Arquivo da categoria: Alimentação

Proteste avalia qualidade de 15 marcas de rações para gatos; confira o resultado

Análise mostra que Brasil ainda não possui critérios para verificar a qualidade do alimento para o animal

Gatos são animais carnívoros que, diferente do imaginário de desenhos animados, não precisam de leite, e sim de uma dieta rica em proteínas e gorduras. Pensando em esclarecer a qualidade das rações para felinos disponíveis no mercado, a Proteste, associação de consumidores, levou 15 marcas para o laboratório, a fim de certificar se todas suprem as necessidades nutricionais dos pets.

Durante o teste foram avaliadas 15 marcas de ração: EQUILÍBRIO Gatos adultos indoor, N&D Grain free adult cat, PREMIUM CAT Vitalidade adulto, PREMIER Adultos ambientes internos, NATURAL Alimento superior premium para gato, GRAN PLUS Alimento high premium adulto, GOLDEN Gatos adultos, MAX CAT Professional line adulto, PRO PLAN Vitalidade adult optidigest, SABOR & VIDA Adulto, CAT CHOW Exigentes, THREE CATS Premium especial adultos, TOP CAT Fish flavour pescado, FRISKIES Peixes & frutos do mar e WHISKAS 1+anos.

gatos comendo pixabay

No teste, todas as opções de ração seca para gatos adultos se mostraram de qualidade. O consumidor pode optar por versões mais baratas, como a Gran Plus, cujo preço do quilo é de R$16, ou pela mais cara da pesquisa, a N&D, que custa R$49 na mesma quantidade que a primeira. O importante é saber que escolhendo qualquer uma das duas não estará prejudicando ou privando o animal de uma dieta saudável, mas ao escolher pela primeira poderá levar para a residência até três pacotes com o preço da segunda.

O Brasil não possui uma norma para padrões de qualidade deste tipo de alimento, por isso, a Proteste se baseou nas recomendações da European Pet Food Industry Federation (Fediaf), que estabelece critérios como a quantidade adequada de proteína e de outros nutrientes que atendam às necessidades fisiológicas dos gatos.

Para a Federação, o mínimo de proteína oferecido pelo alimento deve ser de 33,3% e 0,13% para taurina e 0,23% para metionina. A digestibilidade da proteína (proporção que será absorvida) aceitável é de 80% e, a maioria das marcas testadas no Brasil ultrapassou este critério, com 95% de digestibilidade. A marca que menos se destacou nesta análise foi a Friskies, com 88%, o que ainda representa um bom resultado.

Sem exceções, as rações atenderam às recomendações referentes à quantidade e qualidade da proteína (possuem quantidades adequadas deste nutriente, boa absorção e proporções adequadas dos aminoácidos taurina e metionina, considerados essenciais aos gatos). As duas marcas que se destacaram neste quesito foram a N&D, e a Equilíbrio, sendo consideradas excelentes. A porcentagem gordura presente no alimento também foi analisada, bem como a quantidade de ácidos graxos essenciais presentes. A Fediaf determina que a ração deve ter, no mínimo, 9% de gorduras, 0,67% de ácido linoleico e 0,008% de ácido araquidônico para animais adultos. Todas as marcas oferecem níveis adequados, e a Premium Cat, Equilíbrio e N&D se sobressaíram.

gato comendo

O teste também verificou os níveis de fibras e carboidratos presentes, responsáveis por saciar a fome do animal e melhorar o trânsito intestinal. Uma vez que os felinos não precisam de grandes quantidades de fibras, o máximo recomendado é de 5%. Nesta categoria, a TOP Cat apresentou a maior quantidade de fibras (3,9%) e a Equilíbrio a menor quantidade (0,86%). Os carboidratos, fonte de energia do animal, são considerados bons quando não representam mais de 65%. Das 15 marcas avaliadas, todas foram aprovadas, mas a N&D e a Equilíbrio se destacaram por oferecerem as menores quantidades do nutriente, com 21% e 34%, respectivamente.

A energia que os gatos precisam é encontrada nas calorias do alimento, o consumidor deve verificar se está oferecendo os valores corretos ao animal. Quando os níveis calóricos ficam abaixo do recomendado o bicho pode sofrer deficiências energéticas ou começar a sentir mais fome. O recomendado é que o gato coma a quantidade mínima de 325kcal/100 g de ração. Neste ponto a N&D se saiu melhor com 443 kcal/100 g, seguida por Equilíbrio, com 429 kcal/100 g, Premium Cat, 426 kcal/100 g. A rações Friskies (com 383/100 g) e Whiskas (com 377kcal/100g) foram as menos energéticas. Os índices de cálcio, fósforo, zinco, magnésio e vitamina A também passaram pela avaliação nutricional, com todas as marcas aprovadas.

Todas as marcas se mostraram ser preparadas com material de qualidade. Os níveis de umidade ficaram dentro do esperado, o que é bom, pois quando estão em excesso favorecem o crescimento de fungos e elevam a produção de micotoxinas (que podem ser cancerígenas). Na análise, também foram procuradas cinzas. Elevada quantidade de cinzas pode significar que ingredientes de baixa qualidade e digestibilidade são utilizados como matéria-prima na ração como, por exemplo, cascas de cereais e farinha de aves (com excesso de penas, patas e bicos). Quanto maior a quantidade de cinzas, menor a qualidade nutricional e pior a digestão do animal. A marca que apresentou os menores índices foi a N&D, com 6,17%, a Whiskas foi a com o valor mais alto 9,54%.

