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Nada substitui o filtro solar para proteção da pele

Esqueça as receitas caseiras na hora de proteger a pele! Os danos solares são imediatos, por isso a pele fica vermelha. Mas eles também persistem e danificam o DNA em até três horas, o que causa envelhecimento e câncer de pele

Nada substitui o filtro solar na hora de proteger a pele contra os danos solares. “O filtro solar é o mais seguro mecanismo de proteção contra os raios UV. Não existe receita caseira para substituí-lo”, salienta a dermatologista Thais Pepe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia. Essa preocupação é valiosa, pois os efeitos da radiação solar na pele são cumulativos, ou seja, as consequências podem surgir anos depois. Mas, no momento em que entra em contato com a pele, o que a radiação provoca?

“Primeiro, precisamos entender as duas radiações: o UVA é o principal responsável pelo envelhecimento precoce (manchas e rugas), sendo um tipo de radiação que atravessa nuvens, vidro e epiderme e penetra na pele em grande profundidade, até as células da derme – sendo o principal produtor de radicais livres. Entre os prejuízos: desde lesões mais simples até, em casos mais graves, câncer de pele. Já o UVB deixa a pele vermelha e queimada, danifica a epiderme e é mais abundante entre às 10 da manhã e às 4 da tarde. Essa radiação pode furar o bloqueio dos filtros químicos e aumentar o risco de cancerização”, comenta a dermatologista. “Mas já sabemos que nos primeiros 20 minutos de exposição solar, a radiação é capaz de reduzir nossas defesas da pele, em um dano que vai perdurar”, acrescenta.

Nos primeiros 20 minutos

Nesse período, a pele já começa a sofrer oxidação por conta dos radicais livres, que geram vasodilatação, inflamação e vermelhidão – de acordo com a potência dos raios, segundo a médica. “Então, não adianta chegar à praia ou à piscina e esperar para passar o protetor solar nesse momento, porque há necessidade de, pelo menos, 20 a 30 minutos para que esse filtro solar comece a agir e nesse período já ocorre um ‘ataque’ importante em relação às células da pele”. Mas esse dano vai além…

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Após 3 horas

Esse dano imediato da radiação persiste e se intensifica a partir de três horas. “A célula começa a ficar mais danificada e seu material genético sofre, por consequência, mutação, no qual há produção de dímeros no DNA, isto é, a troca de informações de ligação, desestabilizando esse material genético”, afirma. “Todo esse dano ao DNA leva à expressão do P53, uma proteína que em alta quantidade é ruim, pois vai gerar deficiência de agentes antioxidantes, genes que vão levar à morte celular, resultando no envelhecimento”, conta.

Além disso, de acordo com Thais, a formação de dímeros criam alteração significativa e irreversível principalmente no melanócito, ou seja, a célula protetora de cor, que vai continuar por até três horas (por isso a pele fica vermelha), tendo lesões posteriores e que podem inclusive levar a um processo de cancerização. “Nós sabemos por exemplo que o melanoma é um câncer de pele extremamente agressivo com alta capacidade de metástase e é oriundo dessas células que são os melanócitos”, afirma.

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De 48 a 72 horas

O bronzeado, aquele transitório, aquele rosa avermelhado, o dourado, ele ocorre nas primeiras horas depois da exposição solar. “Mas só depois de 48 a 72 horas é que vamos ter a resposta da produção da melanina, seja ela castanha enegrecida ou amarela avermelhada, dependendo do fototipo do paciente. Esse bronzeado vai se depositar na pele como uma resposta fisiológica contra a agressão sofrida”

Todo esse processo ocorre quando há a exposição solar de um dia. Esse bronzeado pode durar até três ou quatro semanas e depois pelo próprio processo natural de renovação da camada mais superficial da pele, há uma perda gradual dessa pigmentação. “Outro dado importante e comum nas peles fotoenvelhecidas, aquelas peles que se expuseram muito ao sol, é a presença das sunburn cells, as células queimadas pelo sol”, afirma. Segundo a médica, as sunburn cells estão presentes quando houve a quebra da barreira, ou seja, a pele não conseguiu se proteger, o filtro solar estava aquém da necessidade para aquele fototipo, ou o estímulo solar foi prolongado demais, ou não houve a reaplicação desse filtro solar.

