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Inverno pode agravar diversas doenças dermatológicas

Baixas temperaturas podem desencadear inclusive, as dermatites e a psoríase

Com a chegada do inverno nesta quinta-feira, 21 de junho, e das baixas temperaturas, é comum o surgimento de diversas doenças, inclusive dermatológicas. Nesta época do ano, costumamos tomar banhos mais quentes e demorados, transpiramos menos, o que ocasiona a diminuição da proteção natural da pele, deixando-a, mais seca e frágil.

De acordo com a dermatologista Monalisy Rodrigues existem algumas doenças que são mais comuns na época do frio. A dermatite atópica é mais comum em crianças, principalmente entre aquelas que apresentam alguma alergia respiratória. Já a dermatite seborreica, é conhecida pelo aparecimento de placas que descamam, como caspas no couro cabeludo e/ou pele, sendo mais frequente no rosto, tronco e costas.

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Segundo Monalisy, outra doença que está propensa a manifestar-se nessa estação é a psoríase. Trata-se de uma doença inflamatória crônica e nesta época do ano pode apresentar placas avermelhadas com descamação e coceira em muitos casos. A psoríase pode acometer a pele, cabelos e unhas. “ Para pacientes com psoríase, recomendo um cuidado maior com a pele, mantendo uma hidratação adequada e caso não haja melhora é aconselhável procurar um dermatologista.

A dermatologista ressalta que alguns fatores contribuem para que as doenças de pele apareçam. Um dos principais sinais é a diminuição da oleosidade natural da pele, que ajuda na proteção contra a penetração de bactérias, fungos, vírus e agentes que desencadeiam alergias. Essa camada diminui durante o tempo frio porque transpiramos menos. Assim, as células que produzem a gordura trabalham menos. Somado a isto o hábito de banhos quentes e demorados agravam o ressecamento da pele.

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“Para prevenir que a pele fique desidratada, sem viço e suscetível a diversas doenças, recomendo que as pessoas usem hidratantes corporais logo após o banho à base de ceramidas, ureia, óleos vegetais essenciais e antioxidantes. Podemos também optar por banhos mais mornos e utilizar sabonetes neutros, evitando assim o ressecamento intenso da pele”, esclarece Monalisy.

Por fim, a médica diz ser muito importante um acompanhamento dermatológico no caso do aparecimento de doenças, para que sejam indicados os tratamentos e produtos mais adequados para as características de cada pele.

Fonte: Monalisy Rodrigues é médica, graduada pela Universidade Gama Filho, na cidade do Rio de Janeiro/ RJ. Após conclusão do curso de Medicina, foi para Belo Horizonte/MG, onde fez residência em Clínica Médica, em seguida concluiu Pós-Graduação em Dermatologia e Medicina Estética pela Sociedade Brasileira de Medicina Estética (SBME), com sede no Rio de Janeiro/RJ

 

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Festa Junina: maquiagem em crianças pode causar reações alérgicas

Pele dos pequenos é mais sensível, sendo assim mais suscetível a irritações e dermatites. Saiba que cuidados tomar para evitar estas complicações

Cuidado com a temporada de festas juninas e a hora de preparar o seu caipirinha para dançar a quadrilha. Bigodes nos meninos e a bochechas pintadas nas meninas são marcas registradas dessa época, mas, segundo a dermatologista Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da American Academy of Dermatology (AAD), é importante que os pais fiquem alerta na hora de maquiar seus filhos.

“A pele das crianças é mais sensível e fina e, por esse motivo, as substâncias químicas presentes nas maquiagens cosméticas são absorvidas com maior intensidade”, explica. De acordo com a especialista, ao utilizar maquiagem comum ou produtos não apropriados para crianças, o maior risco é o dos pequenos desenvolverem algum tipo de irritação ou reação alérgica, que podem aparecer em até 24h depois da exposição ao produto.

“Já que não existe maquiagem 100% segura para as crianças, o recomendado para proteger a pele dos pequenos é a utilização de produtos hipoalergênicos, com baixa concentração de álcool e que podem ser retirados facilmente”, destaca. “Além disso, opte por maquiagens aprovadas dermatologicamente e sempre observe a validade dos produtos”, completa.

