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A dor nas mulheres e nos homens

Diz o ditado popular que homem não chora. Em relação à dor, a crendice tem certa razão. Devido a uma série de fatores, o comportamento é diferente do da mulher quanto à percepção do estado doloroso.

“As dores são sentidas de maneira diferente entre os sexos. Experimentos revelaram que as mulheres têm maior capacidade de distinguir as regiões com dor, menor limiar de percepção dolorosa e menor tolerância aos estímulos da dor induzidos do que os homens. Estudos com ressonância magnética funcional demonstraram diferenças no processamento cerebral da dor. Além disso, é fato que as mulheres sejam mais comumente afetadas por dores crônicas”, explica o neurologista Rogério Adas Ayres de Oliveira, coordenador do Departamento Científico de Dor da ABN (Academia Brasileira de Neurologia).

Entre as principais causas possíveis para a predisposição feminina para a ocorrência de dor estão, segundo o neurologista, os ritmos hormonais sexuais cíclicos e grandes variações nas concentrações dos principais hormônios (estrogênio, progesterona e testosterona). Mas ele ressalta que a dor é uma experiência subjetiva e individual que recebe a influência de uma ampla gama de fatores – biológicos, psicocomportamentais, cognitivos e socioculturais – que são orquestrados pelo encéfalo.

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Foto: AdobeStock

“Por isso, a percepção da dor varia muito de pessoa para pessoa. Um determinado estímulo pode ser percebido como mais ou menos doloroso por fatores que vão desde a espessura da pele, limiares das fibras nervosas, atividade inflamatória, fatores hormonais, até atenção, padrões de pensamento e flutuações do humor, ansiedade, medo e humor depressivo, bem como contextos e expectativas sociais, experiências passadas, entre outros”, avalia o neurologista.

Mais propensas às dores crônicas, “as mulheres sofrem com as enxaquecas e as cefaleias causadas por tensão, as dores temporomandibulares, a fibromialgia (dor que ocorre nos tecidos fibroso e muscular de diferentes partes do corpo), dores crônicas da coluna cervical e lombar, as dores pélvicas, entre outras, enquanto os homens são mais vulneráveis às cefaleias em salvas (que atinge um só lado da cabeça), neuralgias pós-herpéticas (lesões na pele observada após a herpes zoster), entre outras”, relata o médico. Apesar das diferenças na percepção da dor, os tratamentos são similares para ambos os sexos.

“Foram descritos, contudo, diferenças quanto ao perfil de utilização e eficácia de analgésicos entre homens e mulheres. Condições dolorosas cíclicas como as enxaquecas peri-menstruais (antes da menstruação), as dismenorreias (menstruações mais difíceis), entre outras condições podem demandar abordagens específicas”, garante Oliveira.

dores nas costas

O médico afirma ainda que é muito difícil diferenciar o papel de cada
fator na experiência dolorosa. “Aspectos genéticos, ambientais, socioculturais são relevantes em proporções variadas em cada indivíduo ou população”, confirma. E além das diferenças na percepção de dor entre os sexos, há as variações entre faixas etárias, etnias e culturas.

“Isso demonstra que a combinação de fatores ambientais associada a diferenças genéticas individuais vai determinar as diferentes suscetibilidades para a ocorrência de dor crônica no decorrer da vida e grande variabilidade na expressão da experiência dolorosa”, conclui.

Fonte: ABN (Academia Brasileira de Neurologia)

 

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Hoje é o Dia Mundial de Combate À Dor

Especialista relata os tipos de dor e dá algumas orientações para aumentar a qualidade de vida do paciente

A dor é uma sensação tão presente na vida de quem a sente que recebe uma data exclusiva. Lembrado em 17 de outubro, o Dia Mundial de Combate à Dor é uma data importante para a conscientização e conhecimento desse problema que, quando constante, pode virar a própria doença.

De acordo com o cardiologista e diretor médico do Hospital Santa Paula, Otavio Gebara, a dor varia em sua definição e reconhecimento de uma pessoa para outra. Ela também pode ser classificada em diferentes tipos de acordo com a intensidade e o tempo de duração. São elas:

Dor aguda: é a que ocorre em forte intensidade e, geralmente, em um período de tempo que pode variar de minutos a semanas. Costuma desaparecer quando a causa é devidamente diagnosticada e tratada, como cólica, dor de dente, contusões, entre outros.

Dor crônica: com duração de meses a anos, normalmente está associada a uma doença crônica ou a lesões tratadas previamente. São exemplos as dores causadas por câncer, por atrite, por esforço repetitivo etc.

