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Ômega 3 ajuda a prevenir doenças de alto risco para as mulheres

Mulheres e homens são suscetíveis a determinadas doenças de maneiras diferentes. Segundo a Associação Americana de Alzheimer (Alzheimer’s Association), o risco estimado de desenvolver a doença de Alzheimer aos 65 anos é de 17,2% para mulheres e de 9,1% para homens.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) atesta que a cada homem com depressão, duas mulheres sofrem da patologia. Já a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular revela que a proteção feminina contra a aterosclerose, relacionada à produção do estrogênio, é perdida com a chegada da menopausa.

“A ciência já comprovou que o consumo de ômega 3, nutriente recomendado por nutricionistas e médicos, pode beneficiar a população feminina na prevenção e controle de doenças. Os ácidos graxos poli-insaturados ômega 3 previnem o acúmulo de gorduras saturadas no fígado, no sistema vascular e no tecido adiposo, exercendo uma função cardioprotetora, também reduzem processos inflamatórios no organismo, beneficiando o metabolismo e ainda atuam como neuronutrientes, adiando e amenizando processos neurodegenerativos”, afirma Maria Inês Harris, consultora científica da Biobalance.

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Além destes males, no âmbito das condições que atingem exclusivamente a população feminina, como tensão pré-menstrual (TPM), problemas gestacionais e câncer de endométrio, pesquisas recentes demonstram que os ácidos graxos ômega 3 EPA (eicosapentaenóico) e DHA (docosahexaenóico) colaboram para a prevenção e controle dos fatores precursores dessas doenças.

Um estudo publicado pela Universidade de Navarra, por exemplo, mostrou que a ingestão de ômega 3 colabora para a manutenção do peso e prevenção da obesidade, um dos fatores de risco para o câncer endometrial. Outro trabalho, realizado com um grupo de gestantes que recebeu suplementação com Omega-3 DHA e que foi publicado na revista médica Obstetrics and Gynecology, revelou a redução em até 20% nos níveis de um hormônio relacionado ao estresse, o cortisol.

Além desse dado, segundo os pesquisadores, o aumento no aporte de ômega 3 DHA na corrente sanguínea de futuras mães, vem acompanhado de uma série de benefícios para a saúde das mesmas e de seus bebês, entre eles a diminuição do risco de um parto prematuro.

De acordo com outro trabalho, publicado no jornal Complementary Therapies in Medicine, o uso do lipídio em cápsulas pode diminuir tanto os sintomas físicos da TPM como os psíquicos, tais como como ansiedade, irritação, dificuldade de concentração, insônia, depressão, entre outros. Ele atua diretamente na função metabólica, inclusive a hormonal, melhorando-a. Assim, é possível observar uma diminuição do quadro depressivo e nos níveis de estresse das mulheres que utilizam o suplemento, com resultados que aumentam progressivamente conforme a duração do tratamento.

OmegaPURE e OmegaPURE DHA são os suplementos com a maior concentração e alta pureza de ácidos graxos ômega 3 já registrados no Brasil. Além do teor superior a 90%, a linha OmegaPURE apresenta zero colesterol, zero gorduras saturadas e zero gorduras monoinsaturadas. A tecnologia gastrorresistente, aplicada à menor cápsula do mercado, assegura um maior conforto gástrico, porque impede refluxo com odor de peixe – uma queixa bastante comum de quem consome ômega 3 em cápsulas convencionais. As cápsulas de tamanho reduzido são de fácil deglutição, permitindo seu consumo de forma confortável também por crianças e idosos.

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A linha Biobalance visa promover saúde e bem-estar, por meio de produtos inovadores, naturais e de alta qualidade, que tenham por finalidade estimular as defesas naturais e o equilíbrio fisiológico do corpo humano. Suas linhas, encontradas nas grandes redes de farmácias, abarcam OmegaPURE e OmegaPURE DHA que têm a maior concentração de ômega-3 na menor cápsula do mercado, e EctoPURE, cremes calmantes de uso tópico que auxiliam na redução de processos inflamatórios da pele, sem o uso de corticoides.

Informações: Neutraceuticals – SAC: sac@biobalance-nutraceuticals.com ou 0800-771-8438

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Diabetes: educação e informação são fundamentais para conviver com a doença*

A educação em diabetes visa orientar as pessoas portadoras da doença sobre como enfrentar os desafios e as eventuais dificuldades impostas. Para surtir efeitos, esse processo deve ser iniciado logo após o diagnóstico e mantido por toda a vida, passando por etapas que incluem a exposição ao conhecimento num momento inicial. Os resultados clínicos positivos serão uma consequência lógica dessa mudança, que pode ser denominada “cascata do conhecimento”.

Com frequência, o paciente mal informado e pouco motivado tende a encarar o diabetes como um castigo, principalmente quando é necessário tratamento com insulina. Assim, ao invés de aceitar o tratamento como uma opção salvadora para sua vida, acaba por achá-lo responsável direto por seus infortúnios. E fica a pergunta: alguém duvida que um programa bem estruturado de educação motivacional e adequada intervenção farmacológica poderiam aliviar grande parte desse desespero incontido?

A International Diabetes Federation (IDF) considera o diabetes uma condição “mortal” e estima que, em 2045, possa atingir até 629 milhões de pessoas no mundo. Atualmente, só no Brasil já são mais de 12 milhões de pacientes. O mau controle glicêmico é universal e se nada for feito para conter essa epidemia, a consequência será um impacto significativamente desastroso para o desenvolvimento econômico não só do Brasil, mas em todo o mundo.

