Arquivo da categoria: dia internacional da mulher

Mulheres bebem de graça nesse domingo em ação promocional do Zé Delivery*

*Quero pedir desculpas por esta nota que publiquei originalmente no sábado à tarde, pois não sei se alguma mulher que a leu resolveu participar. Falo isso porque eu mesma tentei, ontem, logo que o relógio marcou 14 horas eu entrei no site e comecei a me cadastrar. Até que chegou em uma parte na qual eu precisava aguardar um código que seria enviando ao meu celular por SMS. Pois é, estou aguardando o tal código até agora. Isso porque eu clicava em “reenviar” e nada. Resolvi, então, baixar o aplicativo em meu celular. Consegui, mas na hora de fazer o pedido, que tinha de ser da cerveja Corona, não havia esta marca.

Publiquei confiando no conteúdo e, infelizmente, ao menos para mim, a promoção mostrou-se ou inexistente ou muito mal feita. Portanto, desculpem novamente. Espero que isso não ocorra novamente com outras marcas. Se isso aconteceu com você também, me escreva. 

O “Zé Delivery”, serviço de entrega de bebidas, vai fazer a festa da mulherada nesse domingo (11), em parceria com a cerveja Corona. Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, o Zé vai entregar um pack com 6 longnecks para todas as usuárias que fizerem novos cadastros no aplicativo ou no site da marca. Os pedidos devem ser realizados entre às 14 e às 17 horas (ou até o término do estoque de 1.000 packs), sendo válidos exclusivamente para a cidade de São Paulo.

Para participar da ação é necessário baixar o aplicativo do “Zé Delivery” (disponível para iOS e Android), inserir o endereço ou CEP e pedir um pack de longneck Corona. Também é possível efetuar o pedido pelo site. Depois de realizar o cadastro, basta que a usuária insira o cupom #ZEMEUCRUSH dentro do horário da promoção para ter a sua bebida entregue em até uma hora, geladinha e sem custo.

Esse Zé sabe como ser fofo, né meninas?

Corona.jpg

“Zé Delivery”

Serviço de entrega de bebidas disponível na região da grande São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Além de entregar as cervejas mais conhecidas no mercado, o aplicativo também oferece cervejas artesanais. A parceria com diversos pontos de venda da cidade garante preços super competitivos e rapidez na entrega”.

 

Anúncios

Magazine Luiza vai “meter a colher em briga de marido e mulher”

“Em briga de marido e mulher, não se mete a colher”. O Magazine Luiza vai desafiar o ditado popular nesta época em que se comemorada o Dia Internacional da Mulher. O Magalu venderá — em suas 860 lojas físicas e no site magalu.com — uma colher especial com os dizeres: “Em briga de marido e mulher, tem que meter a colher, sim. Ligue 180 e denuncie”.

Cada colher custará R$ 1,80, uma referência ao número de denúncia para casos de violência contra as mulheres, o Ligue 180. O valor arrecadado com a venda, ao final da campanha, será revertido a duas entidades: Instituto Patrícia Galvão, uma organização social que desde 2001 trabalha pela garantia do direito das mulheres de viver sem violência, e a rede colaborativa Mete a Colher, que funciona por meio de um aplicativo mobile, que conecta mulheres vítimas de violência com outras que podem oferecer apoio.

“Denunciar é sempre um grande desafio”, diz Ilca Sierra, diretora de marketing multicanal do Magalu. “Por isso, a empresa, que já tem um histórico de engajamento nessa luta, considera de grande importância promover campanhas que incentivem mulheres e homens a dar esse grande passo”. A ação é assinada pela agência David.

Há oito meses, o Magalu lançou uma iniciativa interna para reduzir os casos de violência contra a mulher entre suas mais de 11 000 funcionárias. Elas têm acesso ao Canal da Mulher, um sistema de denúncia – monitorado diretamente por Luiza Trajano, presidente do Conselho de Administração – cuja função é apoiar as funcionárias expostas a esse tipo de violência.

Dados publicados pelo portal G1 mostram que o Brasil registrou 4.473 assassinatos de mulheres em 2017, um aumento de 6,5% em relação ao ano anterior — o que significa uma mulher morta a cada duas horas no país.

