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Enxaqueca no verão: cuidados

Estudo publicado em 2009 estimou que 15,2% dos brasileiros sofrem com enxaqueca. Cerca de 40% da população foi diagnosticada com prováveis sintomas. Portanto, estima-se que metade dos habitantes do País possam ser vítimas do mal.

“A enxaqueca é uma cefaleia (dor de cabeça) primária, aquela que não é causada por outra doença. O diagnóstico é clínico e se caracteriza por uma dor que se localiza em um dos lados da cabeça. Tem duração entre quatro e 72 horas, quando não tratada; pode ser do tipo pulsátil (latejante), de forte intensidade e piora com o esforço ou com a movimentação da cabeça. As crises são, frequentemente, associadas a enjoo, às vezes, a vômitos, intolerância à claridade e ao barulho; e o exame neurológico deve ter resultado normal”, esclarece o neurologista Marcelo Ciciarelli, membro titular da ABN (Associação Brasileira de Neurologia), especialista em cefaleias e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cefaleia.

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A despeito de não haver consenso sobre o aumento das crises de enxaqueca no verão, “é evidente que exposição à luz durante esse período do ano é muito maior e o estímulo pode funcionar como um gatilho para as crises. Um estudo mostrou que pacientes com enxaqueca com aura têm mais crises e mais fotofobia (intolerância à claridade) nessa época”.

Enxaqueca com aura caracteriza-se por fenômenos sensoriais, ou seja, envolve os sentidos como a visão, e também os fenômenos motores, aqueles que influenciam no movimento muscular. Esses fenômenos são temporários e duram entre 5 e 60 minutos. É um tipo de enxaqueca que acomete cerca de 10 a 15% dos pacientes e tem duas fases distintas: a de aura (chamada aura de enxaqueca) e a dor de cabeça propriamente dita.

Portanto, para evitar que as crises se tornem mais frequentes, é aconselhável diminuir o tempo de exposição ao sol e, se isso não for possível, utilizar óculos escuros para minimizar o estímulo luminoso. Outra dica do neurologista é beber bastante água.

“Independentemente da estação do ano, o paciente deve procurar o médico no caso de novas dores de cabeça, ou que iniciaram após um traumatismo craniano ou um esforço físico. O especialista também deve ser procurado nos episódios de dores de cabeça associadas a sinais de infecção, a paralisias, sonolência e confusão mental. Já no caso de dores crônicas, o profissional de saúde deve ser consultado quando elas ocorrem três ou mais vezes ao mês, por um período maior do que três meses”, ressalta Ciciarelli.

Como em outras enfermidades, a automedicação tem de ser sempre evitada: “Devemos lembrar que as dores de cabeça podem ser sintoma de outro problema, alguns potencialmente graves como os tumores, as hemorragias cerebrais, as sinusites e nesses casos os analgésicos podem mascarar tais enfermidades”.

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Ciciarelli também destaca que a automedicação pode levar a um uso indiscriminado de analgésicos, o que, dependendo da quantidade, pode promover aumento da frequência e da intensidade da dor e provocar uma dor que é chamada de cefaleia por uso excessivo de medicação.

Fonte: Associação Brasileira de Neurologia

 

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Saiba como iniciar 2018 com menos dores e mais saúde – por Fábio Akiyama*

Com a chegada de 2018 estamos atravessando uma nova passagem, idealizando as nossas metas e desejos para uma nova fase. Aplicamos “ter saúde” como uma das maiores pretensões, mas o que fazemos para evoluir esse quadro efetivamente? Temos sempre que lembrar que quanto antes iniciarmos o cuidado com a nossa saúde menos vamos ter que gastar tempo com nossas doenças.

Neste ano que chega, fazer exercícios físicos, meditação e outras atividades podem ajudar a diminuir a presença da dor no cotidiano. A dor é, de maneira geral, algo que nos compromete, tira a concentração e a capacidade de realizar nossas atividades diárias, de viajar, de caminhar e conhecer lugares novos. Acaba limitando nosso lazer e restringindo nossos prazeres. Lembre-se que somos seres biopsicossociais e diversos fatores podem nos ocasionar dores, ansiedades e doenças.

Podemos ter todas as capacidades do nosso corpo em perfeito estado de funcionamento e ainda assim não estar completamente saudável. Estar em um estado assintomático não significa ter saúde. O intestino preso, noites mal-dormidas ou sem sono reparador, sedentarismo e desequilibro hormonal parecem coisas normais e corriqueiras em um mundo tão rápido como o nosso, mas será que temos saúde ou apenas não temos sintomas?