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O farmacêutico bem treinado é uma figura de fundamental importância na promoção da educação em diabetes. No atendimento ambulatorial, o contato do paciente com o farmacêutico é bem mais expressivo do que com qualquer outro membro da equipe de saúde. A literatura internacional apresenta vários estudos que comprovam a importância e a efetividade da atuação farmacêutica nas atividades de educação e controle do diabetes, tanto em nível hospitalar como em nível comunitário e ambulatorial. Entretanto, ainda é relativamente reduzido o número de profissionais envolvidos no processo.

Apesar de ser um excelente investimento em saúde pública, a educação em diabetes não recebe o devido apoio das estruturas privadas e oficiais de saúde. As empresas farmacêuticas podem e devem implementar ações educacionais de maneira ética e sem interferir no tratamento médico, disponibilizando uma estrutura de educadores especialmente treinados para tentar suprir, pelo menos parcialmente, a deficiência reinante nesse setor. Além disso, tais empresas também poderiam implementar estratégias de manutenção da adesão a produtos de uso crônico, por meio de programas de redução de custos de medicamentos especiais.

A união de esforços entre iniciativa privada e governamental é uma postura altamente desejável para promover a educação adequada em diabetes, tanto do ponto de vista da informação como da facilitação do acesso a medicamentos especiais de uso crônico. E só há benefícios, principalmente para os pacientes, que poderão ter à disposição informação e apoio para entender que é possível conviver com o diabetes e ter uma vida saudável.

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*Carlos Alberto M. Aita, é médico patologista clínico e possui mais de 15 anos de experiência em pesquisas científicas. Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Santa Maria, com Residência Médica em Patologia Clínica no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo, possui Mestrado em Imunologia no Instituto de Ciências Biomédicas da USP, Doutorado em Bioquímica e Pós-Doutorado no Instituto de Química da USP.

Hoje é o Dia Mundial do Diabetes

A orientação nutricional e o estabelecimento de um plano alimentar para o controle dos indivíduos portadores de diabetes mellitus, associados a mudanças no estilo de vida, incluindo atividade física regular, são consideradas terapia de primeira escolha.

“Nos últimos anos, diversos produtos foram elaborados para tornar a vida dos diabéticos mais agradável e saborosa. Além disso, muitos tabus e determinações que o faziam ter que seguir uma alimentação extremamente restritiva, desapareceram. Atualmente sabe-se que esses indivíduos devem ter uma alimentação saudável com pouquíssimas restrições ou proibições”, explica a nutricionista Rosana Perim, gerente de nutrição assistencial do HCor.

Quem é diabético e pretende adotar um plano alimentar saudável, deve seguir algumas recomendações e adotar uma dieta com alimentos ricos em fibras, proteínas e gorduras boas, como:

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· Grãos integrais: farinha de trigo, arroz e macarrão integrais, aveia, pães e biscoitos integrais.
· Leguminosas: feijões, soja, grão-de-bico, lentilha, ervilha.
· Legumes em geral: exceto batata, batata doce, macaxeira ou mandioca e inhame, pois têm elevada concentração de carboidratos e devem ser consumidos em pequenas porções.

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· Carnes magras, aves e peixes em geral: exceto carnes processadas, como presunto, peito de peru, salsicha, linguiça, bacon, mortadela e salame.
· Gorduras boas: óleos vegetais (soja, milho, girassol, canola), azeite de oliva, abacate.
· Oleaginosas: castanhas, amendoim, avelãs, nozes e amêndoas.

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· Leite e derivados: devendo-se ter atenção para escolher iogurtes sem adição de açúcar.

“Vale lembrar que os tubérculos, como batata inglesa, batata doce, macaxeira e inhame, são alimentos saudáveis, mas por serem ricos em carboidratos, também devem ser consumidos em pequenas quantidades”, acrescenta Rosana.

As frutas, por terem seu açúcar natural, chamado de frutose, devem ser consumidas em pequenas quantidades pelos diabéticos. A recomendação é de uma porção de fruta por vez:

Frutas
· 1 unidade média de frutas inteiras, como maçã, banana, laranja, tangerina e pera.
· 2 fatias finas de frutas grandes, como melancia, melão, mamão e abacaxi.
· 1 mão cheia de frutas pequenas, dando cerca de 8 unidades de uvas ou cerejas.
· 1 colher de sopa de frutas secas, como uva passa, ameixa e damasco.

Além disso, é importante evitar o consumo de frutas juntamente com outros alimentos ricos em carboidratos, como tapioca, arroz branco, pão e doces.

Os alimentos “proibidos” são aqueles ricos em açúcar ou carboidratos simples, como:

· Açúcar e doces em geral.
· Mel, geleia de frutas adoçadas, compotas com açúcar.
· Farinha branca: produtos de confeitaria e pastelaria.
· Doces em geral, chocolates e guloseimas.
· Bebidas açucaradas, como refrigerantes, sucos industrializados, achocolatados.
· Bebidas alcoólicas.

“É importante que o diabético aprenda a ler os rótulos dos produtos antes de consumir, pois o açúcar pode aparecer escondido sob a forma de glicose, xarope de glicose ou de milho, frutose, maltose, maltodextrina ou açúcar invertido”, alerta a nutricionista.

