Vegetariano há 25 anos, jornalista analisa a relação cruel entre humanos e animais

O jornalista Matthew Scully é vegetariano há 25 anos e no livro “Domínio”, que chega às livrarias este mês, pela Civilização Brasileira, narra algumas das lições que aprendeu ao longo desse tempo no que diz respeito às relações entre seres humanos e animais. Em mais de 500 páginas, e sob o subtítulo “O poder do ser humano, o sofrimento dos animais e um pedido de misericórdia”, o autor faz um apelo ao leitor ao explicar as razões pelas quais é preciso tratar os animais com mais consideração e sem crueldade.

Os argumentos de Scully são essencialmente morais – e ele defende que se perde um tanto da nossa humanidade ao não tratar os bichos com o devido respeito. Mas ele também recheia seu apelo com informações, dados e pesquisas. Para ilustrar seu discurso, ele descreve, por exemplo, o funcionamento dos “ranchos de safári”, locais onde animais são criados apenas para serem caçados – e onde paga-se muito dinheiro por essa “diversão”. Scully narra também o teor de uma das conferências anuais da Comissão Baleeira Internacional, cujo foco está em desenvolver métodos mais letais de obter “recursos marinhos vivos”.

Os trechos mais impressionantes, no entanto, são os que ele relata o cotidiano das fazendas industriais. Ali, os animais são tratados como meros produtos e podem passar a vida inteira em condições precárias de encarceramento, sem jamais chegar a ver a luz do sol ou ter contato com um ser humano. Tão assustadoras quando as descrições são algumas das declarações de administradores deste tipo de negócio, citadas pelo autor. Eles argumentam, inclusive, que os animais gostam do confinamento e que têm uma vida melhor do que se estivessem ao ar livre.

Scully cita ainda as pesquisas que detectaram emoções e temperamento em animais – como, por exemplo, as da celebrada pesquisadora Temple Grandin, cuja vida foi até transformada em minissérie – ; e as fazendas menores e orgânicas, que operam de forma mais humana em relação aos bichos.

Trechos

“Quando 250 mil pássaros estão espremidos num viveiro e incapazes até de esticar suas asas; quando mais de um milhão de porcos sobrevive em apenas uma área de chiqueiros, sem jamais pisar em algum lugar a céu aberto; quando a cada ano dez milhões de criaturas seguem para o abate sem ter contato com a menor demonstração de bondade humana – é tempo de repensar preceitos antigos e perguntar o que estamos fazendo e o que nos move.”

“Cerca de 80 milhões dos 95 milhões de porcos abatidos por ano nos Estados Unidos são da pecuária intensiva, segundo o Conselho Nacional de Produtores de Suínos. São criados em fazendas de confinamento em massa e em nenhum momento durante sua vida veem a terra de verdade ou o sol. Geneticamente modificados por máquinas, inseminados por máquinas, alimentados por máquinas, arrebanhados, monitorados, eletrocutados, golpeados, limpados, cortados e empacotados por máquinas – eles mesmos tratados como máquinas, do “nascimento ao bacon” –, essas criaturas, quando comidas, raramente foram tocadas por humanos.”

O autor

Matthew Scully é jornalista. Foi editor literário da National Review e colaborou para o New York Times, Wall Street Journal, Washington Post, Los Angeles Times, Atlantic Monthly, entre outros. Este é seu primeiro livro publicado no Brasil.

Scully

Domínio (Dominion)
Matthew Scully
Tradutora: Catharina Epprecht
Páginas: 546
Preço: R$ 79,90
Editora: Civilização Brasileira | Grupo Editorial Record

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Legumes Vira-Latas: nabo, rabanete e acelga de uma maneira que você nunca viu

De vira-lata eles não têm nada. Nabo, rabanete e acelga de uma maneira que você nunca viu

Alguns legumes são desvalorizados e há quem torça o nariz para eles à mesa ou na feira. Para acabar com o estigma de vira-lata do nabo, rabanete, acelga, entre outros, a cozinheira britânica Anna Jones, autora do livro “Um jeito moderno de comer”, lançamento da Editora Alaúde, dá dicas para transformá-los em surpreendentes pratos.

livro moderno de comer

Confira abaixo as dicas para começar a incluir de uma nova maneira esses legumes na lista do supermercado.

