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Dia Nacional de Combate à Cefaleia: saiba como prevenir e tratar a doença

O Dia Nacional de Combate à Cefaleia é lembrado hoje, 19 de maio, por iniciativa da Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe), com o objetivo de chamar a atenção da população a respeito das dores de cabeça. A doença está entre as que mais incapacitam as pessoas de realizarem suas atividades diárias e, apenas no Brasil, atinge cerca de 140 milhões de habitantes.

Segundo a Academia Brasileira de Neurologia, estima-se que 94% dos homens e 99% das mulheres apresentam cefaleia ao longo da vida. Cerca de 70% das pessoas apontaram a dor no último ano. De acordo com a Associação Internacional para o Estudo da Dor, a prevalência média da enxaqueca ao longo da vida é de 18%, tendo seu pico na população com idade entre 30 e 50 anos, enquanto da cefaleia tensional é de 52%.

“Os números são alarmantes. Quando não tratada adequadamente, existe maior risco de a cefaleia se tornar crônica, ou seja, no início o paciente experimenta poucos dias de dor, podendo até ser considerada ‘normal’, e, com o passar do tempo, associando a diversos fatores (como o uso excessivo de analgésicos), passa a ter dores praticamente diárias, com grande impacto no trabalho, vida social e pessoal”, afirma Alexandre Bossoni, neurologista do Instituto de Neurologia do Hospital Santa Paula.

Segundo o especialista, as cefaleias podem ser classificadas em primárias e secundárias

Cefaleia primária: é quando a própria dor de cabeça é a doença a ser tratada e não há nenhum problema estrutural, como tumores, anomalias ósseas ou anatômicas provocando a dor de cabeça. O problema está na maneira em como o cérebro recebe e processa os estímulos da sensibilidade e das dores. Fazendo um paralelo com a informática, é como se fosse um defeito de “software”, que analisa de forma errada a informação. Exemplos desse caso são as cefaleias de tensão e a enxaqueca.

As cefaleias primárias podem evoluir com piora da frequência e da intensidade das crises, transformando-se em uma cefaleia crônica diária – essa mudança é decorrente de diversos fatores, um deles, bastante frequente, é o uso excessivo de analgésicos orais por automedicação. De 3 a 5% da população mundial adulta sofre de cefaleia crônica diária, tendo dificuldades no trabalho, na vida pessoal, emocional e social por ter de convier diariamente com a dor. É importante ressaltar que, independente da gravidade e intensidade da dor, existem tratamentos disponíveis para amenizar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

Neuropatias cranianas dolorosas, outras dores faciais e outras cefaleias são parte do grupo de cefaleias primárias e engloba a neuralgia do trigêmeo, uma dor aguda ou semelhante a um choque elétrico em partes do rosto. Outros nervos cranianos também podem ser acometidos.

dor cabeça mulher

Cefaleia secundária: é quando a cefaleia é sintoma de outra doença, como sinusite, gripes, tumores cerebrais, aneurismas e meningite. A avaliação de um médico é importante para recomendar exames que possam confirmar ou descartar um ou outro diagnóstico, que terá um tratamento específico.

Os sinais que frequentemente indicam uma cefaleia decorrente de outra doença são: febre, início súbito de dores muito fortes, além de outros sintomas no corpo. O paciente já convive com alguma dor e, ao longo do tempo, ela piora progressivamente, ficando mais forte, frequente e resistente aos medicamentos.

Além disso, a mudança do padrão da dor, ou seja, do jeito como o paciente a sente, e as dores que ocorrem durante a prática de atividades físicas são sinais de alarme para dores decorrentes de outras doenças. Cefaleias novas, que aparecem após os 50 anos, merecem uma avaliação especial.

Tratamento

Segundo o neurologista, para cada tipo de cefaleia há um tratamento específico, que contempla desde terapias não-farmacológicas (mudança de hábitos e vícios, fisioterapia e psicoterapias, técnicas de relaxamento e acupuntura) a terapias farmacológicas (analgésicos, antidepressivos, anti-hipertensivos e anticonvulsivantes, ou medicações injetáveis, como a toxina botulínica em casos específicos, como os de enxaqueca crônica). Já o tratamento das cefaleias secundárias é direcionado à sua causa e pode envolver cirurgias, antibióticos e anticoagulantes.

Alguns tipos de cefaleia são mais comuns em mulheres, influenciadas pelas oscilações hormonais do ciclo menstrual. A principal delas é a enxaqueca, três vezes mais comum entre elas do que em homens. Após a menopausa, quando não há mais uma oscilação hormonal tão grande, a proporção em mulheres e homens tende a se igualar. Já nos homens, são mais comuns as cefaleias em salvas, uma das mais intensas dores descritas na medicina. Trata-se de um tipo de dor que é localizada somente em uma parte da cabeça.

A toxina botulínica, aquela mesma usada para tratamentos estéticos, tem sido aplicada para controle das crises de enxaquecas. Em cada sessão, a substância pode ser injetada em até 39 pontos da cabeça e do pescoço, com intervalos de aproximadamente 12 semanas, controlando bem os sintomas. A terapia é indicada para os casos de enxaqueca crônica.