“O envolvimento e a contribuição das empresas no enfrentamento da violência contra as mulheres são extremamente importantes. Essa campanha mostra que esse é um problema de todos: das empresas, como o Magazine Luiza, e da sociedade”, diz Jacira Melo, diretora do Instituto Patrícia Galvão.

magalu

el Carbón brindará Dia das Mulheres com uma taça de cava

Conhecido como espumante espanhol, a bebida é tradicional na região da Catalunha, na Espanha, e será servida às mulheres que almoçarem ou jantarem na casa neste dia

Com ambiente próprio para comemorações, o espanhol el Carbón, localizado no mais novo rooftop de São Paulo – Jardim Pamplona Shopping, fará mais uma grande comemoração no Dia Internacional da Mulher. Todas as clientes que passarem pela casa em 8 de março, ganharão uma taça de Cava, bebida tradicional da região de Catalunha, Espanha, para celebrarem o seu dia.

Atum Carbón selado no carvão com purê de batatas roxa e vinagrete de manga
Atum Carbón selado no carvão com purê de batatas roxa e vinagrete de manga – Foto: Bernardo Martins

Segundo os catalães, sempre há uma boa harmonização para um Cava. Sendo assim, o Chef Martino recomenda algumas sugestões, como a Salada de Pupunha com queijo de cabra no carvão, mix de folhas com molho de mostarda e mel (Pequena: R$ 39,00 |Grande:R$ 55,00); o delicioso Atum Carbón: selado no carvão com purê de batatas roxa e vinagrete de manga (R$ 75,00) e um delicioso Brownie com calda Toffe e sorvete de caramelo com flor de sal (R$ 25,00).

delicioso Brownie com calda Toffe e sorvete de caramelo com flor de sal
Brownie com calda Toffe e sorvete de caramelo com flor de sal – Foto: Bernardo Martins

Além disso, para embalar as comemorações, assim como já está se tornando tradicional na cidade, o el Carbón traz sempre um DJ convidado às quintas, a partir das 20 horas e, no Dia Internacional da Mulher, não poderia ser diferente. Na data, o DJ Rodolpho Freitas estará a partir das 20 horas animando os clientes do restaurante.

cava elcarbon.png

el Carbón: Rooftop (4º andar) do Jardim Pamplona Shopping – Rua Pamplona, 1704, Jardim Paulista. Horário de Funcionamento:Segunda a Quinta – das 12h às 15:30 e das 18h30 às 23h / Lounge – das 12h às 23h. Sexta – 12h às 15:30 e 19h à 0h / Lounge – das 12h às 24h. Sábado – das 12h às 24h / Lounge – das 12h às 24h. Domingo – 12h às 22h / Lounge – das 12h às 22h

Como a tecnologia está dando poder às mulheres

Aplicativos e plataformas auxiliam nesta profissionalização

São diversas as desigualdades existentes no mercado de trabalho e uma das mais evidentes está ligada à questão de gênero. Salários mais baixos para as mulheres, homens ocupando os cargos mais altos e divisão de tarefas. Ao longo dos anos, esse cenário vem mudando. Nas últimas décadas, cada vez mais as mulheres estão se profissionalizando e ganhando mais espaço, inclusive em aplicativos de economia compartilhada. Algumas startups, novas empresas inovadoras de tecnologia, são responsáveis por essa transformação histórica.

getninjas

O maior aplicativo para contratação de serviços da América Latina, o GetNinjas, possui números animadores em relação às mulheres. Segundo pesquisas realizadas por eles com uma base de 3 mil profissionais, em 2018, 56% dos profissionais cadastrados na plataforma são mulheres, dentre essas 42% ganham cerca de 1 a 3 salários mínimos por conta da plataforma. O estudo também apontou que elas realizam mais serviços que os homens. Cadastrada no Getninjas desde 2015, Manuela Marques é arquiteta e diz que conheceu a plataforma numa pesquisa sobre sites em que poderia anunciar seu trabalho. “A demanda faz com que a gente busque melhorar e se profissionalizar cada vez mais”, comenta a paulistana.

eduk

A startup brasileira especializada em cursos on-line que auxiliam no desenvolvimento de habilidades profissionais, eduK, faz parte da profissionalização de diversas mulheres que se especializam e descobrem novas habilidades na plataforma, com o objetivo de empreender e viver do próprio negócio. Essa aproximação com público feminino no geral, faz com que 90% das inscrições na plataforma sejam feitas por elas.

