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Cinco dicas para manter a pele saudável no verão

Dermatologista da M. Albuquerque lista maneiras de preservar a pele durante a estação

Praia, sol, mar e piscina. O verão é uma época em que os cuidados com a pele precisam ser redobrados. De acordo com Beatriz Lima, dermatologista da M. Albuquerque, clínica de medicina esportiva, além do protetor solar, as pessoas ainda precisam usar chapéus, roupas e óculos de sol para uma maior fotoproteção. “O ideal é usar um protetor solar com, no mínimo, FPS 30. Manter-se hidratado e ficar a sombra, sempre que possível, também ajuda”, conta.

Veja mais cinco dicas para manter sua pele saudável durante a estação mais quente do ano:

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1. Lave o rosto uma ou duas vezes ao dia: durante o calor a pele costuma liberar mais sebo, entupindo os poros e acumulando secreção, que pode piorar acne, por exemplo. Além disso, também ajuda a limpar a maquiagem e a poluição que se acumulam no rosto ao longo do dia.

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2. Uso de protetor solar: essencial durante o ano todo, é ainda mais relevante durante o verão, quando o tempo de exposição ao sol e a incidência dos raios UV costumam ser maiores.

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3. Abuse do uso dos cremes hidratantes corporais: nesta época do ano, o aumento da exposição ao sol, cloro das piscinas, vento e água do mar tem poder de ressecamento da pele. Uma associação possível para amenizar tal efeito é a escolha de protetor solar com bom potencial de hidratação associado.

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Foto: Indian Express

4. Uso de antioxidantes: são ativos conhecidos como a Vitamina E, C e Resveratrol, dentre outros. Eles atuam na manutenção da integridade das células, no sistema autoimune da pele, além de proteger contra a degradação do colágeno e da elastina, prevenindo contra ocorrência de rugas e do envelhecimento precoce. Ou seja, contribuem para uma pele sempre mais jovem e saudável. Os antioxidantes devem ser indicados por seu médico.

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5. Pratique exercícios e se alimente bem: assim como o corpo, sua pele vai sentir os reflexos de uma boa alimentação e de uma vida mais saudável.

Fonte: Clínica M.Albuquerque

 

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Nada substitui o filtro solar para proteção da pele

Esqueça as receitas caseiras na hora de proteger a pele! Os danos solares são imediatos, por isso a pele fica vermelha. Mas eles também persistem e danificam o DNA em até três horas, o que causa envelhecimento e câncer de pele

Nada substitui o filtro solar na hora de proteger a pele contra os danos solares. “O filtro solar é o mais seguro mecanismo de proteção contra os raios UV. Não existe receita caseira para substituí-lo”, salienta a dermatologista Thais Pepe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia. Essa preocupação é valiosa, pois os efeitos da radiação solar na pele são cumulativos, ou seja, as consequências podem surgir anos depois. Mas, no momento em que entra em contato com a pele, o que a radiação provoca?

“Primeiro, precisamos entender as duas radiações: o UVA é o principal responsável pelo envelhecimento precoce (manchas e rugas), sendo um tipo de radiação que atravessa nuvens, vidro e epiderme e penetra na pele em grande profundidade, até as células da derme – sendo o principal produtor de radicais livres. Entre os prejuízos: desde lesões mais simples até, em casos mais graves, câncer de pele. Já o UVB deixa a pele vermelha e queimada, danifica a epiderme e é mais abundante entre às 10 da manhã e às 4 da tarde. Essa radiação pode furar o bloqueio dos filtros químicos e aumentar o risco de cancerização”, comenta a dermatologista. “Mas já sabemos que nos primeiros 20 minutos de exposição solar, a radiação é capaz de reduzir nossas defesas da pele, em um dano que vai perdurar”, acrescenta.

Nos primeiros 20 minutos

Nesse período, a pele já começa a sofrer oxidação por conta dos radicais livres, que geram vasodilatação, inflamação e vermelhidão – de acordo com a potência dos raios, segundo a médica. “Então, não adianta chegar à praia ou à piscina e esperar para passar o protetor solar nesse momento, porque há necessidade de, pelo menos, 20 a 30 minutos para que esse filtro solar comece a agir e nesse período já ocorre um ‘ataque’ importante em relação às células da pele”. Mas esse dano vai além…

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Após 3 horas

Esse dano imediato da radiação persiste e se intensifica a partir de três horas. “A célula começa a ficar mais danificada e seu material genético sofre, por consequência, mutação, no qual há produção de dímeros no DNA, isto é, a troca de informações de ligação, desestabilizando esse material genético”, afirma. “Todo esse dano ao DNA leva à expressão do P53, uma proteína que em alta quantidade é ruim, pois vai gerar deficiência de agentes antioxidantes, genes que vão levar à morte celular, resultando no envelhecimento”, conta.

