Arquivo da tag: pesquisa

Nova pesquisa aponta os riscos da obesidade para a saúde dos pets

Para manter o peso saudável, os tutores não devem ceder ao comportamento “pedinte” por alimento e monitorar a quantidade diária fornecida ao pet

Uma nova pesquisa internacional, realizada com tutores de animais de estimação do Brasil, China, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos, revelou que:

o 54% dos tutores de gatos e cães sempre ou muitas vezes cedem aos apelos dos pets e oferecem mais alimento quando eles “pedem” por isso
o 22% dos tutores de gatos e cães muitas vezes oferecem alimento em excesso aos seus animais de estimação para mantê-los felizes
o Apenas 20% sempre medem a quantidade de alimento que oferecem aos pets
o 87% dos entrevistados oferecem a quantidade que eles acham que o animal precisa em cada refeição

Há uma compreensão notavelmente pequena da quantidade correta de alimento que os gatos e os cães precisam ou o que eles devem ou não devem comer e a maioria dos tutores não fazem ideia se o seu animal de estimação está acima do peso ou não.

As estimativas sugerem que 59% dos cães e 52% dos gatos em todo o mundo estão acima do peso. No entanto, na pesquisa, apenas 24% dos tutores de cães descrevem seu animal de estimação com excesso de peso. No entanto, quando perguntado se o gato ou o cão exibiam algum dos sinais de excesso de peso, 64% indicaram que seu pet , atualmente, tem pelo menos um sinal de excesso de peso como, por exemplo, não ser possível sentir as costelas ou ter afrouxado a coleira.

O forte vínculo emocional entre os tutores e seus animais de estimação pode ser parte do problema. Muitos tutores expressam carinho por meio da alimentação, o que pode facilmente levar o pet a consumir mais calorias do que ele precisa.

Na pesquisa, 59% dos tutores de cães e gatos disseram que se sentem recompensados ​​ao alimentar seu animal de estimação e 77% disseram que seu animal fica feliz quando oferecem alimento a ele. Infelizmente, muitos tutores não estão plenamente conscientes sobre as consequências do excesso de alimentação ao animal de estimação. Ainda, foi identificada na pesquisa que 61% dos entrevistados desconheciam que os animais com excesso de peso podem ser suscetíveis a diabetes e doenças ortopédicas e, consequentemente, a redução da qualidade de vida em 53%, ao risco de doença cardíaca em 53% e a um tempo de vida mais curto para 51%.

Os resultados dessa pesquisa foram anunciados durante o Congresso Royal Canin sobre Controle de Peso, que ocorreu no Reino Unido em 21 e 22 de fevereiro.

cachorro e gato comendo

“Como os seres humanos, os pets precisam estar com um peso saudável”, destacou Alex German, Professor de Medicina Veterinária da Universidade de Liverpool, no Reino Unido. “Esta é uma questão muito complexa, que exige compreensão e empenho tanto dos tutores quanto dos Médicos-Veterinários”.

Muitas pessoas monitoram seu próprio peso regularmente, porém 40% não sabem o quanto seu gato ou cão pesam e 22% dizem que seu animal de estimação nunca foi pesado. Do total de entrevistados, 72% disseram que seu Médico-Veterinário havia falado com eles sobre os benefícios emocionais da prática de exercícios e de uma alimentação saudável.

Outra constatação apontou que 67% dos tutores de cães e gatos gostariam que seu Médico-Veterinário os aconselhasse mais ativamente sobre o peso do animal de estimação e 82% gostariam de ter diretrizes mais claras sobre peso ideal e conselhos para mantê-los aptos e saudáveis.

“Nossa pesquisa mostra que os tutores de animais de estimação estão abertos a receber mais orientações sobre como manter seus gatos e cães em forma e saudáveis”, comentou Sandra McCune, Líder Científica de Interação Humano-Animal na Mars Petcare. “O foco do nosso trabalho em Waltham é cada vez mais encontrar maneiras de levar conhecimento aos tutores de como manter seus animais saudáveis e felizes”.

Alimentação específica

A escolha de um alimento adequado deve ser cuidadosa, já que a alimentação é uma das principais causas do sobrepeso. É fundamental buscar a orientação de um Médico-Veterinário, que avaliará uma série de fatores para definir a dieta mais precisa para o pet. Hoje, é possível encontrar no mercado um vasto portfólio de alimentos, com opções que atendem as necessidades nutricionais de cães e gatos com tendência ao ganho de peso ou já em tratamento contra a obesidade.

Amostragem da pesquisa

PTBR_Mars Weight Management AI file Keeping Our Pets Healthy Infographic (2)PTBR_Mars Weight Management AI file Keeping Our Pets Healthy Infographic 2)

A pesquisa foi realizada entre janeiro e fevereiro de 2018. A amostragem foi de 5.309 tutores de cães e gatos responsáveis pela saúde e bem-estar de seus animais de estimação. Total de respondentes: Brasil = 1.068 / China = 1.036 / Rússia = 1.111 / Reino Unido = 1.023 / Estados Unidos = 1.071).

Fonte: Mars

 

Anúncios

Brasileiros consideram cuidado com beleza tão importante quanto com saúde

Itens com apelo “natural” ganham público, no entanto muitos consumidores deixam passar despercebidas substâncias nocivas à saúde

A onda de produtos mais saudáveis e naturais nunca esteve tão em alta. Mesmo com a crise e inflação acima da média, pesquisas do setor afirmam que os consumidores continuam investindo em itens dessa linha. O tema é, inclusive, pauta de diversos estudos atuais acerca dos benefícios da matéria prima natural, seja na dieta ou em produtos de higiene pessoal e cosméticos.

Afinal, esses ingredientes já não são mais restritos apenas à mesa dos brasileiros há algum tempo. Eles integram a fórmula de diversos produtos do dia a dia e invadem cada vez mais as prateleiras de lojas e supermercados para atender essa demanda.

O fato é que os brasileiros estão cada vez mais preocupados com a saúde, por isso estão atentos desde a composição do cardápio até os itens de cuidados com a beleza. É o que demonstra a pesquisa “A percepção dos consumidores brasileiros sobre cosméticos sustentáveis”, realizada pelo portal especializado Use Orgânico.

