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Livro Flor de Sal apresenta releitura vegana e sem glúten de receitas clássicas

Autora faz parte da geração de jovens preocupados com uma alimentação saudável e consciente, e acredita que comer é um ato revolucionário

“Precisamos rever nossas escolhas, nos reconectar com a origem do que consumimos nos responsabilizar pelo impacto da sua trajetória e nos preocupar com o destino final de nossos produtos depois de utilizados. Comer é um ato político, social, histórico, geográfico, religioso, econômico e cultural e, portanto, revolucionário, sim (e muito)”

Foto de Iuri Poletti
Foto: Iuri Poletti

Idealizado por Gabi Mahamud, Flor de Sal é um verdadeiro achado para quem quer reproduzir receitas sem glúten e sem ingredientes de origem animal. A obra reúne mais de 60 sugestões que vão agradar tanto ao paladar tanto de veganos quanto de quem sofre de alguma alergia a glúten ou intolerância a ovos, leite e outros laticínios. Além disso, a autora deu preferência para ingredientes nacionais e acessíveis de forma a tornar as receitas fáceis de reproduzir por todos.

Com sugestões para todas as ocasiões, o segredo da Gabi é combinar sabor e memórias afetivas em pratos saudáveis (e algumas gordices também!). São tortas, massas, salgadinhos, doces, bolos, lanches e bebidas, além de versões vegetais de maionese, requeijão e queijo. Sempre com bom humor e simplicidade, o livro ainda traz dicas contra o desperdício e técnicas para trazer um toque contemporâneo à comidinha caseira.

Para encher o estômago e os olhos, cada capítulo é ilustrado com aquarelas desenvolvidas pela própria autora. Os leitores ainda contam com conteúdo digital que pode ser acessado por meio de QR Codes que indicam variações na receita ou mostram etapas do preparo através de imagens.

Gabi não é apenas uma ótima cozinheira, ela acredita que podemos ser agentes de transformação do mundo por meio da alimentação.

Sobre a autora

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Gabi Mahamud é arquiteta de formação, cozinheira por paixão e ativista por convicção. Quando criança, queria ser presidente e mudar o mundo; mais tarde, encontrou no urbanismo um jeito de melhorar a qualidade de vida das pessoas, mas ainda não era suficiente.

Foi na culinária que encontrou a sua vocação. Criou o blog Flor de Sal em 2016, onde compartilha receitas para uma alimentação natural e consciente, sem produtos de origem animal, preparadas com ingredientes locais e orgânicos. Dessa forma, ela ensina seus milhares de seguidores a combater o desperdício de alimentos e a ter mais consciência na hora de consumir.

A partir de então, muitas outras portas se abriram, inclusive as de um food truck cheio de boas intenções, o Good Truck. O projeto – apadrinhado pela renomada chef paranaense Manu Buffara – recolhe frutas, legumes e verduras que seriam descartados por fornecedores e prepara refeições saudáveis para pessoas carentes. Em agosto de 2017, Gabi foi convidada a apresentar o projeto no Unleash Lab, iniciativa da ONU voltada para o desenvolvimento de projetos na área da sustentabilidade, realizado em Copenhague, Dinamarca. Gabi também é membro do Global Shapers e do movimento Slow Food.

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Título: Flor de Sal – O livro de receitas do blog para uma alimentação mais natural e consciente
Autor: Gabi Mahamud
Editora: Alaúde
Formato: 16 X 22 cm
Nº de Páginas: 144
Acabamento: brochura, miolo colorido
Preço: R$ 35,00

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Vegetariano há 25 anos, jornalista analisa a relação cruel entre humanos e animais

O jornalista Matthew Scully é vegetariano há 25 anos e no livro “Domínio”, que chega às livrarias este mês, pela Civilização Brasileira, narra algumas das lições que aprendeu ao longo desse tempo no que diz respeito às relações entre seres humanos e animais. Em mais de 500 páginas, e sob o subtítulo “O poder do ser humano, o sofrimento dos animais e um pedido de misericórdia”, o autor faz um apelo ao leitor ao explicar as razões pelas quais é preciso tratar os animais com mais consideração e sem crueldade.

Os argumentos de Scully são essencialmente morais – e ele defende que se perde um tanto da nossa humanidade ao não tratar os bichos com o devido respeito. Mas ele também recheia seu apelo com informações, dados e pesquisas. Para ilustrar seu discurso, ele descreve, por exemplo, o funcionamento dos “ranchos de safári”, locais onde animais são criados apenas para serem caçados – e onde paga-se muito dinheiro por essa “diversão”. Scully narra também o teor de uma das conferências anuais da Comissão Baleeira Internacional, cujo foco está em desenvolver métodos mais letais de obter “recursos marinhos vivos”.

