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Sírio-Libanês tem programa para quem quer parar de fumar

Fumante recebe apoio médico e psicológico; índice de cessação do tabagismo chega a 60%, número bem superior à média de quem tenta parar por conta própria

Apesar de o número de fumantes estar caindo no país, o Brasil ocupa o oitavo lugar no ranking de número absoluto de fumantes (7,1 milhões de mulheres e 11,1 milhões de homens), de acordo com estudo de 2015 do The Lancet, que contou com ajuda do governo federal. A publicação é considerada uma das principais revistas médicas independentes do mundo. Já está provado cientificamente que o tabaco causa vários malefícios à saúde.

Porém, segundo médicos de diversas especialidades, um dos maiores receios do fumante e do ex-fumante é descobrir algum nódulo no pulmão – são considerados nódulos pulmonares as manchas ovais ou arredondadas, de até três centímetros, encontradas no meio do tecido pulmonar e que não se assemelham ao tecido normal.

O câncer de pulmão, na verdade um grupo de tumores malignos, pode crescer por muitos anos sem nenhum sintoma específico. Quando um nódulo pulmonar é encontrado, a maior preocupação é descobrir se ele é ou não um câncer de pulmão. É importante frisar que a maioria dos nódulos pequenos encontrados pela tomografia não se trata de câncer de pulmão.

Em geral, estes nódulos são ligeiras infecções ou cicatrizes de infecções anteriores. “Mas, se for um tumor maligno, quanto mais cedo for identificado, maiores as chances de cura”, explica o oncologista Fernando Santini, do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês.

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O pneumologista André Nathan Costa, do Núcleo de Doenças Pulmonares e Torácicas, explica que o melhor a fazer é parar de fumar, não importa a idade da pessoa. Segundo ele, as vantagens de se parar de fumar são imensas. “Cinco anos após parar de fumar, o risco de câncer de pulmão cai à metade. Quinze anos após parar de fumar, o risco de doença coronária é igual ao de um não fumante.”

Para quem deseja parar de fumar e não sabe se conseguirá isso sozinho, o Sírio-Libanês, por meio do Núcleo de Cessação de Tabagismo, com profissionais do Núcleo de Doenças Pulmonares e do Centro de Cardiologia, oferece o Programa de Prevenção e Tratamento do Tabagismo, que inclui atendimento médico e psicológico e ocorre em um período de aproximadamente 12 semanas.

O interessado responde a um questionário e realiza exames em que serão levados em conta os aspectos físicos, psicológicos e antecedentes familiares. São realizados atendimentos médicos e psicológicos individualizados, incluindo sessões de manutenção para controle e prevenção de recaída.

De acordo com Costa, o índice de cessação, que normalmente é de 30% a 40%, chega a 60% com este programa.

Fonte: Sírio-Libanês

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Dia Mundial Sem Tabaco: sete dicas para abandonar o cigarro

Hoje, 31 de maio, é lembrado como o Dia Mundial Sem Tabaco. A data é uma iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) e tem o objetivo de alertar a população sobre os perigos causados pelo hábito de fumar.

A entidade afirma que as doenças relacionadas ao tabaco matam mais que tuberculose, Aids e malária juntas. Segundo estudo da organização, no início deste ano, o tabagismo mata quase 6 milhões de pessoas anualmente, sendo 600 mil vítimas do fumo passivo. Até 2030, este número deve aumentar para 8 milhões.

No Brasil, em 25 anos, o número de fumantes diários caiu de 29% para 12% entre homens e de 19% para 8% entre mulheres. Mesmo assim, o país ainda ocupa o oitavo lugar no ranking de número absoluto de tabagistas no mundo, com o total de 18 milhões de tabagistas, segundo pesquisa do INCA (Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva).

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Riscos do Tabagismo

De acordo com o oncologista Tiago Kenji, especialista em câncer de pulmão do Instituto de Oncologia do Hospital Santa Paula (IOSP), o risco de câncer de pulmão em um ex-fumante será sempre maior quando comparado a alguém que nunca tenha fumado.

“Comparados aos não fumantes, os tabagistas têm cerca de 20 a 30 vezes mais risco de desenvolver o câncer de pulmão. Geralmente os sintomas aparecem apenas quando a doença já está avançada como: tosse frequente, mudança no padrão da tosse, tosse com sangue, rouquidão, chiado no peito, falta de ar e dor no tórax”, explica o especialista.

O câncer de pulmão pode ser classificado em quatro estágios. O estágio 1 representa os tumores iniciais, o 2, os tumores um pouco maiores, mas ainda restritos aos pulmões, o 3, os tumores avançados dentro do tórax, e o 4 são os tumores que já se disseminaram pelo organismo. O tratamento é feito com cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

“Costumo dizer para meus pacientes que, hoje, o maço de cigarros custa em média R$ 7,00. Em vinte anos, o indivíduo gastará em média R$ 50 mil, ou seja, se parar de fumar, ele pode comprar um carro zero km ou fazer uma viagem para o exterior”, diz Kenji.

Para quem convive com fumantes, o médico aconselha a evitar ao máximo o contato com o cigarro, determinando a área externa como o único ambiente possível para quem quiser fumar. O médico afirma que o simples fato de ser fumante passivo já aumenta em 30% o risco de ter câncer de pulmão. “O tabagismo é uma doença crônica e transmissível, basta olhar alguém fumando para sentir vontade. É por isso que 85% dos tabagistas começam a fumar aos 16 anos. De 80% que tentam parar, apenas 3% conseguem”, afirmou.