No que diz respeito a peroxidação, indicativo de qualidade da gordura, os resultados também foram satisfatórios. Foi procurada a presença de BHT e BHA, que são conservantes usados para prolongar a duração das rações, e neste quesito muitas marcas ultrapassaram o limite europeu. A N&D, que indica utilizar apenas conservantes naturais foi pega neste teste pela detecção de BHT e BHA que não são compostos naturais. Neste ponto, também foram consideradas ruins por ultrapassarem o limite a Cat Chow, Golden, Premier, ProPlan, Premiun Cat e Whiskas. A Premier foi a única que apresentou aflatoxinas, um composto tóxico produzido por fungos, porém em baixas quantidades.

gato comendo pixabay

Diante dos resultados do teste, a Proteste pediu ao Ministério da Agricultura a elaboração de uma norma que estabeleça padrões de qualidade para rações no mercado brasileiro, de acordo com os parâmetros recomendados internacionalmente para alimentos de gatos. Para ver o comparador de rações para gatos, basta acessar o site aqui.

 

Anúncios

Especialista em chás dá dicas para servir a bebida com excelência em casa

Você sabia que chá, no sentido estrito da palavra, é só aquele que se origina das folhas da planta Camellia sinensis? Todas bebidas preparadas com outras ervas e frutas devem ser chamadas de infusões. Você sabia que dependendo do horário que você tomar o seu chá, ele pode trazer benefícios para a sua saúde?

“Não é que exista um regra ou horário para o consumo da bebida, mas por exemplo, o chá preto consumido pela manhã estimula os neurotransmissores cerebrais que ajudam a dar energia. O chá verde após as refeições ajuda na digestão e é diurético e o chá e camomila à noite, ajuda a acalmar”, explica Simone Skorek, chef e proprietária da curitibana Chá com Alice.

Simone comenta, ainda, que na hora de preparar um chá, decidir entre infusão e decocção vai interferir diretamente na eficácia da bebida. Por isso, é bom você sempre levar em consideração o ingrediente que está sendo utilizado, já que ele também pode indicar a forma adequada de utilização. O método por infusão é o mais utilizado para os chás que usam a Camellia sinensis, ou mistura de ervas como melissa, camomila, capim limão, erva doce. Já a decocção é usada quando usamos frutas, cascas e raízes para que saiam todos seus sabores e aromas.

Agora que você já sabe um pouquinho mais sobre os chás, como preparar o chá perfeito?

infusor

Etapa 1 – encha um infusor ou um saquinho para chá, (1 medida de colher de chá para cada xícara de chá), com o chá ou a infusão de sua escolha, coloque dentro de um bule de preferência de porcelana ou vidro, o metal pode alterar o gosto e as propriedades.

cozinha fogão chaleira mastertux pixabay
Foto: Master Tux/Pixabay

Etapa 2 – esquente a água na chaleira, sem deixar ferver, em torno de 85°C (quando as primeiras bolhinhas começarem a subir)

bule chá agua pixabay
Pixabay

Etapa 3 – jogue a água no bule, sempre em movimentos circulares para permitir uma maior entrada de oxigênio.

chá pixabay
Pixabay

Etapa 4 – Deixe a bebida descansar coberta, assim ela guarda os aromas e mais propriedades. Cada bebida pede um tempo diferente, de 3 a 7 minutos.

A temperatura e o tempo do seu chá

  Temperatura Tempo
Chá preto 95-96°C 3-5 min
Chá verde 70°C 1-3 min
Chá branco 80°C 2-3 min
Infusão 100°C 5-7 min
Decocção 100°C 5-7 min

*Respeitar temperatura e tempo é importante para que as folhas de seu chá não fiquem queimadas e nem amargas.

Fonte: Chá com Alice

Proteína da ervilha é nova opção para vegetarianos e veganos

Apesar do Brasil ainda ser um dos grandes consumidores de carne, o número de adeptos do vegetarianismo e do flexitarianismo, dieta que apenas reduz a ingestão de alimentos derivados de animais, não para de crescer. Segundo o estudo Alimentação Saudável – Tendências 2017, realizado pela Mintel – fornecedora global de pesquisa de mercado, 37% dos entrevistados tentam limitar a quantidade de carne consumida. Diante desse cenário, produtos à base de vegetais ganham espaço como alternativas mais saudáveis.

No caso dos alimentos sem proteína animal, elaborados em grande escala pelas indústrias, os insumos que substituem a carne são, geralmente, derivados da soja. Para atender às expectativas de consumidores que buscam variações em seus cardápios, o setor alimentício passou a pesquisar fontes alternativas à proteína de soja. O avanço dos estudos resultou no desenvolvimento de concentrados proteicos à base de ervilha.

“Enxergamos uma lacuna no mercado brasileiro, uma vez que, notamos haver apenas opções com proteína de soja disponíveis nas prateleiras do país, o que nos fez investir em pesquisa para entender como deveria ser esse novo produto. Foram dois anos de estudos e testes até chegarmos nessa alternativa inovadora para substituição da carne animal”, explica David Oliveira, diretor de marketing da Superbom, empresa que lançou recentemente uma nova linha de substitutos feita com proteína da ervilha.

Benefícios da ervilha

ervilha dmedina
Foto: D.Medina/Morguefile

Segundo Cyntia Maureen, nutricionista e consultora da Superbom, a ervilha é uma das melhores fontes proteicas do universo vegetal. “Muitos associam proteína apenas às fontes animais, e esquecem que existe uma gama de outros alimentos cheios dessa propriedade, como é o caso dessa leguminosa, que além de conter quase o dobro de proteínas da maioria dos vegetais, também possui muitas outras vantagens nutricionais, como auxílio na prevenção da diabetes, no fortalecimento dos ossos e na digestão”.

A ervilha é rica em arginina, um aminoácido que melhora a circulação sanguínea, reduz o risco de arteriosclerose, ataques cardíacos, diminui o colesterol ruim, previne hipertensão, entre outros benefícios. É constituída de carboidratos complexos, ou seja, sua absorção é mais lenta, não causa picos de insulina, o que resulta em níveis menores de glicemia no sangue.