De acordo com o levantamento, 82,5% dos participantes se preocupam com a qualidade dos produtos usados no rosto, corpo ou cabelo tanto quanto dos alimentos que ingerem. A maioria dos consumidores ainda afirma conferir o rótulo e a fórmula desses itens, além de dar preferência àqueles que possuem ingredientes naturais, mas será que isso é o bastante? Segundo os especialistas há alguns outros cuidados que devem ser observados para garantir a qualidade e acertar na escolha do produto mais saudável.

use organico

Sobre o estudo

Segundo o levantamento, que ouviu 1.517 pessoas de todas as regiões do país, a grande maioria dos entrevistados diz se preocupar com a qualidade dos produtos que passa no corpo tanto quanto se preocupa com a alimentação. Da mesma forma, quase 80% dos consumidores afirmam que, ao comprar um cosmético, avaliam quais componentes estão presentes na fórmula, e 74.4% deles priorizam o uso de ingredientes naturais, seja na alimentação ou nos produtos.

Quando se trata especificamente de cosméticos, fica evidente que o apelo “natural” tem grande peso na escolha desse consumidor: para 48% dos entrevistados um produto de beleza é mais atrativo quando possui uma composição com ingredientes naturais, essa característica se sobressai, inclusive, dos produtos clinicamente testados, considerados em segundo lugar pelos consumidores, juntamente com a redução de aditivos químicos.

Onde está a pegadinha?

Toda essa preocupação sobre o impacto das escolhas da dieta e produtos de higiene e beleza se reflete nos hábitos e tendências de consumo, fato que já é percebido pelo mercado. De acordo com o levantamento “Power Natural: vivendo intensamente, mas com saúde” realizado pelo Google, a busca pelo termo “natural” cresceu 70% nos últimos 5 anos, à frente, inclusive da procura pela palavra “saudável” que aumentou 55% no mesmo período.

Essa tendência de comportamento tem mobilizado diversas marcas que, para atender essa demanda, precisam se reinventar e tornar os produtos mais atrativos a esse público. Mas como? Valorizando a matéria prima natural, o que para muitos consumidores significa sinônimo de saudável, no entanto, especialistas afirmam que, na prática, não é exatamente assim que acontece. Por mais que o princípio ativo do produto seja um ingrediente natural, há outros componentes que podem reduzir seu potencial saudável e, até mesmo, torná-lo nocivo à saúde. Por isso não basta confiar em qualquer produto “natureba”, é preciso ficar de olho também na composição.

clorella use organico

Atenção redobrada

Segundo a médica Maria Clara Couto, há substâncias de alta toxicidade nos cosméticos convencionais e, mesmo aqueles que se dizem naturais, não estão livres desses elementos: “Apesar da maioria das pessoas se sentir mais segura ao adquirir um produto com apelo natural, há outros componentes que merecem uma atenção especial. Pois, embora o produto use um ativo confiável, pode conter em sua fórmula outras substâncias, como os derivados do petróleo, corantes e aromatizantes sintéticos, conservantes artificiais, dentre outras coisas, que podem colocar tudo a perder. O ideal é verificar a lista de ingredientes e, nesses casos, vale aquela velha premissa: menos é mais, ou seja, quanto menos itens industrializados na fórmula, melhor” – afirma a especialista em dermatologia.

Cuidado com os agrotóxicos

Mesmo com essa precaução, segundo a consultora da Use Orgânico, os produtos naturais ainda não estão livres dos temidos agrotóxicos. “Engana-se quem pensa que esses vilões só estão presentes em nossos pratos. Eles estão em frutas, verduras, carnes, leite, bebidas, produtos industrializados e em quase tudo o que compramos no supermercado”.

O Brasil carrega o amargo posto de ser o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, para se ter ideia, por ano é consumido o equivalente a mais de 7 litros de agrotóxicos por pessoa, e, segundo estudos, a contaminação pode atingir, até mesmo, o leite materno.

MULHER BELEZA ESPELHO BATOM

Couto afirma que: “A regra para os produtos classificados como naturais é de que eles podem conter no máximo 5% de componentes artificiais, no entanto, seus ingredientes de origem natural não são necessariamente isentos de agrotóxicos, pesticidas e adubos químicos durante o cultivo, portanto, mesmo que o produto esteja livre de elementos sintéticos, como os corantes e fragrâncias, ainda assim podem conter essas substâncias nocivas. Diferente dos orgânicos, que além de possuírem os ativos naturais, as matérias-primas usadas não levam agrotóxicos no seu cultivo.” – explica a especialista.

Além disso, estudos realizados pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e Ministério da Saúde – Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontam os malefícios que os agrotóxicos podem causar, como problemas neurológicos, motores e mentais, distúrbios de comportamento, problemas na produção de hormônios sexuais, infertilidade, má formação fetal, aborto e, até mesmo, diversos tipos de câncer.

Como acertar na escolha

Para não errar, a dica é ficar de olho no rótulo. Segundo José Youssef, diretor comercial da Use Orgânico, ainda não há uma regulamentação no Brasil para cosméticos naturais, por isso, muitos fabricantes utilizam o termo indiscriminadamente. Já outros seguem as exigências internacionais estabelecidas pela principal associação de certificadoras europeias Cosmetic Organic Standard (Cosmos), portanto são mais confiáveis. Mas, para garantir um produto natural, livre de aditivos químicos e substâncias nocivas à saúde, o ideal é investir nos orgânicos.

cosmético validade rotulo

“Esses produtos respeitam uma série de normas para se encaixar na categoria, por isso são certificados por agências regulamentadoras reconhecidas internacionalmente como a EcoCert (francesa), o IBD (Instituto Biodinâmico – brasileiro), e a SVB (Sociedade Vegetariana Brasileira), o que garante sua qualidade e traz segurança ao consumidor” – explica o especialista.

Fonte: Use Orgânico

Consumidores comprariam mais produtos zero lactose se houvesse mais oferta

Pesquisa, desenvolvida pela Novozymes em parceria com a MindMiners, retrata os desejos dos consumidores por novos produtos

Atualmente, cerca de 70% da população mundial possui algum grau de intolerância à lactose. Esse crescimento movimentou diversos mercados a se adaptarem para atender esse público, com isso, os produtos lácteos com lactose reduzida estão em expansão. Líder no mercado de enzimas, a Novozymes no Brasil apresenta os resultados de uma pesquisa sobre o mercado de produtos zero lactose “Um relato da percepção do consumidor”.