Devemos aproveitar este momento para adquirir hábitos melhores. O verão é a estação ideal para começar a mudar maus hábitos que temos no restante do tempo. Desfrute dessa época para praticar esportes ao ar livre, ter contato com a natureza e consequentemente diminuir o estresse. Além disso, o calor ajuda as pessoas a modificar os comportamentos alimentares, inserindo mais comidas frias e frescas como verduras, saladas e peixes nas refeições e reduzindo a ingestão de carboidratos e gorduras.

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Foto: Shutterstock

Tratamentos alternativos também podem colaborar para uma vida mais tranquila. A microfisioterapia é uma delas, sendo uma técnica que ajuda a regular os tecidos do corpo e deixa-lo em equilíbrio, funciona quase como uma reconfiguração do seu próprio setup, nos livrando de vícios do corpo.

Claro, milagres não existem e não podemos buscar soluções incabíveis se não nos propormos a mudar o estilo de vida, no entanto a microfisioterapia pode sim funcionar como um método preventivo para dores e desequilíbrios que nós não percebemos no nosso dia-a-dia, e que futuramente podem se tornar sintomas.

Sempre recomendo uma mudança global. Atividades físicas, alimentação e diminuição do estresse são elementos que fazem parte do nosso ambiente e podem nos ajudar ou prejudicar em termos de manter ou não uma vida saudável.

*Fábio Akiyama atua na área da saúde desde 2009. É fisioterapeuta e trabalha com a microfisioterapia, terapia que estimula a autocura por meio do toque, ou seja, faz com que o corpo reconheça seu agressor e inicie o processo de reprogramação celular. É pós-graduando em técnicas osteopáticas e terapia manual, além da formação em osteopatia visceral, posturologia clinica e equilíbrio neuromuscular. Possui curso na área de tratamento da articulação temporomandibular (ATM) e introdução ao Método Rosen. Em 2014, realizou um curso de especialização em prevenção e tratamento de lesões de membros inferiores e análise biomecânica de corrida, pela The Running Clinic no Canadá. Atua desde 2012 também como instrutor de Pilates e treinamento funcional. Em 2015, foi monitor no Instituto Salgado de Saúde Integral no módulo avançado do curso de formação em microfisioterapia.

Estudo mostra que homens desejam viver mais que mulheres

Desejo por viver muda de acordo com hábitos e saúde; dores prejudicam o comportamento social e reduzem a ambição por longevidade

Uma pesquisa realizada entre setembro e outubro de 2017 revelou que os homens desejam viver mais que as mulheres. Intitulada “Saúde e qualidade de vida: a relação com os pés, tornozelos e joelhos”, a consulta mostra ao longo de suas 64 páginas que o desejo por longevidade muda também de acordo com os hábitos, a saúde e a própria idade.

O levantamento mostra que o homem brasileiro deseja viver em média 90 anos e 10 meses. Já a mulher, afirma querer viver 88 anos e 7 meses. Somente 24% dos homens e 16% das mulheres desejam viver por mais de 100 anos.

“Por meio de um método chamado regressão múltipla, conseguimos concluir a estreita relação de bons hábitos com a longevidade” afirma o octagenário Thomas Case, um dos autores do estudo, que lista os resultados mais alarmantes:

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Banco de imagens/Google

1. Fumantes apresentam um desejo por longevidade quase 5 anos menor que os não fumantes. Na amostra, 8,9% dos homens e 7,4% das mulheres fumam.

2. Os que consomem bebidas alcoólicas não querem viver tanto quanto aqueles que não bebem. Para cada dia da semana que a pessoa tem o hábito de beber, o desejo de vida diminui em 4 meses.

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Foto: Shutterstock

3. Pessoas que fazem exercícios aeróbicos todos os dias querem viver 4 anos mais que os que não fazem essas atividades.

4. Pessoas que consideram sua saúde excelente desejam viver 40 anos mais do que aquelas com saúde ruim.

5. Quanto mais velha, mais a pessoa quer viver. Cada ano de vida, aumenta o desejo de longevidade em quatro meses.

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6. Dores nos pés prejudicam a expectativa por longevidade. Os participantes da pesquisa apontaram redução em aproximadamente quatro meses para cada nível de dor a mais.

“A dor nos pés prejudica a saúde, a atividade física e o comportamento social. Isso tudo se traduz em menos desejo por viver. O exercício físico é um grande aliado da nossa saúde e influencia positivamente no nosso próprio desejo de viver. A dor, por outro lado, prejudica a qualidade de vida e a ambição pela vida longa!” conclui Case.