Uma novidade, anunciada nos Estados Unidos, são os novos medicamentos injetáveis: um anticorpo (anti–CGRP) a ser aplicado na veia que também pode controlar crises de enxaqueca e, se usado regularmente, preveni-las. O tratamento ainda não chegou ao Brasil.

Prevenção

O médico afirma que diversos fatores podem desencadear uma crise, entre eles, aspectos emocionais, estresse, variações bruscas de temperatura e umidade do ar, fatores hormonais e alimentação.

“A ideia de normalidade atribuída à cefaleia é perigosa, atrasa o diagnóstico e o tratamento adequado, podendo ainda levar à automedicação, grave problema cultural em nosso país, mas também não significa que toda e qualquer mínima dor de cabeça signifique uma doença ou algo grave. Escute seu corpo. Se algo te incomoda, busque orientação e ajuda especializada de um neurologista de confiança. A dor é o meio de que seu corpo tem de chamar sua atenção de que algo não vai bem, mas não é sinal, necessariamente, de uma doença orgânica, pode ser, por exemplo, apenas um hábito de vida ruim”, ressalta Bossoni.

Veja abaixo algumas dicas do neurologista:

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– Dor de cabeça também pode ser fome. Ficar muito tempo em jejum pode levar à queda de açúcar no sangue (hipoglicemia), que é um dos principais desencadeadores da enxaqueca, e à abstinência de outras substâncias, como a cafeína, que também pode desencadear a cefaleia. O consumo de alimentos que liberam açúcar podem também causar dores muito rapidamente.

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– Problemas oftalmológicos, como hipermetropia, miopia e astigmatismo, podem causar dor de cabeça. Nesses casos, o paciente relata acordar bem, mas durante ou no final do dia começam as dores. A este tipo de queixa damos o nome de astenopia. Uveítes (doenças inflamatória nos olhos) e glaucoma agudo também podem provocar essas dores de cabeça.

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– Durante uma crise sempre tenha o medicamento indicado pelo médico por perto. Em caso de dor intensa, procure um local fresco e escuro para recostar. Beba muita água, coma moderadamente e mantenha-se em repouso. Colocar gelo sobre as áreas doloridas também pode minimizar a dor.

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– A herança genética tem sua contribuição no desenvolvimento da cefaleia, mas observa-se que os hábitos de vida do paciente também influenciam muito. Um indivíduo que come mal, fuma, bebe, não faz exercícios físicos regularmente e não tem um sono reparador terá uma maior chance de desenvolver ou agravar uma cefaleia preexistente.

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– A cafeína potencializa os efeitos de outros analgésicos e tem sido usada no auxilio do tratamento da cefaleia, principalmente na enxaqueca e na cefaleia do tipo tensional, inclusive em casos de abstinência da bebida. Porém, o uso abusivo ou em indivíduos sensíveis a esta substância pode precipitar alguns tipos de cefaleia, principalmente a chamada cefaleia em salvas que, como foi falado anteriormente, é a mais intensa de todas.

Fonte: Hospital Santa Paula

 

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Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento à Fibromialgia

Os desafios de diagnosticar e tratar a doença que é ligada ao estresse e depressão e afeta principalmente mulheres

Dores musculares fortes em diferentes regiões do corpo, de forma crônica, podem ser um indício de uma doença que atinge principalmente mulheres entre os 35 e 44 anos – que chegam a representar 90% dos pacientes em tratamento para a Fibromialgia. A enfermidade é uma das doenças mais frequentes e acomete 2,5% da população brasileira. Este sábado, 12 de maio, é o Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento à Fibromialgia.

Quem sofre de Fibromialgia vive não só o incômodo das dores, mas o desconhecimento da origem e causa dos sintomas, já que a doença não é diagnosticada por exames laboratoriais, apenas pela identificação das queixas e dos pontos dolorosos. Algumas das características que indicam o mal são a fadiga, rigidez muscular, dor após esforço físico e anormalidades do sono – além de sintomas depressivos, ansiedade, deficiência de memória, desatenção e cefaleia.

Por englobar uma série de sintomas em diferentes partes do corpo e particularmente em relação ao quadro psicológico do paciente, especialistas indicam que o tratamento aconteça por equipe multidisciplinar, formada por reumatologista, fisioterapeuta, psicólogo e nutricionista).

dores nas costas

“A conduta terapêutica varia de acordo com a necessidade de cada pessoa e permeia entre o tratamento convencional e as terapias alternativas. Aos que sofrem desta enfermidade, temos à disposição aliados de fácil acesso como: compressas quentes ou frias, banhos de imersão, automassagem, alongamentos, cataplasmas com argila e meditação entre outros”, explica a fisioterapeuta do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) Valquíria, Francielli Teixeira Luttig.

