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Maio é o mês de combate ao melanoma: redobre a atenção com pintas no corpo

Dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia explica como o autoexame da pele permite detectar precocemente o melanoma e aumenta as chances de cura

Maio é o mês do combate ao melanoma, o tipo de câncer de pele com o pior prognóstico e o mais alto índice de mortalidade. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), apesar de não ser o mais frequente câncer de pele, no ano de 2018 são estimados 2.920 casos novos em homens e 3.340 casos novos em mulheres. Com relação ao câncer de pele não-melanoma, estimam-se 85.170 casos novos de câncer de pele entre homens e 80.410 nas mulheres para o ano de 2018. É por isso que você deve ficar atento aos sinais que aparecem no seu corpo.

De acordo com a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, embora a principal causa do melanoma seja genética, a exposição solar também influencia no aparecimento da doença — principalmente com os elevados índices de radiação que atingem níveis considerados potencialmente cancerígenos, onde ocorre exposição à radiação UVA/UVB E IR (infravermelho).

“O filtro solar deve ser usado diariamente independentemente da estação do ano e se está num dia nublado, chuvoso ou encoberto; a radiação UV mesmo em um dia 100% encoberto, ela só é barrada em 30% e 70% dessa radiação passa”, alerta a dermatologista.

Esta fotoexposição, ao longo dos anos, pode gerar lesões novas ou modificar aquelas que já existiam previamente na pele de qualquer pessoa. Com uma exposição solar frequente, seja por lazer ou ocupacional, muitas vezes, as pessoas não percebem a medida da exposição ao sol silencioso no trabalho de campo, no dirigir ou andar na rua.

Diagnóstico precoce

Embora o diagnóstico de melanoma normalmente traga medo e apreensão aos pacientes, as chances de cura são de mais de 90%, quando há detecção precoce da doença, segundo a SBD. “Por isso, a realização do autoexame dermatológico é necessária”, explica Claudia.

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Autoexame 

O autoexame deve ser realizado principalmente nas pessoas de pele clara, aquelas que possuem antecedentes familiares de câncer de pele, têm mais de 50 pintas, tomaram muito sol antes dos trinta anos e sofreram queimaduras. Quem tem lesões em áreas de atrito, como área da peça íntima, sutiã, palma das mãos, planta dos pés e área do couro cabeludo, também deve seguir as instruções.

A indicação também vale para as pessoas que apresentam muitas sardas e manchas por exposição solar anterior, já retiraram pintas com diagnóstico de atípicas, não se bronzeiam ao sol, e consequentemente acabam adquirindo a cor vermelha com facilidade e apresentam qualquer lesão que esteja se modificando.

“Podemos realizar esse procedimento com certa regularidade, uma vez por mês, na frente do espelho e de preferência com luz natural, para verificar o surgimento de alguma mancha, relevo ou ferida que não cicatriza”, indica a médica.

As dicas para o autoexame são:

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=Examine seu rosto, principalmente o nariz, lábios, boca e orelhas.
=Para facilitar o exame do couro cabeludo, separe os fios com um pente ou use o secador para melhor visibilidade. Se houver necessidade, peça ajuda a alguém.
=Preste atenção nas mãos, também entre os dedos.
=Levante os braços, para olhar as axilas, antebraços, cotovelos, virando dos dois lados, com a ajuda de um espelho de alta qualidade.
=Foque no pescoço, peito e tórax. As mulheres também devem levantar os seios para prestar atenção aos sinais onde fica o sutiã. Olhe também a nuca e por trás das orelhas.
=De costas para um espelho de corpo inteiro, use outro para olhar com atenção os ombros, as costas, nádegas e pernas.
=Sentada(o), olhe a parte interna das coxas, bem como a área genital.
=Na mesma posição, olhe os tornozelos, o espaço entre os dedos, bem como a sola dos pés.

De acordo com a dermatologista, este tipo de cuidado de rotina, principalmente para quem tem a pele bem clara e com muitas pintas, promove consciência e aguça o olhar sobre as lesões, aumentando a percepção de mudança ou seu crescimento. O passo seguinte, ou mesmo em caso de dúvida, é visitar o dermatologista.

Lesões preocupantes 

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Para saber se uma lesão é mais preocupante, normalmente é usada a regra do ABCD (área, borda, cor e diâmetro) sobre pintas com pigmentação. “Dividimos a lesão em quatro partes iguais e comparamos os quadrantes observando a simetria, avaliamos as bordas identificando irregularidade na forma de desenhos circinados, observamos a presença ou não de várias cores compondo esta figura e observamos se apresenta diâmetro acima de 6 mm”, comenta a médica.

Quanto aos sinais clínicos, qualquer lesão que coce, doa ou sangre e que aumente de tamanho com rapidez ou apresente sensibilidade, precisa ser examinada por um dermatologista, que fará então uma dermatoscopia manual ou de preferência digital avaliando a necessidade da retirada cirúrgica.

Além de prevenir o surgimento do melanona, o autoexame, por ser uma avaliação em que o paciente começa a detectar precocemente lesões que apresentam sinais e sintomas diferentes dos habituais ou que estão crescendo, proporciona visitas precoces ao dermatologista que decidirá sobre o tratamento terapêutico em questão com chances maiores de cura.

“Outra lesão que hoje é bastante comum, principalmente após a quinta e sexta década de vida são os carcinomas, tanto provenientes da camada basal, como da camada espinhosa da epiderme, que quando diagnosticados também com rapidez trazem 100% de cura ao paciente”, informa a dermatologista.

A grande maioria destas alterações tem componente genético, pelo tipo de pele herdada, mas tem como gatilho principal a exposição solar crônica sem a proteção solar adequada.

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“Todos os pacientes devem aplicar FPS diariamente antes de sair de casa, principalmente quando em contato com o meio e precisam reaplicar pelo menos mais uma ou duas vezes ao dia, evitando assim a perda da saúde e da beleza da pele”, recomenda a dermatologista.

Fonte: Claudia Marçal é dermatologista da Clínica de Dermatologia Espaço Cariz, Membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Especialização pela AMB, Membro da American Academy of Dermatology e CME na Harvard Medical School

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Exposição solar leve, com fotoprotetor, não impacta na produção de vitamina D

Um estudo inédito promovido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, durante o II Simpósio Nacional de Cabelos e Unhas, em agosto de 2017, no Rio de Janeiro, identificou que a utilização do fotoprotetor e exposição leve ao sol não afeta a capacidade de síntese cutânea de vitamina D.

