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Mulheres que vivem relacionamentos abusivos não seguem padrão

Estudo que buscou o porquê de mulheres permanecerem nessas relações concluiu a impossibilidade de classificá-las

Por Ane Cristina

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Em 2014, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou erroneamente um dos resultados da pesquisa Tolerância social à violência contra as mulheres. Na época, o órgão federal informou que 65% dos entrevistados concordavam com a afirmação “Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”.

A veiculação da notícia gerou uma série de protestos nas redes sociais que denunciavam o machismo na sociedade brasileira, dentre eles a campanha Eu não mereço ser estuprada. Na semana seguinte o Ipea corrigiu o dado, informando que a porcentagem de 65% se referia à afirmação “Mulher que é agredida e continua com o parceiro gosta de apanhar”. A correção não gerou a mesma repercussão que a afirmação incorreta causou, mostrando o “pouco espanto” em relação à violência contra a mulher nas relações de conjugalidade.

Fabiana de Andrade pesquisou durante quatro anos o que faziam as mulheres que sofriam violência doméstica permanecerem ou saírem de uma relação violenta. Dentre suas conclusões, está a similaridade das narrativas de violência, a impossibilidade de classificar essas mulheres e a formulação de Pedagogias do Cuidado de Si, ferramentas de mudança de pensamento e de conduta.

Autora da tese de doutorado Mas vou até o fim: narrativas femininas sobre experiências de amor, sofrimento e dor em relacionamentos violentos e destrutivos, defendida na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, ela acompanhou e conversou com mulheres que passavam ou tinham passado por relacionamentos destrutivos em três locais diferentes. Ela esteve no Mulheres que Amam Demais (Mada), em Campinas, grupo de autoajuda formado por mulheres que sofrem por amar demais. O espaço existe há muito tempo e segue os moldes do Alcoólicos Anônimos (AA).

Também em Campinas, a pesquisadora conheceu o Centro de Referência e Apoio à Mulher (Ceamo), serviço fornecido pelo município que tem o objetivo “de acolher e prestar atendimento psicológico, social e orientação jurídica à mulher em situação de violência de gênero no âmbito doméstico, visando romper o ciclo da violência através de atendimento individual, familiar ou em grupo”. Ela também foi a Paris, onde seu objeto de estudo foi a associação francesa Libres Terres des Femmes (LTDF), que assim como o Ceamo acolhia mulheres em situação de violência, mas não fazia parte de uma política pública, sendo dependente de outras verbas.

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Pedagogias do Cuidado de Si

Fabiana selecionou as quatro principais ferramentas discutidas nos grupos que visavam à mudança de pensamento e de conduta, chamando-as de Pedagogias do Cuidado de Si. “Eu chamei dessa maneira porque entendi que esses grupos funcionavam como espaços pedagógicos de produção de um outro olhar sobre estar no mundo, de produção de desejos, de coisas que as mulheres queriam na vida delas, porque eu observei que nesses espaços muitas das mulheres tinham uma forma de viver e de estar no mundo que era voltado para o bem-estar do outro”, conta a pesquisadora.

Questionamento das normas de gênero e sexualidade

No Ceamo e no LTDF falava-se muito sobre a existência de papéis diferentes para homens e mulheres, que pode tornar aceitável uma situação de violência para a mulher. No Mada eram apresentadas as normas do homem como “príncipe encantado” e “provedor da casa”.

Controlar excessos

Principalmente no Mada existia a ideia de que o “excesso” de controle da conduta do outro era muito perigoso: querer saber onde o outro está, o que ele pensa, querer provas de amor, ligá-lo compulsivamente. “A ideia do controle dos excessos era começar a criar formas de aprender a estar sozinha, saber que o sucesso amoroso não depende que o casal seja uma pessoa só, a importância da liberdade do outro e delas” explica Fabiana.

Uma mulher empoderada empodera outra mulher

No Ceamo e no LTDF, o termo “sororidade” era muito utilizado, ressaltando a importância de que mulheres entendam que não são inimigas. No Mada, o termo usado era “irmandade”. Os três grupos tentavam passar a ideia de que mulheres não devem competir entre si, uma vez que tal competição é mais um resultado da cultura machista.