Mudanças de hábitos, escolha saudáveis e pequenos ajustes na rotina são ações que podem gerar bons resultados no tratamento da Fibromialgia, dando mais qualidade de vida aos pacientes. Seguem algumas dicas de especialistas que podem trazer melhoras:

– Faça atividade física regular;

– Escolha alimentos mais saudáveis, uma dieta rica em verduras, legumes e frutas;

– Evite carregar pesos;

– Elimine perturbadores do sono como luz, barulho, eletrônicos e uso de estimulantes antes de dormir;

– Fuja de situações que aumentem o nível de estresse;

– Considere a possibilidade de buscar ajuda psicológica.

Fonte: NASF

Descoberta de novo órgão humano amplia perspectiva de tratamentos de doenças

Hérnia de disco: ortopedista especialista em coluna explica como a descoberta pode ajudar no tratamento

Uma equipe de pesquisadores norte-americanos descobriu um novo órgão do corpo humano, o interstício. A descoberta mostrou que ele se espalha por todo o organismo como nos tecidos que revestem o aparelho digestivo, nos pulmões, nos vasos sanguíneos e nos músculos.

A pesquisa foi publicada pela revista ScientificReports e é fruto de um estudo conduzido por especialistas da Universidade de Nova York e do Centro Médico Mount Sinai Beth Israel. Os pesquisadores relacionaram o novo órgão aos princípios de ação de tratamentos como a homeopatia, a acupuntura, o shiatsu, a fisioterapia e a ozonioterapia medicinal.

Os pesquisadores mostraram que o interstício funciona como uma espécie de “rede amortecedora”. Localizado em todas as partes do corpo humano, ele teria a função de diminuir os impactos, pressões e movimentos contínuos, impedindo que os tecidos se rompam.

Outra grande descoberta dos estudiosos é que essa rede formada de colágeno e elastina, cheia de líquido, representaria mais de um quinto de todo o fluído do organismo. O contínuo movimento desse fluído pode ser a explicação, por exemplo, do porquê tumores que invadem o interstício se espalham com mais rapidez pelo corpo e evoluem de forma mais agressiva.

As células desse órgão, bem como as fibras de colágeno que as sustentam, se alteram com o passar dos anos e podem contribuir para a formação de rugas e também para o endurecimento das articulações e avanço de doenças inflamatórias ligadas a fenômenos de esclerose e fibrose.

De acordo com o ortopedista Maurício Marteleto, Chefe da Clínica Pró-Movimento em São Paulo, esse fato científico da descoberta do interstício é a principal peça do quebra-cabeças que faltava na interpretação das observações clínicas feitas por médicos chineses que utilizaram terapias consideradas alternativas como a acupuntura há pelo menos 5 mil anos, e mais modernamente por meio da homeopatia, das vacinas e da ozonioterapia, por exemplo, sem que um modelo científico de estudo pudesse ser constituído por meio de tais observações.

intersticio Jill Gregory - Mount Sinai Health System
Intersticio – Jill Gregory – Mount Sinai Health System

Segundo o médico, pacientes com hérnia de disco e outras doenças degenerativas da coluna e articulações podem se beneficiar muito com a comprovação da existência do interstício.

“O espaço discal é preenchido por proteoglicanos repletos de fluído intersticial. Se todo o fluído intersticial do organismo, como querem provar os pesquisadores, tem comunicação entre si pela matriz extracelular, no decorrer da vida e por exposição à poluentes do ar, da água, dos alimentos, dos remédios e também por causas externas e peculiares a cada pessoa, o organismo acaba sofrendo degeneração e produzindo doenças em uma ou várias dessas regiões”, explica o médico.

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Coincidentemente, os pontos de maior degeneração da matriz extracelular (propensas às sobrecargas mecânicas ou funcionais) são também os de maior acúmulo de toxinas, que se acumulam em razão da perda da capacidade de eliminação e pronta resposta do sistema imunológico. Conforme Marteleto, tais pontos devem ser adequadamente tratados a partir de uma “limpeza”, eliminando a causa da doença degenerativa. Isso explicaria porque a estimulação de determinados meridianos da acupuntura acelera a cura do paciente.

“O mesmo pode ser dito da homeopatia, cujo princípio da similaridade pode acionar órgãos específicos de eliminação de toxinas. A administração do ozônio medicinal, por exemplo, teria uma função semelhante”, informa o médico. O gás ozônio combina-se com toxinas e metais pesados desativando-os ou tornando-os solúveis na forma de óxidos. Essas toxinas, por sua vez, podem ser drenadas com maior facilidade pelo fluxo do fluido intersticial para fora do organismo melhorando inflamações e quadros de dor.

Fonte: Maurício Martelletto Filho é médico ortopedista formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT. Há mais de 10 anos atua na área de cirurgia da coluna vertebral, sendo membro efetivo da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC), Sociedade Brasileira de Patologia da Coluna Vertebral (SBPCV), da Sociedade Brasileira de Cirurgia Minimamente Invasiva da Coluna Vertebral e da Sociedade Norte Americana de Coluna (NASS)

 

Dor nas costas pode estar ligada à SII?