Coordenado pelos dermatologistas Flávio Luz (secretário-geral), Clívia Carneiro, Hélio Miot (1º secretário) e Sandra Durães, o estudo contou com o apoio da equipe do laboratório de análises clínicas da Universidade Federal Fluminense (UFF) e envolveu 95 voluntários, entre dermatologistas, alunos e participantes espontâneos.

Os participantes foram divididos em três grupos: confinados da exposição solar por 24 horas, expostos a doses baixas de sol (10-15 minutos que não chegam deixar a pele avermelhada) com e sem fotoprotetor tópico (FPS 30). Os seus níveis de vitamina D no sangue foram medidos na manhã antes da exposição solar e também na manhã seguinte, permitindo o cálculo da variação desses níveis, no intervalo de 24 horas.

A pesquisa revelou que a variação dos níveis plasmáticos de vitamina D foi maior para o grupo exposto com filtro solar do que para o grupo confinado, mostrando que ocorreu síntese efetiva de vitamina D após breve exposição ao sol, mesmo com filtro solar.

“A diferença da variação dos níveis plasmáticos de vitamina D entre o grupo exposto com filtro solar e o grupo exposto sem o filtro não atingiu diferença significativa, indicando que não houve diferença substancial entre a exposição solar leve com e sem filtro solar”, explica Hélio Miot.

O médico salienta que a síntese de vitamina D depende de doses muito baixas de UVB em pequenas áreas do corpo. A radiação atinge a pele através do vestuário leve e couro cabeludo, áreas que não são completamente cobertas pelo filtro solar.

Entre outras informações decorrentes do estudo realizado pela SBD estão:

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Foto: Wikimedia)

– O uso regular de filtro solar nas áreas diretamente expostas ao sol para prevenção ao câncer da pele, queimaduras e fotoenvelhecimento tem sido criticado por alguns profissionais como importante causa da hipovitaminose D na população devido à redução de sua síntese cutânea, culpando o dermatologista e sua recomendação do uso de filtro solar. Até o momento, nenhum estudo havia sido conduzido para avaliar e subsidiar recomendações de uso de filtro solar, especialmente, em populações de risco para hipovitaminose D.

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– A vitamina D é um importante hormônio produzido a partir da ingesta nutricional, e, principalmente (90%) pela pele, a partir da exposição leve à radiação UVB. Desempenha importantes funções no organismo, principalmente no metabolismo ósseo, imunidade e resistência à insulina. Diversas condições clínicas e de hábitos interferem nos níveis de vitamina D, como dietas restritivas, cirurgia bariátrica, obesidade, hepatopatia, nefropatia, idosos, acamados, indivíduos que não se expõem diretamente ao sol, sedentarismo, diabetes mellitus, entre outras.

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– Significativa fração da população mundial apresenta níveis plasmáticos de vitamina D insuficientes e até deficientes. Isso tem originado políticas de suplementação da indústria alimentar (por exemplo, laticínios, sucos industrializados), ou mesmo suplementação oral em populações de risco (por exemplo, idosos).

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– Os resultados do experimento subsidiam a manutenção da indicação da fotoproteção regular frente à exposição moderada ao sol e confirmam que a exposição solar mais segura para a pele deva ocorrer fora dos horários de pico do UVB (10h-16h), sob vestuário adequado, sem risco de vermelhidão (o que degrada a vitamina D da pele) e sem compromisso da síntese de vitamina D.

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Pixabay

– A atual epidemia de hipovitaminose D deve decorrer da ingestão insuficiente e, principalmente, dos hábitos de lazer e de trabalho em ambientes abrigados da proteção solar, característicos da sociedade moderna que não se expõe ao sol no seu cotidiano. Isso não depende do uso de filtro solar. Ademais, há elementos ligados ao indivíduo, como a espessura da pele exposta (reduzida em idosos), má-absorção do intestino (como ocorre em pacientes que fizeram cirurgia bariátrica), medicamentos de uso regular, obesidade, sedentarismo, e variações nos receptores de vitamina D nos tecidos, que interferem com a síntese e disponibilidade de vitamina D.

Fonte: SBD

Rotina de beleza: cosméticos veganos para manter a pele e os cabelos saudáveis

O mercado dermatológico vem investindo cada vez mais em produtos naturais e veganos. Já é possível encontrar nas prateleiras produtos desse tipo para todas as etapas de cuidados com a pele e com os cabelos. A Biozenthi, por exemplo, é uma empresa especializada em cosméticos 100% veganos e sem glúten.

“Um produto vegano é aquele que não possui ingredientes animais e também não utiliza de animais para testes de eficácia, de irritabilidade ou qualquer outro tipo de teste. Porém, estes produtos ainda são poucos se comparados aos cosméticos não veganos”, explica Márcio Accordi, biólogo geneticista e diretor da Biozenthi Laboratórios Cosméticos. Para ajudar este público, que pode ter dificuldade em encontrar produtos livres de crueldade animal, o especialista separou cosméticos da Biozenthi para cada etapa da rotina diária de cuidados com o corpo. Confira:

Rosto

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– Sabonete Adstringente Onface: ideal para a fase da limpeza, o produto tem alto poder de limpeza e renovação da pele, devido à grande composição de minerais presentes na argila preta com a qual o sabonete é formulado. De uso diário, o produto também auxilia na absorção da oleosidade e no controle do processo inflamatório da acne. Com extrato de alecrim e calêndula, o sabonete Onface ainda pode ser usado como demaquilante para remover a maquiagem no final do dia.

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– Esfoliante facial Onface: perfeito para uma esfoliação suave e eficaz, o produto remove as células mortas e auxilia a manter fino o grão da pele, o que facilita a penetrância dos ativos presentes nos cosméticos. Com argila verde em sua composição, o esfoliante Onface também melhora a acne e a oleosidade, além de deixar a pele macia e hidratada. Devendo ser usado de duas a três vezes por semana, o produto ainda conta com agentes antioxidantes como o óleo de semente de uva.

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– Lisskin: indicado para a etapa da hidratação, o Lisskin conta com um blend de ingredientes naturais e agentes antienvelhecimento que mantém os níveis do fator de crescimento responsável pelo estímulo da síntese de colágeno, redensificando a pele e conferindo efeito rejuvenescedor e tensor. Além disso, o produto é formulado com óleo de argan, chá verde e Vitamina E, ingredientes de alta propriedade hidratante e antioxidante.

