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Páscoa: como harmonizar os pratos típicos da época com cervejas artesanais

Salmão, bacalhau, camarão, colomba pascal e, claro, muitos chocolates integram a deliciosa ceia de Páscoa. E para deixar a comemoração ainda mais especial, o sommelier de cervejas da rede Mestre-Cervejeiro.com, Pedro Paranhos, sugere alguns estilos de cervejas artesanais que harmonizam com cada prato.

Confira abaixo:

– Bacalhau à portuguesa: cervejas de perfil frutado, médio amargor, paladar seco e alta carbonatação como as do estilo Tripel. Exemplo: Mestre-Cervejeiro.com Belgian Tripel Chocolate.

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– Salmão com molho de maracujá: cervejas aromáticas e complexas, com notas frutadas e condimentadas, baixo corpo e paladar seco como as do estilo Saison. Exemplo: Brooklyn Sorachi Ace.

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– Camarão na moranga: cervejas de perfil maltado, com baixo amargor e médio dulçor, como as do estilo English Pale Ale. Exemplo: Von Borstel Little London.

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– Colomba pascal: cervejas com base de maltes tostados e baixo amargor, como as do estilo Munich Dunkel. Exemplo: Dádiva Dunkel.

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– Chocolate branco: cervejas com adição de frutas vermelhas, como as Kriek Lambics. Exemplo: Kriek Boon

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– Chocolate ao leite: cervejas com perfil de torrefação, médio amargor e médio corpo como as do estilo Porter. Exemplo: Fuller’s London Porter

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– Chocolate meio-amargo: cervejas intensas, com aromas e gostos de torrefação pronunciados, corpo cheio e alto amargor como as Imperial Stouts. Exemplo: Courage Imperial Russian Stout

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Fonte: Mestre-cervejeiro.com 

Top 10 das cervejas mais vendidas em 2016

As cervejas de trigo alemãs e belgas, bem como o estilo India Pale Ale, foram sucesso de vendas no ano passado na rede Mestre-Cervejeiro.com

O mercado de cervejas artesanais no Brasil vem crescendo expressivamente nos últimos anos, mesmo em meio à instabilidade econômica. Na rede de lojas especializadas em cervejas artesanais Mestre-Cervejeiro.com, a maior brasileira do ramo, o volume de vendas aumentou aumentou 15% em dezembro de 2016 comparando-se com o mesmo mês do ano anterior.

Os fatores que contribuíram para os bons resultados foram o crescente interesse do público consumidor de cerveja em opções de melhor qualidade, a chegada da marca a novas regiões — hoje presente em mais de 40 cidades em todas as regiões do país — e o aumento na oferta de rótulos e de informação disponível, o que vem alavancando o consumo de cervejas artesanais no país.

Na lista das 10 cervejas mais vendidas em 2016 nas lojas Mestre-Cervejeiro.com, figuram rótulos de diversas partes do mundo, como Escócia, Alemanha, Estados Unidos e Bélgica. Mas a campeã é brasileira! O primeiro lugar ficou com a Mestre-Cervejeiro.com Double IPA, uma das cervejas de marca própria da rede.

“A mais vendida no ano passado foi a nossa colaborativa com a premiada cervejaria Tupiniquim. Ela foi lançada em 2015 para comemorar 11 anos da marca Mestre-Cervejeiro.com e foi a primeira cerveja do estilo envasada em garrafas de 1 Litro no Brasil, com o intuito de ser compartilhada. Ela tem 8,0% de teor alcoólico, amargor presente com 80 IBU’s e aromas cítricos conferidos pelos lúpulos norteamericanos Cascade e Centennial.”, afirma Daniel Wolff, sommelier de cervejas e diretor da rede Mestre-Cervejeiro.com

O Brasil já conta com mais de 400 cervejarias – entre grandes e micros – e a proporção dos rótulos nacionais representou 56,6% do faturamento das lojas Mestre-Cervejeiro.com em 2016. Apesar disso, apenas dois dos 10 rótulos mais vendidos são produzidos no Brasil. Destacam-se no ranking o estilo India Pale Ale e cervejas de trigo — tanto as alemãs Weizenbier quanto as belgas Witbier –, com apenas dois rótulos fora destas categorias.