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Dor recorrente: por mais que tenha curtos períodos de duração, costuma se repetir com frequência, podendo acompanhar o indivíduo ao longo de toda sua vida. A forma mais conhecida de dor recorrente é a enxaqueca.

Dor fantasma: é a dor que se sente em uma parte do corpo que foi removida. É comum que o paciente tenha esta dor logo após a cirurgia de amputação e o desconforto pode persistir por dias ou semanas.

Dor psicológica: além das dores físicas, é possível sentir dores psicológicas causadas por desequilíbrios emocionais. É o caso da tristeza, da ansiedade e do estresse, por exemplo. Em algumas situações, a dor psicológica pode ser sentida também no corpo, se convertendo em uma dor física.

Aviso

Para Gebara, a dor é um sinal que nos avisa quando algo não está bem. “Muitas pessoas minimizam a condição da dor e não buscam ajuda profissional. É importante observar porque a dor pode ser um sintoma que vai desde um problema simples a algo mais complexo como infarto, AVC, cólica renal, apendicite, entre outros. Se a dor estiver intensa e paciente der entrada em um pronto-socorro, a triagem precisa ter uma abordagem multidisciplinar para identificar as necessidades do paciente naquele momento”, explica.

Abaixo, o médico do Hospital Santa Paula dá algumas dicas para os momentos de dor:

1 – Observe-se: pesquise sobre seu problema e saiba o que pode aliviar ou agravar a sua dor. Não deixe a dor ficar insuportável para tratar. Sempre procure um médico.

2 – Não pratique a automedicação: ao invés de acabar com o problema, há o risco de mascarar um diagnóstico de um problema grave. Além disso, tomar remédio sem orientação e em quantidades inadequadas aumenta a probabilidade de efeitos colaterais.

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3 – Inspire e expire profundamente por alguns segundos: a técnica da respiração profunda ajuda a manter a dor sob controle. Exercícios de meditação também podem ajudar porque permitem controlar o aumento da frequência cardíaca e as reações do corpo, que entra em alerta com estresse. Feche os olhos e relaxe todos os músculos.

4 – Se você sofre de dor crônica, o fisiatra é um profissional com experiência em dor e reabilitação. Ele pode fazer um diagnóstico mais preciso, considerando o que podem provocar ou agravar o quadro de dor e definir o melhor tratamento.

Fonte: Hospital Santa Paula 

 

 

 

 

Doenças reumáticas podem acometer pessoas de todas as idades

Enfermidades afetam principalmente as articulações, músculos, ligamentos e tendões; ao contrário do senso comum, quadro não é exclusivo de idosos

Os sintomas podem começar com dores constantes. Fechar a mão começa a ser muito mais difícil do que antes. Deitar-se parece tão complexo quanto se exercitar em uma academia. Alguns destes sinais de alerta podem ser indicações de algum reumatismo.

O reumatismo, como popularmente conhecido, na verdade é um vasto grupo de diferentes doenças que podem acometer pessoas em todas as idades. Não são doenças exclusivas dos idosos como se imagina, o que reflete desinformação da população sobre o tema. Pouca gente sabe, por exemplo, que tendinites de repetição, problema tão conhecido de jovens que passam muito tempo no computador, ou uma simples dor nas costas persistente, podem ser manifestações dessas doenças.

Chamadas de doenças reumáticas, essas enfermidades lesam principalmente as articulações, músculos, ligamentos e tendões.

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De todo o grupo, composto por mais de duzentas enfermidades, as mais conhecidas são a artrite reumatoide e a osteoartrite (ou artrose), que afetam cartilagens e articulações e provocam dor, deformidades e limitação de movimentos. Contudo, as doenças reumáticas não se restringem somente às articulações e cartilagens, mas também podem atingir outros órgãos, como pele, coração, olhos, rins e outros.

Jayme Fogagnolo Cobra, reumatologista e coordenador do Serviço de Reumatologia do Hospital Assunção, da Rede D’Or São Luiz, explica que o reconhecimento, diagnóstico e tratamento precoce dessas doenças são fundamentais para o melhor resultado terapêutico.

“É muito comum às pessoas confundirem sinais e sintomas de doenças reumáticas com os de outras doenças e acabarem procurando ajuda inicialmente, em outras especialidades. Muitos pacientes são encaminhados ao Serviço de Reumatologia do Hospital Assunção por ginecologistas, ortopedistas e outras especialidades clínicas”, observa.

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Para saber qual tratamento deve seguir, o paciente precisa primeiro entender de qual tipo de doença está sofrendo. E como depende de cada caso, o melhor é sempre consultar um especialista que possa fazer o diagnóstico precoce e indicar o melhor tratamento, levando em conta idade, gênero do paciente e estágio do problema.