Outra característica importante do tipo de carboidrato presente nesse vegetal é que a saciedade dura mais tempo. Em outras palavras, essa leguminosa e sua proteína, que pode ser isolada, são opções funcionais nas dietas para manutenção ou perda moderada de peso. Além de possuir uma quantidade considerável de amido resistente, cujas propriedades assemelham-se às fibras, fator relevante para o controle de glicose.

“As fibras alimentares também estão presentes na ervilha. Elas não só contribuem para a redução dos níveis de colesterol no sangue e melhoram a glicemia em pacientes com diabetes, como auxiliam na prevenção de doenças cardiovasculares, AVC’s e doenças vasculares periféricas, se consumidas regularmente”, finaliza a especialista.

Sugestões de Produtos

Linha de proteínas à base de ervilha

superbom 1.jpg

A nova linha de proteínas congeladas e resfriadas da Superbom é mais moderna e muito saborosa. Ao todo, são dez opções ovolactovegetarinas, como linguiças, salsichas, mortadelas, mini empanados, hambúrgueres e o Filé de Frango em pedaços, e três produtos para o público vegano: Miniempanado multigrãos sabor legumes, Burguer de quinoa e Steak multigrãos sabor legumes. Todos contam com a proteína isolada da ervilha.

Fonte: Superbom

Pinheiros ganha o primeiro Café Le Manjue

Referência em gastronomia saudável com uso de ingredientes orgânicos, Pinheiros ganhou o primeiro Café Le Manjue em abril. Localizado no Civi-co, um co-working voltado para empreendedores cívico-sociais, cujos projetos geram transformações positivas para sociedade, o novo espaço serve criações assinadas pelo chef Renato Caleffi, que desde 2007 está à frente do restaurante.

O menu do café Le Manjue traz receitas exclusivas, como a Coxinha Fit, preparada com mandioca orgânica, frango natural, cúrcuma, farinha de arroz e flocos de amaranto (R$ 10,00); o Kibe de Painço, feito com cereal ancestral, limão, biomassa de banana verde, tomate, cebola, azeite, hortelã e especiarias (R$13,00); oTostex de Pesto de manjericão, muçarela de búfala e geleia de tomate (R$ 19,50); e a Torta de palmito com azeitonas e tomate, que leva massa de grão de bico, tahine com recheio de creme de palmito, leite de castanha de caju e biomassa de banana verde (R$20,00).

www.tbfoto.com.br
LE MANJUE - SP/SP - 22/02/2018
Foto: Tadeu Bruwww.tbfoto.com.br
LE MANJUE - SP/SP - 22/02/2018
Foto: Tadeu Bruwww.tbfoto.com.br
LE MANJUE - SP/SP - 22/02/2018
Foto: Tadeu Bru

Há ainda pratos já conhecidos do público, como a Cestinha de frango thai, cuja porção é formada por 6 cestinhas de massa de harumaki assada com recheio de frango moído, pimenta, milho, leite de coco, shoyu e mascavo (R$ 20,00) e a Salada com de folhas e legumes da estação orgânica salpicada de sementes, muçarela de búfala e molho de mostarda dijon, vinagre de maçã e azeite,servida com acompanhamento de escolha do cliente (R$ 36,00). Entre os doces, os bolos que fazem sucesso na matriz, aparecem em versões naked (sem coberturas e acompanhamentos) e os sabores variam diariamente.

www.tbfoto.com.br
LE MANJUE - SP/SP - 22/02/2018
Foto: Tadeu Bruwww.tbfoto.com.br
LE MANJUE - SP/SP - 22/02/2018
Foto: Tadeu Brunelli
ATENCAO: Toda foto deve ser publicada com o credito do autor, na sua integra sem cortes ou modificacoes, de acordo com a Lei Nº 9.610 de 19/02/1998.

Para completar, a casa firmou parcerias com fornecedores de excelência. O pão de queijo (R$ 6,00), por exemplo, é da Quem Quer Pão 75 e é feito a partir de queijo curado e polvilhos mineiros, enquanto o café espresso é orgânico, fruto de uma parceria com a Três Corações; e o café coado é assinado pelo Café Dom Viçoso, que criará diferentes blends para a casa mensalmente.

As bebidas, aliás, merecem uma atenção à parte. Destacam-se na carta o Capunache, feito com café, leite de castanha de caju, creme de chocolate e canela (R$ 12,00) e o Chai Latte, com leite de castanha de caju, chá preto, especiarias. Receitas tradicionais, como Machiatto (R$ 5,50 / R$ 8,50) e Cappuccino (R$ 8,50), podem ser feitas com leite integral ou leite de castanhas. Aqueles em busca de refrescância também encontram sucos de frutas orgânicas prensadas a frio (R$ 13,00), kombuchas assinadas pelo próprio Le Manjue, criadas com a Puro Verde Sucos (R$ 15, 00) e a cerveja UMA, de autoria própria, artesanal, sem glúten e com capim-limão (R$ 16,00).

Assim como o restaurante que lhe deu origem, o Café Le Manjue tem projeto arquitetônico assinado pela arquiteta Flávia Machado, especialista em construções sustentáveis. Nessa empreitada, temperos e outras plantas aparecem suspensas, enquanto o mobiliário privilegiou fornecedores da região.

Le Manjue: Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 445 – Pinheiros – Horário de funcionamento: segunda a sexta, das 9 às 19 horas

 

Veganos ganham espaço na rede Carol Coxinhas

A coxinha vegana agora faz parte do cardápio da rede de franquias Carol Coxinhas. O quitute tem massa preparada com caldo de legumes feito artesanalmente, farinha de trigo, água e sal e recheada generosamente com brócolis, cebola, alho e proteína texturizada de soja.

Com mais de 40 lojas em todo o país, o salgado que é totalmente adequado à alimentação especial e servido em formato finger food, está disponível para venda em copos nos tamanhos P, M e G em todas as unidades.