Confira abaixo o ranking de cervejas mais vendidas em 2016 na rede Mestre-Cervejeiro.com:

1. Mestre-Cervejeiro.com Double IPA (Porto Alegre/RS)

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2. Weihenstephaner Hefeweissbier (Fresing, Alemanha)

3. Schneider Weisse Tap 7 (Kelheim, Alemanha)

4. Delirium Tremens (Melle, Bélgica)

5. BrewDog Punk IPA (Ellon, Escócia)

6. Brooklyn East India Pale Ale (Nova York, EUA)

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7. Weinhestephaner Vitus (Fresing, Alemanha)

8. Brooklyn Lager (Nova York, EUA)

9. Bastards Jean Le Blanc (Pinhais/PR)

10. Vedett Extra White (Breendonk, Bélgica)

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Informações: Mestre-Cervejeiro.com

Carnaval: acerte na cerveja e curta a folia

A Mestre-Cervejeiro.com Session Porter é excelente pedida para o período de festas mais esperado pelos brasileiros

A indicação de uma cerveja Porter para o Carnaval pode surpreender os apreciadores mais tradicionais. Uma cerveja escura, para se tomar no verão? Sim! A Mestre-Cervejeiro.com Session Porter é uma ótima opção para quem quer uma cerveja leve e, ao mesmo tempo, bastante saborosa para este carnaval.

Com teor alcoólico de apenas 3,8%, essa cerveja segue à risca a proposta das Session Beers: manter as características sensoriais do estilo-base, neste caso o estilo britânico Porter, porém reduzindo o teor alcoólico. A adição de maltes torrados e cacau belga em sua receita traz gostos de chocolate escuro e café, enquanto o corpo leve, baixo dulçor e saboroso amargor fazem da Mestre-Cervejeiro.com Session Porter uma cerveja muito fácil de beber. E o melhor: com ela, o churrasco com a galera está garantido. Esse rótulo harmoniza perfeitamente com espetinho de alcatra com legumes e bacon feito na brasa.

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Primeira cerveja de marca própria da rede Mestre-Cervejeiro.com, a Session Porter foi criada em 2014 para celebrar o aniversário de 10 anos da rede. A receita, assinada pela Dum Cervejaria, já garantiu prêmios nacionais e internacionais nos dois concursos em que foi inscrita até hoje: prata no South Beer Cup 2015, na Argentina, e prata no Concurso Brasileiro de Cervejas 2016, em Blumenau/SC.

A Mestre-Cervejeiro.com Session Porter pode ser encontrada na opção individual – só a garrafa de 600 ml – ou em kits que incluem também o copo próprio da cerveja, feito pela Cristal Blumenau. Disponível somente nas lojas da rede.

Belgian Tripel Chocolate da Mestre-Cervejeiro.com

 

Para marcar seus 12 anos de história, comemorados em novembro, a rede Mestre-Cervejeiro.com lançou mais uma cerveja de marca própria, a Belgian Tripel Chocolate. Seguindo o estilo, ela vem potente, com 9,5% de teor alcoólico, embora leve, aromática e equilibrada.

Envasado em uma linda garrafa rolhada de 750 ml, o terceiro rótulo de linha da rede foi produzido em parceria com Pete Slosberg, uma das pessoas mais carismáticas do mundo da cerveja e um dos grandes pioneiros da revolução cervejeira dos EUA, iniciada nos anos 1980 – momento similar ao que estamos vivenciando hoje no Brasil. A novidade é ideal para ser consumida entre 10 e 12°C, em taça Goblet.

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A cerveja será vendida tanto separadamente quanto em kits compostos por taça de cristal no modelo Goblet – que é o tradicionalmente usado para o estilo -; duas estampas de camiseta, que podem ser escolhidas no modelo masculino ou no feminino; e/ou uma bolsa térmica especial.

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Criado em 2004 pelo sommelier de cervejas Daniel Wolff, o Mestre-Cervejeiro.com, que começou como um site informativo, é hoje a maior rede de seu segmento no país e referência nacional na promoção de todos os aspectos da cultura da cerveja.

Com um catálogo de aproximadamente 1.000 rótulos de cervejas artesanais disponíveis para as lojas trabalharem, a marca já está presente em mais de 40 cidades pelo Brasil, levando mais do que a experiência sensorial do consumo das cervejas, mas proporcionando também o aprendizado por meio de conteúdos divulgados em vídeos e artigos, em seu site ou em revistas especializadas, e promovendo viagens cervejeiras e workshops para empresas e para o público.