singu

O mercado de beleza, área majoritariamente feminina, foi outro setor tradicional da economia impactado pela tecnologia. O aplicativo Singu, que conecta clientes a profissionais de beleza e bem-estar para serviços delivery, é responsável por empoderar mulheres ao permitir que elas multipliquem sua renda em até 3 vezes. São cerca de 2.300 profissionais cadastradas na plataforma, a manicure Débora da Costa é uma delas, que começou a atender pela Singu após um caso de machismo sofrido na empresa em que trabalhava. “Eu encaminhava meus currículos e vendia brigadeiros quando uma amiga me apresentou a Singu. No ínicio, mal tinha dinheiro para o transporte e material. No segundo mês de trabalho já fiz um acordo e paguei todas as contas atrasadas”.

doghero

Na Dog Hero não é diferente. Na plataforma que conecta donos de cães a anfitriões com o objetivo de encontrar um lar para o pet, no Brasil, 80% dos cadastrados no aplicativo são mulheres, um total aproximado de 14.000. Considerada a anfitriã que mais faturou no mês de fevereiro, Sandra Moura, ganhou aproximadamente 7 mil reais cuidando diariamente de no máximo três cães. “Antes trabalhava com confeitaria, mas com a Dog Hero reconquistei minha cidadania como profissional e estou 100% satisfeita”.

influu.jpg

A influu, ecossistema de profissionalização de influenciadores, também possui a maioria de cadastros femininos. “O empoderamento feminino começa com a complementaridade entre os homens e mulheres. Deve sempre haver um equilíbrio entre ambos. Acredito que todos devem ser tratados igualmente, com as mesmas oportunidades e salários”, comenta Talita Lombardi, COO da influu.

 

Dia da Mulher: luta contra a violência e a violação dos direitos

Brasil registra assassinato de uma mulher a cada duas horas e quase
50 mil estupros ao ano

Chegamos a mais um dia 8 de março e, novamente, não há motivos para comemorar a data. O momento ainda deve ser se reflexão e mobilização para que, quem sabe, um dia possa ser comemorado.

Ainda hoje, não apenas no Brasil, mas em todo o mundo, mulheres lutam por seus direitos, no combate à discriminação, violência moral, física e sexual.

De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, levantamento realizado em 2017 constatou, no ano anterior, 4.606 homicídios de mulheres, ou uma a cada duas horas. O mesmo documento aponta 49.497 ocorrências de estupro, número 3,5% maior que no ano anterior.

“Estas mulheres precisam de profissionais treinados e capacitados para identificar os casos de violência, pois nem sempre elas apresentarão marcas físicas ou saberão expressar com clareza o que passaram”, afirma  Thomaz Gollop, coordenador do Grupo de Estudos sobre o Aborto (GEA) e membro da Comissão de Violência Sexual e Interrupção da Gestação Prevista por Lei da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

O número seria ainda maior se todos os casos fossem registrados, mas não é o que acontece. Muitos deles não são denunciados por medo, vergonha ou falta de informação. Prova disso está na conclusão de um levantamento realizado pela Fundação Perseu Abramo: uma em cada cinco mulheres considera já ter sofrido algum tipo de violência por parte de algum homem, conhecido ou não.

“Está na hora de acordarmos para esta triste realidade. A brutalidade da violência contra a mulher não está apenas no Estado Islâmico ou na Índia, mas também no Brasil, sem distinção de classe social ou grau de instrução”, alerta Gollop.

casal tristeza

Direitos humanos

A violência contra a mulher acontece em diferentes frentes. Na saúde, inclusive. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 830 mulheres morrem em todo o mundo de complicações com a gravidez ou relacionadas com o parto todos os dias.

A morte materna engloba episódios ocorridos durante a gestação ou até 42 dias após o parto. Isso inclui também as mortes por aborto inseguro, que são uma das principais causas, depois da hipertensão arterial na gravidez, hemorragia após o parto e infecções.

De acordo com o Ministério da Saúde, a mortalidade materna, no Brasil, em 2013, foi de pouco mais de 1500 mulheres.

“O aborto inseguro é a quinta principal causa. Em algumas localidades, como Salvador, é a primeira”, adverte o médico.

Parte destas mortes poderia ser evitada se as mulheres que recorrerem ao aborto clandestino não tivessem medo de procurar um serviço médico em caso de intercorrências. Este medo está relacionado à legislação brasileira, que considera o aborto crime, previsto nos artigos 124 a 128 do Código Penal Brasileiro, e prevê punição tanto para quem realiza o aborto como para a gestante.