CarolCoxinhas_1213092016_baixa-45

A coxinha vegana vem atender à exigência de um púbico bem específico, mas tem conquistado o paladar até dos mais fiéis ao tradicional quitute. “É um público que merece ser visto com um olhar especial por nós, com uma filosofia de vida que merece respeito”, conclui Carol Martinelli, fundadora da rede.

Informações: Carol Coxinhas

Receitas para eliminar toxinas e nutrir o corpo sem radicalismo

Desânimo, inchaço, pele e cabelo sem vida são alguns dos sinais de que seu organismo está com excesso de toxinas. Para reverter esse quadro, apostar em um programa de alimentação desintoxicante é um caminho eficiente para recuperar o organismo de excessos.

“Durante o tratamento de desintoxicação, a alimentação deve ser rica em alimentos que alcalizam o organismo (mínimo 60% da dieta) e reduzida em alimentos e bebidas que acidifiquem o organismo (máximo 40% da dieta)”, sinaliza Michelle Mileto Troitinho, nutricionista do Kurotel – Centro Médico de Longevidade & Spa de Gramado (RS).

Confira, a seguir, práticas para adotar uma filosofia de alimentação mais saudável e focada na desintoxicação:

=Reduza o consumo de café, sal refinado, açúcar branco, carne vermelha, frango de granja, queijos, leite de vaca, farinha de trigo branca (e seus derivados), frituras, embutidos e bebidas alcoólicas por serem considerados alimentos ácidos e proteínas alergênicas mal digeridas pelo organismo. “Todas as vezes que comemos esses alimentos em excesso, desencadeamos uma resposta inflamatória, induzindo a produção de mediadores inflamatórios, que causam um aumento da produção de radicais livres, gerando danos aos hepatócitos”, explica a especialista em nutrição.

=Evite o consumo de qualquer alimento industrializado, que seja cheio de aditivos alimentares, como os que contêm na lista de ingredientes o glutamato monossódico, adoçantes artificiais (sacarina, aspartame), corantes, aromatizantes, estabilizantes e excesso de conservantes, já que são substâncias que podem se acumular no organismo, quando consumidas em demasia, causando toxicidade. “Elas modificam funções e bloqueiam reações metabólicas. O fígado também fica sobrecarregado, pois é o responsável pela produção das enzimas que metabolizaram estas substâncias até serem eliminadas no processo de desintoxicação”, complementa Michelle.

=Deixe de lado frituras e carnes em geral com gordura aparente e aposte diariamente em uma pequena porção de amêndoas, castanhas sem sal, nozes, azeite de oliva, sementes de gergelim, abóbora e girassol, que têm gorduras essenciais e nutrientes antioxidantes como selênio, cobre, zinco e vitamina E, que reduzem inflamação e melhoram a desintoxicação.

organicos

=Substitua o que for possível por alimentos de cultivo orgânico a fim de minimizar a exposição a pesticidas, herbicidas, hormônios e antibióticos. Use frango e ovos caipiras e aumente o consumo de peixes brancos e sardinha fresca (evite salmão de cativeiro e atum em lata, que podem conter metais pesados).

=Dê preferência a alimentos alcalinos, que auxiliam no processo de desintoxicação, como frutas e vegetais em geral, mas, principalmente, brotos, brócolis, couve, alho, amora, mirtilo, lima, limão, laranja, toranja, maçã, alecrim, manjericão, aipo, salsinha, gengibre, orégano, hortelã e açafrão da terra.

=Aumente o consumo de peixes ricos em ômega- 3, como o bacalhau, pirarucu, cavala, salmão selvagem, atum e sardinha frescos. Para complementar a alimentação, inclua ovos caipiras, oleaginosas (castanhas e nozes), aveia, linhaça, chia, feijões, arroz integral, quinoa, batata doce, batata baroa, mandioca, lentilha, grão de bico e kefir.

=Mantenha a hidratação, ingerindo mínimo dois litros deágua dia. Evite o consumo de refrigerantes, sucos em caixinha ou lata, mate, águas saborizadas industrializadas (mesmo as versões dietéticas), pois todos são produtos industrializados cheios de aditivos químicos

Receitas

Salada Antioxidante com Queijo de Búfala e Vinagrete de Frutas Vermelhas

salada desintoxicante.jpg

Ingredientes para o vinagrete
½ xícara (chá) de framboesa (pode usar polpa congelada)
½ xícara (chá) de amora (pode usar polpa congelada)
1 colher (sopa) de aceto balsâmico
1 colher (sopa) de azeite de oliva extravirgem
1 colher (café) de sal marinho não refinado
3 unidades de cebola em conserva
1 colher (sobremesa) de mel (ou calda de agave)

Ingredientes para a salada
8 unidades de morangos
8 unidades de queijo de búfala em bolas
Folhas verdes

Modo de preparo

No liquidificador ou processador, bata todos os ingredientes do vinagrete até obter uma mistura homogênea. Reserve. Corte o morango em quatro partes e corte o queijo de búfala em fatias. Em uma travessa, disponha as folhas, em seguida salpique os morangos e o queijo. Despeje o vinagrete de frutas vermelhas e sirva em seguida. Se desejar, também pode servir o vinagrete em uma louça a parte, em porções individuais.

Rendimento: 4 porções

Sopa de Cebola com Ricota

sopa de cebola.jpg

Ingredientes

4 xícaras (chá) de cebola picada grossamente
1 xícara (chá) de chuchu picado
2 dentes de alho picados
1 colher (café) sal marinho não refinado
1 colher (sopa) de óleo vegetal
2 litros de caldos de legumes caseiro
1 unidade de anis estrelado
3 folhas de louro
4 colheres de sopa de ricota ralada
Tempero verde a gosto (salsinha, cebolinha)

Modo de preparo

Coloque o óleo em uma panela aquecida e refogue primeiramente o alho, depois a cebola. Deixe refogar até ao ponto de a cebola ficar bem dourada, escura, mas sem queimar. Acrescente o chuchu, o caldo de legumes, o sal, o anis e o louro e ferva por 20 minutos, até que a cebola esteja quase desmanchando. Deixe esfriar, retire as especiarias, liquidifique a sopa e volte para a panela até ferver novamente, deixe adquirir a consistência desejada. À parte, misture o tempero verde picado com a ricota ralada e acrescente na sopa na hora de servir.

