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O passeio é do cachorro, e não do tutor

A famosa “voltinha” pode até ser um alívio para os tutores, mas não deixa de ser estressante para os animais se alguns cuidados básicos não forem seguidos

 

Ao caminhar pelos bairros de São Paulo é comum vermos pessoas passeando com os cães, seja tutor, dogwalker, ou, até mesmo, um zelador dos prédios da redondeza, que busca uma grana extra. O passeio, aparentemente simples, esconde cuidados que, se não realizados, transforma o momento que deveria ser divertido, em uma ocasião estressante para o animal. Por isso, é preciso ter em mente que este momento é do animal e não da pessoa que o leva. Para proporcionar uma recreação prazerosa, Carolina Rocha, veterinária e fundadora da PetAnjo, separou algumas dicas:

mulher cachorro passeio caminhada

Escolha uma rota tranquila: tente procurar um caminho mais arborizado e sem muito tumulto. Os episódios mais estressantes para os animais são: aproximação de outros cães, pessoas desconhecidas querendo fazer carinho, que sejam impedidos de farejar e fazer necessidades, barulho de skate, bicicleta, moto e crianças correndo. Evite essas situações;

Prestar atenção aos sinais corporais: medo, ansiedade, agressão, latidos, brincadeiras e temperatura corporal, principalmente em animais com focinhos curto;

cachorro na grama

Verifique o ambiente: todo animal é curioso, por isso, atenção aos objetos e restos de alimentos que estão no chão. Machucados como cortes e abrasões também ocorrem, é preciso estar atento ao espaço;

cachorros brincando

Animais soltos na rua: atenção também precisa estar voltada para outros animais abandonados ou sem guia. Ao perceber isso,  vire para o outro lado do cão, mude de sentido fazendo com que ele ignore o outro animal;

dachshund cachorro pixabay
Foto: Pixabay

Coleira: é importante verificar o estado da coleira e guia, e evitar puxões. Os animais precisam de espaço para cheirar e ter estímulos diferentes;

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Tempo: todo cachorro, independente da raça, precisa ter pelo menos 30 minutos de passeios diários. Além de estimulação física, a caminhada traz benefícios mentais; Antes de sair para o passeio, mostre ao cachorro que ele está indo para algo divertido, mas calmo. Sempre dar um tom focado antes mesmo da caminhada. Isso evita ansiedade, reatividade e latidos do cão.

Além de todos esses cuidados, os tutores precisam ter consciência da importância de colocar seus cães nas mãos de profissionais que entendam do assunto. Saber que passear com o cachorro não é apenas colocá-lo para ir olhar a rua, pois situações que ocorrem durante essas caminhadas podem acabar causando um trauma ao animal e, muitas vezes, acidentes.

Fonte: Pet Anjo

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Anhanguera realiza Desfile de Moda Pet em São Bernardo

Evento aberto ao público tem como objetivo incentivar a adoção e a posse responsável dos animais do Centro de Controle e Zoonoses

A Anhanguera de São Bernardo – unidade ABC promove na próxima terça-feira (25), às 19h, Desfile de Moda com animais de estimação do Centro de Controle e Zoonoses de São Bernardo do Campo. A iniciativa dos cursos de Medicina Veterinária e Design de Moda, em parceria com a Prefeitura Municipal tem como principal objetivo conscientizar sobre a adoção responsável dos animais.

“O Centro de Controle de Zoonoses de São Bernardo tem sido nosso parceiro em eventos sociais, como campanhas de vacinação e atendimento especializado. Temos a intenção de mostrar para a comunidade que o Centro tem diversos animais que são recolhidos e podem ser adotados”, informa o coordenador do curso de Medicina Veterinária, Tiago Marcelo Oliveira. Os alunos do curso também reforçarão o tema com dinâmicas sobre a importância da posse responsável e a responsabilidade que é adotar um animal.

Na passarela, os bichinhos vestidos com bandanas confeccionadas pelo curso de Design de Moda vão desfilar no saguão na unidade. “Os alunos utilizaram como temática para desenvolvimento das peças as profissões dos cursos oferecidos na Unidade. Os pets desfilarão com bandanas customizadas e caracterizadas por logotipos de cada profissão, sendo que pretendemos que os próprios alunos desfilem com os animais”, explica a coordenadora do curso Fabíola Mastelini.

O evento será aberto ao público. Quem tiver interesse em adotar um dos animais vai receber orientações e será encaminhado ao Centro de Controle e Zoonoses de São Bernardo localizado na Av. Dr. Rudge Ramos, 1740.

cachorro terno fantasia pixabay
Pixabay

Anhanguera ABC | Desfile Pet
Local: Anhanguera de São Bernardo – unidade ABC
Endereço: Avenida Dr. Rudge Ramos, 1418

Informações: (11) 4365-3349

Alexandre Rossi e Estopinha dão dicas de comportamento animal

Evento gratuito faz parte do Bravecto Day, que acontece no dia 23 de setembro, a partir das 11 horas

Neste domingo, 23 de setembro, a partir das 11 horas, será realizado na Cobasi Tamboré, em Alphaville Industrial, Barueri – SP, o Bravecto Day. Durante o evento, os presentes podem aproveitar gratuitamente um dia inteiro de atrações para a família e seus animais, com barraca de pipoca e algodão doce, fotógrafo e caricaturista.

As 16 horas, Alexandre Rossi e Estopinha promovem gratuitamente uma palestra com dicas sobre comportamento animal, correção de comportamentos inadequados e demonstração de alguns truques. O público ainda terá acesso a informações sobre proteção adequada contra pulgas e carrapatos e poderá tirar algumas de suas dúvidas com o Alexandre, além de conhecer e interagir com a cadelinha Estopinha.