E os cuidados devem ir além da escolha dos produtos. Antes da maquiagem, por exemplo, o ideal é proteger a pele das crianças com um hidratante também hipoalergênico. “Na hora de maquiar, utilize esponjas e pincéis macios, para não machucar os pequenos, e evite as áreas muito próximas aos olhos, que são mais sensíveis. Depois da festa, realize a higienização da pele assim que possível, utilizando demaquilantes cremosos que sejam oil free, hipoalergênicos e não contenham álcool em sua composição”, aconselha a dermatologista.

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Quanto mais cedo a criança entra em contato com esses produtos químicos, maiores são as chances de o organismo se sensibilizar e desenvolver alergias. Por isso, se seu filho já apresenta alguma sensibilidade, não insista na aplicação da maquiagem. “Caso você note alguma alteração na pele dos pequenos, interrompa imediatamente o uso do produto e consulte um dermatologista para que ele indique o tratamento adequado, evitando assim maiores complicações”, finaliza Valéria.

Fonte: Valéria Marcondes é Dermatologista da Clínica de Dermatologia Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia com título de especialista e da Academia Americana de Dermatologia. Foi fundadora e é membro da Sociedade de Laser

Dia Mundial do Vitiligo: conheça a doença que causa manchas brancas na pele

Hoje, 25 de junho, é comemorado o Dia Mundial do Vitiligo, data criada para conscientizar a população e minimizar o preconceito sobre a doença que afeta 0,5% da população mundial e é caracterizada pela perda de pigmentação da pele.

“Apesar de ser uma doença benigna e não contagiosa, as lesões provocadas pelo vitiligo geram um impacto significante na qualidade de vida e na autoestima do paciente, atrapalhando-o tanto psicologicamente, quanto profissionalmente e socialmente”, afirma a dermatologista Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da American Academy of Dermatology (AAD).

De acordo com a especialista, o principal e único sintoma da doença apresentado pela grande maioria dos pacientes é o surgimento de lesões cutâneas de hipopigmentação, ou seja, manchas brancas de tamanho variado na pele que se formam devido a diminuição ou ausência de melanina, pigmento produzido pelos melanócitos, nos locais afetados.

“As causas do vitiligo ainda são desconhecidas, mas já se sabe que fenômenos autoimunes e alterações emocionais, como estresse, são fatores que estão relacionados com a doença, podendo desencadeá-la ou agravá-la. Além disso, pessoas com a pele mais escura e que possuem histórico de vitiligo na família têm mais chance de sofrer com a doença”, explica.

Devendo ser diagnosticado clinicamente por um dermatologista, o vitiligo pode ser classificado em dois tipos: segmentar ou unilateral e não segmentar ou bilateral. O primeiro, que normalmente aparece quando o paciente ainda é jovem, manifesta-se apenas em uma parte do corpo, podendo afetar também a coloração dos pelos e cabelos.

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“Já o vitiligo não segmentar ou bilateral é o tipo mais comum da doença e manifesta-se de forma generalizada, geralmente surgindo primeiro nas extremidades do corpo, como mãos e pés. Desenvolve-se em ciclos de perda de cor e estagnação que duram a vida toda e tendem a se tornar maiores com o tempo”, completa a dermatologista.

Quanto a prevenção, não há maneiras conhecidas ou cientificadas comprovadas que ajudem a evitar o surgimento do vitiligo. Porém, pacientes que têm tendência ou já sofrem com a doença devem evitar fatores que possam acelerar o aparecimento de novas lesões ou acentuar as já existentes, como a exposição solar prolongada e sem proteção e o uso de roupas apertadas que provoquem atrito ou pressão sobre a pele.

Já com relação ao tratamento, Valéria explica que, apesar de o vitiligo não ter cura, existem opções terapêuticas capazes de controlar e melhorar a doença, visando evitar o aumento das lesões e repigmentar da pele. “A fototerapia com radiação UVB-nb é indicada para quase todas as formas de vitiligo, promovendo ótimos resultados. Além disso, podem ser utilizadas outras tecnologias como a fototerapia PUVA, lasers, técnicas cirúrgicas e de transplante de melanócitos. Na maioria dos casos, recomenda-se também acompanhamento psicológico”, destaca.

“Mas é imprescindível que você consulte um dermatologista ao perceber os sintomas da doença, pois os resultados do tratamento podem variar entre cada caso e apenas um profissional qualificado poderá indicar a melhor opção de acordo com as características de cada paciente”, finaliza a médica.