Rendimento: 6 porções

Suchá de Abacaxi e Erva-doce

sucha

Ingredientes

200 ml de chá de erva-doce
1 rodela de abacaxi
3 folhas de hortelã

Modo de preparo

Bata todos os ingredientes no liquidificador e sirva em seguida.

Rendimento: 2 porções

Suco Verde

Suco verde banco de imagem

Ingredientes

200 ml de água de coco
½ maçã
1 lasquinha de gengibre
10 folhas de hortelã
1 folha de couve (com talo)

Modo de preparo

Bata todos os ingredientes no liquidificador e sirva em seguida.

Rendimento: 2 porções

Fonte: Kurotel

 

Linha de pães para apaixonados por sanduíches

A correria da vida moderna tornou o sanduíche em uma das opções alimentares mais populares em todo o mundo. Nesse cenário, crescem no mercado a variedade de produtos voltados ao preparo desse tipo de refeição, apreciada pela praticidade e pelas inúmeras possibilidades de diversificação de receitas.

Para atender a essa demanda, a Seven Boys consolidou ao longo de sua história a linha Pães para Sanduíche, cujos produtos se destacam, entre outros atributos, pelo sabor, leveza e maciez, reforçando a entrega de qualidade da marca.

A linha conta com quatro sabores especiais disponíveis nas versões: Pão de Forma Tradicional 500g, Pão de Leite 500g, Pão Integral 450g, além do Pão de Manteiga 500g, que promove uma experiência de degustação única para o consumidor com seu sabor marcante, diferenciando-se de outras opções do segmento.

Com a proposta de favorecer o consumo de forma prática, em qualquer hora e lugar, a linha é versátil e combina com qualquer tipo de recheio para acompanhar diferentes ocasiões do dia a dia. “Os produtos são ideais para as famílias brasileiras que procuram praticidade na rotina, tanto para um lanche rápido em casa quanto para a lancheira das crianças”, explica Pedro Wickbold, gerente da marca.

pães seven boys.jpg

A linha pode ser encontrada nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste. O preço sugerido pode variar de acordo com a localização, mas o valor de saída indicado pela marca é de R$ 4,60 para o Pão de Forma Tradicional, Pão de Leite e Pão de Manteiga. Já a versão Integral é de R$ 5,10.

Informações: Seven Boys

Mitos e verdades sobre o ômega 3

Todos os peixes são ricos em ômega 3? Gestantes precisam incluí-lo na dieta? A alimentação consegue suprir as necessidades do nutriente? Confira as respostas para essas e outras dúvidas

Quando se fala em gordura, é comum associá-la a algo negativo, como a gordura corporal, problemas no coração e obesidade. Aliás, gordura é um nome genérico usado em referência aos lipídeos, nutrientes essenciais para manutenção do bom funcionamento do organismo, devendo fazer parte do cardápio.

Por isso, vale conhecer os tipos de gordura e escolher as mais benéficas. Os ácidos graxos poli-insaturados da série ômega 3, por exemplo, auxiliam na saúde do coração, além de serem importantes durante a gravidez.

A gerente nutricionista do Núcleo Médico Científico do Aché Laboratórios Farmacêuticos, Anna Lacerda, esclarece os principais benefícios dessa “gordura do bem” e explica alguns mitos sobre o nutriente, ajudando a compreender a importância de inseri-lo na dieta alimentar.

Existe mais de um tipo de ômega 3?

Verdade: os principais representantes do ômega 3 são: ácido docosahexaenoico (DHA), ácido eicosapentaenoico (EPA) e ácido alfa-linolênico (ALA).

Todos os peixes são ricos em ômega 3?

salmão selvagem do pacífico - pixabay
Pixabay

Mito: a concentração de ômega 3 varia de acordo com a temperatura da água onde os peixes marinhos habitam. Aqueles que vivem em ambientes frios tendem a acumular mais gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas, principalmente ômega 3, como o arenque, a sardinha, o salmão e o atum, entre outros.

O organismo humano não consegue produzir ômega 3?

Verdade: necessários em determinados processos biológicos, os ácidos graxos da série Ômega 3 devem ser adquiridos por meio da dieta alimentar, uma vez que os seres humanos não são capazes de produzi-los. Aliás, eles são denominados essenciais justamente por isso.

O único benefício do ômega 3 é a saúde cardiovascular?

eletrocardiograma saude coração pixabay

Mito: o principal benefício desse ácido graxo está relacionado ao coração, atuando na redução de triglicerídeos. Porém, por conter EPA e DHA, ele também está associado à melhora da sensibilidade à insulina e risco de diabetes tipo 2; ajuda no tratamento da depressão, aumentando a produção de serotonina, dopamina e noradrenalina; e ameniza os sintomas da artrite reumatoide, bloqueando as enzimas responsáveis pela inflamação.

Gestantes precisam incluir o ômega 3 na dieta?

Verdade: além de contribuir na redução do risco de nascimento de crianças prematuras e abaixo do peso, o ácido graxo participa na formação de neurônios, no crescimento e desenvolvimento do cérebro e no fortalecimento da retina dos bebês. Isso ocorre graças ao DHA, um dos representantes da série ômega 3.