O Hospital Assunção, da Rede D’Or São Luiz, conta com um Serviço de Reumatologia, com atendimento ambulatorial para casos encaminhados, demanda espontânea e também, para atendimento pacientes internados em outras especialidades.

Fonte: Hospital Assunção

 

Dores no corpo aumentam no inverno

No inverno nota-se um aumento no número de pessoas que vai ao hospital com dores musculares. Esses indivíduos chegam ao pronto-socorro se queixando, principalmente, de dores no pescoço, nas pernas e nas costas.

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Ilustração: Typography Images/Pixabay

Pessoas idosas, com doenças degenerativas como artrite e artrose, problemas na coluna, fraturas e recém-operadas acabam sentindo mais dor nesta época do ano devido às mudanças na temperatura ambiente.

Isso acontece porque nos dias frios há uma tendência maior a contrair os músculos do corpo, se encolher e se movimentar menos, o que causa maior rigidez muscular e, consequentemente, dor.

Segundo o coordenador da área de ortopedia do Hospital Santa Paula, Gilberto Anauate, mesmo os idosos que não têm problemas de saúde sofrem nesta época do ano. “O segredo é sempre se movimentar. Isso estimula a produção de líquido sinovial, responsável pela lubrificação das articulações” comenta o especialista.

Para se prevenir das dores nos dias mais frios, o ortopedista aconselha:

– Mantenha o corpo aquecido, em especial as extremidades e o pescoço, pois a friagem pode causar torcicolo e provocar contrações musculares.

pele  inverno

– Exercite-se. Em todas as épocas do ano é necessário praticar atividades físicas, mas, no inverno, é ainda mais primordial. Alongar-se antes e depois das atividades ativa a circulação e diminui o frio. O melhor exercício para quem tem problemas de artrite, artrose, problemas na coluna, entre outros, é a hidroginástica. Outras opções são caminhadas, passeios de bicicleta e exercícios na academia.

treino corrida inverno

– Proteja-se da umidade, pois ataca as articulações, causando dores. O dormitório deve ser seco e claro.

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Foto: Pixabay

– Aposte nos chás termogênicos para se aquecer e evite comidas cruas, bebidas geladas e laticínios. Sopas e caldos também são indicados, mas cuidado com o excesso de calorias que podem fazer engordar nesta época do ano.

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Foto: Pixabay

– Se a dor for frequente, fale com seu médico. Ele pode indicar um anti-inflamatório, um relaxante muscular e, em alguns casos, um tratamento com RPG (reeducação da postura global) e fisioterapia.

fisioterapia exercícios academia

Fonte: Gilberto Anauate é formado pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia de Traumatologia e coordenador do Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Santa Paula

 

Pessoas entre 35 e 50 anos estão mais propensas a sofrer com dor nas costas

Cerca de 80% da população vai ter pelo menos um episódio de dor lombar aguda

“A dor muscular é mais comum em pessoas jovens e em atividade, na faixa etária dos 35 aos 50 anos”, aponta o médico ortopedista Alynson Larocca Kulcheski, especialista em coluna do Hospital VITA. Além disso, de acordo com ele, existem dores que podem se manifestar nos músculos, mas não serem de origem mecânica, isto é, pode existir uma patologia dentro de uma articulação ou na coluna, como uma hérnia de disco, a qual pode se revelar como uma dor muscular.

O especialista relata que vários fatores podem levar aos problemas da coluna. Herança dos pais e avós, má postura, sentar de maneira inadequada, carregar mochilas ou bolsas pesadas e a sobrecarga, que geralmente acontece quando a pessoa está iniciando uma atividade física e não está habituada àquela exigência do grupo muscular.

A ocorrência é comum durante o primeiro mês da prática, mas se persistir após esse período e evoluir para uma dor aguda, ou seja, que faça com que o indivíduo tenha que parar o exercício, é preciso buscar ajuda de um especialista. Além disso, há os problemas degenerativos, que costumam aparecer mais tarde, por isso, a prevenção é o fator mais importante. “Desde a infância e adolescência, a precaução é a melhor forma de evitar problemas futuros”, alerta o ortopedista.

dor nas costas uma vida sem dor

A maioria das pessoas tem dores musculares, chamadas de benignas por não estarem associadas a doenças, causadas pelo excesso do uso da musculatura, relacionadas ao tipo de movimento que os indivíduos realizam. ”Muitas vezes, eles não estão habituados ou fazem uma sobrecarga daquele grupo muscular”, observa o médico. Ele conta também que no inverno é comum os indivíduos sentirem um pouco de dor muscular por ficarem mais contraídos, devido à baixa temperatura.