Diet x Light

A definição de alimento light deve ser direcionada aos produtos que apresentam redução mínima de 25% em determinado nutriente ou calorias, quando comparado com alimento convencional. Diet significa que o alimento tem ausência total de um nutriente. Portanto, a primeira diferença entre alimento diet e light está na quantidade permitida de nutriente.

Enquanto o diet precisa ser isento, o light deve apresentar uma redução mínima de 25% de nutrientes ou calorias em relação ao alimento convencional. A segunda diferença, é que o alimento light não é, necessariamente, indicado para indivíduos que apresentem algum tipo de doença (diabetes, colesterol elevado, doença celíaca, fenilcetonúria).

“No caso dos indivíduos diabéticos o termo correto é o diet, por ter ausência total de açúcar. Antes de comprar algum alimento light é importante verificar os ingredientes descritos no rótulo se na composição tem açúcar ou não”, orienta Rosana.

Recomendações complementares:

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· Alimente-se a cada 4 horas para evitar picos de hipo e hiperglicemia.
· Tenha sempre disponíveis alimentos práticos para os intervalos das refeições como frutas, barra de cereais light ou biscoitos salgados com fibras.
· Leia os rótulos com atenção. Não confie apenas na denominação diet ou light. Observe atentamente a composição nutricional do produto, identificando a quantidade de cada nutriente (gordura, carboidratos, proteínas, vitaminas e minerais).
· Procure manter o peso dentro da faixa de normalidade.
· Meça regularmente a glicose sanguínea.

Fonte: HCor

Dieta restritiva em gordura saturada não promove saúde

Desde que idealizou o site Emagrecerdevez.com, Rodrigo Polesso dedica-se, não apenas a ajudar as pessoas a emagrecer, mas a quebrar mitos relacionados a dietas e perda de peso, que se disseminam sem comprovação científica. E um dos mitos bastantes conhecido é justamente o de que gordura saturada faz mal à saúde.

“Acho importante derrubar esses mitos sobre alguns tipos de alimentos, que começam a circular sem evidências científicas, para que as pessoas possam se apoiar nestas informações e tomar as próprias decisões a respeito da sua vida, estilo de vida, da sua saúde e boa forma”, defende Polesso.

Um dos mitos é justamente o de que as gorduras saturadas são grandes vilãs para qualquer dieta. Essa ideia surgiu há aproximadamente quatro décadas e foi levantada por um médico chamado Ancel Keys. A partir de observações, Keys deduziu que quem tinha problema de entupimento das artérias, ou ataques cardíacos estavam com altas taxas de colesterol, logo, ele atribui o fato ao consumo de carne e gorduras saturadas viravam essa gordura encontrada no organismo e originavam os problemas cardíacos.

A gordura saturada sempre esteve presente na dieta humana. Elas estão disponíveis no coco, nas carnes, manteiga, laticínios e até no leite materno. Neste último, inclusive, a gordura saturada é a maior parte das gorduras do leite, seguidas das monoinsaturadas. “Faz sentido a gordura saturada causar morte e doença, se ela faz parte da composição do leite materno e nos alimentos mais nutritivos do mundo?”, questiona Polesso.

Essa análise evolutiva, segundo o especialista, já nos faz olhar para essa tese com outros olhos. O que existe de científico sobre este misto são estudos que associam gorduras saturadas a problemas cardíacos.

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“Esses estudos são observacionais, são prospectivos. Agora, por que uma pessoa que come bastante gordura saturada, hoje em dia, tende a ter problemas? Porque junto com a gordura saturada, ela provavelmente também consome muito açúcar, não se exercita com regularidade, fuma ou toma bastante álcool. Assim, uma pessoa que consome muita gordura saturada tende a não ter hábitos saudáveis no geral. Por isso que, quando se compara pessoas que comem muita gordura saturada com aquelas que consomem pouco e mantém melhores hábitos alimentares, é óbvio que as que se cuidam vão apresentar resultados melhores”, conclui Polesso.

Este tipo de pesquisa baseada em estudos observacionais produz poucas evidências relevantes, ao contrário de ensaios clínicos randomizados, que mostram relações de causa e efeito. Em 2015, o Jornal Britânico de Medicina publicou revisão de vários estudos observacionais sobre o papel das gorduras saturadas na saúde das pessoas. Em sua conclusão, o jornal revela que gorduras saturadas não estão associadas com mortes de todas as causas, doenças cardiovasculares, infarto ou diabetes tipo 2, porém a evidência é heterogênea, devido à limitação de metodologia.

“Eles já dizem que estudos prospectivos têm uma metodologia muito limitada, analisando tipos de pessoas e não se, realmente, a única alteração na dieta é a gordura saturada”, explica Polesso.

No ano de 2016, o mesmo jornal publicou revisão de ensaios clínicos randomizados, que produzem evidências mais relevantes que os prospectivos. Nesta pesquisa, foram analisados dados de quase dez mil homens e mulheres que participaram de estudos onde foi feita a substituição da gordura saturada na dieta por gorduras poli-insaturadas, ou seja, retirou-se as gorduras animais, como banha de porco e manteiga, colocando no lugar manteiga e óleo de milho.

O grupo que substituiu com óleos vegetais reduziu consideravelmente o colesterol no sangue comparado ao grupo que continuou comendo gordura saturada. No entanto, os gráficos mostraram que não houve benefício algum a respeito de mortalidade com esses resultados. Aliás, houve um aumento de 22% do risco de morte para cada 30mg/dl de redução de colesterol no sangue.