Bravecto Day é resultado da parceria da Cobasi e da empresa MSD Saúde Animal.

alexandre rossi e estopinha

Serviço – Bravecto Day
Realização: Cobasi e MSD Saúde Animal
Local: Cobasi Tamboré Alameda Araguaia
Endereço: Alameda Araguaia, 3023, Alphaville Industrial, Barueri – SP
Data: 23/09
Horário: A partir das 11 horas
Palestra com Alexandre e Estopinha Rossi: 16 horas
Evento gratuito. Classificação livre. Sujeito a lotação do espaço.

Diagnóstico precoce permite mais qualidade de vida ao paciente de Alzheimer

Diretor médico da Cora Residencial Senior fala sobre a importância do diagnóstico precoce para o controle da evolução e dos sintomas da doença

A doença de Alzheimer é uma das causas de demência que mais atingem as pessoas acima de 60 anos. Apesar de não ter cura, quando diagnosticada no início é possível retardar o seu avanço e controlar os sintomas, proporcionando cuidados para garantir melhor qualidade de vida ao paciente.

O comprometimento da memória e de outras funções cognitivas são alguns dos sintomas iniciais da doença, provocada pela morte gradual dos neurônios. Além do esquecimento de informações recentes, o idoso perde a orientação do tempo e espaço, tem dificuldade para tomar decisões, apresenta mudança de humor e depressão.

O problema atinge 1,2 milhão de pessoas no Brasil e 35,6 milhões no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), e a tendência é aumentar ainda mais esses números por causa do envelhecimento da população. O Dia Mundial do Alzheimer, em 21 de setembro, marca a importância da conscientização da doença.

“Quanto mais cedo começarem os cuidados e um tratamento multidisciplinar, melhor será o controle da evolução do Alzheimer. Com as medicações introduzidas no momento certo, a evolução pode ser mais lenta, menos agressiva ao paciente”, afirma o médico Jarbas José Salto Jr., diretor de operações da Cora Residencial Senior, Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) com seis unidades em São Paulo, que oferece um novo conceito de residencial para a terceira idade.

O Alzheimer não acomete só os idosos, mas envolve também seus familiares e cuidadores. Muitas vezes não é possível manter os cuidados em casa. Por isso, tem sido cada vez mais frequente a procura por residenciais que contam com profissionais para atender essas necessidades. O trabalho multidisciplinar desenvolvido em instituições, como a Cora, oferece todo apoio e segurança aos pacientes e suas famílias.

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Com suporte de geriatras, enfermeiros, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, educadores físicos e nutricionistas, a instituição oferece cuidados específicos, atenção, socialização e estímulos cognitivos e físicos para preservar a independência funcional pelo maior tempo possível. Além de contar com espaços que garantem a melhor mobilidade, segurança e bem-estar do idoso.

Fonte: Cora

Setembro Amarelo: Positivo lança guia de combate ao suicídio

De acordo com Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio causa 800 mil mortes por ano no mundo. Essa é a principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos e, para cada uma, seis pessoas próximas sofrem consequências emocionais, sociais ou econômicas.

Para alertar alunos e colaboradores sobre o assunto, a Universidade Positivo (UP) participa do “Setembro Amarelo”, uma campanha de valorização da vida. Por meio de diversas ações, como iluminação do Teatro Positivo – Grande Auditório na cor amarela em apoio à campanha, capacitação de professores, palestras, “cinedebate”, entre outras, o Serviço de Informação e Apoio ao Estudante (SIAE), em parceria com o curso de Psicologia e os centros acadêmicos da UP, alerta a comunidade acadêmica sobre o tema e sobre as formas de ajudar o próximo.

Como parte das atividades, o SIAE, com apoio dos cursos de Medicina, Enfermagem e Psicologia, desenvolveu o guia “Uma vida que vale a pena ser vivida: como fazer a diferença e ajudar pessoas”O material, que aborda estatísticas, mitos e verdades, como identificar alguém que precisa de ajuda e como ajudar, pode ser acessado clicando aqui.

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O SIAE é um setor da Universidade que conta com uma equipe multiprofissional para apoiar o estudante em todas as situações de risco. Ele pode ser contatado por meio dos seguintes canais: e-mail siae@up.edu.br; telefone (41) 3317-3442; e WhatsApp (41) 99252-4596.

Especialista dá dicas para quem tem medo de falar em público

Falar em público, seja para uma grande plateia ou mesmo na frente de um pequeno grupo, no trabalho ou na faculdade, pode provocar pânico em muitas pessoas.  O coach e master trainer em Programação Neurolinguística Roberto Debski dá algumas dicas na entrevista abaixo. Confira:

Pergunta – A princípio, qualquer pessoa pode falar em público?
Resposta: Sim, qualquer pessoa pode desde que se prepare para isto, principalmente no aspecto emocional, já que uma das principais fobias que existem é o medo de falar em público. A questão de se expor e ser julgado por uma plateia é assustadora e limitante para muitas pessoas, por diversas razões. Muitos passaram por experiências traumáticas na infância, durante o período escolar, desde então criaram um bloqueio que impede que se exponham sem sentir diversos tipos de sintomas que impossibilitam uma boa exposição. Para superar esta limitação, há inúmeras possibilidades, como a psicoterapia, terapias para fobias como o EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing ou Dessensibilização e Reprocessamento por Movimentos Oculares), terapia breve, PNL (Programação Neurolinguística), coaching, constelações sistêmicas, cursos de oratória e expressão verbal, dentre outros.