Esse tipo de dor isolada é um evento esporádico, porém, quando isso se torna recorrente e sem associação a um esforço muito grande – como o início da prática de uma nova atividade física ou por se manter durante muito tempo em uma mesma posição – pode estar relacionado com uma patologia. “Quando essas dores se tornam frequentes ou começam a ter irradiações para outros locais, é importante investigar”, adverte Kulcheski.

O médico explica que a principal queixa da população é de dores na região lombar. “Cerca de 80% da população vai ter pelo menos um episódio de dor lombar aguda que necessite o auxílio de um médico ou que faça uso de medicamento para tratar esse problema. Não é aquela dor que vem e que passa, o paciente precisa ser medicado. Isso atinge uma grande parcela da população”, destaca. O ortopedista cita ainda que o problema só perde para as infeções das vias aéreas respiratórias – gripes e resfriados, que são a primeira causa de consultas médicas.

Cuidados

Ao se agachar para colocar um objeto no chão recomenda-se inclinar levemente a coluna para a frente, mantendo a mão que está livre apoiada no joelho da perna que estiver flexionada à frente. Os ombros devem estar para trás em relação ao joelho que estará dobrado.

”Nunca coloque qualquer objeto no chão inclinando a coluna em um ângulo de 90º, sem flexionar os joelhos para se abaixar”, destaca o ortopedista. Já quando for erguer peso, a dica é flexionar os joelhos e manter a coluna sempre reta. O peso deve ficar o mais próximo possível do tronco. Não se deve abaixar para pegar um objeto dobrando simplesmente a coluna, os joelhos devem ser flexionados sempre.

Além disso, ficar mais de duas ou três horas em uma mesma posição vai interferir nas dores, tanto da coluna como das articulações de quadril, é o caso de viagens muito prolongadas, quando a pessoa fica sob tensão e na mesma posição e traz uma dor muscular decorrente deste período em demasia.

dor nas costas

Em relação aos colchões e travesseiros, não há estudos que comprovem a eficácia desses artifícios, o que mais vai trazer um alívio ou prevenir é uma boa noite de sono e ter um colchão e travesseiro com o qual a pessoa se adapte. Outra dica de prevenção do médico é praticar atividade física regularmente, mas de forma ponderada. Não iniciar de forma rigorosa sem antes estar adaptado a ela.

O ideal é buscar uma orientação de um educador físico ou personal trainer e, antes de tudo, passar por uma avaliação de um profissional de medicina esportiva ou um ortopedista. Os especialistas vão avaliar se há alguma deficiência ou risco daquele exercício gerar estresse ou impacto maior nas articulações, como a corrida, que pode afetar tornozelo, joelho e quadril, ou outras atividades que sobrecarreguem em demasia a coluna lombar, como agachamento e leg press.

“Tomar alguns cuidados e buscar a orientação do ortopedista é sempre importante para o paciente que quer iniciar a atividade física sem ter dores que não sejam as habituais no começo de uma nova prática”, aconselha Kulcheski.

Tratamento de dor lombar

Na maioria das vezes, a terapia medicamentosa é realizada com analgésicos, durante os primeiros dias da crise mais aguda, e repouso, que não deve ultrapassar dois ou três dias, já que a inatividade absoluta e prolongada pode ser prejudicial à recuperação do paciente. Deve-se evitar também a atividade que causou a dor.

dor nas costas

“Geralmente os episódios são únicos, mas quando isso se torna recorrente, o que não é rotineiro, e o espaço de tempo entre as crises fica mais curto, é importante um exame de imagem e uma avaliação clínica com um médico para excluir alguma patologia dentro daquele grupo muscular. Em alguns casos indica-se a reabilitação com o auxílio de fisioterapia”, acrescenta o médico.

Fonte: Hospital Vitta

Joelho é uma das articulações que mais sofrem por sobrecarga por treinos

Treinos desgastantes, postura incorreta e excesso de peso podem acarretar graves lesões na maior articulação do corpo humano

Lesões são preocupações comuns entre aqueles que praticam esportes e atividades físicas. O joelho, responsável por suportar grande parte do peso do corpo humano, é uma das partes que mais sofrem desgaste por exercícios incorretos e excessivos. Devido a isso, é necessário ter um cuidado extra com estrutura cartilaginosa formada pelos ligamentos do fêmur com a tíbia e patela.