Se o tabagista está em tratamento, é importante que a família e amigos saibam lidar com as possíveis recaídas. “Em média, é na terceira tentativa que a interrupção definitiva é alcançada pelo paciente.”

Outras doenças

Além do câncer de pulmão, o cigarro pode causar cerca de 50 outras doenças, especialmente problemas ligados ao coração e à circulação. De acordo com o médico, cada tragada é responsável pela inalação de aproximadamente 4,7 mil substâncias tóxicas.

As principais são a nicotina, associada aos problemas cardíacos e vasculares (de circulação sanguínea); o monóxido de carbono (CO), que reduz a oxigenação sanguínea no corpo; e o alcatrão, que reúne vários produtos cancerígenos, como polônio, chumbo e arsênio.

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Entre os principais danos causados ao corpo estão:

Boca: mau hálito, irritação da gengiva, aparecimento de cáries, alteração nas papilas gustativas, o que afeta o paladar, e aumento do risco de câncer de boca.

Cérebro: a dificuldade de circulação sanguínea no órgão pode comprimir os vasos e aumentar a pressão arterial, resultando em um derrame cerebral.

Coração: aumento do colesterol total, da pressão arterial e da frequência cardíaca, que pode subir em até 30% durante as tragadas. Além disso, todo fumante é mais propenso a ter infarto.

Corrente sanguínea: o fumante está mais sujeito a problemas relacionados à circulação como aneurisma, trombose, varizes e tromboangeíte obliterante, que afeta as extremidades do corpo, podendo levar à amputação de membros.

Estômago: náuseas e irritação das paredes do estômago. As substâncias tóxicas do cigarro também podem gerar gastrite, úlcera e câncer no estômago.

Fígado: a nicotina é metabolizada no fígado e, consequentemente, aumenta a chance de desenvolver câncer no órgão.

Pulmão: os tecidos dos pulmões perdem a elasticidade e são destruídos aos poucos. A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é um dos problemas causados e manifesta-se de duas maneiras: enfisema pulmonar e bronquite crônica. Das mortes provocadas por essas enfermidades, 85% estão associadas ao cigarro. Elas geralmente se desenvolvem depois de muitos anos de agressão aos tecidos do pulmão por causa das toxinas do cigarro.

Sete dicas para abandonar o cigarro:

O oncologista listou sete dicas para quem quer parar de fumar:

1 – Em média, é na terceira tentativa que a interrupção definitiva é alcançada, tenha paciência.

2 – Existem vários grupos de apoio antitabagistas para orientar os pacientes que desejam parar de fumar. As pessoas se reúnem em grupos de autoajuda, no mínimo, uma vez por semana. Em alguns casos essa frequência pode ser ajustada para mais dias por semana.

3 – No Brasil, os tratamentos farmacológicos podem ajudar, eles incluem o uso de adesivos e goma de mascar.

4 – Evite bebidas alcoólicas e café, pois a ingestão desses líquidos estimula a vontade de fumar.

5 – A abstinência é normal e dura somente alguns minutos. Neste momento, beba água, masque chiclete ou coma algum doce.

6 – A prática de exercício físico contribui muito para a melhora respiratória. As atividades mais indicadas são natação, caminhada, corrida e ciclismo.

7 – Busque o apoio de sua família e amigos para lidar com possíveis recaídas.

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Benefícios para quem para de fumar

Algumas das vantagens em largar o vício são:

– Ter a pressão sanguínea de volta ao normal após 20 minutos sem fumar.

– Ter a circulação sanguínea adequada após três semanas sem cigarro.

– Depois de 5 a 10 anos, ter o risco de infarto igual ao de uma pessoa que nunca fumou.

– Os que largarem o cigarro aos 30 anos podem viver até dez anos mais do que viveriam.

– Diminuir a ansiedade e o risco de calvície.

Fonte: Hospital Santa Paula

 

Consumo de tabaco é responsável por 90% dos casos de câncer de pulmão

Fumantes têm risco 20 vezes maior de desenvolver tumores pulmonares; Apesar das intensas campanhas de conscientização, Brasil deve fechar 2018 com mais de 31 mil novos casos registrados da doença

O tabagismo está na origem de 90% de todos os casos de câncer de pulmão – entre os 10% restantes, 1/3 é dos chamados fumantes passivos – no mundo, sendo responsável por ampliar em cerca de 20 vezes o risco de surgimento da doença. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil deverá somar 31.270 novos casos de tumores pulmonares em 2018.

Além disso, o mau hábito aumenta as chances de desenvolver ao menos outros 13 tipos de câncer: de boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, intestino, rim, bexiga, colo de útero, ovário e alguns tipos de leucemia. Apesar destes dados não serem novidade, o país ainda registra um elevado número de casos de neoplasias malignas entre a população fumante.