Informações: Mestre-Cervejeiro.com

Sugestões de presentes de Natal para os amantes de cerveja

Quer presentear alguém que ama cerveja mas está em dúvida sobre o que escolher? A rede Mestre-Cervejeiro.com tem algumas sugestões que vão de R$ 8,90 a R$ 135,00  . Entre as sugestões, growlers, bolsa térmica, kit com produtos de barbear, taças, produtos decorativos, entre outros. Confira:

KIT Belgian Tripel Mestre-Cervejeiro.com – Nova cerveja Mestre-Cervejeiro.com Belgian Tripel Chocolate**, taça de cristal no modelo Goblet – que é o tradicionalmente usado para o estilo -; duas estampas de camiseta, que podem ser escolhidas no modelo masculino ou no feminino; e/ou uma bolsa térmica especial.

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**A nova cerveja da marca é uma Belgian Tripel produzida com adição de raspas de laranja, favas de baunilha e nibs de cacau. Envasada em garrafas rolhadas de 750 ml, é uma ótima opção de presente e para celebrar as festas de fim de ano. R$ 75,00 (Preço sugerido nas lojas Mestre-Cervejeiro.com)

Growlers Mestre-Cervejeiro.com – São dois modelos, um de vidro e outro de cerâmica. Ambos são ideais para presentear e possibilitam diferentes ocasiões de consumo — com eles é possível levar chope fresco para onde for! Preços sugeridos nas lojas Mestre-Cervejeiro.com: R$ 115,00 (cerâmica) e R$ 135,00 (vidro)

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Kit The Braves Shave Box

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Contém: 1 Creme de barbear The Braves 100 ml, 1 Balm + anti-age The Braves 100ml, 1 Pincel, 1 Caneca esmaltada, embalados em uma caixa metálica. Todos feitos com extrato de lúpulo. Preço sugerido nas lojas Mestre-Cervejeiro.com: R$ 115,00

Taças Mestre-Cervejeiro.com – A marca oferece uma linha de copos e taças com cinco modelos distintos, cada um ideal para diferentes tipos de cerveja. O conjunto com quatro taças sai por R$ 49,90 (Preço sugerido nas lojas Mestre-Cervejeiro.com)

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Quadro decorativo de tampinhas – Quadros feitos em madeira pintada, com capacidade estimada em mais de 2 mil tampinhas. Disponível em preto e em outras opções de cores. R$ 135,00 (Preço sugerido nas lojas Mestre-Cervejeiro.com)

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Abridores de garrafa de parede – Pode ser fixado em diversas superfícies, não entorta as tampinhas e conta com um ímã para prendê-las ao abrir a garrafa. Ideal para colecionadores de tampinhas. R$ 25,00

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Balde de gelo – Pode ser adquirido separadamente ou utilizado para compor presentes. R$ 55,00

Cooler – Caixa térmica com capacidade para aproximadamente 16 latas ou 12 garrafas. R$ 99,90

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A relação completa de lojas pode ser encontrada no site.

Happy Halloween: cervejas com abóbora para celebrar Dia das Bruxas

Um dos símbolos da celebração, a abóbora também pode ser utilizado como ingrediente em cervejas artesanais

Dia das Bruxas, ou Halloween, é uma celebração praticada ao redor do mundo na qual as pessoas se fantasiam com temas macabros, as crianças pedem doces de porta em porta e, principalmente no hemisfério norte, lanternas de abóbora esculpida compõem a decoração.

A abóbora é nativa das Américas e uma das bases da culinária norte-americana. Como sua colheita coincide com o outono, naturalmente ela faz parte dos pratos e das manifestações culturais dos Estados Unidos como o Halloween – e também nas cervejas, por que não?

As cervejas que contam com abóbora em sua composição são chamadas de Pumpkin Ale. “Este tipo de cerveja é tradicionalmente produzido no outono, com adição de abóboras e especiarias como cravo, canela, noz moscada e gengibre. O resultado tende a ser uma cerveja adocicada e condimentada, com aquele gostinho de doce de abóbora”, destaca Daniel Wolff, sommelier de cervejas e diretor da rede Mestre-Cervejeiro.com.

Confira abaixo duas indicações de cervejas Pumpkin Ale para o Halloween ficar ainda melhor:

Brooklyn Post Road – autêntica representante deste estilo tipicamente americano, como é a cervejaria. A Post Road traz uma bela coloração alaranjada, brilhante. No nariz notas vivas da abóbora, toque leve de especiarias. Na boca, corpo baixo, dulçor inicial e final levemente seco com retrogosto frutado e condimentado.