Fonte: Valéria Marcondes é dermatologista da Clínica de Dermatologia Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia com título de especialista e da Academia Americana de Dermatologia. Foi fundadora e é membro da Sociedade de Laser

 

Saiba mais sobre as doenças que pulgas e carrapatos podem transmitir aos pets

Além da coceira causada pela picada de pulgas e carrapatos, esses parasitas podem transmitir aos animais de estimação algumas doenças como erliquiose, babesiose, verminoses, além de causarem dermatites. Algumas dessas também podem ser transmitidas a humanos, por isso é importante proteger os pets para evitar contaminação.

Um dos principais problemas causados pela picada desses parasitas é a dermatite. Ela pode aparecer por causa da coceira excessiva causada pelas picadas e também pelo fato de alguns cães e gatos serem alérgicos à saliva de pulgas e carrapatos.

“As dermatites trazem grande desconforto ao animal e podem levar a complicações como feridas na pele, queda de pelo e vermelhidão no local”, exemplifica Alexandre Merlo, médico veterinário e Gerente Técnico e de Pesquisa Aplicada de Animais de Companhia da Zoetis.

Pulgas

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Elas podem pôr até 2 mil ovos durante a sua existência e sobrevivem por cerca de 100 dias sem alimentação. Por isso, aparecem com frequência nos animais, principalmente naqueles que não tomam qualquer tipo de medicamento antipulgas com regularidade.

Quando ingeridas pelo cão ou gato ao se coçarem, as pulgas podem transmitir um verme intestinal chamado Dipylidium caninum. A infecção pode acarretar diarreia e perda de peso, entre outros problemas. Pedaços do verme também podem migrar para o final do intestino, levando o animal a esfregar o ânus para tentar eliminá-lo.

“Uma dúvida recorrente dos tutores é se há diferença entre as pulgas de cães e de gatos. A espécie mais comum (C. felis) acomete igualmente cães e gatos, podendo passar de um animal para o outro. Outra peculiaridade é que as pulgas de animais, em locais onde coexistam seres humanos e animais, geralmente não vão picar os humanos – elas preferem os animais porque eles têm sangue mais quente”, esclarece o médico veterinário.

Carrapatos

Existem várias espécies de carrapatos; os dois gêneros que mais acometem os animais domésticos no Brasil são Rhipicephalus e Amblyomma.

“Esses parasitas passam por quatro estágios: ovo, larva, ninfa e adulto. Em todas essas fases, eles se alimentam de sangue do hospedeiro”, explica Alexandre.

Os carrapatos podem transmitir erliquiose e babesiose. A erliquiose é transmitida por meio do carrapato Rhipicephalus sanguineus, popularmente chamado de carrapato marrom. Na fase aguda da doença, o animal acometido com esse mal apresenta febre, falta de apetite e fraqueza muscular. Ela também pode ser transmitida por meio de transfusões de sangue. Já a babesiose é transmitida pelo carrapato marrom infectado. Seus sintomas incluem febre, anorexia, urina escura, mucosas pálidas e amareladas. Além disso, o animal se isola e não interage com o tutor ou com outros cães.

“No caso de sintomas como os descritos em um animal parasitado por carrapatos, é extremamente importante levar ao médico veterinário, que poderá fazer uma avaliação e solicitar exames complementares para confirmar as doenças”, afirma Alexandre.

Prevenção

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Como as pulgas e os carrapatos proliferam de forma rápida e são de fácil transmissão, a prevenção é a melhor opção. “A Zoetis oferece os antiparasitários Revolution e Simparicpara ajudar a manter o animal protegido e livre de parasitas”, reforça Fabiana Avelar, gerente de Produto de Animais de Companhia da Zoetis.

O Revolution vem em forma de pipetas que devem ser aplicadas no pescoço tanto do cão como do gato. O produto é de fácil e rápida absorção.

Já o Simparic, indicado somente para cães, é apresentado como comprimido palatável. O medicamento atua em carrapatos, pulgas e três tipos de sarnas, mantendo alta eficácia por até 35 dias.

Fonte: Zoetis

 

Jato de plasma: nova técnica movimenta clínicas de estética

Tratamento ajuda a eliminar manchas, rugas, estrias e cicatrizes, além de remover a pigmentação de sobrancelhas

O desejo de milhares de pessoas de ter uma pele perfeita está cada vez mais acessível. Uma nova tecnologia desenvolvida na Europa, por exemplo, está revolucionando centros de estética, o tratamento por jato de plasma já é considerado um dos queridinhos de quem acompanha de perto as novidades da área.