Em 2016, aproximadamente, 2.700 mil toneladas de produtos com lactose reduzida foram vendidas em todo o mundo segundo dados da Euromonitor. A América Latina (AL), por exemplo, foi responsável por uma quantidade expressiva, algo em torno de 29% deste total. Esse mercado também representou, naquele ano, 6,1 bilhões de dólares em vendas. De 2012 a 2016, 12% dos produtos lácteos vendidos da AL resultaram em 12% do volume, em toneladas, produzidos, refletindo em 11% do faturamento das empresas do setor.

No contexto global, a Finlândia lidera o consumo per capita, com 107,5, seguida pela Suécia (16,8), Noruega (15,9), Itália (9,6), Espanha (8,3), Austrália (5,4), Alemanha (4,9), Colômbia (4,8), Áustria (3,8) e México (3,6). O Brasil aparece em 26º lugar, com 0,40 USD per capita.

No Brasil, uma grande quantidade de lançamentos de produtos 0% lactose é oferecida pelo mercado. O ano de 2016 é o que mais se destacou em lançamentos de produtos, encabeçando a lista estão os queijos, representando aumento de 115% das novidades do mercado, os iogurtes (91%), leites (72%), e outros produtos, como creme, sorvete, alimentos infantis, bebidas energéticas, bebidas lácteas, achocolatado, manteiga, doce de leite (53%) etc.

A pesquisa

produtoc lacteos leite queijo lactose

Em parceria com a empresa MindMiners, a Novozymes entrevistou 500 pessoas no período de 13 a 15/12/2017, com 20 perguntas, por meio de um aplicativo, com 58,4% de participação feminina e 41,6% masculina. Aproximadamente 30% dos participantes representam a classe B2, 23% na C1, 18% na B1, 15% na A e 14% na C2. Cinquenta e sete por cento deles possuem ensino superior, 40% ensino médio e 3% o ensino fundamental, com idades entre 18 e 41 anos.

Dos participantes, 61% afirmam consumir produtos 0% lactose, pois buscam por produtos mais saudáveis. Já outros 55% deles consideram que os produtos auxiliam na redução do desconforto gástrico e outros 52% consideram a menor formação de gases intestinais como um fator decisivo para a opção de produtos zero lactose.

Como fator para não consumir produtos tradicionais com lactose, 27% deles a consideram prejudicial à saúde e outros 37% têm alguém na família que é intolerante. Dos 500 participantes, 42% é intolerante à lactose e 27% deles acreditam na melhor qualidade dos produtos sem lactose.

Já os meios de informação sobre intolerância à lactose, o Google está com 59,6% entre os participantes, os médicos representam 58,8%, revistas de saúde e nutrição (35,4%), amigos (27,8%), Facebook/Instagram (18,4%). Entre as palavras mais pesquisadas por eles estão “produtos, alimentos, sintomas, lactose, saúde, causas, efeitos, leite, intolerância e medicamentos”.

Entre os produtos lácteos mais consumidos no país estão o iogurte, com 72,2%, leite longa vida (68%), sorvete (66,4%), manteiga (66,4%), leite condensado (61%), creme de leite (60,4%), leite em pó (56,2%), queijo mozarela e prato (52,8%), bebidas lácteas como achocolatados (45,8%), queijo minas (42,4%), outros queijos (37,4%), sobremesas lácteas (26,4%), leite pasteurizado (16,2%).

sem lactose.jpg

Relacionado também ao consumo, 37% dos participantes disseram estar dispostos a pagar mais por produtos 0% lactose em relação aos produtos lácteos em geral, indo de 10% a 40% a mais, representando 16% dos entrevistados.

Depois do primeiro consumo, a experiência positiva com os produtos 0% lactose geraram um grau de satisfação de 34% entre os entrevistados que, nessa média, afirmam que aumentaram o consumo para 50%.

Sobre a facilidade de encontrar produtos 0% lactose nos supermercados, leite em pó (37,6%), queijo minas (24,8%) e queijo mozarela e prato (27%) sempre encontram. Mas os iogurtes zero lactose são os mais encontrados e consumidores (50%). 21,4% dos participantes consumiriam sorvetes 0% lactose se encontrassem com mais facilidade. O mesmo vale para as sobremesas lácteas como petit suisse.

Oportunidades para novos produtos 0% lactose

leite biscoito mertilo morango.jpg

Os participantes questionados reforçaram que aumentariam seus consumos se houver uma maior variedade de produtos disponíveis de alguns lácteos, como iogurte (67,4%), sorvete (60%), leite condensado e manteiga (61,8%).

Aproximadamente 75,4% dos entrevistados afirmam serem influenciados com frequência – ou sempre – pela confiança que têm na marca. Outros 72,2% se preocupam com a garantia de que o produto é realmente 0% lactose e 72% também disseram atentar-se ao sabor do leite.

Outras questões, como versões desnatado ou semidesnatado não são a prioridade desse público e apenas 27,6% presta atenção na disponibilidade da versão pasteurizada do leite.

O preço é o que mais influencia na hora da escolha da marca do leite 0% lactose consumido (44,4%). E entre as características que mais desagradam os consumidores participantes estão o sabor diferente do leite padrão (47,6%), cor ligeiramente escura (38,0%), sabor adocicado (29,2%).

Entre os desejos dos consumidores estão produtos com redução de açúcares (65,6%), fortificado em cálcio (57,0%), sem aditivos (53,8%), fortificados com vitaminas e minerais (51,2%), com ômega 3 (50,4%), com fibras (48,0%), com alto conteúdo de proteína (47,8%), fórmula especial para mulheres (29,6%), fórmula especial para homens (20,8%), fórmula especial para adolescentes (19,4%).

Fonte: Novozymes

 

Estudos sobre câncer em populações vegetarianas*

Cerca de 30-40% dos cânceres se correlacionam com hábitos alimentares (Davis & Milner, 2007); a adoção de hábitos saudáveis é uma estratégia eficiente para a prevenção e o tratamento do câncer

Alimento ou suplemento na prevenção do câncer?

suplemento

Os suplementos não fazem o mesmo efeito dos alimentos no contexto da prevenção contra o câncer e na preservação da saúde. Isso não significa que suplementos não tenham suas indicações pontuais e específicas, mas a alimentação tem mais peso positivo para a saúde.

