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Saiba quais são as vacinas que ajudam a proteger o seu gato

Entenda a importância da prevenção dos felinos contra doenças como raiva, leucemia viral e enfermidades do complexo respiratório

Tão importante quanto a higiene e a alimentação do animal de estimação, seguir um calendário vacinal completo e efetivo pode garantir a saúde e a longevidade do seu gato, além de impedir a disseminação de doenças como a raiva para os seres humanos, ou ainda aquelas que podem deixar sequelas aos animais, como a leucemia felina.

A partir do segundo mês de vida, e logo após o desmame, os gatos já devem começar a ser vacinados. É importante lembrar que o filhote precisa ser avaliado pelo médico veterinário, pois antes de iniciar a vacinação ele deve estar desparasitado, ou seja, sem vermes e parasitas externos.

Segundo a veterinária e gerente de produto da Zoetis, Fabiana Avelar, as vacinas devem ser aplicadas em filhotes e adultos, respeitando as pausas entre as doses de bula para um efeito eficaz. “A vacinação deve ser feita anualmente. A prevenção é um dos principais caminhos para o bem-estar do animal, por isso a Zoetis tem o compromisso de levar para os tutores soluções que ajudem a melhorar o dia a dia dos animais e a prevenir problemas que possam comprometer a saúde do seu gato”.

gato veterinario pixabay
Foto: Pixabay

Confira algumas doenças que acometem os bichanos e como preveni-las:

Complexo respiratório felino

Associação de problemas típicos com sintomas parecidos aos de uma gripe: tosse, espirros, secreção nasal e ocular. Quando não tratados corretamente, podem levar a uma infecção nos pulmões e até óbito em poucos dias.

“As vacinas Felocell CVR e Felocell CVR-C, da Zoetis, protegem de diversos males do complexo respiratório felino, como a rinotraqueíte, a calicivirose, além da panleucopenia, que é uma doença gastrointestinal. Felocell CVR-C também protege contra a clamidiose, uma doença viral que afeta principalmente os olhos e pode levar à conjuntivite”, afirma Fabiana.

Além de cuidar da prevenção à saúde, fique sempre atento a qualquer anormalidade no comportamento do seu gato. Caso note algo diferente, procure o médico veterinário.

Leucemia Felina

Doença infecciosa que enfraquece o sistema imunológico do animal, deixando-o mais exposto a outras enfermidades e infecções que podem ser fatais. Conhecida também pela sigla FeLV (vírus da leucemia felina), a doença é causada por um vírus que predispõe o animal a desenvolver tumores (leucemia ou linfomas) ou doenças degenerativas.

A leucemia é incurável e silenciosa. Em muitos casos, acomete os gatos sem apresentar sintomas iniciais. Uma das formas de transmissão é por meio do contato com animais infectados, principalmente com a troca de secreções corporais como saliva, lágrima, urina e fezes. A lambedura é a principal via de transmissão. O vírus também pode ser transmitido durante a amamentação.

“A prevenção é extremamente importante para garantir a saúde do animal. A vacina Fel-O-Vax LV-k IV + Calicivax (quíntupla felina) da Zoetis é indicada para animais que não apresentam a doença, prevenindo que eles sejam infectados. Antes de vacinar, é importante fazer o teste para saber se o animal já é portador da doença. Caso seja, a vacina acaba sendo ineficaz”, orienta Fabiana.

vacina gato cityofchicago.org
Foto: Cityofchicago

Programa de Proteção Garantida*

A iniciativa, pioneira da Zoetis, assegura o resultado da vacina aplicada durante todo o período do seu efeito. Pelo Programa Proteção Garantida, se um animal for vacinado contra determinada doença e posteriormente for diagnosticado com o mesmo problema, a Zoetis dará o suporte necessário para o médico veterinário responsável pelo animal, incluindo a realização dos exames laboratoriais e custeio das despesas relacionadas ao tratamento (internações e medicações), nos casos de comprovação de falha da vacina participante e de acordo com o regulamento do programa.

O serviço oferece maior segurança ao médico veterinário que, além de ter suporte e orientação sobre o uso das vacinas Zoetis, conta com toda a assistência técnica necessária nos casos de falha vacinal**. Para mais informações, o veterinário deve procurar o SAC da empresa (0800 011 19 19) ou acessar o site, clicando aqui.

“O programa Proteção Garantida é mais uma forma da Zoetis apoiar os veterinários, trazendo mais segurança e confiança na hora de vacinar os animais. Além disto, promove o diálogo com o tutor e a conscientização da vacinação para prevenir importantes doenças, muitas delas zoonoses, garantindo longevidade e bem-estar ao animal”, finaliza Fabiana Avelar, gerente de produto da Zoetis.

*programa destinado única e exclusivamente para médicos veterinários.
** Por falha vacinal entende-se a ausência de resposta esperada à vacinação de um indivíduo, em comparação ao proposto na bula das vacinas.