“Esse tratamento tem feito muito sucesso nos centros de estética porque tem uma aplicação muito rápida e, em apenas duas sessões, já é possível notar resultados. Nos últimos meses tivemos um aumento na procura, principalmente por clientes que querem realizar a remoção da micropigmentação de sobrancelhas”, comenta a esteticista Daniela Lopez.

O procedimento também é indicado para quem quer eliminar rugas, varizes, pintas, marcas de expressão, reconstrução de pálpebra, olheiras, estrias e até clareamento de pequenas tatuagens. “A aplicação é um pouco dolorida, mas sem cortes e sem pontos, tudo muito simples. A pessoa pode passar pelo tratamento e voltar ao trabalho no mesmo dia, por exemplo. Os valores variam de R$ 150,00 a R$ 280,00 por sessão. O número de sessões varia de acordo com a necessidade do cliente”, diz Daniela.

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Foto meramente ilustrativa

O aparelho utilizado se parece com uma caneta que produz uma descarga de plasma, aplicada a 2 cm de distancia do local. Para minimizar o incômodo, é aplicada uma pomada anestésica cerca de meia hora antes do procedimento. Já a duração da aplicação varia entre 10 e 40 minutos e depende do tamanho da área.

“A tecnologia tem sido fundamental para aprimorarmos os tratamentos de estética. A cada dia surgem novas técnicas que possibilitam que os pacientes tenham resultados cada vez mais próximos da perfeição que desejam”, finaliza Daniela, que também é proprietária da empresa Organic Peel.

Fonte: Organic Peel

 

Especialista dá dicas de como preparar a pele para a maquiagem no inverno

Coordenador do curso de Make Up Design do Centro Europeu de Curitiba, Pablo Inisio, mostra alternativas para deixar a pele perfeita nos dias mais frios

O inverno está chegando e uma das partes do corpo que mais sofre com os impactos da queda de temperatura é a pele. Se no verão a preocupação é com os efeitos do sol, durante as estações mais geladas do ano um dos principais problemas é o ressecamento. Causado pela exposição ao vento e os banhos com água muito quente, a falta de hidratação, acaba provocando um aspecto descamado até mesmo em peles mais oleosas, o que dificulta muito na hora de preparar o rosto para a maquiagem.

O maquiador e visagista Pablo Inisio, coordenador do curso de Make Up Design do Centro Europeu de Curitiba, tem alguns truques para que as agressões do frio não atrapalhem o visual e a qualidade das makes.

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“A primeira dica sem dúvida é manter a pele sempre muito bem hidratada. Buscar evitar o ressecamento com produtos específicos para a cútis, porque além de impedir o aspecto craquelado na hora da make, quanto mais hidratada a pele estiver mais tarde ela vai envelhecer, devido a elasticidade preservada pela oleosidade”.

O especialista ainda lembra que é interessante usar uma base adequada ao clima do inverno. “O ideal é procurar uma base mais cremosa com propriedades hidratantes que vão colaborar para deixar a pele mais saudável e bonita”, acrescenta.

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Outra dica para uniformizar a pele e deixar a make impecável é lembrar de sempre higienizá-la antes de aplicar a maquiagem. “É importante lavar bem e tonificar a pele para eliminar todas as possíveis impurezas. Os três pilares higienizar, tonificar e hidratar vão garantir um aspecto homogêneo e agradável para a pele mesmo nos dias mais frios”, comenta Pablo Inisio.

Quanto à finalização da pele, uma das maiores dúvidas no inverno é sobre a utilização dos pós compactos, que podem gerar uma aparência ressecada para o rosto em climas mais gelados, mas o especialista garante que o truque está no produto certo. “As bases em pó são uma ótima opção pois não têm a consistência tão fragmentada quanto os pós comuns, além de possuir proteção solar e hidratação, o que ajuda a finalizar a pele e deixar a make linda e firme”, completa.

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Fonte: Pablo Inisio é coordenador do curso de Make Up Design do Centro Europeu de Curitiba

Açúcar endurece as fibras de sustentação da pele e ajuda no envelhecimento

 

Um dos sete marcadores do envelhecimento está todo dia na mesa durante as refeições: o açúcar. Nomeado como um dos Seven Skin Ages (sun, sugar, sleep, stress, skin care, smoking e second) no último Congresso de Dermatologia de Barcelona, o açúcar é perigoso, pois não está presente apenas nos doces: tudo que vira açúcar no organismo pode envelhecer a nossa pele se consumido em demasia.