“Treinos não monitorados por profissionais capacitados oferecem grande risco a graves lesões que podem prolongar-se por meses. Isso quando é possível a total recuperação da região lesionada”, conta Frederico Kempler, Professor de Educação Física, personal e coordenador da academia Turner Prime de Belo Horizonte (MG). Postura incorreta, movimentos errados e falta de intervalos adequados durante as séries são alguns dos motivos que podem causar as lesões.

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De acordo com o personal, para resguardar os joelhos de lesões é necessário fortalecer os músculos das pernas, quadril, abdômen e lombar, pois o fortalecimento destes músculos ajuda a distribuir o esforço nas diferentes articulações. “Usar tênis adequado para cada tipo de exercício é fundamental, uma vez que ele vai amortecer o impacto e suavizar a carga sobre o joelho”, explica.

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Kempler ainda dá algumas dicas para quem deseja manter a articulação saudável:

· A despeito da pessoa desejar ou não o emagrecimento, a atividade aeróbica deve sempre ser acompanhada pelo fortalecimento muscular;

· Realizar um breve aquecimento antes de qualquer atividade física;

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· Alimentação e hidratação adequadas evitam desgaste excessivo do corpo e consequentes lesões;

· Não ter pressa em ganhar músculos, pois a sobrecarga auxilia no envelhecimento das articulações;

· Respeitar os limites do corpo e nunca realizar atividades além da sua capacidade;

· Dormir bem é fundamental para a boa recuperação do corpo.

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A recuperação de qualquer contusão não costuma ser fácil, exigindo tempo e esforço. “Existem vários tipos de lesões e cada uma delas demanda um tratamento específico. O ideal é procurar um médico ao menor sinal de incômodo. Se tratadas ainda no início, as lesões podem ser menos graves e de mais fácil recuperação. Sobrecarregar uma articulação já lesionada pode trazer graves consequências”, finaliza Frederico.

Fonte: Academia Turner Prime

 

Dor na coluna: dicas de prevenção e as principais causas

O neurologista e especialista em Medicina da Dor, Adriano Scaff, fala sobre os principais problemas referentes às dores da coluna, a segunda queixa mais frequente da população brasileira. Veja abaixo as dicas do especialista sobre o assunto:

Por que dores na coluna têm sido tão frequentes nos dias de hoje? Existe uma estatística?

Adriano Scaff: A dor na coluna é a segunda dor mais frequente do ser humano. Recentemente, o sedentarismo, associado com o stress, as posturas inadequadas e viciosas no trabalho e durante o uso de smartphones aumentaram a incidência destas dores.

Quais os tipos de doenças mais comuns na coluna vertebral? Em que faixa etária é mais comum esses problemas?

Adriano Scaff: As doenças mais frequentes na região da coluna são as doenças miofascais (musculares) seguidas pelas doenças dos discos invertebrais (hérnias, protrusões, degenerações), bem como as dores das articulações (facetas). Na coluna cervical temos uma incidência maior das doenças articulares em detrimento da lombar, na qual as dores são mais de origem discogênica (do disco).

dor nas costas

É possível fazer a prevenção para evitar problemas na coluna?

Adriano Scaff: Sim, o exercício físico, o controle do stress e dos hábitos alimentares são medidas gerais para prevenção. Porém medidas mais específicas como a ergonomia do trabalho, exercícios específicos para o fortalecimento da musculatura eretora da espinha (músculos profundos da coluna), controle da obesidade e do exagero de alimentos inflamatórios (que estimulam os mecanismos da dor) são ideais para quem sofre deste problema. Vale à pena ressaltar que o stress, a depressão e a ansiedade, são fatores que geram alterações (aumento) na percepção de dor pelo cérebro, podendo muitas vezes ser o principal mecanismo causador da dor em uma pessoa, onde seu tratamento é fundamental para o controle da doença.

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Os tratamentos são diferenciados?

Adriano Scaff: Quando falamos de dor na coluna, a literatura mundial demonstra que o tratamento multidisciplinar (médico, fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo, dentre outros) é o método mais eficaz para tratar a maioria dos casos. Devemos olhar o paciente como um todo, o que não acontece em muitas ocasiões. Em muitos casos o profissional se baseia apenas nos exames de imagem (ressonância, tomografia, RX) para tomar uma decisão, quando o diagnóstico em sua maioria é feito clinicamente, com a história e o exame físico. Estes exames deveriam ser complementares ao diagnóstico clínico. A dor deveria ser tratada na maioria das vezes com medicamentos, repouso (na fase aguda) e fisioterapia específica. Quando não existe a melhora satisfatória, os bloqueios, a radiofrequência e as cirurgias minimamente invasivas, como por exemplo, a cirurgia endoscópica, podem ser úteis, sendo avaliados caso a caso. Associada a estas terapias, a avaliação da psicologia e da nutrição, quando detectado algum distúrbio emocional e alimentar complementam o tratamento.