O desejo de viver mais está intimamente relacionado com o que o ser humano faz no dia a dia. Comportamentos não saudáveis são traduzidos em menos expectativa por longevidade, enquanto bons hábitos refletem não só mais desejo como também em mais longevidade real.

A consulta foi realizada com 3.316 brasileiros e traz ainda dados sobre doenças crônicas e também características dos pés, tornozelos e joelhos da amostra. O estudo completo e dicas de prevenção e alívio de dores estão disponíveis ao público no site da Pés Sem Dor  e a pesquisa completa pode ser lida aqui.

Fonte: Pés Sem Dor 

 

A dor nas mulheres e nos homens

Diz o ditado popular que homem não chora. Em relação à dor, a crendice tem certa razão. Devido a uma série de fatores, o comportamento é diferente do da mulher quanto à percepção do estado doloroso.

“As dores são sentidas de maneira diferente entre os sexos. Experimentos revelaram que as mulheres têm maior capacidade de distinguir as regiões com dor, menor limiar de percepção dolorosa e menor tolerância aos estímulos da dor induzidos do que os homens. Estudos com ressonância magnética funcional demonstraram diferenças no processamento cerebral da dor. Além disso, é fato que as mulheres sejam mais comumente afetadas por dores crônicas”, explica o neurologista Rogério Adas Ayres de Oliveira, coordenador do Departamento Científico de Dor da ABN (Academia Brasileira de Neurologia).

Entre as principais causas possíveis para a predisposição feminina para a ocorrência de dor estão, segundo o neurologista, os ritmos hormonais sexuais cíclicos e grandes variações nas concentrações dos principais hormônios (estrogênio, progesterona e testosterona). Mas ele ressalta que a dor é uma experiência subjetiva e individual que recebe a influência de uma ampla gama de fatores – biológicos, psicocomportamentais, cognitivos e socioculturais – que são orquestrados pelo encéfalo.

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Foto: AdobeStock

“Por isso, a percepção da dor varia muito de pessoa para pessoa. Um determinado estímulo pode ser percebido como mais ou menos doloroso por fatores que vão desde a espessura da pele, limiares das fibras nervosas, atividade inflamatória, fatores hormonais, até atenção, padrões de pensamento e flutuações do humor, ansiedade, medo e humor depressivo, bem como contextos e expectativas sociais, experiências passadas, entre outros”, avalia o neurologista.

Mais propensas às dores crônicas, “as mulheres sofrem com as enxaquecas e as cefaleias causadas por tensão, as dores temporomandibulares, a fibromialgia (dor que ocorre nos tecidos fibroso e muscular de diferentes partes do corpo), dores crônicas da coluna cervical e lombar, as dores pélvicas, entre outras, enquanto os homens são mais vulneráveis às cefaleias em salvas (que atinge um só lado da cabeça), neuralgias pós-herpéticas (lesões na pele observada após a herpes zoster), entre outras”, relata o médico. Apesar das diferenças na percepção da dor, os tratamentos são similares para ambos os sexos.

“Foram descritos, contudo, diferenças quanto ao perfil de utilização e eficácia de analgésicos entre homens e mulheres. Condições dolorosas cíclicas como as enxaquecas peri-menstruais (antes da menstruação), as dismenorreias (menstruações mais difíceis), entre outras condições podem demandar abordagens específicas”, garante Oliveira.

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O médico afirma ainda que é muito difícil diferenciar o papel de cada
fator na experiência dolorosa. “Aspectos genéticos, ambientais, socioculturais são relevantes em proporções variadas em cada indivíduo ou população”, confirma. E além das diferenças na percepção de dor entre os sexos, há as variações entre faixas etárias, etnias e culturas.

“Isso demonstra que a combinação de fatores ambientais associada a diferenças genéticas individuais vai determinar as diferentes suscetibilidades para a ocorrência de dor crônica no decorrer da vida e grande variabilidade na expressão da experiência dolorosa”, conclui.

Fonte: ABN (Academia Brasileira de Neurologia)

 

Hoje é o Dia Mundial de Combate À Dor

Especialista relata os tipos de dor e dá algumas orientações para aumentar a qualidade de vida do paciente

A dor é uma sensação tão presente na vida de quem a sente que recebe uma data exclusiva. Lembrado em 17 de outubro, o Dia Mundial de Combate à Dor é uma data importante para a conscientização e conhecimento desse problema que, quando constante, pode virar a própria doença.