O aborto só não é considerado crime quando espontâneo ou acidental, ou ainda nos casos em que existe risco à vida da gestante, quando a gravidez é resultado de violência sexual ou nos casos de fetos anencéfalos.

Vale destacar que nem o médico, nem o hospital que receber uma mulher com complicações resultantes de um aborto inseguro podem denunciá-la. Esta conduta é prevista pelo Código de Ética Médica. Sua violação é uma grave infração ética.

tristeza dor depressão mulher pixabay

Novo juramento médico

Além do Código de Ética Médica, o Juramento Médico, atualizado no final de 2017, também reforça a importância do sigilo médico e do respeito aos direitos humanos. O novo texto traz trechos como “respeitarei os segredos que me forem confiados, mesmo após a morte do doente” e “não usarei os meus conhecimentos médicos para violar direitos humanos e liberdades civis, mesmo sob ameaça”.

O novo Juramento Médico foi subscrito pela Associação Médica Mundial, pela Associação Médica Brasileira e pelo Conselho Federal de Medicina. Tendo sido publicado no Brasil, deve ser utilizado já a partir dos novos médicos que se formam este ano.

Embora ainda preserve a essência do Juramento de Hipócrates, o novo documento reflete a evolução na relação entre médico e paciente, fazendo referência ao respeito pela autonomia e dignidade do doente. Destaca, também, que o dever do médico está acima de considerações sobre idade, doença ou deficiência, crença religiosa, origem étnica, sexo, nacionalidade, filiação política, raça, orientação sexual, estatuto social ou qualquer outro fator.

Fonte: Febrasgo

 

Minha primeira professora e o Dia da Mulher, por Daniel Medeiros*

Lógico que havia minha mãe. Mas eu era pequeno e não tinha ainda ideia do trabalho imenso da minha mãe para me criar e ao meu irmão. Assim, minha primeira referência de mulher de sucesso foi minha primeira professora, Adla. Eu a amava! Eu queria ter aquela postura, aquela firmeza e, principalmente, aquela inteligência. Ela me ensinou a ler e, quando eu cheguei em casa, lendo o pequeno texto da última página da cartilha para minha mãe, ela não acreditou e disse: “como é que essa mulher conseguiu fazer isso com você?” Sim, era isso mesmo. Ela havia conseguido. E não somente me ensinar a ler. Havia conseguido me fazer querer ser como ela.

Eu era muito pequeno e, por causa da minha timidez, ficava menor ainda. Lembro-me que mal olhava para os lados. Só para ela. E, de vez em quando, ela olhava para mim e dava um discreto sorriso. Ela era rigorosa, mas justa e terna. Nos seus gestos e na sua prática aprendi sobre Política e Sociedade, sobre Justiça e sobre Direitos e Responsabilidades. Com ela.

Mais tarde, já na quarta série, lembro-me de uma outra professora, mas agora com tristeza. Ela suportava com um sorriso magro a algazarra que imperava na escola pública em frente à favela do lagamar, em Fortaleza, onde morei nos anos setenta. No alto, na parede, o olhar soberano que nos observava não era o dela, mas o do general presidente. Certa vez, ela mandou como tarefa que buscássemos os sinônimos de certas palavras. Pedi o dicionário para o meu pai e escrevi, no caderno, o que o livro preto, o “pai dos burros”, dizia. Na tarde seguinte, ela pediu a lição e só eu havia feito. Ela ficou radiante com o meu desempenho. Os outros meninos me bateram no corredor, depois da aula. Eu fui pra casa, com a camisa rasgada sem saber se sentia mais pena de mim ou dela.

Ainda hoje as crianças, na maior parte de suas infâncias, convivem com professoras. Por que não desenvolvem um sentimento de respeito e consideração pelas mulheres? Por que não incorporam o fundamento básico de que um trabalho deve ser remunerado e respeitado de maneira igual, independente de gênero, cor, idade? Creio que a desqualificação do trabalho da professora, o primeiro referencial adulto que temos (fora nossos pais) está na raiz desse comportamento.

professora classe lousa aula
Pixabay

É só fazer uma pesquisa: eu queria ser como a minha professora. Muitas crianças, meninas principalmente, queriam ser professoras porque essa profissão era cercada de respeito e dignidade. Mas, aos poucos, essa ideia e esse desejo foi sendo dilapidado até chegarmos ao quadro desolador no qual nos encontramos. Qual criança quer ser como a sua professora? Quem quer receber o que ela recebe? Quem quer ter uma profissão sem valor e sem respeito como a dela?