A oncologista Mariana Laloni, do Centro Paulista de Oncologia (CPO) – Grupo Oncoclínicas, diz que a maioria dos pacientes com câncer de pulmão apresenta sintomas relacionados ao próprio aparelho respiratório, tais como: tosse, falta de ar e dor no peito. “Outros sintomas inespecíficos também podem surgir, entre eles perda de peso e fraqueza. Em poucos casos, cerca de 15%, o tumor é diagnosticado por acaso, quando o paciente realiza exames por outros motivos. Por isso, a atenção aos primeiros sintomas é essencial para que seja realizado o diagnóstico precoce da doença”, diz.

Segundo a médica, existem dois tipos principais de câncer de pulmão: carcinoma de pequenas células e de não pequenas células. “O carcinoma de não pequenas células corresponde a 85% dos casos e se subdivide em carcinoma epidermóide, adenocarcinoma e carcinoma de grandes células. O tipo mais comum no Brasil e no mundo é o adenocarcinoma e atinge 40% dos doentes”, destaca Mariana.

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O tratamento do câncer de pulmão se baseia em cirurgia, tratamento sistêmico (quimioterapia, terapia alvo e imunoterapia) e radioterapia. Sempre que possível, a cirurgia é realizada na tentativa de se retirar uma parte do pulmão acometido. Atualmente, os procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos, por vídeo (CTVA) são cada vez mais realizados com menor tempo de internação e retorno mais rápido do paciente às suas atividades. A indicação da cirurgia depende principalmente do estadiamento, tipo, do tamanho e da localização do tumor, além do estado geral do paciente.

Após a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia são indicadas para destruir células tumorais microscópicas residuais ou que estejam circulando pelo sangue. Para a Dra. Mariana, a combinação de tratamento sistêmico e radioterapia também pode ser administrada no início do tratamento para reduzir o tumor antes da cirurgia, ou mesmo como tratamento definitivo quando a cirurgia está contraindicada. A radioterapia isolada é utilizada algumas vezes para diminuir sintomas como falta de ar e dor.

Mas o grande avanço dos últimos anos, ainda de acordo com a oncologista do CPO, é a imunoterapia. Baseada no princípio de que o organismo reconhece o tumor como um corpo estranho desde a sua origem, e de que com o passar do tempo este tumor passa a se disfarçar para o sistema imunológico e então se aproveitar para crescer, a imunoterapia busca reativar a resposta imunológica contra este agente agressor.

“Atuando através do bloqueio dos fatores que inibem o sistema imunológico, as medicações imunoterápicas provocam um aumento da resposta imune, estimulando a atuação dos linfócitos e procurando fazer com que eles passem a reconhecer o tumor como um corpo estranho”, explica a médica.

E se eu parar de fumar?

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Principal fator de risco evitável de tumores pulmonares, o tabaco está presente em cigarros, charutos, cachimbos, narguilé e também nos cigarros eletrônicos. E, ao contrário do que muitos usuários destes produtos acreditam, nunca é tarde demais para parar. Segundo a especialista do CPO, os benefícios à saúde começam apenas 20 minutos após interromper o vício: a pressão arterial volta ao normal e a frequência do pulso cai aos níveis adequados, assim como a temperatura das mãos e dos pés são normalizadas.

Em oito horas, os níveis de monóxido de carbono no sangue ficam regulados e o de oxigênio aumenta. Passadas 24 horas, o risco de se ter um acidente cardíaco relacionado ao fumo diminui. E após apenas 48 horas, as terminações nervosas começam a se recuperar de novo e os sentidos de olfato e paladar melhoram. De duas semanas a três meses, a circulação sanguínea melhora consideravelmente. Caminhar torna-se mais fácil e a função pulmonar melhora em até 30%.

A partir de um a nove meses, os sintomas comuns em fumantes, como tosse, rouquidão, e falta de ar ficam mais tênues. Os cílios epiteliais iniciam o crescimento e aumentam a capacidade de eliminar muco, limpando os pulmões. A pessoa fica mais disposta para realizar atividades físicas. Em cinco anos, a taxa de mortalidade por câncer de pulmão de uma pessoa que fumou um maço de cigarros por dia diminui em pelo menos 50%. Quinze anos após parar de fumar, torna-se possível assegurar que os riscos de desenvolver câncer de pulmão se tornam praticamente iguais aos de uma pessoa que nunca fumou.

Informações: E Se Eu Parar de Fumar

Hoje é o Dia Mundial sem Tabaco

Estudo revela que 72% dos fumantes no Brasil que tentaram parar de fumar não conseguiram

No Dia Mundial Sem Tabaco, a Foundation for a Smoke-Free World (Fundação Para Um Mundo Livre de Fumo) divulga pesquisa que visa ajudar mais de 1 bilhão de fumantes no mundo a parar ou mudar seus hábitos para produtos menos prejudiciais

Embora mais de nove entre dez fumantes no Brasil dizerem estar cientes de que fumar é perigoso, 72% não tiveram sucesso em suas tentativas de parar de fumar. Além disso, 83% dos fumantes brasileiros relatam que estão “bem informados” sobre o impacto do tabagismo na saúde, 69% disseram que planejam parar e 57% dos que tentaram parar disseram que precisariam de ajuda para conseguir.

Esses são os principais dados de um novo estudo realizado pela Foundation for a Smoke-Free World (Fundação Para um Mundo Livre de Fumo) e divulgado no Dia Mundial sem Tabaco, celebrado há 30 anos em 31 de maio pela Organização Mundial da Saúde.