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“E por conta disso, a pele começa a sofrer uma série de alterações, todos decorrentes de um primeiro processo inflamatório, onde ocorre o eritema, a vasodilatação, o aumento da perfusão sanguínea, a sensação de calor local, depois o processo de ardência e, então, já começam os processos oxidativos, que é a formação dos radicais livres e superóxidos que causam um envelhecimento precoce das nossas células. Além disso, pela exposição solar contínua, deixamos de ter a defesa imunológica feita pelas células de Langerhans, e quando isso acontece, nós aumentamos a chance de cancerização da nossa pele”, alerta a médica.

Por fim, Thais ressalta que o filtro solar deve ser passado na pele do corpo todo sem qualquer vestimenta, trinta minutos antes da exposição solar e reaplicado a cada duas horas em média, com uso de chapéu e óculos. “Além disso, aqueles que querem ir à praia, devem respeitar os horários recomendados que são: até 10 horas da manhã e depois das 16 horas”, finaliza.

Fonte: Thais Pepe é dermatologista especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, membro da Sociedade de Cirurgia Dermatológica e da Academia Americana de Dermatologia. Diretora técnica da clínica Thais Pepe, tem publicações em revistas científicas e livros, além de ser palestrante nos principais Congressos de Dermatologia

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Pálpebras viram preocupação mundial pela incidência de câncer de pele

Estudo da Universidade de Liverpool, apresentado na conferência anual britânica de dermatologistas, mostra que ao usar filtro solar no rosto, uma área de 10% (incluindo pálpebras e região entre olho e nariz) é negligenciada. Entre 5 e 10% dos cânceres de pele acontecem nas pálpebras

As pálpebras e toda região dos olhos viraram preocupação mundial pelo aumento da incidência de câncer de pele, que já chega a 10% nessas áreas frequentemente negligenciadas, segundo pesquisa da Universidade de Liverpool apresentada na conferência anual da Associação Britânica de Dermatologistas, no Reino Unido.  O estudo constatou que, ao passar filtro solar no rosto, a tendência é esquecer cerca de 10% da face – incluindo pálpebras e região entre o canto interno do olho e o nariz.

“Uma proteção solar adequada deve ser feita efetivamente com a cobertura de todo o rosto, além do uso de chapéus e principalmente óculos de sol, já que a área dos olhos tem uma pele extremamente fina e susceptível a danos, inclusive câncer”, explica a dermatologista Thais Pepe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

Aliás, a preocupação com a região tem crescido pelo mundo: a Associação Canadense de Dermatologia, por exemplo, anunciou, em junho, parceria com a Sociedade Canadense de Oftalmologia para criar um nível de proteção UV oferecido pelos óculos de sol, a fim de garantir fotoproteção adequada para a região.

A pesquisa da Universidade de Liverpool foi feita com 57 participantes, do sexo masculino e feminino. Eles foram convidados a aplicar protetor solar no rosto sem mais informações ou instruções dadas pelos pesquisadores. Foram tiradas fotos de cada um dos participantes com uma câmera sensível ao UV antes e depois da aplicação de protetor solar; as áreas cobertas de protetor solar aparecem em preto devido à câmera UV. Essas imagens foram então segmentadas e analisadas por um programa personalizado para julgar o sucesso que cada pessoa estava em cobrir todo o seu rosto.

A dermatologista afirma que, como a aplicação de protetor solar nestas áreas não é necessariamente prática, é importante usar outras formas de proteção, como óculos de sol. “Como a pele da região dos olhos é muito delicada, alguns filtros podem causar irritação; dessa forma, o paciente deve priorizar produtos oftalmologicamente testados, protegendo a área sem correr risco de reação”, afirma.

“Mas o dado mais importante para tirar desta pesquisa é a importância de acessórios na proteção solar, como os óculos de sol, que não resguardam apenas os olhos e córneas; eles são importantes para proteger, também, a pele das pálpebras propensas a câncer “, afirma.

A cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da Isaps (International Society of Aesthetic Plastic Surgery), já atendeu casos de reconstrução de pálpebras por motivos de câncer e acrescenta: “O procedimento de retirada do tumor e reconstrução é muito delicado, por ser uma região que pode comprometer a funcionalidade das pálpebras e prejudicar a visão”.

Recomendações para uso correto do fotoprotetor

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Foto: Bigstock

A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda o uso de protetores solares de FPS mínimo de 30. “Em peles mais claras e em fotoexposição direta, o ideal é usar FPS 50”, explica Thais. Além disso, os filtros solares devem atender a legislação brasileira de apresentar proteção UVA (PPD) de no mínimo 1/3 do valor de FPS.