“Quanto menor o colesterol neste estudo, maior o risco de morte. Este é outro mito o de que o colesterol é nosso inimigo, mas não é isso. Há muita confusão e falsas informações sobre este assunto. Ele é essencial para a saúde humana. Assim, o estudo conclui que não existe evidência do benefício de se substituir gorduras saturadas por poli-insaturadas no sentido de entupimento das artérias ou infarto do miocárdio”, explica Polesso.

A pesquisa revela, ainda, que as evidências disponíveis de ensaios clínicos randomizados mostram que substituir gordura saturada por gordura insaturada baixa de fato o colesterol no sangue, mas não suporta a hipótese de que isso significa risco mais baixo de mortes de doenças cardíacas ou morte de todas as causas. Esses achados só adicionam a um crescente corpo de evidências de que a publicação incompleta de dados tem contribuído para um exagero dos benefícios de substituir gordura saturada por óleos vegetais.

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“Parece que a natureza novamente estava certa e proveu para a gente o alimento correto. A gordura saturada que está disponível na natureza desde sempre é inofensiva ao nosso corpo, ao contrário das gorduras poli-insaturadas, encontradas em óleos vegetais feitos pela indústria. Na dúvida, façam como nossos avós e bisavós que consumiam manteiga, carne de gado, banha de porco, gorduras saturadas e fornecidas pela mãe natureza”, finaliza Polesso.

Fonte: Rodrigo Polesso tem certificado em nutrição otimizada para saúde e bem-estar pela Universidade Estadual de San Diego na Califórnia, EUA.

Proximidade do verão: cuidados contra doenças transmitidas pelo Aedes aegypti

Dados da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, divulgados recentemente, apontam que o número de casos de dengue no estado dobrou em 2018, se comparado ao mesmo período em 2017. De janeiro a setembro do ano passado foram registrados 4.611 casos, enquanto neste ano foram 9.332.

Com a proximidade do verão, época do ano com maior risco de transmissão da doença, o quadro mostrado torna ainda mais urgente alertar a população sobre as ações de prevenção ao mosquito Aedes aegypti.

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Ainda nos últimos dois anos, segundo dados do Ministério da Saúde, o país registrou um de seus surtos mais expressivos da febre amarela, principalmente em estados da região Sudeste, quando foram registrados 779 casos humanos e 262 óbitos. “Daí a necessidade de estados e municípios reforçarem as estratégias de intensificação da vigilância e da vacinação em todo o país, especialmente para essa época do ano”, diz o Biólogo Luiz Eloy Pereira, vice-presidente do CrBio-01 – Conselho Regional de Biologia – 1ª Região (SP, MT e MS).

Bem adaptado às zonas urbanas, o Aedes aegypti se reproduz colocando ovos em locais com água parada. Portanto, uma das principais ações de prevenção ao mosquito é eliminar esses possíveis focos.

“São as velhas dicas de cuidado com armazenamento irregular de pneus, pratos de vasos de planta, garrafas e outros objetos onde geralmente ocorrem acúmulo de água”, lembra o biólogo. Ele ainda diz que o ideal é dar início à campanha de conscientização antes de um novo surto se instalar. “A melhor jeito de evitar o mosquito é impedindo sua reprodução”.

Abaixo, o vice-presidente do CRBio-01 lembra alguns cuidados que devem ser tomados para não criar ambientes propícios à reprodução do mosquito:

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– Tonéis e caixas d’água devem estar bem fechadas;
– Fazer a manutenção periódica da limpeza das calhas;
– Armazenar garrafas com a boca para baixo;
– Utilizar tela nos ralos;

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– Manter lixeiras sempre bem tampadas;
– Colocar areia nos pratos de vasos de plantas;
– Limpar os bebedouros de animais com escova ou bucha;
– Acondicionar pneus em locais cobertos;
– Eliminar água sobre as lajes;

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– Fazer a coleta e eliminar detritos e entulhos em quintais e jardins.

Fonte: Conselho Regional de Biologia – 1ª Região (SP, MT e MS)

É possível ter a pele bonita e saudável em todas as estações do ano

A cada estação, um novo começo. A primavera é uma boa época para realizar procedimentos estéticos dermatológicos, como tratar olheiras, rugas ou flacidez, já que a recuperação é mais rápida neste período. Porém, devemos lembrar que a decisão mais importante ao fazer um procedimento é consultar o médico dermatologista, especialista indicado para fazer o diagnóstico de doenças da pele, cabelos e unhas e prescrever tratamentos específicos.

Alguns procedimentos são bastante comuns nesta época do ano. Os mais comuns são a aplicação de toxina botulínica, o preenchimento com ácido hialurônico, os tratamentos a laser, a radiofrequência, os peelings, o microagulhamento e o ultrassom microfocado, sendo que todo procedimento precisa de planejamento.

Portanto, levar em conta o tempo necessário para aguardar a recuperação da pele ou mesmo a época mais adequada para fazer tal procedimento, garantem um planejamento estético adequado e resultados mais seguros para o paciente e sua saúde.

Essa época também é indicada para realizar aplicação da toxina botulínica para hiperidrose (suor excessivo) nas axilas, mãos ou pés. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) lembra que a rotina diária de cuidados com a pele envolve pelo menos três passos básicos: limpar, tratar e proteger.