Fonte: Zoetis

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Hipertensão é a principal causa de ataques cardíacos

A hipertensão é uma doença que atinge muitos brasileiros, sem nenhuma distinção. Apesar de ter diversas causas, algumas não podem ser evitadas, como a questão de genética, sexo, idade e até mesmo etnia. Cardiologista e professor da USP, o especialista Augusto Scalabrini Neto aponta que o ideal é se manter atento e fazer exames de rotina para saber se há ou não chances de ter o problema ao longo da vida.

A doença, que age danificando o coração e o sistema arterial, faz com que o sangue seja bombeado com mais força pelas artérias, que estão mais contraídas, gerando resistência cardiovascular. “A pressão arterial está diretamente ligada com o bombeamento de sangue no coração e por isso pode causar complicações em vários órgãos do corpo, como o próprio coração, rins, olhos e o cérebro”, explica o professor da USP.

No entanto esses sintomas costumam aparecer apenas em estágio avançado da condição, fazendo com que as pessoas não percebam que há um problema, o que agrava ainda mais a situação.

Para saber se há ou não alguma complicação, o primeiro passo é realizar o exame de pressão. Algumas pessoas recebem um diagnóstico inexato por não estarem habituados com a medição. Por isso, para medir a pressão arterial de forma correta é necessário estar calmo, não ter feito esforço físico ou ingerido alimentos ou bebidas alcoólicas nos últimos minutos. Até mesmo cruzar as pernas ou falar pode influenciar e gerar um resultado errôneo do exame.

Cerca de 35% da população brasileira é hipertensa e a doença pode surgir como consequência de sedentarismo, obesidade, estresse e excessos de sal, álcool e tabagismo. “As chances de desenvolver hipertensão aumentam ainda mais se houver uma combinação desses fatores, que separados já são um perigo para saúde do coração e todos os órgãos do corpo são afetados direta ou indiretamente”, comenta.

hipertensao coração pressao alta pixabay

Além dos tratamentos medicamentosos, a principal maneira para controlar a hipertensão é a mudança de estilo de vida. “As mudanças podem ser feitas gradualmente, mas a doença é um resultado da forma como as pessoas vivem, por isso é importante começar o tratamento o mais cedo possível”, recomenda Dr. Augusto.

Para as pessoas acima do peso, é importante saber que cada quilo perdido ajuda a diminuir essa fragilidade. A dieta passa a levar um pouco menos de sal, gorduras e processados. O hipertenso deve optar por alimentos cozidos ou grelhados, além de temperos naturais. Começar a praticar exercícios físicos também é um grande auxílio nesse processo. Por outro lado, é importante estar atento com o psicológico, problemas do cotidiano podem fazer com que o estresse e o nervosismo sejam algo normal, mas administrar contratempos com tranquilidade melhora a vida em todos os setores.

Fonte: Augusto Scalabrini Neto, cardiologista, é graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. É Professor Adjunto e Coordenador de Ensino do Departamento de Emergências Clínicas na mesma Universidade, Coordenador Geral e Didático do Laboratório de Habilidades e Simulação da Faculdade de Ciências Médicas Minas Gerais e Docente Invitado da Universidad Finis Terrae em Santiago, Chile. Coordena vários projetos de investigação nacionais e internacionais em Educação Médica e Simulação

Brasil precisa de política pública para reduzir mortes por hipertensão

“Em cada 100 brasileiros, 30 morrerão de doença cardiovascular, que tem na hipertensão uma recorrente causa. Precisamos mudar o destino dessas pessoas”, diz o médico José Francisco Kerr, presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp).

“O Dia Nacional de Prevenção à Hipertensão Arterial, 26 de abril, é de extrema importância para alertar a sociedade sobre a necessidade de prevenir e combater esse mal, o mais grave problema de saúde pública do Planeta”, salienta o médico. As estatísticas são muito preocupantes: 20% dos habitantes adultos são hipertensos. Considerando-se as pessoas acima de 65 anos, são 40%; e no grupo com mais de 80, 50%.

“A hipertensão é uma das principais causas das doenças cardiovasculares, como o infarto do miocárdio, acidentes vasculares cerebrais, aneurismas e insuficiência cardíaca, responsáveis por um terço das mortes no Brasil. Além disso, leva à aterosclerose precoce, à degeneração dos vasos, à hipertrofia e a sobrecarga do coração”, ressalta o especialista, enfatizando: “Em cada 100 brasileiros, 30 morrerão de doença cardiovascular. Precisamos mudar o destino dessas pessoas! E essa transformação começa pela prevenção e combate à hipertensão e às demais causas dos males que afetam o coração, ou seja, o tabagismo, alimentação errada, obesidade, sedentarismo, colesterol e triglicérides elevados, excesso de consumo de sal e álcool, estresse e diabetes”.