Pessoas com síndrome do intestino irritável (SII), por vezes, relatam sintomas que parecem não estar relacionados ao problema. Um sintoma frequentemente mencionado e, aparentemente não relacionado, é a dor lombar, especialmente durante a noite.

Isso pode ser uma dor não relacionada, ou pode ser uma “dor referida”.  Dor referida  é sentida em outro lugar que não o local de origem. No caso da SII, essa dor vem do intestino. Muitas vezes, devido a constipação, gases ou inchaço.

Tratamento para dor SII

Não existe um tratamento único e definitivo para a SII ou para a dor relacionada a ela. O tratamento é diferente para todos e você deve trabalhar com seu médico para encontrar a melhor maneira de aliviar sua dor. É provável que seja necessária uma combinação de medicação e terapias complementares.

Medicamentos que aliviam a constipação e gases podem aliviar sua dor nas costas no processo. Certos probióticos também se mostraram eficazes para aliviar o inchaço e dor. Eles estão disponíveis em pós, comprimidos e em certos alimentos como iogurte.

Verifique com seu médico antes de adicionar suplementos dietéticos sem prescrição na sua rotina diária. Alguns suplementos podem piorar as coisas, enquanto outros podem interagir com outros medicamentos.

dor nas costas

Tratamentos complementares que podem ajudar a combater a dor incluem:

-Técnicas de relaxamento: respiração profunda, respiração abdominal, relaxamento muscular progressivo e exercícios de visualização podem ajudar a reduzir o estresse e a fadiga e melhorar seu humor.
-Terapia cognitivo-comportamental: alguns estudos mostram que isso pode ajudar a mudar o humor e os hábitos negativos. Pode reduzir o estresse e aliviar os sintomas físicos também.
-Acupuntura: pode ser usada para relaxar espasmos musculares, o que pode aliviar sua dor nas costas.
-Meditação, massagem e hipnoterapia: qualquer uma dessas práticas pode ajudar a relaxar os músculos e reduzir a dor.
-Exercício regular: opções como Tai Chi e yoga podem ajudar.

Dor nas costas e sono

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A dor lombar pode ser especialmente problemática quando você está tentando dormir. Você pode melhorar suas chances de conseguir uma boa noite de sono criando uma rotina.

Siga estas dicas para começar:

=Consiga um tempo de relaxamento antes de ir para a cama. Não vá para a cama direto, após alguma atividade.
=Evite comer alimentos pesados ou beber cafeína por pelo menos quatro horas antes da hora que planeja ir para a cama.
=Vá para a cama mais ou menos na mesma hora todas as noites e levante-se na mesma hora todas as manhãs.
=Use sua cama apenas para duas coisas: sono e sexo. Isso significa não trabalhar, comer ou assistir televisão.
=Faça um pouco de exercício todos os dias.

Para ter uma rotina de sono, você pode treinar seu corpo para ser mais receptivo ao sono.

Se mesmo assim sua dor nas costas continuar mantendo você acordado, apesar de seus melhores esforços, fale com seu médico sobre medicamentos e outros tratamentos que podem ajudar.

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Se você tiver dores nas costas junto com a síndrome do intestino irritável, não pressuponha que elas estão relacionadas. Marque uma consulta para avaliar sua dor nas costas pelo seu médico. Você precisa saber exatamente com o que está lidando e quais opções de tratamento estão disponíveis.

Fonte:HealthLine

Síndrome do intestino irritável: quando procurar o médico

Seu médico disse que você tem síndrome do intestino irritável e você está aprendendo a viver com o problema. Você acha que ela está sob controle quando vem um novo sintoma, ou os que você achou que tinham ido embora voltam. Você deve fazer uma consulta médica ou esperar?

Se você não tem certeza é sempre melhor verificar. Sempre que você tiver um sintoma de síndrome do intestino irritável que dura muito tempo ou se surgir um novo sintoma, consulte o seu médico.

Se você costuma tomar medicamentos sem receita médica, mas agora eles não aliviam problemas como diarreia, gases ou cólicas, você também precisa consultar um médico.

Sintomas comuns e os de “bandeira vermelha”

A síndrome do intestino irritável (SII) é uma condição crônica – o que significa um longo prazo com sintomas que vão e vem. Geralmente, a SII não leva a doenças mais graves, mas há “bandeiras vermelhas” a serem procuradas. Elas são sinais que podem significar que algo mais grave está acontecendo.

Os sintomas mais comuns incluem diarreia, constipação, gases, inchaço e cãibras. Esses são problemas que qualquer um pode ter, mas sempre que sua dor for pior do que o habitual, ou surgir uma nova dor em uma parte diferente do seu corpo, você deve consultar um médico.

dor de barriga mulher

O que observar

Um sintoma de bandeira vermelha é aquele que normalmente não é visto como sendo da síndrome do intestino irritável. Se você tiver um ou mais deles, você precisará ter testes para descobrir o porquê. Esses incluem:

Sangramento retal: poderia ser apenas um efeito colateral da constipação da síndrome do intestino irritável, causada por uma fissura no ânus. O sangramento também pode ser causado por hemorroida. Mas se você tem uma grande quantidade de sangue em suas fezes, ou se o sangramento simplesmente não vai embora, você deve obter atendimento médico o mais rápido possível.