De acordo com o cardiologista e diretor médico do Hospital Santa Paula, Otavio Gebara, a dor varia em sua definição e reconhecimento de uma pessoa para outra. Ela também pode ser classificada em diferentes tipos de acordo com a intensidade e o tempo de duração. São elas:

Dor aguda: é a que ocorre em forte intensidade e, geralmente, em um período de tempo que pode variar de minutos a semanas. Costuma desaparecer quando a causa é devidamente diagnosticada e tratada, como cólica, dor de dente, contusões, entre outros.

Dor crônica: com duração de meses a anos, normalmente está associada a uma doença crônica ou a lesões tratadas previamente. São exemplos as dores causadas por câncer, por atrite, por esforço repetitivo etc.

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Dor recorrente: por mais que tenha curtos períodos de duração, costuma se repetir com frequência, podendo acompanhar o indivíduo ao longo de toda sua vida. A forma mais conhecida de dor recorrente é a enxaqueca.

Dor fantasma: é a dor que se sente em uma parte do corpo que foi removida. É comum que o paciente tenha esta dor logo após a cirurgia de amputação e o desconforto pode persistir por dias ou semanas.

Dor psicológica: além das dores físicas, é possível sentir dores psicológicas causadas por desequilíbrios emocionais. É o caso da tristeza, da ansiedade e do estresse, por exemplo. Em algumas situações, a dor psicológica pode ser sentida também no corpo, se convertendo em uma dor física.

Aviso

Para Gebara, a dor é um sinal que nos avisa quando algo não está bem. “Muitas pessoas minimizam a condição da dor e não buscam ajuda profissional. É importante observar porque a dor pode ser um sintoma que vai desde um problema simples a algo mais complexo como infarto, AVC, cólica renal, apendicite, entre outros. Se a dor estiver intensa e paciente der entrada em um pronto-socorro, a triagem precisa ter uma abordagem multidisciplinar para identificar as necessidades do paciente naquele momento”, explica.

Abaixo, o médico do Hospital Santa Paula dá algumas dicas para os momentos de dor:

1 – Observe-se: pesquise sobre seu problema e saiba o que pode aliviar ou agravar a sua dor. Não deixe a dor ficar insuportável para tratar. Sempre procure um médico.

2 – Não pratique a automedicação: ao invés de acabar com o problema, há o risco de mascarar um diagnóstico de um problema grave. Além disso, tomar remédio sem orientação e em quantidades inadequadas aumenta a probabilidade de efeitos colaterais.

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3 – Inspire e expire profundamente por alguns segundos: a técnica da respiração profunda ajuda a manter a dor sob controle. Exercícios de meditação também podem ajudar porque permitem controlar o aumento da frequência cardíaca e as reações do corpo, que entra em alerta com estresse. Feche os olhos e relaxe todos os músculos.

4 – Se você sofre de dor crônica, o fisiatra é um profissional com experiência em dor e reabilitação. Ele pode fazer um diagnóstico mais preciso, considerando o que podem provocar ou agravar o quadro de dor e definir o melhor tratamento.

Fonte: Hospital Santa Paula 

 

 

 

 

Doenças reumáticas podem acometer pessoas de todas as idades

Enfermidades afetam principalmente as articulações, músculos, ligamentos e tendões; ao contrário do senso comum, quadro não é exclusivo de idosos

Os sintomas podem começar com dores constantes. Fechar a mão começa a ser muito mais difícil do que antes. Deitar-se parece tão complexo quanto se exercitar em uma academia. Alguns destes sinais de alerta podem ser indicações de algum reumatismo.

O reumatismo, como popularmente conhecido, na verdade é um vasto grupo de diferentes doenças que podem acometer pessoas em todas as idades. Não são doenças exclusivas dos idosos como se imagina, o que reflete desinformação da população sobre o tema. Pouca gente sabe, por exemplo, que tendinites de repetição, problema tão conhecido de jovens que passam muito tempo no computador, ou uma simples dor nas costas persistente, podem ser manifestações dessas doenças.

Chamadas de doenças reumáticas, essas enfermidades lesam principalmente as articulações, músculos, ligamentos e tendões.

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De todo o grupo, composto por mais de duzentas enfermidades, as mais conhecidas são a artrite reumatoide e a osteoartrite (ou artrose), que afetam cartilagens e articulações e provocam dor, deformidades e limitação de movimentos. Contudo, as doenças reumáticas não se restringem somente às articulações e cartilagens, mas também podem atingir outros órgãos, como pele, coração, olhos, rins e outros.

