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Verão: tempo de cuidar ainda mais dos olhos

Época é propícia ao aparecimento de diversas doenças oculares, como conjuntivite, ceratites e alergias. Especialista do Hospital CEMA explica por que isso ocorre e como se prevenir

O verão traz muitas coisas boas: praia, férias, lazer. No entanto, pode também ser um fator de risco para alguns problemas de saúde. A aglomeração, o descuido, a exposição à radiação solar, todos esses fatores favorecem o aparecimento de doenças oculares, como a conjuntivite, ceratites, alergias, catarata precoce, DMRI (Degeneração Macular Relacionada à Idade), tumores, pterígio, entre outras.

“Dessas enfermidades, a mais comum é a conjuntivite, que pode aparecer por alguns fatores, como água poluída, fatores alérgicos e descuidos com a higiene das mãos”, explica o oftalmologista do Hospital CEMA, Omar Assae.

Nesta época, os casos de conjuntivite, por exemplo, podem aumentar até 80%. A doença ocorre quando há uma inflamação da conjuntiva, membrana que recobre o olho. A mais comum delas, a infecciosa, pode ser bacteriana ou viral, e é altamente contagiosa. Além dessas, há também a alérgica, fúngica e a tóxica. Já a ceratite acontece quando há inflamação da córnea, e o pterígio quando há crescimento anormal do tecido corneano. Ambas as doenças podem aparecer mais facilmente no verão por causa da exposição maior aos raios solares.

Porém, a ideia não é estragar a diversão de ninguém com medidas radicais, por isso é importante atentar aos principais cuidados a serem adotados nesta época. O especialista do Hospital CEMA lista abaixo algumas medidas para evitar complicações oculares:

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– É importante, durante a exposição solar, utilizar óculos escuros de qualidade, certificado por profissionais. Só assim é possível proteger a visão com segurança. Óculos de procedência duvidosa podem causar o efeito contrário, e prejudicar ainda mais os olhos;

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– Evite coçar os olhos, principalmente se as mãos estiverem sujas, ou caso esteja em ambientes aglomerados. Esse hábito simples é capaz de prevenir boa parte dos casos de conjuntivites e outras infecções;

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Foto: Ashley Frogley/MorgueFile

– O uso de chapéu, em conjunto com os óculos escuros, melhora ainda mais a proteção ocular, principalmente nos casos de pessoas que ficam muito tempo expostas ao sol;

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Foto: Beglib/MorgueFile

– O cloro e o sal do mar podem irritar os olhos, mas não chegam a causar doenças. De todo modo, todo cuidado é pouco para possíveis alergias ou irritações que não melhoram;

OFTALMOLOGISTA OLHOS EXAME

– Evite tratamentos “caseiros”, pois o problema pode se agravar. Basta lembrar que os olhos são um dos órgãos mais sensíveis. Caso desconfie de alguma doença ocular, consulte sempre um especialista.

Fonte: CEMA

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Cegueira em cães e gatos: dá para prevenir? por Úrsula Silva*

Os animais de companhia conseguem se comunicar por meio da troca de olhares com os seus tutores e, dessa forma, podem expressar fome, alguma situação que cause desconforto ou mesmo reconhecer o universo a sua volta. Por esse motivo, os cuidadores precisam estar sempre alertas aos problemas que podem causar cegueira em cães e gatos.

O desenvolvimento da cegueira em pequenos animais pode estar associado à vários fatores, sendo portanto, multifatorial, podendo até – em alguns casos – estar associada a quadros reversíveis. Como principais causas encontradas na literatura, nós temos a conjuntivite, glaucoma, catarata, doenças da córnea, doenças da retina, ceratoconjuntivite e doenças sistêmicas como Diabetes Mellitus, Hipertensão Arterial, Hipotireoidismo, Ehrlichiose e viroses como Cinomose nos cães e Herpesvírus nos gatos.

veterinario olho oftalmo

Não existe uma única faixa etária para o acometimento da cegueira em nossos bichinhos, pois depende da causa envolvida no processo. Por exemplo, a catarata que é uma das causas de cegueira, pode estar presente desde o nascimento como no caso da catarata congênita, mas pode também estar presente em animais de dois a quatro anos de idade (cataratas juvenis) ou ainda cataratas senis, que são observadas geralmente a partir dos oito anos de idade em cães.

Não existe um único “tipo” de animal predisposto ao desenvolvimento da cegueira, uma vez que se trata de uma condição patológica multifatorial e apenas o médico veterinário, por meio de uma complexa avaliação clínica, poderá responder de forma mais adequada a esse questionamento.