Muitos desses fatores contribuem duplamente para a ocorrência de doenças cardiovasculares: de modo direto e também provocando a hipertensão que, dentre todas as causas, é a mais incisiva e recorrente, explica o presidente da Socesp. “Por isso, a mais eficaz medida preventiva é mudar o estilo de vida, adotando-se dieta mais saudável e equilibrada, fazendo atividade física regular (sempre após orientação médica), abandonando o tabagismo, reduzindo a níveis saudáveis o consumo de álcool e sal, emagrecendo e procurando evitar o estresse. Também é muito importante medir periodicamente a pressão e, em caso de qualquer alteração, iniciar tratamento imediato para a solução do problema. Esse controle também ajuda a evitar consequências mais graves”.

coração pulsação pixabay
Ilustração: Pixabay

Responsabilidade governamental

Kerr pondera que, ante a gravidade do problema, que atinge 30 milhões de brasileiros, “as estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento da hipertensão têm, necessariamente, de ser emanadas das autoridades, por meio de políticas públicas eficazes no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), implicando responsabilidades compartilhadas da União, estados e municípios”.

Na avaliação do médico, o SUS contempla de maneira bastante razoável medicamentos e tratamentos usuais para a hipertensão. “Porém, expressiva parcela da população está sob risco porque não muda estilo de vida. Assim, não basta ter medicamento nas unidades de atendimento, se o indivíduo fuma, não faz exercícios, se está com excesso de peso, se é negligente com a ingestão de sal e álcool ou se abandona o tratamento prescrito pelo médico. Por tudo isso, seria muito importante a realização de uma campanha permanente de alerta, prevenção e vida saudável, de alcance nacional, considerando a gravidade do problema, as dimensões continentais do Brasil e o contingente populacional ameaçado”.

Medida prioritária seria medir a pressão arterial de toda a população. Ou seja, esse procedimento deve ser adotado independentemente da especialidade médica ou do motivo que leve uma pessoa a procurar um ambulatório, clínica, consultório, pronto-socorro e hospitais. Isso é fundamental, pois a hipertensão, na maioria das vezes, não apresenta sintomas. As pessoas costumam descobrir o problema durante consultas de rotina ou, o que é pior, depois da ocorrência de um infarto ou acidente vascular cerebral.

“Assim, medir a pressão de todo mundo que é atendido na rede pública seria um grande avanço, pois 80% dos brasileiros utilizam o SUS. Também é preciso educar a população a aferir sistematicamente a pressão. Tais medidas devem ser políticas públicas permanentes. A tarefa é árdua, mas precisa ser cumprida, para se reduzir o número de mortes no País”, afirma, ressalvando: “Existem esforços, é verdade, mas temos de avançar muito. As estimativas são de que apenas 15% de todo o universo de hipertensos estejam devidamente diagnosticados, tratados e controlados”.

Além das políticas públicas, o médico defende uma ação sistemática da sociedade civil organizada, empresas, entidades médicas, como a Socesp, comunidades religiosas, de emigrantes e seus descendentes, organizações não governamentais e associações de bairro. “É necessário que todos tenham o olhar voltado à prevenção”.

Persistência do tratamento

mulher hipertensão pixabay

O presidente da Socesp salienta que, além do diagnóstico e início do tratamento, o controle permanente dos pacientes é decisivo, pois os indivíduos acabam não aderindo à medicação, considerando que na maioria dos casos a hipertensão é assintomática. Geralmente, eles dizem que não aceitam tomar três ou quatro comprimidos diários para tratar algo que sequer sentem. Assim, criar a cultura do tratamento adequado é uma atitude preventiva das doenças causadas pela hipertensão, como o infarto, o acidente vascular cerebral, o aneurisma e doenças renais.

“É muito importante educar, dialogar e prover atendimento interdisciplinar, com participação do médico, do enfermeiro, farmacêutico e outros profissionais”, salienta Kerr, observando: “Isso a gente vê que acontece nas unidades básicas nas quais existe uma equipe para cuidar do problema, mas, obviamente, teria de haver mais investimento nesse área. É preciso aumentar a capacidade de buscar indivíduos hipertensos, fazer o diagnóstico adequado e, acima de tudo, convencer a população sobre a gravidade do problema”.

Fonte: Socesp

Confira mitos e verdades sobre hipertensão

Hoje, 26 de abril, é o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão. A data promovida pela Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) tem como objetivo mostrar a importância de medir a pressão arterial regularmente e incentivar hábitos de vida saudáveis à população. O tema da campanha deste ano é “Meça Sua Pressão”, com ações multidisciplinares da SBH abordando alimentação saudável, práticas de atividade física e controle do estresse.

A hipertensão, também conhecida como pressão alta, ocorre quando a pressão do sangue, causada pela força de contração do coração nas paredes das artérias para impulsionar o sangue para todo o corpo, se eleva. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), ter uma pressão abaixo de 12/8 é normal, enquanto ter valores iguais ou superiores a 14/9 são considerados casos de hipertensão.

Segundo a SBH, a doença acomete uma em cada quatro pessoas adultas, o que representa cerca de 30% deste grupo. Após os 60 anos, o número de atingidos aumenta para mais de 50%. Em crianças e adolescentes, 5% são hipertensos. A doença é responsável por 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de insuficiência renal terminal.

Na maioria dos casos, a hipertensão não apresenta sintomas, mas alguns sinais podem indicar alterações do bombeamento do sangue e devem ser examinados por um médico, são eles: tontura, falta de ar, palpitações, dor de cabeça frequente e alteração na visão.