Quais os hábitos dos dias modernos que mais comprometem a coluna?

Adriano Scaff: A falta de tempo para exercitar-se é o principal fator. O exercício físico além de movimentar e fortalecer a musculatura, melhora o sono e alivia o stress. O exercício libera endorfina, uma substância poderosa no alívio da dor. O trabalho com posturas erradas e viciosas, como por exemplo, a pessoa que passa muito tempo sentada seja no computador ou dirigindo, por exemplo, sobrecarregam a coluna e em alguns casos geram dor. Os smartphones hoje tem um papel importante a medida que a coluna cervical é sobrecarregada pela postura da cabeça em relação ao pescoço (fletido).

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A hérnia de disco pode manifestar tanto na coluna lombar como na cervical? A hérnia de disco pode ser assintomática ou provocar dor de moderada e leve intensidade até dor muito forte e incapacitante?

Adriano Scaff: As hérnias de disco podem se manifestar em toda a coluna, tanto cervical, torácica e lombar, sendo que nesta última ela é mais frequente. Mas vale lembrar que ter hérnia de disco não significa ser doente, muitas hérnias de disco não causam sintomas e são achados de exames. Ela deve ser tratada quando se encontra sintomática, a intensidade da dor não tem correlação com tamanho da hérnia e com gravidade. Pequenas hérnias podem geral dor forte e grandes hérnias podem ser assintomáticas. A dor esta correlacionada com o grau de inflamação local que a hérnia gera. Casos que devem ter mais atenção são os casos onde além da dor, a pessoa apresenta fraqueza nos membros (braços e pernas e esfincteres).

O que se tem de mais avançado em tratamento para coluna?

Adriano Scaff: O desenvolvimento da ciência no tratamento das patologias da coluna é relativamente recente quando comparado as áreas chamadas básicas da medicina, como cardiologia, ginecologia, etc. Mas na área médica por exemplo, o desenvolvimento das técnicas minimamente invasivas, como os bloqueios, a radiofrequência e as cirurgias endoscópicas (todas estas técnicas feitas com anestesia local e sedação) foram um grande avanço. Na fisioterapia o desenvolvimento de técnicas específicas para o tratamento da dor e para o fortalecimento da musculatura eretora da espinha, são fundamentais para o bem-estar do paciente. Toda esta evolução vem a evitar na maioria dos casos as grandes cirurgias e suas morbidades (complicações).

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Fonte: Adriano Scaff é formado em Neurocirurgia pelo Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto- USP. Mestre em Cirurgia pelo Departamento de Cirurgia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto- USP.
Fellowship em Cirurgia Minimamente Invasiva da Coluna Vertebral – University of Florida – USA. Fellowship em Dor pelo Hospital Maasland – Sittard – Holanda. Coordenador do Curso de Formação em Técnicas Minimamente Invasivas da Coluna. Docente da pós graduação em Dor do Hospital Israelita Albert Einstein. Diretor / Secretário do Comitê de Cirurgia Minimamente Invasiva da Sociedade Brasileira de Coluna. Diretor/Secretário da Sociedade Brasileira de Médicos Intervencionistas em Dor. Membro do Centro de Tratamento Integrado da Dor em São Paulo.

 

Sinusite não tratada pode levar a complicações mais sérias

Dor ou pressão na face, rinorreia (drenagem de secreção pelas narinas) amarela ou esverdeada, halitose (cheiro forte pelas narinas). Pode ou não haver congestão nasal (sensação de inchaço interno no nariz e face), assim como gotejamento posterior (quando a secreção drena do fundo do nariz para a garganta).

Os sintomas citados acima são característicos da sinusite – “sinus” quer dizer “seio da face” e “ite” infecção. Os seios da face são cavidades, buracos ou cavernas dentro dos ossos do rosto preenchidos de ar e revestidos por uma camada fina de mucosa, como se fosse um carpete. Eles existem para dar leveza aos ossos da face.

“Os seios da face são os maxilares, etmoidais, esfenoidais, frontal. Em geral, o adulto possui todos estes seios formados e presentes. Já na criança é distinto, pois só irão aparecer em diferentes idades de vida”, conta Jeanne Oiticica, médica otorrinolaringologista, otoneurologista e Chefe do Grupo de Pesquisa em Zumbido do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

A especialista explica que, em geral, ao nascer, o seio maxilar e o etmoide já existem, mesmo que rudimentares. Eles crescem e se desenvolvem paralelamente ao desenvolvimento da criança. O seio esfenoidal aparece na primeira infância. Já o seio frontal surge por volta dos 20 anos de idade, mas pode estar ausente ou não se formar em alguns casos.