O tratamento das doenças é bastante variável, pois está associada ao fator desencadeante. De acordo com a causa temos tratamentos medicamentosos, como é o caso da conjuntivite, ceratoconjuntivite seca e glaucoma, podendo chegar aos tratamentos cirúrgicos como nos casos de catarata, ectrópio e entrópio.

Certamente nossos amiguinhos terão algumas limitações, mas de uma maneira geral, a cegueira é um problema de visão com o qual eles podem perfeitamente conviver. Com relação ao ambiente em que o animal vive, deve-se evitar mudar objetos e móveis de lugar e o fornecimento de alimento e água deve ser feito sempre no mesmo local, pois como já observado, o animal se acostuma com a arrumação do ambiente em que vive. Um cuidado especial precisa ser tomado com relação às piscinas, que devem ser cobertas.

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Dessa maneira, a prevenção da cegueira em animais de companhia está intimamente associada à avaliação médica veterinária, realizada por profissionais com o objetivo de identificar possíveis fatores predisponentes e a forma mais adequada para o controle, eliminação ou tratamento dos mesmos, a fim de evitar o aparecimento dessa condição patológica que, muitas vezes, compromete a qualidade de vida de nossos animais.

*Úrsula Silva é professora do curso de Medicina Veterinária da Anhanguera de Niterói

Smartphones e computadores aceleram envelhecimento da visão

Uso excessivo de aparelhos eletrônicos pode antecipar a chegada de doenças como miopia, vista cansada e olhos secos, afirma oftalmologista Mário Filippo

Problemas oculares relacionados à predisposição genética podem se manifestar em diferentes períodos da vida, independentemente da faixa etária do indivíduo. No entanto, ao se aproximar dos 40, é comum que algumas complicações surjam, devido ao envelhecimento natural da visão – enfraquecimento dos músculos dos olhos e perda de elasticidade.

De acordo com o oftalmologista Mário Filippo, da COI, entre os fatores que potencializam esses prejuízos e podem até mesmo antecipá-los estão: uso excessivo de aparelhos eletrônicos, dietas inadequadas e ausência de proteção contra o sol.

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Com o passar dos anos, a musculatura da visão perde sua tonicidade e a contração da lente natural dos olhos, o cristalino, começa a ser prejudicada. “Isso causa o que é popularmente conhecido como ‘síndrome do braço-curto’, ou seja, quando as pessoas têm de afastar os objetos para conseguir enxergá-los ou ler alguma coisa”, explica Filippo. Denominado presbiopia, esse fenômeno tem início, de maneira geral, a partir dos 40 anos de idade.

O uso constante de celulares e computadores, no entanto, pode antecipar a chegada desse tipo de problema. “Ao manter o foco em telas de aparelhos eletrônicos por longos períodos de tempo, os músculos oculares ficam muito tempo contraídos, e a recorrência desse hábito pode predispor à miopia em crianças e adolescentes”, diz o especialista.

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Não à toa, um estudo publicado pela Associação Americana de Oftalmologia (AAO) aponta que aproximadamente cinco bilhões de pessoas terão algum tipo de problema na visão até 2050 – o que equivalerá a metade da população mundial.

Além disso, ficar muito tempo vidrado nas telas faz com que se pisque menos e reduz a lubrificação, causando secura – ainda mais para quem trabalha com o ar-condicionado ligado o dia inteiro. A recomendação de Filippo é que, de hora em hora, o indivíduo desfoque dos gadgets e olhe em direção ao horizonte para relaxar a musculatura e crie o costume de hidratar mais os olhos, por meio do uso de colírios lubrificantes ou lágrimas artificiais.

Outros maus hábitos

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Má alimentação, diabetes, tabagismo e exposição ao sol sem proteção também podem causar o surgimento ou agravar quadros de doenças relacionadas à visão, sobretudo para quem já atingiu a marca dos 50 anos, como a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), que causa a perda progressiva da visão central e pode levar à cegueira.

Para se prevenir, é recomendável buscar uma dieta balanceada, evitar o tabagismo, utilizar óculos de sol e, uma vez que pertença à faixa etária de risco, ir ao oftalmologista ao menos uma vez por ano: “O quanto antes um problema de saúde é identificado, melhor será o prognóstico”, lembra Filippo.