Além disso, de acordo com Thais, a formação de dímeros criam alteração significativa e irreversível principalmente no melanócito, ou seja, a célula protetora de cor, que vai continuar por até três horas (por isso a pele fica vermelha), tendo lesões posteriores e que podem inclusive levar a um processo de cancerização. “Nós sabemos por exemplo que o melanoma é um câncer de pele extremamente agressivo com alta capacidade de metástase e é oriundo dessas células que são os melanócitos”, afirma.

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De 48 a 72 horas

O bronzeado, aquele transitório, aquele rosa avermelhado, o dourado, ele ocorre nas primeiras horas depois da exposição solar. “Mas só depois de 48 a 72 horas é que vamos ter a resposta da produção da melanina, seja ela castanha enegrecida ou amarela avermelhada, dependendo do fototipo do paciente. Esse bronzeado vai se depositar na pele como uma resposta fisiológica contra a agressão sofrida”

Todo esse processo ocorre quando há a exposição solar de um dia. Esse bronzeado pode durar até três ou quatro semanas e depois pelo próprio processo natural de renovação da camada mais superficial da pele, há uma perda gradual dessa pigmentação. “Outro dado importante e comum nas peles fotoenvelhecidas, aquelas peles que se expuseram muito ao sol, é a presença das sunburn cells, as células queimadas pelo sol”, afirma. Segundo a médica, as sunburn cells estão presentes quando houve a quebra da barreira, ou seja, a pele não conseguiu se proteger, o filtro solar estava aquém da necessidade para aquele fototipo, ou o estímulo solar foi prolongado demais, ou não houve a reaplicação desse filtro solar.

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“E por conta disso, a pele começa a sofrer uma série de alterações, todos decorrentes de um primeiro processo inflamatório, onde ocorre o eritema, a vasodilatação, o aumento da perfusão sanguínea, a sensação de calor local, depois o processo de ardência e, então, já começam os processos oxidativos, que é a formação dos radicais livres e superóxidos que causam um envelhecimento precoce das nossas células. Além disso, pela exposição solar contínua, deixamos de ter a defesa imunológica feita pelas células de Langerhans, e quando isso acontece, nós aumentamos a chance de cancerização da nossa pele”, alerta a médica.

Por fim, Thais ressalta que o filtro solar deve ser passado na pele do corpo todo sem qualquer vestimenta, trinta minutos antes da exposição solar e reaplicado a cada duas horas em média, com uso de chapéu e óculos. “Além disso, aqueles que querem ir à praia, devem respeitar os horários recomendados que são: até 10 horas da manhã e depois das 16 horas”, finaliza.

Fonte: Thais Pepe é dermatologista especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, membro da Sociedade de Cirurgia Dermatológica e da Academia Americana de Dermatologia. Diretora técnica da clínica Thais Pepe, tem publicações em revistas científicas e livros, além de ser palestrante nos principais Congressos de Dermatologia

Pele impressa em 3D substitui animais em teste de cosméticos

Estudo premiado é baseado no desenvolvimento, na USP, de modelo de pele humana reconstituída para testar toxicidade

Por – Editorias: Ciências
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Trabalho premiado teve como base modelo de pele humana reconstruída em laboratório para utilização em testes de toxicidade Foto: Marcos Santos / USP Imagens
Trabalho premiado teve como base modelo de pele humana reconstruída em laboratório para utilização em testes de toxicidade Foto: Marcos Santos / USP Imagens

Modelos de pele humana impressos em 3D para substituir animais em testes de cosméticos são o tema do trabalho da pesquisadora Carolina Motter Catarino, que acaba de receber um prêmio internacional. A pesquisa de doutorado realizada no Rensselaer Polytechnic Institute, em Troy (Estados Unidos), é uma das premiadas pelo The 2017 Lush Prize, destinado a descobertas sobre testes que eliminem o uso de animais. A base do trabalho premiado foi o desenvolvimento de um modelo de pele humana reconstruída in vitro para testar toxicidade, realizado na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP, com orientação da professora Silvya Stuchi.