Pessoas obesas, estressadas ou com histórico familiar da doença devem ficar mais atentas. Os hábitos alimentares têm um grande impacto para o surgimento e desenvolvimento da hipertensão. A SBC aponta que o sobrepeso e a obesidade podem acelerar em até 10 anos o aparecimento da doença.

Para auxiliar no combate à doença, o cardiologista do Hospital Santa Paula, Fabricio Assami, fala sobre sete mitos e verdades:

1. Hipertensos não devem praticar exercícios físicos.

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Mito: a prática de atividades físicas, pelo menos 5 dias por semana, é essencial para a manutenção de uma vida saudável. Faça caminhadas, substitua o elevador pela escada, ande de bicicleta, nade, dance, mas sempre controlando a pressão.

2. Reduzir o consumo de sal é o suficiente para prevenir a hipertensão.

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Mito: o consumo exagerado de sal é apenas um dos fatores que influenciam na pressão alta. Deve-se ficar atento à alimentação como um todo, incluindo o consumo de alimentos industrializados e açúcares.

3. Hipertensos devem evitar o consumo de bebidas alcoólicas.

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Verdade: a ingestão excessiva de álcool, além de ser calórica, aumenta a pressão arterial.

4. A apneia do sono (despertares noturnos, ronco e sonolência durante o dia) predispõe à hipertensão.

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Verdade: o organismo de quem tem apneia do sono libera adrenalina para combater o distúrbio e contrai os vasos sanguíneos, aumentando a pressão arterial. Se a apneia for tratada, a pressão pode se normalizar.

5. A hipertensão não atinge pessoas jovens.

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Mito: embora o número de atingidos pela pressão alta seja maior entre idosos, pessoas de todas as faixas etárias podem desenvolver a doença e devem se prevenir.

6. Fumar prejudica quem tem pressão alta.

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Verdade: o fumo é capaz de aumentar o ritmo das batidas do coração e a pressão. Sendo assim, é capaz de desencadear ou piorar um quadro de hipertensão.

7. Manter a mente tranquila e controlar o estresse pode ajudar hipertensos.

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Foto: Pinterest

Verdade: o estresse, quando acumulado, deixa o organismo em alerta e aumenta a pressão arterial. Controlar o estado emocional é essencial tanto para combater a doença, como para tratá-la.

Fonte: Hospital Santa Paula

 

Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão: meça sua pressão

Campanha da Sociedade Brasileira de Hipertensão alerta o Brasil sobre os riscos de não controlar a pressão; haverá ações simultâneas no Conjunto Nacional, no Metrô Higienópolis e no Terminal Jabaquara da EMTU; médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos, enfermeiros, farmacêuticos e assistentes sociais orientarão os cidadãos sobre os cuidados om a pressão alta

Hoje, 26 de abril, é o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão e para alertar a população dos riscos da pressão alta, a Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) inicia a campanha Meça sua Pressão. Ela visa informar e orientar sobre a importância de se realizar a aferição regular da pressão arterial, e como prevenir a hipertensão arterial.

Importante registrar ainda que haverá ação conjunta com o Departamento de Hipertensão Arterial (DHA) da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) — como representantes brasileiros para a ação MMM-18 da Sociedade Internacional de Hipertensão (ISH). Em termos mundiais, a campanha objetiva realizar medidas de pressão arterial em cerca de 25 milhões de pessoas durante o mês de maio, dedicado mundialmente a Hipertensão Arterial.

“A hipertensão arterial é uma doença silenciosa, pois não causa sintomas e é progressiva. Atinge homens e mulheres e 32,5% dos brasileiros sofrem com ela”, explica a enfermeira Grazia Guerra, coordenadora da campanha, que terá uma programação bem intensa, sendo que, em São Paulo, haverá orientação profissional no Conjunto Nacional, da EMTU Jabaquara e na Estação Higienópolis do Metrô, com médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos, enfermeiros, farmacêuticos e assistentes sociais, todos com o objetivo de sensibilizar as pessoas para a importância de manter a pressão em níveis normais.

ana maria braga embaixadora da campanha meça sua pressão sergio zalis
Ana Maria Braga é a Embaixadora da campanha Meça sua Pressão 2018, da Sociedade Brasileira de Hipertensão – Foto: Sérgio Zalis

Oficinas de saúde para os pacientes

“Teremos diversas oficinas para esclarecer os cidadãos. A da enfermagem fará a medição da pressão e reforçará às pessoas a importância de ter regularmente a sua pressão medida por um profissional de saúde. As nutricionistas vão abordar a alimentação saudável e mudança de hábitos à mesa, enquanto os professores de educação física pontuarão a relevância da atividade física. Haverá ainda psicólogos que orientarão sobre como lidar melhor com o estresse e, para que aqueles que já estão hipertensos, a aceitar o diagnóstico e que o tratamento permite uma vida normal”, adianta Luiz Bortolotto, diretor científico da SBH.

Vídeos educativos na Linha Amarela do Metrô

A campanha começa dia 26 de abril e se estende até 17 de maio. Serão divulgadas neste período mensagens de vídeo na Linha Amarela do Metrô sobre a importância de medir a pressão arterial e a prevenção. Além disso, em conjunto com o DHA da SBC, médicos de todo o País, pertencentes às sociedades, serão estimulados a aferir e registrar a pressão arterial dos seus pacientes para a ação global da ISH.