“Não existe uma idade ideal para começar a cuidar da pele nem regra de tratamento para cada idade, mas de um modo geral, a partir dos 25 anos, medidas preventivas devem ser adotadas, usando produtos especializados para cuidados com a saúde da pele, além de tratamentos dermatológicos que induzem a produção de colágeno e reparam danos solares”, explica a dermatologista Sylvia Ypiranga.

Vale ressaltar que todo procedimento estético dermatológico deve ser acompanhado por um médico, para que eventuais complicações possam ser percebidas, diagnosticadas e tratadas.

Realizar uma visita ao consultório ou na clínica onde o procedimento será realizado, prestando a atenção aos detalhes, é um bom meio de saber se o local escolhido terá a estrutura e a segurança necessárias para iniciar o tratamento. Desconfie de locais que se dispõem a cobrar preços muito baixos, têm muita rotatividade de profissionais e não disponibilizam equipamentos e produtos de qualidade, por exemplo.

Verifique também se o local tem autorização de funcionamento expedida pela Secretaria Municipal de Saúde e da Vigilância Sanitária e confira a higiene do espaço e se os materiais são descartáveis. Lembre-se de que casas e imóveis residenciais não devem ser considerados para a prática de procedimentos invasivos. No consultório é possível observar os quesitos de biossegurança dos procedimentos.

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O conhecimento das técnicas de aplicação e da anatomia local também são fundamentais para o bem-estar e segurança do paciente.

Para encontrar um dermatologista associado à SBD clique aqui.

Crescer com animais pode tornar uma pessoa mais resiliente quando adulta

Uma educação rural com muito contato com animais pode garantir o sistema imunológico e a resiliência mental ao estresse de forma mais eficaz do que a criação em uma cidade e sem animais de estimação.

Essa foi a conclusão de uma pesquisa liderada por profissionais da Universidade de Ulm na Alemanha e agora publicada na revista PNAS. Esse estudo não é de forma alguma o primeiro a propor que crescer em ambientes urbanos sem diversidade de micróbios pode prejudicar a saúde física.

A esse respeito, acrescenta-se à crescente evidência em apoio às teorias que se desenvolveram a partir da “hipótese da higiene”. Porém, o estudo é o primeiro a sugerir que um risco maior de transtornos psiquiátricos – provavelmente devido a uma “resposta imunológica exagerada” – pode ser outra consequência inesperada do crescimento em um ambiente com menos oportunidades de interagir com uma variedade de micróbios.

“Já foi muito bem documentado”, diz Christopher A. Lowry, coautor do estudo, professor de fisiologia integrativa na Universidade do Colorado em Boulder, que “a exposição a animais e ambientes rurais durante o desenvolvimento físico é benéfica em termos de redução de riscos de asma e alergias mais tarde na vida “.

No entanto, ele acrescenta que seu estudo também “avança a conversa mostrando pela primeira vez em humanos que essas mesmas exposições provavelmente são importantes também para a saúde mental”.

Perdendo contato com micróbios coevoluídos

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A existência humana está se tornando cada vez mais urbanizada. Em 1950, apenas um terço da população mundial vivia nas cidades. Em 2014, esse número subiu para 54% e deverá aumentar para 66% até 2050.

A ideia de que o aumento da urbanização e as mudanças no estilo de vida que o acompanham pode aumentar o risco de certas doenças, devido à redução da interação com uma variedade de micróbios, decorre da hipótese da higiene.

A teoria tem suas raízes em uma pesquisa de 30 anos que sugere que uma taxa mais baixa de infecção entre crianças pequenas foi o motivo pelo qual as taxas de asma e doenças relacionadas à alergia aumentaram no século XX. No entanto, tornou-se evidente que a interação com os micróbios ultrapassa esse escopo original, e até mesmo foi sugerido que o termo hipótese de higiene é um equívoco e deve ser abandonado.

Em seu estudo, o autor sênior Stefan O. Reber, professor de psicossomática molecular na Universidade de Ulm, e sua equipe usam o termo “velhos amigos” para se referir aos micróbios que coevoluíram com os humanos.

Lowry e colegas discutiram anteriormente como “a perda progressiva do contato com organismos com os quais coevoluímos” pode ser a culpado por “grande parte do fracasso da regulação de respostas imunes inflamatórias inapropriadas” visto em muitos habitantes urbanos modernos e habitantes de nações mais ricas.

Estudo testou homens com vários níveis de educação

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O novo estudo investiga ainda mais esse elo comparando as respostas relacionadas ao estresse em adultos jovens que foram criados em ambientes rurais, onde tiveram muito contato com animais com pessoas criadas em áreas urbanas “na ausência de animais de estimação”.

Os investigadores inscreveram 40 voluntários masculinos saudáveis com idades entre 20 e 40 anos residentes na Alemanha. Metade tinha sido criada em fazendas onde eles frequentemente lidavam com animais, e a outra metade tinha sido criada em ambientes urbanos sem animais de estimação.

Para criar a condição de estresse, todos os participantes completaram duas tarefas. Na primeira, fizeram uma apresentação para uma audiência que não mostrou reação, e então, eles tiveram que resolver um problema de matemática difícil sob pressão de tempo. Os voluntários deram amostras de sangue e saliva 5 minutos antes do teste, e novamente 15, 60, 90 e 120 minutos depois.

“Resposta imunitária exagerada”

Os resultados mostraram que os homens jovens criados em cidades sem animais de estimação tiveram um “aumento pronunciado” nos níveis de “células mononucleares do sangue periférico”. Essas células formam uma grande parte do sistema imunológico.

