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Pesquisa AccorHotels: mulheres têm mais interesse por alimentação saudável

A descoberta de uma consumidora mais seletiva e atenta à alimentação saudável é um dos principais destaques de pesquisa realizada pela AccorHotels, líder mundial em viagens e estilo de vida. A consulta reuniu mais de 4.600 respostas de hóspedes mulheres sobre bem-estar em 25 marcas da rede.

O estudo colheu impressões entre junho e julho de 2017 e 93% das participantes são brasileiras. Com perfil de 25 a 50 anos, majoritariamente, as mulheres entrevistadas indicam que as mudanças relacionadas à saúde já transpassam o dia a dia.

“Percebemos que, cada vez mais, nossas hóspedes querem manter os hábitos saudáveis adquiridos na rotina diária, como alimentação mais equilibrada e exercícios físicos, também nos momentos de viagens a trabalho ou lazer”, explica Magda Kiehl, SVP Jurídica e de Riscos AccorHotels América do Sul e líder do WAAG (Women at AccorHotels Generation) na região.

No âmbito alimentar, 81% das mulheres entrevistadas preferem refeições balanceadas. Já o interesse por encontrar opções orgânicas no restaurante é de 53%. Na mesma linha, as hóspedes também indicam que, na suíte, gostariam de encontrar frutas (68%), iogurte (62%), itens detox (27%) e chá verde (24%).

A pesquisa também apurou que, em viagens solitárias, 69% das clientes participantes da pesquisa tendem fazer suas refeições no próprio hotel, seja no restaurante ou usufruindo do room service. Motivo pelo qual a AccorHotels prioriza o contínuo investimento no setor de Alimentos & Bebidas.

Pesquisa AccorHotels - alimentação saudável.png

“Na AccorHotels, acreditamos que seja fundamental ouvir nossos hóspedes e entender suas necessidades para proporcionar o melhor atendimento possível”, explica Magda. “Temos o objetivo de fortalecer o equilíbrio de gênero dentro dos nossos hotéis, seja para o público interno ou externo. Exemplo disso é a nossa iniciativa WAAG, que contribui para a representatividade feminina em nossa empresa”, finaliza a executiva.

O WAAG visa construir uma realidade mais humana e igualitária para todos. No Brasil, as mulheres representaram, em 2016, 56% da força de trabalho da AccorHotels e 51% dos cargos de chefia e/ou gerência. A AccorHotels também promove, por meio do WAAG, o programa de Mentoring – para as colaboradoras das sedes e dos hotéis da AccorHotels na América do Sul que une mentores (gestores) e mentoradas (mulheres em cargos de chefias com potencial de crescimento) para incentivar a gestão igualitária.

Fonte: AccorHotels

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Pesquisa aponta que brasileiros querem viver muito, mas descuidam da saúde

Maioria não adota hábitos que poderiam contribuir para a prevenção de doenças e o envelhecimento saudável

Os brasileiros desejam envelhecer com saúde e pretendem viver até os 85 anos, em média, superando a expectativa de vida atual, que é de 75,5 anos, segundo as estatísticas oficiais brasileiras¹. Mas a maioria não adota um estilo de vida que contribua para alcançar esse objetivo, com exercícios físicos regulares, alimentação equilibrada e cuidados preventivos.

Por outro lado, grande parte da população está convencida de que esses hábitos poderiam contribuir para uma maturidade mais saudável. Essas contradições são algumas das conclusões da pesquisa “Como os brasileiros encaram o envelhecimento – versão 2017”, um novo levantamento realizado pelo Instituto Qualibest com brasileiros de todas as regiões do País.

A pesquisa, que envolveu 703 adultos com 18 anos ou mais de idade, faz parte da campanha “Envelhecer Sem Vergonha – Qualidade de vida não tem idade”, uma iniciativa lançada pela Pfizer em 2015, com o objetivo de convocar a sociedade para uma conversa franca e bem-humorada sobre o tema. Naquela ocasião, foi lançada a primeira edição da pesquisa. Desta vez, algumas temáticas foram acrescentadas ao levantamento, como o impacto das mídias sociais para as diferentes gerações.

“As discussões sobre o envelhecimento se tornam cada vez mais prioritárias em uma sociedade que envelhece em ritmo acelerado, como é o caso da população brasileira. Uma vez que existem contradições importantes entre aquilo que o brasileiro almeja para a sua velhice e o que ele de fato faz no presente para garantir esse cenário positivo no futuro, é essencial convocar todas as gerações para um debate verdadeiro e aprofundado sobre o tema”, afirma o diretor médico da Pfizer, Eurico Correia.

Contradições

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Foto: Shutterstock

A maioria dos entrevistados, ou 92% da amostra, afirma que sente medo de envelhecer. E, para esse grupo, os problemas de saúde são justamente o aspecto mais temido quando pensam em maturidade. Por outro lado, os dados da pesquisa apontam que a minoria das pessoas ouvidas pratica atividades físicas, mantém uma alimentação saudável ou cuida da saúde de forma preventiva, hábitos que poderiam contribuir para a prevenção de doenças no futuro. Entre os jovens de 18 a 25 anos, esses cuidados são ainda menos adotados.

Contraditoriamente, os entrevistados demonstram estar cientes de que a prevenção, a nutrição adequada e a prática de atividades físicas são fatores importantes para a manutenção da saúde vida afora. Esses foram os aspectos mais lembrados pelos participantes quando questionados sobre os elementos essenciais para um bom envelhecimento.

Os dados apontam, ainda, que para os entrevistados o aumento da longevidade está fortemente atrelado ao progresso da medicina. Ao listarem os motivos que estariam auxiliando as pessoas a viver mais, os participantes identificaram quatro aspectos relacionados a esse segmento: a melhora na medicina preventiva, como as vacinas (40%), o avanço em medicamentos (38%), a evolução no tratamento de doenças graves (36%) e nos equipamentos de diagnóstico (27%).