“A primeira aplicação do filtro deve ser feita com atenção e cuidado, pelo menos 15min antes da exposição, de preferência sem roupa, ou com a menor quantidade possível. É ideal aplicar em duas camadas cobrindo bem a superfície da pele, sendo que cada camada deve ser equivalente a uma colher de chá. O filtro deve ser realizado a cada duas horas ou após longos períodos de imersão”, acrescenta a dermatologista.

Raios UVA, UVB e IR

Os três principais promotores do envelhecimento precoce e que também favorecem o aparecimento do câncer de pele são os raios UVA, UVB e IR (Infravermelho A). A médica explica que UVA é o principal responsável pelo envelhecimento precoce (manchas e rugas), sendo um tipo de radiação que atravessa nuvens, vidro e epiderme, é indolor e penetra na pele em grande profundidade, até às células da derme — sendo o principal produtor de radicais livres.

“Já a radiação ultravioleta B deixa a pele vermelha e queimada, danificando a epiderme e é mais abundante entre as 10 da manhã e 4 da tarde. Seu grau de proteção é medido pelo FPS e é uma radiação que pode furar o bloqueio dos filtros químicos e aumentar o risco de cancerização”, comenta Thais.

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Por fim, o Infrared é sentido através do calor ou mormaço. “É uma radiação que acomete num comprimento de onda suficiente para atingir a derme mais profunda — a derme reticular — onde estão as fibras de ancoragem e sustentação da pele. E isso provoca um dano muito importante, com menor elasticidade, além de um maior potencial de cancerização”, completa.

Fontes:

Thais Pepe é dermatologista especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, membro da Sociedade de Cirurgia Dermatológica e da Academia Americana de Dermatologia. Diretora técnica da clínica Thais Pepe, tem publicações em revistas científicas e livros, além de ser palestrante nos principais Congressos de Dermatologia.

Beatriz Lassance é Cirurgiã Plástica formada na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e residência em cirurgia plástica na Faculdade de Medicina do ABC. Trabalhou no Onze Lieve Vrouwe Gusthuis – Amsterdam -NL e é Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da ISAPS (International Society of Aesthetic Plastic Surgery) e da American Society of Plastic Surgery (ASPS).

Aplicando protetor solar: quanto, como, quando, onde e qual passar

A chegada das estações mais quentes deve lembrar algumas coisas: os danos solares são imediatos, por isso a pele fica vermelha; mas eles também persistem e danificam o material genético causando envelhecimento e câncer de pele; o protetor solar é a forma mais eficaz de se defender.

Mas afinal, qual a forma correta de aplicação do filtro solar? Aliás, existe uma? Dois experts no assunto, a dermatologista Thais Pepe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, e o farmacêutico e diretor científico da Consulfarma Lucas Portilho, que também é pesquisador em Fotoproteção na Unicamp, tiram as principais dúvidas:

Quanto de protetor solar eu devo passar?
“Para obter a proteção do fator de proteção solar (FPS) descrito na rotulagem é necessário aplicar 2mg/cm2. De forma prática, se pensarmos em rosto, equivale a uma colher de café cheia”, conta Lucas Portilho. No caso do corpo, o consenso é aplicar: uma colher de café no braço e antebraço direitos; uma colher no braço e antebraço esquerdos; duas colheres no torso (1 para a frente e 1 para as costas); duas colheres para a coxa e perna direitas (1 para a parte da frente e 1 para a parte de trás); e duas colheres para coxa e perna esquerdas (1 para a parte da frente e 1 para a parte de trás).

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Foto: Pedro J. Perez/MorgueFile

Como e onde deve ser aplicado?
“No caso do rosto, eu tenho que passar uma camada generosa do filtro solar até que cubra toda a área e eu tenha aquela sensação de que existe um conforto e uma cobertura homogênea. Então obrigatoriamente, eu devo passar e estender no rosto até a raiz do cabelo, também na região pré-auricular, bem pertinho da dobra da orelha, não esquecer pescoço, nuca, orelhas quando eu estou em exposição ao sol como praia, piscina, caminhada, porque essas são áreas que frequentemente sofrem queimaduras”, enfatiza a dermatologista Thais Pepe.