Como exemplo, sabemos que o consumo humano de flavonoides, compostos importantes na prevenção contra o câncer, ultrapassa 5.000 tipos diferentes quando usamos os alimentos naturais e integrais. Não temos nem 1% deles disponíveis para colocar em cápsulas.

O uso de cenoura cozida, por exemplo, protege muito mais o DNA contra lesões (que podem fomentar o desenvolvimento de uma célula tumoral) do que consumir quantidade equivalente de alfa e betacaroteno. Há uma interação de nutrientes e fitoquímicos nos vegetais que torna seu efeito potencializado.

Assim, no contexto do câncer, o alimento é muito mais importante que o suplemento.
E os alimentos de origem vegetal contêm 64,27 vezes mais antioxidantes que os de origem animal, o que promove muito mais proteção ao organismo ao se adotar uma alimentação baseada em plantas, quando ela é integral (Carlsen, 2010).

Alguns hormônios e interações alimentares.

Há outros fatores interessantes e tão importantes quanto os que já descrevi no contexto da prevenção e tratamento do câncer. Sabermos que o aumento dos níveis de insulina influencia o crescimento tumoral. Em outras palavras, quanto mais insulina há circulando no organismo, maior é o estímulo para a proliferação de células tumorais. Praticamente, todos os estudos com dietas vegetarianas estritas com redução de gordura e uso de alimentos naturais e integrais mostram-se altamente eficientes em reduzir os níveis de insulina, mesmo quando se compara essa dieta com dietas consideradas saudáveis preconizadas pala Associação de Diabetes Norte-Americana (Barnard, 2006; Cohen, 2006; Joshua, 2006).

A forma ativa do hormônio de crescimento se chama IGF-1. Sua elevação inibe a morte celular programada (chamamos isso de apoptose). Assim, uma célula danificada tem de ser eliminada ou se suicidar (apoptose) para que não seja reproduzida e gere um tumor. Ter níveis mais altos de IGF-1 é negativo para a prevenção e o tratamento do câncer e correlaciona-se com maior risco de câncer de mama antes da menopausa, câncer de intestino grosso (cólon e reto) e de próstata. O aumento de calorias, por sua vez, aumenta os níveis de IGF-1, assim como o consumo de leite. Indivíduos vegetarianos estritos têm níveis de IGF-1 13% menores do que os onívoros e ovolactovegetarianos (Yu an Rohan, 2000; Giovannucci, 2001; Pollak, 2001; Allen, 2002).

Estudos sobre câncer em populações vegetarianas.

salada

Há vários estudos sobre a prevalência de câncer em populações vegetarianas. Vamos ver os resultados de 3 desses trabalhos. Um desses estudos, interessante pelo fato de ter sido feito com adventistas, que têm baixo consumo de álcool e cigarro, assim como níveis de atividade física similares, mostrou que, avaliando 34.198 indivíduos com mais de 25 anos, por seis anos, a população onívora apresentava incidência 88% maior de câncer de cólon (intestino grosso) e 54% maior de câncer de próstata (Fraser, 1999).
Em 2012, um estudo de revisão sistemática e metanálise mostrou que vegetarianos, quando comparados com não vegetarianos, apresentaram redução de 18% de todos os tipos de câncer (Huang, 2012).

Um estudo publicado em 2013, avaliando 69.120 indivíduos onívoros e vegetarianos, encontrou 2.939 casos de câncer. A correlação de achados mostrou que a dieta ovolactovegetariana proporcionou proteção contra câncer gastrointestinal. Já a dieta vegetariana estrita mostrou redução de todos os tipos de câncer (Tantamango-Bartley, 2013).

Assim, os estudos apontam fortemente para a adoção de uma dieta vegetariana na prevenção do câncer, e ela pode ser utilizada, tranquilamente, no seu tratamento.

O Parecer da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Em 26 de outubro de 2015, a Agência Internacional para Pesquisa do Câncer (IARC), uma agência pertencente à OMS, liberou seu parecer sobre o efeito carcinogênico do consumo de carne vermelha e carnes processadas. O material foi desenvolvido por 22 especialistas de 10 países (OMS, 2015). Esse parecer fomentou a questão ligada à dieta vegetariana no contexto do câncer, pois liga diretamente o câncer de intestino grosso com o consumo de carnes, especialmente as processadas.

Como surgiu o parecer da OMS?

pesquisa estudo microscopio testes ciencia pixabay
Pixabay

Em 2014, um comitê internacional resolveu que, entre diversos alimentos, as carnes vermelhas e carnes processadas eram de elevada prioridade em sua avaliação de risco ao consumo humano, pois diversos estudos epidemiológicos mostravam que pequenos aumentos na quantidade de carne consumida elevavam o risco de ter vários tipos de câncer e que quanto maior o consumo, maior o risco. Baseado nessa avaliação inicial, o grupo começou a fazer os levantamentos científicos.

Esse grupo considerou mais de 800 estudos diferentes que investigaram mais de 12 tipos de câncer (em seres humanos) relacionados ao consumo de carne vermelha e carne processada, em vários países e com populações diversas. Alguns desses estudos apresentavam dados sobre o consumo de carne processada e vermelha ao mesmo tempo. Um total de mais de 700 estudos epidemiológicos forneceu dados sobre o consumo de carne vermelha, e mais de 400 estudos epidemiológicos, sobre carne processada.

Assim, vemos a importância desse material emitido pela OMS, pois ele não representa um estudo isolado, mas sim a reunião de mais de 800 estudos de grande evidência científica. No documento produzido consta a recomendação explícita, em termos de saúde pública, para que seja limitada a quantidade de carne ingerida. Ainda é estimulado aos governos e às agências regulatórias internacionais que estabeleçam recomendações sobre o balanço entre riscos e benefícios no consumo de carne vermelha e carne processada.

Os resultados da análise

As carnes processadas foram classificadas como pertencentes ao Grupo 1A (substância carcinogênicas para humanos), esta categoria é usada quando há evidências suficientes do efeito carcinogênico da substância em humanos. Em outras palavras, há evidências convincentes de que o agente (carne processada) causa câncer em seres humanos que o consomem.

São consideradas carnes processadas: todas as carnes que tenham sido submetidas à secagem, salgagem, fermentação, defumação ou a outros processos para realçar o sabor e melhorar sua conservação. A maioria das carnes processadas contém carne de porco ou de vaca, mas as carnes processadas, também, incluem carne de aves, vísceras e outros produtos, como sangue.