Perda de peso: se você achar que está perdendo peso sem motivo, é hora de checar o que está havendo.

Febre, vômitos e anemia: se você tem um ou mais desses sintomas, ou acha que tem, deve ligar para o seu médico.

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Qualquer um desses problemas poderia apontar para outra condição mais séria. Seu médico pode ajudá-lo a descobrir o que está acontecendo.

Mesmo que você não pense que o problema é fisicamente parte da SII, mas isso o incomoda, informe o seu médico. Por exemplo, se você está estressado ou ansioso sobre isso, ou se você está perdendo o sono por causa desses problemas, informe seu médico.

Referência Médica WebMD Avaliado por William Blahd

 

Não confunda Síndrome do Intestino Irritável com Doença Inflamatória Intestinal

Quando se trata do mundo das doenças gastrointestinais, você pode ouvir muitas siglas, como SII e DII. Doença inflamatória intestinal (DII) é um termo amplo que se refere ao inchaço crônico (inflamação) dos intestinos. Muitas vezes, é confundida com a condição não inflamatória conhecida como síndrome do intestino irritável (SII). Embora os dois distúrbios compartilhem nomes semelhantes e alguns dos mesmos sintomas, eles apresentam diferenças distintas. Saiba as principais lendo este texto. E certifique-se de discutir suas preocupações com um gastroenterologista.

Prevalência

SII é extremamente comum. Na verdade, a Fundação Internacional para Transtornos Gastrointestinais Funcionais estima que ela afete até 15% da população em todo o mundo. De acordo com o Cedars-Sinai (EUA), cerca de 25% dos americanos reclamam dos sintomas da síndrome. Essa é também a razão mais comum pela qual os pacientes buscam um gastroenterologista.

SII é uma condição distintamente diferente da DII. Ainda assim, uma pessoa que tenha sido diagnosticada com DII pode apresentar sintomas semelhantes à SII. Também é importante saber que você pode ter ambas as condições ao mesmo tempo, já que as duas são consideradas condições crônicas (em curso). 

Características principais

Alguns tipos de DII incluem:

-Doença de Crohn
-colite ulcerativa
-colite indeterminada

Ao contrário da DII, a SII não está classificada como uma doença verdadeira. Em vez disso, é conhecida como um “transtorno funcional”. Isso significa que os sintomas não têm uma causa identificável. Outros exemplos de distúrbios funcionais incluem dores de cabeça de tensão e síndrome de fadiga crônica (SFC).

Contrariamente à crença popular, a síndrome não é uma condição psicológica. SII tem sintomas físicos, mas não há uma causa conhecida. Às vezes, os sintomas são chamados de colite mucosa ou colite espástica, mas esses nomes são tecnicamente incorretos. A colite é uma inflamação do cólon, enquanto a SII não causa inflamação.

Pessoas com SII não apresentam sinais clínicos de uma doença e muitas vezes têm resultados de testes normais. Embora ambas as condições possam ocorrer em qualquer pessoa de qualquer idade, a SII surge em mais de uma pessoa da família.

Sintomas

homem dor estomago barriga

A SII é caracterizada por uma combinação de:

dor abdominal
cólica
prisão de ventre
diarreia

DII pode causar os mesmos sintomas, bem como:

inflamação ocular
fadiga extrema
cicatriz intestinal
dor nas articulações
desnutrição
sangramento retal
perda de peso

Ambas podem causar evacuações urgentes.

Os pacientes com a síndrome podem experimentar uma sensação de evacuação incompleta também. A dor pode ser experimentada em todo o abdômen. A maioria das vezes se manifesta no lado inferior direito ou inferior esquerdo. Algumas pessoas também experimentam dor abdominal do lado direito superior sem outros sintomas.

A SII difere na quantidade de fezes produzidas. Elas podem ser soltas, mas o volume realmente estará dentro dos limites normais. (A diarreia é definida por volume, não necessariamente por consistência.)

Os sofredores da SII com constipação normalmente têm tempos normais de trânsito colônico – a quantidade de tempo que leva para que as fezes viajem do cólon para o reto – também. Dependendo do sintoma principal, os pacientes são classificados como predominantes em constipação, predominantes em diarreia ou predominantes em dor.

O papel do estresse

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Uma vez que a inflamação da DII está ausente em pessoas com SII, é difícil para os pesquisadores entenderem as causas precisas da última condição. Uma diferença notável é que a SII é quase sempre exacerbada pelo estresse. Técnicas de redução de estresse podem ajudar. Considere tentar:

-meditação
-exercício regular
-terapia de conversa
-ioga

Já a DII pode ser deflagrada em situações de baixo e alto estresse.