Autoconhecimento

As mulheres buscavam o autoconhecimento para entender qual seu lugar numa cultura machista e poder questionar essa cultura. Nos grupos, elas percebiam que não sabiam sequer do que gostavam de fazer, por não se conhecerem. O autoconhecimento produziria uma outra maneira de olhar para si mesmas e de estar no mundo.

Fonte: Jornal da USP

 

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Curso “Amor e sedução: lições de Vênus e Marte” com Virginia Gaia

Que o amor é importante, não há dúvida nenhuma, mas como estabelecer uma relação afetiva saudável e prazerosa? E como manter acesa a chama de um relacionamento estável? Para contextualizar a questão, a astróloga, taróloga, sexóloga e coach de relacionamentos com abordagem holística Virginia Gaia promove um curso rápido, voltado para mulheres, no dia 7 de junho, das 20 às 22 horas, em São Paulo.

Virginia Gaia declara: “Muitas pessoas se sentem inseguras na hora da conquista e sedução e acabam adotando crenças limitantes que destroem a autoestima e dificultam o desenvolvimento de relacionamentos sólidos e felizes. Outras, já com uma relação estabelecida, não sabem como recuperar a paixão e o desejo do início do relacionamento.”

De uma perspectiva mais ampla, isso não chega a surpreender em um momento como o atual, em que o papel da mulher na sociedade e as formas de amar passam por muitas mudanças. Hoje, mais do que nunca, é importante entender alguns princípios que regem o amor e a sedução. Na mitologia greco-romana, o relacionamento de Marte, o deus da guerra e do desejo sexual, com Vênus, a deusa da beleza e do amor, era uma referência para diversas reflexões sobre o papel das relações afetivas na vida das pessoas. Resgatar a referência do casal mais sexy da mitologia é um caminho seguro para promover uma reconciliação pessoal com esses princípios, que é fundamental para ter relacionamentos melhores.

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Partindo da mitologia e suas representações na astrologia e no tarô, o curso traz lições valiosas sobre a arte de conquistar, amar e ser amada e resgatar a essência do feminino e do masculino em si mesma, elementos essenciais para uma vida mais feliz.

O programa, destinado ao público feminino, tem 2 (duas) horas de duração, com conteúdo teórico e vivência ritualística em grupo, e inclui os seguintes tópicos:

– Breve contextualização da mitologia greco-romana e suas correspondências com a Astrologia e alguns símbolos do Tarô
– Marte: o deus da guerra, da conquista e do desejo sexual, suas qualidades e seus defeitos
– Vênus: a deusa do amor e da beleza, suas qualidades e seus defeitos
– Cupido: o filho de Marte e Vênus, chamado de Eros pelos gregos, é o deus do erotismo
– Psiquê: a deusa da alma
– Amor e sedução entre Marte e Vênus: o que podemos aprender com os pontos altos e baixos desse relacionamento?
– O casamento do Cupido com Psiquê e a lição de que o erotismo é o alimento da alma
– Dicas de amor e sedução inspiradas nas histórias desses mitos e na experiência com o Tarô e a Astrologia
– Vivência ritualística em grupo

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Curso Amor e Sedução: lições de Vênus e Marte
Data: 7 de junho (quinta-feira)
Horário: das 20 às 22 horas
Local: Avenida Paulista, 1159 – São Paulo
Valor: R$ 80,00 (pode ser parcelado pelo PagSeguro)

Perfil

Virginia Gaia é astróloga, taróloga e estudiosa de mitologia e religião comparada há mais de 15 anos. Tem um quadro no programa A Tarde É Show com Nani Venâncio (Rede Brasil de Televisão) e leva o conhecimento que acumulou nas Ciências Herméticas para os mais diversos públicos. Propagadora do Vama Marga Tantra, foi iniciada no Vajrayana – o chamado Budismo Tântrico ou Budismo Tibetano –, além de ter sido integrante de ordens iniciáticas e ocultistas. Com base na certificação de Capacitação em Sexualidade que obteve pela Abeme (Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual), é também educadora sexual, ministrando cursos e palestras sobre o amor e os relacionamentos que abordam o estreito vínculo entre sexualidade, afetividade e espiritualidade.