Os resultados da pesquisa reforçam a importância de ajudar os fumantes a ter novas opções para largar o vício e seguir uma vida mais saudável. “Os dados mostram o que sabemos há décadas – que muitos fumantes têm o desejo de parar, mas não encontram os meios para isso”, explica Derek Yach, presidente da Fundação e que esteve diretamente envolvido com o desenvolvimento do Tratado Mundial para Controle do Tabaco, o Framework Convention on Tobacco Control (FCTC), além de ter sido Diretor Executivo para doenças não transmissíveis e saúde mental na Organização Mundial de Saúde.

O tabaco mata mais de 7 milhões de pessoas todos anos. Aproximadamente 80% de 1 bilhão de fumantes no mundo vivem em países de baixa e média renda, onde as doenças e morte relacionadas ao tabaco são maiores. Os novos dados da pesquisa da Fundação apontam os desafios de criar um tratamento único que ajude todos os fumantes ao redor do mundo a parar de fumar e deixam claro que eles estão sacrificando o bem-estar físico e econômico, mesmo que muitos deles tenham o desejo de parar.

“Desde que o Royal College of Physicians descobriu há 2 anos que a redução de danos tem enorme potencial para prevenir a morte decorrente do uso do tabaco, continuamos a ignorar o fato de que muitos fumantes não querem parar porque obtêm prazer ao fumar. Os avanços em produtos para redução de danos são literalmente uma questão de vida ou morte para essas pessoas”, acrescentou Yach.

A Fundação está adotando uma nova abordagem para ajudar fumantes a parar ou reduzir os riscos do tabagismo. Os fumantes estão sendo ouvidos para levantar quais os principais desafios enfrentados diante da decisão de parar. Para atender o Tratado (FCTC), a Fundação está comprometida em financiar uma série de pesquisas que priorizará a descoberta de novos métodos para redução de danos e para deixar de fumar, respondendo de forma mais efetiva às necessidades comportamentais e de saúde dos fumantes que lutam para deixar o tabaco.

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Mesmo no Brasil, onde os esforços para parar de fumar foram parcialmente bem-sucedidos, 18,6 milhões de pessoas continuam a ameaçar sua saúde fumando tabaco combustível todos os dias. O Brasil presidiu o Tratado Mundial para Controle do Tabaco na América Latina para implementar e promover as medidas no País. Os países vizinhos devem se beneficiar da experiência brasileira no combate ao fumo com o objetivo de largar e reduzir danos.

“Ao comemorar o 30º Dia Mundial Sem Tabaco estou orgulhoso que a Fundação está ao lado dos fumantes para ajudá-los a romper com o vício. É evidente que houve avanços significativos no Brasil, mas ainda há muito trabalho a ser feito”, completa Yach.

• 83% dos fumantes relatam que estão “bem informados” sobre o impacto do tabagismo na saúde.
• 69% dos fumantes disseram que planejam parar.
• 57% dos fumantes que tentaram parar disseram que precisariam de ajuda para conseguir.
• 72% dos que tentaram parar de fumar não conseguiram
                                                                                     Fonte: Foundation for a Smoke-Free World

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Sobre a Foundation For a Smoke-free World
A Foundation for a Smoke-Free World é uma organização independente, sem fins lucrativos, criada para acelerar os esforços globais em reduzir os impactos na saúde e mortes pelo cigarro e tem como objetivo eliminar o tabagismo em todo o mundo. A Fundação concentra-se em aprender com as pesquisas existentes, identificar onde existem lacunas no conhecimento e financiar novas pesquisas para buscar respostas sobre as estratégias mais eficazes para cessação do tabagismo e redução de danos. Também trabalha para garantir que as populações vulneráveis afetadas por essa transformação, especialmente pequenos produtores de tabaco, sejam capazes de fazer a transição para meios de subsistência sustentáveis. Com 1 bilhão de fumantes no mundo que poderão morrer por conta do cigarro neste século, a tarefa da Fundação é urgente. A entidade financiará pesquisas e apoiará iniciativas colaborativas para acelerar o progresso na redução de danos e mortes por tabagismo em todo o mundo.

Sobre Derek Yach
Especialista em saúde global e defensor do antitabagismo há mais de 30 anos, é o Presidente da Foundation for a Smoke-Free World. Ao longo de sua carreira, apoiou e liderou pesquisas e o desenvolvimento de políticas de cessação do tabagismo, além de ser forte defensor das políticas de redução de danos, exigindo maior ênfase em tais medidas desde 2005. Ele também é um defensor apaixonado da promoção da saúde e prevenção de doenças e está avançando sua carreira na Foundation for a Smoke-Free World.. Yach é um ex-diretor de gabinete e diretor executivo de doenças não transmissíveis e saúde mental da Organização Mundial de Saúde (OMS), onde esteve profundamente envolvido com o desenvolvimento do Tratado Mundial para Controle do Tabaco (FCTC).

A importância da reciclagem das bitucas de cigarro

Rede de Hospitais São Camilo coletou 48 kg de bitucas nos últimos sete meses, deixando de contaminar aproximadamente 60 mil litros de água

 

As bitucas de cigarro, apesar de parecerem inofensivas, são o lixo mais comum do mundo e responsáveis por poluírem o meio ambiente, entupir as redes fluviais das cidades, gerar incêndios e o principal: poluir litros de água.

A Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo tem como uma de suas metas de responsabilidade social, conscientizar, incentivar e organizar o descarte correto dos resíduos de cigarro em suas dependências e arredores. Nos últimos sete meses, por exemplo, os impactos ao meio ambiente foram minimizados de forma expressiva: nesse período foram coletados 48 kg de bitucas que deixaram de contaminar aproximadamente 60 mil litros de água.

Só em São Paulo, segundo a organização social “Rede Papel Bituca”, são jogadas no chão, diariamente, 34 milhões de pontas de cigarro, o que corresponde a 1,7 milhões de maços, que poderiam encher um apartamento de 70 metros quadrados. Para Marisa Coutinho, gerente de hotelaria da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo e uma das responsáveis pelo projeto, esses são números alarmantes.

cigarros no cinzeiro

“Os trabalhos de combate ao tabaco não devem se restringir apenas à conscientização da saúde, mas também da responsabilidade individual nesse processo de descarte, que pode ser nocivo para a saúde e para o ambiente coletivo”, afirma a gerente.

Como as bitucas de cigarro são classificadas como lixo tóxico Classe 1 (a mesma categoria dos resíduos hospitalares), pois carregam mais de 8 mil substâncias tóxicas somente no filtro, o projeto conta com parceria da Poiato Recicla, a primeira estação de coleta e reciclagem de resíduos de cigarro do Brasil. Os resíduos recolhidos são submetidos a um processo de reciclagem no qual são transformados em massa celulósica utilizando tecnologia 100% nacional desenvolvida pela UnB – Universidade de Brasília.

Para Marisa, a colaboração da população, clientes e funcionários da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo é o grande segredo para os bons resultados do projeto. “O sucesso do programa se dá pela colaboração dos usuários, preservando a limpeza do ambiente e a saúde de todos”.

Fonte: Hospital São Camilo

 

 

Fundação do Câncer alerta sobre os riscos do tabagismo para o planeta

Desde a sua criação, uma das principais bandeiras da Fundação do Câncer é o controle do tabagismo, causa de diversas doenças, incluindo o câncer, e responsável por seis milhões de mortes por ano, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Hoje, 31 de maio, é comemorado o Dia Mundial Sem Tabaco para mobilizar instituições ao redor do mundo para a causa.

Engajada neste movimento, a Fundação promove a campanha online intitulada “Tabaco: Uma ameaça ao desenvolvimento”, criada pela OMS, para mostrar o impacto econômico do tabagismo no crescimento sustentável dos países e os riscos à saúde da população.

“O nosso objetivo é revelar para a população que os malefícios do tabaco vão muito além dos prejuízos que trazem ao fumante. A produção e consumo do tabaco geram impactos negativos para a economia, meio ambiente, saúde e para o futuro de cada país. O intuito é abrir os olhos da sociedade para esta questão”, diz a psicóloga Cristina Perez, da área de Promoção à Saúde da Fundação.

A instituição está realizando ações em seus diferentes canais nas redes sociais. As peças trazem imagens e frases sobre os efeitos do tabagismo na natureza e na vida das pessoas. Na campanha, também são apresentados dados relevantes sobre o desmatamento global, desigualdade social, poluição, custos para saúde, entre outros.

dia mundial sem tabaco e o planeta

Pela página da Fundação do Câncer também é possível obter dicas para deixar de fumar e prevenção para o câncer.

Dia Mundial sem Tabaco: dicas para largar o cigarro

 

A fumaça do cigarro contém milhares de substâncias que podem irritar as vias respiratórias e os olhos, além de várias substâncias cancerígenas ao ser humano. As pessoas expostas a essa fumaça têm maior risco de adquirir diversos tipos de doença, entre elas o câncer de pulmão, a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e doenças cardiovasculares, como o infarto agudo do miocárdio. Essas e outras informações sobre os prejuízos do cigarro para a saúde das pessoas – tanto fumantes passivos quanto ativos – ganham destaque com a chegada do Dia Mundial sem Tabaco, em 31 de maio.

Além de problemas para o próprio fumante, conviver com uma pessoa que fuma dentro de casa ou trabalhar por muitos anos em um local onde seja permitido fumar, elevam a probabilidade de adoecer. Conscientizar os tabagistas do risco que eles trazem às pessoas com as quais convivem pode ser de grande valia.

“O fumante precisa ter ciência do mal que está fazendo para ele e para os que estão em sua volta. O tabagismo pode ser combatido, desde que a pessoa queira parar de fumar. Em alguns casos, o médico pode até considerar a prescrição de medicações que auxiliem nesta jornada. Porém, elas não são adequadas para todos os pacientes, e não substituem uma orientação profissional adequada”, comenta Osmar Pedro Casseb Moretto, pneumologista da rede dr.consulta.

A rede dr.consulta possui diversos especialistas, inclusive pneumologistas e psicólogos, profissionais que podem ajudar as pessoas a deixarem o cigarro e cuidarem melhor da saúde.

Confira cinco dicas para largar o vício e parar de fumar

1. Reconhecer e evitar situações que lhe estimulem a fumar: o tabagista associa determinadas ações de sua vida cotidiana ao hábito de fumar, e é importante que estas situações sejam identificadas e evitadas. Um exemplo é a associação do consumo com bebida alcoólica ou café.

