda visual. O glaucoma faz parte de um grupo de doenças oculares que, gradualmente, ‘roubam a visão’, sem aviso prévio e, não raro, sem sintomas. A perda da visão é causada por dano no nervo óptico. Durante muito tempo, acreditou-se que a pressão intraocular (PIO) alta era a principal causa desse dano ao nervo óptico. Embora a pressão intraocular alta seja um fator de risco, atualmente, é sabido que outros fatores também devem ser levados em conta”, afirma o oftalmologista Virgílio Centurion, diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.

O glaucoma é uma doença que apresenta desafios para o paciente e para o oftalmologista. Quando o glaucoma é tratado em seus estágios iniciais, a perda da visão pode ser prevenida.

“No entanto, os estudos mostram que mais da metade dos pacientes com glaucoma não aderem aos planos de tratamento prescritos devido a fatores que incluem dificuldades em aplicar colírios, falta de educação sobre a medicação e esquecimento. Muitos pacientes lutam diariamente para aderir ao tratamento do glaucoma, especialmente os que estão gerenciando outros problemas de saúde ao mesmo tempo. Mas, para cada dificuldade, há uma solução, que pode ser desenvolvida para cada paciente. Não tenha medo de perguntar ao oftalmologista tudo o que você precisa saber sobre o tratamento do glaucoma”, defende a especialista em glaucoma do IMO, a oftalmologista Márcia Lucia Marques.

Um estudo, publicado no Archives of Ophthalmology – Impact of a Health Communication Intervention to Improve Glaucoma Treatment Adherence –  destaca a ideia de que a adesão do paciente ao tratamento é realmente um grande desafio no caso do glaucoma. Nem mesmo quando recebem um telefonema diariamente, para lembrá-los da medicação, os pacientes com glaucoma se sentem motivados a participarem mais ativamente do tratamento. Um outro estudo, publicado no Journal of Glaucoma – Evaluating Eye Drop Instillation Technique in Glaucoma Patients – revelou que 9 em cada 10 pacientes com glaucoma não são capazes de instilar o colírio corretamente,  o que pode ser uma importante causa da falta de adesão do paciente ao tratamento médico proposto.

textos-735x375

 Esperança para os pacientes com glaucoma

Diante de uma doença de manejo tão complexo, um novo dispositivo que libera lentamente a medicação diretamente na superfície ocular pode ser uma opção promissora para muitos pacientes com glaucoma que lutam com a administração diária de seus colírios.

“Uma nova pesquisa revela que um anel de silicone medicinal colocado sobre a superfície do olho reduziu a pressão intraocular  em pacientes com glaucoma em cerca de 20%, ao longo de seis meses. A primeira pesquisa publicada sobre esta tecnologia de administração contínua de drogas para glaucoma foi publicada on-line no Ophthalmology,   revista da Academia Americana de Oftalmologia”, diz a oftalmologista Márcia Lucia Marques.

Apesar da disponibilidade de terapias eficazes, o glaucoma continua a ser uma das principais causas de cegueira. Cerca de 3 milhões de pessoas nos Estados Unidos têm a condição. No Brasil, a doença atinge 2% dos brasileiros acima dos 40 anos (cerca de 1 milhão de pessoas).  Muitas vezes, a doença é caracterizada por pressão ocular interna elevada, chamada pressão intraocular. “Os colírios ministrados diariamente ou duas vezes por dia reduzem a pressão ocular interna para ajudar a prevenir danos no nervo óptico. Mas os estudos mostram que muitos pacientes não conseguem instilar o medicamento apropriadamente devido a fatores tais como o esquecimento ou limitações físicas, como a artrite. Alguns estudos mostram que metade dos pacientes param de usar os colírios prescritos para o glaucoma depois de um ano, deixando-os vulneráveis à perda de  visão, diz a médica.

Diante desses desafios do manejo do glaucoma, os pesquisadores desenvolveram uma nova abordagem para instilação das drogas que tratam a doença. Uma tecnologia que envolve um anel de silicone fino que libera o medicamento para tratar a doença, lentamente, ao longo do tempo. Um oftalmologista encaixa o anel no olho do paciente. Não é necessária uma cirurgia. O anel foi concebido para ser substituído a cada seis meses. Isso elimina a necessidade dos pacientes com glaucoma instilarem regularmente no olho os medicamentos.

Oftalmologistas em 10 locais de todo os EUA testaram o anel em um ensaio clínico de fase 2 em pacientes com glaucoma ou hipertensão ocular. No estudo, 64 doentes receberam a inserção ocular tópica contendo a droga  bimatoprost para tratar o glaucoma. Eles também receberam lágrimas artificiais. O grupo controle de 66 pacientes usava uma inserção  semelhante, sem nenhuma droga, mas, duas vezes por dia,  utilizava 0,5% de  timolol, o marco regulatório para medicamentos de glaucoma. A pressão ocular no grupo do bimatoprost caiu de 3,2 a 6,4 mmHg, ao longo de seis meses, em comparação com 4,2 a 6,4 mmHg com o grupo do timolol. “No geral, a pressão ocular diminuiu cerca de 20%, a partir das medições iniciais, ao longo de seis meses, no grupo que usou  o anel bimatoprost”, afirma Márcia Marques.

Segundo os autores, o dispositivo era bem tolerado e seguro, com uma elevada taxa de retenção de 89% para ambos os grupos, em seis meses. O anel ficou desalojado em 15 pacientes, mas foi substituído, em todas as vezes, permitindo que a terapia pudesse ser contínua. Alguns doentes tiveram coceira e vermelhidão nos olhos, o que não é incomum para pacientes que usam medicação para glaucoma.

“Ao desenvolver tratamentos eficazes e fáceis para os pacientes, a esperança é que possamos reduzir a perda de visão  causada pelo glaucoma, e, possivelmente por outras doenças. O que é interessante é que este é apenas um dos vários métodos de instilação de medicamentos com liberação prolongada projetados para ajudar os pacientes que têm dificuldade para  instilar os colírios diariamente”, diz a oftalmologista do IMO.

DRZ_4102-736x375

Um estudo de fase 3 com um grupo maior de pacientes será iniciado ainda em 2016. Os autores notaram que o dispositivo também pode ser usado para medicamentos não-glaucomatosos, com potenciais aplicações para olho seco, alergias e inflamação. Além disso, a natureza não invasiva do dispositivo e a área de superfície relativamente grande torna esta tecnologia uma candidata potencial para a entrega de múltiplos medicamentos oculares de uma só vez, reduzindo ainda mais a carga da auto-administração em pacientes.

Fonte: Instituto de Moléstias Oculares

Saiba mais sobre glaucoma, clicando aqui.