Para exemplificar esse grupo, temos salsichas, utilizadas em cachorros-quentes, presunto, carne enlatada, carne seca ou charque, assim como carne enlatada e preparações com caldo de carnes. Veja como esse grupo é vasto, pois ele inclui carnes utilizadas pelas pessoas diariamente, inclusive, na forma de caldo de carne.

O documento da OMS mostra que, para cada 50g de carne processada consumida diariamente, o risco de câncer de cólon e reto aumenta em 18%. Na avaliação da OMS, as carnes vermelhas foram classificadas como parte do Grupo 2A (provavelmente, carcinogênico para seres humanos – essa classificação é baseada em limitadas evidências de estudos epidemiológicos que mostram associação positiva entre o consumo e o desenvolvimento da doença e, nesse caso, há forte relação de evidência).
Essa associação com o câncer foi observada principalmente para o câncer de intestino grosso, mas, também, para os de pâncreas e próstata.

Assim, verifica-se que, se a carne vermelha for processada, ela vira grupo 1, ou seja, é reconhecidamente carcinogênica. São consideradas carnes vermelhas: todos os tipos de músculos de carne de mamíferos, como vaca, porco, vitelo, cordeiro, carneiro, cavalo e cabra. Ao que tudo indica, é possível que seja apenas questão de tempo para que esses produtos passem do grupo 2A para o grupo 1 (reconhecidamente carcinogênico para humanos).

O interessante desse relatório da OMS é que fica evidente que, com relação ao risco de câncer, não importa a origem da carne (se ela veio de um animal criado solto, saudável e sem receber antibióticos ou hormônios, pois o ato de aquecer o tecido animal de algumas formas a torna nociva.

Perguntas sobre a carne

carne vermelha embutidos salame linguiça
Pixabay

O aquecimento da carne aumenta as chances de ter um câncer?
– Sim. A temperatura mais alta gera compostos que contribuem para aumentar o risco carcinogênico, apesar de nem todos os compostos terem seus efeitos completamente conhecidos.

Há explicações que nos façam entender por que o aquecimento das carnes aumenta o risco de câncer?
– Sim. Cozinhar em altas temperaturas ou com a carne em contato direto com a chama ou a superfície quente, como ocorre com o churrasco e no ato de grelhar, produz substâncias químicas carcinogênicas, como as aminas heterocíclicas aromáticas e os hidrocarbonetos policíclicos aromáticos.

Quais são os componentes da carne que aumentam o risco de câncer?
Há elementos da carne que mostram associação com o câncer, como o próprio ferro heme. Substâncias carcinogênicas produzidas pelo aquecimento são: composto N-Nitroso e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos. O cozimento da carne vermelha ou processada, também, produz aminas heterocíclicas aromáticas, bem como outros produtos, incluindo hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (que igualmente são encontrados na poluição do ar). Há outras substâncias suspeitas em termos carcinogênicos, mas ainda pouco estudadas.

Usar carne crua é mais seguro?
Até o momento, apesar de alguns estudos sugerirem menor associação da carne crua com risco de câncer, o comitê da OMS refere não ter dados conclusivos sobre isso e levanta o risco de infecções relacionadas a essa forma de consumo.

As carnes processadas foram classificadas como pertencentes ao Grupo 1 (carcinogênica para humanos), que é a mesma categoria que se encontram classificados o tabaco e asbesto. Isso quer dizer que o consumo de carne processada é tão carcinogênico quanto o do fumo?
– Não. As carnes processadas, apesar de estarem na mesma categoria do tabaco e do asbesto, não têm o potencial cancerígeno em igual proporção de perigo. A classificação que foi colocada mostra que o produto avaliado é reconhecidamente carcinogênico, mas não estabelece o grau de potência carcinogênico.

Quantos casos de câncer são atribuídos, anualmente, ao consumo de carne processada e carne vermelha?
Segundo o relatório da OMS, aproximadamente 34.000 casos de morte por câncer no mundo são atribuídos às dietas com alta quantidade de consumo de carne processada. Esse número foi estimado por uma organização acadêmica de pesquisa independente, chamada Global Burden of Disease Project. Essa mesma entidade calcula que o consumo de carne vermelha pode ser responsável por cerca de 50.000 mortes por câncer no mundo. O que ainda não faz a OMS usar esse dado do Global Burden of Disease Project sobre a carne vermelha é sua classificação como 2A (como vimos anteriormente). Para termos uma ideia numérica, por ano, no mundo, morre cerca de 1 milhão de pessoas por câncer devido ao fumo, 600.000 devido ao consumo de bebida alcoólica e mais de 200.000 pela poluição do ar.

O documento da OMS quantifica a risco de câncer pelo tipo de carne consumida?
– Sim. O consumo de carne processada sugere que, para cada 50g de consumo diário, o risco de câncer de cólon aumenta em torno de 18%.

Para o câncer devido ao consumo de carne vermelha, o risco é mais difícil de ser estabelecido, mas, sendo completamente provado, para cada aumento de 100g de carne consumida diariamente, o risco aumenta em 17%.

Vale a pena lembrar que o consumo de carne (de todos os tipos), no Brasil, é de 233g por dia, em média, por pessoa, que é 3 a 4 vezes mais o que as diretrizes nutricionais sugerem para a população que come carne.

arroz frito comida tailandesa
Pixabay

Adotar uma dieta vegetariana é uma estratégia inteligente para a prevenção contra o câncer. E esta é uma Campanha promovida pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB).

*Eric Slywitch é médico (formado pela Faculdade de Medicina de Jundiaí). 
Mestre em Nutrição (pela UNIFESP/EPM). Especialista em Nutrologia pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). Especialista em Nutrição Parenteral e Enteral pela Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral (SBNPE). Pós-graduado em Nutrição Clínica pelo Grupo de Apoio de Nutrição Enteral e Parenteral (GANEP). Docente do curso de especialização (pós-graduação latu sensu) do Grupo de Nutrição Humana (GANEP). Foi Diretor do Departamento de Medicina e Nutrição da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) de 2004 a 2015. Autor dos livros: “Alimentação sem Carne – guia prático”, “Virei Vegetariano. E agora?” e “Emagreça sem Dúvida”.