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P – Já atendeu alguém que tinha muita dificuldade e a superou? Pode resumir o caso?
R: Sim, diversos casos, inclusive eu mesmo já tive muita limitação e medo de falar em público, no início de minha carreira médica, recusando convites para participar de alguns eventos. A partir de um certo momento, quando esta dificuldade começou a me atrapalhar profissionalmente, impedindo que eu aproveitasse oportunidades que surgiam, decidi procurar uma maneira de superar e curar essa limitação, o que conquistei por meio de vivências durante minha formação em PNL, e participando de cursos de oratória e treinamento.

P – O que é mais importante? A postura, a fala, a lógica do pensamento…
R: Para falar em público com sucesso, é fundamental que estejamos preparados técnica e psicologicamente, e tenhamos uma dinâmica de expressão que atinja o público alvo, como um todo. Conhecimento técnico sobre o tema é básico, mas se fosse somente esse o requisito necessário, as pessoas conhecedoras dos assuntos sobre os quais vão palestrar não teriam problema em se expressar. Treinar e conhecer o tema a respeito do qual irá falar, saber expressar-se pela fala, pela postura corporal, pelo olhar, pela movimentação. E passar o conteúdo com lógica e dinamismo, alcançando o interesse e a motivação do público é uma arte que pode ser treinada e aprendida, possibilitando o sucesso da apresentação.

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Foto: Hans/Pixabay

P – Usar recursos multimídia ajuda ou dispersa?
R: Há controvérsias sobre o uso de recursos multimídia e audiovisuais.
Um palestrante que lê todo o conteúdo para o público torna-se geralmente desinteressante, já que qualquer um pode ler a respeito do tema, sem precisar que alguém o faça para ele. O uso moderado de fotos, vídeos e gráficos, sobre os quais o palestrante faça as explicações e embase sua fala, pode ser interessante e reforçar a mensagem. Algumas escolas de treinamento sugerem que o palestrante use um flipchart para escrever sobre sua fala, e use imagens e vídeos somente quando extremamente necessário. Todas essas maneiras de falar a uma plateia dependerão muito do carisma do palestrante e de seu preparo e envolvimento com o público.

P – Há alguma técnica infalível?
R: Não há técnicas infalíveis, porém, se o palestrante conseguir conquistar a atenção de seu público por meio do envolvimento emocional, do despertar da curiosidade sobre o tema, e da transmissão clara, dinâmica e focada de sua apresentação, terá a oportunidade de transmitir sua mensagem de maneira efetiva e conquistar sua audiência.

P – O começo e o fim da apresentação são as partes mais importantes?
R: Os primeiros minutos da fala são importantes para conquistar a curiosidade e a motivação da audiência e garantir que, a partir daí, estarão disponíveis e participativos para participar do evento. Claro que o palestrante deverá manter o nível, trazer e desenvolver um conteúdo interessante, de maneira didática e com boa expressão para manter o público participando junto a ele. O final, quando poderá fazer um resumo do tema, reforçar seu interesse e relevância, e deixar uma mensagem positiva que toque a audiência, fará com que a lembrança do evento e de si mesmo, enquanto profissional de excelência no tema, seja positiva, levando o público a querer participar novamente em um futuro evento.

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P – Poderia dar um passo a passo, por exemplo: comece assim, foque nisso, permaneça assim, siga desse modo e termine…
R: Comece se apresentando e fale sobre a relevância do tema que irá abordar, o porquê o tema é interessante para a audiência, o que ela ganhará ao participar e, a seguir, comece a desenvolver o tema, de maneira lógica e didática, com exemplos práticos. Se preferir, pode abrir para algumas perguntas durante a apresentação, ou combine de deixá-las para o final, mas é interessante estar aberto para interagir com o público, sem se mostrar o dono da verdade ou inacessível. Ao final, faça um resumo do que falou, agradeça a atenção de todos e, quando cabível, abra para perguntas e comentários, mostrando-se interessado na participação da audiência e no que ela tem a dizer e contribuir. Deixe um meio para a audiência entrar em contato posteriormente, como um e-mail ou rede social.

P – O que não fazer, tipo tomar alguma bebida ou um ansiolítico para se sentir mais solto.
R: Se o palestrante precisa ingerir bebida alcoólica ou medicamentos para falar em público, isto é sinal que não se sente preparado para tal, e é indicado que procure ajuda profissional para superar suas limitações. Evite sempre o uso de qualquer substância que afete sua cognição, raciocínio ou postura. Evite contar piadas que possam demonstrar preconceito, não seja grosseiro, não demonstre superioridade ou inferioridade. Seja sempre natural. Não imagine que irá acontecer algo errado, mas se encontre preparado para intercorrências, que podem sempre acontecer. Não caia em possíveis provocações, mostre-se educado e firme, sem responder a possíveis agressões e ofensas, que não são comuns, mas podem acontecer. Prepare-se adequadamente antes do evento, e faça o melhor, aprimorando-se sempre, para superar-se a cada apresentação, mantendo a motivação e o interesse. Esses são alguns dos requisitos para o sucesso em sua apresentação e para posicionar seu nome como referência no tema que desenvolve.