De acordo com o médico Fred Saibil, autor do livro “Crohn’s Disease and Ulcerative Colitis”* (Doença de Crohn e Colite Ulcerativa em tradução livre), muitas pessoas não sentem que possam discutir SII por causa de estigmas sociais: “Você não ouve muita gente falar sobre seus ‘vômitos de tensão’ ou ‘diarreia por tensão’ou ‘dores de tensão’, mesmo que sejam tão comuns quanto”.

Saibil também observa que ainda há alguma confusão sobre a DII porque os médicos já acreditavam que a condição era causada pelo estresse. Não há provas de que esse seja o caso. No entanto, os pacientes não devem, de modo algum, sentir que eles provocaram a condição em si mesmos.

Tratamentos

A SII pode ser tratada com certos medicamentos, como antiespasmódicos intestinais, como a hiosciamina (Levsin) ou a diciclomina (Bentyl). Alterações na dieta e no estilo de vida parecem ajudar mais. Pessoas com SII devem evitar agravar sua condição com alimentos fritos e gordurosos e bebidas com cafeína.

Já o tratamento da DII depende da forma diagnosticada. O principal objetivo é tratar e prevenir a inflamação. Ao longo do tempo, isso pode danificar os intestinos.

Quais remédios naturais ajudarão a aliviar os sintomas da SII e da DII?**

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Existem vários remédios naturais e mudanças de estilo de vida que podem melhorar os sintomas da SII, como aumentar lentamente a fibra em sua dieta, beber muitos líquidos, evitar alimentos que pioram os sintomas, como chocolate, produtos lácteos e adoçantes artificiais, álcool, cafeína e itens picantes. Exercitar-se regularmente, comer em horários regulares e ter cuidado com laxantes e medicamentos antidiarreicos.

As recomendações diferem um pouco para os pacientes com DII. Se você tem esta doença, talvez seja necessário evitar produtos lácteos, álcool, cafeína e alimentos picantes e também é necessário limitar a ingestão de fibras e evitar alimentos gordurosos. Ainda é importante beber bastante líquido. Você também deve comer refeições menores e considerar tomar um multivitamínico. Finalmente, deve evitar fumar e reduzir seu nível de estresse com técnicas como exercício, biofeedback ou técnicas de relaxamento e respiração regulares.

Dr. Graham Rogers
**As respostas representam as opiniões de nossos especialistas médicos. Todo o conteúdo é estritamente informativo e não deve ser considerado um conselho médico.

Panorama

DII e SII aparentam compartilhar sintomas semelhantes, mas essas são duas condições diferentes com requisitos de tratamento muito diferentes. Com a DII, o objetivo é reduzir a inflamação que causa os sintomas. Já a SII, por outro lado, pode não ser tratável com medicamentos porque não há uma causa identificável. Um gastroenterologista pode ajudar a determinar sua condição específica e oferecer o melhor plano de tratamento e recursos para ajudá-lo a gerenciar os sintomas.

 *Livro não publicado no Brasil

Fonte: HealthLine

 

SII, enxaquecas e cefaleia de tensão podem estar geneticamente ligadas?

Por Honor Whiteman

Uma pesquisa, apresentada na 68ª Reunião Anual da Academia Americana de Neurologia em Vancouver, no Canadá, em 2016, descobriu que pode haver uma associação genética entre enxaquecas, cefaleia tipo tensão e síndrome do intestino irritável.

A síndrome do intestino irritável (SII) é uma desordem do sistema digestivo, caracterizada por dor abdominal, desconforto e alterações nos padrões de movimentos intestinais. Estima-se que cerca de 25 a 45 milhões de pessoas nos EUA tenham SII, sendo mais comum entre as mulheres que em homens.

A causa exata da SII não está clara, embora os pesquisadores sugiram que a condição pode surgir como resultado de mudanças na forma como o intestino, o cérebro e o sistema nervoso se comunicam.

Além disso, pesquisas anteriores mostraram que pessoas com a síndrome e outros distúrbios gastrointestinais muitas vezes têm mais dores de cabeça ou enxaquecas do que aqueles sem tais distúrbios. As condições podem estar vinculadas? É o que estudou a co-autora, Derya Uluduz, da Universidade de Istambul na Turquia, e seus colegas para estabelecer o resultado.

Genes da SII e dos grupos de dor de cabeça diferiram dos das pessoas saudáveis

Para atingir a descoberta, os pesquisadores inscreveram 107 pacientes com enxaqueca episódica, 53 pacientes com cefaleia de tensão episódica, 107 pacientes com SII e 53 controles saudáveis.

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Fatos rápidos sobre SII

-Em todo o mundo, entre 9% a 23% das pessoas têm SII;
-A maioria das pessoas que tem SII tem menos de 50 anos, embora a condição também possa afetar adultos mais velhos;
-Cerca de 2 em 3 pessoas com ISS são mulheres.

A equipe avaliou os pacientes com SII para qualquer incidência de enxaqueca e cefaleia de tensão, enquanto a incidência de SII foi avaliada em pacientes com enxaqueca ou cefaleia de tensão.