Os trechos mais impressionantes, no entanto, são os que ele relata o cotidiano das fazendas industriais. Ali, os animais são tratados como meros produtos e podem passar a vida inteira em condições precárias de encarceramento, sem jamais chegar a ver a luz do sol ou ter contato com um ser humano. Tão assustadoras quando as descrições são algumas das declarações de administradores deste tipo de negócio, citadas pelo autor. Eles argumentam, inclusive, que os animais gostam do confinamento e que têm uma vida melhor do que se estivessem ao ar livre.

Scully cita ainda as pesquisas que detectaram emoções e temperamento em animais – como, por exemplo, as da celebrada pesquisadora Temple Grandin, cuja vida foi até transformada em minissérie – ; e as fazendas menores e orgânicas, que operam de forma mais humana em relação aos bichos.

Trechos

“Quando 250 mil pássaros estão espremidos num viveiro e incapazes até de esticar suas asas; quando mais de um milhão de porcos sobrevive em apenas uma área de chiqueiros, sem jamais pisar em algum lugar a céu aberto; quando a cada ano dez milhões de criaturas seguem para o abate sem ter contato com a menor demonstração de bondade humana – é tempo de repensar preceitos antigos e perguntar o que estamos fazendo e o que nos move.”

“Cerca de 80 milhões dos 95 milhões de porcos abatidos por ano nos Estados Unidos são da pecuária intensiva, segundo o Conselho Nacional de Produtores de Suínos. São criados em fazendas de confinamento em massa e em nenhum momento durante sua vida veem a terra de verdade ou o sol. Geneticamente modificados por máquinas, inseminados por máquinas, alimentados por máquinas, arrebanhados, monitorados, eletrocutados, golpeados, limpados, cortados e empacotados por máquinas – eles mesmos tratados como máquinas, do “nascimento ao bacon” –, essas criaturas, quando comidas, raramente foram tocadas por humanos.”

O autor

Matthew Scully é jornalista. Foi editor literário da National Review e colaborou para o New York Times, Wall Street Journal, Washington Post, Los Angeles Times, Atlantic Monthly, entre outros. Este é seu primeiro livro publicado no Brasil.

Scully

Domínio (Dominion)
Matthew Scully
Tradutora: Catharina Epprecht
Páginas: 546
Preço: R$ 79,90
Editora: Civilização Brasileira | Grupo Editorial Record

Receita de waffle vegetariano com harmonização de vinhos

A Wine.com.br ensina a fazer uma receita deliciosa e, ainda por cima, indica dois vinhos para harmonizar. Confira abaixo:

Waffle vegetariano

Ingredientes para o waffle

• 3 ovos (claras e gemas separadas)
• 2 colheres (sopa) de manteiga derretida, em temperatura ambiente
• 1 colher (sopa) de açúcar refinado
• 1 xícara (chá) de farinha de trigo
• 1 xícara (chá) de leite
• 1 colher (sobremesa) de fermento químico em pó
• Sal e pimenta-do-reino a gosto
• Noz-moscada a gosto
• Manteiga para untar

Ingredientes para o recheio

• 300 g de tofu escorrido*
• 100 g de tomate seco escorrido e picado
• 100 g de tomate seco inteiro e escorrido
• 1 cebola-roxa cortada em fatias
• 150 g de queijo cheddar fatiado
• Azeite, manteiga, sal e pimenta-do-reino a gosto
• Folhas de manjericão
• Gergelim branco torrado e gergelim preto torrado a gosto
• Broto de trevo a gosto

Preparo do Waffle

1. Bata as claras em neve.
2. Em um liquidificador, coloque as gemas, a manteiga, o açúcar, a farinha de trigo, o leite, o fermento e os temperos.
3. Bata até virar uma mistura homogênea.
4. Com uma colher, misture a massa às claras em neve.
5. Deixe a massa descansar na geladeira por 30 minutos.
6. Unte com manteiga o aparelho de waffle.
7. Despeje a massa e deixe até dourar dos dois lados.
8. Assim que retirar o waffle do aparelho, coloque o queijo cheddar por cima para que ele derreta.
9. Depois, é só colocar o recheio, seguindo o passo a passo a seguir.

Preparo do recheio

1. Refogue a cebola na manteiga, com sal e pimenta-do-reino, apenas o suficiente para tirar a acidez.
2. Misture o tofu com o tomate seco picado, as folhas de manjericão, o gergelim, o azeite, o sal e um pouco de pimenta-do-reino.
3. Monte os sanduíches, usando os waffles como se fossem os pães, e recheando com a mistura de tofu, a cebola, o tomate seco inteiro e o broto de trevo.
*Dica: pressione o tofu inteiro entre as mãos para escorrer bem o soro.

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Rendimento: 4 porções. Preparo: 45 minutos + tempo de descanso. Nível de dificuldade: baixo.