Nabo

nabos pixabay
Pixabay

Vai bem com…
tomilho, alecrim, louro, alho, salsinha, agrião, cenouras, alho-poró, queijo cheddar, batatas, queijos azuis

– Na salada: se desejar uma salada original, corte o mininabo em fatias finas e tempere com limão siciliano e azeite.

– Na sopa: descasque e prepare uma sopa com ele, mais alho-poró, tomilho e louro, finalize com salsinha e gorgonzola.

– Assado: descasque e corte em pedaços iguais, asse com sal, pimenta-do-reino, azeite, alho e limão-siciliano por 45 minutos a 180 ˚C.

Picles: corte em fatias finas e deixe curtir com vinho branco, vinagre, sementes de erva-doce e um bom jato de mel.

*Dica: os nabos mais velhos precisam ser descascados, os mais novos podem ser comidos com casca e crus.

Acelga

acelga organic facts
Foto: Organic Facts

Vai bem com…
feijão branco, lentilha, massas, alho, tomilho, limão-siciliano, cominho, noz-moscada, vinagre, tahine, queijo parmesão

– Salteado: separe talos e folhas – salteie os talos com alho e azeite por 3 minutos, junte as folhas, tempere e sirva.

– Sopa: adicione a qualquer sopa, mais para o final do cozimento, como faria com o espinafre – os talos precisam de mais tempo do que as folhas.

– Apenas os talos: corte em pedaços de 8 cm de comprimento, branqueie por 4 minutos então tempere com 2 colheres (sopa) de tahine e suco de ½ limão-siciliano.

– Frituras: junte as folhas e talos branqueados com as sobras de purê e forme pequenos croquetes, fritando-os de ambos os lados – sirva com iogurte e limão-siciliano.

*Dica: Os talos e folhas precisam ser preparados separadamente, pois as folhas cozinham mais rapidamente

Rabanete

legumes

Vai bem com…
pão, manteiga, sal, tomilho, vinagre, gergelim, pimentadedo-de-moça, soja, sementes

– Salada: misture fatias finas de rabanetes, nabos e cenouras e tempere com limão-siciliano, endro ou cebolinha.

– Em um prato de primavera: acrescente alguns rabanetes cortados em quatro nos últimos minutos de cozimento de ervilhas, tempere com azeite e sirva com hortelã, sal e pimenta-do-reino.

– Com salada de repolho: misture-os a com uma salada de repolho, maçã e cenoura, finalize com limão e coentro.

– Utilizando as folhas: salteie as folhas com alho, sal e pimenta-do-reino e junte azeite de oliva para valorizar cada bocado.

*Dica: escolha os rabanetes menores. Eles serão mais adocicados.

High Line Bar ensina receita de ceviche no Dia Internacional do Milho

No Dia do Milho, hoje (24), o High Line Bar disponibiliza a receita do ceviche (R$ 28,90) que leva peixe branco, cebola roxa, coentro, azeite, batata doce roxa e milho crocante espanhol, fazendo do prato um sucesso da casa. Confira:

Ingredientes

400g peixe branco limpo
Suco de 3 limões
½ maço de coentro
2 un batata doce roxa
½ cebola roxa
1 pimenta dedo de moça
1 colher de sopa de azeite
100g de milho crocante espanhol
Sal a gosto

Modo de preparo

Corte o peixe em cubos grandes. Reserve. Corte a cebola roxa em tiras, pique o coentro e a pimenta finamente. Reserve. Corte a batata doce em cubos pequenos e leve para cozinhar em água com sal até ficar ao dente. Resfrie e reserve. Em um recipiente, coloque o peixe, o limão e uma pitada de sal. Deixe marinar por 20 minutos;
Acrescente a cebola roxa, o coentro, a pimenta e o azeite. Ajuste o sal.

Montagem

Em um recipiente de louça fundo coloque o peixe marinado, por cima finalize com a batata doce e o milho crocante.

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Dificuldade: fácil
Tempo de Preparo: 30 minutos
Rendimento: 4 porções

High Line Bar – Rua Girassol, 144 – Vila Madalena – São Paulo – Horário de funcionamento: terça e quarta-feira, das 18h às 2h. Quinta-feira, das 18h às 3h. Sexta-feira, das 18h às 5h. Sábado, das 15h às 5h. Domingo, das 16h às 24h

 

 

Torta Adria para celebrar o Dia Internacional do Milho

Hoje, 24 de abril, é comemorado o Dia Internacional do Milho. Grão rico em nutrientes e com vários benefícios à saúde, é um dos alimentos mais consumidos no mundo. Ao contrário do trigo e arroz, a casca do milho é conservada, sendo fundamental para eliminar as toxinas do organismo. O maior produtor do cereal são os Estados Unidos, com foco no consumo animal, mas no Brasil é utilizado, principalmente, como base de vários preparos culinários, como doces e salgados.