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– Filtro Solar Hidratante: para impedir danos solares ligados ao envelhecimento precoce, a última etapa de cuidados com a pele do rosto deve ser sempre a fotoproteção. Para isso, o Filtro Solar da Biozenthi é ideal, pois oferece FPS 35 e PPD 31.6, garantindo proteção física e química contra os raios UVA e UVB. Disponível em cinco versões (infantil, sem base, base nude, base clara e base média), o produto também é oil free e confere toque seco na pele.

Corpo

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– Hidratante nutritivo Onface: assim como o rosto, o corpo precisa de hidratação. Então, a Biozenthi conta com o Hidratante nutritivo Onface. Formulado para promover os melhores benefícios no que se refere a hidratação cutânea, o produto proporciona hidratação prolongada, toque suave e aveludado, sem deixar a pele gordurosa. Com Pantenol e Vitamina E, o hidratante mantém a pele livre de descamação, assaduras e com uma película protetora, pois retém a água na pele. Além disso, o produto não possui fragrância, para não causar alergias.

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– Creme hidratante mãos e cotovelos: formulado com uma base altamente hidratante e vitamina E, um excelente antioxidante, o produto garante alta hidratação e condicionamento para a pele das mãos e cotovelos. Com óleo de semente de uva rico em tocoferóis, o hidratante confere toque seco e um suave perfume da uva Itália nas mãos. Este produto também não possui óleos minerais, como a vaselina, que obstruem os poros e são incompatíveis com a nossa pele.

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– Creme hidratante pernas e pés: indicado para pés desidratados, escamados e com rachaduras e pernas doloridas e com varizes, este produto é formulado com extratos vegetais e poderosos hidratantes que recuperam a maciez dos pés, além de proteger e relaxar as pernas. Com grande concentração de óleo de Semente de Uva em sua composição, o hidratante ainda promove uma potente ação antioxidante. Os resultados são perceptíveis em poucos dias de aplicação, pois os pés voltam a ficar bem hidratados, com a pele lisa, macia e saudável.

Cabelos

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– Linha de produtos capilares com óleo de coco: com shampoo, condicionador e leave-in, a linha de produtos capilares da Biozenthi é ideal para os cuidados diários com o cabelo, pois é toda produzida a partir do óleo natural do coco, ingrediente capaz de atingir o córtex do fio capilar e depositar ali nutrientes fundamentais para a saúde dos cabelos, conferindo assim alta hidratação e condicionamento aos fios. Além disso, os produtos garantem maior brilho aos cabelos e ajudam a diminuir o frizz. Para o melhor resultado possível, é indicado o uso da linha completa.

Informações: Biozenthi Laboratórios Cosméticos

 

Cosméticos: saiba a ordem correta para a aplicação de cada produto na pele

Creme, gel, sérum, loção, antienvelhecimento, antiacne, hidratante, fotoprotetor… São muitos os cosméticos usados no dia a dia, e aplicá-los na ordem errada pode afetar a ação do produto

Nos dias de hoje a preocupação com a beleza vem aumentando cada vez mais, principalmente quando se fala sobre a qualidade da pele. Logo, são muitos os cosméticos usados para manter a pele bonita e saudável, indo desde de cosméticos para limpeza até cremes antienvelhecimento e fotoprotetores. Mas poucos se atentam sobre a ordem correta que esses produtos devem ser passados, o que pode fazer com que os cosméticos percam sua ação.

“Existem alguns ativos que se anulam, mas também existem muitos que se complementam em sua formulação. Tudo depende da ordem em que forem usados. Se os cosméticos forem utilizados na ordem errada podem ser que não tenham uma ação tão eficaz. Por exemplo, se eu passar um produto que tem como finalidade o tratamento da pele antes de limpá-la, as impurezas impedirão a ação do produto”, explica Isabel Piatti, especialista em Estética e Cosmetologia, embaixadora do CIA — Centro e Instituto Internacional de Aprimoramento e Pesquisas Científicas, Membro do Conselho Científico da Academia Brasileira de Estética Científica – ABEC.

Mas qual a sequência correta? Segundo Valéria Marcondes, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, na rotina diária deve-se sempre começar pela limpeza, é o passo mais básico. Em peles mais secas e sensíveis, é recomendado realizar a limpeza com demaquilantes ou produtos micelares que combinam óleo e água. Já em peles mais oleosas, pode-se usar sabonetes líquidos ou em barra com alguns princípios ativos que tratem e absorvam a oleosidade.

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O passo seguinte é a tonificação, para que, após a limpeza, a pele fique com o pH mais próximo do original. “Quando lavamos a pele acabamos deixando-a muito alcalinizada, pois o sabão possui o pH muito básico. Então, quando utilizamos o tônico, normalizamos o pH, tornando-o mais parecido com o normal da pele”, explica a dermatologista.

Após a limpeza e a tonificação vem a aplicação dos séruns, loções e cremes, sempre indo dos produtos de apresentação mais líquida para os mais consistentes, na seguinte sequência: loções, séruns, cremes e máscaras. Segundo Valéria, esta ordem deve ser seguida pois quanto mais fluído o veículo é, maior sua capacidade de concentração de princípios ativos. Por fim, aplica-se o filtro solar, que sempre deve ser o último a ser passado na pele.

De acordo com Isabel, alguns produtos devem ser passados apenas de manhã ou à noite, sempre se baseando no tratamento. “Durante o dia o foco é a proteção contra radiação solar, oxidantes e perda de água, então devem ser aplicados fotoprotetores, antioxidantes e hidratantes. Já durante a noite deve-se focar na renovação utilizando produtos antienvelhecimento, antirrugas e cosméticos com ativos de ação reparadora como ácidos, coenzima Q10, dragosine, entre muitos outros”, completa.

Outro fator importante na hora de passar vários cosméticos em sequência no rosto é o tempo de secagem de cada um. Antes de passar um cosmético, deve-se esperar até que o anterior esteja completamente seco.

“Depois de limpar e tonificar a pele, o ideal é esperar de 10 a 15 minutos antes de continuar a passar os cremes e loções. Se passados logo em seguida, sua pele estará com pouquíssima oleosidade, o que pode fazer com que os cosméticos e ativos penetrem demais na pele, machucando o tecido e promovendo irritação, descamação e dificuldade de manter o uso”, destaca Valéria.

Assim como existem pessoas mais meticulosas, que procuram seguir a ordem de aplicação de cosméticos com um produto para cada protocolo, existem pessoas que preferem a praticidade. Para estes casos, o ideal é optar por cosméticos multifuncionais.

