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Proibição dos fogos de artifício vai beneficiar animais

Nova lei que começou a valer em São Paulo proíbe fogos de artifício com barulho

A lei que veta fogos de artifício com estampidos, sancionada pelo prefeito de São Paulo, Bruno Covas, já ganhou a aprovação de muitas pessoas, principalmente dos tutores de pets. Às vésperas da Copa do Mundo, quando aumenta o uso de fogos, a medida é um alívio para protetores e tutores.

“Com a audição muito mais sensível que a dos humanos, os pacientes sofrem com o estampido dos fogos. No caso dos cães, coração acelerado, salivação excessiva e tremores são indicativos de que algo não está bem. Em pânico, os bichinhos podem ter reações inesperadas e se machucar. No caso de pacientes doentes, o quadro de saúde pode se agravar”, explica a veterinária Karina Mussolino, gerente de clínicas da Petz.

Alguns sintomas que evidenciam que o pet pode estar com medo quando tiver algum fator de ameaça são: agressão, eliminação de fezes/urina, derramamento de saliva, vômito, hiperatividade, hipervigilância, busca de atenção, fuga, postura abaixada/encolhida, vocalização, tremores.cao-medo-estrondos

Muitos tentam fugir nessas ocasiões e, por muitas vezes, podem ficar presos em portas, portões ou janelas; quebrar objetos ou até mesmo vidraças e se cortar ou ferir. Há risco de atropelamento, pois o animal pode escapar e ir para a rua. Se o artefato explodir muito próximo ao animal, pode lesionar o tímpano e, como consequência, comprometer a audição.

Como lidar com o barulho

Para as cidades onde ainda não há legislação, o ideal, nas épocas de Copa do Mundo e Réveillon, é realizar um trabalho de ‘força tarefa’ para habituar o pet aos diversos barulhos, de uma maneira que se adapte e não manifeste os sintomas acima citados decorrente do medo e fobia, orienta Karina.

cachorro medo fogos lifewith dogs

Algumas dicas

. Utilizar sons com barulhos de fogos e trovões, ou barulhos de TV ou som alto no momento em que tem alguém em casa para acompanhar, desviar o foco, interagir com o pet, assim ele não associa o medo com algo negativo e sim com uma atividade divertida;

. Utilizar protetores auriculares próprios para pets;

. Deixar disponível na residência feromônios sintéticos que auxiliam na adaptação;

gato com medo

. Para alguns pets que preferem se esconder, restringir o espaço e ficar quietinho num local. Exemplo: caixa de transporte “porto seguro”;

. Deixar roupas, toalhas e ou cobertores com o cheiro dos tutores para que os pets se sintam protegidos;

. Não punir, mostrar indiferença ao comportamento de medo, mas sempre se manter perto;

. Usar recompensas positivas (petiscos, brinquedos).

Todas essas medidas, afirma a veterinária, devem ser feitas de maneira preventiva e em longo prazo, por isso falamos que seria uma ‘força tarefa’ para que ocorra a mudança do hábito e ausência do medo.

Cães e gatos costumam se esconder nesses momentos de medo, por isso é importante deixá-los livres, não prender na coleira (em alguns casos eles podem ficar rodando em círculos e até se enforcar) e manter em espaço livre para que não se machuquem (por exemplo: áreas pequenas, portões, lanças).

No caso dos gatos, é comum que sumam da vista dos donos. Se a casa ou o apartamento forem seguros, com redes nas janelas e portões fechados, deixe o bichano por lá, evite ficar chamando para não estressá-lo mais. Evite a automedicação, sem orientação do veterinário, pois há risco à saúde dos bichinhos.

cachorro fogos

Nova lei

A lei sancionada em São Paulo prevê multa de R$ 2.000,00 para quem descumprir a determinação. Em caso de reincidência em menos de 30 dias, o valor será dobrado. Os fogos com efeitos visuais e sem estampido continuam autorizados, bem como os que produzem sons de baixa intensidade.

Fonte: Petz

N.R.: Eu sempre fui a favor que isso mudasse. Não são apenas os animais de estimação que sofrem. Na época de Réveillon é comum vermos pássaros que morrem por causa do som e das luzes. Creio que várias cidades do país deveriam seguir essa mudança.

 

 

 

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Páscoa: chocolate pode levar cães e gatos à morte

Páscoa é tempo de se reunir com a família e se deliciar com muito chocolate. Quem tem pet em casa, pode cair na tentação de querer agradar os peludos. No entanto, isso pode transformar essa época doce em uma experiência nada agradável.