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A sinusite pode ocorrer tanto em crianças quanto em adultos, mas é mais prevalente em adultos que já possuem todos os seios da face prontos e formados, do que em crianças que nascem com estruturas rudimentares que só vão desenvolver por completo em concomitância com o crescimento da face.

“É difícil a criança se queixar de dor até porque a capacidade que tem de se expressar é mais limitada, em geral percebe-se a rinorreia amarela ou esverdeada e o mau cheiro, podendo ou não estarem acompanhados de obstrução nasal (neste caso percebida pelo fato da criança ficar de boca aberta, já que não consegue respirar normalmente pelo nariz)”, detalha Jeanne.

O tratamento é feito com antibióticos, anti-inflamatórios, corticoides, descongestionantes por via oral, além de lavagem nasal com soro fisiológico 0,9%, descongestionante nasal tópico e sprays nasais. Em casos crônicos, persistentes ou recidivantes, a cirurgia pode ser indicada para drenagem das secreções, abertura, correção de bloqueios e ampliar a ventilação dos seios da face.

Prevenção

A sinusite, em geral, ocorre de forma secundária, ou seja, é decorrente de outras doenças associadas como: rinite, gripes, resfriados e alergias. A prevenção ocorre tratando-se e controlando os males citados. Isso inclui lavagem nasal diária com soro fisiológico 0,9%, sprays nasais tópicos, vacinas, imunomoduladores (medicamentos que melhoram a imunidade), imunoterapia, antialérgicos, entre outros.

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Foto: iStock

“A sinusite não tratada pode levar a complicações mais sérias. A infecção pode migrar para estruturas nobres vizinhas como olhos, cérebro e meninges, por exemplo. Celulite palpebral (edema e obstrução das veias das pálpebras), abscessos (pus que se acumula entre o globo ocular e o osso da órbita), tromboflebite e trombose (inflamação e obstrução de veias importantes do crânio), também podem ocorrer. Sepse e até morte são mais raros, mas devem ser citados”, disse a especialista.

Nas estações de outono e inverno, os cuidados devem ser redobrados, já que estamos todos expostos a baixas temperaturas. Jeanne explica que o frio reduz o batimento mucociliar (sistema responsável pela limpeza das impurezas do nariz), como se o filtro nasal ficasse lentificado, o que facilita a aquisição de agentes infecciosos mais facilmente no ambiente. “O frio também reduz a liberação de imunoglobulinas, que são proteínas de defesa, anticorpos. Além disso, no frio ficamos todos aglomerados, o que favorece o contágio e a disseminação de doenças”, finaliza a médica.

Fonte: Jeanne Oiticica é otorrinolaringologista, formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Orientadora do Programa de Pós-Graduação Senso-Stricto da Disciplina de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da USP.
Chefe do Grupo de Pesquisa em Zumbido do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Professora Colaboradora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Responsável do Ambulatório de Surdez Súbita do hospital das Clínicas – São Paulo.

Riscos da extração tardia dos dentes do siso

Dentes do siso ou dentes do juízo, com são popularmente chamados, são os terceiros molares na linguagem da odontologia e, geralmente, a indicação é a extração. Estes dentes costumam nascer no final da arcada dentária entre os 17 e 25 anos de idade.

Após os 30 anos, os terceiros molares se juntam aos ossos maxilares, e a incidência de infecções pós-operatório, para a retirada do siso, é bem maior uma vez que está comprometido, apresentando cáries ou doenças na gengiva. Mesmo com indicação para extração, muitas pessoas só procuram o cirurgião dentista no momento em que a base óssea foi afetada. Nessa ocasião, o cirurgião dentista é o responsável pelo procedimento de remoção, já que os dentes estão muito mais fixados no osso.

Segundo a cirurgiã dentista da CISE – Clínica Integrada Santo Expedito, Paula Karam, a situação pode ser ainda mais complicada ao fazer este tipo de procedimento em pacientes acima dos 60 anos. “Nos idosos, os ricos de ocorrer degeneração intraóssea são elevados, podendo desencadear quadros de infecção, levando a febre, mal estar e, inclusive, óbito”, explica.