A alimentação consegue suprir as necessidades de ômega 3?

mulher comendo peixe.jpg

Mito: o consumo de peixes pela população brasileira é baixo, atingindo em média, cerca de 9 kg/habitante/ano, sendo que a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura e a Organização Mundial da Saúde recomendam 12 kg/habitante/ano. Além disso, nem todos os peixes contêm as mesmas quantidades de ômega 3: de acordo com um estudo publicado pelos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, da Sociedade Brasileira de Cardiologia, os peixes brasileiros e o salmão de cativeiro apresentam baixos teores dessa gordura. Portanto, a suplementação torna-se necessária para atingir os níveis ideais de ômega 3 no organismo, aproveitando todos os seus benefícios para a saúde. Vale destacar que especialistas recomendam o consumo de até 1 g de ômega 3 ao dia.

Todas as suplementações de ômega 3 são iguais?

Mito: a concentração adequada de ômega 3 (DHA e EPA) nos suplementos é importante para que se consuma a quantidade ideal do nutriente. No entanto, como a concentração nos suplementos disponíveis no mercado brasileiro varia, é preciso estar atento à quantidade de DHA e EPA na formulação de uma única cápsula. Por isso, não deixe de ler as informações nas embalagens e lembre-se de que é preciso tomar a suplementação diariamente.

Suplementações

Proepa Uni é um nutracêutico com 90% de ômega 3 concentrado EPA (500 mg) e DHA (400 mg) em apenas uma cápsula gelatinosa ao dia, auxiliando na manutenção de níveis saudáveis de triglicerídeos.

proepa uni

Já Proepa Gesta possui concentração de DHA de 250 mg atendendo a recomendação do nutriente para as gestantes. Sua administração é recomendada também durante a amamentação, já que o nutriente será ingerido pelo bebê por meio do leite, e para mulheres que planejam engravidar, para que possam ter reservas adequadas do nutriente.

O consumo de ácidos graxos ômega 3 auxilia na manutenção de níveis saudáveis de triglicerídeos, desde que associado a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis.

Fonte: Aché

 

“O principal componente da SII é a alteração do eixo cérebro-intestino”

Cristine Lengler, gastroenterologista do Fleury Medicina e Saúde, nesta entrevista, explica que a síndrome do intestino irritável é uma doença funcional em que o principal componente é a alteração do eixo cérebro-intestino. Sim, muitos podem achar que os alimentos são os vilões, mas, na verdade, é o cérebro o principal ator neste drama.

Cristine afirma que muitos pacientes chegam ao consultório após uma via crucis de atendimentos anteriores. E que algo muito comum, e preocupante, é que muitos desistem do tratamento, pois querem resultados rápidos. Ela avisa que é preciso ter paciência, pois não existem curas milagrosas, muito menos imediatas.

Confira abaixo a entrevista exclusiva:

Pergunta-Como define a síndrome do intestino irritável – SII?

Resposta-A síndrome do intestino irritável acomete o intestino e é uma condição comum na população mundial, sendo parte do grupo de distúrbios funcionais associados a alterações do eixo cérebro-intestino. É definida pela presença de dor abdominal associada à alteração do hábito intestinal (diarreia, constipação ou ambos). Na ausência de doença orgânica associada.

P-A SII parece ser algo difícil de diagnosticar, concorda? Por quê?

R-O diagnóstico da síndrome não é difícil, mas requer a exclusão de algumas situações que podem causar sintomas semelhantes, uma vez que não temos um exame específico que a diagnostique. Uma vez excluídas causas orgânicas importantes, na ausência de alterações laboratoriais e com quadro clínico compatível, faz-se o diagnóstico da síndrome. Se uma pessoa tem diarreia com frequência, a motilidade está alterada e um teste que confirme isso não me dará um diagnóstico. É preciso fazer alguns exames, como a colonoscopia ou calprotectina fecal, por exemplo. Porém é preciso analisar caso a caso, depende do sintoma, da história e do exame físico individual.

P-Há uma impressão que o número de pessoas com a SII e/ou com a Intolerância à Lactose está aumentando. É fato ou impressão mesmo? Tem algum número atual?

R-Os trabalhos mostram que a prevalência da doença tem sido estável. Os sintomas de síndrome do intestino irritável acometem aproximadamente 10% a 15% da população mundial.

P-Sempre ouvimos que humanos são os únicos mamíferos que continuam a tomar leite depois de crescerem. Leite não seria natural ou necessário fora da fase da amamentação?

R-Isso não procede. O leite e seus derivados são a principal fonte de cálcio na infância e também são importantes fontes de cálcio na idade adulta. Apenas intolerantes à lactose e portadores de algumas condições gastroenterológicas específicas não devem consumir leite e derivados.

P-Pessoas com a SII comentam que os profissionais não as levam a sério nas consultas. Há uma falta de conhecimento sobre o problema?

R-Como médica gastroenterologista, vejo muitos pacientes com síndrome do intestino irritável no meu dia a dia. Pessoalmente, não posso dizer que seja uma realidade de mau atendimento médico, no sentido de menosprezar a queixa do paciente, mas acho que muitos pacientes podem assim interpretar ao ouvirem do médico que se trata “apenas” da síndrome do intestino irritável, quando, na verdade, estão tentando tranquilizar o paciente no sentido de que não é uma condição grave que possa colocar a vida em risco.

Para atendermos bem um paciente com síndrome do intestino irritável é necessário um tempo maior de consulta, o que muitas vezes não é possível. Além disso, há a necessidade de entendermos melhor a realidade do paciente e contextualizar os sintomas. Os aspectos emocionais são realmente muito importantes. Para isso é necessário que se estabeleça uma boa relação médico-paciente. E o paciente também precisa entender que muitas vezes leva-se certo tempo até conseguir melhorar os sintomas, não é incomum precisarmos de mais de uma tentativa medicamentosa, além da abordagem dos aspectos emocionais.

P-O lado emocional pesa, mas a alimentação parece ser o gatilho mais importante. Ou não?