Harmoniza com:

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Genio Español D.O.P. Jumilla Garnacha 2016
O tomate seco da receita combina com o sabor frutado do vinho. Este tinto possui um peso no paladar que é compatível com o prato.

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Altivo Classic Mendoza Cabernet Sauvignon 2016
A boa acidez deste tinto é ideal para equilibrar a untuosidade do queijo e da manteiga. As folhas de manjericão do prato combinam com as notas vegetais do vinho.

Fonte: Wine.com.br

Bem Brasil indica receita para o almoço de Páscoa

Uma das tradições da Páscoa é reunir a família e amigos para um almoço caprichado e especial. Para aquelas pessoas que querem dar um toque refinado à mesa, mas ainda não sabem qual receita preparar, a Bem Brasil Alimentos selecionou uma opção prática e saborosa para inovar na ocasião e surpreender os convidados: Quiche de Batata com Brócolis.

A receita vale também para a Sexta-Feira Santa, dia em que os católicos não consomem carne, ou para vegetarianos.

Confira os ingredientes e o passo a passo do prato abaixo:

Quiche de Batata com Brócolis

Ingredientes

600 g de batatas Bem Brasil corte 9 x 18 ondulada com casca
2 xícaras (chá) de brócolis cozidos al dente e temperados com alho
100g de salame picado (cerca de 10 fatias)
200g de queijo provolone picado
1 caixinha de creme de leite (200ml)
1 xícara (chá) de leite (200ml)
5 ovos
Pimenta do reino moída na hora
1 colher (café) de noz moscada ralada
1 colher (café) de sal
1 colher (chá) de orégano
1 colher (sopa) de queijo parmesão ralado

Modo de preparo

Unte e enfarinhe o fundo de uma fôrma redonda com aro removível (20cm). Pincele margarina na lateral (para colar as batatas). Com as batatas forre o fundo e a lateral da fôrma , espalhe o brócolis, o salame e o provolone e reserve. Misture o creme de leite com os ovos, com a pimenta, a noz moscada, o sal e o orégano. Despeje sobre o brócolis e salpique com o queijo parmesão. Asse no forno preaquecido na temperatura 180ºC até dourar acentuadamente.

QUICHE DE BATATA COM BROCOLIS_Alta_Bem Brasil Alimentos

Rendimento: 12 porções
Tempo de Preparo: 45 minutos
Grau de dificuldade: fácil

Fonte: Bem Brasil

Obra feminista-vegetariana relaciona consumo de carne com violência contra mulher

A política sexual da carne relaciona o consumo de carne e a matança de animais com a violência contra a mulher; Carol J. Adams aborda a semelhança entre o abuso de mulheres e a exploração dos animais em uma sociedade patriarcal

A Editora Alaúde lança a segunda edição, revista e ampliada, do best-seller A política sexual da carne, no qual a autora Carol J. Adams apresenta as estreitas ligações entre os movimentos sociais feministas e as práticas vegetarianas, temas que têm conquistado cada vez mais a atenção e o interesse do público em geral. Na obra, Carol mostra que, ao compreendermos a existência dos pontos de intersecção entre a forma com que as sociedades patriarcais tratam a mulher e os animais, perceberemos também que combater a violência praticada contra esses dois grupos é o único caminho para uma sociedade mais igualitária.

A nova edição traz um posfácio comemorativo do 25º aniversário de lançamento da obra com imagens de propagandas e outras ilustrações, muitas delas enviadas por antigos leitores da obra, que ajudam a sustentar a ideia defendida por Carol, à qual é impossível ficar indiferente!

O livro leva o leitor a avaliar situações comuns no dia a dia que mascaram certos preconceitos contra a mulher e contra o corpo feminino. Fazer associações entre a masculinidade e o consumo de carne e reforçar a tese de que verduras e legumes, considerados “sem graça”, seriam comida de mulher são, para Carol, formas clássicas utilizadas pela sociedade patriarcal para subjugar mulheres e animais.

Amparada por pesquisas de renomados estudiosos sobre o tema, entre eles a feminista e também vegetariana Agnes Ryan, a autora desenvolve ampla discussão sobre o que exatamente vem a ser a política sexual da carne. Segundo a estudiosa, trata-se de um comportamento que reúne todas e quaisquer atitudes que, direta ou indiretamente, animalizam mulheres e, ao mesmo tempo, sexualizam e efeminam os animais. Ainda de acordo com Carol, tal cultura também resulta na forma arrogante com a qual os homens costumam encarar sua necessidade de comer carne.