67% dos consumidores afirmam conhecer pouco os seus direitos, aponta pesquisa

Pesquisa da Boa Vista investiga o comportamento do consumidor com relação aos seus direitos, bem como sobre a percepção de questões políticas e econômicas do país

A maioria dos entrevistados (67%) na pesquisa da Boa Vista SCPC de hábitos de consumo para o Dia do Consumidor – comemorado neste 15 de março – afirma conhecer um pouco ou não conhecer nada dos seus direitos enquanto consumidor. Já os que dizem conhecer razoavelmente bem representam 26% dos entrevistados, e os que conhecem muito bem 7%.

PesquisaDiadoConsumidor_01

Ainda segundo a pesquisa da Boa Vista, feita com cerca de 800 entrevistados, em todo o Brasil, entre os meses de janeiro e fevereiro, também representam a maioria (61%) os consumidores que costumam reclamar sempre ou na maior parte das vezes, frente a um produto ou serviço com problema. Um crescimento de 5p.p. (pontos percentuais) em relação ao ano passado.

PesquisaDiadoConsumidor_03

Já quando questionados onde reclamam em primeiro lugar na existência de algum problema, seja com relação a um serviço seja com relação a produto, 83% afirmaram fazê-lo diretamente com a própria empresa prestadora do serviço ou responsável pela venda do item.

Mas se por um lado há quem faz questão de reivindicar os seus direitos enquanto consumidor, há os que não fazem jus. Dos que reclamam apenas algumas vezes ou nunca reclamam, 46% não fazem por considerar o processo desgastante e muito demorado. Em 2017, 60% tinham essa impressão. Já 27% alegam que reclamar não resolve e outros 27%, coincidentemente, porque o processo é muito trabalhoso ou não sabem onde reclamar. Em 2017, 12% tinham deram esta resposta, um aumento de 15p.p. “Aos que alegam não saber onde reclamar, recomendamos procurar o órgão de defesa do consumidor, pois nele encontrarão todas as orientações necessárias para fazer o seu direito valer”, esclarece Pablo Nemirovsky, superintendente de Serviços ao Consumidor da Boa Vista SCPC.

A pesquisa também quis saber qual é a percepção dos consumidores entrevistados sobre as questões políticas e econômicas do país. 17% afirmam estar totalmente informados sobre os fatos que remontam estes temas. Em 2017, 28% tinham esta percepção. Os que se dizem informados em partes são 53% contra 57% em relação ao ano anterior. E os que se dizem pouco informados saltaram de 15% em 2017, para 30% nesta pesquisa mais recente.

mulher telefone estresse pixabay

Perfil da mostra

Aproximadamente 34% dos respondentes residem no Sudeste do País. 71% têm renda média de R$ 2.671,00. 40% possuem 25 anos ou mais. 51% estão empregados ou são funcionários públicos, e 42% fazem “bico” ou trabalho extra para complementar a renda mensal.

Metodologia

A Pesquisa da Boa Vista para o Dia do Consumidor 2018 utilizou a metodologia quantitativa e foi realizada por meio de consulta eletrônica de 30 de janeiro a 28 de fevereiro. O universo é representado por consumidores que buscaram informações e orientações no portal Consumidor Positivo e cadastrados na ferramenta Blue Box Boa Vista. A amostra é aleatória, representativa do universo de 806 respondentes. Para leitura geral dos resultados, deve-se considerar 90% de grau de confiança e margem de erro de 3%, para mais ou para menos.

Fonte: Boa Vista SCPC

SII, enxaquecas e cefaleia de tensão podem estar geneticamente ligadas?

Por Honor Whiteman

Uma pesquisa, apresentada na 68ª Reunião Anual da Academia Americana de Neurologia em Vancouver, no Canadá, em 2016, descobriu que pode haver uma associação genética entre enxaquecas, cefaleia tipo tensão e síndrome do intestino irritável.

A síndrome do intestino irritável (SII) é uma desordem do sistema digestivo, caracterizada por dor abdominal, desconforto e alterações nos padrões de movimentos intestinais. Estima-se que cerca de 25 a 45 milhões de pessoas nos EUA tenham SII, sendo mais comum entre as mulheres que em homens.

A causa exata da SII não está clara, embora os pesquisadores sugiram que a condição pode surgir como resultado de mudanças na forma como o intestino, o cérebro e o sistema nervoso se comunicam.

Além disso, pesquisas anteriores mostraram que pessoas com a síndrome e outros distúrbios gastrointestinais muitas vezes têm mais dores de cabeça ou enxaquecas do que aqueles sem tais distúrbios. As condições podem estar vinculadas? É o que estudou a co-autora, Derya Uluduz, da Universidade de Istambul na Turquia, e seus colegas para estabelecer o resultado.

Genes da SII e dos grupos de dor de cabeça diferiram dos das pessoas saudáveis

Para atingir a descoberta, os pesquisadores inscreveram 107 pacientes com enxaqueca episódica, 53 pacientes com cefaleia de tensão episódica, 107 pacientes com SII e 53 controles saudáveis.

colica intestinbal sii peq

Fatos rápidos sobre SII

-Em todo o mundo, entre 9% a 23% das pessoas têm SII;
-A maioria das pessoas que tem SII tem menos de 50 anos, embora a condição também possa afetar adultos mais velhos;
-Cerca de 2 em 3 pessoas com ISS são mulheres.

A equipe avaliou os pacientes com SII para qualquer incidência de enxaqueca e cefaleia de tensão, enquanto a incidência de SII foi avaliada em pacientes com enxaqueca ou cefaleia de tensão.

Em comparação com os pacientes que tinham cefaleia de tensão, aqueles com enxaqueca eram quase duas vezes mais propensos a ter SII; 54,2% dos pacientes com enxaqueca também apresentaram SII, em comparação com 28,3% das pessoas com cefaleia de tensão.

Entre os pacientes com SII, 35,5% também tinham enxaqueca e 22,4% também tinham cefaleia de tensão

Em seguida, os pesquisadores analisaram a presença do gene transportador da serotonina e do gene do receptor 2A de serotonina entre todos os grupos de pacientes e controles saudáveis.

“Nos pacientes com constipação da SII, a secreção de serotonina no plasma estava diminuída”, explicaram os autores. “Há defeito na sinalização de serotonina na SII e diminuição na serotonina mucosa e reatividade imune do transportador de serotonina”.

dor de cabeça

A equipe descobriu que pacientes com SII, enxaqueca ou cefaleia de tensão tinham pelo menos um gene diferente dos pacientes saudáveis, sugerindo que as três condições podem compartilhar uma ligação genética.