Julia Oliveira de Camargo, médica veterinária do Hospital Veterinário Dog Saúde, afirma que o chocolate é extremamente tóxico aos animais por conta da metilxantina, uma substância alcaloide com alto poder estimulador do sistema nervoso central. Segundo a especialista, o chocolate possui um dos tipos mais comuns: a teobromina.

“A absorção da teobromina é muito rápida pelo estômago e intestino, quase 100% é absorvida e unicamente metabolizada pelo fígado”, explica. A veterinária conta que a substância pode permanecer por até seis dias dentro do organismo do animal.

Como é uma das atrações da Páscoa é comum que vários ovos de chocolate fiquem espalhados pela casa. Mas é preciso redobrar o cuidado para que não fiquem ao alcance dos cães e gatos. O veterinário da Petz Italo Cássio alerta: “Se for consumido em grande quantidade, o produto pode causar vômito, sangramentos, alterações cardíacas e levar à morte”.

Ele orienta que todos da família sejam informados sobre os riscos e que mantenham os ovos bem guardados. “Há casos de acidentes em que os pets pegam o doce que foi deixado em local de fácil acesso e chegam a clínica com um grau de intoxicação bem alto”, afirma o veterinário.

gato chocolate

“Muito cuidado com os chocolates! Fique atento ao lugar onde você coloca e nem pense na frase ‘vou apenas dar um pedacinho’”, enfatiza Julia.

Outras reações que o pet pode ter: o animal intoxicado poderá ficar ofegante, ter reações de excitação, tremor e incontinência urinária. Júlia afirma que em alguns casos, pode ocorrer inclusive taquicardia, junto de arritmias e salivação excessiva.

“Ao observar alterações como essas, leve o seu pet imediatamente ao hospital veterinário para medicações”, frisa a veterinária.

Quantidade tóxica

Quanto mais cacau presente no chocolate, maior vai ser a quantidade dessa substância e, consequentemente, maior o risco de intoxicação. Chocolates mais escuros e amargos, que contêm maior percentual de cacau, são os mais tóxicos para os animais.

No entanto, o chocolate ao leite e o chocolate branco também fazem mal e não devem ser oferecidos aos pets. Pois há o risco do açúcar e das gorduras, por causa do diabetes e obesidade, como também por formação de tártaro, cáries e até perda do dente.

Outro problema é a lactose, substância presente no leite que nem sempre é bem tolerada por cães e gatos, podendo provocar manifestações alérgicas na pele, vômitos e diarreia. O acúmulo de açúcar pode levar a diabetes, catarata diabetogênica, pancreatite, problemas nervosos e problemas dentários.

Uma dose tóxica está em torno de 100 miligramas por quilo de peso do animal. Por exemplo, se o pet pesa dois quilos, 13 gramas de chocolate já podem causar uma grave intoxicação. Caso pese mais de 30 kg, 200 gramas já são suficientes para ter problemas.

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Sinais de alerta

O agravante, segundo Cássio, é que a teobromina fica presente no organismo, dificultando o início do tratamento. “Como não há uma medicação que tenha função de antídoto, muitos pets precisam de suporte e internação”.

Os sinais clínicos variam bastante, mas vômito e diarreia são os mais comuns. Além de beber bastante água e fazer muito xixi, como foi dito, podem ter arritmia cardíaca. Caso observe qualquer desses sinais, procure o médico veterinário imediatamente.

“Apesar dos casos letais serem raros, existe alta incidência de indisposições gastrointestinais, especialmente em animais pequenos e jovens, devido à quantidade de toxina em relação ao peso do pet. Além do risco de intoxicação e do mal-estar, o chocolate pode acarretar em outros males ao organismo do animal, como a obesidade e suas complicações”, lembra a médica veterinária da PremieRpet, Keila Regina de Godoy:.

Keila lembra de outro ponto além de ficar atento e não deixar ovos e bombons em locais acessíveis a cães e gatos, que podem se sentir atraídos pelo cheiro, pela embalagem e “roubar” sem que os donos percebam: “Também é fundamental não ceder aos olhares de súplica dos pets e orientar as crianças para que não ofereçam a guloseima”.

puppy cachorro filhote

Dicas 

=Caso o seu pet coma uma grande quantidade de chocolate, ainda mais com alto índice cacau (como é o caso do chocolate de 70%), ele corre o risco de sofrer uma intoxicação de alto grau. Leve-o urgentemente ao hospital veterinário para que as medicações sejam feitas o mais rápido possível.