“É importante se atentar para os carboidratos, farináceos brancos, que também se transformam em açúcar. Consumimos açúcar indiretamente o tempo todo para gerar energia. Se esse consumo for exagerado, este processo se acumulará no organismo e inicia-se a glicação”, afirma Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

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Foto: SweetLouise/Pixabay

A médica explica que a ingestão de açúcar em demasia na dieta colabora para um processo de glicação, no qual as fibras de colágeno e elastina endurecem por reagirem com esses açúcares. Com isso, elas perdem a questão da maleabilidade, da flexibilidade, da sustentação e ancoragem da pele. O açúcar também está ligado, segundo estudos, ao aparecimento de manchas.

“O acúmulo de AGEs (espécies avançadas de glicação) provocam ainda a perda da volumetria natural, que é o contorno e a sustentação além do tônus, e com isso inicia-se uma mudança da boa morfologia e da anatomia primária da pele jovem”, completa. Isso ocorre porque os AGES derivados de espécies avançadas reativas de glicação geram ação inflamatória e envelhecimento precoce de todo o sistema.

Quando ocorre a quebra, então, das proteínas do colágeno e da elastina, isso acontece, de acordo com Claudia, tanto em relação à derme papilar como à derme reticular. “Nós temos a quebra da elastina, fazendo uma ancoragem de sustentação mais profunda, e o colágeno do tipo 1, tipo 3 e do tipo 7 que está bem na junção de epiderme e derme. Com isso, há um processo de desnaturação dessas proteínas, ou seja, há uma perda do quadro de arranjo, do arquétipo natural da pele, que é desestruturado com consequente perda de proliferação com relação às células e também a matriz extracelular onde está localizado o ácido hialurônico. Ou seja, existe uma desorganização da arquitetura da pele e uma fratura das proteínas de sustentação.”

A consequência disso é que a sustentação da pele é desestabilizada e há uma consequente aparição de volumetrias negativas, ou seja, depressões e a formação de linhas, de rugas e de vincos cada vez mais profundos. A dermatologista ainda lembra que o excesso de açúcar no corpo também contribui para piorar a acne na pele: “Isso acontece porque neste cenário existe uma inflamação e, com a presença do açúcar, há um processo de piora”.

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Como combater

Graças aos estudos e avanços tecnológicos na área, existem no mercado produtos que agem como antiglicante e deglicante (revertendo o processo de glicação). “O nutracêutico Glycoxil é um peptídeo biomimético da carcinina que atua como antioxidante, antiglicante e desglicante, possui a capacidade de bloquear o açúcar excedente, impedindo que se liguem as proteínas ao colágeno. Ele também desliga o açúcar que se ligou ao colágeno revertendo o processo. Dessa forma, devolvemos as proteínas as suas características iniciais e funcionais. E também por proteger da ação dos raios UVB, protege o DNA celular dos danos oxidativos. A associação com silício orgânico biodisponível Exsynutriment age melhorando o aspecto da pele, dando mais firmeza”, explica a dermatologista.

Para potencializar, o uso tópico é fundamental: “Alistin é a opção tópica do Glycoxil, também impedindo essa reação de glicação”, explica. De qualquer forma, a dermatologista pontua que antes de adquirir esses produtos, é importante ter prescrição médica. Os itens podem ser encontrados em farmácias de manipulação.

Fonte: Claudia Marçal é dermatologista da Clínica de Dermatologia Espaço Cariz, com especialização pela Associação Médica Brasileira (AMB), membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e membro da American Academy of Dermatology (AAD), CME (Continuing Medical Education) na Harvard Medical School

Novos sabonetes líquidos Tododia: para rituais de beleza na hora do banho

Tododia, da Natura, entende as necessidades da pele da brasileira e desenvolveu uma linha com fórmulas inéditas para sentir e envolver o corpo por inteiro, começando pelo banho. Por isso, nada melhor do que usar os novos sabonetes líquidos exclusivos para cada necessidade.

Conheça os quatro sabonetes líquidos e descubra o ritual de beleza por trás de cada fragrância:

Banho energizante

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A textura em gel refrescante do novo Sabonete Líquido em Gel Alecrim e Sálvia limpa e hidrata delicadamente a pele, enquanto expande os sentidos e desperta o corpo em um banho energizante. Perfeito para se preparar pelo o dia que vem pela frente. Preço sugerido do sabonete é de R$ 28,90 (300ml).