Receios e expectativas

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Os problemas de saúde foram mencionados por 70% dos entrevistados que temem o envelhecimento como o principal motivo de receio em relação à maturidade, mas há outros fatores associados a esse sentimento. As limitações físicas, destacadas por 64% dos entrevistados, e os problemas com a memória, ressaltados por 55% do público, também chamam a atenção.

O medo da solidão, mencionado por 45% dos participantes, é outro aspecto que chama a atenção. “No Brasil há uma tendência ao narcisismo, pois os brasileiros cultuam muito a aparência, a juventude. Então, esse medo da solidão pode ser traduzido como um receio de não ser notado, de não ser visto pelo outro no fim da vida, quando já não se tem as características da juventude que a sociedade tanto valoriza“, diz a psiquiatra Rita Cecília Ferreira, do Programa da Terceira Idade do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (IPq-USP).

As preocupações financeiras também foram mencionadas por 45% dos participantes. Mas, ainda que as questões econômicas assumam um papel importante quando os entrevistados são convidados a pensar sobre suas expectativas para a maturidade, envelhecer próximo aos familiares (67%) é o principal anseio do grupo. A segurança financeira aparece em segundo lugar, juntamente com o tempo para realizar sonhos, com 58% das menções.

A análise comparativa entre as duas edições da pesquisa também indica que os entrevistados estão mais à vontade em dizer a idade. Em 2015, 74% dos entrevistados se mostravam confortáveis nesse quesito e a porcentagem subiu para 79% em 2017. Ainda assim, quando se investiga o comportamento de homens e mulheres diante dessa questão, é possível observar que revelar a idade continua a ser um problema maior para elas do que para o público masculino: 6,96% delas se incomodam, ante 3,78% dos homens.

Mais de 70% dos entrevistados afirmam que o envelhecimento não é motivo de vergonha e essa percepção é mais acentuada justamente entre aqueles com 51 anos ou mais, grupo em que essa porcentagem chega a 87%. Apenas 22% dos participantes se dizem constrangidos com a maturidade e, para essa parcela, os principais motivos seriam a dependência para a locomoção, mencionada por 64%, bem como a necessidade de auxílio para atividades rotineiras (60%) ou para complementar o orçamento (51%).

Diferentes gerações, múltiplos olhares

idoso e criança

A convivência entre pessoas de diferentes gerações é valorizada em todas as faixas etárias investigadas pela pesquisa. Entre os mais jovens, de 18 a 29 anos, a maioria (67%) afirma que os familiares mais velhos representam uma fonte de aprendizado. Já para os maiores de 50 anos, o contato com as novas gerações extrapola o núcleo familiar, de modo que 63% deles costumam participar de rodas de conversa com amigos mais jovens.

“Quando netos e avós têm a chance de envelhecer juntos, a história da família se perpetua. A criança e o jovem que convivem com um idoso, além de aprenderem com ele por meio de suas histórias de vida, provavelmente serão mais tolerantes com as dificuldades do envelhecimento no futuro, pois terão estabelecido um forte vínculo”, ressalta a psiquiatra Rita Ferreira.

As diferenças entre as gerações se expressam, principalmente, em seus pontos de vista sobre a própria maturidade. Enquanto 32% das pessoas com 51 anos ou mais afirmam que ficar mais velho está sendo melhor do que imaginavam, apenas 24% dos participantes de 18 a 25 anos compartilham dessa percepção. Ao contrário: 22% do grupo mais jovem diz que a experiência está sendo pior do que o esperado, uma porcentagem superior à média da amostra total (14%). Preocupações financeiras e aumento das responsabilidades explicam a visão negativa dos entrevistados mais novos.

Quando o assunto gira em torno das motivações para viver novas experiências, outras diferenças entre as faixas etárias se destacam. Se o espírito aventureiro é o que impulsiona as duas faixas etárias mais jovens, compreendendo as pessoas entre 18 e 35 anos, a partir dos 36 anos o principal fator considerado pelos entrevistados é a certeza de uma experiência segura, sem muitos riscos, conforme a tabela abaixo:

Facebook e política

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Uma das novidades da pesquisa são as informações sobre a vida digital das gerações. Nesse sentido, o Facebook se destaca como mídia transversal, que impacta todas as faixas etárias. Quase oito em cada dez participantes (78%) utilizam a ferramenta, que é a mídia social mais consumida pelos entrevistados, seguida pelo YouTube, com 62%. A navegação pelos sites de busca também é pronunciada, para todas as gerações.

Por outro lado, os dados da pesquisa evidenciam como a importância da televisão diminui progressivamente nas faixas mais jovens: enquanto 84% das pessoas com mais de 51 anos costumam utilizar essa mídia para se informar, apenas 45% daqueles que têm entre 18 e 25 anos utilizam esse recurso. Nessa mesma linha, o rádio é uma das mídias menos consumidas pelos mais jovens, com 14%, porcentagem que sobe para 32% entre os maduros. Essa tendência se verifica também para o consumo de jornais e revistas.

O Instituto Qualibest também investigou quais são os temas que mais interessam aos brasileiros. Embora filmes e séries representem o principal foco de atenção para todos, a discrepância no interesse das gerações por política chama a atenção. Se a temática é considerada importante para 55% dos maiores de 51 anos, só 36% dos mais jovens se interessam por esse assunto. Os mais maduros também são muito mais atraídos pelo jornalismo (79%), na comparação com o grupo dos mais novos (37%).

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“A geração mais madura tende a ser mais politizada se considerarmos que essas pessoas passaram pelas grandes transformações sociais do século 20, como a ditadura militar, a revolução sexual e o protagonismo crescente da mulher no mercado de trabalho e nas outras esferas. São pessoas que estão mudando o próprio significado do envelhecimento”, conclui Rita.

Referência:
1. IBGE. Disponível para acesso aqui. Acessado em dezembro de 2017.