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“Para quem tem o ritmo de vida muito corrido, os multifuncionais são ótimos. Pode-se realizar a limpeza do rosto com uma água micelar que já possui função de tonificação e, depois, passar um produto que possua ação hidratante, antienvelhecimento, fotoprotetora e ainda contenha cor. Tudo isso em um único cosmético”, afirma Isabel.

“Porém o mais importante é que você consulte regularmente um dermatologista. Apenas ele poderá avaliar e dizer quais produtos são ideais para cada tipo de pele e como devem ser utilizados em cada caso”, finaliza.

Fontes
Valéria Marcondes – Dermatologista da Clínica de Dermatologia que leva seu nome, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia com título de especialista e da Academia Americana de Dermatologia. Foi fundadora e é membro da Sociedade de Laser.

Isabel Piatti – especialista em Estética e Cosmetologia, embaixadora do CIA — Centro e Instituto Internacional de Aprimoramento e Pesquisas Científicas, Membro do Conselho Científico da Academia Brasileira de Estética Científica – ABEC.

Protetor solar de uso urbano que preserva a imunidade da pele

Urban Environment UV Protection Cream Plus SPF50 da Shiseido é resistente à água e proporciona uma hidratação excepcional suave ao toque

Após anos de sucesso no exterior, a Shiseido traz ao Brasil um de seus maiores best-sellers em proteção solar: o Urban Environment UV Protection Cream Plus SPF50, que apresenta um acabamento invisível e é formulado especialmente para uso urbano diário.

Com textura ultraleve e livre de óleo, o produto pode ser usado antes da maquiagem como uma base perfeita para aplicação, proporcionando um acabamento suave ao toque.

O Urban Environment UV Protection Cream Plus SPF50 promove a beleza natural da pele ao protegê-la contra os três maiores causadores de danos às células: os raios UV, a oxidação e a produção excessiva de oleosidade. Ele também é formulado com o complexo Hydro-Restoring Complex, rico em aminoácidos quecombatem os danos ambientais e o ressecamento, mantendo a pele profundamente hidratada durante todo o dia, e ainda defende a pele contra a poluição, graças ao poderoso antioxidante extrato de folhas de maçã rosa. Benefícios:

1) Alta proteção contra os raios UVA e UVB que causam o foto envelhecimento, assim como manchas e rugas;
2) Hidratação de longa duração: 30 minutos após a aplicação, a hidratação do estrato córneo aumenta e se mantém por oito horas após a aplicação.
3) Textura agradável e excelente para usar por baixo da base;
4) Formulado com ingredientes de skincare:
– Hydro-Restoring Complex: enriquecido com o aminoácido Arginina, que existe naturalmente na pele e reforça a hidratação de longa duração.
– Extrato de Folha de Maçã Rosa: antioxidante, combate o processo que acelera o envelhecimento da pele e ajuda a prevenir danos causados pelos raios UV.
– Scutellaria Baicalensis: ajuda a manter a elasticidade e o aspecto jovem da pele. Previne contra os danos causados pelos raios UV nos fibroblastos, que produzem colágeno e elastina.
5) Resistente à água (40 minutos);
6) Facilmente removível com um limpador diário;
7) Indicado para todos os tipos de pele;

**Modo de uso: antes da exposição ao sol, aplique uma camada generosa por toda a face, pescoço e colo, em movimentos ascendentes.

Resultados:
Após a aplicação
– 95% das mulheres sentiram a textura extremamente leve.

Ao ser aplicado antes da base
– 94% das mulheres sentiram que a fórmula promove uma aplicação mais suave da base
– 97% das mulheres sentiram que a pele ganhou um acabamento mais bonito.

Dermatologicamente testado.
Oftalmologicamente testado.
Não comedogênico.

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Shiseido Urban Environment UV Protection Cream Plus 50 – R$ 199,00

Informações: Shiseido – SAC – 0800148023

Pesquisa: 70% dos brasileiros não usam filtro solar e 80% não sabem quanto aplicar

Pelo quarto ano seguido o pesquisador Lucas Portilho, especialista em proteção solar, lidera o maior e mais abrangente balanço sobre hábitos brasileiros em relação ao uso do fotoprotetor. Dados deixam a comunidade médica e Anvisa em alerta, já que aumentou o número dos que não aplicam filtro diariamente

Apesar da necessidade de fotoproteção ser assunto constante na mídia, o número de brasileiros que não aplica protetor solar diariamente aumentou drasticamente deste 2014 e já chega a quase 3/4 da população, segundo pesquisa liderada pelo consultor e pesquisador em Cosmetologia Lucas Portilho, farmacêutico e diretor científico do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele.

De acordo com os números, 72,5% da população não aplicam o fotoprotetor diariamente — em 2016, esse percentual era de 65%, em 2015 de 53% e em 2014 de 57%. “Essa redução no uso diário do filtro mostra que a conscientização não convenceu a população a usar correta e diariamente o fotoprotetor. Talvez pelo alto custo e situação de crise financeira que se instaurou, a proteção solar ficou como segundo plano de consumo”, conclui o pesquisador, que atua desenvolvendo fotoprotetores há mais de 11 anos.

“Vale lembrar que o Brasil é um dos países com maiores índices ultravioleta do mundo por se localizar numa região tropical do planeta e onde a exposição solar é uma cultura que está comumente associada a hábitos saudáveis; o que, como já se sabe, nem sempre é verdade”, completa. Para a pesquisa, foram entrevistadas 1793 pessoas de 27 estados brasileiros.

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Quanto aplicar?

Lucas explica que, para a pesquisa de 2017, foi adicionada uma nova pergunta sobre a aplicação correta da quantidade de fotoprotetor. “80% dos brasileiros não têm a mínima ideia de quanto aplicar, portanto mesmo a proteção de quem usa fotoprotetores fica comprometida, pois sem saber o quanto aplicar, uma pessoa pode usar achando que está com proteção quando na verdade está desprotegida”, afirma Lucas Portilho.

Radiação UVA e Bronzeamento

Apesar disso, de acordo com Lucas Portilho, a pesquisa revelou que cresceu a conscientização dos consumidores com relação à importância da proteção UVA e os malefícios do bronzeamento. “O número de pessoas que ignora a proteção UVA ao comprar um filtro vem diminuindo ano a ano de acordo com a pesquisa: representava 71% em 2016, 51% em 2015 e 50% em 2017. Com relação ao percentual das pessoas que ainda consideram o bronzeamento uma prática saudável, os números foram: 37% em 2015, 15% em 2016 e 21% no último ano”, explica.