Jayme Fogagnolo Cobra, reumatologista e coordenador do Serviço de Reumatologia do Hospital Assunção, da Rede D’Or São Luiz, explica que o reconhecimento, diagnóstico e tratamento precoce dessas doenças são fundamentais para o melhor resultado terapêutico.

“É muito comum às pessoas confundirem sinais e sintomas de doenças reumáticas com os de outras doenças e acabarem procurando ajuda inicialmente, em outras especialidades. Muitos pacientes são encaminhados ao Serviço de Reumatologia do Hospital Assunção por ginecologistas, ortopedistas e outras especialidades clínicas”, observa.

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Foto: AdobeStock

Para saber qual tratamento deve seguir, o paciente precisa primeiro entender de qual tipo de doença está sofrendo. E como depende de cada caso, o melhor é sempre consultar um especialista que possa fazer o diagnóstico precoce e indicar o melhor tratamento, levando em conta idade, gênero do paciente e estágio do problema.

O Hospital Assunção, da Rede D’Or São Luiz, conta com um Serviço de Reumatologia, com atendimento ambulatorial para casos encaminhados, demanda espontânea e também, para atendimento pacientes internados em outras especialidades.

Fonte: Hospital Assunção

 

Dores no corpo aumentam no inverno

No inverno nota-se um aumento no número de pessoas que vai ao hospital com dores musculares. Esses indivíduos chegam ao pronto-socorro se queixando, principalmente, de dores no pescoço, nas pernas e nas costas.

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Ilustração: Typography Images/Pixabay

Pessoas idosas, com doenças degenerativas como artrite e artrose, problemas na coluna, fraturas e recém-operadas acabam sentindo mais dor nesta época do ano devido às mudanças na temperatura ambiente.

Isso acontece porque nos dias frios há uma tendência maior a contrair os músculos do corpo, se encolher e se movimentar menos, o que causa maior rigidez muscular e, consequentemente, dor.

Segundo o coordenador da área de ortopedia do Hospital Santa Paula, Gilberto Anauate, mesmo os idosos que não têm problemas de saúde sofrem nesta época do ano. “O segredo é sempre se movimentar. Isso estimula a produção de líquido sinovial, responsável pela lubrificação das articulações” comenta o especialista.

Para se prevenir das dores nos dias mais frios, o ortopedista aconselha:

– Mantenha o corpo aquecido, em especial as extremidades e o pescoço, pois a friagem pode causar torcicolo e provocar contrações musculares.

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– Exercite-se. Em todas as épocas do ano é necessário praticar atividades físicas, mas, no inverno, é ainda mais primordial. Alongar-se antes e depois das atividades ativa a circulação e diminui o frio. O melhor exercício para quem tem problemas de artrite, artrose, problemas na coluna, entre outros, é a hidroginástica. Outras opções são caminhadas, passeios de bicicleta e exercícios na academia.

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– Proteja-se da umidade, pois ataca as articulações, causando dores. O dormitório deve ser seco e claro.

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Foto: Pixabay

– Aposte nos chás termogênicos para se aquecer e evite comidas cruas, bebidas geladas e laticínios. Sopas e caldos também são indicados, mas cuidado com o excesso de calorias que podem fazer engordar nesta época do ano.

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Foto: Pixabay

– Se a dor for frequente, fale com seu médico. Ele pode indicar um anti-inflamatório, um relaxante muscular e, em alguns casos, um tratamento com RPG (reeducação da postura global) e fisioterapia.

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Fonte: Gilberto Anauate é formado pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia de Traumatologia e coordenador do Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Santa Paula

 

Pessoas entre 35 e 50 anos estão mais propensas a sofrer com dor nas costas

Cerca de 80% da população vai ter pelo menos um episódio de dor lombar aguda

“A dor muscular é mais comum em pessoas jovens e em atividade, na faixa etária dos 35 aos 50 anos”, aponta o médico ortopedista Alynson Larocca Kulcheski, especialista em coluna do Hospital VITA. Além disso, de acordo com ele, existem dores que podem se manifestar nos músculos, mas não serem de origem mecânica, isto é, pode existir uma patologia dentro de uma articulação ou na coluna, como uma hérnia de disco, a qual pode se revelar como uma dor muscular.

O especialista relata que vários fatores podem levar aos problemas da coluna. Herança dos pais e avós, má postura, sentar de maneira inadequada, carregar mochilas ou bolsas pesadas e a sobrecarga, que geralmente acontece quando a pessoa está iniciando uma atividade física e não está habituada àquela exigência do grupo muscular.