Comentando suas descobertas, a médica afirmou: “Uma vez que a dor de cabeça e a síndrome do intestino irritável são condições tão comuns e as causas para ambas são desconhecidas, descobrir uma possível ligação que pode lançar luz sobre a genética compartilhada dessas condições é encorajador. Mais estudos são necessários para explorar este possível elo. A descoberta de genes compartilhados pode levar a futuras estratégias de tratamento para essas condições crônicas”.

Fonte: MedicalNewsToday

Pesquisa aponta que mau humor pode vir dos pés

Um levantamento feito com 3.316 brasileiros mostrou a forte conexão do mau humor com o aumento das dores nos pés, ou seja, quanto mais desconfortos ou incômodos a pessoa tiver, mais mal-humorada ela pode ficar.

“Sem quaisquer dores, os pés não influenciam no humor. Mas a medida que a dor aumenta para níveis intensos, percebemos que as pessoas têm o seu temperamento alterado” afirma o fisioterapeuta Mateus Martinez, coautor da pesquisa.

relacao

“Humor é estado de espírito. Muitas vezes dizemos que alguém está de ‘bom’ ou de ‘mau’ humor. Agora sabemos que quem está ‘de mau humor’ provavelmente tem dores nos pés!” afirma com bom humor Thomas Case, fundador da Pés Sem Dor e coautor da pesquisa.

dorespes.jpg

Entre os entrevistados, apenas 9.4% não têm nenhuma dor. Para 18.8% da população com dores intensas, há uma forte influência dessas dores em seu temperamento. Foi constatado ainda que as mulheres têm mais dores nos pés que os homens.

“Essa discrepância de dores intensas entre as mulheres é devido ao uso de calçados apertados ou de bico fino. Por fim, podemos afirmar que para quase 1/5 da população, o ‘mau humor’ vem da base do corpo” conclui o especialista Martinez.

mulher dor pé

“Saúde e qualidade de vida: a relação com os pés, tornozelos e joelhos” foi finalizada em novembro de 2017 e traz ainda dados sobre doenças crônicas e características dos pés, tornozelos e joelhos dos brasileiros.

A pesquisa foi desenvolvida pela Pés Sem Dor e pode ser lida na íntegra clicando aqui.

Informações, dicas de prevenção ou alívio de dores estão disponíveis no site da Pés Sem Dor. 

Pesquisa: 70% dos brasileiros não usam filtro solar e 80% não sabem quanto aplicar

Pelo quarto ano seguido o pesquisador Lucas Portilho, especialista em proteção solar, lidera o maior e mais abrangente balanço sobre hábitos brasileiros em relação ao uso do fotoprotetor. Dados deixam a comunidade médica e Anvisa em alerta, já que aumentou o número dos que não aplicam filtro diariamente

Apesar da necessidade de fotoproteção ser assunto constante na mídia, o número de brasileiros que não aplica protetor solar diariamente aumentou drasticamente deste 2014 e já chega a quase 3/4 da população, segundo pesquisa liderada pelo consultor e pesquisador em Cosmetologia Lucas Portilho, farmacêutico e diretor científico do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele.

De acordo com os números, 72,5% da população não aplicam o fotoprotetor diariamente — em 2016, esse percentual era de 65%, em 2015 de 53% e em 2014 de 57%. “Essa redução no uso diário do filtro mostra que a conscientização não convenceu a população a usar correta e diariamente o fotoprotetor. Talvez pelo alto custo e situação de crise financeira que se instaurou, a proteção solar ficou como segundo plano de consumo”, conclui o pesquisador, que atua desenvolvendo fotoprotetores há mais de 11 anos.

“Vale lembrar que o Brasil é um dos países com maiores índices ultravioleta do mundo por se localizar numa região tropical do planeta e onde a exposição solar é uma cultura que está comumente associada a hábitos saudáveis; o que, como já se sabe, nem sempre é verdade”, completa. Para a pesquisa, foram entrevistadas 1793 pessoas de 27 estados brasileiros.

mulher protetor solar praia

Quanto aplicar?

Lucas explica que, para a pesquisa de 2017, foi adicionada uma nova pergunta sobre a aplicação correta da quantidade de fotoprotetor. “80% dos brasileiros não têm a mínima ideia de quanto aplicar, portanto mesmo a proteção de quem usa fotoprotetores fica comprometida, pois sem saber o quanto aplicar, uma pessoa pode usar achando que está com proteção quando na verdade está desprotegida”, afirma Lucas Portilho.

Radiação UVA e Bronzeamento

Apesar disso, de acordo com Lucas Portilho, a pesquisa revelou que cresceu a conscientização dos consumidores com relação à importância da proteção UVA e os malefícios do bronzeamento. “O número de pessoas que ignora a proteção UVA ao comprar um filtro vem diminuindo ano a ano de acordo com a pesquisa: representava 71% em 2016, 51% em 2015 e 50% em 2017. Com relação ao percentual das pessoas que ainda consideram o bronzeamento uma prática saudável, os números foram: 37% em 2015, 15% em 2016 e 21% no último ano”, explica.

Lucas ressalta que a radiação UVA está presente na natureza em níveis muito maiores e mais expressivos que a radiação UVB (que causa queimaduras solares), e embora menos energética, é uma das mais perigosas.

“Diferente da UVB, a radiação UVA atravessa vidros e janelas e penetra profundamente na pele, chegando até a derme, camada mais profunda da pele e onde se localizam as fibras de colágeno e elastina, gerando uma quantidade altíssima de radicais livres. Os radicais livres gerados por esta radiação causam aumento da degradação das fibras de colágeno e elastina, que dão sustentação à pele, sendo as principais responsáveis pelo fotoenvelhecimento, incluindo rugas, linhas de expressão, flacidez e manchas”, conta o especialista.

mulher-praia-protetor

Câncer de pele

De acordo com dados da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia), o Brasil registrou em 2016, aproximadamente, 3973 novos casos de câncer de pele. Estes dados justificam uma maior atenção das autoridades para a questão da fotoproteção uma vez que o câncer de pele já se tornou um problema de saúde pública no país. “A estimativa de casos em 2016 é de 175.760, sendo 80.850 homens e 94.910 mulheres”, alerta o pesquisador.