 

Revlon cria movimento para incentivar as mulheres a viverem com intensidade

#RevlonDay ocorre hoje, 17 de maio, e é um convite para tomar atitudes que transformem a rotina

A icônica marca Revlon lançou um movimento para celebrar seu novo posicionamento, o #RevlonDay, que ocorre hoje, 17 de maio, dando continuidade à comunicação Live Boldly, apresentada e estrelada mundialmente no início deste ano por suas novas embaixadoras globais Gal Gadot, Ashley Graham, Adwoa Aboah, Imaan Hammam, além da brasileira Raquel Zimmermann.

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O movimento tem o objetivo de incentivar as mulheres a viverem intensamente, a saírem de sua zona de conforto e despertarem o lado bold que existe em cada uma delas.

Para a ação, a marca apresenta sua linha ColorStay, perfeita para ajudar as mulheres a expressarem sua força por meio da beleza, acompanhando-as nessa tarefa, o dia todo. Sua tecnologia de longa duração, que não transfere, não borra e não mancha destaca o best-seller mundial da marca, a base ColorStay, que tem incrível durabilidade de 24 horas, além dos demais produtos para pele, lábios e olhos.

E, durante todo o mês de maio, as mulheres que tiverem aderido à ação, contando nos Stories o que fizeram de diferente no #RevlonDay (17/5) – algo ousado para o seu estilo de vida, que pode ser desde uma atitude para enfrentar algum medo até tirar um momento de descanso para se cuidar – poderão ser selecionadas para aparecer nos Stories da Revlon (@revlonbrasil), como grandes exemplos do movimento Live Boldly.

REVLON BR

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Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento à Fibromialgia

Os desafios de diagnosticar e tratar a doença que é ligada ao estresse e depressão e afeta principalmente mulheres

Dores musculares fortes em diferentes regiões do corpo, de forma crônica, podem ser um indício de uma doença que atinge principalmente mulheres entre os 35 e 44 anos – que chegam a representar 90% dos pacientes em tratamento para a Fibromialgia. A enfermidade é uma das doenças mais frequentes e acomete 2,5% da população brasileira. Este sábado, 12 de maio, é o Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento à Fibromialgia.

Quem sofre de Fibromialgia vive não só o incômodo das dores, mas o desconhecimento da origem e causa dos sintomas, já que a doença não é diagnosticada por exames laboratoriais, apenas pela identificação das queixas e dos pontos dolorosos. Algumas das características que indicam o mal são a fadiga, rigidez muscular, dor após esforço físico e anormalidades do sono – além de sintomas depressivos, ansiedade, deficiência de memória, desatenção e cefaleia.

Por englobar uma série de sintomas em diferentes partes do corpo e particularmente em relação ao quadro psicológico do paciente, especialistas indicam que o tratamento aconteça por equipe multidisciplinar, formada por reumatologista, fisioterapeuta, psicólogo e nutricionista).

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“A conduta terapêutica varia de acordo com a necessidade de cada pessoa e permeia entre o tratamento convencional e as terapias alternativas. Aos que sofrem desta enfermidade, temos à disposição aliados de fácil acesso como: compressas quentes ou frias, banhos de imersão, automassagem, alongamentos, cataplasmas com argila e meditação entre outros”, explica a fisioterapeuta do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) Valquíria, Francielli Teixeira Luttig.

Mudanças de hábitos, escolha saudáveis e pequenos ajustes na rotina são ações que podem gerar bons resultados no tratamento da Fibromialgia, dando mais qualidade de vida aos pacientes. Seguem algumas dicas de especialistas que podem trazer melhoras:

– Faça atividade física regular;

– Escolha alimentos mais saudáveis, uma dieta rica em verduras, legumes e frutas;

– Evite carregar pesos;

– Elimine perturbadores do sono como luz, barulho, eletrônicos e uso de estimulantes antes de dormir;

– Fuja de situações que aumentem o nível de estresse;

– Considere a possibilidade de buscar ajuda psicológica.