Enquanto isso, membros do grupo educados na cidade também tiveram níveis mais altos de interleucina 6 e níveis “suprimidos” de interleucina 10. A interleucina 6 é um composto que promove a inflamação, enquanto a interleucina 10 é um composto que reduz a inflamação.

Lowry diz que esses resultados mostraram que “as pessoas que cresceram em um ambiente urbano tiveram uma indução muito exagerada da resposta imune inflamatória ao estressor, o que persistiu durante o período de duas horas”.

O que surpreendeu os pesquisadores foi que, embora seus corpos parecessem ter uma resposta mais sensível ao estresse, os homens criados em cidades e sem animal de estimação relataram sentimentos mais baixos de estresse do que seus colegas que foram criados em fazendas.

Lowry compara a “reação inflamatória exagerada” dos homens criados na cidade a “um gigante adormecido que eles desconhecem completamente”.

Contato com animais pode ser fator chave

homem brincando com gato

Ao discutir suas descobertas, os autores mencionaram pesquisas anteriores que mostraram que a forma como nosso sistema imunológico responde ao estresse é moldada na infância por nossas interações com os micróbios.

Outros estudos sugeriram que uma resposta amplificada à inflamação está ligada a uma taxa mais alta de transtorno de estresse pós-traumático e depressão mais tarde. Eles também discutem como a presença ou a ausência de animais pode ser um fator importante nos resultados.

Eles observam como outros pesquisadores descobriram que “agricultura altamente industrializada com baixo contato com animais de fazenda” está mais ligada a condições relacionadas à desregulação imunológica – como asma e alergias – do que “agricultura tradicional com contato regular com animais de fazenda”.

Isso sugeriria, eles explicam, que o “efeito protetor” – de uma educação rural com animais em comparação a uma criação na cidade sem animais – venha mais provavelmente  do contato com animais do que a diferença entre os estilos de vida rural e urbana.

‘Tenha um animal de estimação e passe um tempo na natureza’

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Foto: Docg

Os pesquisadores agora querem repetir o estudo com grupos maiores – tanto homens quanto mulheres – e com educação mais variada, a fim de desvendar os efeitos do contato com animais e do grau de urbanização.

Eles também reconhecem que o estudo não levou em conta outros fatores que podem afetar a exposição infantil à variedade de micróbios. Esses incluem, por exemplo, o tipo de parto ao nascer, a amamentação em comparação com a alimentação de outra forma, o uso de antibióticos e dietas.

Enquanto isso, os pesquisadores sugerem que os moradores da cidade se tornem um “animal de estimação peludo”, passem um tempo na natureza e comam alimentos que são “ricos em bactérias saudáveis”. Além de adotarem um animal de estimação.

“Muitas pesquisas ainda precisam ser feitas. Mas parece que gastar o máximo de tempo possível, de preferência durante a educação, em ambientes que oferecem uma ampla gama de exposições microbianas, tem muitos efeitos benéficos” afirmou o professor Stefan O. Reber.

Fonte: MedicalNewsToday

Câncer de pele também pode atingir os lábios; fotoproteção é fundamental

Sendo causado principalmente pela exposição excessiva e sem proteção ao sol, este tipo de câncer atinge principalmente o lábio inferior de pessoas com fototipos de pele baixos. Dermatologista Valéria Marcondes explica quais os principais tratamentos da doença e como preveni-la.

O câncer da pele é um dos tipos de câncer mais comuns, correspondendo a 33% dos diagnósticos da doença no Brasil. E, por mais estranho que possa parecer, o câncer de pele não se restringe apenas ao tecido cutâneo, podendo atingir também os lábios, uma região extremamente delicada, de pele fina, formada por uma semimucosa, ou seja, uma transição da mucosa oral para a pele estratificada que a gente tem ao redor dos lábios.

“Assim como outros tipos de câncer, o câncer de lábios ocorre devido a um crescimento anormal e acelerado de células cancerígenas, sendo que sua principal causa é a exposição excessiva e sem proteção aos raios ultravioletas do sol. Mas, apesar da exposição solar ser o principal fator, o tabaco e o álcool também possuem papel importante no desenvolvimento do câncer de lábio”, explica a dermatologista Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da American Academy of Dermatology (AAD).

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Segundo a especialista, este tipo de câncer tende a aparecer principalmente no lábio inferior, pois estes ficam mais expostos ao sol devido a sua posição, e em pessoas de pele clara. “Pessoas de fototipos de pele mais baixos possuem menos melanina, pigmento que dá cor a pele e que a protege da ação dos raios solares. Dessa forma, quem tem a pele mais clara acaba desenvolvendo câncer de pele e de lábios mais facilmente. O que, claro, não quer dizer que pessoas de fototipos altos não possam desenvolver este tipo de câncer, apenas estão mais protegidas”, completa.

E, apesar do câncer de lábios poder demorar anos para aparecer, já que os danos dos raios solares são cumulativos, alguns sinais podem surgir antes da doença se instalar de fato. Um exemplo é a Queilite Actínica, uma doença que afeta o lábio devido à exposição constante e desprotegida ao sol e que, apesar de ainda não ser um câncer, tem grande potencial de se tornar maligna.

“Podendo permanecer por muitos anos antes de se transformar em um câncer, a Queilite Actínica é bastante comum em profissionais que trabalham em ambientes externos e começa com uma pequena descamação da área dos lábios que pode evoluir para feridas que não cicatrizam. Em casos mais graves, o lábio incha e podem aparecer manchas brancas e vermelhas, bolhas e sensação de queimação na região”, alerta a médica.