“Além disso, devo reforçar a região do osso da bochecha, ao redor dos lábios, na ponta do nariz e em suas laterais, já que que essas são áreas em que nós mais percebemos os campos de cancerização e mesmo a formação das manchas. Não esquecer de passar o protetor solar na região do pescoço, do colo, para os homens o V da camisa, que acaba sendo uma área esquecida e, por conta disso, acaba tendo a demarcação da linha do fotoenvelhecimento e o aparecimento das queratoses actínicas, que são lesões do tipo pré-câncer”, acrescenta Thais.

Já no caso do corpo, uma recomendação importante: sempre que o paciente for para a exposição solar, ele deve passar o filtro sem roupa. “Ou seja, o filtro é passado no corpo todo e depois é colocado ou a roupa do exercício físico, ou biquíni, ou maiô da natação. E o filtro solar deve ser aplicado puro sobre a pele: então eu não passo um filtro solar com perfume, com hidratante, com produto anterior de hidratação para não perder a sua potência e aderência”, completa.

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Quando deve ser aplicado?
“Não adianta chegar à praia ou à piscina e esperar para passar o protetor solar nesse momento. O filtro solar tem a necessidade de, pelo menos, 20 a 30 minutos para começar a agir e nesse período eu já estou sofrendo um dano importante em relação às células da minha pele”, afirma a dermatologista. Portanto, aplicar o protetor meia hora antes da exposição é uma zona de conforto e segurança. Além disso, a reaplicação deve ocorrer a cada duas horas em média, com uso de chapéu e óculos. “Aqueles que querem ir à praia, devem respeitar os horários recomendados que são: até 10 horas da manhã e depois das 16 horas”, completa a médica.

Qual FPS devo usar?
“A partir do FPS 30 já temos uma boa proteção, que fica perto de 97% de absorção da UVB, por exemplo. O problema é que como os brasileiros não aplicam uma quantidade adequada de produto, quando usam um FPS 30, na verdade a proteção é equivalente a um FPS 8”, conta Lucas. “Por isso gosto de fotoprotetores com FPS mais alto como 50, 60 ou 70. Acima disso o produto fica muito ruim sensorialmente e faz com que o consumidor não utilize diariamente. Afinal ninguém gosta de ficar com o rosto oleoso”, acrescenta.

Qual protetor solar?
Sem dúvida as classificações da pele requerem fotoprotetores diferentes. “Por exemplo, uma pessoa com fototipo 1 precisa de uma proteção muito maior quando comparado com uma pessoa com fototipo maior. Isso porque quanto maior o fototipo, mais escura a melanina da pele, um pigmento que protege a pele contra a radiação. Portanto, um indivíduo com pele clara, tem menos proteção e por isso precisa de fotoprotetores com FPS e UVA maiores”, explica Lucas Portilho. E tem mais: “Em relação ao sensorial do fotoprotetor, é importante usar produtos que sejam mais secos no caso de pessoas com pele oleosa ou produtos mais hidratantes no caso de quem apresenta pele seca”, completa o pesquisador em fotoproteção.

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Por que usar filtro?
Porque ele é a forma mais segura de proteção contra as radiações solares, segundo a médica. “Pesquisa recente descobriu que o guarda-sol não consegue bloquear as radiações e oferece, no máximo, FPS 8. Além disso, a areia reflete os raios solares”, afirma Thais. “UVA é o principal responsável pelo envelhecimento precoce (manchas e rugas), sendo um tipo de radiação que atravessa nuvens, vidro e epiderme e penetra na pele em grande profundidade, até as células da derme – sendo o principal produtor de radicais livres. Entre os prejuízos: desde lesões mais simples até, em casos mais graves, câncer de pele. Já o UVB deixa a pele vermelha e queimada, danifica a epiderme e é mais abundante entre as 10 da manhã e as 4 da tarde. Essa radiação pode furar o bloqueio dos filtros químicos e aumentar o risco de cancerização”, finaliza a dermatologista.

Fontes
Thais Pepe: dermatologista especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, membro da Sociedade de Cirurgia Dermatológica e da Academia Americana de Dermatologia. Diretora técnica da clínica Thais Pepe, tem publicações em revistas científicas e livros, além de ser palestrante nos principais Congressos de Dermatologia.
Lucas Portilho: consultor e pesquisador em Cosmetologia, farmacêutico e diretor científico da Consulfarma e Pesquisador em Fotoproteção na Unicamp. Especialista em formulações dermocosméticas e em filtros solares. Diretor das Pós-Graduações do IPUPO Educacional, Hi Nutrition Educacional e Departamento de Desenvolvimento de Formulações do IPUPO. Atuou como Coordenador de Desenvolvimento de produtos na Natura Cosméticos e como gerente de P&D na AdaTina Cosméticos.