Horários das ações públicas

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Hoje (26), das 9h às 16:30h, haverá ações simultâneas no Conjunto Nacional e no Estação de Metrô Higienópolis. No dia 17 de maio, ocorrerão as mesmas ações na Estação de Metrô Higienópolis e no Terminal Jabaquara da EMTU, com profissionais de áreas diversas da saúde, também das 9h às 16:30h.

Fatores de risco

Obesidade, histórico familiar, sedentarismo, consumo excessivo de sal, abuso de álcool, e estresse são algumas das causas da doença que pode levar a um enfarto, derrame cerebral e insuficiência renal se não tratada.

“A enfermidade ataca em qualquer idade e não faz distinção de sexo”, ressalta Grazia.
Para evitar a hipertensão ou para controlá-la, é preciso abandonar o cigarro, praticar atividade física, controlar o estresse e diminuir a ingestão de sal.

“O excesso de peso também é um fator de risco importante. Por isso, faremos o cálculo do IMC (Índice de Massa Corpórea), que é como identificamos a obesidade, mas ressalto que é preciso mudar os hábitos para não correr o risco de sofrer de hipertensão”, conclui.

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Medicamentos para tratar alergia comum podem prejudicar a função testicular

Autores de um novo artigo argumentam que são necessários mais estudos que confirmem esta possibilidade e sugerem que as pessoas sejam avisadas sobre o excesso no uso dessas medicações.

A co-autora do estudo, Carolina Mondillo (e equipe), relatou os resultados na revista Reproduction.  A histamina é uma molécula que o corpo produz quando o sistema imunológico é ativado por uma ameaça percebida.

Os histamínicos tentam remover as alergias do corpo induzindo espirros e demais secreções já conhecidas. Isso faz parte do sistema padrão de defesa do corpo – mas, em algumas pessoas, o sistema imunológico reage excessivamente a desencadeadores, como pólen, caspa ou poeira, e leva as histaminas a criar espirros. Os anti-histamínicos são os medicamentos mais utilizados para reduzir esses sintomas. No entanto, além de atuar sobre a histamina, também se descobriu que anti-histamínicos afetam outras áreas da saúde, criando efeitos colaterais indesejáveis ​​ligados ao comportamento da função sexual e fertilidade.

Como as alergias estão se tornando cada vez mais comuns nos países industrializados, o uso de anti-histamínicos também está aumentando, por isso é importante que cientistas e médicos compreendam melhor os efeitos colaterais ligados a esses medicamentos sem receita médica.

“Infelizmente, na maioria das vezes, a investigação no homem só é iniciada quando as dificuldades para engravidar são percebidas pelo casal, que acaba procurando o médico ginecologista para exames de rotina. Entretanto, como muitos casais estão adiando a gravidez, levando à diminuição das chances de gestação quando a mulher completa 35 anos, recomenda-se que este homem faça uma investigação de sua fertilidade antes mesmo de decidir programar um filho”, alerta o ginecologista e especialista em reprodução humana Arnaldo Cambiaghi, diretor do Centro de Reprodução Humana do IPGO.

Anti-histamínicos reduzem a qualidade do esperma

homem remédios pexels
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Pesquisadores do Instituto de Biologia e Medicina Experimental em Buenos Aires, Argentina, realizaram uma revisão sistemática de estudos em animais que investigavam associações entre histaminas e fertilidade. Eles analisaram os estudos de pequena e grande escala que ocorreram nas últimas quatro décadas.

A revisão descobriu que vários dos estudos relataram uma associação entre o uso de anti-histamínicos em animais machos e a função prejudicada dos testículos.

Os autores do estudo sugerem, então, que os anti-histamínicos parecem interferir na produção de hormônios sexuais nos testículos, levando a deformação e a baixa contagem de espermatozoides.

É importante ter em mente que todos os estudos feitos pela médica Carolina Mondillo e colegas analisaram foram conduzidos em animais. Estudos em seres humanos que analisam a associação entre o uso de anti-histamínicos e a fertilidade masculina são limitados, por isso é difícil generalizar esses achados para humanos.

Serão necessários mais estudos

Outras pesquisas também serão necessárias para entendermos quais os prejuízos causados para a fertilidade masculina. Segundo a médica, mais testes serão necessários para avaliar os possíveis efeitos negativos do anti-histamínico na saúde reprodutiva e sexual. Isso pode levar ao desenvolvimento de novos tratamentos para aliviar os sintomas de alergia sem comprometer a fertilidade.

Os pesquisadores dizem que agora começarão a avaliar como as histaminas causam impacto nos tumores testiculares. Em estudos anteriores, outros medicamentos comuns também foram associados à infertilidade masculina, como bloqueadores dos canais de cálcio, antidepressivos tricíclicos e esteroides anabolizantes.