Para a autora, a dominância masculina é exatamente um dos pontos-chave das questões ligadas a um comportamento que estimula o culto à carne de forma geral. “Em todo o mundo, ser homem é algo que está ligado a identidades que os próprios homens reivindicam ou negam. Os questionamentos são diversos: como se comporta um homem ‘verdadeiro’? O que ele faz ou não? O que ele come? Há, por exemplo, um mito de que um homem ‘de verdade’ não come quiche. Não se trata de uma questão de privilégio; é uma questão de simbolismo. Em parte, a masculinidade é construída por uma cultura que incentiva o consumo de carne e pelo controle masculino em relação a outros corpos”, argumenta a autora.

Obra referência para a compreensão das influências da sociedade patriarcal no comportamento humano, A política sexual da carne instiga e provoca o leitor a refletir e a considerar que a relação entre a matança de animais e a violência contra a mulher estão mais intrinsecamente ligadas do que se imagina.

Sobre a autora

Carol J. Adams é ativista, autora também de The Pornography of Meat e Living Among Meat Eaters, inéditos no Brasil. Palestrante de renome nos Estados Unidos e na Europa, já foi convidada a falar em mais de cem universidades sobre a teoria crítica apresentada neste A política sexual da carne, em palestras atualizadas constantemente para incluir representações culturais contemporâneas.

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Título: A política sexual da carne
Autor: Carol J. Adams
Editora: Alaúde
Formato: 14 x 21 cm
Nº de Páginas: 352
Acabamento: brochura
Preço: R$ 44,90

Estudos sobre câncer em populações vegetarianas*

Cerca de 30-40% dos cânceres se correlacionam com hábitos alimentares (Davis & Milner, 2007); a adoção de hábitos saudáveis é uma estratégia eficiente para a prevenção e o tratamento do câncer

Alimento ou suplemento na prevenção do câncer?

suplemento

Os suplementos não fazem o mesmo efeito dos alimentos no contexto da prevenção contra o câncer e na preservação da saúde. Isso não significa que suplementos não tenham suas indicações pontuais e específicas, mas a alimentação tem mais peso positivo para a saúde.

Como exemplo, sabemos que o consumo humano de flavonoides, compostos importantes na prevenção contra o câncer, ultrapassa 5.000 tipos diferentes quando usamos os alimentos naturais e integrais. Não temos nem 1% deles disponíveis para colocar em cápsulas.

O uso de cenoura cozida, por exemplo, protege muito mais o DNA contra lesões (que podem fomentar o desenvolvimento de uma célula tumoral) do que consumir quantidade equivalente de alfa e betacaroteno. Há uma interação de nutrientes e fitoquímicos nos vegetais que torna seu efeito potencializado.

Assim, no contexto do câncer, o alimento é muito mais importante que o suplemento.
E os alimentos de origem vegetal contêm 64,27 vezes mais antioxidantes que os de origem animal, o que promove muito mais proteção ao organismo ao se adotar uma alimentação baseada em plantas, quando ela é integral (Carlsen, 2010).

Alguns hormônios e interações alimentares.

Há outros fatores interessantes e tão importantes quanto os que já descrevi no contexto da prevenção e tratamento do câncer. Sabermos que o aumento dos níveis de insulina influencia o crescimento tumoral. Em outras palavras, quanto mais insulina há circulando no organismo, maior é o estímulo para a proliferação de células tumorais. Praticamente, todos os estudos com dietas vegetarianas estritas com redução de gordura e uso de alimentos naturais e integrais mostram-se altamente eficientes em reduzir os níveis de insulina, mesmo quando se compara essa dieta com dietas consideradas saudáveis preconizadas pala Associação de Diabetes Norte-Americana (Barnard, 2006; Cohen, 2006; Joshua, 2006).

A forma ativa do hormônio de crescimento se chama IGF-1. Sua elevação inibe a morte celular programada (chamamos isso de apoptose). Assim, uma célula danificada tem de ser eliminada ou se suicidar (apoptose) para que não seja reproduzida e gere um tumor. Ter níveis mais altos de IGF-1 é negativo para a prevenção e o tratamento do câncer e correlaciona-se com maior risco de câncer de mama antes da menopausa, câncer de intestino grosso (cólon e reto) e de próstata. O aumento de calorias, por sua vez, aumenta os níveis de IGF-1, assim como o consumo de leite. Indivíduos vegetarianos estritos têm níveis de IGF-1 13% menores do que os onívoros e ovolactovegetarianos (Yu an Rohan, 2000; Giovannucci, 2001; Pollak, 2001; Allen, 2002).

Estudos sobre câncer em populações vegetarianas.