Lucas ressalta que a radiação UVA está presente na natureza em níveis muito maiores e mais expressivos que a radiação UVB (que causa queimaduras solares), e embora menos energética, é uma das mais perigosas.

“Diferente da UVB, a radiação UVA atravessa vidros e janelas e penetra profundamente na pele, chegando até a derme, camada mais profunda da pele e onde se localizam as fibras de colágeno e elastina, gerando uma quantidade altíssima de radicais livres. Os radicais livres gerados por esta radiação causam aumento da degradação das fibras de colágeno e elastina, que dão sustentação à pele, sendo as principais responsáveis pelo fotoenvelhecimento, incluindo rugas, linhas de expressão, flacidez e manchas”, conta o especialista.

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Câncer de pele

De acordo com dados da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia), o Brasil registrou em 2016, aproximadamente, 3973 novos casos de câncer de pele. Estes dados justificam uma maior atenção das autoridades para a questão da fotoproteção uma vez que o câncer de pele já se tornou um problema de saúde pública no país. “A estimativa de casos em 2016 é de 175.760, sendo 80.850 homens e 94.910 mulheres”, alerta o pesquisador.

Hábitos e uso do filtro — a pesquisa ainda demonstrou hábitos dos consumidores com relação ao uso do filtro solar:

– 72% dos entrevistados não reaplicam o fotoprotetor, percentual maior que em 2016 (69% em 2015);

– quase 2/3 da população (63%) não utiliza o produto em dias nublados (50% 2016 e 74% em 2015);

– FPS 30, 50 e 60 são os preferidos dos usuários;

– apenas 10% consultam o dermatologista para indicação do melhor filtro (6% em 2016 e 13% em 2015);

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– 34% aplicam o produto apenas no rosto (32% em 2016 e 53% em 2015);

– 43% se expõem ao sol apenas pela manhã por acreditar ser o horário mais seguro (41% em 2016 e 52% em 2015);

– apenas 5% utilizam roupas para se proteger do sol (7% em 2016 e 10% em 2015).

Por meio dos números, o pesquisador analisa que ainda são necessárias medidas de larga escala para esclarecer à população sobre os malefícios da radiação UV, principalmente no que diz respeito à radiação UVA, e que ainda se fazem necessárias campanhas de conscientização sobre o uso correto dos filtros solares.

Fonte: Lucas Portilho é consultor e pesquisador em Cosmetologia, farmacêutico e diretor científico da Consulfarma. Especialista em formulações dermocosméticas e em filtros solares. Diretor das Pós-Graduações do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele, Hi Nutrition Educacional e Departamento de Desenvolvimento de Formulações do ICosmetologia. Atuou como Coordenador de Desenvolvimento de produtos na Natura Cosméticos e como gerente de P&D na AdaTina Cosméticos. Mestrando na Unicamp em Proteção Solar

Verão exige cuidado redobrado com a pele dos animais

Sol, calor e hábitos da estação mais quente do ano podem causar sérios problemas à saúde de cães e gatos

O calor do verão é um verdadeiro convite a passeios, banhos de piscina e exposição ao sol. Entretanto, se essas atividades não forem realizadas com os devidos cuidados, podem desencadear diversos danos à saúde de cães e gatos, principalmente problemas de pele.

A primeira medida a ser tomada é a prevenção de pulgas e carrapatos. O calor intenso aumenta a incidência desses ectoparasitas que podem atingir os animais durante os passeios nos parques ou mesmo dentro de casa, pois podem ser trazidos das ruas em roupas e calçados. Carrapatos podem causar doenças graves como anemia, babesiose e erliquiose, sendo que estas duas últimas podem ser fatais. Já as pulgas transmitem vermes e sua saliva pode causar dermatite alérgica por picada, provocando coceira intensa e até perda de pelo nos animais.

Segundo a médica veterinária especializada em dermatologia veterinária do pet center HiperZoo e Centro Médico Vetsan, Camilla Alcalá, existem no mercado diversos produtos para controle de pulgas e carrapatos, com prazos de reaplicação variados. Em geral, a durabilidade é de 30 dias, mas em animais infestados ou com maior exposição externa, pode ser recomendada a aplicação a cada 21 dias.

“Vale lembrar que a aplicação de produtos tópicos deve ser feita de dois a três dias antes ou após o banho, pois necessitam da oleosidade da pele para se espalhar”, alerta a veterinária. “E o tratamento preventivo deve ser realizado em todos os animais da residência ao mesmo tempo. No caso de infestações, também é necessário realizar o controle ambiental”, complementa.

Outro alerta importante é em relação ao uso de produtos para controle de ectoparasitas no ambiente que também possuem indicação para uso tópico em animais: os mais comuns são à base de amitraz e, se após a aspersão do mesmo no corpo do animal este for exposto ao sol, poderá sofrer queimaduras de alta gravidade ou uma intoxicação sistêmica, que pode evoluir para o óbito.

“Por isso, recomendamos que produtos para uso ambiental nunca sejam utilizados em animais. E, durante a aplicação do produto no local, os animais devem ser retirados, regressando apenas algumas horas depois”, ressalta Camilla.

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No verão também é muito comum os tutores deixarem seus animais tomarem banhos de piscina, chuva ou mangueira para que possam se refrescar, mas o cuidado deve ser redobrado, pois isso facilita a entrada de água nos condutos auditivos, causando infecções. Também é importante que a pelagem do animal seja seca adequadamente, uma vez que a umidade cria um ambiente favorável para a proliferação de fungos como a malasseziose, uma dermatopatia que causa oleosidade, prurido e mau odor, e dermatofitose, uma zoonose que causa lesões generalizadas na pele.

Uma dica importante da médica veterinária é manter a tosa mais baixa, já que ela facilita a penetração do xampu durante o banho e agiliza a secagem dos pelos. A tosa bebê no corpo todo, e a tosa higiênica, na região das patas e abdômen, também ajudam o animal a se refrescar. Mas é preciso que as tosas sejam feitas por profissionais aptos a indicar a melhor solução para cada animal.

Pets que têm alergia à lâmina, por exemplo, devem ser tosados com tesoura. As particularidades das raças também devem ser levadas em consideração: animais de pelagem densa como Chow Chow, Spitz Alemão e Samoieda, quando submetidos à tosa total ou tosa com lâmina, podem ser acometidos de uma dermatopatia chamada de alopecia pós tosa, que leva ao não crescimento ou ao crescimento demorado da pelagem.