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Carolina Motter Catarino, premiada no The 2017 Lush Prize – Foto: Divulgação/Lush Prize 2017

Em alguns países onde o teste de cosméticos usando modelos animais ainda é permitido, são usados animais como coelhos e ratos, entretanto, muitos países baniram essa prática em favor do uso de métodos alternativos. “Por exemplo, em 2009 a União Europeia proibiu o uso de animais para testes de cosméticos e em 2013 proibiu a venda de produtos que tenham sido testados em animais”, relata Carolina. Quanto aos testes em animais no Brasil, um projeto de lei esta tramitando no Senado Federal para proibição efetiva do uso de animais para testes de produtos cosméticos e de higiene pessoal. “Uma série de métodos alternativos foram desenvolvidos nos últimos anos, como os modelos de pele humana reconstruída in vitro.

De acordo com a pesquisadora, os testes com animais apresentam inconveniências. “Primeiramente, os animais são fisiologicamente muito diferente dos seres humanos, como por exemplo, a composição e estrutura das camadas da pele e concentração de folículos capilares”, aponta. “Essas e outras diferenças podem gerar resultados que não são reproduzidos em humanos posteriormente ou até mesmo não antecipar possíveis efeitos adversos”.

Os modelos de pele disponíveis atualmente para testes são fisiologicamente semelhantes a pele humana e foram validados para parâmetros específicos tais como irritação e corrosão, observa Carolina. “No entanto, a maioria destes modelos contém no máximo um ou dois tipos de células dentre os mais de 15 tipos presentes na pele humana e não apresentam vasculatura e apêndices (folículo capilar, glândulas sudorípara e sebácea)”, ressalta. “A falta destes componentes e dos diferentes níveis de complexidade deixa espaço para desenvolvimento de modelos mais completos e que sejam fisiologicamente mais relevantes”.

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Comparação mostra semelhança entre a pele humana produzida na impressora 3D e a pele existente no corpo. Foto: Arquivo / Carolina Motter Catarino

Impressão

A pesquisadora trabalhou com células humanas extraídas a partir de amostras de pele provenientes de cirurgias plásticas ou postectomia (cirurgia para remoção do prepúcio). “Em geral são usadas amostras de prepúcio de cirurgias realizadas em recém-nascidos. Essas células apresentam um melhor potencial para expansão e diferenciação em comparação com células isoladas de amostras de pele de adultos. Após isolar as células, elas são expandidas in vitro, de modo a gerar quantidade suficiente de células para reconstruir a pele”, explica. Para a impressão da pele o primeiro passo é preparar as diferentes bio-inks (tintas biológicas). “Essas tintas são compostas por uma mistura de proteínas presentes na pele humana, tais como o colágeno tipo I, e as células de pele previamente isoladas, como fibroblastos, queratinócitos e melanócitos”.

Os cartuchos de bio-ink são estão colocados na impressora e o processo de impressão é iniciado e controlado por um software. “Depois de impressas, as amostras de pele são mantidas numa incubadora de 12 a 21 dias para a diferenciação das camadas da pele”, descreve Carolina. “Após esse período, a pele apresenta estrutura semelhante a pele humana e que pode ser usada, por exemplo, para avaliar potencial irritante ou corrosivo, entre outros, de substancias aplicadas topicamente”.

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Cartuchos de tinta biológica são colocados na impressora 3D para produzir as amostras de pele humana Foto: Arquivo / Carolina Motter Catarino

A pesquisadora começou a pesquisar modelos de pele in vitro durante o curso de graduação em Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia, na Universidade Federal do Paraná (UFPR), quando participou do Brafitec, programa de intercambio acadêmico para alunos de Engenharia entra o Brasil e a França. Ela estudou seis meses na Université de Technologie de Compiègne e depois fez estágio de seis meses na empresa L’Óreal, em Paris. “O trabalho na empresa era usar modelos de pele reconstruída para testar uma série de compostos. Esse foi o primeiro contato com o conceito de métodos alternativos aos testes em animais”, conta.