Fonte: Pfizer

 

Pesquisa: quais assuntos são mais interessantes para você

O ano está acabando. E já pensando em 2018, estou fazendo uma pesquisa. Por favor, responda e estará me ajudando a deixar o blog mais dinâmico e objetivo.

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3- Culinária (receitas, dicas, workshops…)

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4- Gastronomia (bares, restaurantes, bebidas, eventos…)

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Foto: Shutterstock

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12- Decoração (móveis, acessórios, utensílios, eletrodomésticos, pintura, dicas…)

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A contemporaneidade da mesa de centro Pipe, de Sergio Fahrer

13- Pets (comportamento, saúde, alimentação, viagens, pet friendly, proteção animal, adoção, feiras…)

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14- Turismo (viagens, hotéis, pacotes, promoções…)

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Estudo mostra que homens desejam viver mais que mulheres

Desejo por viver muda de acordo com hábitos e saúde; dores prejudicam o comportamento social e reduzem a ambição por longevidade

Uma pesquisa realizada entre setembro e outubro de 2017 revelou que os homens desejam viver mais que as mulheres. Intitulada “Saúde e qualidade de vida: a relação com os pés, tornozelos e joelhos”, a consulta mostra ao longo de suas 64 páginas que o desejo por longevidade muda também de acordo com os hábitos, a saúde e a própria idade.

O levantamento mostra que o homem brasileiro deseja viver em média 90 anos e 10 meses. Já a mulher, afirma querer viver 88 anos e 7 meses. Somente 24% dos homens e 16% das mulheres desejam viver por mais de 100 anos.

“Por meio de um método chamado regressão múltipla, conseguimos concluir a estreita relação de bons hábitos com a longevidade” afirma o octagenário Thomas Case, um dos autores do estudo, que lista os resultados mais alarmantes:

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Banco de imagens/Google

1. Fumantes apresentam um desejo por longevidade quase 5 anos menor que os não fumantes. Na amostra, 8,9% dos homens e 7,4% das mulheres fumam.

2. Os que consomem bebidas alcoólicas não querem viver tanto quanto aqueles que não bebem. Para cada dia da semana que a pessoa tem o hábito de beber, o desejo de vida diminui em 4 meses.

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Foto: Shutterstock

3. Pessoas que fazem exercícios aeróbicos todos os dias querem viver 4 anos mais que os que não fazem essas atividades.

4. Pessoas que consideram sua saúde excelente desejam viver 40 anos mais do que aquelas com saúde ruim.

5. Quanto mais velha, mais a pessoa quer viver. Cada ano de vida, aumenta o desejo de longevidade em quatro meses.

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6. Dores nos pés prejudicam a expectativa por longevidade. Os participantes da pesquisa apontaram redução em aproximadamente quatro meses para cada nível de dor a mais.

“A dor nos pés prejudica a saúde, a atividade física e o comportamento social. Isso tudo se traduz em menos desejo por viver. O exercício físico é um grande aliado da nossa saúde e influencia positivamente no nosso próprio desejo de viver. A dor, por outro lado, prejudica a qualidade de vida e a ambição pela vida longa!” conclui Case.

O desejo de viver mais está intimamente relacionado com o que o ser humano faz no dia a dia. Comportamentos não saudáveis são traduzidos em menos expectativa por longevidade, enquanto bons hábitos refletem não só mais desejo como também em mais longevidade real.

A consulta foi realizada com 3.316 brasileiros e traz ainda dados sobre doenças crônicas e também características dos pés, tornozelos e joelhos da amostra. O estudo completo e dicas de prevenção e alívio de dores estão disponíveis ao público no site da Pés Sem Dor  e a pesquisa completa pode ser lida aqui.

Fonte: Pés Sem Dor 

 

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Pesquisa: mulheres acima de 60 anos consideram a beleza importante

Estudo da REDS destaca a relação das consumidoras seniores brasileiras com a beleza e os produtos cosméticos

Sim, este blog é voltado para mulheres na faixa dos cinquenta anos, mas falamos de assuntos interessantes para várias idades. E por que não saber como pensam as mulheres que estão com 60 anos agora? Idade que estaremos em alguns anos ou uma década.

População que mais cresceu na última década, segundo dados do IBGE, as pessoas acima de 60 anos até 2050 vão representar 1/3 da população brasileira. E longe do que os estigmas e preconceitos dizem, esse público, em especial o feminino, ainda se preocupa bastante com os cuidados para o corpo.

Para 83% das 382 mulheres entrevistadas na pesquisa Beleza na Melhor Idade, desenvolvida pela REDS em parceria com o Mundo do Marketing e a eCGlobal, a beleza é importante, mas somente 44% estão satisfeitas com sua aparência, revelando enorme potencial a ser explorado junto a esse público.

Dentre as 56% das entrevistadas insatisfeitas, o rosto (50%) e o cabelo (43%) são as partes do corpo com as quais mais se preocupam. Outro fator de atenção é o peso, pois 74% afirmam estar fora da forma que consideram a ideal. Dentro da divisão demográfica a Classe A e a região Sul ficam mais apreensivas com o rosto, enquanto a C e as outras regiões do país com os cabelos.

Práticas de saúde e beleza

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O uso de produtos de higiene pessoal e beleza/ cosméticos específicos é o principal hábito para cuidar da aparência adotado pelas entrevistadas, com 78% seguido por uma alimentação equilibrada (55%), procedimentos no cabelo e frequentar manicure, ambos tem 43%.

Entre as entrevistadas que fazem algum tipo de procedimento no cabelo, a tintura/coloração (84%) e a hidratação/massagem nos cabelos (77%) são as formas de tratamento mais comuns. Para as que realizam procedimentos no rosto (22%), a limpeza de pele facial (82%) e a esfoliação facial (69%) são as ações mais comuns. Nas mulheres que optam por tratamentos corporais (10%), a massagem relaxante (55%) e a limpeza de pele corporal (50%) se destacam.