Businesswoman standing on stage and reporting for audience
BigStock

P – Pode, por favor, listar dicas que qualquer pessoa possa usar?
R- Claro:

-Conheça bem o tema sobre o qual irá falar, prepare e treine sua apresentação.
-Crie um estado propício para passar sua mensagem, esteja tranquilo, atento, focado, motivado e preparado para quaisquer intercorrências que possam acontecer, como problemas técnicos dos meios audiovisuais acessórios, ou pessoas que queiram criar polêmicas.
-Movimente-se sem excessos, varie o tom e o volume de sua fala, dê exemplos práticos que despertem curiosidade e conectem as pessoas ao tema, não seja soberbo ou humilde demais, seja natural e mostre conexão com as pessoas e com o tema.
-Seja bem-humorado, mas não conte piadas que possam constranger pessoas, nem seja vulgar.
-Assista a outras pessoas que abordam temas semelhantes aos seus, para aprender com seus pontos fortes e fracos, a ampliar seu repertório.
-Assista também a pessoas que são tidas como boas oradoras, mesmo que em temas diversos dos quais aborda, para observar postura, como transmitem a mensagem e interagem com a audiência.
-Falar bem é um aprendizado, que deve evoluir continuamente, e tem como base a autoconfiança e o conhecimento, e pode ser aprimorado com treinamento e dedicação.

Fonte: Roberto Debski é formado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos e em Psicologia pela Universidade Católica de Santos. Fez curso em Programação Neurolingüística pelo Instituto de Neurolingüística Aplicada, nível master trainer e Curso de formação em Coaching na Sociedade Latino Americana de Coaching.

 

Você deve deixar seu gato dormir na cama com você?

Há pontos bons e ruins em compartilhar seu espaço de dormir com seu companheiro felino. Especialistas em saúde analisam o que você deve considerar

gatos na cama

Dizem que os cães são os melhores amigos do homem, mas quem diz isso claramente nunca teve uma companhia felina sólida. Enquanto cada gato é diferente, eles têm algumas características comuns. Além de poder escalar qualquer objeto com habilidades de supergatinho, podem se infiltrar em nossos corações, trazendo conforto e alegria para qualquer um que decida adotá-los.

Isso pode incluir o aconchego na cama à noite. Enquanto alguns gatos podem não estar interessados, outros querem estar o mais próximo possível de suas contrapartes humanas. E muitos humanos parecem preferir assim.

Na verdade, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos estimam que cerca de 50% dos tutores nos Estados Unidos permitem que seus animais durmam na cama com eles.

Bill Fish, cofundador da Tuck.com, diz que, sem dúvida, há pontos positivos em permitir que seu gato fique na cama todas as noites, inclusive dando a ambos uma sensação de segurança, emocional e fisicamente. “Ter um convidado na cama com você também reduz o estresse, bem como traz calor e conforto”, diz ele.

“Quando você sente a respiração rítmica do seu gato, isso o acalma e ajuda você a dormir mais rapidamente”. Mas se o seu gato não dorme calmamente durante a noite é outra questão. Eles podem interromper o seu sono e trazer uma série de outros riscos para a saúde em sua cama também.

Como os gatos podem afetar seu sono

gato na cama com mulher getty
Getty Images

Steve Weinberg, fundador do 911 VETS, afirma que pode ser agradável e confortável ter seu gato dormindo em uma cama com você – alguns literalmente em sua cabeça –  potencialmente acalma a ansiedade e terrores noturnos.

“A desvantagem é que os gatos são animais noturnos”, diz ele. “O dorminhoco humano pode ter seu sono interrompido nas primeiras horas da noite ou ser acordado muito cedo”. Por causa disso, Weinberg diz que dormir com um gato pode ser contraproducente para os padrões típicos de sono e vigília de uma pessoa.

“Muitos gatos gostam de brincar e arranhar ou até mesmo morder os pés humanos movendo-se sob as cobertas”, disse ele. “Há outros problemas, como alergia a pelo de gato ou, se as pulgas não estão sob controle, o ser humano pode receber picadas.”

Os gatos também podem querer aconchegar-se a bebês – assumindo seus próprios papéis de cuidadores da casa -, mas especialistas dizem que os gatos não devem passar a noite com os menores.

Jennifer Maniet, médica veterinária da Petplan Pet Insurance, diz que não é seguro os gatos dormirem com bebês, pois há o risco de sufocar um bebê acidentalmente dormindo no peito ou no rosto.

“Se o gato está assustado ou com medo, o bebê pode ser mordido, arranhado ou pisado quando o gato tentar correr ou pular”, diz ela. “Arranhões e mordidas de gatos podem transmitir doenças a um bebê”. Você pode consultar seu veterinário para encontrar maneiras de manter os gatos fora do berço, diz a veterinária.

Depois, há a questão de saber se o gato compartilha a cama com outros animais além dos humanos. Alguns felinos não se importam, mas outros podem vê-los como uma ameaça, e isso pode criar um caos indesejado no quarto.

“Ter gatos em sua cama também pode promover a dominância”, conta Fish. “Eles começam a sentir que é o território deles e podem ficar agitados se alguém mais entrar na cama”.

Gatos que vivem dentro e fora de casa

gato himalaio

Enquanto alguns gatos estão perfeitamente contentes em nunca sair de casa e reinar supremamente sobre seus reinos internos, outros gatos vivem vidas duelo-dentro-fora. Isso pode representar ameaças diferentes.

Jennifer diz que os gatos ao ar livre estão expostos a mais portadores de doenças. Isso inclui outros felinos, gatos ferais, presas, vermes, pulgas, carrapatos, mosquitos e uma infinidade de outros insetos.

“Todos esses portadores têm o potencial de transmitir doenças como vírus, bactérias, parasitas e muitas outras infecções”, disse. “Também é importante notar que a caixa de areia de gatos em ambientes fechados podem apresentar um risco de doenças para os seres humanos no lar”.

Que tipos de doenças? Vermes gastrointestinais, giardíase, micose, toxoplasmose, peste – sim, a peste – e infecção por hantavírus, diz a veterinária. Isto por causa do que os alérgenos típicos de pelos de animais podem criar.