Cuidados com insetos

mosquito

Outro ponto negativo do verão para a saúde são as picadas de insetos, que atingem também nossos amigos peludos. As picadas tendem a ocorrer nas regiões sem pelos e também na face, pois o odor do cerume dos ouvidos atrai os insetos. “O uso de repelente em pets é recomendado, principalmente nas áreas de maior presença de mosquitos. Se o animal puder ser mantido em ambiente telado, melhor ainda”, recomenda Camilla. É possível encontrar repelentes nas versões pour on ou coleiras, consideradas mais efetivas.

Os sinais clínicos de uma picada por inseto podem ser desde uma simples irritação local, acompanhada de coceira, passando por um edema palpebral, se a picada for em região periocular, ou ainda um quadro de angioedema, quando há o aumento facial que pode causar distorção na face. Um quadro mais grave pode causar o edema de glote (reação alérgica conhecida popularmente como “garganta fechada”) sob risco de levar o animal a óbito. Em gatos, as picadas de inseto podem formar quadros chamados de placa eosinofílica, caracterizada pela presença de placas extensas erosivas e avermelhadas na pele.

Além disso, os mosquitos também são transmissores de duas doenças graves: a Dirofilariose e a Leishmaniose. Também conhecida como verme do coração, a Dirofilariose é uma doença causada por uma larva que se desenvolve no coração dos animais e causa obstrução nos vasos sanguíneos, sobrecarregando o órgão, debilitando o animal e podendo levar à morte.

A Leishmaniose é uma zoonose infectocontagiosa transmitida exclusivamente pelo mosquito flebótomo, também conhecido como “mosquito palha” ou “birigui”. As medidas preventivas são os repelentes e vacinas, que devem ser aplicados antes do animal ser exposto a ambientes endêmicos ou em períodos com mais riscos. Felizmente, cães e gatos não são hospedeiros do temido vírus da febre amarela.

Exposição solar também demanda atenção

happy corgi dog playing outdoors

A exposição ao calor e sol também são preocupações importantes. Passeios não devem ser feitos entre 10 e 16 horas sob risco de causar hipertermia ou queimadura nas almofadas das patas. Antes de passear, o tutor deve colocar as palmas das mãos no chão para verificar a temperatura e, ainda assim, deve dar preferência a locais com mais sombras e gramados. Também é recomendado o uso de protetor solar com fator de proteção solar acima de 50 em focinhos e regiões da pele sem pelo, preferencialmente próprio para animais. Quando não houver disponibilidade, protetor solar de uso humano em aerossol minimizam os riscos de ingestão do produto.

Animais com pelagem branca, focinho rosado, mucosas sem pigmentação e região ventral totalmente sem pigmentação, não devem ficar expostos ao sol pois podem desenvolver uma dermatopatia chamada Dermatite Actínica, uma queimadura de pele que gera cicatrizes e é a forma inicial do câncer de pele. Boxer, Bull Terrier, PitBull, Dogo Argentino e Dálmata são algumas das raças mais predispostas a ter queimaduras solares e desenvolver câncer de pele e, portanto, requerem um cuidado ainda maior com os horários de exposição solar e uso de protetor.

As queimaduras solares podem causar câncer de pele como o carcinoma de células escamosas, hemangioma e hemangiossarcoma. “Os tutores devem ficar atentos a sinais como eritema (vermelhidão), descamação sanguinolenta, aumento de volume de determinada área, nódulos, presença de bolhas de sangue e, nos gatos, também observar se há lesão em região auricular”, recomenda a médica veterinária.

O diagnóstico é feito a partir de exame clínico, citologia e biópsia. Já o tratamento vai depender da localização, se as lesões são disseminadas ou não, e se há presença de metástase. A partir dessa avaliação, o médico veterinário irá optar pelo tratamento mais adequado, que pode ser intervenção cirúrgica, quimioterapia, eletroquimioterapia ou crioterapia.

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Fonte: HiperZoo

Nada substitui o filtro solar para proteção da pele

Esqueça as receitas caseiras na hora de proteger a pele! Os danos solares são imediatos, por isso a pele fica vermelha. Mas eles também persistem e danificam o DNA em até três horas, o que causa envelhecimento e câncer de pele

Nada substitui o filtro solar na hora de proteger a pele contra os danos solares. “O filtro solar é o mais seguro mecanismo de proteção contra os raios UV. Não existe receita caseira para substituí-lo”, salienta a dermatologista Thais Pepe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia. Essa preocupação é valiosa, pois os efeitos da radiação solar na pele são cumulativos, ou seja, as consequências podem surgir anos depois. Mas, no momento em que entra em contato com a pele, o que a radiação provoca?

“Primeiro, precisamos entender as duas radiações: o UVA é o principal responsável pelo envelhecimento precoce (manchas e rugas), sendo um tipo de radiação que atravessa nuvens, vidro e epiderme e penetra na pele em grande profundidade, até as células da derme – sendo o principal produtor de radicais livres. Entre os prejuízos: desde lesões mais simples até, em casos mais graves, câncer de pele. Já o UVB deixa a pele vermelha e queimada, danifica a epiderme e é mais abundante entre às 10 da manhã e às 4 da tarde. Essa radiação pode furar o bloqueio dos filtros químicos e aumentar o risco de cancerização”, comenta a dermatologista. “Mas já sabemos que nos primeiros 20 minutos de exposição solar, a radiação é capaz de reduzir nossas defesas da pele, em um dano que vai perdurar”, acrescenta.

Nos primeiros 20 minutos

Nesse período, a pele já começa a sofrer oxidação por conta dos radicais livres, que geram vasodilatação, inflamação e vermelhidão – de acordo com a potência dos raios, segundo a médica. “Então, não adianta chegar à praia ou à piscina e esperar para passar o protetor solar nesse momento, porque há necessidade de, pelo menos, 20 a 30 minutos para que esse filtro solar comece a agir e nesse período já ocorre um ‘ataque’ importante em relação às células da pele”. Mas esse dano vai além…

mulher protetor solar praia

Após 3 horas

Esse dano imediato da radiação persiste e se intensifica a partir de três horas. “A célula começa a ficar mais danificada e seu material genético sofre, por consequência, mutação, no qual há produção de dímeros no DNA, isto é, a troca de informações de ligação, desestabilizando esse material genético”, afirma. “Todo esse dano ao DNA leva à expressão do P53, uma proteína que em alta quantidade é ruim, pois vai gerar deficiência de agentes antioxidantes, genes que vão levar à morte celular, resultando no envelhecimento”, conta.