Dermatologista ensina como evitar erros que podem detonar sua pele no frio

Esquecer do protetor solar e abusar dos retinoides: esses são só alguns dos erros que podem detonar sua pele no tempo frio. A dermatologista Thais Pepe conta como cuidar da pele de maneira correta

A poluição, as baixas temperaturas e o tempo seco são características das estações mais frias do ano e influenciam no modo que a pele deve ser tratada. “Como a pele produz menos oleosidade natural, o ressecamento e a sensação de incômodo aparece principalmente na pele do rosto, que é a mais exposta ao vento e poluição”, explica a dermatologista Thais Pepe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

“A pele, quando não é cuidada de maneira propícia nas estações frias, reflete diretamente, ficando mais avermelhada e irritada, ressecada, pelo alto grau de poluição que temos neste período, sendo necessários cuidados especiais”, acrescenta. Para evitar alguns problemas, selecionamos aqui alguns erros básicos que devem ser evitados:

1. Não passar protetor solar — não tem jeito, o fotoprotetor é de uso diário e eterno: “A radiação ultravioleta, também no inverno, provoca danos que comprometem a estrutura de sustentação da pele, causando o aparecimento precoce de rugas e flacidez, além das manchas como reação à fotoexposição. A orientação continua a ser a de reaplicar o fotoprotetor de quatro em quatro horas em ambientes fechados e de duas em duas horas em fotoexposição direta. O filtro deve ter dióxido de titânio ou óxido de zinco na formulação: esses são bloqueadores físicos importantes”, explica.

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2. Esquecer dos hidratantes e cremes reparadores — o ideal é buscar produtos cujos veículos sejam à base de Fosfolipídeos que formam uma segunda pele e protegem a pele de forma mais efetiva diminuindo a perda de água por evaporação. “O ácido hialurônico de alto e baixo peso molecular associados ainda são indicados para estimular a produção de hidratação natural em todas as camadas da pele”, comenta. A dermatologista sugere Hyaxel, ácido hialurônico de baixo peso molecular e vetorizado ao silício orgânico, que tem a capacidade de aumentar a expressão gênica de proteínas como aquaporinas, filagrinas, loicrinas e outras importantes para aumentar a auto hidratação; e DSH CN, ácido hialurônico de alto peso molecular, que forma um filme de retenção hídrica e devolve elasticidade ao tecido cutâneo. Com relação aos cremes reparadores, a médica diz que eles são fundamentais e podem ser usados à noite para evitar os danos ambientais como a poluição. “São substâncias antioxidantes com capacidade de reparo celular e que atuam contra os radicais livres”, comenta.

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3. Esquecer dos pés, mãos e corpo — hidratar essas regiões é fundamental. “No caso dos pés, passar o hidratante a base de fosfolipídeos ou Nutriomega 3, 6, 7 e 9 e colocar uma meia de algodão ajuda a pele a absorver o produto mais facilmente. Nas mãos, invista nos ácidos hialurônicos. No corpo, a reposição lipídica deve ser eficiente, com opções como Dry Oil que tem na sua composição ésteres de karite, purcelin que podem ser associados a outros óleos, restabelecendo a hidratação da pele”, indica a médica.

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4. Abusar dos retinoides — para tratamento de acne, manchas e rejuvenescimento facial, os retinoides são excelentes opções — e geralmente são prescritos no inverno. “Mas eles devem ser usados com parcimônia e orientados por dermatologistas. Seu uso contínuo pode causar hipersensibilidade cutânea, vermelhidão e irritabilidade”, alerta a especialista. Dependendo da sensibilidade da pele, algumas substâncias podem ser usadas como alternativas naturais ao retinol, como Lanablue, que possui elevados índices de vitaminas do complexo B, além de aminoácidos e tem ação similar aos retinoides na diferenciação dos queratinócitos — suaviza linhas, rugas e densifica a epiderme.

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5. Tomar banhos muito quentes — ficar mais de 15 minutos em uma ducha quente é mais que o suficiente para comprometer a camada hidrolipídica da pele, que segura a hidratação. “Dessa forma, a pele perde água e lipídeos, o que compromete sua função de barreira. O ideal é banho morno e logo após o banho hidratar a pele”, finaliza.