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Bier Hoff Jerimoon – premiada versão da microcervejaria curitibana aposta numa gama de especiarias, como noz-moscada, canela, cravo e pimenta-da-jamaica. Coloração âmbar escura, com aromas condimentados e frutados intensos, remetendo mesmo ao docinho de abóbora. Na boca, corpo médio e dulçor predominante permeado por toques levemente apimentados.

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Lúpulo, flor cervejeira para celebrar a primavera

Espécie é utilizada na fabricação da cerveja por sua resina que traz amargor e aroma à bebida

Para comemorar a estação mais florida e perfumada, o Mestre-Cervejeiro.com homenageia neste ano a espécie mais cervejeira de todas – a Flor de Lúpulo -, utilizada na fabricação de cervejas por ser rica em uma resina que confere à bebida amargor e aroma. Existem muitas variedades e cada uma delas é responsável por conferir um aroma diferente à cerveja.

“Os lúpulos americanos, por exemplo, geralmente tem perfil cítrico, conferindo à cerveja aromas de maracujá, grapefruit, lichia, laranja etc. Existem também os chamados de Lúpulos Nobres, advindos da Alemanha, República Tcheca e outras regiões produtoras de lúpulo da Europa Continental, que apresentam aromas florais e terrosos, característicos dos estilos da Escola Alemã / Tcheca”, afirma Daniel Wolff, sommelier de cervejas e diretor da rede de franquias especializada em cervejas artesanais Mestre-Cervejeiro.com.

As cervejas mais vendidas na rede Mestre-Cervejeiro.com são as que levam lúpulos americanos. As preferidas dos consumidores são as dos estilos Double IPA (15%) e American IPA (14%).

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Veja abaixo algumas indicações de rótulos lupulados para aproveitar esse início de primavera com a flor mais cervejeira de todas:

Dieu du Ciel Immoralité

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Schneider Weisse Tap 5

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Bamberg Camila Camila

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Fullers India Pale Ale

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Bodebrown Vic Secrets

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Fonte: Mestre-Cervejeiro.com 

Growlers retornáveis de cerâmica: tendência para cervejarias e amantes da cerveja artesanal

Tanto as cervejarias quanto os amantes da bebida artesanal precisam de um recipiente adequado para transportar e armazenar cerveja com segurança e qualidade.
Para eles, a tendência do momento são os Growlers de cerâmica, fabricados para suportar a pressão da pasteurização da bebida, conservar sua qualidade e temperatura. Para quem não sabe, o produto surgiu ainda no século XIX com a cervejaria Otto Brothers Brewey, mas atualmente é fabricado pela MondoCeram, em Rio Negrinho, Santa Catarina.

“Ter um growler em casa é ter a liberdade de poder comprar cervejas artesanais direto das microcervejarias, sem a preocupação de ter que consumir imediatamente para evitar que elas estraguem. É um produto que garante a qualidade e o sabor da bebida. Para as cervejarias, é uma moderna e funcional opção para embalar os seus produtos e agregar ainda mais valor à marca”, explica Kilian Schroeder, da MondoCeram.

Produtos

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A marca tem opções para o consumidor final, como é o caso da Linha Cervejeiros –  decorada, além de opções para microcervejarias, que podem personalizar os growlers com suas marcas. Os produtos são feitos de cerâmica atóxica e são altamente resistentes.  “Temos diferentes tamanhos, de até três litros, todos com tampa flip top e design inovador.  A grande vantagem é que a cerâmica conserva a temperatura da cerveja, mantendo-a mais gelada por um período maior de tempo. Muitos clientes, como a rede Mestre-Cervejeiro.com, já apostam na personalização das peças para reforçar ainda mais sua marca”, explica.

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O mercado

A cerveja é a segunda bebida mais consumida em todo o mundo e, no Brasil, é a número um.  Nós consumimos cerca de 62 litros todos os anos, ocupando a 17ª posição no ranking mundial, liderado pela República Tcheca, com 143 litros per capita. O Brasil é o 3º maior produtor de cerveja do mundo, perdendo apenas para os EUA e China. Nossa média de fabricação anual, entre grandes, pequenas e microcervejarias, é de 13,4 bilhões de litros. Segundo dados do Sicobe (Sistema de Controle de Produção de Bebidas da Receita Federal), este mercado cresceu 64% em apenas 10 anos.