Em 2017 foi publicado uma característica sobre como a infertilidade pode afetar os homens. Nessa postagem foi analisado como algumas dicas de estilo de vida simples podem ajudar a reduzir o risco de infertilidade masculina. Elas incluíam itens como: alimentação saudável, manter o peso certo, reduzir o estresse e ser fisicamente ativo. Também recomenda–se cortar o tabagismo, reduzir a ingestão de álcool e evitar roupas íntimas apertadas.

“Tanto para o homem quanto para a mulher, os exercícios moderados são úteis e ajudam a aumentar a chance de concepção do casal. Aqueles que não estão habituados a esta prática devem iniciar lentamente, supervisionados por profissionais especializados, aumentando progressivamente a carga e as atividades, e de acordo como o permitido pelo organismo; exageros não são bem-vindos”, afirma Cambiaghi.

Segundo o médico, as atividades mais aconselháveis para as iniciantes são: caminhadas, natação, yoga, e ciclismo. São de baixo impacto tanto para a musculatura como para as articulações e devem com o tempo alcançar na mulher uma freqüência de 3 a 4 vezes por semana durante 30 minutos por vez. “Correr mais do que 16 quilômetros por semana é exagero nestes casos e podem ser prejudiciais. No homem podem ser acrescentados exercícios mais vigorosos que não ultrapassem de 20 minutos, 3 vezes por semana”, finaliza o médico.

Mais sobre o assunto em: www.fertilidadedohomem.com.br

Saiba como as frutas auxiliam na saúde dos cães

Provavelmente os tutores já pensaram em dar frutas como petisco para os cães, mas é importante lembrar que não são todas as frutas que fazem bem para seu amigo, apenas algumas possuem propriedades benéficas para a dieta dos cães.

O médico veterinário da Naturalis, Marcello Machado, explica que em hipótese alguma a alimentação do cachorro pode se basear apenas em frutas, pois ele precisa de uma nutrição balanceada com proteínas de qualidade e fibras em níveis ajustados.

“Para atender o paladar dos cães que gostam de frutas, existem rações no mercado pet como a Naturalis, que além de possuir formulação 100% natural, também conta com sabores, vitaminas, sais minerais e os nutrientes da maçã e do mamão, que são poderosos aliados para manter o cão sempre bem-alimentado e saudável”, indica.

A ração com frutas também pode ser uma ótima opção para cães que não sentem atração pela ração comum, pois a ração com frutas possui um odor diferenciado e mais atrativo para o olfato canino. “Além das frutas, Naturalis possui em sua composição verduras, carne, ingredientes integrais, e é livre de conservantes artificiais e corantes para o cão crescer com vitalidade e energia, resultando saúde e a longevidade do animal”, complementa Machado.

O médico veterinário da Naturalis apontou os benefícios da maçã e do mamão para os cães, confira:

cachorro comendo maça

Maçã para cachorro – contém vitaminas B, C e E, rica em probióticos e é uma ótima fonte de fibras para favorecer a função intestinal, possui baixo valor calórico e contribui para manter a imunidade alta e regula a glicemia dos pets.

Mamão para cachorro – assim como a maçã, é fonte de fibras e possui um sabor que agrada muito os cães. Ajuda a melhorar a digestão e possui vitaminas A e C, cálcio e potássio.

Fonte: Naturalis

Lush Prize 2018: prêmio mundialmente pioneiro para alternativas aos testes em animais abre inscrições

Lush Prize, criado a partir da parceria da Lush Cosmetics com a Ethical
Consumer Research Association, é o maior fundo de premiação no setor de
testes toxicológicos em animais. Desde sua primeira edição, em 2012, o prêmio já
investiu £1.8 milhões em projetos que visam alternativas aos testes em animais.

“O prêmio reconhece que, para ter umfuturo de testes químicos mais humanos
e confiáveis, precisamos de maispessoas envolvidas em diversas áreas,
desde campanhas ativistas e treinamentos de cientistas, até tecnologias alternativas de ponta e lobbying”, afirma Rob Harrison, diretor do Lush Prize.

Jovens cientistas que desenvolvem pesquisas de tecnologia de ponta têm se
destacado nas listas de vencedores nas últimas edições do Lush Prize. Na edição
passada, a vencedora da categoria Ciência foi uma professora de bioimpressão da
Harvard University e na categoria Public Awareness, a organização chilena Te protejo.

Também tivemos ganhadores brasileiros pela 4ª vez consecutiva e entre eles está a
brasileira Carolina M. Catarino. O projeto Modelos de pele humana usando tecnologia
de bioimpressora 3D, que ganhou £10.000, tem como objetivo criar, em laboratório,
novos modelos de pele humana in vitro para serem usados no lugar de animais em
testes de cosméticos e medicamentos.

LushPrize-2017-winners.jpg

Ainda em 2017 outro vencedor brasileiro foi o Dr. Renato Ivan de Ávila Marcelino, da
Universidade Federal de Goiás, com o projeto Aplicabilidade da associação de micro-
DPRA e foto-micro-DPRA para identificar potencial de fotosensibilidade em misturas
reais, que tem como objetivo propor novas estratégias de testes de alergia que não
precisem de animais como cobaias.