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Há vários estudos sobre a prevalência de câncer em populações vegetarianas. Vamos ver os resultados de 3 desses trabalhos. Um desses estudos, interessante pelo fato de ter sido feito com adventistas, que têm baixo consumo de álcool e cigarro, assim como níveis de atividade física similares, mostrou que, avaliando 34.198 indivíduos com mais de 25 anos, por seis anos, a população onívora apresentava incidência 88% maior de câncer de cólon (intestino grosso) e 54% maior de câncer de próstata (Fraser, 1999).
Em 2012, um estudo de revisão sistemática e metanálise mostrou que vegetarianos, quando comparados com não vegetarianos, apresentaram redução de 18% de todos os tipos de câncer (Huang, 2012).

Um estudo publicado em 2013, avaliando 69.120 indivíduos onívoros e vegetarianos, encontrou 2.939 casos de câncer. A correlação de achados mostrou que a dieta ovolactovegetariana proporcionou proteção contra câncer gastrointestinal. Já a dieta vegetariana estrita mostrou redução de todos os tipos de câncer (Tantamango-Bartley, 2013).

Assim, os estudos apontam fortemente para a adoção de uma dieta vegetariana na prevenção do câncer, e ela pode ser utilizada, tranquilamente, no seu tratamento.

O Parecer da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Em 26 de outubro de 2015, a Agência Internacional para Pesquisa do Câncer (IARC), uma agência pertencente à OMS, liberou seu parecer sobre o efeito carcinogênico do consumo de carne vermelha e carnes processadas. O material foi desenvolvido por 22 especialistas de 10 países (OMS, 2015). Esse parecer fomentou a questão ligada à dieta vegetariana no contexto do câncer, pois liga diretamente o câncer de intestino grosso com o consumo de carnes, especialmente as processadas.

Como surgiu o parecer da OMS?

pesquisa estudo microscopio testes ciencia pixabay
Pixabay

Em 2014, um comitê internacional resolveu que, entre diversos alimentos, as carnes vermelhas e carnes processadas eram de elevada prioridade em sua avaliação de risco ao consumo humano, pois diversos estudos epidemiológicos mostravam que pequenos aumentos na quantidade de carne consumida elevavam o risco de ter vários tipos de câncer e que quanto maior o consumo, maior o risco. Baseado nessa avaliação inicial, o grupo começou a fazer os levantamentos científicos.

Esse grupo considerou mais de 800 estudos diferentes que investigaram mais de 12 tipos de câncer (em seres humanos) relacionados ao consumo de carne vermelha e carne processada, em vários países e com populações diversas. Alguns desses estudos apresentavam dados sobre o consumo de carne processada e vermelha ao mesmo tempo. Um total de mais de 700 estudos epidemiológicos forneceu dados sobre o consumo de carne vermelha, e mais de 400 estudos epidemiológicos, sobre carne processada.

Assim, vemos a importância desse material emitido pela OMS, pois ele não representa um estudo isolado, mas sim a reunião de mais de 800 estudos de grande evidência científica. No documento produzido consta a recomendação explícita, em termos de saúde pública, para que seja limitada a quantidade de carne ingerida. Ainda é estimulado aos governos e às agências regulatórias internacionais que estabeleçam recomendações sobre o balanço entre riscos e benefícios no consumo de carne vermelha e carne processada.

Os resultados da análise

As carnes processadas foram classificadas como pertencentes ao Grupo 1A (substância carcinogênicas para humanos), esta categoria é usada quando há evidências suficientes do efeito carcinogênico da substância em humanos. Em outras palavras, há evidências convincentes de que o agente (carne processada) causa câncer em seres humanos que o consomem.

São consideradas carnes processadas: todas as carnes que tenham sido submetidas à secagem, salgagem, fermentação, defumação ou a outros processos para realçar o sabor e melhorar sua conservação. A maioria das carnes processadas contém carne de porco ou de vaca, mas as carnes processadas, também, incluem carne de aves, vísceras e outros produtos, como sangue.

Para exemplificar esse grupo, temos salsichas, utilizadas em cachorros-quentes, presunto, carne enlatada, carne seca ou charque, assim como carne enlatada e preparações com caldo de carnes. Veja como esse grupo é vasto, pois ele inclui carnes utilizadas pelas pessoas diariamente, inclusive, na forma de caldo de carne.

O documento da OMS mostra que, para cada 50g de carne processada consumida diariamente, o risco de câncer de cólon e reto aumenta em 18%. Na avaliação da OMS, as carnes vermelhas foram classificadas como parte do Grupo 2A (provavelmente, carcinogênico para seres humanos – essa classificação é baseada em limitadas evidências de estudos epidemiológicos que mostram associação positiva entre o consumo e o desenvolvimento da doença e, nesse caso, há forte relação de evidência).
Essa associação com o câncer foi observada principalmente para o câncer de intestino grosso, mas, também, para os de pâncreas e próstata.