De acordo com a Abracerva (Associação Brasileira de Microcervejarias), o mercado de cervejarias artesanais (estima-se uma média de 350 microcervejarias no país) está em constante ascensão, registrando crescimento de 20% a 30% ao ano e faturamento médio de R$ 2 bi.  “Os Estados Unidos ganhou 2.428 cervejarias em 30 anos. A expectativa é que o Brasil, em 20 anos, tenha 2.500, um potencial de crescimento ainda maior”, avalia Luiz Vicente Mendes, diretor da feira Brasil Bier.

Informações: MondoCeram

Hoje é o Dia Internacional da Cerveja, veja alguns mitos e verdade sobre a bebida

Na primeira sexta-feira de agosto, ou seja, hoje, celebra-se mundialmente a cerveja, uma das bebidas mais populares e consumidas do mundo. E, para mostrar que não faltam motivos para a celebrações, Daniel Wolff, sommelier de cervejas e diretor a rede de loja especializada em cervejas artesanais Mestre-Cervejeiro.com, elencou algumas curiosidades sobre a ‘queridinha’ dos brasileiros.

Além disso, todas as lojas da rede praticarão preços especiais em rótulos artesanais hoje, dia 5 de agosto, data em que se comemorará o Dia Internacional da Cerveja.

– Cerveja em lata é pior que em garrafa.
R. Mito. Geralmente, a lata costuma manter a cerveja fresca, conservando aromas e sabores, por um período de tempo maior. Isso porque, como o material é opaco, o líquido não sofre com a exposição ao sol.

– Cerveja é sempre amarga.
R. Mito. Existem três famílias de cervejas, desmembradas em mais de 100 diferentes estilos, alguns deles com chocolate, com frutas, como cereja, pêssego e framboesa. O que vai determinar o amargor da cerveja é a variedade do lúpulo e o tipo de torra do malte utilizado nela. Mas, no geral, temos disponíveis hoje cervejas que vão de extremamente adocicadas às com bastante amargor.

Cervejas

– Cerveja deve ser sempre translúcida.
R. Mito. As cervejas dos estilos Weizenbier, Witbier e Dubbel, por exemplo, são alguns exemplos de cervejas de aparência mais turva. Isto é uma condição normal, decorrente do processo de produção – se ela é ou não filtrada, ou se passa pela técnica chamada de dry-hopping.

– Bolhas nas paredes internas do copo são indício de boa carbonatação.
R. Mito. As bolhas nas paredes internas podem ser indícios de que a higienização do copo não foi muito bem feita ou que ele está guardado há um tempo e precisa ser higienizado novamente.

– Não existe diferença para o produto entre garrafas âmbares, verdes e transparentes.
R. Mito. A cor da garrafa interfere na durabilidade do produto. Quanto mais clara for, maior a exposição da cerveja aos raios solares e consequentemente maior o impacto negativo nos aromas e sabores da bebida. Entre garrafas transparentes, verdes ou âmbares, a melhor opção é a âmbar.

Cerveja

– Cerveja artesanal é muito alcoólica.
R. Mito. Depende do estilo. Há as mais alcoólicas e as menos alcoólicas, as mais amargas e as menos amargas, as mais e as menos encorpadas. Isso vai depender do estilo da cerveja. O fato de ela ser artesanal relaciona-se apenas aos processos de produção e à variedade e qualidade dos insumos nela utilizados.

– Cervejas escuras são mais intensas.
R. Mito. A cor de uma cerveja é resultado das variedades de malte utilizadas em sua receita. Quanto mais intensa a tosta do malte, mais escura será sua cor e isso será transmitido ao produto final. Por isso o espectro de cores das cervejas vai do amarelo-palha ao preto opaco, passando pelo avermelhado e marrom. No entanto, este é apenas um aspecto sensorial, e existem cervejas claras muito potentes como as Belgian Tripel, e cervejas escuras mais leves e refrescantes como as Schwarzbier.

– Cerveja engorda.
R. Mito. Alguns estilos de cerveja são menos calóricos que outros, dependendo do processo de produção e do teor alcoólico. O impacto na cintura de quem está degustando vai depender também da quantidade ingerida. Porém, fazendo um comparativo com doses iguais, a cerveja geralmente tem menos calorias do que o vinho, a cachaça ou até mesmo o suco de laranja. O ideal para quem quer evitar engordar é beber com moderação, dar preferência a estilos menos encorpados e com teor alcoólico mais baixo, além de optar por petiscos leves para acompanhar, como palmito com azeite e orégano, queijos brancos e rolinhos de peito de peru com rúcula.