=Mesmo que seja um chocolate com menor teor de teobromina, como é o caso do chocolate branco, lembre-se que chocolate não é um alimento para animais. Além dessa substância tóxica, ele possui alto teor de lipídeos, que podem causar outras doenças sérias ao seu animal; como problemas de pele, diabetes e sobrepeso.

=Em caso de ingestão acidental, o animal deve ser avaliado por um médico veterinário imediatamente.

gato chocolate

Fórmula especial

Para quem quer brincar e comemorar a Páscoa com os bichinhos de estimação, a Petz oferece ovos especiais próprios para bichinhos de estimação. Feito à base de lecitina de soja, o produto possui o aroma da guloseima, mas não o princípio ativo do cacau. O preço é R$ 14,99, na embalagem de 50 gramas.

Fontes: Petz, PremierPet e Hospital Veterinário Dog Saúde

Luto: a perda de alguém que se ama e as dificuldades do processo

O luto é um processo psíquico de elaboração de uma perda a partir do rompimento de um vínculo significativo. A dor pela perda de alguém que se ama é algo subjetivo e pessoal. Depende de uma série de fatores que mudam de relação para relação. Cada dor é única e como não se sabe exatamente o que acontece depois que alguém morre, quem fica tem o grande desafio de renascer de uma dor profunda.

“A morte de um cônjuge, por exemplo, traz mudanças na vida do parceiro,que terá que aprender a conviver com a ausência física daquela pessoa. E as mudanças acontecem desde aspectos práticos do dia a dia, até os subjetivos que permeiam a relação”, explica a psicóloga Juliana Guimarães, especialista em luto e sócia da clínica EntreSeres.

Quando a perda é repentina, como no caso de acidentes, ou latrocínios, existe o fator do inesperado, que pode dificultar o processo de luto, pois quem fica não tem a chance de se despedir, de fechar ciclos, resgatar histórias passadas não digeridas, e outras oportunidades.

“Essas oportunidades podem ajudar no processo de enfrentamento da perda, mas não se pode afirmar que a morte repentina é pior ou melhor do que uma longa despedida, no caso de alguém doente”, explica Juliana. “Cada luto é único, porque cada relação é única, e quando falamos em vínculo estamos falando de algo muito pessoal, como por exemplo, o lugar que aquela pessoa ocupava em cada uma de suas relações”.

mulher corpo nua

As fases do luto

O conceito de fases do luto surgiu para ajudar na compreensão desse processo complexo que é o enfrentamento de uma perda. Diversos estudos científicos elencaram comportamentos e emoções que costumam ser comuns aos enlutados. “Nem todo mundo sente tudo, passa por ‘todas as fases’. O luto é um processo dinâmico e fluido”. Mas dentre os comportamentos e emoções que costumam aparecer estão:

Negação: entorpecimento, com atitudes de choque, descrença e mecanismos de defesa da negação que costumam acontecer em um primeiro momento após a perda;

Protesto: na medida em que surge a consciência da perda estariam manifestações de raiva, protesto e busca pela pessoa perdida. Essa fase também pode ser marcada por desorganização, desespero, melancolia, raiva e culpa.

Reestruturação: quando o enlutado adquire mais tolerância às mudanças e consegue se reorganizar.

O apoio social, de amigos e familiares, é um potente recurso nesse processo. “Oferecer ajuda na parte burocrática dos rituais, cuidados com alimentação e hidratação, disponibilidade para estar com aquela pessoa nos momentos em que ela precisar, manifestações de carinho, suporte no retorno à rotina, são movimentos que amigos de enlutados podem fazer para ajudar”, diz Juliana.

“O enlutado precisa estar cercado de amor e de presenças que deem a ele sensação de segurança, que é uma das coisas mais abaladas quando perdemos alguém ou algo muito importante para nós”, completa.

mulher pomba desenho

O luto é um processo que transforma as pessoas, que pede delas uma revisão da vida, ressignificando alguns aspectos. Passar pelo luto não é fácil, mas é possível sair dele transformado, com mais aprendizado e com mais recursos para se enfrentar dores.

Fonte: Juliana Guimarães é psicóloga, especializada em Teoria, Pesquisa e Intervenção em Luto e terapeuta familiar e sócia da EntreSeres.