Produtos específicos

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Além da grande maioria das entrevistadas utilizarem cosméticos, a aderência a produtos específicos para mulheres acima de 60 anos também é grande (64%), com 9 em cada 10 considerando importante ter produtos / cosméticos específicos para sua idade. Contudo, apenas 6 em cada 10 entrevistadas acreditam que esses produtos são melhores ou muito melhores que os produtos / cosméticos em geral.

Comunicação e divulgação

Atualmente a comunicação de cosméticos para mulheres seniores as motiva pouco, com apenas um terço delas declarando serem impactadas positivamente, e 59% não se sentindo representadas nas propagandas.

“Mais do que apenas desenvolver ou lançar produtos específicos, a indústria tem a oportunidade de fomentar a beleza da mulher da terceira idade”, ressalta Karina Milaré, diretora da REDS.

Ao buscar informações sobre cosméticos e tratamentos de beleza, os catálogos de produtos (Avon, Natura, entre outros) e a internet (sites, blogs, redes sociais) são os mais utilizados, ambos com 47%. Dentro da web, os sites das marcas (60%) e o Google/sites de busca (58%) têm mais procuras.

Impressões sobre as marcas

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Quando perguntadas quais marcas mais atendem as mulheres da terceira idade no quesito cabelo, L’Oréal, Natura e Pantene, nessa ordem, foram as mais lembradas. Nos produtos de beleza e cosméticos para pele, o pódio ficou com Natura, Avon e O Boticário.

“O mercado, embora comece a perceber sua importância, ainda está engatinhando na forma de comunicar-se e conectar-se com esse público, pois os estereótipos não definem mais estas mulheres, sedentas por ofertas de produtos voltados para suas especificidades, mas que não as reduzam simplesmente a mulheres de terceira idade”, destaca Karina.

Preocupações e cuidados com rosto, corpo e cabelo

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Em grande parte as entrevistadas da pesquisa mostraram estarem satisfeitas com o rosto, corpo e cabelo, sendo o rosto a parte que gera maior insatisfação com 29%.

Ainda sobre o rosto, os problemas relatados com mais frequência são as linhas de expressão (67%), rugas (44%) e flacidez (38%). Na divisão demográfica, as mulheres da classe AB, de 55 a 59 anos mencionam, em média, um número maior de problemas nessa região.

Nos produtos de maquiagem utilizados para o rosto, apesar de conhecerem uma grande variedade, as entrevistadas utilizam os mais básicos, como o batom (71%), lápis para os olhos (48%) e máscara para os cílios/rímel (43%). Dentro dos cosméticos de tratamento, diferente das mulheres mais jovens, elas priorizam o uso de produtos de cuidado específicos para a área e/ou problema que querem tratar, como antienvelhecimento/anti-idade (61%), hidratante específico para o rosto (56%) e protetor solar facial (47%). Na limpeza facial os mais utilizados são o tônico ou loção adstringente (30%), leite de rosas (23%) e sabonete específico para o rosto (21%).

Para o corpo, o acúmulo de gordura/gordura localizada e a flacidez, ambos com 54%, são as queixas mais comuns, seguido por vasinhos/ varizes/ veias aparentes com 40%. Dentre os produtos mais usados nessa região os destaques ficam para o hidratante corporal (80%), protetor solar corporal (63%) e hidratante específico para as mãos (49%). Na limpeza da pele, os itens mais comuns são o desodorante para as axilas (68%) e o sabonete corporal (54%).

No cabelo, os fios brancos e a queda são as maiores preocupações. Contudo, outros problemas como ressecamento, frizz e fios danificados também incomodam as mulheres maduras.

Metodologia: a pesquisa Beleza na Melhor Idade desenvolvida pela REDS, em parceria com o Mundo do Marketing e a eCGlobal, foi realizada em duas etapas, com 382 mulheres, acima de 55 anos nas classes A,B e C de todas as regiões do país. Na primeira fase quantitativa as mulheres preencheram um questionário estruturado e participaram de entrevistas de autopreenchimento por meio de um painel online. A segunda fase, qualitativa, promoveu discussões e atividades interativas, além de um fórum online e um chat inteligente.

Aqui, uma galeria com mulheres maravilhosas que estão na faixa dos 60 anos:

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Stevie Nicks In Concert - Los Angeles, CA

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Fonte: REDS

60% dos tutores não se planejaram financeiramente para ter um pet

14% dos tutores estão com o nome sujo por causa de compras para pets e 20% gastam mais do que o orçamento permite neste tipo de compra. Com a economia do país ainda em recuperação, 23% diminuíram as compras desse segmento em 2017

Os gastos mensais com animais de estimação podem ser muito altos dependendo dos produtos e serviços que os tutores proporcionam aos pets, mas se não houver planejamento financeiro, pode acabar extrapolando o orçamento e trazendo dores de cabeça.

Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todas as capitais com internautas que possuem ou são responsáveis financeiros por um animal de estimação mostra que 60% dos entrevistados não se planejaram financeiramente para a aquisição do animal de estimação e 20% gastam mais do que o orçamento permite com compras direcionadas a ele.

Os principais motivos que levam a extrapolar o orçamento são acreditar que o animal merece (30%) e a sensação de felicidade que uma compra para o animal proporciona (24%). Dentre os tutores de animais 35% esbanjam nos gastos com alimentos sem se importar com o impacto no orçamento, 22% com serviços de pet shop e 20% com brinquedos. Entre aqueles que não controlam mensalmente os gastos com o animal (26%), as principais razões são o fato de não achar importante ou necessário (37%) e a falta de hábito/disciplina para controlar gastos de forma geral (26%).

pet shop

14% estão com o nome sujo por causa de compras para pets

O levantamento revela que 31% já deixaram de adquirir algo de seu uso ou de pagar alguma conta para poder comprar alguma coisa para o seu Pet e 37% para pagar tratamento de saúde para o PET. Já a maioria (71%) nunca deixou de guardar dinheiro para si ou para a família por causa do animal de estimação.