Fonte: NASF

Suplemento auxilia no tratamento de síndrome que causa infertilidade nas mulheres

A Síndrome do Ovário Policístico, também conhecida pela sigla SOP, é uma desordem endócrina que atinge cerca de 15% das mulheres em idade reprodutiva em todo o mundo e é uma das principais causadoras da infertilidade. “Durante o processo de ovulação, é normal o aparecimento de cistos, que fazem parte do funcionamento dos ovários e desaparecem a cada ciclo menstrual.

A SOP interfere neste processo de ovulação devido ao desequilíbrio hormonal, fazendo com que estes cistos permaneçam ali e modifiquem a estrutura ovariana, tornando o órgão até três vezes maior que o tamanho normal”, explica a farmacêutica Luisa Saldanha, diretora técnica da Pharmapele.

Segundo a especialista, as causas da SOP ainda não são totalmente conhecidas. Porém, acredita-se que alguns fatores como a genética e, principalmente, a resistência insulínica tem relação com a origem do distúrbio, pois levam ao desequilíbrio hormonal.

“Os sintomas variam de pessoa para pessoa, assim como a gravidade da doença. A falta de ovulação, a menstruação anormal e altos níveis de hormônios masculinos são os principais sinais da síndrome. Porém, outros sintomas como o aumento de pelos no rosto, seios e abdômen, a formação de acne e o ganho de peso também podem indicar a presença do distúrbio”, afirma. “Além disso, em casos mais graves, podem surgir complicações a longo prazo como diabetes, doenças cardiovasculares e câncer do endométrio.”

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O diagnóstico da síndrome dos ovários policísticos é feito por meio de exames clínicos e laboratoriais como o ultrassom ginecológico e a verificação dos níveis de hormônios através do exame de sangue. Já para o tratamento da SOP, manter uma dieta leve e balanceada acompanhada da prática de exercícios físicos é fundamental para a melhora da resistência insulínica, fertilidade e a regulagem da ovulação.

“A parte medicamentosa do tratamento consiste no controle dos sintomas e complicações. Por isso, são receitados anticoncepcionais para regular o ciclo menstrual, indutores de menstruação para ajudar no processo de ovulação, hipoglicemiantes para controlar a resistência insulínica, além de medicamentos para reverter o quadro de infertilidade”, destaca a farmacêutica.

Recentemente, estudos descobriram que uma molécula que nosso corpo produz a partir da glicose chamada de inositol também pode melhorar os sintomas associados com a síndrome dos ovários policísticos, especialmente os inositóis Mio-inositol (MI) e D-Chiro Inositol (DCI).

“Baixos níveis de DCI foram observados em pessoas com resistência à insulina e SOP, dando suporte a teoria de que estes pacientes experimentam uma severa desregulação do metabolismo de inositol. Por isso, a administração de ambas as isoformas do inositol é um tratamento simples e seguro que age sobre a modulação da insulina, melhorando assim a função ovulatória e diminuindo as concentrações de andrógenos”, explica a especialista.

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De acordo com Luisa Saldanha, outros ativos também podem ser suplementados junto com o tratamento medicamentoso convencional para otimiza-lo e diminuir a ocorrência de efeitos colaterais. Por exemplo, a suplementação da Coenzima Q10 reduz o stress oxidativo e melhora a ovulação. Já o Extrato de feno-grego (50%) favorece a redução dos cistos e o retorno do ciclo menstrual normal.

“É importante que antes de tomar qualquer medicamento você consulte um médico. Cabe a ele a avaliação do melhor tratamento, levando sempre em conta fatores como os sintomas, as complicações e a pretensão da paciente de engravidar ou não”, finaliza.