Encontrado com facilidade em qualquer supermercado, agora que você sabe que o milho tem uma data especial, a Adria, uma das principais marcas de massas, biscoitos e torradas do país, ensina uma receita de torta para você nunca perder.

O prato é feito com frango, milho, palmito e azeitona. Leva um pouco mais de 1 hora para ficar pronto e tem rendimento de 10 porções. Devido a sua leveza e versatilidade, o Biscoito Cream Cracker Adria é um excelente ingrediente para preparar tortas salgadas.

Confira a receita abaixo e saboreie:

Torta Cream Cracker

Ingredientes

1 quilo e meio de peito de frango cozido e desfiado, se preferir utilize 5 coxas e 5 sobre coxas
2 a 3 pacotes de Biscoito Cream Cracker Adria
Palmito, ervilha, azeitona, salsa e cebolinha
Massa de tomate para o molho (1 colher de sopa)
1 lata de creme de leite
Queijo ralado

Modo de preparo

– Cozinhe o frango numa panela com água, folha de louro, cebola espetada com 4 cravos da índia e pedaços de cenoura. Quando estiver cozido, retire-os e desfie. Reserve esta água.
– Em uma panela com um pouco de azeite, refogue a cebola, deixe-a murchar, junte 1 colher de sopa de massa de tomate, o palmito picadinho, a ervilha, azeitonas, mexa bem e acrescente a salsinha picada, se estiver muito seco, coloque um pouco da água do cozimento do frango.
– Molhe os biscoitos no caldo morno cobrindo o fundo de uma forma grande. Coloque o recheio e cubra com o creme de leite. Coloque outra camada de biscoito molhado no caldo, a última camada deve ser de molho de frango. Cubra com maionese, salpicando queijo parmesão. Deixe 1/2 hora fora da geladeira para o biscoito amolecer e tomar consistência e depois pode levar para a geladeira servindo no dia seguinte.

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Fonte: Adria

Campanha Dia das Mães Shop2gether

A co-founder Ana Isabel de Carvalho Pinto, a consultora de estilo Costanza Pascolato e a curadora de estilo Camila Espinosa estão juntas na campanha Shop2gether que celebra o Dia das Mães.

Super Mamma, Hot Mamma e Bella Mamma, respectivamente, na ação, elas vestem as camisetas criadas pela Mixed pensando nos vários estilos de uma mãe moderna. A pocket collection está à venda com exclusividade no Shop2gether, o maior e-shopping premium do país.

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Informações: Shop2gether

Dia das Mães: GrandVision by Fototica em parceria com MAC Cosmetics

Até dia 13 de maio, a rede de óticas oferecerá presentes da marca de cosméticos

A Grandvision by Fototica, líder global do varejo ótico, lança uma campanha de Dia das Mães em parceria com a marca de cosméticos MAC, conhecida e adorada por públicos de todas as idades. Desde 23 de abril, as lojas da rede estão oferecendo uma surpresa exclusiva para os clientes que realizarem compras de óculos de sol.

Nas compras a partir de R$ 299,00, o cliente ganhará um Gift Card da MAC para deixar o presente de Dia das Mães ainda mais especial. Haverá a possibilidade de escolher entre os batons tradicionais da marca em itens selecionados. A promoção é válida para todas as marcas de óculos de sol em qualquer loja da Grandvision by Fototica.

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 Informações: GrandVision by Fototica

 

Saiba como as frutas auxiliam na saúde dos cães

Provavelmente os tutores já pensaram em dar frutas como petisco para os cães, mas é importante lembrar que não são todas as frutas que fazem bem para seu amigo, apenas algumas possuem propriedades benéficas para a dieta dos cães.

O médico veterinário da Naturalis, Marcello Machado, explica que em hipótese alguma a alimentação do cachorro pode se basear apenas em frutas, pois ele precisa de uma nutrição balanceada com proteínas de qualidade e fibras em níveis ajustados.

“Para atender o paladar dos cães que gostam de frutas, existem rações no mercado pet como a Naturalis, que além de possuir formulação 100% natural, também conta com sabores, vitaminas, sais minerais e os nutrientes da maçã e do mamão, que são poderosos aliados para manter o cão sempre bem-alimentado e saudável”, indica.