No lado oposto ao planejamento de gastos estão os consumidores que ficam como nome sujo por causa de compras com produtos e serviços relacionados a pets (14%), sendo que 8% estão nessa situação por causa de um gasto urgente com a saúde do animal – cerca de 73% já tiveram gastos imprevistos com seu animal de estimação, principalmente com doenças (54%) e 44% já comprometeram seu orçamento ou fizeram dívidas para cuidar da saúde do seu animal. Outros 50% nunca passaram por essa situação, mas afirmam que se passassem fariam o mesmo pelo seu Pet.

Entre os que extrapolaram o orçamento e fizeram dívidas, 47% não estavam preparados para estes gastos e pagaram no cartão de crédito (33%) ou fizeram um empréstimo com amigos/parentes (8%).

Para o educador financeiro do Meu Bolso Feliz, José Vignoli, existe um risco em se deixar levar pelo aspecto emocional: “Justamente por ser uma relação de carinho e cuidado, é normal a pessoa querer dar o melhor para o pet, sem se preocupar com valores financeiros. Mas os gastos precisam ser controlados mensalmente, assim como qualquer outra despesa da casa, para não chegar a comprometer o orçamento”, explica. “Uma dica é evitar idas não planejadas ao pet shop e fazer uma lista antes de sair de casa, pensando em adquirir apenas o necessário. Outro ponto importante é formar uma reserva financeira para estar preparado em casos de emergência.”

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A maioria costuma pesquisar preços antes de comprar produtos e serviços

A pesquisa mostra que não são todos os donos de animais de estimação que não se planejam: 19% planejaram-se parcialmente, levando em conta alguns custos e 17% analisaram se podiam arcar com os custos para criar o animal. A grande maioria (90%) afirma que o gasto dos últimos três meses com seus pets está dentro do orçamento e 69% dizem que costumam controlar os gastos relacionados ao animal.

Oito em cada dez entrevistados (81%) também costumam pesquisar preços antes de comprar produtos e serviços para seu animal de estimação e 38% costumam economizar em coisas para si mesmo para poder comprar o que há de melhor para seu animal de estimação.

Impacto da crise: 23% diminuíram as compras para pets em 2017

Ainda que o faturamento do mercado pet no Brasil tenha crescido ao longo do ano passado, na comparação com 2015, o setor não parece totalmente imune à crise econômica. A pesquisa mostra que neste ano 46% compraram a mesma quantidade de produtos para seus animais comparando com 2016, 23% diminuíram o volume de compras – sendo que 33% tinham como objetivo economizar e 30% tiveram queda na renda – e 25% aumentaram os gastos.

A maioria (75%) afirma ter reorganizado os gastos com seus animais de estimação a fim de manter o orçamento em dia, sendo que 29% têm comprado somente produtos essenciais ao pet, 23% reduziram as idas ao pet shop e 19% as idas ao veterinário.

cachorro cofrinho

 

Os principais itens relacionados ao animal de estimação que sofreram cortes ou redução no consumo devido à crise são rações mais caras (23%), brinquedos (20%), banho em pet shop (18%) e serviços de pet shop (16%) – 55% cortaram os gastos considerando os itens menos importantes para o dia a dia do animal, enquanto outros 27% cortaram os produtos ou serviços mais caros.

“É visível que os efeitos da recessão, em maior ou menor grau, já alcançaram também o mercado de produtos e serviços pet. A tendência natural é que parte dos consumidores adote medidas de contenção, sobretudo eliminando gastos supérfluos, como muitos já vêm fazendo em relação a outros itens de consumo cotidianos”, afirma a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. “Isso, por sua vez, poderá impactar o resultado final das vendas do setor ao final deste ano. O tamanho deste impacto, contudo, ainda é incerto e dependerá do desempenho da economia nos próximos meses”, conclui.

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Metodologia

Em um primeiro levantamento foram ouvidas 796 consumidores com o objetivo de identificar o percentual de entrevistados que possuem animais de estimação. Em seguida, um novo levantamento foi realizado com 610 casos para identificar as características das pessoas que têm animal de estimação. Resultando, uma margem de erro no geral de 3,5 p.p para o primeiro levantamento e 4,0 p.p para o segundo levantamento. Em ambos os casos trabalhou-se com um intervalo de confiança a 95%.

Para acessar a pesquisa completa, clique aqui.

Fonte: SPC Brasil

Dieta com menos calorias tem efeito benéfico sobre a pele

Dieta reduz gorduras e aumenta a produção de pelos em camundongos, entre outros benefícios

Por Luiza Caires*

Dietas de restrição calórica têm sido associadas a vários benefícios para a saúde, mas seus efeitos sobre a pele ainda não haviam sido demonstrados. Uma pesquisa feita na USP verificou que, em camundongos, o controle de calorias ajuda os animais a viver mais, porém, reduz as reservas de gordura (tecido adiposo) que mantêm o corpo aquecido.

Para compensar esse efeito da dieta, observaram os pesquisadores, o tecido cutâneo dos roedores estimulou o crescimento de pelos e aumentou o fluxo sanguíneo para aquecer a pele.

Ao mesmo tempo, foram observadas alterações no metabolismo celular. Os animais revelaram uma resposta adaptativa para permanecer aquecidos – e vivos – em condições alimentares limitadas.

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Para pesquisadora, entender como a restrição calórica age no organismo e quais são as moléculas envolvidas ajudará a encontrar alvos que permitam prevenir ou tratar doenças relacionadas ao ganho de peso e à idade – Foto: Flickr CC 2.0

O trabalho foi conduzido durante o pós-doutoramento de Maria Fernanda Forni no Instituto de Química (IQ) da USP – com bolsa da Fapesp e orientação de Alicia Kowaltowski. Foi realizado no âmbito do Projeto Temático Bioenergética, transporte iônico, balanço redox e metabolismo de DNA em mitocôndrias, coordenado por Alicia.