Se ficamos quase todos os anos de nossa infância na companhia qualificada de mulheres tão maravilhosas, como não nos tornamos um pouco mais humanos, justos, dignos? Posso estar errado, eu sei, mas acredito que se víssemos as professoras de todo o Brasil como eu lembro da professora Adla, duvido que seríamos assim. Ou seríamos menos. E tudo então ainda seria possível no nosso país.

*Daniel Medeiros é doutor em Educação Histórica pela UFPR e professor de História no Curso Positivo

 

Igualdade salarial entre homens e mulheres: tema (ainda) polêmico em pleno 2018*

Sempre que o Dia Internacional da Mulher se aproxima, aproveito para fazer um balanço do ano que passou – e também da vida.

Sei bem o quanto nos custa, como mulheres, cada conquista. E também o quanto ainda temos para conquistar, apenas para nos equipararmos em direitos a nossos pares masculinos. A batalha diária é mesmo árdua, mas estou longe de encampar slogans como “o homem é uma fêmea imperfeita”, por exemplo. Elizabeth Gould Davis, a célebre autora do também célebre O Primeiro Sexo, tem importância fundamental na luta feminista, com certeza, mas nossos inimigos, creio, não são os homens.

O que temos de mudar (aliás, isso já deveria ter acontecido) é a consciência da própria mulher, consciência de que pode ser o que quiser, escolher o próprio caminho, ser feliz consigo mesma. Esse talvez seja o maior desafio, porque estamos lidando com a autoestima, tão minada ao longo dos séculos.

Claro, não podemos dizer que nada mudou nos últimos anos. Hoje é possível detectar uma série de evoluções na vida das brasileiras. Basta lembrarmos da Lei Maria da Penha, de 2006, que já salvou a vida de milhares de mulheres desde então (e que precisa ser ainda mais intransigente no combate à violência doméstica); e também da mais recente lei que fez do feminicídio um crime qualificado de homicídio, com pena de 12 a 30 anos, e o incluiu no rol dos crimes hediondos, em 2015.

São ações essenciais como essas que devemos comemorar, assim como cada polegada conquistada no decorrer dos anos.

executiva - M. Connors

Mas também precisamos investir mais tempo e dedicação a uma questão que não poderia (ainda) ser tema polêmico, a estampar capas de revista ou editoriais de jornais mundo afora. Refiro-me ao atual estágio da desigualdade salarial nas empresas. Segundo o Fórum Econômico Mundial, em um prognóstico que considero bastante perturbador, a remuneração de homens e mulheres que ocupam o mesmo cargo só será a mesma em… 2095.

Não sei você, leitora, mas não gosto da opção de ter de viver mais 77 anos (na esperança, muito reduzida, de ainda estar por aqui palpitando) para finalmente ver transformado em realidade um cenário que não faz sentido já nos dias atuais.

Afinal, já há exemplos importantes no mundo de que é possível, sim, superar essa barreira. O mais impressionante é o da Islândia, onde, desde o início de 2018, vigora uma lei pioneira que obriga as empresas a pagarem salários iguais a homens e mulheres no desempenho das mesmas funções.

De acordo com a lei, que foi aprovada em junho do ano passado e entrou em vigor em janeiro de 2018, todas as empresas com mais de 25 funcionários terão de provar que não praticam diferenças salariais de gênero.

Na Alemanha, onde a disparidade salarial entre homens e mulheres bate os 20% – valor idêntico na Áustria e na Hungria, com a Estônia em estratosféricos 30% e a Eslovênia com a melhor performance da UE, com 10% -, uma nova lei também já obriga as empresas a informarem suas funcionárias sobre o salário de seus colegas homens em cargos idênticos. Uma saia-justa muito bem-vinda.

No Reino Unido, as empresas com mais de 250 trabalhadores têm, a partir deste ano, de tornar públicas as desigualdades salariais. E, na Espanha, trava-se uma batalha parlamentar por uma lei que obrigue a essa mesma transparência.

Em qualquer latitude, é questão, pura e simples, de se fazer justiça. Levando-se em consideração que, no Brasil, as mulheres são maioria em cursos de graduação, mestrado e doutorado desde o começo desta década (de acordo com dados recentes do Capes), creio que podemos cobrar, já na próxima década, a inversão da balança de empregos entre eles e elas.