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2. Ter estratégias para driblar a fissura: a fissura é uma vontade súbita e intensa de fumar, com duração de poucos minutos. Algumas estratégias que podem ajudar neste período é mastigar alimentos com sabor forte (cravo, canela, gengibre), sair para uma caminhada ou até mesmo beber água. Procure a sua.

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3. Apoio da família e dos amigos: além do importante apoio motivacional que pessoas próximas podem oferecer, torná-los parte do processo evita situações de risco para recaídas.

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Lumpi/Pixabay

4. Motivação pessoal: razões não faltam para querer parar de fumar, mas a pessoa deve ter em mente aquelas que mais a motivam. Lembrar de suas maiores motivações ajuda a atravessar os momentos nos quais a vontade de fumar está mais forte.

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5. Auxílio profissional: pneumologista e psicólogos especializados em combate ao tabagismo podem ajudar neste processo.

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Obrigado por não fumar!

“Deixar de fumar é fácil, já tentei umas cem vezes”, disse Mark Twain. O pensador, com certeza, não foi o único e, como 31 de maio é o Dia Mundial de Combate ao Fumo, reunimos médicos de diferentes especialidades para falar dos males que esse hábito pode causar.

Dados do Instituto nacional do Câncer (INCA) mostram que o câncer é a segunda doença que mais mata no país, atrás apenas dos problemas cardiovasculares. Por isso, é preciso redobrar a atenção aos fatores de risco, sejam eles genéticos, do ambiente, ou relacionados ao estilo de vida. “Há dois fortes indícios de que os casos de câncer irão aumentar significativamente. Um deles é o fato de que, por gerações, a população não foi adepta a hábitos saudáveis. A outra é que, até 2050, o número de pessoas acima de 60 anos no Brasil deve triplicar”, pontua Miguel Torres, radio-oncologista da Radiocare.

Segundo ele, o tabagismo é o pior dos vícios, principal causa de morte evitável no mundo. Só no Brasil, o hábito é responsável por 30% dos casos fatais da doença, segundo o Inca. Apesar de estar diretamente relacionada ao câncer de pulmão, a droga também é responsável por parte dos diagnósticos de câncer de boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga e colo do útero, além de leucemias. “Além de prejudicar a própria saúde, o indivíduo que fuma expõe outras pessoas à fumaça do cigarro e as torna tabagistas passivos, triplicando a probabilidade de contrair a doença”, afirma Torres.

Câncer bucal pode atingir mais de 60% de tabagistas

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Muito associado ao câncer de pulmão, o tabagismo também pode ser corresponsável por mais de 60% dos casos de câncer de boca. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o fumo é um fator de risco para o surgimento de tumores nos lábios, gengivas e outras regiões da cavidade bucal. Para a cirurgiã-dentista Sílvia Reis, os fumantes são mais suscetíveis a doenças periodontais, “além dessas doenças, o tabaco também é extremamente prejudicial às células da mucosa da boca. Na fumaça, mais de 4 mil substâncias tóxicas podem ser identificadas, sendo 40 delas, no mínimo, cancerígenas”, enfatiza Sílvia. Outro aspecto alheio ao câncer bucal também deve ser observado, como a retração gengival, decorrente da doença na gengiva e no osso e da perda óssea, o que, quando ocasionada, pode gerar sensibilidade dentinária, cáries e até mesmo a perda total de um dente.

A pele também sente!

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A pele também sofre com os efeitos do cigarro. O tabaco já é considerado um dos principais fatores de envelhecimento precoce. O dermatologista Bruno Vargas explica que seus componentes acabam por diminuir o diâmetro dos vasos sanguíneos, o que faz com que a pele fique mal irrigada. A constante exposição à fumaça e ao calor também deixa a pele mais ressecada. “O resultado desse conjunto de fatores é que a pele torna-se amarelada e, em alguns casos, até cinzenta, devido à má circulação sanguínea”, explica.

Outra consequência grave causada pelo cigarro é a queda da produção de colágeno (fibra que dá sustentação à pele). “Com isso, a pele fica mais fina, perde a elasticidade e torna-se muito mais propensa a rugas profundas, já que o cigarro afeta a camada mais profunda”, explica Vargas. O ato de fumar implica também na formação de rugas ao redor da boca, devido aos movimentos repetitivos para puxar e soltar a fumaça e, também, ao redor dos olhos, que são contraídos quando ela é inalada.

Dia Mundial sem Tabaco: oncologista fala sobre a importância de parar de fumar

A fumaça do cigarro possui em torno de 4,7 mil substâncias tóxicas que trazem risco à saúde

A Organização Mundial de Saúde (OMS) escolheu o dia 31 de maio como o Dia Mundial Sem Tabaco com o objetivo de alertar a população sobre o perigo causado pelo hábito de fumar.

A entidade afirma que as doenças relacionadas ao tabaco matam mais que tuberculose, AIDS e malária juntas. Segundo estudo da organização no início deste ano, o tabagismo mata quase 6 milhões de pessoas anualmente, sendo 600 mil vítimas do fumo passivo. Até 2030, este número deve aumentar para 8 milhões.