Resultados do estudo foram publicados em setembro na revista Cell Reports. “As mudanças na pelagem e na pele foram bastante perceptíveis. São interessantes porque se mostraram após apenas alguns meses, quando os animais ainda não são velhos”, disse Alicia Kowaltowski.

A pesquisa foi feita com dois grupos de camundongos ao longo de seis meses. Em um dos grupos, os animais puderam se alimentar como, quando e quanto queriam. Ficaram obesos. O segundo grupo foi submetido a uma dieta na qual se podia comer apenas 60% das calorias consumidas em média pelo outro grupo.

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Alicia Kowaltowski – Foto: Redoxoma

Após seis meses, os animais submetidos à restrição calórica apresentavam massa corporal 40% menor que a dos demais (não perderam peso, apenas não engordaram como os que comeram livremente). Como diminuiu a gordura que ajuda a deixar os corpos aquecidos, a resposta adaptativa da pele dos roedores foi estimular o crescimento de pelos. Após seis meses, os animais passaram a exibir pelagens mais uniformes, mais espessas e com pelos mais longos.

“O pelo tem propriedades que isolam melhor o calor. Achamos que essa é uma adaptação presente nos mamíferos. Aqueles que comem menos têm menos gordura e, portanto, precisam de mais pelos para isolar o calor”, disse Kowaltowski.

A vascularização da pele também se alterou. Comparado com os animais obesos, os camundongos com restrição calórica apresentaram três vezes mais vasos sanguíneos na pele.

Essa alteração aumentou a irrigação sanguínea das células cutâneas. Ao mesmo tempo, essas células exibiram diferenças no metabolismo.

Por outro lado, nos roedores obesos, o que se constatou foi o aparecimento de sinais de envelhecimento precoce da pele. “A mudança na vasoconstrição auxilia os camundongos magros a conservar calor. Ao mesmo tempo, a pele se manteve jovem”, disse Alicia.

Aquecimento

 

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Estudo feito no Instituto de Química da USP indica que dieta de restrição calórica reduz as gorduras e aumenta a produção de pelos em camundongos. Trabalho foi publicado na Cell Reports – Foto: Alicia Kowaltowski

Uma segunda etapa da pesquisa consistiu na raspagem de trechos na pelagem dos dois grupos, de modo a confirmar se o pelo extra estaria ajudando a aquecer os animais com restrição calórica. “Raspamos o pelo dos camundongos e verificamos a evolução deles ao longo de um mês”, explicou a pesquisadora.

Com base em aferições de perda de calor corpóreo, foi possível atestar que as pelagens mais espessas ajudaram a isolar o calor.

“Os camundongos em restrição calórica perderam massa muscular e se tornaram mais letárgicos. Trata-se de uma mudança no metabolismo que foi resultado direto da perda de calor corporal para o meio ambiente. Eles não conseguem viver bem sem pelos”, disse.

Por fim, tingiu-se o pelo dos animais com um corante azul para verificar se haveria diferença na quantidade de perda de pelos entre os camundongos em dieta e os obesos. O que se constatou foi que, nos animais em dieta, a perda de pelagem foi menor e o pelo se manteve espesso. “Eles perderam menos pelos e o pelo permaneceu por mais tempo, o que pode ser uma adaptação para evitar gasto de energia com o crescimento de pelos”, disse Kowaltowski.

“Essas descobertas são especialmente significativas, uma vez que revelam não apenas um efeito marcante da restrição calórica sobre a pele, mas também um mecanismo adaptativo para lidar com o isolamento reduzido derivado de alterações na pele sob condições de redução da ingestão calórica”, disse.

Proteção para o fígado

Em um outro trabalho, publicado na revista Free Radical Biology and Medicine, o grupo de Alicia mostrou que a adoção de uma dieta restrita em calorias protegeu o fígado de camundongos de danos causados pela interrupção temporária do fluxo sanguíneo para o órgão.

“Quando comparamos os animais que comiam à vontade com os submetidos a uma dieta com restrição calórica, a diferença foi enorme. Enquanto no primeiro grupo cerca de 25% do fígado ficou comprometido, no segundo, o índice foi de apenas 1%”, disse a pesquisadora.

O modelo adotado no experimento – conhecido como isquemia e reperfusão – consiste em interromper cerca de 70% do fluxo sanguíneo para o fígado durante 40 minutos, simulando um infarto. Dados da literatura científica indicam que esse tipo de procedimento induz a um aumento patológico de cálcio no tecido, o que causa uma pane no funcionamento das mitocôndrias (estruturas responsáveis pela produção da energia celular) e leva parte das células hepáticas à morte.

“O cálcio é importante para regular o metabolismo da mitocôndria e aumentar a produção de ATP [adenosina trifosfato, molécula que armazena energia]. Porém, em excesso, faz com que a organela pare de trabalhar adequadamente. Nossa hipótese, portanto, era de que o benefício observado com a dieta estaria relacionado com um aumento na capacidade das mitocôndrias de captar cálcio do meio intracelular sem deixar de produzir energia”, explicou Sergio Menezes-Filho, pesquisador do IQ e primeiro autor do artigo.

Ensaios in vitro foram feitos para confirmar a teoria e compreender melhor os mecanismos envolvidos. Para isso, os pesquisadores isolaram mitocôndrias dos dois grupos de animais incluídos no estudo: um liberado para comer à vontade (controle) e outro submetido à restrição calórica (60% das calorias do controle).

Por meio de experimento, o grupo observou que as mitocôndrias dos animais submetidos à restrição calórica conseguiam captar cerca de 70% mais cálcio que as do grupo controle – sem que seu funcionamento ficasse comprometido.

Também foi constatado que no interior das organelas extraídas de animais submetidos à dieta havia mais moléculas de ATP do que nas do grupo controle. Essa parte do estudo contou com a colaboração da professora do IQ Marisa Medeiros.