As mulheres, no mundo inteiro, estão cada vez mais preparadas, intelectual e emocionalmente, para alcançar o sucesso pessoal e profissional – isso é um fato. O exemplo mais insólito talvez seja a Universidade de Oxford, que, em 2017, admitiu mais mulheres do que homens em seus cursos de graduação pela primeira vez em seus mais de 800 anos de existência.

Então, por que as mulheres continuam a receber menos? No Brasil, elas ganham cerca de 75% do salário dos homens na mesma função. São números do Pnad, que mudaram muito pouco nos últimos anos.

mulher executiva

Não, não vou citar a badalada capacidade multifuncional das mulheres, nem a tão festejada sensibilidade feminina. Isso não significa que estou negando as duas qualidades, muito pelo contrário, só não acho que é preciso enaltecer características inatas para provar que merecemos o que há muito já fazemos por merecer.

Não somos melhores do que ninguém e não deve ser esse o objeto da discussão. O que queremos é, apenas, respeito pela verdade dos fatos, pela verdade que estamos escrevendo há décadas.

Como diria Gloria Steinem, famosa jornalista e ativista pelos direitos femininos, “a verdade te libertará, mas, primeiro, ela vai te enfurecer”. É preciso buscar essa liberdade todos os dias, evitando apenas que a fúria bloqueie a nossa capacidade de ação e reação.

Um feliz Dia Internacional da Mulher para todas nós!

*Paula Paschoal é diretora geral do PayPal Brasil. A empresa, com sede em San Jose, na Califórnia, estabeleceu, em 2016, que mulheres e homens em cargos idênticos recebam o mesmo salário

 

Hoje: quem disse, berenice? dá desconto de 50% em batons vermelhos

Hoje, data em que se comemora o Dia da – liberdade da – Mulher, quem disse, berenice? dá 50% de desconto em diversos produtos na cor vermelha para a boca, como os batons em acabamento cremoso, mate, mate veludo, líquido vinil, líquido mate metalizado e até líquido mate, além de gloss e lápis de boca.

A marca, especialista em maquiagem, acredita na liberdade da mulher e incentiva a luta pelo empoderamento feminino, traz várias opções de tons de produtos para a boca, desde o mais intenso até o mais suave, em diversos acabamentos para combinar com a personalidade de todas as mulheres.

A ação, que acontece somente hoje, dia 8 de março, é uma oportunidade para as mulheres se jogarem no batom vermelho e ficarem ainda mais bonitas.

quem disse.png

Informações: quem disse, berenice?

Hospital São Camilo incentiva cuidados com os rins em data comemorativa

Doença renal crônica atinge mais de 120 mil pessoas por ano no país

Hoje é comemorado o Dia Internacional da Mulher, data importante para reforçar o cuidado e a atenção que as mulheres devem ter com a saúde. Com esse mesmo objetivo, outra celebração é o Dia Mundial do Rim – comemorado no mesmo 8 de março – que alerta para a necessidade de cuidar deste órgão.

“Os rins são extraordinários, filtram o sangue, produzem hormônios, absorvem minerais, produzem a urina e equilibram, de forma saudável, a acidez e a alcalinidade”, destaca Pedro Dotto Junior, nefrologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

mulher infecção urinaria

As mulheres têm maior propensão à infecção do trato urinário, que pode atingir os rins e gerar alguma complicação no quadro. “Para isso, é muito importante evitar segurar a urina por muito tempo, ingerir por volta de 2 a 2,5 litros de água ao dia, além de procurar atendimento médico imediato aos sinais de queimação para urinar, perda involuntária de urina, odor urinário incomum, vontade de urinar com muita frequência e em pouca quantidade”, afirma o especialista.

Em situações de infecções urinárias repetidas (mais de três episódios ao ano), é importante investigar com um nefrologista, que irá identificar as possíveis causas e direcionar a prevenção adequada. As doenças renais são, em grande parte, silenciosas. Nesse caso é importante realizar avaliações médicas rotineiras que incluam exame de urina e avaliação da função renal. Como a hipertensão arterial é uma das grandes causas de insuficiência renal, é necessário conferir a pressão arterial em toda consulta médica.