Em comparação com os pacientes que tinham cefaleia de tensão, aqueles com enxaqueca eram quase duas vezes mais propensos a ter SII; 54,2% dos pacientes com enxaqueca também apresentaram SII, em comparação com 28,3% das pessoas com cefaleia de tensão.

Entre os pacientes com SII, 35,5% também tinham enxaqueca e 22,4% também tinham cefaleia de tensão

Em seguida, os pesquisadores analisaram a presença do gene transportador da serotonina e do gene do receptor 2A de serotonina entre todos os grupos de pacientes e controles saudáveis.

“Nos pacientes com constipação da SII, a secreção de serotonina no plasma estava diminuída”, explicaram os autores. “Há defeito na sinalização de serotonina na SII e diminuição na serotonina mucosa e reatividade imune do transportador de serotonina”.

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A equipe descobriu que pacientes com SII, enxaqueca ou cefaleia de tensão tinham pelo menos um gene diferente dos pacientes saudáveis, sugerindo que as três condições podem compartilhar uma ligação genética.

Comentando suas descobertas, a médica afirmou: “Uma vez que a dor de cabeça e a síndrome do intestino irritável são condições tão comuns e as causas para ambas são desconhecidas, descobrir uma possível ligação que pode lançar luz sobre a genética compartilhada dessas condições é encorajador. Mais estudos são necessários para explorar este possível elo. A descoberta de genes compartilhados pode levar a futuras estratégias de tratamento para essas condições crônicas”.

Fonte: MedicalNewsToday

Pesquisa aponta que mau humor pode vir dos pés

Um levantamento feito com 3.316 brasileiros mostrou a forte conexão do mau humor com o aumento das dores nos pés, ou seja, quanto mais desconfortos ou incômodos a pessoa tiver, mais mal-humorada ela pode ficar.

“Sem quaisquer dores, os pés não influenciam no humor. Mas a medida que a dor aumenta para níveis intensos, percebemos que as pessoas têm o seu temperamento alterado” afirma o fisioterapeuta Mateus Martinez, coautor da pesquisa.

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“Humor é estado de espírito. Muitas vezes dizemos que alguém está de ‘bom’ ou de ‘mau’ humor. Agora sabemos que quem está ‘de mau humor’ provavelmente tem dores nos pés!” afirma com bom humor Thomas Case, fundador da Pés Sem Dor e coautor da pesquisa.

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Entre os entrevistados, apenas 9.4% não têm nenhuma dor. Para 18.8% da população com dores intensas, há uma forte influência dessas dores em seu temperamento. Foi constatado ainda que as mulheres têm mais dores nos pés que os homens.

“Essa discrepância de dores intensas entre as mulheres é devido ao uso de calçados apertados ou de bico fino. Por fim, podemos afirmar que para quase 1/5 da população, o ‘mau humor’ vem da base do corpo” conclui o especialista Martinez.

mulher dor pé

“Saúde e qualidade de vida: a relação com os pés, tornozelos e joelhos” foi finalizada em novembro de 2017 e traz ainda dados sobre doenças crônicas e características dos pés, tornozelos e joelhos dos brasileiros.

A pesquisa foi desenvolvida pela Pés Sem Dor e pode ser lida na íntegra clicando aqui.

Informações, dicas de prevenção ou alívio de dores estão disponíveis no site da Pés Sem Dor. 

Enxaqueca no verão: cuidados

Estudo publicado em 2009 estimou que 15,2% dos brasileiros sofrem com enxaqueca. Cerca de 40% da população foi diagnosticada com prováveis sintomas. Portanto, estima-se que metade dos habitantes do País possam ser vítimas do mal.

“A enxaqueca é uma cefaleia (dor de cabeça) primária, aquela que não é causada por outra doença. O diagnóstico é clínico e se caracteriza por uma dor que se localiza em um dos lados da cabeça. Tem duração entre quatro e 72 horas, quando não tratada; pode ser do tipo pulsátil (latejante), de forte intensidade e piora com o esforço ou com a movimentação da cabeça. As crises são, frequentemente, associadas a enjoo, às vezes, a vômitos, intolerância à claridade e ao barulho; e o exame neurológico deve ter resultado normal”, esclarece o neurologista Marcelo Ciciarelli, membro titular da ABN (Associação Brasileira de Neurologia), especialista em cefaleias e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cefaleia.

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A despeito de não haver consenso sobre o aumento das crises de enxaqueca no verão, “é evidente que exposição à luz durante esse período do ano é muito maior e o estímulo pode funcionar como um gatilho para as crises. Um estudo mostrou que pacientes com enxaqueca com aura têm mais crises e mais fotofobia (intolerância à claridade) nessa época”.

Enxaqueca com aura caracteriza-se por fenômenos sensoriais, ou seja, envolve os sentidos como a visão, e também os fenômenos motores, aqueles que influenciam no movimento muscular. Esses fenômenos são temporários e duram entre 5 e 60 minutos. É um tipo de enxaqueca que acomete cerca de 10 a 15% dos pacientes e tem duas fases distintas: a de aura (chamada aura de enxaqueca) e a dor de cabeça propriamente dita.