Fonte: Pharmapele é uma rede de farmácias de manipulação, com 30 anos de experiência em medicamentos personalizados e cosméticos de tratamento

“Cabaré Solanas” ressalta poder e propõe domínio feminino

Espetáculo sugere mudança radical na sociedade em busca de justiça e poder para a mulher

Sete mulheres provocadas pelo manifesto SCUM (um manifesto feminista radical feito publicado em 1967), de Valerie Solanas, se unem para apresentar um cabaré/ato em busca de justiça para a condição da mulher na sociedade. Feminicídio, assédio, gaslighting, abuso e abandono são temas abordados em Cabaré Solanas, em cartaz até 8 de abril no Habitat Cultural, em São Paulo.

Com dramaturgia de Elle Henriques e Mario Spatizziani, que também assina a direção, o espetáculo convida a plateia a refletir sobre uma ficcional transformação radical do mundo centrada no poder da mulher. O manifesto feminista radical, publicado em 1967, é o condutor das cenas que dialogam com a realidade da mulher e inflamam impulsos que estão prestes a explodir.

As personagens que integram o “Cabaré Solanas” foram livremente inspiradas em mulheres que desafiaram padrões vigentes, como a escritora Patrícia Galvão (Pagu), a heroína francesa Joana d’Arc, a atriz norte-americana Frances Farmer, a dançarina Mata Hari, entre outras. As experiências reais vividas pelas atrizes que compõem o elenco e seus depoimentos pessoais também motivaram a criação de cenas e a composição de suas personagens.

Todas as músicas do espetáculo são interpretadas ao vivo com acompanhamento do pianista Murilo Emerenciano que também integra a cena. O repertório, idealizado pelo diretor, traz desde o clássico do cinema Love Is A Many Splendored Thing (do filme “A Colina da Saudade”, 1955), até sucessos de grandes nomes como Maysa e Os Mutantes, chegando à atualidade com a cantora Ekena e sua composição “Todxs Putxs”.

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O espetáculo está em cartaz aos sábados, às 20h30, e aos domingos, às 19h30, no Habitat Cultural, localizado no Jardim São Paulo, zona norte da capital.

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Sinopse: sete mulheres provocadas pelo manifesto SCUM, de Valerie Solanas, se unem para apresentar um cabaré/ato em busca de justiça para a condição da mulher na sociedade. Feminicídio, assédio, gaslighting, abuso e abandono são temas abordados nas cenas que inflamam impulsos radicais que estão prestes a explodir. Em um mundo que precisa de transformações radicais, é possível promover mudanças sem ações radicais?

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Sobre o SCUM: manifesto feminista radical escrito por Valerie Solanas e publicado em 1967. Nele, a autora argumenta que os homens têm arruinado o mundo e que cabe às mulheres corrigi-lo. Para atingir este objetivo, sugere a formação da “SCUM”, uma organização dedicada a dominar a sociedade e eliminar o sexo masculino.

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Ficha Técnica
Concepção Geral e Direção: Mario Spatizziani
Dramaturgia: Elle Henriques e Mario Spatizziani
Elenco: Bianca da Costa, Cynthia Azevedo, Denise Muramatsu, Drika Nascimento, Elle Henriques, Julia Mafra e Kellen Rodrigues
Piano: Murilo Emerenciano
Iluminação: Mario Spatizziani
Fotos: Adrianne Henriques
Produção: Alex Olobardi e Kellen Rodrigues.

Local: Habitat Cultural – Rua Capitão Rabelo, 279 – Jardim São Paulo.
Próximo à estação Jardim São Paulo/Ayrton Senna do metrô
Informações e reservas: (11) 98050-7777
Capacidade: 40 lugares
Data: Até 8 de abril. Sábados, 20h30. Domingos, 19h30.
Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia)
Duração: 75 min
Classificação: 16 anos

 

 

 

Menopausa pode aumentar incidência de infecção urinária

Diminuição do estrogênio é o principal motivo para as mulheres ficarem mais suscetíveis ao problema nesse período. Uso de lubrificantes vaginais antes das relações sexuais e o consumo de extrato de cranberry são medidas preventivas eficazes

Durante a menopausa, que geralmente ocorre em mulheres na faixa etária entre 45 e 55 anos, o organismo reduz a produção do estrogênio. Com isso, a tendência é que as mucosas da vagina e da uretra fiquem finas e secas, tornando-se mais sensíveis. As consequências são dificuldade na relação sexual e infecções urinárias de repetição (ITUs).