“Não sabemos ainda o que faz a mitocôndria do animal que comeu à vontade ter menos ATP, mas certamente essa diferença está relacionada à capacidade de captação de cálcio”, relatou Alicia.

Benefícios múltiplos

Os dois artigos recentemente publicados integram uma série de estudos coordenados por Alicia Kowaltowski no âmbito do Centro de Pesquisa em Processos Redox em Biomedicina (Redoxoma), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) apoiado pela Fapesp. O objetivo é investigar o efeito da restrição calórica sobre diferentes tecidos.

“Dizer para as pessoas simplesmente comerem menos não está funcionando. A obesidade se tornou uma epidemia mundial. Temos tentado entender como a restrição calórica age no organismo e quais são as moléculas envolvidas, para encontrar alvos que permitam prevenir ou tratar doenças relacionadas ao ganho de peso e à idade”, disse Alicia.

Os experimentos realizados até o momento mostraram que a dieta em animais de laboratório causa efeitos muito específicos nos diferentes órgãos. No pâncreas, por exemplo, torna as células produtoras de insulina capazes de responder melhor ao aumento na taxa de glicose do sangue.

Já no cérebro, foi observado um benefício também relacionado à capacidade das mitocôndrias em captar cálcio – o que poderia evitar a morte de neurônios associada a doenças como Alzheimer, Parkinson, epilepsia e acidente vascular cerebral (AVC), entre outras.

Participaram desses estudos Ignacio Amigo, do IQ, e Fernanda Menezes Cerqueira, atualmente na Ben-Gurion University of the Negev, em Israel.

“Nos trabalhos feitos até o momento, avaliamos o efeito da restrição calórica em situações patológicas agudas. Mas acreditamos que a dieta também tenha um efeito benéfico, porém mais sutil, em condições fisiológicas. Ajudando a regular o metabolismo do dia a dia. É isso que pretendemos compreender melhor agora”, disse a coordenadora do estudo.

O artigo Caloric Restriction Promotes Structural and Metabolic Changes in the Skin, de Maria Fernanda Forni, Julia Peloggia, Tárcio T. Braga, Jesús Eduardo Ortega Chinchilla, Jorge Shinohara, Carlos Arturo Navas, Niels Olsen Saraiva Camara e Alicia J. Kowaltowski, pode ser lido aqui.

O artigo Caloric restriction protects livers from ischemia/reperfusion damage by preventing Ca2+-induced mitochondrial permeability transition, de Sergio L. Menezes-Filho, Ignacio Amigo, Fernanda M. Prado, Natalie C. Ferreira, Marcia K. Koike, Isabella F. D. Pinto, Sayuri Miyamoto, Edna F. S. Montero, Marisa H. G. Medeiros, Alicia J. Kowaltowski, pode ser acessado aqui.

*Karina Toledo e Peter Moon / Agência Fapesp, com edição do Jornal da USP. (Leia aqui o texto original)

 

Protetor solar colorido barra dano da luz visível à pele*

Há algo de errado em relação à exposição das pessoas ao sol. Mesmo com o aumento no consumo de protetores solares em todo o mundo, o número de casos de câncer de pele continua a crescer. Um dos principais motivos pode ser a ação da luz visível, que também causa danos à pele e não é bloqueada por protetores solares convencionais.

Essa foi a conclusão de uma equipe do Centro de Pesquisa em Processos Redox em Biomedicina (Redoxoma), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) da Fapesp. Os pesquisadores descreveram, em artigo publicado no Journal of Investigative Dermatology, o mecanismo dos efeitos combinados do dano provocado pelos raios UVA e pela luz visível nas células que produzem queratina.

“Sabia-se que a luz visível provocava dano na pele, porém avançamos no entendimento dos mecanismos ao demonstrar que os raios UVA estimulam o acúmulo de um pigmento chamado lipofuscina, que atua depois como fotossintetizador da luz visível na epiderme”, disse Maurício Baptista, professor do Instituto de Química da USP e membro do Cepid Redoxoma, à Agência Fapesp.

“Basicamente, o UVA causa um dano na pele e a luz visível amplifica”, disse. De acordo com Baptista, para se proteger da luz visível seria necessário usar uma barreira física, como o uso de roupas e panos, ou um protetor solar colorido.

“O protetor colorido não deve ser de qualquer cor. A ideia é que seja da tonalidade da pele de cada pessoa. Desenvolvemos um produto que contempla a proteção dos raios UVA, UVB e também da luz visível. Ele usa nanopartículas revestidas com filme fino de melanina. Este invento está patenteado [em nome da USP, com apoio da FAPESP] e estamos buscando parcerias para produzi-lo”, disse.

O mecanismo de dano da luz visível é parecido com o dos raios UVA. Ambos atuam por meio da excitação luminosa e da promoção de estados excitados nas células da epiderme.

O mecanismo é completamente diferente, por exemplo, do encontrado nos raios UVB, que são absorvidos diretamente pelo DNA das células da epiderme, tendo resposta muito mais rápida – inicialmente a vermelhidão para quem produz menos melanina – e um maior dano à pele. O infravermelho tem o efeito de uma radiação de calor que expande os vasos e provoca uma inflamação.

“É preciso saber que a maneira como estamos nos protegendo do sol está errada. Além de exagerada, pois os índices de vitamina D estão cada vez mais baixos na população brasileira, porque não pegamos um mínimo de sol necessário sem protetor. Não estamos evitando a luz visível, que também causa dano na epiderme e não é barrada pelo filtro solar”, disse Baptista.

Por outro lado, proteger-se dos raios UVB é fundamental. “Outra interpretação errada de nosso estudo seria dizer que não é preciso usar protetor solar. Não é isso. O UVB é muito mais tóxico do que o UVA e do que a luz visível. Só que tem havido um aumento na ocorrência de cânceres mais profundos, até porque a população se protege do UVB há, pelo menos, 40 anos, mas por muito tempo não havia protetores contra o UVA. Contra o visível não tem até hoje”, disse.