Róber Bachinski, ganhador do Lush Prize 2016 na categoria Lobbying, com o Instituto
1R de Promoção e Pesquisa para Substituição da Experimentação Animal não tem
fins lucrativos e reúne pesquisadores e especialistas em diversas áreas que possuem
como objetivo final, substituir o uso de animais na ciência e na educação. O biólogo
também estava entre os vencedores da edição de 2014 como Jovem Pesquisador.

Única representante latino-americana na edição de 2015, Bianca Marigliani, especialista em biologia molecular, ganhou a premiação na categoria Jovem Pesquisador. Seu projeto envolvia, principalmente, a preocupação com a utilização de produtos de origem animal em testes alternativos. Bianca também é membro fundador do Instituto 1R.

O prêmio se divide em seis categorias diferentes:

Ciências: pelo desenvolvimento de testes que substituem testes em animais;
Treinamento: pesquisas de treinamento em testes que não utilizam animais;
Consciência pública: aumento da conscientização pública de testes que ocorrem em animais;

Lobbying: intervenções políticas que promovem a utilização de substitutos;
Jovem pesquisador: para pesquisadores abaixo de 35 anos especializados em pesquisa de reposição;

Black Box: por um avanço em pesquisa de caminhos humanos de toxicologia.
As inscrições para o prêmio podem ser feitas online pelo site Lush Prize a partir do dia 4 de abril e encerram no dia 4 de julho. Um painel de juízes de todo o mundo se reunirá em setembro para avaliar os candidatos e os vencedores serão anunciados em uma cerimônia de premiação em Londres, em novembro.

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Sobre Ethical Consumer Research Association: organização sem fundos lucrativos e consultoria para cooperativas especializada em pesquisas independentes pelo bem-estar dos animais e questões ambientais.

 

 

O que pessoas com a síndrome do intestino irritável gostariam que você soubesse

A síndrome do intestino irritável é algo mais comum do que se pensa. Porém, por aqui no Brasil, não há muita pesquisa ou se fala muito sobre o assunto. Esta matéria publicada em um site americano traz algumas dicas para quem tem e para quem conhece alguém com o problema. Confira:

1 – SII não é uma coisa temporária

mulher dor SII
Uma dor de barriga ruim ou um ataque da gripe estomacal não é SII. A síndrome do intestino irritável é uma condição vitalícia que traz dor de estômago severa e diarreia repetida, constipação ou ambas. Apenas nos EUA, entre 25 milhões e 45 milhões de pessoas têm a síndrome.

2 – É mais que uma inconveniência

banheiro feminino alvimann
Você não sabe quando os sintomas da SII vão atingi-lo ou quão ruins eles serão. Às vezes, eles são gerenciáveis. Outras vezes, estão passando. Alguém com SII-D (com diarreia) pode ter dez ou mais crises por dia – mesmo com medicação. Os sintomas interferem no trabalho, na escola e nas atividades sociais.

3 – Não é apenas uma doença de mulher

homem dor estomago barriga
Sim, a síndrome é mais comum em mulheres. Mas os homens também têm o problema. Cerca de 1 em cada 3 pessoas que têm SII são do sexo masculino. No entanto, é menos provável que os rapazes da América do Norte contem aos médicos sobre isso do que os rapazes de outros continentes*.

4 – Sua SII não é a minha SII

microbiota intestino SII
Todas as pessoas com SII passam por experiências diferentes. Existem três tipos principais. Se você tem SII-D, a diarreia é o principal sintoma. SII-C apresenta constipação. Pessoas com SII-mista têm diarreia e constipação. Não importa o tipo que as pessoas tenham, na maioria das vezes, os médicos não sabem o que está causando isso**.

5 – Ansiedade de ir ao banheiro é real

mulher ansiedade
Alguém com SII não tem tempo para esperar até a próxima área de descanso para um banheiro – especialmente se eles tiverem a SII-D. Pessoas com esse problema geralmente mapeiam a localização dos banheiros públicos antes de saírem de casa. Um terço das pessoas com o distúrbio diz que fica longe de eventos que não têm banheiros nas proximidades. Se você conhece alguém com a síndrome, pode ajudar ao entender quando ele diz: “Eu preciso de um banheiro agora”.

6 – Ser chamado de doente acontece muito

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Uma pesquisa de 2015 da SII nos EUA descobriu que estudantes e trabalhadores com a síndrome perdem em média dois dias por mês por causa do problema. Alguém com SII pode cancelar atividades sociais e familiares no último minuto também. Isso acontece porque uma explosão da SII acontece em um instante e não há como saber quando uma delas ocorrerá.

7 – Não há dieta mágica

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Foto: Shutterstock

Os alimentos que desencadeiam os sintomas da SII em uma pessoa nem sempre causam problemas para outra. O que é ainda mais complicado é que algo pode ser bom para comer hoje, mas terrível para comer amanhã. A conexão entre alimentos e o surgimento do problema é complicada. Pessoas com a síndrome sabem o que podem e não podem ter – e quando. Se for um dia ruim de sintomas,  podem passar o dia com lanches no escritório.