A mulher fica mais suscetível às ITUs neste período justamente porque o estrogênio oferece proteção para todo o trato urinário. Com a diminuição desse hormônio, ocorrem a elevação do pH e alteração da flora vaginal. “Com a redução da quantidade de lactobacilos, bactérias que oferecem proteção natural, o organismo fica mais suscetível à Escherichia coli (E. Coli), responsável por 80% dessas infecções”, explica a ginecologista Daniela Gouveia.

Mulheres que têm histórico de ITU na juventude costumam apresentar a infecção de repetição durante a menopausa. Por isso, é importante tratar o problema o quanto antes e adotar medidas preventivas, como o uso de lubrificantes vaginais antes das relações sexuais, fazer reposição hormonal via vaginal, para reestabelecer o trofismo e a flora vaginal, e consumir extrato de cranberry.

Rico em proantocianidinas, conhecidas pelas propriedades antiadesivas que evitam a fixação das bactérias nas paredes do trato urinário, o cranberry atua como coadjuvante no tratamento e ajuda a bloquear a capacidade desses micro-organismos infectarem a mucosa da bexiga.

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O Aché Laboratórios reconhece as propriedades do extrato de cranberry e apresenta o nutracêutico Cisberry. Produzido a partir do fruto moído e desidratado, o produto é o único do mercado com formato de mini cápsula. Diferente dos sucos, Cisberry tem o rigor de manter em cada cápsula uma alta concentração de proantocianidinas, consideradas “o poder do cranberry”, além de ser muito mais prático.

Fonte: Aché

Mês da Mulher: cuidados com a saúde vão além dos exames ginecológicos

Especialista explica a importância dos cuidados com a saúde emocional e também da alimentação para manter um bom funcionamento de todo o corpo

O conceito de saúde definido pela Organização Mundial da Saúde é: um estado de completo bem estar físico, mental e social e não somente a ausência de enfermidades. Muitas mulheres acreditam que o cuidado com a saúde envolve apenas a visita ao ginecologista uma vez por ano para realizar os exames preventivos, que são de suma importância, porém não garantem sozinhos longevidade ou qualidade de vida.

A maior parte das pessoas ao pensar em saúde e qualidade de vida se esquece, por exemplo, da saúde mental e emocional. Segundo Cíntia Pereira, ginecologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, a visita ao ginecologista envolve aspectos que vão muito além da ginecologia em si e que se refletem na sua saúde física, emocional e em suas relações familiares, no trabalho e na sociedade como um todo.

“Uma pessoa com saúde emocional debilitada pode comprometer vários setores da sua vida: tem dificuldade em manter relacionamentos, desempenhar funções no trabalho e, até mesmo, cuidar dos filhos. Esse abalo emocional pode também prejudicar a saúde física da mulher colaborando para o surgimento de doenças alérgicas, infecciosas, autoimunes e até o câncer, além de favorecer comportamentos de risco como o sedentarismo, a qualidade nutricional ruim, o abuso de álcool, cigarro e drogas”, afirma a médica.

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Um estudo sobre saúde mental divulgado pela OMS em 2011 apontou que depressão é uma questão grave de saúde pública em todas as regiões do mundo. O estudo, conduzido em 30 países revelou que a ocorrência de transtornos mentais é duas vezes maior em mulheres. No Brasil, a pesquisa foi realizada no estado de São Paulo e apontou que 20% das mulheres apresentam episódios depressivos pelo menos uma vez ao longo da vida.

“Uma das justificativas para isso seria o acúmulo de responsabilidades sociais e expectativas no papel feminino que se intensificaram no último século, e embora representem conquistas importantes, trouxe ao universo feminino um desdobramento entre o passado e o contemporâneo num acúmulo de tarefas e expectativas que muitas vezes a levam a um colapso emocional”, explica a ginecologista.