Fonte: COI

Drogavet apresenta fórmula exclusiva para medicar pets

Tutores de pets de todo o país passam a ter acesso aos medicamentos oftálmicos exclusivos manipulados pela empresa

A Drogavet lançou oficialmente seu e-commerce durante a Pet South America, que foi realizada em São Paulo. Os produtos oftálmicos, são os primeiros itens já disponíveis para venda online, tais como: EDTA-Na2, Tacrolimus e Ciclosporina, em suas diferentes concentrações, e foram escolhidos pelo ineditismo da rede em criar o primeiro laboratório estéril oftálmico exclusivamente pet no país, localizado em Curitiba, de onde partirão todos os pedidos.

Foto: Priscilla Fiedler
Foto: Priscilla Filder

Após selecionar o medicamento e a composição ideal, o internauta deve anexar a receita do veterinário do pet e o site o direcionará à área de pagamento. O sistema Getnet aceita todos os cartões, nas modalidades débito e crédito. Além disso, por se tratarem de produtos de uso contínuo, a rede concede 5% de desconto na compra de duas unidades do mesmo produto e de 10% na compra de três.

As demais formas farmacêuticas como, biscoitos medicamentosos, pastas, filmes orais, pomadas, sprays, emulsões, géis, mouses, sachês, suspensões, xampus, condicionadores, xaropes e as novas caldas doces e molhos salgados podem ser orçados pelo site institucional da empresa e a venda é concluída pela unidade mais próxima do internauta. “Nossa expectativa é aumentar nosso cardápio de medicamentos para venda online até o fim do ano”, informa a sócia-fundadora da empresa, Sandra Schuster.

Caldas (doces) e  molhos (salgados) 

Caldas e Molhos

As caldas e os molhos trazem uma inovação substancial no modo de medicar os pets: em novos frascos com válvula pump dosadora, com capacidade de 30ml e 50ml, na qual cada pulsação libera 1ml de medicamento. Os sabores variam entre abacaxi, banana, baunilha, canela, doce de leite, nozes, cenoura, frango, queijo, picanha e salsicha, entre outros.

Informações: Drogavet

Saiba como evitar doenças que afetam os olhos dos pets

Além da conjuntivite comum na época de tempo seco, veterinária da Petz explica sobre a importância do diagnóstico precoce para problemas como glaucoma e catarata, que podem cegar

Tropeçar e bater em objetos, olhos vermelhos e lacrimejantes, aumento de secreção, piscar compulsivamente e dores na região ocular são sinais de que alguma coisa não está bem com os pets. A veterinária Natalie Rodrigues, especialista em oftalmologia da Petz, explica que além da conjuntivite, comum nesta época de tempo seco, doenças graves como o glaucoma e catarata também afetam os pets. Por isso, a consulta veterinária todos os anos é essencial para a prevenção e o diagnóstico precoce.

“O glaucoma é a doença mais séria, porque normalmente o dono só consegue perceber quando o pet já está cego. Na maioria das vezes é uma doença dolorida na sua fase aguda e precisa ser diagnosticada e medicada o quanto antes. A catarata também pode cegar, porém na maioria das vezes, é resolvida com a cirurgia e o animal pode recuperar totalmente a visão. O quanto antes diagnosticada, melhor o sucesso da cirurgia”, afirma Natalie.

gato no veterinario pixabay

Para o diagnóstico de uma doença ocular, o veterinário oftalmologista precisa examinar e fazer todos os testes: teste de fluoresceína, teste de schirmer, fundo do olho, pressão ocular. Os tratamentos são vários, depende do problema que o pet apresenta. Muitas doenças são tratadas com antibióticos, lágrimas artificiais, outras com procedimentos cirúrgicos.

Entre as raças mais propícias a terem problemas estão as braquicefálicas, de focinho achatado, como pug, shih tzu e buldogues, por apresentarem o bulbo ocular maior e a órbita mais rasa.

Prevenção

Além da visita ao veterinário oftalmologista duas vezes ao ano, Natalie orienta o uso de xampu específico só na cabeça, para não arder os olhos. E quando for passear de carro, não deixar que o pet fique com a cabeça para fora da janela, assim evita um ressecamento da córnea e as úlceras. Manter os pelos ao redor dos olhos limpos e curtos, ou se forem longos, manter de forma que não entrem dentro dos olhos.

gato no veterinario colirio

Outra dica é acostumar desde cedo a limpeza dos olhos com gaze e água filtrada ou soro fisiológico. Assim, caso um dia precise usar colírio ou pomada, o pet já está adaptado com a manipulação nessa região.