8 – Os sintomas são realmente ruins

mulher deitada na cama dor doente
Em uma pesquisa recente, 4 em cada 10 pessoas com SII desistiriam de sexo por um mês para se sentirem melhor. A American Gastroenterological Association também descobriu que 47% das pessoas com SII desistiriam de acesso à Internet por um mês para alívio. Mais de 50% dizem que abandonariam o café por 30 dias para se libertarem do desconforto.

9 – O estresse torna as coisas piores

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Um primeiro encontro, um exame final ou uma grande reunião com o chefe pode ser um pesadelo para a SII. Isso porque o cérebro governa o intestino. O estresse faz as coisas se movimentarem mais no seu cólon. Qualquer um pode ter uma barriga nervosa se estiver estressado, mas as pessoas coma síndrome sentem ainda mais.

10 – Problemas intestinais não são normais

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Muitas pessoas vivem com sintomas de SII por anos, sem tratamento, porque acham que o que estão passando é normal. Na verdade, a maioria das pessoas espera pelo menos um ano antes de marcar uma consulta. Mais de 10% aguentam isso por mais de uma década antes de começar a falarem sobre. Se você acha que algo está acontecendo, consulte seu médico imediatamente.

11- Medicamentos não podem curar

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Não há cura para a SII. Coisas como remédios, mudanças em sua dieta, aconselhamento e alívio do estresse aliviam os sintomas, mas dão apenas um alívio temporário. Produtos sem receita estão lá fora para tratar a diarreia ou constipação. Ainda assim, a dor e as cólicas podem ser muito difíceis e algumas pessoas vão precisar de remédios prescritos. Pesquisadores continuam a busca por novos tratamentos, mas as chances são de que, se alguém teve SII por um tempo, os médicos podem já ter tentado quase tudo.

12 – Traga seu amigo de volta

mulher homem conversa trabalho pexels
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Falar sobre tópicos higiênicos é muitas vezes um tabu, e as pessoas com SII temem que possam te afastar. Alguns preferem privacidade. Outras pessoas lhe dirão por que perderam um dia de trabalho ou recusaram um convite – se você realmente quer saber. Seja solidário e ouça sem julgamento.

*Será que aqui no Brasil passamos pela mesma situação?

**No Brasil, os médicos incluem ainda a SII indeterminada.

Fonte: WebMD – Revisado por Neha Pathak

Abril é o mês mundial de luta contra o câncer

Disparidades nas tendências temporais das taxas de mortalidade por câncer do colo do útero no Brasil*

O câncer do colo do útero é uma importante causa de morte em mulheres no mundo todo, e as taxas são afetadas pelo nível de desenvolvimento das regiões. Enquanto uma tendência de redução da incidência e da mortalidade é observada em países de renda média e alta, este câncer continua sendo um problema importante em países de baixa renda.

No Brasil, onde coexistem regiões com diferentes níveis de desenvolvimento, espera-se observar uma heterogeneidade nas taxas. Este estudo teve como objetivo corrigir e descrever as taxas de mortalidade por câncer do colo do útero no Brasil e verificar suas tendências, por regiões e grupos etários.

Métodos

Os dados de 2003 a 2012 foram acessados por meio do Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde. A correção das taxas de mortalidade específicas por idade foi feita adicionando à câncer do colo do útero (CID C53) a redistribuição proporcional de causas de morte mal definidas (CID R00-99) e mortes codificadas como “útero, porção não especificada” (CID C55). A variação percentual anual (VPA) foi obtida por análise de tendência (Regressão de Joinpoint).

Resultados

Em dez anos as mortes por câncer, por causas mal definidas, por câncer do colo do útero, e por câncer do útero, porção não especificada, corresponderam a respectivamente 18,9%, 10,8%, 3,0% e 1,3% do total de mortes, excetuando-se causas externas. A proporção de causas mal definidas foi reduzida em mais da metade no período. Após correção, a taxa de mortalidade por câncer do colo do útero padronizada por idade foi de 7,2 por 100.000 mulheres/ano. O aumento total nas taxas após as correções foi de 50,5%.

Para o Brasil foi observada uma tendência significativa de redução das taxas no período (VPA = −0,17, p<0,001). A região Norte foi a única região que não apresentou tendência significativa de redução (VPA + 0,07, p = 0,28). As tendências de redução das taxas foram restritas a grupos etários com mais de 40 anos.

cancer colo de utero getty images
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Conclusões

Foi observada uma redução das taxas de mortalidade por câncer do colo do útero no Brasil entre 2003 e 2012 em mulheres com mais de 40 anos. Melhorias no rastreamento, diagnóstico e tratamento podem justificar essa tendência. As taxas variaram substancialmente entre as regiões e aumentaram cerca de 50% após a correção. Discrepâncias na eficiência das atividades de controle do câncer provavelmente influenciaram esses resultados. As políticas de controle do câncer devem considerar as diferenças no acesso aos cuidados e as características das regiões para melhorar sua eficiência.

*Diama Bhadra Vale, Catherine Sauvaget, Richard Muwonge, Jacques Ferlay, Luiz Carlos Zeferino, Raul Murillo, Rengaswamy Sankaranarayanan – Cancer Causes & Control, Julho de 2016