Já a ansiedade, segundo a OMS, atinge 1 a cada 3 pessoas no mundo, o que representa 4% da população global. Entre as mulheres, 42% sofrem desse transtorno, que é definido pela Organização como sentimento constante de preocupação, de incapacidade, frustração e medo, pode manifestar-se fisicamente com náuseas, taquicardia ou “aperto” no peito, dor no estômago, problemas no sono, dificuldade de manter a concentração, entre outros.

A especialista explica ainda que a observação desses transtornos de natureza mental também deve ser avaliada na conversa com o ginecologista, que muitas vezes é o único veículo de comunicação dessa mulher e que pode, assim, indicar cuidados que vão muito além dos exames periódicos.

Alimentação e Atividade Física

Outro aspecto de grande importância na abordagem da saúde da mulher é seu estado nutricional e a realização de atividades físicas. Em uma visita ao ginecologista, o médico pode fazer o diagnóstico de distúrbios alimentares, como obesidade, anorexia ou bulimia ou mesmo comportamentos nutricionais, que se refletem no perfil metabólico e agravam doenças como diabetes, cardiopatias, hipertensão e hipercolesterolemia.

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Mais uma vez, cabe ao especialista um olhar atento. “As pacientes que passam no Hospital São Camilo com a equipe de ginecologista recebem não só a orientação para uma boa dieta rica em frutas, vegetais, leguminosos, peixes, fibras, vitaminas, sais minerais, antioxidantes, beber água, mas também são aconselhadas a mudar a atitude alimentar podendo receber um atendimento multidisciplinar com diversos especialistas, como nutricionista, nutrólogo, cardiologista, geriatra ou mesmo um psiquiatra”, explica Cíntia.

A atividade física também faz parte das atitudes que são necessárias para que a mulher mantenha sua saúde em dia como um todo garantindo uma melhor qualidade de vida e longevidade maior. No mundo contemporâneo onde desde muito jovens as mulheres assumem uma rede de compromissos entre trabalho, estudo, família e entretenimento, é comum ouvir o discurso que justifica a vida sedentária: “a falta de tempo”.

“Nos últimos anos, as pesquisas médicas apontam que boa parte da falta de saúde tem relação íntima com a falta de atividade física. Podemos observar que pessoas ativas são mais autoconfiantes, menos deprimidas e estressadas, apresentam maior vigor físico resistindo mais às doenças, mantém um peso dentro da normalidade e apresentam uma pressão arterial e frequência cardíaca em níveis mais baixos que uma pessoa sedentária. Além disso, pessoa ativa tem maior volume de oxigênio pulmonar, o que facilita suportar atividades de longa duração com mais facilidade, melhora a postura e combate os maus hábitos como cigarro, álcool e outras drogas”.

Desde junho de 2016, a Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo passou a contar nas Unidades Pompeia e Santana com o Centro de Saúde da Mulher, dedicado ao serviço de Ginecologia, suas subespecialidades e exames de diagnóstico.

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Foto: UC Health

O maior diferencial do serviço é atender todos os tipos de patologias ginecológicas em uma abordagem integral da saúde da mulher, desde a prevenção, diagnóstico e cirurgias de patologias benignas, até casos como oncologia mamária, pélvica e miomatose uterina (tumores não cancerosos no útero que surgem na fase reprodutiva da mulher), além de poder contar com toda a rede de especialistas – como nutricionistas, ortopedistas, endocrinologistas, neurologistas, cardiologistas, entre outros – do Hospital, que trabalham de forma multidisciplinar e integrada.

O atendimento ambulatorial às pacientes com horário marcado ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 19h, e aos sábados, das 8h às 13h.