Banho hidratante

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Nova fórmula com tem textura Sabonete Líquido Ultracremoso Macadâmia ainda mais leve e toque seco que garante rápida absorção e hidratação delicada, formando uma película protetora na pele. Indicado para pele normal a seca. Preço sugerido: R$ 28,90 (300ml).

Banho iluminado

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Com fragrância envolvente, o Sabonete Líquido em Gel Ameixa e Flor de Cerejeira possui partículas iluminadoras que realçam a beleza natural da pele. Além disso, o sabonete possui óleo de jojoba, rico em nutrientes e potente ingrediente para limpar delicadamente a pele, não a deixando ressecada. Preço sugerido: R$ 28,90 (300ml).

Banho esfoliante

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Além da limpeza da pele, é importante fazer uma esfoliação duas a três vezes por semana debaixo do chuveiro. Os esfoliantes auxiliam na remoção das células mortas da camada mais superficial, mantém a uniformidade e preparam a pele para receber a hidratação e nutrição de outros produtos. O Sabonete Líquido Esfoliante Frutas Vermelhas possui microesferas de semente de damasco. Resultado: pele mais macia, sedosa e iluminada. Preço sugerido: R$ 28,90 (300ml).

Vista sua pele

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Além dos novos produtos, Tododia também traz o conceito ‘Vista sua pele. Viva seu Corpo’, que inaugura o novo momento da marca. Trata-se de um verdadeiro movimento que nasce com o propósito de ajudar as mulheres a se reconectarem com seus corpos e os redescobrirem através do toque.

O movimento teve origem no estudo Corpo Vivo, encomendado pela Natura e liderado pela antropóloga Paula Pinto com mulheres de quatro países (Brasil, México, Argentina e Colômbia). A temática da liberdade e o prazer que as mulheres podem vivenciar com seus corpos é retratado, nesse primeiro momento, com a nudez.

‘Vista sua pele. Viva seu Corpo’ fala sobre se despir dos medos, dos preconceitos e também das roupas. A nudez é desmistificada e se torna um meio para conexão com o corpo. “Quando a mulher se relaciona de forma mais prazerosa com o seu corpo ela ganha consciência e finalmente se apropria dele”, completa Claudia Pinheiro.

Todos os produtos citados acima podem ser encontrados por meio de uma Consultora Natura, na Rede Natura ou nas Lojas próprias da Natura, em São Paulo, São Caetano do Sul, Ribeirão Preto, Alphaville São Paulo, Campinas e no Rio de Janeiro.

Maio é o mês de combate ao melanoma: redobre a atenção com pintas no corpo

Dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia explica como o autoexame da pele permite detectar precocemente o melanoma e aumenta as chances de cura

Maio é o mês do combate ao melanoma, o tipo de câncer de pele com o pior prognóstico e o mais alto índice de mortalidade. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), apesar de não ser o mais frequente câncer de pele, no ano de 2018 são estimados 2.920 casos novos em homens e 3.340 casos novos em mulheres. Com relação ao câncer de pele não-melanoma, estimam-se 85.170 casos novos de câncer de pele entre homens e 80.410 nas mulheres para o ano de 2018. É por isso que você deve ficar atento aos sinais que aparecem no seu corpo.

De acordo com a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, embora a principal causa do melanoma seja genética, a exposição solar também influencia no aparecimento da doença — principalmente com os elevados índices de radiação que atingem níveis considerados potencialmente cancerígenos, onde ocorre exposição à radiação UVA/UVB E IR (infravermelho).

“O filtro solar deve ser usado diariamente independentemente da estação do ano e se está num dia nublado, chuvoso ou encoberto; a radiação UV mesmo em um dia 100% encoberto, ela só é barrada em 30% e 70% dessa radiação passa”, alerta a dermatologista.

Esta fotoexposição, ao longo dos anos, pode gerar lesões novas ou modificar aquelas que já existiam previamente na pele de qualquer pessoa. Com uma exposição solar frequente, seja por lazer ou ocupacional, muitas vezes, as pessoas não percebem a medida da exposição ao sol silencioso no trabalho de campo, no dirigir ou andar na rua.

Diagnóstico precoce

Embora o diagnóstico de melanoma normalmente traga medo e apreensão aos pacientes, as chances de cura são de mais de 90%, quando há detecção precoce da doença, segundo a SBD. “Por isso, a realização do autoexame dermatológico é necessária”, explica Claudia.