No Brasil, em 25 anos, o número de fumantes diários caiu de 29% para 12% entre homens e de 19% para 8% entre mulheres. Mesmo assim, o país ainda ocupa lugar no ranking de número absoluto de tabagistas, com o total de 18 milhões de tabagistas, segundo pesquisa publicada no INCA (Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva).

Riscos do Tabagismo

De acordo com o oncologista Tiago Kenji Takahashi, médico especialista em câncer de pulmão no Instituto de Oncologia do Hospital Santa Paula (IOSP), o risco de câncer de pulmão em um ex-fumante será sempre maior quando comparado a alguém que nunca tenha fumado.

“Comparados aos não fumantes, os tabagistas têm cerca de 20 a 30 vezes mais risco de desenvolver o câncer de pulmão. Geralmente os sintomas aparecem apenas quando a doença já está avançada como: tosse frequente, mudança no padrão da tosse, tosse com sangue, rouquidão, chiado no peito, falta de ar e dor no tórax”, explica o especialista.

O câncer de pulmão pode ser classificado em I, II, III ou IV. O estágio I representa os tumores iniciais, II os tumores um pouco maiores, mas restritos aos pulmões, III os tumores avançados dentro do tórax, e IV são os tumores que já se disseminaram pelo organismo. O tratamento é feito com cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

“Costumo dizer para meus pacientes que hoje o maço de cigarros custa em média R$ 7,00. Em vinte anos, o indivíduo gastará em média R$ 50 mil, ou seja, se parar de fumar ele pode comprar um carro zero km ou fazer uma longa viagem para o exterior”, diz o oncologista.

Para quem convive com fumantes, o médico Takahashi aconselha evitar ao máximo o contato com o cigarro, estipulando a área externa como o único ambiente possível para quem quiser fumar. O médico afirma que o simples fato de ser fumante passivo já aumenta em 30% o risco de ter câncer de pulmão. “O tabagismo é uma doença crônica e transmissível, basta olhar alguém fumando para sentir vontade. É por isso que 85% dos tabagistas começam a fumar aos 16 anos. De 80% que tentam parar, apenas 3% conseguem”, afirmou.

Se o tabagista está em tratamento, é importante que a família e amigos saibam lidar com as possíveis recaídas. “Em média, é na terceira tentativa que a interrupção definitiva é alcançada pelo paciente”, conclui o médico.

Outras doenças

Além do câncer de pulmão, o cigarro pode causar cerca de 50 outras doenças, especialmente problemas ligados ao coração e à circulação.

De acordo com o médico, cada tragada é responsável pela inalação de aproximadamente 4,7 mil substâncias tóxicas. As principais são a nicotina, associada aos problemas cardíacos e vasculares (de circulação sanguínea); o monóxido de carbono (CO), que reduz a oxigenação sanguínea no corpo; e o alcatrão, que reúne vários produtos cancerígenos, como polônio, chumbo e arsênio.

Entre os principais danos ao corpo estão:

-Boca: mau hálito, irritação da gengiva, aparecimento de cáries, alteração nas papilas gustativas (que afeta o paladar) e aumento do risco de câncer de boca.

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-Cérebro: a dificuldade de circulação sanguínea pode comprimir os vasos e aumentar a pressão arterial, resultando em um derrame cerebral.

-Coração: aumento do colesterol total, da pressão arterial e da frequência cardíaca, que pode subir até 30% durante as tragadas. Além disso, todo fumante é mais propenso a ter infarto.

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Foto: Imelechon

-Corrente sanguínea: o fumante está mais sujeito a problemas relacionados à circulação como aneurisma, trombose, varizes e tromboangeíte obliterante, que afeta as extremidades do corpo, podendo levar à amputação de membros.

-Estômago: náuseas e irritação das paredes do estômago. As substâncias tóxicas do cigarro também podem gerar gastrite, úlcera e câncer no estômago.

-Fígado: a nicotina é metabolizada no fígado e, consequentemente, aumenta a chance de desenvolver câncer no órgão.

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Imagem: ABPH

-Pulmão: os tecidos dos pulmões perdem a elasticidade e são destruídos aos poucos. A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma dessas doenças e manifesta-se de duas maneiras: enfisema pulmonar e bronquite crônica. Das mortes provocadas por esses problemas, 85% estão associadas ao cigarro. Ela geralmente se desenvolve depois de muitos anos de agressão aos tecidos do pulmão por causa das toxinas do cigarro.

Como largar o cigarro

Parar de fumar não é uma tarefa simples, mas é possível. Seguem abaixo algumas dicas de Takahashi:

– No Brasil o tratamento farmacológico é o mais conhecido e inclui o uso de adesivos, medicações e goma de mascar;

– Existem vários grupos de apoio antitabagistas para orientar os pacientes que desejam parar de fumar. As pessoas se reúnem em grupos de autoajuda no mínimo uma vez por semana. Em alguns casos essa frequência pode ser ajustada para mais dias por semana;

– A abstinência é normal e dura somente alguns minutos. Neste momento, é aconselhável beber água, mascar chiclete ou comer algum doce;

– O indivíduo deve evitar bebidas alcoólicas e café, pois essas bebidas estimulam a vontade de fumar;

– A prática de exercício físico contribui muito na melhora respiratória. As atividades mais indicadas são natação, caminhada, corrida e ciclismo;

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Foto: Beglib/MorgueFile

– O apoio dos familiares é fundamental para o sucesso da recuperação do ex-fumante.