A ração com frutas também pode ser uma ótima opção para cães que não sentem atração pela ração comum, pois a ração com frutas possui um odor diferenciado e mais atrativo para o olfato canino. “Além das frutas, Naturalis possui em sua composição verduras, carne, ingredientes integrais, e é livre de conservantes artificiais e corantes para o cão crescer com vitalidade e energia, resultando saúde e a longevidade do animal”, complementa Machado.

O médico veterinário da Naturalis apontou os benefícios da maçã e do mamão para os cães, confira:

cachorro comendo maça

Maçã para cachorro – contém vitaminas B, C e E, rica em probióticos e é uma ótima fonte de fibras para favorecer a função intestinal, possui baixo valor calórico e contribui para manter a imunidade alta e regula a glicemia dos pets.

Mamão para cachorro – assim como a maçã, é fonte de fibras e possui um sabor que agrada muito os cães. Ajuda a melhorar a digestão e possui vitaminas A e C, cálcio e potássio.

Fonte: Naturalis

Lush Prize 2018: prêmio mundialmente pioneiro para alternativas aos testes em animais abre inscrições

Lush Prize, criado a partir da parceria da Lush Cosmetics com a Ethical
Consumer Research Association, é o maior fundo de premiação no setor de
testes toxicológicos em animais. Desde sua primeira edição, em 2012, o prêmio já
investiu £1.8 milhões em projetos que visam alternativas aos testes em animais.

“O prêmio reconhece que, para ter umfuturo de testes químicos mais humanos
e confiáveis, precisamos de maispessoas envolvidas em diversas áreas,
desde campanhas ativistas e treinamentos de cientistas, até tecnologias alternativas de ponta e lobbying”, afirma Rob Harrison, diretor do Lush Prize.

Jovens cientistas que desenvolvem pesquisas de tecnologia de ponta têm se
destacado nas listas de vencedores nas últimas edições do Lush Prize. Na edição
passada, a vencedora da categoria Ciência foi uma professora de bioimpressão da
Harvard University e na categoria Public Awareness, a organização chilena Te protejo.

Também tivemos ganhadores brasileiros pela 4ª vez consecutiva e entre eles está a
brasileira Carolina M. Catarino. O projeto Modelos de pele humana usando tecnologia
de bioimpressora 3D, que ganhou £10.000, tem como objetivo criar, em laboratório,
novos modelos de pele humana in vitro para serem usados no lugar de animais em
testes de cosméticos e medicamentos.

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Ainda em 2017 outro vencedor brasileiro foi o Dr. Renato Ivan de Ávila Marcelino, da
Universidade Federal de Goiás, com o projeto Aplicabilidade da associação de micro-
DPRA e foto-micro-DPRA para identificar potencial de fotosensibilidade em misturas
reais, que tem como objetivo propor novas estratégias de testes de alergia que não
precisem de animais como cobaias.

Róber Bachinski, ganhador do Lush Prize 2016 na categoria Lobbying, com o Instituto
1R de Promoção e Pesquisa para Substituição da Experimentação Animal não tem
fins lucrativos e reúne pesquisadores e especialistas em diversas áreas que possuem
como objetivo final, substituir o uso de animais na ciência e na educação. O biólogo
também estava entre os vencedores da edição de 2014 como Jovem Pesquisador.

Única representante latino-americana na edição de 2015, Bianca Marigliani, especialista em biologia molecular, ganhou a premiação na categoria Jovem Pesquisador. Seu projeto envolvia, principalmente, a preocupação com a utilização de produtos de origem animal em testes alternativos. Bianca também é membro fundador do Instituto 1R.

O prêmio se divide em seis categorias diferentes:

Ciências: pelo desenvolvimento de testes que substituem testes em animais;
Treinamento: pesquisas de treinamento em testes que não utilizam animais;
Consciência pública: aumento da conscientização pública de testes que ocorrem em animais;

Lobbying: intervenções políticas que promovem a utilização de substitutos;
Jovem pesquisador: para pesquisadores abaixo de 35 anos especializados em pesquisa de reposição;

Black Box: por um avanço em pesquisa de caminhos humanos de toxicologia.
As inscrições para o prêmio podem ser feitas online pelo site Lush Prize a partir do dia 4 de abril e encerram no dia 4 de julho. Um painel de juízes de todo o mundo se reunirá em setembro para avaliar os candidatos e os vencedores serão anunciados em uma cerimônia de premiação em Londres, em novembro.