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Autoexame 

O autoexame deve ser realizado principalmente nas pessoas de pele clara, aquelas que possuem antecedentes familiares de câncer de pele, têm mais de 50 pintas, tomaram muito sol antes dos trinta anos e sofreram queimaduras. Quem tem lesões em áreas de atrito, como área da peça íntima, sutiã, palma das mãos, planta dos pés e área do couro cabeludo, também deve seguir as instruções.

A indicação também vale para as pessoas que apresentam muitas sardas e manchas por exposição solar anterior, já retiraram pintas com diagnóstico de atípicas, não se bronzeiam ao sol, e consequentemente acabam adquirindo a cor vermelha com facilidade e apresentam qualquer lesão que esteja se modificando.

“Podemos realizar esse procedimento com certa regularidade, uma vez por mês, na frente do espelho e de preferência com luz natural, para verificar o surgimento de alguma mancha, relevo ou ferida que não cicatriza”, indica a médica.

As dicas para o autoexame são:

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=Examine seu rosto, principalmente o nariz, lábios, boca e orelhas.
=Para facilitar o exame do couro cabeludo, separe os fios com um pente ou use o secador para melhor visibilidade. Se houver necessidade, peça ajuda a alguém.
=Preste atenção nas mãos, também entre os dedos.
=Levante os braços, para olhar as axilas, antebraços, cotovelos, virando dos dois lados, com a ajuda de um espelho de alta qualidade.
=Foque no pescoço, peito e tórax. As mulheres também devem levantar os seios para prestar atenção aos sinais onde fica o sutiã. Olhe também a nuca e por trás das orelhas.
=De costas para um espelho de corpo inteiro, use outro para olhar com atenção os ombros, as costas, nádegas e pernas.
=Sentada(o), olhe a parte interna das coxas, bem como a área genital.
=Na mesma posição, olhe os tornozelos, o espaço entre os dedos, bem como a sola dos pés.

De acordo com a dermatologista, este tipo de cuidado de rotina, principalmente para quem tem a pele bem clara e com muitas pintas, promove consciência e aguça o olhar sobre as lesões, aumentando a percepção de mudança ou seu crescimento. O passo seguinte, ou mesmo em caso de dúvida, é visitar o dermatologista.

Lesões preocupantes 

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Para saber se uma lesão é mais preocupante, normalmente é usada a regra do ABCD (área, borda, cor e diâmetro) sobre pintas com pigmentação. “Dividimos a lesão em quatro partes iguais e comparamos os quadrantes observando a simetria, avaliamos as bordas identificando irregularidade na forma de desenhos circinados, observamos a presença ou não de várias cores compondo esta figura e observamos se apresenta diâmetro acima de 6 mm”, comenta a médica.

Quanto aos sinais clínicos, qualquer lesão que coce, doa ou sangre e que aumente de tamanho com rapidez ou apresente sensibilidade, precisa ser examinada por um dermatologista, que fará então uma dermatoscopia manual ou de preferência digital avaliando a necessidade da retirada cirúrgica.

Além de prevenir o surgimento do melanona, o autoexame, por ser uma avaliação em que o paciente começa a detectar precocemente lesões que apresentam sinais e sintomas diferentes dos habituais ou que estão crescendo, proporciona visitas precoces ao dermatologista que decidirá sobre o tratamento terapêutico em questão com chances maiores de cura.

“Outra lesão que hoje é bastante comum, principalmente após a quinta e sexta década de vida são os carcinomas, tanto provenientes da camada basal, como da camada espinhosa da epiderme, que quando diagnosticados também com rapidez trazem 100% de cura ao paciente”, informa a dermatologista.

A grande maioria destas alterações tem componente genético, pelo tipo de pele herdada, mas tem como gatilho principal a exposição solar crônica sem a proteção solar adequada.

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“Todos os pacientes devem aplicar FPS diariamente antes de sair de casa, principalmente quando em contato com o meio e precisam reaplicar pelo menos mais uma ou duas vezes ao dia, evitando assim a perda da saúde e da beleza da pele”, recomenda a dermatologista.