Veja o vídeo com a impressora em funcionamento clicando aqui

Após retornar ao Brasil e se formar na UFPR, Carolina iniciou o mestrado no Laboratório de Biologia da Pele da FCF, orientada pela professora Silvya Stuchi, onde desenvolveu um modelo de epiderme humana reconstruída in vitro para ser usado como plataforma para screening (teste de rastreamento) toxicológico de substâncias. Depois do mestrado, a pesquisadora mudou-se para os Estados Unidos, para realizar doutorado no Rensselaer Polytechnic Institute, em Troy, no Estado de Nova York, com bolsa integral do programa Ciência sem Fronteiras. “Apesar de todas as etapas anteriores da minha carreira terem sido fundamentais para o meu crescimento como cientista, o projeto desenvolvido nos Estados Unidos, no laboratório do professor Pankaj Karande, rendeu a premiação pela Lush”, destaca.

Fonte: Jornal da USP

Como cuidar da psoríase no verão?

Há um consenso no meio científico que aponta diversos fatores relacionados ao verão como benéficos para amenizar os sintomas e, principalmente, as lesões causadas pela psoríase. Dois desses aspectos são a luz do sol e a umidade do ar.

Segundo um artigo publicado no portal científico WebMed, a radiação solar auxilia na redução das manchas de pele características, enquanto a elevação da umidade do ar, trazida pelas chuvas, contribui para aliviar a pele ressecada pela patologia.

Por tais motivos, para quase todos os tipos e graus de psoríase, os “banhos de Sol” fazem parte dos cuidados diários e fundamentais do tratamento. Mas também vale lembrar que são necessárias algumas precauções quanto à exposição do paciente à radiação solar.

De acordo com a consultora científica da Biobalance, Maria Inês Harris, algumas regras servem para quase todos os casos. “O recomendado no tratamento geral da doença é de 5 a 15 minutos por dia de exposição ao sol, com a pele previamente hidratada, recomendando-se para tal o creme calmante sem corticoides EctoPURE”, afirma a especialista.

A expert ainda reforça que exposições solares rotineiras e longas, ou em horários de pico, não são aconselháveis aos pacientes, mas caso não seja possível evitar, é indicado que eles utilizem “filtro solar adequado ao seu tipo de pele e ao índice UV local”. Já nos casos de psoríase eritrodérmica, variação incomum da doença e que atinge 75% do corpo, os pacientes não podem se expor ao sol. “Isso porque, nesse quadro, as lesões encontram-se generalizadas e podem provocar comichão ou ardor intensos em qualquer reação adversa”, explica a consultora.

Fora a umidade do ar e os banhos de sol, existem outros fatores e precauções, relativos ao verão, a serem observados pela pessoa com psoríase, que podem ajuda amenizar os sintomas da doença. Abaixo, a consultora de EctoPURE comenta alguns deles:

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Água do mar: também ajuda no processo de troca de pele e, por consequência, na redução dos efeitos da doença. “É preciso, porém, hidratar a pele, antes e depois da exposição, com cremes calmantes sem corticoides, em função do ressecamento causado pelo sal. O mesmo vale ao entrar em águas cloradas, como as de piscinas”, orienta a consultora científica. Além disso, segundo informações da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, só se deve entrar no mar se a água estiver própria para banho.

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Foto: Pixabay

Tecidos das roupas: o material das roupas influencia na temperatura corporal, e logo na transpiração, fator que piora o quadro de irritação das lesões. “Recomendam-se então os tecidos de algodão e peças mais soltas do corpo”, declara a especialista.

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Picadas de Insetos: podem agravar a psoríase, mas os compostos presentes nos repelentes também. “Nesses casos, o paciente deve usar roupas compridas durante a noite e considerar opções possíveis para manter os mosquitos afastados”, explica a especialista.

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Diminuição do estresse: esse fator, que também piora a doença, pode diminuir no verão, já nas férias ou recesso do trabalho. “Com isso, há mais tempo para fazer atividades relaxantes, como exercícios, meditação, passeios etc”, sugere Maria Inês.

Vergonha da exposição

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Há pacientes com psoríase que não usufruem dos benefícios do verão para amenizar a doença, em função de um possível constrangimento em expor as lesões. Segundo os especialistas que lidam com os casos da doença, principalmente psicólogos, nesse momento, a família e os amigos devem motivar essa pessoa a ignorar o preconceito, inclusive consigo mesma, e apoiá-la nas situações de frustração. “É preciso ficar claro para o paciente que o lazer e a vida social que ele leva não devem sofrer nenhuma alteração em função da psoríase”, finaliza a especialista.