R-Não, a alimentação não é o gatilho mais importante. O alimento dispara o sintoma, mas não causa o problema. A SII é uma doença funcional em que o principal componente é a alteração do eixo cérebro-intestino. O fator essencial na síndrome são as alterações de motilidade e de hipersensibilidade visceral mediados pelo sistema nervoso central. Pessoas com SII têm o intestino com uma sensibilidade maior. Por exemplo, uma quantidade de gases que para uma pessoa sem o problema seria normal, para quem tem a síndrome dá a sensação de estufamento.

Ou seja, o paciente tem uma sensibilidade exacerbada, o que chamamos de hipersensibilidade visceral. Nessas pessoas, a movimentação do intestino fica alterada, seguindo o comando que vem do cérebro. O cérebro de quem tem SII, quando associado a fatores estressores, dá uma resposta alterada, liberando substâncias que, no intestino, vão provocar hipersensibilidade e sensação de motilidade. E essas alterações realimentam o cérebro com estímulos, aumentando a sensação de dor. Ou seja, é um caminho de duas vias.

olhos ansiedade geralt pixabay

P-Algumas pessoas não concordam quando se fala que o mais importante é o lado emocional, dizendo que não têm problemas.

R-Muitas vezes não há um diagnóstico psiquiátrico. Pessoas com SII têm respostas exacerbadas ao estresse, como falei antes. Não é porque uma pessoa é mega-ansiosa, megaestressada que vai passar mal. O cérebro de quem tem SII dá respostas inadequadas a qualquer coisa, não precisa ser um evento importante, como uma discussão com o chefe, basta que o cérebro libere substâncias que disparem estímulos nervosos. Isso é inconsciente, a pessoa não percebe.

P-Dizem que não morremos por causa da SII, mas morreremos com ela. Não há mesmo cura?

R-Não existe cura. A pessoa com síndrome do intestino irritável, ao longo da vida, costuma ter períodos sem sintomas alternados com períodos mais sintomáticos. Mas a síndrome é tratável.

P-Há estudos novos que trazem alguma esperança em tratamento ou descoberta mais rápida do problema? Novos exames?

R-Não, por enquanto.

mulher meditação pixabay 33

P-Quais as dicas para se viver com a SII e IL da melhor forma possível?

R-Inicialmente, procurar atendimento médico logo e não deixar de comunicar seu médico quando ocorrerem intensificação dos sintomas. O tratamento da síndrome do intestino irritável tem dois focos: alívio dos sintomas com medicação e alimentação adequada; e modificação da resposta ao estresse. A parte emocional é muito importante. Abordagens que modifiquem a resposta ao estresse ajudam muito, como psicoterapia, exercícios de relaxamento, atividade física regular e mindfullness. No caso desta última, não foi que um pessoal “paz e amor” que falou que funciona, há trabalhos científicos demostrando bons resultados.

A dieta pode auxiliar e é orientada conforme os sintomas (se diarreia, se constipação, se distensão). Se houver constipação, o consumo de mais líquidos e de alimentos ricos em fibras auxiliam; quando predomina distensão, orientamos uma dieta com alimentos pouco fermentativos. Em geral, a orientação alimentar depende dos sintomas apresentados. Quando essas medidas não são suficientes pode-se optar por adotar uma dieta com restrição de FODMAPs.

FODMAP é o conjunto de alimentos fermentáveis que são mal absorvidos pelo nosso organismo e que podem causar desconforto intestinal. Eles são classificados como oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis. Os alimentos fermentáveis referidos são os carboidratos não digeridos pelo trato digestivo humano. Assim, esta alta osmolaridade e a formação de gases pela microbiota intestinal acabam por desencadear os referidos sintomas.

Quando adotamos uma dieta com baixo teor de FODMAPS a ideia é identificarmos os alimentos desencadeadores de sintomas. Não é o objetivo manter a restrição de todo o grupo para sempre. O ideal é que, após a pessoa se sentir melhor, vá reintroduzindo os alimentos gradativamente até identificar os específicos de modo que, posteriormente, sejam evitados apenas os alimentos desencadeadores, e que a dieta não fique muito restrita por muito tempo. Manutenção de dieta com pouco FODMAPs por longo prazo pode levar a várias deficiências nutricionais. Não é recomendada a adoção desse tipo de dieta sem acompanhamento profissional.

TIPOS DE FODMAP   ONDE ENCONTRAR?*
Monossacarídeos (frutose) Xarope de milho, mel, néctar de agave, maçã, pera, manga, aspargos, cereja, melancia, sucos de fruta, ervilha.
Dissacarídeos (lactose) Leite de vaca, leite de cabra, leite de ovelha, sorvete, iogurte, nata, creme, queijo ricota e cottage.
Oligossacarídeos (fructans) Cebola, alho, alho-poró, trigo, cuscuz, farinha, massa, centeio, caqui, melancia, chicória, dente-de-leão, alcachofra, beterraba, aspargos, cenoura vermelha, quiabo, chicória com folhas vermelhas, couve
Oligossacarídeos (GOS Lentilhas que não foram enlatadas, grãos de bico que não foram enlatados, grãos enlatados, feijão, ervilha, grãos integrais de soja.
Polióis Xilitol, manitol, sorbitol, glicerina, maçã, damasco, pêssego, nectarina, pera, ameixa, cereja, abacate, amora, lichia, couve-flor, cogumelos.

frutas vermelhas e roxas pixabay

P-Como substituir os alimentos que na teoria fazem mal?

R-A substituição vai depender de qual alimento será retirado da dieta, portanto isso é analisado caso a caso.

P-Li que alguns profissionais recomendam a criação de um diário com a lista do que se comeu.