Hábitos e uso do filtro — a pesquisa ainda demonstrou hábitos dos consumidores com relação ao uso do filtro solar:

– 72% dos entrevistados não reaplicam o fotoprotetor, percentual maior que em 2016 (69% em 2015);

– quase 2/3 da população (63%) não utiliza o produto em dias nublados (50% 2016 e 74% em 2015);

– FPS 30, 50 e 60 são os preferidos dos usuários;

– apenas 10% consultam o dermatologista para indicação do melhor filtro (6% em 2016 e 13% em 2015);

protetor solar mulher praia

– 34% aplicam o produto apenas no rosto (32% em 2016 e 53% em 2015);

– 43% se expõem ao sol apenas pela manhã por acreditar ser o horário mais seguro (41% em 2016 e 52% em 2015);

– apenas 5% utilizam roupas para se proteger do sol (7% em 2016 e 10% em 2015).

Por meio dos números, o pesquisador analisa que ainda são necessárias medidas de larga escala para esclarecer à população sobre os malefícios da radiação UV, principalmente no que diz respeito à radiação UVA, e que ainda se fazem necessárias campanhas de conscientização sobre o uso correto dos filtros solares.

Fonte: Lucas Portilho é consultor e pesquisador em Cosmetologia, farmacêutico e diretor científico da Consulfarma. Especialista em formulações dermocosméticas e em filtros solares. Diretor das Pós-Graduações do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele, Hi Nutrition Educacional e Departamento de Desenvolvimento de Formulações do ICosmetologia. Atuou como Coordenador de Desenvolvimento de produtos na Natura Cosméticos e como gerente de P&D na AdaTina Cosméticos. Mestrando na Unicamp em Proteção Solar

Medicamento inadequado responde por 33,62% dos casos de intoxicação

O uso inadequado de medicamentos lidera o ranking das causas de intoxicação, segundo um levantamento realizado pelo Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) da Unicamp, em Campinas (SP). A ingestão de remédios corresponde por 33,62% das ocorrências registradas pela instituição. Em 2017, foram realizados 5.420 atendimentos no centro, sendo que 1.822 estavam relacionados ao consumo de medicamentos.

“A automedicação ainda é uma cultura muito resistente na nossa sociedade. O uso inadequado de medicamento pode acarretar sérios prejuízos para a saúde, inclusive acarretando a morte do paciente”, alerta Luiz Carlos Silveira Monteiro, presidente da ePharma, médico e conselheiro da Asap (Aliança para Saúde Ocupacional).

O especialista leva em consideração uma série de análises para prescrever um remédio para um paciente. “A interação com outros medicamentos, por exemplo, é fundamental para um diagnóstico preciso e a melhor indicação medicamentosa”, explica o médico. O uso inadequado de várias substâncias pode ainda dificultar o correto diagnóstico e aumentar o problema de saúde do paciente.

As crianças e os idosos são os mais prejudicados pelo uso incorreto de medicamentos. Vítimas de ingestão acidental, a garotada é mais suscetível de intoxicação, principalmente no período de férias. Já os idosos, podem se confundir com outros medicamentos. “Por isso, é preciso separar esses remédios em frascos que colaborem para a identificação pelo idoso. Colocar em recipientes de cores diferentes, por exemplo, facilita na hora da medicação”, orienta o presidente da ePharma.

remedio pilula pixabay
Pixabay

Para Monteiro, as pessoas que dispõem de assistência farmacêutica, também conhecidas por PBM (Programa de Benefícios de Medicamentos), contam com uma proteção a mais na hora do uso de remédios: “Essas companhias contribuem para a redução da automedicação. Os pacientes atendidos por esses programas só podem consumir medicamentos indicados pelo médico”.

Fonte: ePharma

Pesquisa AccorHotels: mulheres têm mais interesse por alimentação saudável

A descoberta de uma consumidora mais seletiva e atenta à alimentação saudável é um dos principais destaques de pesquisa realizada pela AccorHotels, líder mundial em viagens e estilo de vida. A consulta reuniu mais de 4.600 respostas de hóspedes mulheres sobre bem-estar em 25 marcas da rede.

O estudo colheu impressões entre junho e julho de 2017 e 93% das participantes são brasileiras. Com perfil de 25 a 50 anos, majoritariamente, as mulheres entrevistadas indicam que as mudanças relacionadas à saúde já transpassam o dia a dia.

“Percebemos que, cada vez mais, nossas hóspedes querem manter os hábitos saudáveis adquiridos na rotina diária, como alimentação mais equilibrada e exercícios físicos, também nos momentos de viagens a trabalho ou lazer”, explica Magda Kiehl, SVP Jurídica e de Riscos AccorHotels América do Sul e líder do WAAG (Women at AccorHotels Generation) na região.

No âmbito alimentar, 81% das mulheres entrevistadas preferem refeições balanceadas. Já o interesse por encontrar opções orgânicas no restaurante é de 53%. Na mesma linha, as hóspedes também indicam que, na suíte, gostariam de encontrar frutas (68%), iogurte (62%), itens detox (27%) e chá verde (24%).

A pesquisa também apurou que, em viagens solitárias, 69% das clientes participantes da pesquisa tendem fazer suas refeições no próprio hotel, seja no restaurante ou usufruindo do room service. Motivo pelo qual a AccorHotels prioriza o contínuo investimento no setor de Alimentos & Bebidas.

Pesquisa AccorHotels - alimentação saudável.png

“Na AccorHotels, acreditamos que seja fundamental ouvir nossos hóspedes e entender suas necessidades para proporcionar o melhor atendimento possível”, explica Magda. “Temos o objetivo de fortalecer o equilíbrio de gênero dentro dos nossos hotéis, seja para o público interno ou externo. Exemplo disso é a nossa iniciativa WAAG, que contribui para a representatividade feminina em nossa empresa”, finaliza a executiva.

O WAAG visa construir uma realidade mais humana e igualitária para todos. No Brasil, as mulheres representaram, em 2016, 56% da força de trabalho da AccorHotels e 51% dos cargos de chefia e/ou gerência. A AccorHotels também promove, por meio do WAAG, o programa de Mentoring – para as colaboradoras das sedes e dos hotéis da AccorHotels na América do Sul que une mentores (gestores) e mentoradas (mulheres em cargos de chefias com potencial de crescimento) para incentivar a gestão igualitária.

Fonte: AccorHotels