Fonte: Claudia Marçal é dermatologista da Clínica de Dermatologia Espaço Cariz, Membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Especialização pela AMB, Membro da American Academy of Dermatology e CME na Harvard Medical School

‘Receitas da vovó’ podem trazer riscos à saúde da pele

Muitas receitas caseiras podem esconder problemas sérios e, em vez de oferecerem tratamento, podem irritar a pele

Receitas naturais ou caseiras são excelentes para a pele e não oferecem nenhum malefício, certo? Errado! “Muitas substâncias colocadas na pele podem provocar ou piorar alergias, irritações ou até mesmo a acne. É necessário sempre procurar ajuda de um dermatologista”, explica Jardis Volpe, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. O médico analisa abaixo os mitos e verdades de algumas receitas caseiras no tratamento da pele:

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Pasta de dente nas espinhas – não é incomum encontrar pessoas que acreditam que a pasta de dente é um santo remédio contra a acne. “Realmente, ela pode até secar a acne, em função de alguns componentes: bicarbonato de sódio, peróxido de hidrogênio, álcool, mentol, óleos essenciais e triclosan. Mas ela traz alguns riscos, como vermelhidão, irritação e descamação – e em alguns casos, pode até queimar a pele”, afirma o médico. O melhor a fazer no caso de muitas espinhas é procurar um médico, mas no caso das isoladas uma receita caseira seria dissolver um comprimido de aspirina com um pouco de água até que se forme uma pasta e aplicar com um cotonete em cima da lesão de acne, deixando agir durante à noite. “O ácido salicílico é anti-inflamatório”, explica.

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Aplicar colírio na acne avermelhada – “O colírio para olhos vermelhos contém agentes vasoconstritores, que fecham os vasos, causando uma contração e melhorando a vermelhidão de uma espinha isolada. Não costumo recomendar porque esses agentes causam um efeito rebote grande e a vermelhidão pode voltar mais forte e o efeito é muito temporário”, explica. No caso de emergências, o médico dá outra receita: “Podemos utilizar aplicação de gelo envolto em um tecido ou bolsas pequenas de gelo, por alguns minutos. O gelo é anti-inflamatório e faz desinchar a espinha rapidamente, reduzindo o inchaço. Mas só funciona em espinhas isoladas, daquelas vermelhas e internas, sem coloração amarelada. Logo após, pode-se aplicar um creme com ácido salicílico ou peróxido de benzoíla.”

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Clara de ovo para diminuir as linhas de expressão – por conter albumina, a clara do ovo é utilizada em algumas receitas caseiras para promover efeito anti-idade. “A albumina tensiona a pele, com um efeito imediato, logo depois que seca, principalmente em peles oleosas. Muita gente retirava a clara com água morna e depois aplicava água bem gelada, para aumentar ainda mais a tensão da pele. Mas, não existe nenhuma evidência para tratamentos de linhas de expressão e o efeito tensor ocorre pontualmente, não funciona como tratamento”, garante o médico. Hoje em dia, uma boa aposta é o uso de produtos com ativos antioxidantes, tensores e vitamina C, capazes de promover uma renovação celular e diminuir as linhas de expressão – com efeito imediato e de tratamento. Outra aposta é o uso dos nutracêuticos que promove melhoria da qualidade do colágeno, como Exsynutriment e Bio-Arct.

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Açúcar com limão para esfoliar a pele – o açúcar deslizando com o limão na pele provoca a sensação de limpeza e esfoliação. Mas embora o limão tenha características adstringentes, em contato com o sol, o efeito pode ser desastroso e manchar a pele. “Além disso, pode causar ressecamento e alergias”, explica. A maneira mais segura para esfoliar a pele é utilizar produtos específicos, diz Jardis. “É importante saber que quem tem a pele mais fina e delicada deve optar por produtos mais suaves com grãos esfoliantes regulares em fórmulas com ativos calmantes. É fundamental que, logo após a esfoliação, a pele seja profundamente hidratada. Por isso, recomendo produtos com Ácido hialurônico, vitaminas C e E. Para diminuir as irritações, utilizar cosméticos à base de aloe vera e alphabisabolol que acalmam e hidratam.”

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Rodelas de pepino nos olhos para tirar olheiras – as pessoas acreditavam nesse tratamento porque o pepino não só tem efeito de resfriamento, mas também ajuda a melhorar a cor da pele ao redor dos olhos. “Funciona, sim. Mas é um efeito paliativo. O pepino também ajuda a aliviar os olhos depois de um longo dia de trabalho”, afirma. Embora não tenha risco, esse tratamento exige 15 minutos do seu dia e, hoje, já existem muitos cremes que, no caso de olheiras, podem tratar e camuflar a pigmentação.

Fonte: Jardis Volpe é dermatologista, diretor clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School.