Além disso, de acordo com Thais, a formação de dímeros criam alteração significativa e irreversível principalmente no melanócito, ou seja, a célula protetora de cor, que vai continuar por até três horas (por isso a pele fica vermelha), tendo lesões posteriores e que podem inclusive levar a um processo de cancerização. “Nós sabemos por exemplo que o melanoma é um câncer de pele extremamente agressivo com alta capacidade de metástase e é oriundo dessas células que são os melanócitos”, afirma.

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De 48 a 72 horas

O bronzeado, aquele transitório, aquele rosa avermelhado, o dourado, ele ocorre nas primeiras horas depois da exposição solar. “Mas só depois de 48 a 72 horas é que vamos ter a resposta da produção da melanina, seja ela castanha enegrecida ou amarela avermelhada, dependendo do fototipo do paciente. Esse bronzeado vai se depositar na pele como uma resposta fisiológica contra a agressão sofrida”

Todo esse processo ocorre quando há a exposição solar de um dia. Esse bronzeado pode durar até três ou quatro semanas e depois pelo próprio processo natural de renovação da camada mais superficial da pele, há uma perda gradual dessa pigmentação. “Outro dado importante e comum nas peles fotoenvelhecidas, aquelas peles que se expuseram muito ao sol, é a presença das sunburn cells, as células queimadas pelo sol”, afirma. Segundo a médica, as sunburn cells estão presentes quando houve a quebra da barreira, ou seja, a pele não conseguiu se proteger, o filtro solar estava aquém da necessidade para aquele fototipo, ou o estímulo solar foi prolongado demais, ou não houve a reaplicação desse filtro solar.

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“E por conta disso, a pele começa a sofrer uma série de alterações, todos decorrentes de um primeiro processo inflamatório, onde ocorre o eritema, a vasodilatação, o aumento da perfusão sanguínea, a sensação de calor local, depois o processo de ardência e, então, já começam os processos oxidativos, que é a formação dos radicais livres e superóxidos que causam um envelhecimento precoce das nossas células. Além disso, pela exposição solar contínua, deixamos de ter a defesa imunológica feita pelas células de Langerhans, e quando isso acontece, nós aumentamos a chance de cancerização da nossa pele”, alerta a médica.

Por fim, Thais ressalta que o filtro solar deve ser passado na pele do corpo todo sem qualquer vestimenta, trinta minutos antes da exposição solar e reaplicado a cada duas horas em média, com uso de chapéu e óculos. “Além disso, aqueles que querem ir à praia, devem respeitar os horários recomendados que são: até 10 horas da manhã e depois das 16 horas”, finaliza.

Fonte: Thais Pepe é dermatologista especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, membro da Sociedade de Cirurgia Dermatológica e da Academia Americana de Dermatologia. Diretora técnica da clínica Thais Pepe, tem publicações em revistas científicas e livros, além de ser palestrante nos principais Congressos de Dermatologia

Dezembro Laranja: protetores solares para prevenção do câncer de pele

Dezembro é o mês da chegada do verão e, junto com ele, nos deparamos com diferentes tipos de agressões dos raios solares, que podem ser extremamente prejudiciais à pele. Em uma iniciativa para o combate ao câncer de pele e como forma de lembrete à população sobre a importância do uso do protetor solar, a Sociedade Brasileira de Dermatologia lançou a campanha “Dezembro Laranja”.

Com foco constante no bem-estar e em atender às mais variadas necessidades dos consumidores, a Shiseido, uma das empresas mais antigas de cosméticos do mundo, apoia a iniciativa ao trazer diversos produtos de proteção solar para o mercado brasileiro. A empresa, que se consagrou graças ao amplo portfólio que visa a saúde da pele, trazendo a beleza de dentro para fora, tem a filosofia de destinar anos e grande parte do seu investimento em pesquisas para a descoberta de novas tecnologias para o desenvolvimento de produtos capazes de atender a todos os púbicos.

shiseido verão 1

Em 1923, a Shiseido lançou o Uviolin no Japão, considerado o primeiro protetor solar do país. Avançando rapidamente no mercado, trouxe em 1980 fórmulas resistentes à água e em 1993 aconteceu o lançamento oficial da best-seller UV Protective Compact Foundation, que continua como um dos carros-chefes da marca, ao oferecer proteção solar de alto desempenho e um toque embelezador, graças à sua gama de cores que satisfazem a todas. No Brasil, virou um ícone dos nécessaires das mulheres, reconhecida por sua embalagem azul.

Entretanto, foi em 2015 que a Shiseido revolucionou o mercado de proteção solar ao lançar a tecnologia WetForce, que forma um filme que protege a pele contra os raios UV, e fica ainda mais forte quando entra em contato com a água ou o suor. Desde seu lançamento até o fim de 2016, os protetores enriquecidos com essa tecnologia ganharam 28 prêmios de beleza pelo mundo.

Linha completa Shiseido Suncare:

Bases solares:

compact foundation shiseido

UV Protective Compact Foundation SPF 35 – R$ 247,00

stick foundation shiseido
UV Protective Stick Foundation SPF 36 – R$ 259,00

liquid foundation shiseido
UV Protective Liquid Foundation SPF 43 – R$ 329,00

Com tecnologia WetForce:

aging protection shiseido 1

Shiseido Expert Sun Aging Protection Lotion SPF 30 – R$ 285,00

aging protection shiseido 2
Shiseido Expert Sun Aging Protection Lotion Plus SPF 50+ – R$ 319,00

aging protection cream
Shiseido Expert Sun Aging Protection Cream Plus SPF 50+ – R$ 285,00

 

expert sun
Shiseido Expert Sun Protection Lotion SPF50+ – R$ 319,00

sports bb
Shiseido Sports BB – R$ 329,00

sun protection spray

Shiseido Sun Protection Spray 3 Em 1 – Oil Free SPF 15 – R$ 249,00

Informações: Shiseido – SAC – 0800148023

Aplicando protetor solar: quanto, como, quando, onde e qual passar

A chegada das estações mais quentes deve lembrar algumas coisas: os danos solares são imediatos, por isso a pele fica vermelha; mas eles também persistem e danificam o material genético causando envelhecimento e câncer de pele; o protetor solar é a forma mais eficaz de se defender.