Portanto, para evitar que as crises se tornem mais frequentes, é aconselhável diminuir o tempo de exposição ao sol e, se isso não for possível, utilizar óculos escuros para minimizar o estímulo luminoso. Outra dica do neurologista é beber bastante água.

“Independentemente da estação do ano, o paciente deve procurar o médico no caso de novas dores de cabeça, ou que iniciaram após um traumatismo craniano ou um esforço físico. O especialista também deve ser procurado nos episódios de dores de cabeça associadas a sinais de infecção, a paralisias, sonolência e confusão mental. Já no caso de dores crônicas, o profissional de saúde deve ser consultado quando elas ocorrem três ou mais vezes ao mês, por um período maior do que três meses”, ressalta Ciciarelli.

Como em outras enfermidades, a automedicação tem de ser sempre evitada: “Devemos lembrar que as dores de cabeça podem ser sintoma de outro problema, alguns potencialmente graves como os tumores, as hemorragias cerebrais, as sinusites e nesses casos os analgésicos podem mascarar tais enfermidades”.

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Ciciarelli também destaca que a automedicação pode levar a um uso indiscriminado de analgésicos, o que, dependendo da quantidade, pode promover aumento da frequência e da intensidade da dor e provocar uma dor que é chamada de cefaleia por uso excessivo de medicação.

Fonte: Associação Brasileira de Neurologia

 

Saiba como iniciar 2018 com menos dores e mais saúde – por Fábio Akiyama*

Com a chegada de 2018 estamos atravessando uma nova passagem, idealizando as nossas metas e desejos para uma nova fase. Aplicamos “ter saúde” como uma das maiores pretensões, mas o que fazemos para evoluir esse quadro efetivamente? Temos sempre que lembrar que quanto antes iniciarmos o cuidado com a nossa saúde menos vamos ter que gastar tempo com nossas doenças.

Neste ano que chega, fazer exercícios físicos, meditação e outras atividades podem ajudar a diminuir a presença da dor no cotidiano. A dor é, de maneira geral, algo que nos compromete, tira a concentração e a capacidade de realizar nossas atividades diárias, de viajar, de caminhar e conhecer lugares novos. Acaba limitando nosso lazer e restringindo nossos prazeres. Lembre-se que somos seres biopsicossociais e diversos fatores podem nos ocasionar dores, ansiedades e doenças.

Podemos ter todas as capacidades do nosso corpo em perfeito estado de funcionamento e ainda assim não estar completamente saudável. Estar em um estado assintomático não significa ter saúde. O intestino preso, noites mal-dormidas ou sem sono reparador, sedentarismo e desequilibro hormonal parecem coisas normais e corriqueiras em um mundo tão rápido como o nosso, mas será que temos saúde ou apenas não temos sintomas?

Devemos aproveitar este momento para adquirir hábitos melhores. O verão é a estação ideal para começar a mudar maus hábitos que temos no restante do tempo. Desfrute dessa época para praticar esportes ao ar livre, ter contato com a natureza e consequentemente diminuir o estresse. Além disso, o calor ajuda as pessoas a modificar os comportamentos alimentares, inserindo mais comidas frias e frescas como verduras, saladas e peixes nas refeições e reduzindo a ingestão de carboidratos e gorduras.

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Foto: Shutterstock

Tratamentos alternativos também podem colaborar para uma vida mais tranquila. A microfisioterapia é uma delas, sendo uma técnica que ajuda a regular os tecidos do corpo e deixa-lo em equilíbrio, funciona quase como uma reconfiguração do seu próprio setup, nos livrando de vícios do corpo.

Claro, milagres não existem e não podemos buscar soluções incabíveis se não nos propormos a mudar o estilo de vida, no entanto a microfisioterapia pode sim funcionar como um método preventivo para dores e desequilíbrios que nós não percebemos no nosso dia-a-dia, e que futuramente podem se tornar sintomas.

Sempre recomendo uma mudança global. Atividades físicas, alimentação e diminuição do estresse são elementos que fazem parte do nosso ambiente e podem nos ajudar ou prejudicar em termos de manter ou não uma vida saudável.

*Fábio Akiyama atua na área da saúde desde 2009. É fisioterapeuta e trabalha com a microfisioterapia, terapia que estimula a autocura por meio do toque, ou seja, faz com que o corpo reconheça seu agressor e inicie o processo de reprogramação celular. É pós-graduando em técnicas osteopáticas e terapia manual, além da formação em osteopatia visceral, posturologia clinica e equilíbrio neuromuscular. Possui curso na área de tratamento da articulação temporomandibular (ATM) e introdução ao Método Rosen. Em 2014, realizou um curso de especialização em prevenção e tratamento de lesões de membros inferiores e análise biomecânica de corrida, pela The Running Clinic no Canadá. Atua desde 2012 também como instrutor de Pilates e treinamento funcional. Em 2015, foi monitor no Instituto Salgado de Saúde Integral no módulo avançado do curso de formação em microfisioterapia.