– Cerveja deve ser consumida só muito gelada.
R. Mito. Cada estilo de cerveja tem a sua temperatura ideal de serviço. Há aqueles em que o indicado é beber em temperatura de adega, entre 12°C e 16°C, como as inglesas do estilo Barley Wine, que são potentes, complexas e encorpadas. Já outros estilos menos intensos mas igualmente aromáticos, como as India Pale Ale ou Bock, atingem seu maior potencial na faixa dos 7ºC a 10ºC. E mesmo as American Lager, comumente chamadas de tipo Pilsen no Brasil, não devem ser consumidas a 0°C. Isso porque, em temperaturas muito baixas, as papilas gustativas ficam anestesiadas e os aromas da bebida menos voláteis, fazendo com que deixemos de sentir características importantes da bebida.

– Não existe diferença entre chope e cerveja.
R. Mito. A origem do produto é de fato o mesmo. Mesmo processo de fabricação, mesmos insumos utilizados. Mas o armazenamento e o tipo de serviço são diferentes, o que interfere nas características da bebida. O chope, ‘Beer on tap’ – cerveja na torneira – ou ‘Draft Beer’ – expressão que denota a retirada do líquido do barril, por ser retirado direto da chopeira, costuma ser mais aerado, mais cremoso. A maioria das cervejas, diferente do chope, são pasteurizadas. Por isso, tendem a ser menos frescas e com sabores e aromas menos presentes.

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– O local de origem da água influencia no produto final.
R. Mito. As características da água influenciam, sim, no produto final, ou seja, se ela é mole ou dura, a quantidade e os tipos de sais minerais presentes nela, o seu pH etc. Contudo, a origem da água em nada influencia. Isso porque é possível trabalhar todos esses aspectos, modificando quimicamente a água que será utilizada na fabricação, deixando-a mais alcalina, por exemplo, favorecendo a produção de certos estilos de cerveja e, assim, influenciando o produto final.

– Cerveja precisa de colarinho.
R. Verdade. Toda cerveja deve apresentar alguma quantidade espuma, que é um elemento fundamental para avaliar a saúde da bebida e ainda ajuda na preservação de sua temperatura. Se uma cerveja não tem espuma é porque não está bem carbonatada – tendo um defeito de fábrica -, houve algum problema no armazenamento ou ela não foi servida da maneira adequada. O tipo de espuma e a sua estabilidade variam de estilo para estilo. Algumas, principalmente inglesas, têm pouca formação de espuma e ela permanece como uma fina camada. Já as belgas, por exemplo, têm uma formação bastante expressiva e a permanência no copo faz parte do visual.

– Cerveja preta é só pra tomar no frio.
R. Mito. O que vai dizer se uma cerveja é mais indicada para o frio são fatores como o corpo da cerveja – ou seja, o peso do líquido na boca – e teor alcoólico, que são duas características que passam uma sensação acolhedora. Existem cervejas claras que, por serem alcoólicas e densas, são mais indicadas para o outono/ inverno. E cervejas escuras que trazem um leve amargor, são menos encorpadas e com menor teor alcoólico, que são perfeitas para as estações mais quentes.

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– Faz diferença o tipo de copo que se usa para beber cerveja.
R. Verdade. O copo pode influenciar na maneira como sentimos o aroma da cerveja, interferindo positiva ou negativamente na degustação. O copo também pode interferir visualmente, como por exemplo na retenção de espuma. O copo Weissbier tem um formato adequado para manter a formação do colarinho, enquanto a taça snifter concentra os aromas de cervejas mais complexas. Já o famoso pint tem um formato utilitário que possibilitam serem empilhados, e sua boca mais larga permite beber em grandes goles.

– Cerveja só vai bem com comida de boteco.
R. Mito. É bem verdade que a cerveja vai muito bem com as deliciosas comidinhas de boteco, sim, mas as variações de combinações são muito mais amplas. Tente, por exemplo, combinar o prato carneiro com cuscuz marroquino com uma cerveja do estilo Weizenbock, um chocolate meio amargo com uma Stout, um queijo Brie com uma Tripel e um Emmental com uma IPA.