A dentista alerta também sobre casos de pacientes que desenvolvem problemas cardíacos. “Existem casos em que o paciente tem dentes saudáveis, mas desenvolveu problema cardíaco devido os dentes do siso serem inclusos, ou seja, quando não tem espaço para nascerem, pois formam membrana de resíduos alimentares, acumulando bactérias. Se essas bactérias atingir a corrente sanguínea, pode chegar ao coração, provocando a doença chamada endocardite”, revela a especialista.

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A endocardite é o nome dado às afecções, infecções ou não do endocárdio, cama interna do coração da qual fazem parte as válvulas cardíacas. O comprometimento da saúde bucal está diretamente ligado à endocardite infecciosa. A doença pode comprometer as funções vitais, por isso, exige tratamento prolongado.

De acordo com dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), a endocardite bacteriana é responsável por uma alta morbidade e por significativas taxas de mortalidade. Em torno de 20% dos doentes não sobrevivem, e quando o foco da doença é dentário ela chega a ser responsável por cerca de 10%dos casos de morte, de vítimas de doenças do coração em todo o mundo.

Além disso, as implicações se estendem para casos de gengivite e periodontite – doenças que causam inflamações na gengiva, por sua vez, ficam irritadas e sangram. Por este motivo a endocardite também está presente em vítimas de doença periodontal.

Ficar atento

Karam pontua que nem sempre o paciente apresenta dores ou outros sintomas, decorrentes de uma inflamação. “Na maioria dos casos, o paciente não percebe que desenvolveu uma destruição óssea do maxilar ou doença grave, e quando descobre já tem lesões, causadas pelo acúmulo de bactérias. Nessas ocorrências, é necessário fazer um tratamento mais específico”, diz.

O mais recomendado para evitar problemas graves de saúde é visitar frequentemente o dentista e seguir as suas indicações. “Se não houve espaço suficiente na boca para os dentes do siso, o mais aconselhável é a extração. A iniciativa evita os riscos de desenvolver sérios problemas de saúde futuros”, conclui.

Fonte: CISE – Clínica Integrada Santo Expedito
Endereço: Av. Duque de Caxias, nº 880, Marco – Belém/PA
Contatos: (91) 3266-0085 – 3241-1561 – 981281400 (TIM)

 

 

Dor nas costas: técnicas e aparelhos modernos para prevenir e recuperar

Instituto oferece técnicas atuais e os mais modernos aparelhos para a prevenção e recuperação de problemas nesta região

O Instituto RV é uma clínica que oferece as mais atuais técnicas de tratamento para a coluna, fisioterapia, baropodometria (estudo da pisada e da postura), tratamento para ATM (articulação temporomandibular), pilates e nutrição, entre outros serviços.

Seus fisioterapeutas atuam nas mais diversas áreas da reabilitação. O diferencial está no atendimento realizado pelo Instituto RV, tem como base um estudo do comportamento e modo de vida do paciente, e não somente nos sintomas apresentados por ele. O Instituto trabalha para interpretar a dor, e não somente diminuí-la.

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Reequilíbrio da Coluna Vertebral – um tratamento exclusivo

Um dos primeiros a oferecer um conceito não cirúrgico de tratamento para a coluna, o Instituto RV especializou-se em tratar pacientes que sofrem de dores agudas e crônicas. Para isso, criou um tratamento exclusivo, não cirúrgico e sem necessidade de prévia avaliação médica, chamado RCV – Reequilíbrio da Coluna Vertebral.

O RCV tem como objetivo eliminar dores e criar independência do paciente no pós tratamento. O programa foi elaborado por meio da combinação de diversas técnicas de tratamento existentes e geralmente usadas de formas independentes, aliando terapia manual a modernos aparelhos.

Por esse motivo, os resultados aparecem em um curto espaço de tempo. O tratamento completo dificilmente excede 10 sessões, e o alívio da dor acontece já nas primeiras sessões. Todos os recursos utilizados têm validação científica.

O índice de eficácia do Reequilíbrio da Coluna Vertebral é de aproximadamente 90%. Algumas das patologias que podem ser tratadas pelo RCV são: hérnias de disco, protusões discais e degeneração discal; lombalgia e cervicalgia; dores no nervo ciático e cervicobraquialgias; espondilolistese e instabilidade vertebral; whiplash; entre outras.

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Além disso, a área de fisioterapia ortopédica, também foco do Instituto, conta com uma estrutura completa para atender lesões de ombros, cotovelos, mãos, joelhos, quadris, tornozelo e pés, além de tendinites, bursites, lombalgias, pré e pós-operatórios – do início ao fim do tratamento – em atendimentos individualizados, o que diminui o número de sessões necessárias para a melhora de um paciente.

Informações: Instituto RV