R-Fazemos isso quando a pessoa está em tratamento, mas não melhora. Tentamos identificar alimentos que fazem mal para ela. Ou seja, é caso a caso, não há uma fórmula que vale para todos. É individual, conforme sintomas e evolução. Como falei antes, a alimentação faz parte do tratamento. Há casos nos quais conseguimos identificar um alimento e o tirarmos, mas varia de um paciente para outro.

medico-consulta

P-Quais dicas são importantes para quem tem SII?

R-A primeira coisa é ter cuidado com blogs que trazem informações erradas. Dão fórmula disso, receitas daquilo, chás que curam… As pessoas querem algo milagroso, e isso não existe! Outro problema muito comum, a pessoa não tem paciência de persistir no tratamento. Ela chega no meu consultório, por exemplo, depois de passar com vários médicos antes e já quer resultado. Não há um remédio superbom para a SII. Prescrevemos um medicamento e não dá certo, voltamos ao zero. Às vezes, na terceira ou quarta tentativa funciona, mas o paciente não tem paciência e isso acaba atrapalhando um pouco.

A vida agitada, como, por exemplo, a que levamos aqui em são Paulo, não ajuda. É uma cidade complicada, muito trabalho, muito trânsito, muitos problemas e a SII é uma doença na qual o estresse piora muito os sintomas. Por isso, técnicas de relaxamento e mindfulness ajudam muito. E, claro, procurar ajuda médica. Isso porque os sintomas da síndrome podem esconder inúmeras doenças, até graves, e a pessoa pode achar que não é nada. Ou o contrário, ela achar que tem algum problema de saúde sério e é mesmo a SII.

Cristine Lengler é Formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Especialista em Gastroenterologia Clínica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, atua como médica gastroenterologista do Fleury Medicina e Saúde. É membro fundador do Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil (GEDIIB)

*Tabela cedida pela médica

 

 

 

 

 

Alimentação adequada evita o refluxo gastroesofágico

Nutricionista do Hospital Dom Alvarenga dá dicas importantes para evitar que o estômago produza suco gástrico em excesso

Queimação, azia, dor ao engolir, regurgitação e ardor na garganta e boca são os principais sintomas da doença do refluxo em adultos. Já nas crianças a doença pode causar sono agitado, vômitos constantes, dificuldade para mamar, irritação e choro excessivo, rouquidão – a laringe inflama devido à acidez do estômago – , dificuldade para ganhar peso e inflamações frequentes nos ouvidos.

De acordo com Evelyn Teixeira, nutricionista do Hospital Dom Alvarenga, a alimentação adequada é recomendável, porque evita que o refluxo aconteça, poupando que o estômago produza suco gástrico em excesso. “Para quem tem refluxo, deve-se aumentar a ingestão de fibras, apoiar bactérias saudáveis com alimentos ricos em probióticos, além da proteína de alta qualidade que também ajuda a proteger o trato digestivo. Esses nutrientes reduzem fatores de risco como inflamação, obesidade e complicações ligadas a doenças crônicas graves”, explica a nutricionista.

“Quando for comer, evite alimentos pesados ou gordurosos e nunca faça isso com roupas apertadas demais. Além disso, como qualquer tabela nutricional, é mais viável comer em pequenas porções e com mais frequência do que o inverso”, alerta Evelyn.

Confira abaixo algumas dicas importantes para evitar o refluxo.

Cuidados essenciais:

comer-mastigar-boca-garfo-mulher

Comer em menores quantidades a cada 2 ou 3 horas;
Aumentar o consumo de frutas e legumes;
Aumentar o consumo de produtos integrais, ricos em fibras;
Preferir carnes magras, peixes, leite e derivados desnatados;
Evitar beber líquidos durante as refeições;
Evitar comer de 2 a 3 horas antes de se deitar;
Evitar deitar ou fazer exercícios logo após as refeições.

Os alimentos que devem ser evitados na dieta para refluxo são:

pimenta

Gordura: frituras, carnes vermelhas, salsicha, linguiça e bacon, pois o excesso de gordura faz com que a comida fique mais tempo no estômago, aumentando a chance de refluxo;
Cafeína: café, chás e chocolate, pois estimulam o estômago, favorecendo o refluxo;
Bebidas alcoólicas: irritam o estômago e aumentam o refluxo;
Bebidas gaseificadas: refrigerantes e água com gás, pois aumentam a pressão dentro do estômago;
Pimenta: irrita o estômago e aumenta a acidez;
Carboidratos simples: farinha, macarrão e pão, pois diminuem a força do esfíncter que fecha a passagem entre o estômago e o esôfago.

Frutas cítricas

frutas-citricas-limao-laranja

O consumo de frutas cítricas deve ser evitado (uva, abacaxi, laranja, limão etc.), a acidez dessas frutas pode aumentar o pH do suco gástrico do estômago.

Hábitos que precisam ser evitados

chiclete goma de mascar desenho

Adultos
Fumar: a nicotina relaxa o músculo do esôfago, o que se torna um grande problema.
Consumo de chicletes e doces duros pode aumentar a quantidade de ar que entra no estômago, por isso, não são recomendados.
Comer e logo após deitar, não é um hábito saudável, esperar em torno de 2h após a refeição para se deitar.
Sobre uma noite de sono, o mais aconselhável é que se eleve a cabeceira da cama em 15 centímetros para uma melhor qualidade do sono e de preferência dormir do lado esquerdo, onde está o estômago, pode trazer alívios.
Uso de cintos e roupas apertados também deve ser evitados.

Crianças
Colocar o bebê na vertical após a mamada.
Deitar o bebê de barriga para cima com a cabeceira do berço levantada.
Evitar balançar o bebê após a mamada.
Evitar vestir roupas apertadas.

Para finalizar, a nutricionista reforça que a obesidade amplia as possibilidades da pessoa ter refluxo, por aumentar a pressão abdominal. “Toda condição que aumente a pressão abdominal, aumenta a possibilidade da ocorrência do refluxo do conteúdo do estômago para o esôfago”.

Fonte: Hospital Dom Alvarenga