Outros sintomas da doença incluem sangramento, dor e o surgimento de feridas, lesões, bolhas, úlceras e nódulos que não desaparecem na região dos lábios. Ao encontrar qualquer um deles, o mais importante é que você consulte um médico especializado. Apenas ele poderá realizar uma avaliação de seus lábios, pedir exames para confirmar a doença, como uma biopsia, e dar o diagnóstico correto, indicando o melhor tratamento para o seu caso.

“Assim como outros cânceres, o tratamento depende do estágio, do quão rápido a doença está progredindo e da saúde do paciente no geral. Se o tumor ainda estiver pequeno, pode ser realizada uma cirurgia para removê-lo, com a possibilidade de uma segunda intervenção para a reconstrução do lábio, dependendo do quanto a estrutura foi afetada. Já em casos em que a doença está em estágios mais avançados, a radioterapia e a quimioterapia podem ser usadas para diminuir o tumor antes de removê-lo cirurgicamente e depois da cirurgia para reduzir o risco de reincidência”, destaca a dermatologista.

Porém, prevenir a doença ainda é o melhor remédio e evitar o câncer não é tão difícil, basta adotar alguns cuidados e hábitos básicos a sua rotina diária. Por exemplo, é fundamental que, além de evitar fumar e ingerir álcool, você não faça sessões de bronzeamento artificial, utilize chapéus e bonés sempre que for se expor ao sol e, o mais importante, aplique diariamente protetores labiais com fator de proteção solar de no mínimo 30 FPS, reaplicando sempre a cada duas horas.

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“É essencial também que você consulte um médico regularmente para detectar qualquer indicio de câncer precocemente. Quando diagnosticado nos primeiros meses do aparecimento, praticamente 100% dos casos de câncer de lábios são curados rapidamente e com pouco ou nenhum dano estético”, finaliza Valéria.

Fonte: Valéria Marcondes é dermatologista da clínica que leva seu nome, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia com título de especialista e da Academia Americana de Dermatologia. Foi fundadora e é membro da Sociedade de Laser.

Hoje é o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez

É muito barulho. Na rua, no trabalho ou em casa temos a constante sensação de que o “volume da vida” aumentou. Buzinas, carros de som, camelôs, obras, fones de ouvido, eletrodomésticos, pessoas conversando em tom alto, gritaria de crianças, cachorro, telefone, equipamentos eletrônicos… Ufa!

São tantos sons ao redor que às vezes fica difícil até saber de onde vem cada um. E nós seguimos aumentando o volume para ouvirmos melhor o que realmente nos interessa. Essa overdose sonora que nos afeta voluntária ou involuntariamente pode trazer sérios riscos à saúde dos ouvidos. Neste dia 10 de novembro, Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez, que tal abaixar o volume e ficar alerta para algumas dicas?

Já se sabe que a perda auditiva começa a surgir mais cedo entre os moradores de grandes cidades e o trânsito pode ser um dos vilões. Para fugir do barulho do tráfego intenso e da movimentação nas ruas muitas pessoas recorrem aos fones de ouvido. Eles são nossos parceiros para ouvir música. Mas esse companheiro inseparável pode ser muito perigoso se o volume do som nos fones estiver em níveis acima do recomendado. Dê preferência aos fones estilo concha, que além de serem mais confortáveis, se ajustam ao ouvido garantindo maior isolamento do barulho ambiente e permitindo que você mantenha o volume da música em nível adequado aos ouvidos.

“O problema relacionado ao uso de fones de ouvidos está ligado ao volume do som e ao tempo diário das pessoas em contato com o ruído. A exposição intensa e frequente acima de 85 decibéis pode provocar danos irreversíveis à audição com o passar do tempo”, conta a fonoaudióloga Isabela Papera, da Telex Soluções Auditivas.

A especialista em audiologia ressalva, no entanto, que as consequências do uso frequente de fones de ouvido não são as mesmas para todos. Além de variar de acordo com o período de exposição ao ruído, a perda aditiva está ligada também à predisposição genética de cada um. “Recomendamos aos jovens que usam fones com frequência que façam uma audiometria. É o exame que informa se há perda de audição e como proceder para evitar o agravamento do problema”, aconselha.

O nível de barulho em casa também tem grande impacto na saúde auditiva. TV, rádio, liquidificador, aspirador de pó, secador de cabelos, aparelhos de som, jogos de videogame, smartphones e tablets fazem parte do nosso cotidiano e podem facilmente extrapolar os limites de decibéis. É fundamental estar atento ao barulho que eles emitem em benefício da saúde auditiva. Se perceber que o barulho está incomodando, uma solução barata e inteligente é usar protetores de ouvido.

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Outra situação em que vale usar protetores auriculares é se você é amante do ronco de um motor. Estudo do Instituto Nacional de Surdez e Outras Doenças de Comunicação, dos EUA, constatou que uma moto emite ruídos em torno de 95 decibéis. Lembrando que ruídos acima de 85 dB podem causar alterações na estrutura interna do ouvido e perda permanente de audição com o decorrer dos anos. Imagina o estrago que o hábito de pilotar diariamente a moto pode causar!