Durante os meses de verão, quando os carrapatos e outros parasitas são mais ativos, os profissionais do setor recomendam que você verifique regularmente a pele e o pelo do seu gato quanto a possíveis caronistas que espalham doença. Isso é bom para a saúde tanto felina quanto humana.

A melhor maneira de reduzir os riscos de contrair esses riscos à saúde do seu gato, recomenda o CDC, é que os tutores de animais levem seus gatos regularmente ao veterinário para que estejam atualizados sobre suas imunizações.

O que considerar quando acariciar um gato

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Embora a natureza independente de um gato possa fazer parecer que ele faz o que quiser, muitos de nossos familiares peludos gostam de um abraço. Maniet diz que há algumas coisas a considerar antes de fazermos isso.

Primeiro, novamente, o risco é relativamente baixo de transmissão de doenças. Uma maneira de ajudar a mitigar isso é conversar com seus médicos humanos, incluindo pediatras.

“Adultos e crianças com um sistema imunológico comprometido devido a certas doenças humanas podem estar em maior risco de contrair doenças de animais”, afirma Jennifer. Mas, não importa o seu estado de saúde, existem alguns sinais infalíveis de que o gato deve ser deixado sozinho, pois pode estar tendo seus próprios problemas.

“Não se aconchegue ao seu amigo peludo se ele estiver mostrando algum sinal de doença, como queda de pelo, erupções cutâneas, espirros, tosse, letargia, vômito ou diarreia, para citar alguns”, disse ela.

Em casos como esses, leve seu gato ao veterinário e certifique-se de que ele tenha um atestado de saúde antes de levar seu animal ao quarto.

“Sempre mantenha os cuidados com seu animal de estimação atualizados conforme indicado pelo seu veterinário para determinar o estado geral de saúde e para garantir que ele permaneça livre de doenças”, aconselha a veterinária.

Independentemente de serem gatos internos ou externos, há muitos momentos especiais que podem ser vividos com nossos familiares peludos. Estar ciente dos riscos que podem advir do compartilhamento de nossas camas com eles pode nos ajudar a evitar riscos à saúde e a garantir momentos de ronronar com nossos felinos favoritos.

Fonte: HealthLine

Nota da redação: Nunca deixe seu gato dar “voltinhas”, pois as chances dele contrair doenças, se machucar, brigar, sofrer maus-tratos, ser envenenado, se perder, ser roubado ou atropelado são enormes. Também leve-o frequentemente ao veterinário. Tomando esses cuidados, não há porque temer dividir o espaço com seu bichano.

Salvar

Dez situações que podem prejudicar a fertilidade

Muitas causas de infertilidade não podem ser totalmente controladas, como genética e condições médicas, como síndrome dos ovários policísticos e endometriose e, claro, ter mais de 35 anos. Mas quando há dificuldades para engravidar, a causa pode estar no estilo de vida – algumas maiores, outras menores – e você pode aumentar suas chances ou, pelo menos, evitar que seus problemas de fertilidade se agravem.

Um dos maiores: reconsidere sua profissão. Um novo estudo publicado na revista Occupational and Environmental Medicine descobriu que as mulheres que levantam cargas pesadas no trabalho podem ter mais dificuldade em engravidar. Pesquisadores da Escola de Saúde Pública Harvard T.H. Chan estudaram quase 500 mulheres que procuraram tratamento de fertilidade e descobriram que aquelas com trabalhos fisicamente exigentes tiveram 8,8% menos ovos totais e 14,1% menos ovos maduros em comparação com mulheres que relataram nunca mover objetos pesados ​​no trabalho..

mulher trabalho

Trabalhar fora de oito horas diárias também afeta a fertilidade, o que os pesquisadores especulam ter a ver com a interrupção do ritmo circadiano. Se você trabalha em turnos ou exige trabalho pesado, agora é a hora de priorizar o sono, boa nutrição e exercícios, aconselham os médicos. Uma médica que fez parte do estudo comentou que ela própria trabalha com muitas enfermeiras que fazem o turno da noite e trabalham por longas horas, bem como as médicas. “Eu mesma tive parto prematuro como residente ginecologista. É possível descansar e permanecer saudável, mas isso deve ser uma prioridade”, afirmou.

Aqui estão mais nove fatores de estilo de vida que podem dificultar a gravidez:

Seu IMC (íncide de massa corportal) está na faixa de obesidade – e o mesmo acontece com o parceiro

obesidade obesa gorda pixabay
Pixabay

A ligação entre excesso de peso e problemas para engravidar é conhecida há muito tempo, mas uma nova pesquisa do National Institutes of Health mostrou que o peso de um homem é tão importante quanto o de uma mulher. O estudo, publicado na revista Human Reproduction, descobriu casais em que ambos os parceiros são obesos levam até 59% mais tempo para engravidar em comparação com os casais na faixa de peso saudável. Mesmo se você perder apenas cinco quilos, isso aumentará suas chances de engravidar nos próximos seis meses, dizem os médicos.

Você está estressada demais

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Todo mundo diz às mulheres grávidas para relaxarem porque “o estresse não é bom para o bebê”, mas também não é bom quando você está tentando engravidar. Um estudo de 2014 publicado na Human Reproduction analisou cerca de 400 casais em um período de 12 meses e descobriu que as mulheres que tinham os níveis mais altos de alfa-amilase, um biomarcador de estresse, tinham o dobro do risco de serem inférteis comparadas àquelas com níveis mais baixos . Os pesquisadores observam que não conseguiam determinar exatamente por que o estresse diminui a fertilidade, mas sugerem que, se você está tentando engravidar, praticar yoga, meditação ou mindfulness pode ajudar a equilibrar os sentimentos desgastados. E se você está estressada em tentar engravidar, saiba que isso é totalmente normal. O estresse é um dado. O problema é como você lida com isso. Então, aceite que este é um momento estressante, e tente fazer o melhor que puder.