Fonte: Biobalance Natural Immune Support

 

 

Mais de 150 produtos em promoção na quem disse, berenice?

Com produtos a partir de R$ 7,90, ação acontece até 1º de fevereiro

Chegou aquele esperado momento pra se jogar nas promoções incríveis de quem disse, berenice?. A marca, especialista em maquiagem, promove mais uma edição da liquida berê, que acontece até dia 1º de fevereiro em todas as lojas e também pelo e-commerce. São mais de 150 produtos entre batons, esmaltes, acessórios, itens pra pele, cabelos e olhos com até 50% de desconto!

Com preços a partir de R$ 7,90, a liquida berê ainda trará a cada semana um produto com super desconto que vale a pena ficar de olho. Na primeira semana, entre 8 e 14 de janeiro, a máscara ousada, por exemplo, que custa R$ 37,90, será vendida por R$ 29,90. É uma baita oportunidade pra renovar os itens da nécessaire. Confira:

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Pálpebras viram preocupação mundial pela incidência de câncer de pele

Estudo da Universidade de Liverpool, apresentado na conferência anual britânica de dermatologistas, mostra que ao usar filtro solar no rosto, uma área de 10% (incluindo pálpebras e região entre olho e nariz) é negligenciada. Entre 5 e 10% dos cânceres de pele acontecem nas pálpebras

As pálpebras e toda região dos olhos viraram preocupação mundial pelo aumento da incidência de câncer de pele, que já chega a 10% nessas áreas frequentemente negligenciadas, segundo pesquisa da Universidade de Liverpool apresentada na conferência anual da Associação Britânica de Dermatologistas, no Reino Unido.  O estudo constatou que, ao passar filtro solar no rosto, a tendência é esquecer cerca de 10% da face – incluindo pálpebras e região entre o canto interno do olho e o nariz.

“Uma proteção solar adequada deve ser feita efetivamente com a cobertura de todo o rosto, além do uso de chapéus e principalmente óculos de sol, já que a área dos olhos tem uma pele extremamente fina e susceptível a danos, inclusive câncer”, explica a dermatologista Thais Pepe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

Aliás, a preocupação com a região tem crescido pelo mundo: a Associação Canadense de Dermatologia, por exemplo, anunciou, em junho, parceria com a Sociedade Canadense de Oftalmologia para criar um nível de proteção UV oferecido pelos óculos de sol, a fim de garantir fotoproteção adequada para a região.

A pesquisa da Universidade de Liverpool foi feita com 57 participantes, do sexo masculino e feminino. Eles foram convidados a aplicar protetor solar no rosto sem mais informações ou instruções dadas pelos pesquisadores. Foram tiradas fotos de cada um dos participantes com uma câmera sensível ao UV antes e depois da aplicação de protetor solar; as áreas cobertas de protetor solar aparecem em preto devido à câmera UV. Essas imagens foram então segmentadas e analisadas por um programa personalizado para julgar o sucesso que cada pessoa estava em cobrir todo o seu rosto.

A dermatologista afirma que, como a aplicação de protetor solar nestas áreas não é necessariamente prática, é importante usar outras formas de proteção, como óculos de sol. “Como a pele da região dos olhos é muito delicada, alguns filtros podem causar irritação; dessa forma, o paciente deve priorizar produtos oftalmologicamente testados, protegendo a área sem correr risco de reação”, afirma.

“Mas o dado mais importante para tirar desta pesquisa é a importância de acessórios na proteção solar, como os óculos de sol, que não resguardam apenas os olhos e córneas; eles são importantes para proteger, também, a pele das pálpebras propensas a câncer “, afirma.

A cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da Isaps (International Society of Aesthetic Plastic Surgery), já atendeu casos de reconstrução de pálpebras por motivos de câncer e acrescenta: “O procedimento de retirada do tumor e reconstrução é muito delicado, por ser uma região que pode comprometer a funcionalidade das pálpebras e prejudicar a visão”.

Recomendações para uso correto do fotoprotetor

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Foto: Bigstock

A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda o uso de protetores solares de FPS mínimo de 30. “Em peles mais claras e em fotoexposição direta, o ideal é usar FPS 50”, explica Thais. Além disso, os filtros solares devem atender a legislação brasileira de apresentar proteção UVA (PPD) de no mínimo 1/3 do valor de FPS.