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Fonte: Thais Pepe é dermatologista especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, membro da Sociedade de Cirurgia Dermatológica e da Academia Americana de Dermatologia. Diretora técnica da clínica Thais Pepe, tem publicações em revistas científicas e livros, além de ser palestrante nos principais Congressos de Dermatologia

Suplementos anti-idade que (realmente) funcionam

Dermatologista Thais Pepe explica como as cápsulas podem trazer benefícios para a saúde da pele e de todo o organismo. A fonte da juventude pode estar nessas pílulas

O uso de nutricosméticos pode melhorar a saúde da pele, do cabelo, das unhas, além de otimizar o funcionamento celular. “Tomar suplementos anti-idade, desde que com orientação médica ou nutricional, contribui para a saúde total no nível celular, mantendo o seu metabolismo, hormônios e órgãos vitais em forma. Além disso, hoje muitas substâncias apresentam ação antioxidante e podem ajudar a reverter os sinais do tempo, bem como aumentar a capacidade de reparo das células”, explica Thais Pepe, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

“Mas a consulta com o médico ou especialista é sempre interessante, porque ele vai personalizar a fórmula de acordo com a necessidade do paciente e prescrever fórmulas que sejam biodisponíveis, ou seja, que sejam compatíveis e melhor assimiladas pelo organismo”, acrescenta. Abaixo, listamos cinco opções para você discutir com seu médico:

ARGININA
Esse aminoácido é conhecido por seus efeitos sobre a glândula pituitária, que libera hormônio do crescimento (GH). “GH apoia o seu metabolismo e a capacidade do corpo para queimar gordura enquanto aumenta a massa muscular magra”, diz a dermatologista. A arginina também melhora a circulação sanguínea e ajuda a fornecer energia mitocondrial, dando fôlego e força ao organismo como um todo, melhorando a troca de nutrientes. Uma das opções com esse ativo é o Bio-Arct, biomassa marinha do Mar Ártico rica em citrulil arginina, além de florosideos e taurina. A cápsula está disponível em farmácias de manipulação.

ASTRÁGALO
“Estudos recentes demonstraram que o astrágalo pode alongar telômeros, que são as frágeis extremidades do DNA que encurtam à medida que envelhecemos”, diz a Dra. Thais. Telômeros mais longos estão associados com maior longevidade, saúde cardiovascular, cognição e funcionamento imune. “A dosagem de 25 a 50 miligramas por dia é indicada; procure astragalosides, compostos extraídos da erva astrágalo”, conta.

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SILÍCIO
O silício orgânico é um elemento importante para reestruturação da derme e também aumenta a produção de colágeno, conferindo mais firmeza e ativando a pele metabolicamente para as reações enzimáticas. “A reposição do silício se faz importante a partir dos 30 anos, no qual a absorção do mesmo diminui pelo trato gastrointestinal, ele é um elemento fundamental para o bom funcionamento da pele”, explica a médica. Para reposição de silício no corpo, fórmulas com Exsynutriment, um silício biodisponível, ainda colabora com ossos e articulações, além de conferir maior flexibilidade dos vasos, melhorando o fluxo sanguíneo.

FLAVONOIDES DO CACAU
O poder antioxidante natural do chocolate (amargo) pode ser um aliado poderoso para seu cérebro e coração. “Um estudo da Nature Neuroscience mostrou que os flavonoides do cacau agem diretamente no cérebro para reduzir o declínio cognitivo relacionado à idade”, explica a médica. O consumo regular dessa substância também tem efeitos positivos sobre as rugas faciais e elasticidade, de acordo com um estudo do Journal of Nutrition. Mas, infelizmente, você precisa de mais do que uma barra de chocolate escuro, então a suplementação é necessária (em 1.000 miligramas diariamente).

COENZIMA Q10
Coenzima Q10 é um potente antioxidante que ajuda as mitocôndrias permanecerem carregadas, dando-lhe energia e abastecendo suas funções diárias. “A substância também auxilia na reparação de telômeros e ajuda seu coração – que é carregado com mitocôndria – a funcionar em níveis ótimos. Também há benefícios para a pele, com melhora das rugas e firmeza”, diz a Dra. Thais.

AÇAFRÃO
A curcumina, um ingrediente ativo da cúrcuma (açafrão), é um dos mais poderosos antioxidantes e anti-inflamatórios, como explica a dermatologista: “O ingrediente é especialmente eficaz no apoio à longevidade saudável, protegendo o cérebro. Na pele, há estudos que mostram melhora da saúde celular, principalmente com relação a patologias como acne e psoríase “. Um grama por dia pode ser suficiente.