Assim, verifica-se que, se a carne vermelha for processada, ela vira grupo 1, ou seja, é reconhecidamente carcinogênica. São consideradas carnes vermelhas: todos os tipos de músculos de carne de mamíferos, como vaca, porco, vitelo, cordeiro, carneiro, cavalo e cabra. Ao que tudo indica, é possível que seja apenas questão de tempo para que esses produtos passem do grupo 2A para o grupo 1 (reconhecidamente carcinogênico para humanos).

O interessante desse relatório da OMS é que fica evidente que, com relação ao risco de câncer, não importa a origem da carne (se ela veio de um animal criado solto, saudável e sem receber antibióticos ou hormônios, pois o ato de aquecer o tecido animal de algumas formas a torna nociva.

Perguntas sobre a carne

carne vermelha embutidos salame linguiça
Pixabay

O aquecimento da carne aumenta as chances de ter um câncer?
– Sim. A temperatura mais alta gera compostos que contribuem para aumentar o risco carcinogênico, apesar de nem todos os compostos terem seus efeitos completamente conhecidos.

Há explicações que nos façam entender por que o aquecimento das carnes aumenta o risco de câncer?
– Sim. Cozinhar em altas temperaturas ou com a carne em contato direto com a chama ou a superfície quente, como ocorre com o churrasco e no ato de grelhar, produz substâncias químicas carcinogênicas, como as aminas heterocíclicas aromáticas e os hidrocarbonetos policíclicos aromáticos.

Quais são os componentes da carne que aumentam o risco de câncer?
Há elementos da carne que mostram associação com o câncer, como o próprio ferro heme. Substâncias carcinogênicas produzidas pelo aquecimento são: composto N-Nitroso e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos. O cozimento da carne vermelha ou processada, também, produz aminas heterocíclicas aromáticas, bem como outros produtos, incluindo hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (que igualmente são encontrados na poluição do ar). Há outras substâncias suspeitas em termos carcinogênicos, mas ainda pouco estudadas.

Usar carne crua é mais seguro?
Até o momento, apesar de alguns estudos sugerirem menor associação da carne crua com risco de câncer, o comitê da OMS refere não ter dados conclusivos sobre isso e levanta o risco de infecções relacionadas a essa forma de consumo.

As carnes processadas foram classificadas como pertencentes ao Grupo 1 (carcinogênica para humanos), que é a mesma categoria que se encontram classificados o tabaco e asbesto. Isso quer dizer que o consumo de carne processada é tão carcinogênico quanto o do fumo?
– Não. As carnes processadas, apesar de estarem na mesma categoria do tabaco e do asbesto, não têm o potencial cancerígeno em igual proporção de perigo. A classificação que foi colocada mostra que o produto avaliado é reconhecidamente carcinogênico, mas não estabelece o grau de potência carcinogênico.

Quantos casos de câncer são atribuídos, anualmente, ao consumo de carne processada e carne vermelha?
Segundo o relatório da OMS, aproximadamente 34.000 casos de morte por câncer no mundo são atribuídos às dietas com alta quantidade de consumo de carne processada. Esse número foi estimado por uma organização acadêmica de pesquisa independente, chamada Global Burden of Disease Project. Essa mesma entidade calcula que o consumo de carne vermelha pode ser responsável por cerca de 50.000 mortes por câncer no mundo. O que ainda não faz a OMS usar esse dado do Global Burden of Disease Project sobre a carne vermelha é sua classificação como 2A (como vimos anteriormente). Para termos uma ideia numérica, por ano, no mundo, morre cerca de 1 milhão de pessoas por câncer devido ao fumo, 600.000 devido ao consumo de bebida alcoólica e mais de 200.000 pela poluição do ar.

O documento da OMS quantifica a risco de câncer pelo tipo de carne consumida?
– Sim. O consumo de carne processada sugere que, para cada 50g de consumo diário, o risco de câncer de cólon aumenta em torno de 18%.

Para o câncer devido ao consumo de carne vermelha, o risco é mais difícil de ser estabelecido, mas, sendo completamente provado, para cada aumento de 100g de carne consumida diariamente, o risco aumenta em 17%.

Vale a pena lembrar que o consumo de carne (de todos os tipos), no Brasil, é de 233g por dia, em média, por pessoa, que é 3 a 4 vezes mais o que as diretrizes nutricionais sugerem para a população que come carne.

arroz frito comida tailandesa
Pixabay

Adotar uma dieta vegetariana é uma estratégia inteligente para a prevenção contra o câncer. E esta é uma Campanha promovida pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB).

*Eric Slywitch é médico (formado pela Faculdade de Medicina de Jundiaí). 
Mestre em Nutrição (pela UNIFESP/EPM). Especialista em Nutrologia pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). Especialista em Nutrição Parenteral e Enteral pela Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral (SBNPE). Pós-graduado em Nutrição Clínica pelo Grupo de Apoio de Nutrição Enteral e Parenteral (GANEP). Docente do curso de especialização (pós-graduação latu sensu) do Grupo de Nutrição Humana (GANEP). Foi Diretor do Departamento de Medicina e Nutrição da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) de 2004 a 2015. Autor dos livros: “Alimentação sem Carne – guia prático”, “Virei Vegetariano. E agora?” e “Emagreça sem Dúvida”.