Você está exagerando na academia

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Exercício é sem dúvida bom para você. No entanto, você pode preferir treinos de intensidade moderada se estiver tentando engravidar. Um estudo de 2012 descobriu que, mulheres com peso normal que realizavam cinco horas ou mais de exercícios vigorosos por semana, levavam mais tempo para engravidar. O exercício moderado, por outro lado, aumentou a fertilidade. Pesquisadores dizem que o exercício ultrarrígido pode ter um impacto sobre a ovulação ou na implantação. Se você está tendo problemas para engravidar, pode fazer sentido diminuir o nível dos exercícios. Você também deve verificar seu peso, pois, assim como o excesso de gordura corporal pode afetar a fertilidade, sua ausência também pode atrapalhar.

 Você está assistindo a muita TV

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Ilustração: André Santana-MS-Pixabay

Para os rapazes, muito pouco exercício – marcado por sentar na frente da tela da televisão ou do computador – pode reduzir a qualidade do sêmen. Em um estudo publicado no British Journal of Sports Medicine, homens que assistiram a mais de 20 horas de TV por semana tiveram uma concentração de espermatozoides 44% menor em comparação com aqueles que não assistiram. Troque parte desse tempo pela academia: homens que se exercitavam mais de 15 horas por semana tinham uma concentração de espermatozoides 73% maior.

Você come muita carne processada

carne vermelha embutidos salame linguiça
Pixabay

Quanto mais carne vermelha processada (cachorro-quente, hambúrguer, bacon, salame) um homem ingere tanto menor sua contagem de espermatozoides e mais lentos eles “nadam”, revelou pesquisa na revista Epidemiology em 2014. Os pesquisadores não podem dizer com certeza o que está por trás dos nadadores lentos e esparsos, mas pode ser a gordura saturada dessas carnes. Talvez seja uma boa ideia trocá-las por um frango assado: os homens que comeram mais aves produziram espermatozoides que tiveram mais sucesso na fertilização de um óvulo, segundo pesquisas adicionais.

O smartphone está no seu bolso

celular no bolso

Uma meta-análise de 2014 descobriu que a exposição ao celular estava ligada a espermatozoides mais fracos. Pode ser a radiação eletromagnética de radiofrequência emitida que danifica o DNA e prejudica a capacidade do espermatozoide de fertilizar um óvulo. Os dispositivos móveis também podem aquecer os testículos quando estão escondidos no bolso, o que pode prejudicar a produção de esperma.

Você está fazendo muito sexo

casal na cama iStock
iStock

Faça sexo todos os dias da ovulação. Fazer sexo em excesso pode diminuir muito a contagem de esperma. Você pode usar um aplicativo de sincronização no seu telefone ou um kit de ovulação encontrado em drogarias, mas existem alguns sinais físicos que as mulheres podem notar também: o desejo sexual pode aumentar, as veias dos seios podem parecer mais azuis e elas podem ter mais secreção vaginal.

Você não está fazendo sexo suficiente

casal cama separado

Você precisa fazer sexo para engravidar (obviamente), mas é importante fazê-lo durante todo o ciclo, e não apenas quando é mais provável que você engravide. Fazer sexo envia um sinal para o corpo de uma mulher que, basicamente, é hora de ir. O sistema imunológico, em seguida, muda de um estado focado em lutar contra uma possível doença preparada para a reprodução, sugere um estudo de 2015 publicado na Fertility and Sterility. Apenas uma pequena coisa para ter em mente: não importa em que dia do mês seja.

Você fuma

mulher fumando pixabay

O fumo é responsável por cerca de 13% de todos os casos de infertilidade, de acordo com a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva. Fumar envelhece os ovários e diminui o suprimento de óvulos nas mulheres, e está ligado à baixa contagem de espermatozoides nos homens.

Fonte: Health.com

Hoje é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio

Setembro Amarelo – 97% dos suicídios estão ligados à depressão

No mês em que os olhares estão voltados para a prevenção do suicídio, Diego Tavares, psiquiatra e especialista em depressão e bipolaridade do Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da USP alerta que a depressão do transtorno bipolar causa o dobro dos casos de suicídio da depressão clássica, mais conhecida pela maioria das pessoas. Mas por que pouco se fala na depressão com bipolaridade?

Segundo o especialista em transtornos de humor a maior parte das pessoas ao se deparar com temas relacionados a suicídio como automutilação, tentativas de suicídio e o próprio suicídio consumado, acaba dando atenção exclusiva aos fatores agravantes, mas não aos fatores predisponentes biológicos como as doenças psiquiátricas.

Muitos são os estressores ou gatilhos que levam ao suicídio: a perda de emprego, problema financeiro, separação, bullying, assédio moral, burnout, mas pouco se fala sobre as raízes de um comportamento suicida. E é disso que precisamos falar quando pretendemos prevenir o suicídio, agir nas raízes do problema.

“Quem se suicida está doente, isso é um fato, mesmo que a doença esteja silenciosamente oculta e na maior parte dos casos está, o suicídio traz, em algum grau, alguma desordem no sistema nervoso, nas regiões desregulação emocional. O suicídio é um problema que começa no cérebro e termina na ação, agravado por estressores psicossociais”, diz.

Para exemplificar, o médico enumera os tipos de depressão:

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Depressão melancólica: é a retratada nos filmes e, por isso, é o que a maior parte das pessoas acredita ser depressão. É um tipo grave, porém raro de depressão, em que os pacientes podem apresentar intensa lentidão motora, ficam de cama, parados o tempo todo, não comem, não tomam banho e têm acentuada perda da capacidade de sentir prazer por coisas antes prazerosas. A característica principal da melancolia é a completa ausência de reatividade do humor, ou seja, a pessoa não se anima com nenhum estímulo positivo.