Mas afinal, qual a forma correta de aplicação do filtro solar? Aliás, existe uma? Dois experts no assunto, a dermatologista Thais Pepe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, e o farmacêutico e diretor científico da Consulfarma Lucas Portilho, que também é pesquisador em Fotoproteção na Unicamp, tiram as principais dúvidas:

Quanto de protetor solar eu devo passar?
“Para obter a proteção do fator de proteção solar (FPS) descrito na rotulagem é necessário aplicar 2mg/cm2. De forma prática, se pensarmos em rosto, equivale a uma colher de café cheia”, conta Lucas Portilho. No caso do corpo, o consenso é aplicar: uma colher de café no braço e antebraço direitos; uma colher no braço e antebraço esquerdos; duas colheres no torso (1 para a frente e 1 para as costas); duas colheres para a coxa e perna direitas (1 para a parte da frente e 1 para a parte de trás); e duas colheres para coxa e perna esquerdas (1 para a parte da frente e 1 para a parte de trás).

protetor solar pedro j perez
Foto: Pedro J. Perez/MorgueFile

Como e onde deve ser aplicado?
“No caso do rosto, eu tenho que passar uma camada generosa do filtro solar até que cubra toda a área e eu tenha aquela sensação de que existe um conforto e uma cobertura homogênea. Então obrigatoriamente, eu devo passar e estender no rosto até a raiz do cabelo, também na região pré-auricular, bem pertinho da dobra da orelha, não esquecer pescoço, nuca, orelhas quando eu estou em exposição ao sol como praia, piscina, caminhada, porque essas são áreas que frequentemente sofrem queimaduras”, enfatiza a dermatologista Thais Pepe.

“Além disso, devo reforçar a região do osso da bochecha, ao redor dos lábios, na ponta do nariz e em suas laterais, já que que essas são áreas em que nós mais percebemos os campos de cancerização e mesmo a formação das manchas. Não esquecer de passar o protetor solar na região do pescoço, do colo, para os homens o V da camisa, que acaba sendo uma área esquecida e, por conta disso, acaba tendo a demarcação da linha do fotoenvelhecimento e o aparecimento das queratoses actínicas, que são lesões do tipo pré-câncer”, acrescenta Thais.

Já no caso do corpo, uma recomendação importante: sempre que o paciente for para a exposição solar, ele deve passar o filtro sem roupa. “Ou seja, o filtro é passado no corpo todo e depois é colocado ou a roupa do exercício físico, ou biquíni, ou maiô da natação. E o filtro solar deve ser aplicado puro sobre a pele: então eu não passo um filtro solar com perfume, com hidratante, com produto anterior de hidratação para não perder a sua potência e aderência”, completa.

protetor solar

Quando deve ser aplicado?
“Não adianta chegar à praia ou à piscina e esperar para passar o protetor solar nesse momento. O filtro solar tem a necessidade de, pelo menos, 20 a 30 minutos para começar a agir e nesse período eu já estou sofrendo um dano importante em relação às células da minha pele”, afirma a dermatologista. Portanto, aplicar o protetor meia hora antes da exposição é uma zona de conforto e segurança. Além disso, a reaplicação deve ocorrer a cada duas horas em média, com uso de chapéu e óculos. “Aqueles que querem ir à praia, devem respeitar os horários recomendados que são: até 10 horas da manhã e depois das 16 horas”, completa a médica.

Qual FPS devo usar?
“A partir do FPS 30 já temos uma boa proteção, que fica perto de 97% de absorção da UVB, por exemplo. O problema é que como os brasileiros não aplicam uma quantidade adequada de produto, quando usam um FPS 30, na verdade a proteção é equivalente a um FPS 8”, conta Lucas. “Por isso gosto de fotoprotetores com FPS mais alto como 50, 60 ou 70. Acima disso o produto fica muito ruim sensorialmente e faz com que o consumidor não utilize diariamente. Afinal ninguém gosta de ficar com o rosto oleoso”, acrescenta.

Qual protetor solar?
Sem dúvida as classificações da pele requerem fotoprotetores diferentes. “Por exemplo, uma pessoa com fototipo 1 precisa de uma proteção muito maior quando comparado com uma pessoa com fototipo maior. Isso porque quanto maior o fototipo, mais escura a melanina da pele, um pigmento que protege a pele contra a radiação. Portanto, um indivíduo com pele clara, tem menos proteção e por isso precisa de fotoprotetores com FPS e UVA maiores”, explica Lucas Portilho. E tem mais: “Em relação ao sensorial do fotoprotetor, é importante usar produtos que sejam mais secos no caso de pessoas com pele oleosa ou produtos mais hidratantes no caso de quem apresenta pele seca”, completa o pesquisador em fotoproteção.

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Por que usar filtro?
Porque ele é a forma mais segura de proteção contra as radiações solares, segundo a médica. “Pesquisa recente descobriu que o guarda-sol não consegue bloquear as radiações e oferece, no máximo, FPS 8. Além disso, a areia reflete os raios solares”, afirma Thais. “UVA é o principal responsável pelo envelhecimento precoce (manchas e rugas), sendo um tipo de radiação que atravessa nuvens, vidro e epiderme e penetra na pele em grande profundidade, até as células da derme – sendo o principal produtor de radicais livres. Entre os prejuízos: desde lesões mais simples até, em casos mais graves, câncer de pele. Já o UVB deixa a pele vermelha e queimada, danifica a epiderme e é mais abundante entre as 10 da manhã e as 4 da tarde. Essa radiação pode furar o bloqueio dos filtros químicos e aumentar o risco de cancerização”, finaliza a dermatologista.

Fontes
Thais Pepe: dermatologista especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, membro da Sociedade de Cirurgia Dermatológica e da Academia Americana de Dermatologia. Diretora técnica da clínica Thais Pepe, tem publicações em revistas científicas e livros, além de ser palestrante nos principais Congressos de Dermatologia.
Lucas Portilho: consultor e pesquisador em Cosmetologia, farmacêutico e diretor científico da Consulfarma e Pesquisador em Fotoproteção na Unicamp. Especialista em formulações dermocosméticas e em filtros solares. Diretor das Pós-Graduações do IPUPO Educacional, Hi Nutrition Educacional e Departamento de Desenvolvimento de Formulações do IPUPO. Atuou como Coordenador de Desenvolvimento de produtos na Natura Cosméticos e como gerente de P&D na AdaTina Cosméticos.