“A primeira aplicação do filtro deve ser feita com atenção e cuidado, pelo menos 15min antes da exposição, de preferência sem roupa, ou com a menor quantidade possível. É ideal aplicar em duas camadas cobrindo bem a superfície da pele, sendo que cada camada deve ser equivalente a uma colher de chá. O filtro deve ser realizado a cada duas horas ou após longos períodos de imersão”, acrescenta a dermatologista.

Raios UVA, UVB e IR

Os três principais promotores do envelhecimento precoce e que também favorecem o aparecimento do câncer de pele são os raios UVA, UVB e IR (Infravermelho A). A médica explica que UVA é o principal responsável pelo envelhecimento precoce (manchas e rugas), sendo um tipo de radiação que atravessa nuvens, vidro e epiderme, é indolor e penetra na pele em grande profundidade, até às células da derme — sendo o principal produtor de radicais livres.

“Já a radiação ultravioleta B deixa a pele vermelha e queimada, danificando a epiderme e é mais abundante entre as 10 da manhã e 4 da tarde. Seu grau de proteção é medido pelo FPS e é uma radiação que pode furar o bloqueio dos filtros químicos e aumentar o risco de cancerização”, comenta Thais.

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Por fim, o Infrared é sentido através do calor ou mormaço. “É uma radiação que acomete num comprimento de onda suficiente para atingir a derme mais profunda — a derme reticular — onde estão as fibras de ancoragem e sustentação da pele. E isso provoca um dano muito importante, com menor elasticidade, além de um maior potencial de cancerização”, completa.

Fontes:

Thais Pepe é dermatologista especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, membro da Sociedade de Cirurgia Dermatológica e da Academia Americana de Dermatologia. Diretora técnica da clínica Thais Pepe, tem publicações em revistas científicas e livros, além de ser palestrante nos principais Congressos de Dermatologia.

Beatriz Lassance é Cirurgiã Plástica formada na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e residência em cirurgia plástica na Faculdade de Medicina do ABC. Trabalhou no Onze Lieve Vrouwe Gusthuis – Amsterdam -NL e é Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da ISAPS (International Society of Aesthetic Plastic Surgery) e da American Society of Plastic Surgery (ASPS).

Lábios merecem cuidados especiais no verão

Lábios bonitos, mesmo sem batom, são uma das primeiras coisas a chamar atenção no rosto. No verão e no inverno, a pele fina dos lábios exige cuidados especiais, pois trata-se de uma região muito sensível. Com a chegada da estação mais quente do ano, dermatologista alerta sobre a necessidade de hidratação específica.

“É importante destacar que a pele que reveste os lábios tem uma camada de queratina muito mais fina do que a pele facial, e isso faz com que sempre recomendemos cuidados específicos”, explica André Braz, dermatologista que atende em Ipanema, Rio de Janeiro.

E ele acrescenta: “A pele labial não possui glândulas sudoríparas nem sebáceas, fatores que propiciam baixa proteção à perda de água. As causas mais comuns de ressecamento, que desencadeia fissuras e descamação no verão, são a desidratação, excesso de saliva nos lábios, o tabagismo, o calor e a maior exposição aos raios ultravioletas mais intensos”.

Se os lábios não estiverem protegidos, a radiação solar pode, sim, causar danos às camadas superficiais. Além disso, podem surgir lesões de pele nessa região.

Por essas razões é muito importante a utilização diária de fotoprotetores labiais (filtro solar específico) para prevenir o ressecamento, fissuras e lesões precursoras do câncer de pele na boca. “Além disso, é importante lubrificar e hidratar frequentemente os lábios ao longo do dia, associando isso ao uso do filtro solar, o que evita que haja fissuras ao menor estiramento. É importante que a indicação do produto adequado seja feita por dermatologista”, destaca Braz.

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“À noite, recomendo dormir com um hidratante mais viscoso ou oleoso, para acordar com os lábios mais macios e hidratados. Uma dica simples para quem tem a região machucada e ressecada: pode se utilizar mel, para hidratar e melhorar a cicatrização, além de evitar infecções bacterianas no local fragilizado e nas fissuras, o mel também tem propriedades bactericidas”, aconselha o dermatologista.