Benefícios para quem para de fumar

O médico ressalta alguns benefícios para o corpo:

– Após 20 minutos sem fumar a pressão sanguínea volta ao normal;

– 3 semanas sem cigarro resultam em uma circulação sanguínea adequada;

– De 5 a 10 anos, o risco de infarto é o mesmo de uma pessoa que nunca fumou;

– Pessoas que param de fumar aos 30 anos podem viver até dez anos mais;

– Quem para de fumar se torna menos ansioso e diminui o risco de calvície.

Sete dicas para abandonar o vício:

O oncologista listou abaixo sete dicas para quem quer parar de fumar:

1 – Em média, é na terceira tentativa que a interrupção definitiva é alcançada pelo paciente.

2 – Existem vários grupos de apoio antitabagistas para orientar os pacientes que desejam parar de fumar. As pessoas se reúnem em grupos de autoajuda no mínimo uma vez por semana. Em alguns casos essa frequência pode ser ajustada para mais dias por semana.

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3 – No Brasil, o tratamento farmacológico é o mais conhecido e inclui o uso de adesivos e goma de mascar.

4 – O indivíduo deve evitar bebidas alcoólicas e café, pois essas bebidas estimulam a vontade de fumar.

5 – A abstinência é normal e dura somente alguns minutos. Neste momento, é aconselhável beber água, mascar chiclete ou comer algum doce.

6 – A prática de exercício físico contribui muito na melhora respiratória. As atividades mais indicadas são natação, caminhada, corrida e ciclismo.

7 – Se o tabagista está em tratamento é importante que a família e amigos saibam lidar com as possíveis recaídas.

Fonte: Hospital Santa Paula

Dia Mundial Sem Tabaco: cigarro mata cerca de 130 mil brasileiros por ano

A cada três fumantes, dois morrem por causa de doenças relacionadas ao tabaco. Este e outros dados alarmantes fazem de hoje, 31 de maio, Dia Mundial Sem Tabaco, uma data importante para a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) intensificar a divulgação de informações e pesquisas científicas que comprovem os malefícios do fumígenos.

O Dia Mundial Sem Tabaco foi criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) há 30 anos, com o objetivo de reunir instituições de saúde, especialistas e sociedade civil para discutir políticas de redução do consumo de produtos derivados do tabaco.

O tema deste ano – “Tabagismo: uma ameaça ao desenvolvimento” – transcende aos assuntos sobre saúde e amplia o debate para os riscos sociais e econômicos decorrentes do fumo.

O Brasil é o 2º maior produtor mundial de tabaco e principal exportador da folha. “Estamos exportando um ‘veneno’, que após ser processado em cigarros, por exemplo, contém mais de 7 mil substâncias tóxicas. Em vez disso, poderíamos produzir mais alimentos para sanar a fome no país e no planeta”, argumenta o pneumologista Dr. Alberto José de Araújo, membro das Comissões de Tabagismo da Associação Médica Brasileira (AMB), Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) e Sociedade de Pneumologia e Tisiologia do Rio de Janeiro (SOPTERJ).

Além da questão econômica, o pólo de produção do tabaco, concentrado no sul do país, também apresenta problemas sociais e ambientais. “A indústria do tabaco cria toda sorte de obstáculos para impedir os fumicultores de saírem da secular monocultura do tabaco para a diversificação para outros cultivos de alimentos, cuja produção seja menos nociva ao ambiente e à própria saúde deles”, explica Araújo.

Enquanto os agricultores têm a saúde debilitada por causa dos agrotóxicos, na outra ponta, os consumidores de tabaco e seus derivados correm riscos ainda mais evidentes.

“O hábito de fumar encurta a expectativa de vida entre 8 e 15 anos, e pode causar cerca de 55 doenças. Estima-se que 130 mil brasileiros morram todos os anos por alguma enfermidade relacionada ao tabaco. As principais são: infarto do miocárdio, acidente vascular encefálico, doença pulmonar obstrutiva crônica, câncer de pulmão e em outros órgãos”, informa o pneumologista.

O especialista cita, ainda, os dados do Instituto Nacional de Câncer que constatam que, a cada 100 pacientes que desenvolvem câncer, 30 são fumantes. Além disso, 90% dos casos de câncer de pulmão são causados pelo tabagismo.

Principais medidas de controle vigentes no país

Diante de informações preocupantes, o Brasil tem avançado nas políticas de controle do tabagismo. Em relação à queda no consumo, o país passou de 34,8% de fumantes na população em 1989 para 14,7% em 2013, de acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE.

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As medidas mais eficazes adotadas por aqui foram a de prevenção do fumo passivo, por meio da lei 12546/11 (lei antifumo), em vigor desde 2014; a oferta de tratamento para a cessação do tabagismo, implantada desde 2004 na rede básica de saúde; o aumento da alíquota de impostos sobre os cigarros e estabelecimento de preço mínimo de produtos de tabaco, o que ajuda a inibir a iniciação de jovens ao tabagismo; além das advertências sobre os riscos à saúde nas embalagens, que tiveram grande evolução no país, passando de frases como “pode causar câncer” (anos 80 e 90), até a posição mais incisiva: “causa câncer”.

Fonte: SBPT