As doenças oculares nos pets

1 – Úlceras de córnea são feridas que ocorrem por trauma, bactérias e fungos.

2 – Ceratoconjuntivite seca (CCS) é uma doença ocular comum em cães, caracterizada pela deficiência da parte aquosa do filme lacrimal, na qual resulta em ressecamento, inflamação da conjuntiva e até pigmentação da córnea.

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3 – Distiquíase são cílios que nascem em lugar que não deveriam existir (rima palpebral) e podem ficar em contato com a córnea.

4 – Entrópio – inversão das pálpebras, que ficam em contato com a córnea, podendo causar úlceras.

5 – Glaucoma é uma neuropatia óptica que pode ocorrer o aumento da pressão intraocular.

6 – Catarata é a opacidade do cristalino, ou seja, da lente do olho que pode comprometer a visão.

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Foto: Warren Photographic

7 – Conjuntivite – com o tempo seco, os olhos dos pets podem ficar mais vermelhos, lacrimejar e coçar. Isso pode fazer com que eles tentem aliviar a coceira com as patinhas, provocando lesões ou até levar bactérias para os olhos, causando a infecção chamada de conjuntivite.

Fonte: Petz

Fogos de artifício na Copa e Festa Junina podem cegar

Segundo o CFM (Conselho Federal de Medicina), nos últimos dez anos, o Brasil registrou mais de 5 mil internações causadas por fogos de artifício; especialista do H.Olhos – Hospital de Olhos dá dicas de como se proteger e do que fazer em caso de acidente​

A cada quatro anos, dois eventos muito queridos no Brasil acontecem na mesma época. Desde meados de junho, brasileiros de todas as regiões se unem em comemorações da Copa do Mundo e Festa Junina. Em meio às celebrações, a presença dos fogos de artifício aumenta consideravelmente, trazendo alguns riscos, que podem até ser fatais. Um dos órgãos mais expostos aos perigos são os olhos, sujeitos a lesões graves, como queimaduras, danos na córnea ou perda irreversível da visão.

fogos de artificio pixabay

Segundo levantamento do CFM (Conselho Federal de Medicina), entre 2008 e 2017, foram registradas 5.063 internações no Brasil, causadas por acidentes com fogos de artifício. Os dados mostram que 2014, quando o País recebeu a Copa do Mundo, foi o ano com maior número de casos. O estudo sugere que um fato esteja associado ao outro.

“Os acidentes mais comuns no período de Festas Juninas e Copa Do Mundo vêm dos fogos de artifício, que causam queimaduras e explosões, com acometimento das mais variadas partes do corpo”, ressalta Pedro Antonio Nogueira Filho, chefe do pronto-socorro do H.Olhos – Hospital de Olhos.

“Os olhos ficam extremamente expostos. Os principais riscos são os traumas, tanto os contusos quanto os contuso-perfurantes, que podem prejudicar a função visual de forma imediata, temporária ou definitiva”, explica.

De acordo com o especialista, é fundamental que a manipulação dos fogos seja feita exclusivamente por adultos, pois são compostos por materiais altamente inflamáveis. O médico também aconselha a utilização de equipamentos básicos de segurança, como óculos de proteção individual e luvas, além de manter a distância mínima do produto, determinada pelo fabricante.

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“Em caso de acidente, a vítima deve lavar incessantemente, em água corrente, a região da queimadura. Em seguida, deve ir imediatamente ao pronto-atendimento oftalmológico mais próximo”, alerta Nogueira Filho.

Fonte: Grupo H.Olhos

N.R.: Mais um ótimo motivo para você não soltar fogos

Bastante comum nesta época do ano, conjuntivite pode ser evitada

Mudanças na temperatura, ambientes mais fechados e má higienização das mãos favorecem a transmissão da doença

Engana-se quem pensa que é apenas a pele que precisa de atenção especial durante os períodos mais frios. Os olhos também pedem cuidados redobrados nesta época do ano. “É durante a estação de transição entre os meses quentes e frios, em que a umidade do ar é mais baixa, que há grande proliferação de micro-organismos no ar que causam a conjuntivite”, explica o médico oftalmologista André Luís Alvim Malta, consultor das Óticas Diniz – maior rede do varejo óptico do Brasil.

Ainda de acordo com o especialista, outros fatores contribuem para a disseminação da doença. “Por causa das folhas das árvores, que caem com maior frequência no período, e os ambientes mais cheios e fechados, com grande aglomeração de pessoas por conta do tempo seco, os olhos ficam mais sucetíveis à afecção, inclusive porque há maior quantidade de poeira no ar. Tudo isso facilita a transmissão da conjuntivite”, afirma.