Braz recomenda ainda uma consulta com dermatologista para avaliação personalizada e precisa em caso de lesões.

Fonte: André Braz é dermatologista, criador e referência nacional e internacional da técnica de preenchimento facial com microcânulas. É membro das Sociedades Americanas de Dermatologia e de Cirurgia Dermatológica e da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Palestrante internacional e professor de pós-graduação, dirige a Clínica Dermatológica que leva seu nome. É professor de Cosmiatria do Serviço de Dermatologia da Policlínica Geral do RJ.

 

Melanoma: lesões podem ser sinal de câncer de pele

Detecção precoce eleva chances de cura em 90% dos casos; especialista do Grupo Oncoclínicas alerta para as principais características da doença

Os cânceres de pele são os mais incidentes no Brasil, representando cerca de 30% de todos os casos da doença – um número que chega a 180 mil novos casos por ano, segundo dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer). O melanoma corresponde a 4% deste total, mas, apesar de ser um dos tipos de tumores que afetam o órgão com menor prevalência entre a população, é considerado o mais grave e com grande potencial metastático. Entretanto, a chance de cura é de mais de 90% se houver diagnóstico precoce.

Esse tipo de tumor surge por conta do crescimento anormal dos chamados melanócitos, células que produzem a melanina, dando cor e pigmentação à pele. Pessoas de pele clara, cabelos claros e sardas são mais propensas a desenvolver o câncer de pele. A idade é um fator que também deve ser considerado, pois quanto mais tempo de exposição da pele ao sol, mais envelhecida ela fica. Evitar a exposição excessiva e constante aos raios solares sem a proteção adequada é a melhor medida – e isso vale desde a infância. Vale lembrar que, mesmo áreas não expostas diretamente ao sol e menos visíveis – como o couro cabeludo – podem apresentar manchas suspeitas.

De acordo com Bernardo Garicochea, oncologista e especialista em genética do CPO, unidade do Grupo Oncoclínicas em São Paulo, é importante a avaliação frequente de um dermatologista para acompanhamento das lesões cutâneas. “As alterações a serem avaliadas como suspeitas são o que qualificamos como ‘ABCD’- Assimetria, Bordas irregulares, Cor e Diâmetro. A análise da mudança nas características destas lesões é de extrema importância para um diagnóstico precoce”.

Além dos cuidados gerais indicados à toda a população quando o assunto é câncer de pele, o que inclui o uso do protetor solar e atenção ao período de exposição solar prolongada, pessoas com propensão a desenvolver o melanoma devem estar constantemente mais atentas, pois ele pode surgir em áreas difíceis de serem visualizadas. “Uma lesão aparentemente inocente pode ser suspeita aos olhos do médico. Métodos diagnósticos auxiliares, como biópsia e dermatoscopia*, podem ser indicados. Além disso, pacientes que já tiveram um tumor de pele diagnosticado estão sob maior risco de apresentar uma recidiva, e devem ser submetidos a exames dermatológicos periódicos”, diz Garicochea.

Novos tratamentos dobram chances de cura

O melanoma é o tipo de câncer que apresenta o maior número de mutações genéticas no DNA do tumor. Essas mutações podem confundir o sistema imunológico do paciente e dificultar a ação de terapias tradicionais. Por isso, a imunoterapia é uma das grandes aliadas no tratamento da doença.

“A Imunoterapia é o tratamento que promove a estimulação do sistema imunológico por meio do uso de substâncias modificadoras da resposta biológica. Em resumo, trata-se de um grupo de drogas que, ao invés de mirar o câncer, ajuda as nossas defesas a detectá-lo e agredi-lo”, explica o oncogeneticista do CPO.

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De acordo com ele, 3% dos melanomas são hereditários. Ele indica alguns pontos de atenção que podem indicar propensão à doença:

-Pessoas que possuem uma grande quantidade de pintas escuras espalhadas pelo corpo;
-Incidência de melanoma em algum parente muito jovem (menos de 35 anos);
-Mais de dois casos de melanoma na família (em qualquer idade).

Nesses casos, há um teste genético capaz de identificar se há predisposição genética ao melanoma. O teste coleta uma amostra de saliva ou sangue para detectar a presença de genes ligados à doença. Já para quem não conta com um histórico ou indicação que justifique a realização do exame específico de analise do DNA, Garicochea recomenda que, em especial para áreas em que há mais dificuldade de visualização, seja solicitado a um familiar ou conhecido um apoio para a avaliação dos sinais existentes no corpo.