A ocorrência é comum durante o primeiro mês da prática, mas se persistir após esse período e evoluir para uma dor aguda, ou seja, que faça com que o indivíduo tenha que parar o exercício, é preciso buscar ajuda de um especialista. Além disso, há os problemas degenerativos, que costumam aparecer mais tarde, por isso, a prevenção é o fator mais importante. “Desde a infância e adolescência, a precaução é a melhor forma de evitar problemas futuros”, alerta o ortopedista.

dor nas costas uma vida sem dor

A maioria das pessoas tem dores musculares, chamadas de benignas por não estarem associadas a doenças, causadas pelo excesso do uso da musculatura, relacionadas ao tipo de movimento que os indivíduos realizam. ”Muitas vezes, eles não estão habituados ou fazem uma sobrecarga daquele grupo muscular”, observa o médico. Ele conta também que no inverno é comum os indivíduos sentirem um pouco de dor muscular por ficarem mais contraídos, devido à baixa temperatura.

Esse tipo de dor isolada é um evento esporádico, porém, quando isso se torna recorrente e sem associação a um esforço muito grande – como o início da prática de uma nova atividade física ou por se manter durante muito tempo em uma mesma posição – pode estar relacionado com uma patologia. “Quando essas dores se tornam frequentes ou começam a ter irradiações para outros locais, é importante investigar”, adverte Kulcheski.

O médico explica que a principal queixa da população é de dores na região lombar. “Cerca de 80% da população vai ter pelo menos um episódio de dor lombar aguda que necessite o auxílio de um médico ou que faça uso de medicamento para tratar esse problema. Não é aquela dor que vem e que passa, o paciente precisa ser medicado. Isso atinge uma grande parcela da população”, destaca. O ortopedista cita ainda que o problema só perde para as infeções das vias aéreas respiratórias – gripes e resfriados, que são a primeira causa de consultas médicas.

Cuidados

Ao se agachar para colocar um objeto no chão recomenda-se inclinar levemente a coluna para a frente, mantendo a mão que está livre apoiada no joelho da perna que estiver flexionada à frente. Os ombros devem estar para trás em relação ao joelho que estará dobrado.

”Nunca coloque qualquer objeto no chão inclinando a coluna em um ângulo de 90º, sem flexionar os joelhos para se abaixar”, destaca o ortopedista. Já quando for erguer peso, a dica é flexionar os joelhos e manter a coluna sempre reta. O peso deve ficar o mais próximo possível do tronco. Não se deve abaixar para pegar um objeto dobrando simplesmente a coluna, os joelhos devem ser flexionados sempre.

Além disso, ficar mais de duas ou três horas em uma mesma posição vai interferir nas dores, tanto da coluna como das articulações de quadril, é o caso de viagens muito prolongadas, quando a pessoa fica sob tensão e na mesma posição e traz uma dor muscular decorrente deste período em demasia.

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Em relação aos colchões e travesseiros, não há estudos que comprovem a eficácia desses artifícios, o que mais vai trazer um alívio ou prevenir é uma boa noite de sono e ter um colchão e travesseiro com o qual a pessoa se adapte. Outra dica de prevenção do médico é praticar atividade física regularmente, mas de forma ponderada. Não iniciar de forma rigorosa sem antes estar adaptado a ela.

O ideal é buscar uma orientação de um educador físico ou personal trainer e, antes de tudo, passar por uma avaliação de um profissional de medicina esportiva ou um ortopedista. Os especialistas vão avaliar se há alguma deficiência ou risco daquele exercício gerar estresse ou impacto maior nas articulações, como a corrida, que pode afetar tornozelo, joelho e quadril, ou outras atividades que sobrecarreguem em demasia a coluna lombar, como agachamento e leg press.

“Tomar alguns cuidados e buscar a orientação do ortopedista é sempre importante para o paciente que quer iniciar a atividade física sem ter dores que não sejam as habituais no começo de uma nova prática”, aconselha Kulcheski.

Tratamento de dor lombar

Na maioria das vezes, a terapia medicamentosa é realizada com analgésicos, durante os primeiros dias da crise mais aguda, e repouso, que não deve ultrapassar dois ou três dias, já que a inatividade absoluta e prolongada pode ser prejudicial à recuperação do paciente. Deve-se evitar também a atividade que causou a dor.