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– Cervejas de alta fermentação (Ales) são mais intensas que de baixa (Lagers).
R. Mito. A diferença entre cervejas Ale e Lager é o fermento utilizado na produção das cervejas dos estilos de cada uma dessas famílias. Basicamente, a levedura (fermento) das Ales age entre 15°C e 25°C e gera uma espessa camada na superfície do líquido no tanque de fermentação. Por isso também é conhecida como levedura de alta fermentação. Já a levedura Lager trabalha melhor em torno de 9°C a 14°C e como não apresenta esta camada na superfície, ficou conhecida como de baixa fermentação. Por exemplo a Bock é um estilo de cerveja da família Lager, por exemplo, e é mais potente do que uma cerveja do estilo Pale Ale, da família Ale.

Fonte: Mestre-Cervejeiro.com

Cerveja: o que você sabe sobre a lei de pureza alemã?

Sommelier Daniel Wolff, fundador da rede Mestre-Cervejeiro.com, explica a polêmica lei bávara de 1516

O que você conhece sobre a lei de pureza alemã, que completa 500 anos em 2016? Você sabia, por exemplo, que o nome moderno de hoje, “Reinheitsgebot” – que se pode traduzir como “exigência de pureza” -, foi dado apenas no século XX? Ou, ainda, que quando promulgada em 23 de abril de 1516, pelo então Duque da Baviera Guilherme IV, a regra valia apenas para a Baviera – e portanto não se aplicava a cervejas alemãs produzidas em outras regiões?

Quando criada, a norma permitia apenas a utilização de água, cevada e lúpulo na fabricação da cerveja bávara. No século XX, além de ganhar um nome, a regulamentação foi atualizada para incluir a levedura – descoberta como protagonista da fermentação apenas no século XIX, com Louis Pasteur. E, ainda, ​permitiu-se a utilização de outros cereais além da cevada, como por exemplo o trigo, ingrediente base das tão apreciadas Weissbier.

“Outras modificações sofridas pela lei no século passado – por ser considerada protecionista pela união européia, e para adaptação ao mercado moderno -, foram: a liberação do uso de açúcar na fabricação, como é comum nos estilos belgas de cerveja, assim como a limitação do uso de nutrientes para as leveduras, a adição de gás carbônico (sem ser apenas através da fermentação) e do tratamento dos insumos, como por exemplo a reutilização de leveduras”, afirma Daniel Wolff, sommelier de cervejas e fundador da rede Mestre-Cervejeiro.com.

Alguns dados históricos, porém, mostram que um dos motivos por trás da criação da Reinheitsgebot talvez não tenha sido apenas a preocupação com a qualidade da cerveja, mas também uma manobra econômica. ​”Permitindo apenas cevada na fabricação, o duque Guilherme IV, da casa Wittelsbach – dinastia que governou a Bavária entre 1323 e 1918 -, dava um golpe na família do Palácio Eggenberg, que detinha ​​o monopólio da produção das cervejas de trigo. ​Além disso, a maior parte do texto explicativo da lei é sobre controle de preços”, pontua Daniel.

​Há indícios também de escassez de trigo na região ​na época, e ​o cereal deveria ser economizado para utilização ​na fabricação de pães​.​ Além disso, as cervejas eram produzidas ​com “gruit”​ – mistura de ervas utilizada para temperar e conservar a cerveja, ​cujo direito de distribuição​ e concessão de permissão de uso era da Igreja Católica. Instituir o lúpulo ​como insumo que deveria ser utilizado para esse fim ​também foi ​uma das supostas razões para a criação da lei, como forma de controlar a produção das cervejarias e diminuir o poder econômico da Igreja.

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“Seja pelo motivo que for, a promulgação da lei de pureza foi um marco importante para a história da cerveja. Porém, poucos sabem, ainda, o que exatamente é essa celebração. Por isso, aproveitaremos os 500 anos da Reinheitsgebot para lançar em abril uma campanha nas lojas, trazendo informações, com fatos e curiosidades sobre a lei, e, é claro, muitas cervejas de estilos alemães para serem degustadas. Além disso, postaremos em nosso site videos com curiosidades sobre a data e, ainda, características das cervejas alemãs, com dicas de serviço – copo ideal, temperatura e harmonização. Workshops relacionado​s ao tema também serão ministrados em algumas unidades da rede. Queremos cada vez mais participar ativamente da educação cervejeira no pais”, finaliza Wolff.

Fonte: Mestre-Cervejeiro.com