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Depressão ansiosa: os pacientes apresentam sintomas depressivos menos graves, porém apresentam uma proeminência maior de sintomas ansiosos (medo intenso, preocupação, tensão, hipervigilância e insegurança).

tristeza dor depressão mulher pixabay

Depressão atípica: a pessoa sente um humor de apatia, sono excessivo durante o dia, aumento exagerado de apetite e reatividade do humor (melhora com fatores positivos eventuais). Costuma ser confundida com um esgotamento físico ou problemas como anemia, deficiência de hormônios etc.

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Depressão mista: é mais perigosa e a que apresenta o maior risco de suicídio. São quadros de depressão com maior agitação mental, desespero, angústia, dificuldade de concentração por distração e pensamento acelerado, maior irritabilidade, comportamentos compulsivos que aliviam a depressão (fumar, beber, usar maconha, gastar dinheiro, abuso de calmantes, se masturbar etc), aumento da fala (reclamando e sofrendo com a depressão), labilidade de humor (momentos de grande variação emocional).

Nesse tipo, os pacientes podem apresentar com maior frequência ideias de suicídio como fenômeno associado ao intenso desespero e angústia presentes nestes quadros. Ocorre com frequência no transtorno bipolar, devido a mistura de elementos da depressão com elementos da fase maníaca (agitação, desespero, pensamento rápido, impulsividade aumentada etc).

Bipolar

De acordo com o especialista, a principal causa de suicídio são as depressões do transtorno bipolar (15% de frequência). Os tratamentos de depressões melancólicas, ansiosas e atípicas podem ser feitos apenas com medicamentos da classe dos antidepressivos mas quadros de depressão mista precisam de medicamentos da classe dos estabilizadores de humor (sozinhos ou associados aos antidepressivos).

“Mas, o mais importante de tudo é tratar a depressão como prevenção ao suicídio e sabermos que nem toda depressão se expressa da mesma maneira e que alguns tipos apresentam maior risco de suicídio. A depressão quando é grave não se cura sozinha e merece tratamento com medicamento e psicoterapia”, finaliza o especialista.

Fonte: Diego Tavares é graduado em medicina pela Faculdade de Medicina de Botucatu – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (FMB-UNESP) em 2010 e residência médica em Psiquiatria pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPQ-HC-FMUSP) em 2013. Psiquiatra Pesquisador do Programa de Transtornos Afetivos (Gruda) e do Serviço Interdisciplinar de Neuromodulação e Estimulação Magnética Transcraniana (SIN-EMT) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPQ-HC-FMUSP) e coordenador do Ambulatório do Programa de Transtornos Afetivos do ABC (PRTOAB).

Por que a perda do animal de estimação pode ser tão difícil de suportar?

Para algumas pessoas, a morte de um animal de estimação pode ser mais difícil do que a perda de um parente. Aqui está o porquê.

Quem disse que os diamantes são o melhor amigo de uma garota nunca possuiu um cachorro ou gato. Se você já perdeu um amado animal de estimação, sabe o quanto esse velho ditado é verdadeiro.

De cães a gatos, de canários a lagartos, nós humanos formamos ligações inquebráveis com nossos amigos peludos, emplumados e escamados. De certa forma, quase todos os pets são animais de terapia. Eles podem não ter certificados ou usar coletes especiais que lhes dão status de assento autorizado em aviões, mas eles melhoram muito nossas vidas de várias maneiras.

Numerosos estudos mostraram evidências de que os animais de estimação não apenas proporcionam companhia e trazem alegria, mas também ajudam as pessoas a se recuperarem ou lidarem melhor com uma ampla gama de problemas de saúde, incluindo doenças cardíacas, câncer e distúrbios mentais.

E quando um animal de estimação morre, pode ser uma experiência emocionalmente devastadora que pode ter um impacto negativo em nossa saúde mental e física.

cachorro foto saudade getty images
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Na verdade, o New England Journal of Medicine relata que uma mulher de 61 anos começou a sentir fortes dores no peito após a morte de seu cão. Ela foi internada no pronto-socorro, onde os médicos a diagnosticaram com Cardiomiopatia Takotsubo – também conhecida como “síndrome do coração partido” – uma condição com sintomas que imitam um ataque cardíaco.

Depois de ser tratada com medicamentos, ela finalmente se recuperou, mas a morte de seu Yorkshire Terrier literalmente quebrou seu coração. A perda de um animal de estimação pode ser tão difícil quanto perder uma pessoa – ou, em alguns casos, até pior.

Pesquisadores descobriram que o apoio social é essencial para a recuperação durante o processo de luto. No entanto, enquanto outros são rápidos em ajudar a confortar uma pessoa que está sofrendo com a perda de outra pessoa, a atitude da sociedade em relação à perda de pet é muito diferente.

As pessoas geralmente não recebem apoio suficiente após a morte de um animal de estimação, o que pode aumentar o sofrimento emocional e levar a sentimentos de vergonha e isolamento. Isso pode ser particularmente difícil para as crianças que estão experimentando a perda de um animal de estimação pela primeira vez.

A perda de animais de estimação pode ser especialmente difícil para as crianças

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Leah Carson, agora uma jovem adulta, lembra seu primeiro animal de estimação. Era uma cachorra mix de Golden Retriever chamada Sandy.