Fonte: Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo

Mulheres bebem de graça nesse domingo em ação promocional do Zé Delivery*

*Quero pedir desculpas por esta nota que publiquei originalmente no sábado à tarde, pois não sei se alguma mulher que a leu resolveu participar. Falo isso porque eu mesma tentei, ontem, logo que o relógio marcou 14 horas eu entrei no site e comecei a me cadastrar. Até que chegou em uma parte na qual eu precisava aguardar um código que seria enviando ao meu celular por SMS. Pois é, estou aguardando o tal código até agora. Isso porque eu clicava em “reenviar” e nada. Resolvi, então, baixar o aplicativo em meu celular. Consegui, mas na hora de fazer o pedido, que tinha de ser da cerveja Corona, não havia esta marca.

Publiquei confiando no conteúdo e, infelizmente, ao menos para mim, a promoção mostrou-se ou inexistente ou muito mal feita. Portanto, desculpem novamente. Espero que isso não ocorra novamente com outras marcas. Se isso aconteceu com você também, me escreva. 

O “Zé Delivery”, serviço de entrega de bebidas, vai fazer a festa da mulherada nesse domingo (11), em parceria com a cerveja Corona. Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, o Zé vai entregar um pack com 6 longnecks para todas as usuárias que fizerem novos cadastros no aplicativo ou no site da marca. Os pedidos devem ser realizados entre às 14 e às 17 horas (ou até o término do estoque de 1.000 packs), sendo válidos exclusivamente para a cidade de São Paulo.

Para participar da ação é necessário baixar o aplicativo do “Zé Delivery” (disponível para iOS e Android), inserir o endereço ou CEP e pedir um pack de longneck Corona. Também é possível efetuar o pedido pelo site. Depois de realizar o cadastro, basta que a usuária insira o cupom #ZEMEUCRUSH dentro do horário da promoção para ter a sua bebida entregue em até uma hora, geladinha e sem custo.

Esse Zé sabe como ser fofo, né meninas?

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“Zé Delivery”

Serviço de entrega de bebidas disponível na região da grande São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Além de entregar as cervejas mais conhecidas no mercado, o aplicativo também oferece cervejas artesanais. A parceria com diversos pontos de venda da cidade garante preços super competitivos e rapidez na entrega”.

 

Magazine Luiza vai “meter a colher em briga de marido e mulher”

“Em briga de marido e mulher, não se mete a colher”. O Magazine Luiza vai desafiar o ditado popular nesta época em que se comemorada o Dia Internacional da Mulher. O Magalu venderá — em suas 860 lojas físicas e no site magalu.com — uma colher especial com os dizeres: “Em briga de marido e mulher, tem que meter a colher, sim. Ligue 180 e denuncie”.

Cada colher custará R$ 1,80, uma referência ao número de denúncia para casos de violência contra as mulheres, o Ligue 180. O valor arrecadado com a venda, ao final da campanha, será revertido a duas entidades: Instituto Patrícia Galvão, uma organização social que desde 2001 trabalha pela garantia do direito das mulheres de viver sem violência, e a rede colaborativa Mete a Colher, que funciona por meio de um aplicativo mobile, que conecta mulheres vítimas de violência com outras que podem oferecer apoio.

“Denunciar é sempre um grande desafio”, diz Ilca Sierra, diretora de marketing multicanal do Magalu. “Por isso, a empresa, que já tem um histórico de engajamento nessa luta, considera de grande importância promover campanhas que incentivem mulheres e homens a dar esse grande passo”. A ação é assinada pela agência David.

Há oito meses, o Magalu lançou uma iniciativa interna para reduzir os casos de violência contra a mulher entre suas mais de 11 000 funcionárias. Elas têm acesso ao Canal da Mulher, um sistema de denúncia – monitorado diretamente por Luiza Trajano, presidente do Conselho de Administração – cuja função é apoiar as funcionárias expostas a esse tipo de violência.

Dados publicados pelo portal G1 mostram que o Brasil registrou 4.473 assassinatos de mulheres em 2017, um aumento de 6,5% em relação ao ano anterior — o que significa uma mulher morta a cada duas horas no país.

“O envolvimento e a contribuição das empresas no enfrentamento da violência contra as mulheres são extremamente importantes. Essa campanha mostra que esse é um problema de todos: das empresas, como o Magazine Luiza, e da sociedade”, diz Jacira Melo, diretora do Instituto Patrícia Galvão.

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