“Evitar o sobrepeso e obesidade também é importante, pois são causas diretas de dano renal, bem como fatores predisponentes para a principal causa de insuficiência renal crônica no mundo, que é o diabetes mellitus”, reforça o nefrologista.

remedio
Pixabay

O especialista também orienta a evitar automedicação e ficar alerta com medicamentos que possam prejudicar os rins, especialmente a classe dos anti-inflamatórios não hormonais. “Além disso, se o paciente for portador de hipertensão arterial ou diabetes mellitus, deve seguir rigorosamente o tratamento e manter o acompanhamento com um nefrologista”, conclui.

Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo

8 de março: Dia Internacional da Mulher e Dia Mundial do Rim

Hoje, o mundo comemora o Dia Internacional da Mulher. Este ano, a data divide o status com outra não menos importante: O Dia Mundial do Rim. Com o tema “A Mulher e a Doença Renal – Incluir, Valorizar e Capacitar”, a campanha mundial oferece a oportunidade de refletir sobre a saúde das mulheres e, especificamente, sobre a saúde renal delas. E o motivo é simples: as doenças renais crônicas têm maior probabilidade de se desenvolver justamente em mulheres. No mundo, 14% das pessoas do sexo feminino sofrem de problemas renais, contra 12% dos homens.

Segundo o médico nefrologista Yussif Ali Mere Jr., presidente da Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo, a FEHOESP, calcula-se que 195 milhões de mulheres em todo o mundo sofrem de alguma doença renal crônica. Elas são a oitava causa de mortes entre mulheres, respondendo por 600 mil óbitos por ano. Esses números mostram a importância da campanha mundial do dia do rim, comemorado neste dia 8 de março.

rins-healthtap

Presidente da FEHOESP fala no Senado

Hoje, o nefrologista Yussif Ali Mere Junior, presidente da FEHOESP- Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo, presidente do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo e presidente da ABCTR-Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante Renal falará sobre a importância da prevenção da doença renal em pronunciamento no Senado Federal. Segundo ele, a causa maior da doença renal hoje é evitável.

Ele defende a importância de ações para prevenir que doenças renais se desenvolvam em um contingente que pode chegar a 20 milhões de brasileiros. Diabetes, por exemplo é uma doença silenciosa e que se agrava, por isso, muitos pacientes chegam ao transplante. E, quando não conseguem um órgão compatível, a saída é a hemodiálise (procedimento de filtragem do sangue por máquina que faz a função do rim).

Cerca de 120 mil pessoas fazem hemodiálise no Brasil. 90% da terapia renal substitutiva são bancados pelo poder público e 94% das empresas que prestam este serviço são privadas, porém apenas 7% dos municípios brasileiros oferecem o serviço. Ali Mere Junior defende a ampliação da parceria da iniciativa privada com o SUS. “Temos que nos preocupar com a saúde dos brasileiros, e não com a discussão ideológica que divide SUS e saúde suplementar”, explica.

Quais as principais causas das doenças renais?

A hipertensão, ou pressão alta, é a primeira causa de insuficiência renal, explica o nefrologista: ”Por isso, é muito importante controlar a pressão arterial e, diagnosticada a hipertensão, tratar o problema adequadamente. Mas é importante lembrar que o inverso pode acontecer, ou seja, a doença renal também pode causar pressão alta, e quando isso acontece, a pressão arterial elevada faz com que os rins se deteriorem mais rapidamente. Diabetes e hipertensão são as duas principais causas das doenças renais crônicas”.

mulher cama dor dormir pixabay-dieter-robbins (1)

Como é feito o diagnóstico da doença renal crônica e como garantir bons resultados ao tratamento

A doença renal é diagnosticada com exames de urina e de sangue. Portanto, é importante que a pessoa procure um médico regularmente e faça seus exames preventivos. Para garantir bons resultados é importante que a doença renal, assim como todas as outras, seja diagnosticada precocemente e que seja tratada no tempo certo, com os cuidados necessários a cada caso.

É possível prevenir as doenças renais?

Sim, é possível. E a prevenção está diretamente ligada a hábitos de vida saudáveis, como controlar o colesterol, consumir o mínimo de gordura possível, reduzir o consumo de álcool, carnes vermelhas, doces e bebidas açucaradas, parar de fumar, fazer atividade física pelo menos 30 minutos 5 vezes por semana, manter o peso dentro do ideal ou aceitável e controlar o estresse. Quem tem diabetes, hipertensão, doenças cardíacas, histórico de familiar com insuficiência renal, é sedentário e está acima do peso tem maior risco de contrair uma doença renal crônica e merece mais atenção.

Fonte: FEHOESP