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Sobre Ethical Consumer Research Association: organização sem fundos lucrativos e consultoria para cooperativas especializada em pesquisas independentes pelo bem-estar dos animais e questões ambientais.

 

 

O que pessoas com a síndrome do intestino irritável gostariam que você soubesse

A síndrome do intestino irritável é algo mais comum do que se pensa. Porém, por aqui no Brasil, não há muita pesquisa ou se fala muito sobre o assunto. Esta matéria publicada em um site americano traz algumas dicas para quem tem e para quem conhece alguém com o problema. Confira:

1 – SII não é uma coisa temporária

mulher dor SII
Uma dor de barriga ruim ou um ataque da gripe estomacal não é SII. A síndrome do intestino irritável é uma condição vitalícia que traz dor de estômago severa e diarreia repetida, constipação ou ambas. Apenas nos EUA, entre 25 milhões e 45 milhões de pessoas têm a síndrome.

2 – É mais que uma inconveniência

banheiro feminino alvimann
Você não sabe quando os sintomas da SII vão atingi-lo ou quão ruins eles serão. Às vezes, eles são gerenciáveis. Outras vezes, estão passando. Alguém com SII-D (com diarreia) pode ter dez ou mais crises por dia – mesmo com medicação. Os sintomas interferem no trabalho, na escola e nas atividades sociais.

3 – Não é apenas uma doença de mulher

homem dor estomago barriga
Sim, a síndrome é mais comum em mulheres. Mas os homens também têm o problema. Cerca de 1 em cada 3 pessoas que têm SII são do sexo masculino. No entanto, é menos provável que os rapazes da América do Norte contem aos médicos sobre isso do que os rapazes de outros continentes*.

4 – Sua SII não é a minha SII

microbiota intestino SII
Todas as pessoas com SII passam por experiências diferentes. Existem três tipos principais. Se você tem SII-D, a diarreia é o principal sintoma. SII-C apresenta constipação. Pessoas com SII-mista têm diarreia e constipação. Não importa o tipo que as pessoas tenham, na maioria das vezes, os médicos não sabem o que está causando isso**.

5 – Ansiedade de ir ao banheiro é real

mulher ansiedade
Alguém com SII não tem tempo para esperar até a próxima área de descanso para um banheiro – especialmente se eles tiverem a SII-D. Pessoas com esse problema geralmente mapeiam a localização dos banheiros públicos antes de saírem de casa. Um terço das pessoas com o distúrbio diz que fica longe de eventos que não têm banheiros nas proximidades. Se você conhece alguém com a síndrome, pode ajudar ao entender quando ele diz: “Eu preciso de um banheiro agora”.

6 – Ser chamado de doente acontece muito

depressão
Uma pesquisa de 2015 da SII nos EUA descobriu que estudantes e trabalhadores com a síndrome perdem em média dois dias por mês por causa do problema. Alguém com SII pode cancelar atividades sociais e familiares no último minuto também. Isso acontece porque uma explosão da SII acontece em um instante e não há como saber quando uma delas ocorrerá.

7 – Não há dieta mágica

sem gluten
Foto: Shutterstock

Os alimentos que desencadeiam os sintomas da SII em uma pessoa nem sempre causam problemas para outra. O que é ainda mais complicado é que algo pode ser bom para comer hoje, mas terrível para comer amanhã. A conexão entre alimentos e o surgimento do problema é complicada. Pessoas com a síndrome sabem o que podem e não podem ter – e quando. Se for um dia ruim de sintomas,  podem passar o dia com lanches no escritório.

8 – Os sintomas são realmente ruins

mulher deitada na cama dor doente
Em uma pesquisa recente, 4 em cada 10 pessoas com SII desistiriam de sexo por um mês para se sentirem melhor. A American Gastroenterological Association também descobriu que 47% das pessoas com SII desistiriam de acesso à Internet por um mês para alívio. Mais de 50% dizem que abandonariam o café por 30 dias para se libertarem do desconforto.

9 – O estresse torna as coisas piores

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Um primeiro encontro, um exame final ou uma grande reunião com o chefe pode ser um pesadelo para a SII. Isso porque o cérebro governa o intestino. O estresse faz as coisas se movimentarem mais no seu cólon. Qualquer um pode ter uma barriga nervosa se estiver estressado, mas as pessoas coma síndrome sentem ainda mais.