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Estudo realizado no Cepid Redoxoma esclarece mecanismo de ação da luz visível na epiderme e põe em questão o modo como os protetores solares são utilizados pela população (foto: Wikimedia)

Lesão nos queratinócitos

A radiação UVA penetra de maneira mais profunda na epiderme e provoca outro tipo de dano, que é perceptível no longo prazo. “Acreditamos que os tipos de câncer de pele caracterizados pela exposição ao UVA devem ter muito da ação da luz visível, que nunca foi contabilizada. Os danos do UVA e da luz visível são parecidos, eles agem em conjunto. Tanto o dano oxidativo do UVA quanto do visível causam oxidação no DNA”, disse Baptista.

A equipe do Redoxoma já havia estudado, em 2014, como as células produtoras de melanina, os melanócitos, respondiam à luz visível. O novo trabalho vai além e analisa como as células produtoras de queratina (queratinócitos), que correspondem a maior parte das células da epiderme, são lesionados pela luz visível.

Baptista conta que os queratinócitos sofrem primeiro o dano pela radiação UVA, fazendo com que essas células produzam lipofuscina, um fotossensibilizador de luz visível – célula que absorve e destrói pigmentos. Quando isso ocorre, os queratinócitos se tornam sensíveis à luz visível. “Vimos que não é só o melanócito da epiderme que sofre com os efeitos da luz visível, o queratinócito também”, disse.

A luz visível tem um efeito menor de dano à pele em comparação a outros tipos de raios solares, mas a resposta na epiderme é amplificada quando a pele não é mais saudável e sofreu dano por radiação UVA. Além disso, 45% da radiação solar que atinge a pele é composta de luz visível e somente 5% de ultravioleta.

“Avançamos na compreensão sobre o dano na pele causado pelos tipos de radiação, mas é preciso alertar que tomar sol é importante. A pele fica mais saudável em quem toma um pouco de sol por uma série de fatores. O principal é a produção de vitamina D, que só ocorre se a pele é exposta sem o protetor solar. Quanto é esse pouco de sol? Depende muito do tipo de pele e de onde a pessoa está no planeta, da latitude, da altitude. Infelizmente, não existe uma tabela dizendo quanto a pessoa precisa tomar de sol”, disse Baptista.

O artigo Lipofuscin generated by UVA turns keratinocytes photosensitive to visible light (doi: 10.1016/j.jid.2017.06.018), de Paulo Newton Tonolli, Orlando Chiarelli-Neto, Carolina Santacruz-Perez, Helena Couto Junqueira, Ii-Sei Watanabe, Felipe Gustavo Ravagnani, Waleska Kerllen Martins, Maurício S. Baptista, pode ser lido no Journal of Investigative Dermatology.

*Maria Fernanda Ziegler | Agência Fapesp

Pesquisa: o que leva brasileiros a adotarem modismos em dietas e alimentos

Levantamento realizado para a Nestlé aponta que muitos brasileiros estão evitando itens como lactose e glúten e inserindo novos ingredientes na dieta, como batata-doce e óleo de coco

Pesquisa inédita realizada para a Nestlé, com mais 1.500 pessoas de todas as regiões do Brasil, mostra que uma grande parcela dos brasileiros está aderindo aos “modismos alimentares” em busca de emagrecimento rápido, retirando de sua alimentação ingredientes como glúten e lactose, de forma indiscriminada, e buscando resultados “mágicos” em alimentos como batata-doce e óleo de coco.

O levantamento foi realizado pela área de Inteligência e Pesquisa de Mercado da Editora Abril especialmente para a Revista BIO, publicação especializada da Nestlé, dirigida a nutricionistas, que passa a contar a partir deste mês de outubro com novo projeto gráfico e editorial, com o objetivo de disseminar informações científicas sobre Nutrição aos profissionais de saúde.

De acordo com a pesquisa, 19% dos entrevistados faz restrição parcial ou total do consumo de glúten, proteína presente em cereais como trigo, centeio e cevada. Desses, 30% cortaram a substância porque querem emagrecer. No entanto, apenas 4% das pessoas que evitam parcial ou integralmente o glúten o fazem pelo fato de terem doença celíaca e por recomendação profissional. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), apenas 1% da população mundial tem a doença celíaca.

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Quando o assunto é lactose, 28% das pessoas que responderam à pesquisa disseram que fazem restrição total ou parcial do seu consumo. Entretanto, um total de 79% afirmou que nunca fez um teste de intolerância à lactose. O levantamento mostra também que 26% dos entrevistados resolveram cortar a lactose por conta própria, sem consultar um profissional de saúde, e 8% admitiram que tiraram esse nutriente da sua dieta por vontade de emagrecer.

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Segundo a pesquisa, além da motivação do peso, muitas pessoas também evitam componentes como o glúten e lactose por acharem que eles podem fazer mal à saúde, devido principalmente à utilização de dizeres como “não contém glúten” e ”sem lactose” em embalagens e anúncios, que acabam gerando a percepção de que tais componentes não são saudáveis.

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Alimentos da moda

O levantamento aponta que os “alimentos da moda”, associados ao emagrecimento e à melhora da saúde, também estão cada vez mais presentes no cardápio dos brasileiros e são consumidos no dia a dia por boa parte da população, como é o caso da batata-doce (61%), do óleo de coco (24%) e da chia (28%).

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A pesquisa mostra, ainda, outras conclusões sobre as dietas low-carb e detox, além de dados sobre o que os brasileiros consideram como uma dieta saudável. Os resultados completos podem ser conferidos na revista BIO do mês de outubro. A publicação é distribuída pela Nestlé para mais de 30 mil nutricionistas e especialistas da área de saúde com o objetivo de promover educação, atualização e conscientização sobre temas ligados a alimentação e saúde, contribuindo para disseminar o propósito da companhia de melhorar a qualidade de vida e contribuir para um futuro mais saudável.

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Fonte: Nestlé Brasil