Receita de Kumara e Curry de Coco

O Chef Poti Pereira, do Centro Europeu, principal escola de gastronomia do Brasil, preparou uma receita muito especial e vegetariana. Ela pode ser seguida pelo texto abaixo ou pelo vídeo, clicando aqui

Kumara e Curry de Coco 

Ingredientes
60ml azeite de oliva
1 alho-poró grande(350g), apenas a parte branca, cortada em fatias finas
2 dentes de alho esmagados
100g de pasta korma
300g de kumara (batata-doce laranja) picada grosseiramente
270ml de leite de coco
200g de brócolis
1 folha grande de couve
6 folhas de espinafre
400g de tomate pelati
400g de grão de bico cozido, escorrido e enxaguado
400g de couve-flor em floretes
1 colher de sopa de sementes de mostarda preta
12 folhas de curry fresco
200g de repolho roxo
2 colheres de chá de sementes de cominho (tostar)
1 colher de chá de semente de coentro (tostar)

Modo de preparo
· Aqueça uma colher de sopa do azeite em uma panela grande em fogo médio-alto.
· Refogue o alho-poró e o alho, mexendo por 2 minutos ou até ficarem macios.
· Coloque a pasta Korma na panela e cozinhe, mexendo durante 2 minutos.
· Adicione a Kumara, leite de coco, tomates e o grão de bico. Leve a ebulição e reduza ao fogo baixo. Tampe por 6 minutos ou até a kumara ficar tenra.
· Adicione a couve-flor e o brócolis, cozinhe por 5 minutos ou até ficarem macios
· Depois de pronto, acerte o sal.
· Enquanto isso aqueça o azeite restante em uma frigideira grande em fogo médio; adicione as sementes de mostarda para aromatizar o azeite, mexendo por 1 minuto.
· Refogue então as folhas de curry por 1 minuto e em seguida acrescente o repolho roxo, a couve rasgada, o espinafre e espere murchar. Acerte o sal.
· Misture delicadamente as folhas de curry e o repolho na panela grande.
· Toste as sementes de cominho e coentro e use para finalizar o prato.
· Sirva com pão naan (indiano) e iogurte natural.

Kumara e Curry de Côco (Vegetariano) - Poti Pereira.JPG

Fonte: Centro Europeu Curitiba

Receita de Salada de Quinoa Agridoce

As altas temperaturas do fim de verão pedem opções de alimentos que, além de saborosos, ajudem a refrescar. Portanto, para deixar o cardápio saudável e o corpo leve, vale investir em receitas práticas e saborosas, como a Salada de Quinoa Agridoce.

Elaborada por Cyntia Maureen, nutricionista e consultora da Superbom, a receita possui ingredientes ricos em proteínas, ômega 3, vitaminas e minerais.

“Por conta disso, é importante no controle do peso, manutenção da massa muscular e possui ação preventiva contra doenças cardiovasculares, hepáticas e ósseas. Ainda auxilia no controle emocional e contribui com o bom funcionamento do intestino”, afirma a especialista.

Ingredientes:

Molho
• 6 colheres de sopa de azeite
• 2 colheres de sopa de limão
• 2 colheres de chá de melado de cana Superbom

Salada
• 4 Xícaras de quinoa cozida
• 2 xícaras de tomates em cubos
• 1 xícara de pimentão amarelo picado
• 2 xícaras de manjericão
• Sal a gosto
• 2 xícaras de pepino em cubos
• ½ xícara de azeitona

Modo de preparo
Coloque, em uma tigela, os ingredientes da salada em ordem. Em outra tigela, misture, também em ordem, os ingredientes do molho. Misture-o a salada e sirva fresco. Dica: No vinagrete, são três porções de azeite para uma de ácido (balsâmico, limão, laranja, maracujá). Se desejar, você pode acrescentar castanhas na receita.

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Tempo de preparo:30 minutos.

Rendimento:Para seis pessoas.

Aplicativo Superbom

A Salada de Quinoa Agridoce faz parte do extenso portfólio de receitas veganas e vegetarianas do aplicativo da Superbom. A ferramenta conta com diversas receitas, criadas e assinadas por nutricionistas e consultoras da Superbom, e é dividida em categorias como entrada, salada, lanches, prato principal, sobremesas e até mesmo bebidas. Está disponível gratuitamente para os sistemas operacionais Android e iOS.