“Muitas das pintas suspeitas surgem nas costas e pescoço, lugares de difícil visualização. É muito importante também estar atento a manchas que surjam sob as unhas, na palma das mãos e planta dos pés”, finaliza o médico.

*Dermatoscopia é um método que utiliza o dermatoscópio, espécie de microscópio que aumenta a imagem da pele em 10 a 70 vezes e permite a visualização das estruturas cutâneas sem nenhum corte ou desconforto. As imagens colhidas ficam em computador e são regularmente comparadas a cada visita médica.

Fonte: Grupo Oncoclínicas

Dez mitos e verdades sobre a aplicação de botox

O Botox é um daqueles assuntos que costumam gerar um amplo debate entre as pessoas. Isso ocorre porque a maioria delas já ouviu falar dele, porém poucas sabem o que é essa substância e de que forma ela verdadeiramente funciona.

Pensando nessas questões, a Sadeb Clínica Médica preparou um infográfico no qual fala sobre os 10 principais mitos e verdades a respeito da aplicação da toxina botulínica. Confira:

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2-Os-10-mitos-e-verdades-sobre-a-aplicação-do-botox3-Os-10-mitos-e-verdades-sobre-a-aplicação-do-botox4-Os-10-mitos-e-verdades-sobre-a-aplicação-do-botox5-Os-10-mitos-e-verdades-sobre-a-aplicação-do-botox6-Os-10-mitos-e-verdades-sobre-a-aplicação-do-botox

 

M·A·C: maquiagem para festas de fim de ano e dicas de cores para realizar desejos

M·A·C Cosmetics e Fabiana Gomes apresentam: “Desejos para 2018”, com dicas de looks que te ajudam a realizar seus desejos

Chegou o momento de celebrações e das resoluções de final de ano, por isso, a M·A·C Cosmetics compartilha dicas de makes para compor os looks para as festas e apresenta uma cor de batom M·A·C para cada desejo de 2018:

“Menos é mais! A dica é apostar em uma característica da maquiagem. Pele impecável, iluminada, um olhão ou uma boca. Devemos eleger um aspecto para explorar e seguir aquele rumo”, afirma Fabiana Gomes.

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Passo a passo para um make de festa de final de ano:

Preparação da pele: “É essa etapa que decide o sucesso ou o fracasso da make”. Primer, hidratande poderoso, depende do tipo de pele de cada pessoa.

Pele: na hora de aplicar a base o recomendável é que a pele não brilhe demais nem de menos. Para escolher a cor da base uma dica é testar na cor do colo.

Fabi complementa: “escolher a cor exata do corretivo também é importante. Aqui no Brasil temos olheira mais para o marrom, por isso devemos optar por corretivos com cores mais quentes, informações pêssegos ou laranja na formulação, camuflam melhor a olheira. É importante passar o corretivo somente onde é imprescindível, como no canto interno do olho. Em excesso pode pesar o look”.

Para arrematar a pele devemos apostar no blush e iluminador, importante para momentos festivos, e um pó para controlar o excesso de brilho da pele.

Foco na make que você quer explorar.

Quer olho? Utilize sombra, pode usar cílios postiços, “eu indico as opções com leitura mais natural”, finaliza a maquiadora.

batons mac

Outra opção são os lábios poderosos, aposte em batons para ajudar a realizar seus desejos. Seja “paixão, estabilidade, amor, sucesso, paz ou dinheiro” a M·A·C tem uma cor para ajudar a realizar os desejos e começar o ano com o pé direito. Confira abaixo algumas sugestões dos batons mais icônicos da marca para celebrar as festas:

desejos de ano novo.png

batom red russian

Batom vermelho: paixão – Sugestão: MAC Russian Red

batons mac rebel

Batom roxo: estabilidade – Sugestão: MAC Rebel

batons mac please me

Batom rosa: amor – Sugestão: MAC Please Me

batons mac lady danger

Batom laranja: sucesso – Sugestão: MAC Lady Danger

batons mac velvet teddy

Batom nude: paz – Sugestão: MAC Velvet Teddy

batons mac gel

Batom dourado: dinheiro – Sugestão: MAC Gel

Informações: M.A.C Cosmetics