10 – Problemas intestinais não são normais

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Muitas pessoas vivem com sintomas de SII por anos, sem tratamento, porque acham que o que estão passando é normal. Na verdade, a maioria das pessoas espera pelo menos um ano antes de marcar uma consulta. Mais de 10% aguentam isso por mais de uma década antes de começar a falarem sobre. Se você acha que algo está acontecendo, consulte seu médico imediatamente.

11- Medicamentos não podem curar

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Pixabay

Não há cura para a SII. Coisas como remédios, mudanças em sua dieta, aconselhamento e alívio do estresse aliviam os sintomas, mas dão apenas um alívio temporário. Produtos sem receita estão lá fora para tratar a diarreia ou constipação. Ainda assim, a dor e as cólicas podem ser muito difíceis e algumas pessoas vão precisar de remédios prescritos. Pesquisadores continuam a busca por novos tratamentos, mas as chances são de que, se alguém teve SII por um tempo, os médicos podem já ter tentado quase tudo.

12 – Traga seu amigo de volta

mulher homem conversa trabalho pexels
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Falar sobre tópicos higiênicos é muitas vezes um tabu, e as pessoas com SII temem que possam te afastar. Alguns preferem privacidade. Outras pessoas lhe dirão por que perderam um dia de trabalho ou recusaram um convite – se você realmente quer saber. Seja solidário e ouça sem julgamento.

*Será que aqui no Brasil passamos pela mesma situação?

**No Brasil, os médicos incluem ainda a SII indeterminada.

Fonte: WebMD – Revisado por Neha Pathak

Abril é o mês mundial de luta contra o câncer

Disparidades nas tendências temporais das taxas de mortalidade por câncer do colo do útero no Brasil*

O câncer do colo do útero é uma importante causa de morte em mulheres no mundo todo, e as taxas são afetadas pelo nível de desenvolvimento das regiões. Enquanto uma tendência de redução da incidência e da mortalidade é observada em países de renda média e alta, este câncer continua sendo um problema importante em países de baixa renda.

No Brasil, onde coexistem regiões com diferentes níveis de desenvolvimento, espera-se observar uma heterogeneidade nas taxas. Este estudo teve como objetivo corrigir e descrever as taxas de mortalidade por câncer do colo do útero no Brasil e verificar suas tendências, por regiões e grupos etários.

Métodos

Os dados de 2003 a 2012 foram acessados por meio do Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde. A correção das taxas de mortalidade específicas por idade foi feita adicionando à câncer do colo do útero (CID C53) a redistribuição proporcional de causas de morte mal definidas (CID R00-99) e mortes codificadas como “útero, porção não especificada” (CID C55). A variação percentual anual (VPA) foi obtida por análise de tendência (Regressão de Joinpoint).

Resultados

Em dez anos as mortes por câncer, por causas mal definidas, por câncer do colo do útero, e por câncer do útero, porção não especificada, corresponderam a respectivamente 18,9%, 10,8%, 3,0% e 1,3% do total de mortes, excetuando-se causas externas. A proporção de causas mal definidas foi reduzida em mais da metade no período. Após correção, a taxa de mortalidade por câncer do colo do útero padronizada por idade foi de 7,2 por 100.000 mulheres/ano. O aumento total nas taxas após as correções foi de 50,5%.

Para o Brasil foi observada uma tendência significativa de redução das taxas no período (VPA = −0,17, p<0,001). A região Norte foi a única região que não apresentou tendência significativa de redução (VPA + 0,07, p = 0,28). As tendências de redução das taxas foram restritas a grupos etários com mais de 40 anos.

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Conclusões

Foi observada uma redução das taxas de mortalidade por câncer do colo do útero no Brasil entre 2003 e 2012 em mulheres com mais de 40 anos. Melhorias no rastreamento, diagnóstico e tratamento podem justificar essa tendência. As taxas variaram substancialmente entre as regiões e aumentaram cerca de 50% após a correção. Discrepâncias na eficiência das atividades de controle do câncer provavelmente influenciaram esses resultados. As políticas de controle do câncer devem considerar as diferenças no acesso aos cuidados e as características das regiões para melhorar sua eficiência.

*Diama Bhadra Vale, Catherine Sauvaget, Richard Muwonge, Jacques Ferlay, Luiz Carlos Zeferino, Raul Murillo, Rengaswamy Sankaranarayanan – Cancer Causes & Control, Julho de 2016