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“Geralmente os episódios são únicos, mas quando isso se torna recorrente, o que não é rotineiro, e o espaço de tempo entre as crises fica mais curto, é importante um exame de imagem e uma avaliação clínica com um médico para excluir alguma patologia dentro daquele grupo muscular. Em alguns casos indica-se a reabilitação com o auxílio de fisioterapia”, acrescenta o médico.

Fonte: Hospital Vitta

Joelho é uma das articulações que mais sofrem por sobrecarga por treinos

Treinos desgastantes, postura incorreta e excesso de peso podem acarretar graves lesões na maior articulação do corpo humano

Lesões são preocupações comuns entre aqueles que praticam esportes e atividades físicas. O joelho, responsável por suportar grande parte do peso do corpo humano, é uma das partes que mais sofrem desgaste por exercícios incorretos e excessivos. Devido a isso, é necessário ter um cuidado extra com estrutura cartilaginosa formada pelos ligamentos do fêmur com a tíbia e patela.

“Treinos não monitorados por profissionais capacitados oferecem grande risco a graves lesões que podem prolongar-se por meses. Isso quando é possível a total recuperação da região lesionada”, conta Frederico Kempler, Professor de Educação Física, personal e coordenador da academia Turner Prime de Belo Horizonte (MG). Postura incorreta, movimentos errados e falta de intervalos adequados durante as séries são alguns dos motivos que podem causar as lesões.

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De acordo com o personal, para resguardar os joelhos de lesões é necessário fortalecer os músculos das pernas, quadril, abdômen e lombar, pois o fortalecimento destes músculos ajuda a distribuir o esforço nas diferentes articulações. “Usar tênis adequado para cada tipo de exercício é fundamental, uma vez que ele vai amortecer o impacto e suavizar a carga sobre o joelho”, explica.

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Kempler ainda dá algumas dicas para quem deseja manter a articulação saudável:

· A despeito da pessoa desejar ou não o emagrecimento, a atividade aeróbica deve sempre ser acompanhada pelo fortalecimento muscular;

· Realizar um breve aquecimento antes de qualquer atividade física;

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· Alimentação e hidratação adequadas evitam desgaste excessivo do corpo e consequentes lesões;

· Não ter pressa em ganhar músculos, pois a sobrecarga auxilia no envelhecimento das articulações;

· Respeitar os limites do corpo e nunca realizar atividades além da sua capacidade;

· Dormir bem é fundamental para a boa recuperação do corpo.

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A recuperação de qualquer contusão não costuma ser fácil, exigindo tempo e esforço. “Existem vários tipos de lesões e cada uma delas demanda um tratamento específico. O ideal é procurar um médico ao menor sinal de incômodo. Se tratadas ainda no início, as lesões podem ser menos graves e de mais fácil recuperação. Sobrecarregar uma articulação já lesionada pode trazer graves consequências”, finaliza Frederico.

Fonte: Academia Turner Prime

 

Dor na coluna: dicas de prevenção e as principais causas

O neurologista e especialista em Medicina da Dor, Adriano Scaff, fala sobre os principais problemas referentes às dores da coluna, a segunda queixa mais frequente da população brasileira. Veja abaixo as dicas do especialista sobre o assunto:

Por que dores na coluna têm sido tão frequentes nos dias de hoje? Existe uma estatística?

Adriano Scaff: A dor na coluna é a segunda dor mais frequente do ser humano. Recentemente, o sedentarismo, associado com o stress, as posturas inadequadas e viciosas no trabalho e durante o uso de smartphones aumentaram a incidência destas dores.

Quais os tipos de doenças mais comuns na coluna vertebral? Em que faixa etária é mais comum esses problemas?

Adriano Scaff: As doenças mais frequentes na região da coluna são as doenças miofascais (musculares) seguidas pelas doenças dos discos invertebrais (hérnias, protrusões, degenerações), bem como as dores das articulações (facetas). Na coluna cervical temos uma incidência maior das doenças articulares em detrimento da lombar, na qual as dores são mais de origem discogênica (do disco).

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É possível fazer a prevenção para evitar problemas na coluna?

Adriano Scaff: Sim, o exercício físico, o controle do stress e dos hábitos alimentares são medidas gerais para prevenção. Porém medidas mais específicas como a ergonomia do trabalho, exercícios específicos para o fortalecimento da musculatura eretora da espinha (músculos profundos da coluna), controle da obesidade e do exagero de alimentos inflamatórios (que estimulam os mecanismos da dor) são ideais para quem sofre deste problema. Vale à pena ressaltar que o stress, a depressão e a ansiedade, são fatores que geram alterações (aumento) na percepção de dor pelo cérebro, podendo muitas vezes ser o principal mecanismo causador da dor em uma pessoa, onde seu tratamento é fundamental para o controle da doença.