Os danos à audição podem começar até mesmo no ambiente escolar, trazendo riscos às crianças desde a sua formação. O barulho típico da criançada fazendo algazarra no pátio, na sala de aula, gritando e correndo pelos corredores é um cenário natural na infância, mas que esconde um problema.

O excesso de ruído que envolve os alunos – e os professores – pode causar estresse, falta de concentração e até uma progressiva perda auditiva, que não será sentida de imediato, mas terá reflexos mais tarde. Além disso, é importante que os pais examinem a audição de seus filhos logo no início da vida escolar. Crianças com dificuldades para ouvir não aprendem direito, costumam ter conflitos de relacionamento e apresentam distúrbios de comportamento como distração ou retraimento em excesso. É preciso investigar para que isso não afete o aprendizado.

“A grande preocupação é que a ‘Perda Auditiva Induzida por Níveis de Pressão Sonora Elevados’ (PAINPSE) tem efeito cumulativo. Dependendo do volume e do tempo de exposição ao som elevado, além de uma predisposição genética, o indivíduo pode sofrer danos auditivos cada vez mais severos, de forma contínua e elevada ao longo da vida. E as novas gerações serão as maiores vítimas dessa perda precoce, em razão do uso de fones, boates, da vida cada vez mais barulhenta”, alerta a fonoaudióloga da Telex, que é especialista em audiologia.

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Quanto mais cedo for detectada a perda auditiva, melhor. Quando o dano ainda é pequeno, é mais fácil devolver os sons ao indivíduo, geralmente com o uso de aparelhos auditivos. O problema é que a maioria das pessoas que têm problemas de audição não reconhece que ouve mal. A falta de informação e o preconceito fazem com que a consulta ao médico seja protelada por muitos anos. A boa notícia é que, graças aos avanços da tecnologia, os aparelhos auditivos hoje são minúsculos, discretos, alguns são até invisíveis, pois ficam dentro do canal auditivo, como os da Telex.

Ao desconfiar de dificuldades para ouvir, consulte um médico otorrinolaringologista para obter um diagnóstico preciso. A partir de avaliações como a audiometria, é indicado o tratamento mais adequado.

Fonte: Telex Soluções Auditivas

10 de novembro é celebrado o Dia Mundial do Ceratocone

Você já ouviu falar sobre ceratocone? Doença congênita que afeta os olhos, acomete de 0,5% a 3% da população. O problema se caracteriza pelo afinamento e encurvamento progressivos da córnea, que fica com um formato parecido com um cone, o que compromete e pode levar à baixa da visão. Para chamar a atenção e disseminar informações sobre a doença, em 10 de novembro, é celebrado o Dia Mundial do Ceratocone.

“O desenvolvimento do ceratocone acontece entre os 10 e 20 anos e tende a progredir até os 30 e 40 anos. Apesar da incidência mais comum ser de forma espontânea, entre 5% e 27% dos casos têm histórico da doença na família”, aponta Myrna Serapião, especialista em ceratocone do H.Olhos – Hospital de Olhos.

Como identificar?

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Córnea normal e outra com ceratocone – ilustração: AllAboutVision

Em sua fase inicial, a doença tem como característica o surgimento de miopia ou astigmatismo. Em seguida, o paciente começa a se queixar de mudanças frequentes na prescrição dos óculos, visão embaçada, com halos de luz ou distorcida, e alta sensibilidade à luminosidade.

“A baixa visão, aumento progressivo de astigmatismo, acompanhado por dores de cabeça e fotofobia, e a dificuldade de enxergar mesmo com os óculos são sintomas comuns do ceratocone. A partir de um exame clínico, é possível confirmar a doença. Com o avanço da tecnologia na medicina, o diagnóstico tornou-se mais eficaz, pois existem aparelhos específicos capazes de medir com extrema precisão a espessura e a curvatura da córnea, detectando o ceratocone mesmo em estágios iniciais”, explica a médica.

É importante destacar também que os pacientes que sofrem com ceratocone tendem a ter alergia ocular associada, e, consequentemente, coçam os olhos. O ato de coçá-los com frequência está diretamente ligado ao afinamento da córnea e leva ao agravamento da doença.

Tratamento

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Imagem: 2020Tulsa

O transplante de córnea é o único tratamento definitivo do problema. No entanto, existem outros métodos que, quando indicados adequadamente pelo oftalmologista, podem melhorar a visão e proporcionar uma melhor qualidade de vida aos pacientes.

Existem quatro fases da doença. Na inicial, a visão pode ser corrigida com o uso de óculos. No estágio moderado, recomenda-se o uso de lentes de contato específicas para ceratocone ou o implante de anel intracorneano, quando a visão com lentes de contato não é satisfatória ou quando há intolerância às lentes. Mais uma opção é um procedimento conhecido como crosslinking.

Neste processo, após a aplicação de colírio anestésico e preparos iniciais da córnea, é introduzido o colírio de vitamina B2 que, associado à luz UVA emitida por uma fonte, aumenta a ligação das fibras de colágeno da córnea, o que a enrijece, evitando a progressão da doença.

Nas etapas mais avançadas, o tratamento baseia-se no transplante de córnea. “O ceratocone é a principal causa de transplante de córnea em regiões mais desenvolvidas. A rejeição é rara nestes casos e, quando ocorre, é percebida rapidamente. O tratamento clínico é suficiente para que não seja necessário um novo transplante. Este é um dos motivos pelos quais a doação de órgãos é tão importante e deve ser estimulada”, argumenta Myrna.

Fonte: Grupo H.Olhos