Fonte: Thais Pepe é dermatologista especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, membro da Sociedade de Cirurgia Dermatológica e da Academia Americana de Dermatologia. Diretora técnica da clínica Thais Pepe, tem publicações em revistas científicas e livros, além de ser palestrante nos principais Congressos de Dermatologia.

Laser contra microvarizes com tecnologia que resfria a pele e causa menos dor

Com a tecnologia patenteada DCD (Dynamic Cooling Device), o Vbeam importado pela SKINTEC consegue destruir os microvasos em sessões menos dolorosas

Os microvasinhos ou as microvarizes incomodam muitas mulheres, especialmente, porque elas são perceptíveis nas pernas – mas além do fator estético, existem casos em que causam desconforto. E para combater as microvarizes, um dos tratamentos mais eficazes do momento é o uso do laser Vbeam, importado pela SKINTEC. Com a Tecnologia DCD (Dynamic Cooling Device), por causa da refrigeração epidérmica, o paciente sente menor desconforto durante as sessões.

Shirlei Borelli, membro da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia) e membro-fundadora da Sociedade Brasileira de Laser em Cirurgia e Medicina, explica que Vbeam atua no comprimento de onda das hemácias, que é a substância contida dentro das veias e, desta forma, o aparelho as destrói. Lembrando que quando as veias estão dilatadas, as hemácias em grande volume liberam a pigmentação vermelha, que pode ser notada na pele. E isso, de fato, favorece a destruição dessas microvarizes.

Na prática, a função das veias é levar sangue às extremidades do corpo e dentro delas existem válvulas, que não permitem que o sangue venoso chegue ao coração. Quando essas válvulas não funcionam como deveriam, o volume de sangue aumenta dentro da veia e isso provoca o seu dilatamento e, neste caso, são formadas as varizes. As veias varicosas atingem mais às mulheres e suas causas estão associadas a fatores genéticos e hábitos, como ficar muito tempo em pé, por exemplo.

Tratamento e cuidados

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Em relação aos cuidados antes das sessões com o laser, Shirlei destaca que é importante que a pele não esteja bronzeada, não tenha infecção e nem alergia na área a ser tratada. Sobre os cuidados pós-tratamento ela cita que é essencial se proteger do sol. A também dermatologista Thais Pepe acrescenta que o paciente pode utilizar produtos em casa, que são prescritos pelo médico.

Quanto ao número de sessões, Shirlei menciona que depende muito da área e do calibre dos vasos a serem tratados. “Em geral, são necessárias no mínimo de 2 a 3 sessões, que podem ser repetidas sempre que houver qualquer recidiva, mas é preciso avaliar cada caso”, completa.

De forma geral, sobre o tratamento com o laser, ela cita que os efeitos são positivos. “Observamos muito bons resultados, especialmente quando não ocorre comprometimento de veias de maior calibre, no caso, quando eventualmente a cirurgia convencional ou mesmo laser transdérmico pode ser associado”. Thais também destaca a importância de realizar a manutenção e menciona que os resultados obtidos podem variar de acordo com cada paciente.

Fonte: Skintec

Dermatologista explica benefícios do chocolate para pele e cabelo

Produtos à  base de cacau hidratam profundamente e tem efeito antioxidante

A Páscoa se aproxima e com ela a preocupação para manter a pele livre das temidas espinhas, que frequentemente são associadas ao consumo de chocolate. Ao contrário da crença popular, o doce pode ser um forte aliado de quem quer cuidar da pele e cabelos. Isso porque além de ser rico em magnésio, ferro, zinco, vitaminas B6, B3 e C, o cacau ainda possui moléculas que agem no organismo neutralizando os efeitos dos radicais livres.

O cacau, um dos principais componentes do chocolate, traz benefícios importantes para a saúde e beleza da pele e do cabelo por ser uma rica fonte de nutrientes que ajudam a restaurar, nutrir e hidratar as fibras capilares e da pele.

O cacau ainda é muito utilizado na composição de produtos de beleza por conter flavonoides que possuem ação antioxidante e anti-inflamatória, ou seja, é um excelente aliado para aqueles que desejam combater os sinais do envelhecimento.