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Os tratamentos são diferenciados?

Adriano Scaff: Quando falamos de dor na coluna, a literatura mundial demonstra que o tratamento multidisciplinar (médico, fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo, dentre outros) é o método mais eficaz para tratar a maioria dos casos. Devemos olhar o paciente como um todo, o que não acontece em muitas ocasiões. Em muitos casos o profissional se baseia apenas nos exames de imagem (ressonância, tomografia, RX) para tomar uma decisão, quando o diagnóstico em sua maioria é feito clinicamente, com a história e o exame físico. Estes exames deveriam ser complementares ao diagnóstico clínico. A dor deveria ser tratada na maioria das vezes com medicamentos, repouso (na fase aguda) e fisioterapia específica. Quando não existe a melhora satisfatória, os bloqueios, a radiofrequência e as cirurgias minimamente invasivas, como por exemplo, a cirurgia endoscópica, podem ser úteis, sendo avaliados caso a caso. Associada a estas terapias, a avaliação da psicologia e da nutrição, quando detectado algum distúrbio emocional e alimentar complementam o tratamento.

Quais os hábitos dos dias modernos que mais comprometem a coluna?

Adriano Scaff: A falta de tempo para exercitar-se é o principal fator. O exercício físico além de movimentar e fortalecer a musculatura, melhora o sono e alivia o stress. O exercício libera endorfina, uma substância poderosa no alívio da dor. O trabalho com posturas erradas e viciosas, como por exemplo, a pessoa que passa muito tempo sentada seja no computador ou dirigindo, por exemplo, sobrecarregam a coluna e em alguns casos geram dor. Os smartphones hoje tem um papel importante a medida que a coluna cervical é sobrecarregada pela postura da cabeça em relação ao pescoço (fletido).

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A hérnia de disco pode manifestar tanto na coluna lombar como na cervical? A hérnia de disco pode ser assintomática ou provocar dor de moderada e leve intensidade até dor muito forte e incapacitante?

Adriano Scaff: As hérnias de disco podem se manifestar em toda a coluna, tanto cervical, torácica e lombar, sendo que nesta última ela é mais frequente. Mas vale lembrar que ter hérnia de disco não significa ser doente, muitas hérnias de disco não causam sintomas e são achados de exames. Ela deve ser tratada quando se encontra sintomática, a intensidade da dor não tem correlação com tamanho da hérnia e com gravidade. Pequenas hérnias podem geral dor forte e grandes hérnias podem ser assintomáticas. A dor esta correlacionada com o grau de inflamação local que a hérnia gera. Casos que devem ter mais atenção são os casos onde além da dor, a pessoa apresenta fraqueza nos membros (braços e pernas e esfincteres).

O que se tem de mais avançado em tratamento para coluna?

Adriano Scaff: O desenvolvimento da ciência no tratamento das patologias da coluna é relativamente recente quando comparado as áreas chamadas básicas da medicina, como cardiologia, ginecologia, etc. Mas na área médica por exemplo, o desenvolvimento das técnicas minimamente invasivas, como os bloqueios, a radiofrequência e as cirurgias endoscópicas (todas estas técnicas feitas com anestesia local e sedação) foram um grande avanço. Na fisioterapia o desenvolvimento de técnicas específicas para o tratamento da dor e para o fortalecimento da musculatura eretora da espinha, são fundamentais para o bem-estar do paciente. Toda esta evolução vem a evitar na maioria dos casos as grandes cirurgias e suas morbidades (complicações).

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Fonte: Adriano Scaff é formado em Neurocirurgia pelo Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto- USP. Mestre em Cirurgia pelo Departamento de Cirurgia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto- USP.
Fellowship em Cirurgia Minimamente Invasiva da Coluna Vertebral – University of Florida – USA. Fellowship em Dor pelo Hospital Maasland – Sittard – Holanda. Coordenador do Curso de Formação em Técnicas Minimamente Invasivas da Coluna. Docente da pós graduação em Dor do Hospital Israelita Albert Einstein. Diretor / Secretário do Comitê de Cirurgia Minimamente Invasiva da Sociedade Brasileira de Coluna. Diretor/Secretário da Sociedade Brasileira de Médicos Intervencionistas em Dor. Membro do Centro de Tratamento Integrado da Dor em São Paulo.