“Nós crescemos juntas e ela fez tudo com a nossa família. Lembro-me de brincar na neve, fazer caminhadas e [momentos doces como] Sandy me seguindo até o meu quarto quando cheguei da escola ”, diz Leah.  “Quando eu tinha 11 anos de idade, Sandy teve câncer e nós tivemos que colocá-la para dormir. Eu chorei uma tonelada. Eu estava tão triste e confusa. Foi a primeira vez que perdi alguém que amava. Depois, houve muito silêncio em sua ausência”.

As memórias que Leah tem de Sandy são ao mesmo tempo animadoras e dolorosas, especialmente para aqueles que experimentaram pessoalmente uma perda semelhante em uma idade jovem.

Roxanne Hawn, autora de “Heart Dog: Surviving the Loss of Your Canine Soul Mate” (coração de cachorro: sobrevivendo à perda de sua alma gêmea canina, em tradução livre) entende que as crianças são especialmente vulneráveis ​​a mal-entendidos e luto após a morte de um animal de estimação. Ela aponta que há uma variedade de maneiras pelas quais pais e adultos podem ajudar as crianças durante o processo de luto.

“Eu sugiro participar de projetos memoriais para focar sua dor e a tristeza de seus filhos de maneiras produtivas”, diz ela, acrescentando: “É melhor abraçar a dor por meio da ação do que ignorá-la.”

Roxanne diz que o luto como família pode ajudar as crianças a processar melhor a perda, e sugere atividades nas quais cada membro da família pode participar quando sentir a necessidade.

“Peça a todos que escrevam quantas lembranças felizes puderem em pedaços coloridos de papel e coloquem todos esses bons pensamentos em uma tigela bonita”, diz ela, oferecendo um exemplo. “Sempre que alguém experimentar um surto de pesar, pode pegar um desses pedaços de papel e, pelo menos por um instante, lembrar de um momento mais feliz. As crianças que ainda não sabem escrever ou soletrar podem contribuir com desenhos de seus animais de estimação. ”

Ela também sugere permitir que as crianças mantenham alguma lembrança de um animal de estimação com elas, como uma coleira ou um brinquedo favorito – especialmente durante os dias imediatamente após a perda -, pois isso pode ajudar.

A idade não facilita

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Com uma vida inteira de experiências, os idosos podem parecer estar melhor equipados para lidar com a perda de um animal de estimação, mas o oposto geralmente é verdadeiro.

“Perder um animal de estimação é extremamente difícil para os idosos. É mais do que o sofrimento normal ”, diz Lisa Frankel, PhD, psicoterapeuta de Los Angeles. “Os idosos já lidaram com tantas perdas: amigos, família, estrutura de vida, esperança, contato físico, comunidade”.

Ela acrescenta: “Animais de estimação, especialmente cães, dão a eles um propósito, companheirismo, uma razão para se exercitar e socializar. Quando um cachorro morre, tudo isso se vai”.

Na prática, Lisa trabalha com muitos pacientes que estão sofrendo de profunda tristeza pela perda de um animal de estimação. Ela aponta como sentimentos de culpa e vergonha muitas vezes podem complicar o processo de luto. Ela cita exemplos de pessoas que perderam seu animal de estimação quando atacaram coiotes ou porque foram atropelados por um carro, elas dizem que sentem que poderiam ter feito mais para salvar seu animal de estimação. Além disso, ela aponta outros que tomaram a difícil decisão de sacrificar o animal de estimação e que são assombrados pela decisão.

Ela insiste que as pessoas que perderam um animal de estimação nessas circunstâncias sejam compassivas e perdoem a si mesmas, além de passar tempo com outras pessoas que entendam seus sentimentos. Ela também sugere organizações como grupos de apoio a luto de animais de estimação, o que pode ser um grande conforto para alguns.

“A terapia individual pode ser útil também”, diz Lisa. “Muitas pessoas têm dificuldade em se abrir em grupos e se saem melhor com o aconselhamento individual. Se a terapia desencadear outras perdas ou traumas, essas perdas também podem ter que ser analisadas. O sofrimento que é realmente debilitante ou dura excepcionalmente por muito tempo pode ser complicado pela associação a outras perdas e traumas. A terapia individual pode ser realmente importante para entender essa conexão e trabalhar com ela.”

Como lidar

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Ilustração: LoveThisPic

Embora nenhuma abordagem ao enfrentamento funcione para todas as pessoas que perderam um animal de estimação, há muitas opções e recursos disponíveis para ajudar.

Além das sugestões oferecidas por Lisa, ela também recomenda dois livros, “How to ROAR: Pet Loss Grief Recovery” (como rugir: a recuperação do sofrimento da perda do animal de estimação) de Robin Jean Brown, e “The Loss of a Pet: A Guide to Coping with the Grieving Process When a Pet Dies” (a perda de um animal de estimação: um guia para lidar com o processo de luto quando um animal de estimação morre”) por Wallace Sife, fundador da Association for Pet Loss and Bereavement. Nenhum deles publicado no Brasil.

O blog Pet Loss Help publicou uma extensa lista de recursos de luto que inclui várias linhas diretas de suporte para perda de animais de estimação e informações sobre grupos de apoio em diferentes estados nos Estados Unidos, além de recursos online adicionais.

Você deveria adotar outro animal de estimação?

abrigo animais
Foto: Hamia

Nunca haverá outro animal de estimação como o que você perdeu, e o pensamento de adotar outro pode parecer desleal, mas não é. Animais de estimação enriquecem nossas vidas e nós, por outro lado, enriquecemos às deles.

Há muito a ganhar permitindo-se amar novamente e os tutores de animais de estimação têm muito amor para dar. Adotar um novo animal de estimação pode ser exatamente o que o médico pediu para ajudar a consertar um coração partido.

Fonte: HealthLine