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Contrariando a crença popular de que o chocolate pode causar acne, a dermatologista Thais Pepe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica: “na verdade o que pode contribuir para o aparecimento de espinhas são os componentes utilizados para deixar o chocolate mais açucarado. O cacau em si não tem relação com o aumento da acne. Para aqueles que querem saborear os ovos de páscoa sem medo de comprometer a pele, o ideal é optar pelas versões com maior concentração de cacau, como o amargo e o meio amargo“.

O ritual de beleza com tratamentos a base de chocolate, indicado para peles e cabelos desvitalizados, deve ser feito em três passos: cuidados capilares, corporais e faciais. Primeiro, hidrate os cabelos com uma máscara de chocolate para nutrir os fios e devolver a elasticidade. Em seguida, lave o rosto e aplique uma máscara facial caseira com cacau na composição, que ajuda a combater inflamações e irritações da pele, como em casos de acne.

Para finalizar, hidrate o corpo com um creme corporal a base de cacau, que forma uma camada protetora que evita a perda de líquidos e proporciona sensação de maciez e suavidade.

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Thais Pepe: médica especialista em dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, cursou medicina e é pós-graduada em Cosmiatria, além de ter sido preceptora do Departamento de Cosmiatria da Unisa entre 2009 e 2012, é membro da American Academy of Dermatology e da Sociedade de Cirurgia Dermatológica.

 

Dermatologista dá dicas para escolher o protetor ideal para cada tipo de pele

Entenda quais são as formulas e versões perfeitas para as necessidades de cada pele

O filtro solar é um item indispensável para garantir a saúde da pele e no verão os cuidados com a proteção devem ser redobrados.  A dica para não se descuidar é fazer da aplicação do protetor solar um hábito, mas muitas vezes o produto é deixado de lado pela incompatibilidade entre a pele e a formulação do filtro.

“Todos devem reaplicar o protetor solar a cada duas horas, uma camada espessa, aproximadamente uma colher de chá por cm2, além de usar chapéu com tecido de fotoproteção e óculos escuros. Também é recomendado sempre usar filtros solares com base, pois aumentam a barreira de proteção da pele”, explica a dermatologista Thais Pepe.

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Foto: Seeman/MorgueFile

O mercado está repleto de opções que oferecem cuidados especiais para cada característica específica. Confira as dicas de Thais para saber como identificar o seu tipo de pele e escolher o protetor solar com o efeito ideal para sua necessidade:

Pele normal: Suave e saudável. É aquela que apresenta nível controlado de oleosidade. São recomendados os filtros em formato sérum, loção ou spray, pois apresentam maior resistência ao contato com suor e água.

Pele oleosa:  Excesso de brilho e oleosidade excessiva na “Zona T” (testa, nariz e queixo) são algumas das principais características da pele oleosa. Quem tem essas queixas deve optar por um protetor que não obstrui os poros, como os que são a base de gel, sem gordura ou álcool. Versões leves como gel-creme, oil free, sérum e mousse são as mais indicadas para quem sofre com a oleosidade excessiva.

Pele seca:  É a que está mais propensa envelhecer precocemente e sua principal característica é a tendência a ficar repuxando, além de toque áspero e aspecto seco. Para manter a hidratação deste tipo de pele, o ideal é optar por um filtro solar na versão creme e que contenha água e óleo em sua composição.

Pele sensível: Sua principal característica é a hiper-reatividade e intolerância. Para regular a sensibilidade da pele, os melhores protetores são os que não possuem perfume e tem formulação neutra. As versões em loções e gel-creme são as mais indicadas.

Pele claríssima:  É o tom mais sensível ao sol e a tendência é que fique vermelha, ao invés de se bronzear. Apresenta irritação quando exposta ao sol e está muito suscetível ao câncer de pele. O fator mínimo indicado para este tipo de pele é o FPS 90.

Pele clara: Tem baixa tendência ao bronzeamento e queima com muita facilidade. Como também corre alto risco de câncer de pele, o fator de proteção indicado para este tipo de pele é o FPS 60.

Pele morena: Este tom mais escuro esconde os efeitos do fotoenvelhecimento, apesar de ter facilidade para se bronzear. A aplicação do filtro solar acima do FPS 45 é indispensável.

Thais Pepe é médica especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia,  é pós-graduada em Cosmiatria, além de ter sido preceptora do Departamento de Cosmiatria da Unisa entre 2009 e 2012, é membro da American Academy of Dermatology e da Sociedade de Cirurgia Dermatológica. Há 10 anos atua como diretora técnica em sua clínica, em São Paulo.