Existem três formas mais comuns da doença: bacteriana, viral e alérgica. Os principais sintomas são coceira, lacrimejamento, olhos vermelhos, secreção e sensibilidade à luz. Na conjuntivite viral os olhos ficam ainda mais inchados, podendo haver lesão nas córneas.

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Foto: WebMd

“No caso da conjuntivite alérgica, pessoas que sofrem com rinite, asma, tosse alérgica ou dermatites são mais propensas. Isso acontece porque há uma reação de hipersensibilidade a um agente específico ou substância estranha ao organismo. Normalmente poeira, ácaros e o pólen das plantas desencadeiam a doença. Porém, diferentemente dos dois primeiros casos, a conjuntivite alérgica não é transmissível”, explica Malta.

O tratamento deve ter sempre a orientação de um médico oftalmologista. “Este é o único profissional capacitado para isso. Cada colírio tem uma indicação específica que pode ter como efeito colateral o aumento da pressão ocular e o desenvolvimento da catarata, por exemplo. Já o uso de compressas geladas, com o descarte da gaze ou do algodão no lixo logo após serem utilizados, aliviam o desconforto e a coceira, e evitam a contaminação”, explica o especialista.

A falta de hábitos saudáveis de higiene, como o compartilhamento de objetos pessoais, favorecem a doença nesta estação. “A prevenção deve ser feita o ano inteiro, e não apenas durante o outono&inverno, que costuma ter mais casos de conjuntivite. Por isso, evite usar fronhas e maquiagens de outras pessoas, mantenha as mãos limpas e longe do contato com o olhos, enxague o rosto apenas com toalha de papel e fique longe da exposição de agentes irritantes, como fumaça e alérgenos”, finaliza Malta.

Fonte: Óticas Diniz

Diabetes é tema de palestra educativa do H.Olhos Paulista

Evento acontece em função do Dia Mundial do Diabetes, celebrado em 14 de novembro

Com objetivo de alertar a população sobre o diabetes, uma das principais causas de cegueira em adultos, em 11 de novembro, o H.Olhos Paulista, em parceria com o Instituto Verter, realizará uma palestra para conscientizar e informar sobre como os altos níveis de glicose no sangue podem levar ao surgimento de problemas oculares, como retinopatia diabética e catarata. Afinal, 40% dos diabéticos são acometidos por alterações oftalmológicas.

O palestrante, Renato Magalhães Passos, especialista em retina do H.Olhos Paulista, abordará as causas, diagnóstico, tratamento e controle do diabetes, em busca da promoção de uma melhor qualidade de vida.

Os participantes poderão tirar dúvidas com o médico e, ao final do evento, será realizado gratuitamente o exame de fundo de olho, que consiste em examinar as artérias, veias e nervos da retina e identificar quaisquer tipos de alterações que possam indicar retinopatia diabética.

A palestra é gratuita e aberta ao público.

Confira a programação:

9h Recepção/Coffee
9h30 Palestra: Diabetes, do diagnóstico ao tratamento
10h

 

Bate-papo com Renato Magalhães Passos, especialista em retina do H.Olhos Paulista
10h45 Avaliação de fundo de olho
12h30 Encerramento

OFTALMOLOGISTA OLHOS EXAME

Ação Educativa – Dia Mundial do Diabetes

Data: 11/11 – Sábado
Horário: das 9h às 12h30
Local: Anfiteatro H.Olhos Paulista
Endereço: Rua Abílio Soares, 218 – Paraíso – São Paulo (SP)
Inscrições: secretaria@institutoverter.com.br até dia 10/11/17
Informações: (11) 3050-3342

 

Quatro dicas para aplicar colírio da forma correta e evitar doenças

Colírio é um medicamento utilizado normalmente por quem tem frequente irritação nos olhos ou trata de alguma enfermidade ocular. É por isso que existem diversos tipos do remédio, com diferentes composições e indicações, que devem ser utilizados com bastante cautela.

“Muitas pessoas não conhecem as diferenças e acabam prejudicando a vista pelo uso incorreto. Além dos colírios convencionais, existe o antibiótico para uso mais complexo, que só pode ser adquirido com prescrição médica”, explica  Alexandre Misawa, oftalmologista do Hospital San Paolo, centro hospitalar de média complexidade localizado na zona norte de São Paulo.