Busger: hambúrguer inspirado na cozinha oriental para vegetarianos

Preparado com Shitake, Shimeji e um toque de cogumelo Paris, burger é alternativa saborosa para quem não quer degustar carne bovina, mas tem vontade de saborear um lanche suculento

Muito saborosos, os cogumelos, especialmente os tipos Shitake e Shimeji, são reconhecidos pelo uso frequente na culinária asiática, especialmente na japonesa. Por ser um ingrediente absolutamente versátil, aceita uma variedade interessante de preparos, como na manteiga, no vapor, na composição de um molho ou como recheio. Essa característica dos cogumelos é essencial para atender a proposta do Busger, rede de hamburguerias que tem suas cozinhas a bordo de ônibus antigos, que busca inovar no menu periodicamente a fim de conquistar os paladares mais exigentes.

De acordo com Rodrigo Arjonas, que é sócio-diretor da marca, os clientes vinham pedindo por mais uma opção de burger que não levasse carne vermelha na composição – até então o Busger contava apenas com o falafel como opção. “Comecei a pesquisar possibilidades que fossem saborosas e que combinadas com os ingredientes certos, resultariam em um burger extremamente rico em sabor e suculência e que atendesse o desejo de quem busca uma opção vegetariana. Foi quando pensei nos cogumelos e nasceu o Shimeji Burger”, conta.

Arjonas conta que o Shimeji Burger é composto por um hambúrguer de 180g que combina Shitake, Shimeji e cogumelo Paris, acompanhados por suave maionese de wasabi, cebola caramelizada e queijo emental, além da salada, feita com alface americana e tomate. Tudo isso é servido em um macio pão de brioche.

“O resultado é incrível. Temos certeza que vai conquistar boa parte dos frequentadores do Busger, sendo eles vegetarianos ou não”, avalia o executivo.

SHIMEJI BURGER

O Shimeji Burger já pode ser encontrado em todas as unidades da rede Busger ao valor de R$ 26,00. No combo com fritas crunch, o preço é R$ 35,00.

*Endereços Busger*
Chácara Klabin – Rua Vergueiro, 3950
Vila Madalena – Rua Heitor Penteado, 1529
Santana – Rua Dr. César, 658
São Bernardo – Avenida Kennedy, 782
Santo André – Rua das Goiabeiras, 400
V. Clementino – Rua Borges Lagoa, 1050 (*novo*)
Higienópolis – Av. Angélica, 699 (*breve*)

Basic Burger acrescenta versão de hambúrguer vegetariano ao cardápio

Em respeito ao estilo de vida vegetariano, a hamburgueria aposta em versões mais saudáveis e saborosas de seus hambúrgueres tradicionais

A culinária está se renovando e inovando a cada dia. Já passou o tempo em que apenas as versões com carne ganhavam destaques dentre os pratos nos restaurantes, lanchonetes e hamburguerias, as comidas vegetarianas tem ganhado cada vez mais espaço. Com isso, Alexandre Gatos, sócio-fundador da Basic Burger – hamburgueria localizada em Pinheiros-SP -, notou a importância de acrescentar opções veggies no cardápio.

“Inauguramos em março de 2017 e temos tido muita procura, inclusive por clientes com estilo de vida vegetariano”, conta Gatos. “Quando ainda não tínhamos opções veggies em nosso cardápio muitos clientes perguntavam, mas ao acrescentarmos, pudemos ver o sucesso que faz. É claro que a demanda é muito menor do que os hambúrgueres tradicionais de carne, mas vemos que é uma tendência que está aumentando”, completa.

Para que não haja diferenças entre apreciadores de carne e vegetarianos, o sócio fez questão de fazer versões parecidas para os dois. Na versão veggy, temos o hambúrguer que é feito de feijão, shimeji, quinoa e alho poró. As opções são o Cheese Veggy Beans (24 reais) e o Cheese Salada Veggy Beans (25 reais), mas conta também com o Sweet Onion Veggy Beans (26 reais), com cheddar inglês e cebola caramelizada com Jack Daniel’s e com o Crispy Onion Veggy Beans (27 reais), com cebola crispy, picles de pepino agridoce, BBQ e queijo monterey jack.

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Para os vegetarianos que não abrem mão de uma boa sobremesa, a hamburgueria ainda conta com opções como o Brownielicious (18 reais), que acompanha sorvete de creme, chantilly, chococrispy e muita calda de chocolate, e deliciosos milkshakes (15 reais) com cinco sabores, de chocolate, creme, morango, greek yogo shake e açaí. Assim é possível comer bem, experimentar novas combinações, descobrindo novos sabores e, ainda por cima, se refrescar neste verão.

Basic Burger – Rua Cardeal Arcoverde, 455 – Pinheiros – Horários: segunda a sexta das 11h30 às 23h30; sábados, domingos e feriados das 13h às 23h30