Contudo, há colírios que são vendidos sem receita – entre eles, os anti-inflamatórios -, utilizados normalmente para quadros de inflamação e pós-operatório. E é aí que está o perigo. “O uso desse tipo de colírio em excesso e sem orientação médica pode provocar catarata e glaucoma medicamentoso, doenças que podem levar à cegueira”, ressalta.

Segundo o médico, o colírio é, sim, o melhor medicamento para tratar enfermidades dos olhos, pois ele atinge diretamente o globo ocular e apresenta uma ação mais eficiente. Entretanto é preciso cautela na administração. Confira algumas dicas para evitar reações adversas:

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Pixabay

-Certifique-se de que está usando um colírio, pois muitos pacientes confundem o medicamento com remédios antifúngicos;

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Imagem: Farmacêutico Digital

-Cheque sempre a validade do produto;

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-Não compartilhe o mesmo colírio com outras pessoas. O uso compartilhado pode facilitar a contaminação e desencadear doenças em olhos que antes eram livres de enfermidades;

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ClipArt/Pixabay

-Aplique o remédio e mantenha os olhos fechados por alguns segundos. O comum ato de piscar continuamente faz com que o colírio escorra, o que além de desperdiçar acaba diminuindo o efeito do medicamento.

Fonte: Hospital San Paolo

Glaucoma: certas posições de ioga podem afetar a pressão ocular

Os pacientes com glaucoma podem sofrer aumento da pressão ocular como resultado de várias posições de cabeça para baixo, enquanto praticam ioga, informa um novo estudo, publicado na revista PLOS ONE.

O glaucoma é a principal causa de cegueira irreversível, nos Estados Unidos, e pode afetar dramaticamente a qualidade de vida dos pacientes, causando perda visual de moderada a grave.

“Danos ao nervo óptico ocorrem em pacientes com glaucoma quando a pressão dos fluídos que circulam dentro dos olhos aumenta. A pressão intraocular elevada (PIO) é o fator de risco mais conhecido para o dano glaucomatoso e, atualmente, o único fator modificável para o qual o tratamento tem um efeito comprovado na prevenção ou no retardamento da progressão da doença”, afirma o oftalmologista Virgílio Centurion, diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.

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Foto: FreeGreatPicture

“Embora todo médico encoraje seus pacientes a adotar um estilo de vida ativo e saudável, certos tipos de atividades físicas, incluindo flexões e levantamento de peso, devem ser evitadas por pacientes com glaucoma devido ao risco de aumento da PIO e de possíveis danos ao nervo óptico. O novo estudo ajuda os oftamologistas a aconselharem os seus pacientes sobre o risco potencial associado com várias posições de ioga e outros exercícios que envolvem poses invertidas”, explica a especialista em glaucoma do IMO, a oftalmologista Márcia Lucia Marques.

Em pesquisas anteriores, estudos e relatos de casos tinham testado apenas a posição headstand da ioga, que mostrou uma elevação da PIO. No novo estudo, os pesquisadores contaram com participantes saudáveis, ​​sem doença ocular, e pacientes com glaucoma, que realizaram uma série de posições de ioga invertida. Os pesquisadores mediram a PIO, em cada grupo, na linha de base sentada, por dois minutos enquanto mantinham a pose, logo após terem executado as poses invertidas e depois novamente 10 minutos depois de descansarem na posição sentada.

“Os participantes – com e sem glaucoma – mostraram um aumento da PIO em todas as quatro posições de ioga invertidas, com um maior aumento de pressão ocorrendo durante a postura cão olhando para baixo. Quando as medições foram feitas depois que os participantes retornaram a uma posição sentada e novamente depois de esperar dez minutos, a pressão, na maioria dos casos, permaneceu ligeiramente elevada a partir da linha de base”, afirma Márcia.

Como sabemos que qualquer PIO elevada é o fator de risco mais importante para o desenvolvimento e a progressão de danos aos nervo óptico, o aumento da PIO, após a realização de poses de ioga invertidas é uma preocupação para os pacientes com glaucoma e seus oftalmologistas. “Os pacientes devem ser aconselhados a compartilhar com seus instrutores de ioga sua doença para permitir modificações durante a prática de ioga”, destaca a oftalmologista.

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A equipe de pesquisadores enfatiza também a importância de educar os pacientes com glaucoma sobre todos os riscos e benefícios relacionados aos exercícios físicos e à visão, bem como quaisquer outros fatores que possam afetar a progressão do glaucoma, incluindo dieta, estilo de vida e outras co-condições mórbidas, como o diabetes.

Fonte: IMO