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Fumantes passivos têm 30% a mais de chance de desenvolver câncer de pulmão

Dados indicam que mais de 14 milhões de brasileiros inalam involuntariamente a fumaça de cigarros; Efeitos nocivos das substâncias tóxicas aumentam risco de desenvolver tumores malignos

Ontem foi o Dia Nacional de Combate ao Fumo, e é importante lembrar que o Brasil conta com cerca de 21 milhões de fumantes, o que representa 12% da população, segundo dados do Ministério da Saúde. Na fumaça há de quatro a nove mil substâncias tóxicas das quais pelo menos 70 são altamente carcinogênicas.

O câncer de pulmão costuma ser o mais associado ao indivíduo tabagista, mas ele também pode ser o responsável pelo aparecimento de cânceres na boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim e bexiga. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Brasil deve registrar 31.270 novos casos de câncer no pulmão em 2018, sendo que a maioria deles é provocada pelo fumo.

Os fumantes passivos, aqueles que involuntariamente inalam o fumo dos fumantes ativos próximos, também estão sujeitos a enfrentar os danos do tabagismo. Pesquisas apontam que a fumaça que sai do cigarro contém cerca de três vezes mais nicotina e monóxido de carbono.

“Estar em contato, mesmo que indiretamente, com essa fumaça pode aumentar em 30% os riscos de desenvolver câncer de pulmão. E as crianças constantemente expostas têm mais predisposição a desenvolver leucemia, linfoma e tumores cerebrais”, explica Mariana Laloni, oncologista do Centro Paulista de Oncologia, unidade São Paulo do Grupo Oncoclínicas.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), há aproximadamente dois bilhões de pessoas que estão no grupo de fumantes passivos no mundo. No Brasil, estima-se que o contingente de indivíduos expostos ao problema chega a ser de 14,5 milhões – número que representa mais de 7% da população nacional. Além do aumentado risco de câncer de pulmão, de colo de útero e de câncer de pâncreas, o grupo ainda pode sofrer derrame cerebral, colite ulcerativa, alergia alimentar, asma e pneumonia. A oncologista ressalta que o risco de câncer de colo de útero chega a ser 73% maior em mulheres fumantes passivas, em comparação as mulheres não tabagistas.

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Recentemente especialistas conseguiram provar que não estar em contato com a fumaça já não é o bastante para não sofrer com os malefícios. Um estudo publicado na revista Pediatrics mostrou que ambientes defumados pelo tabaco também estão repletos de partículas cancerígenas, que podem permanecer por até dois meses.

“O fumo de terceira mão, aquele cheiro forte que fica impregnado em almofadas, tapetes e cortinas, apenas para citar alguns exemplos, também representa riscos à saúde e evidencia o quanto o cigarro pode afetar o bem estar das pessoas que convivem em casa, no trabalho e em demais espaços coletivos com a fumaça gerada pelos fumantes ativos”, finaliza Laloni.

Fonte: Centro Paulista de Oncologia CPO

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3 em cada 4 pacientes com câncer de bexiga são ou foram fumantes

Tabagismo é o principal fator de risco para o desenvolvimento da doença

Na semana em que se celebra o Dia Nacional de Combate ao Fumo, 29 de agosto, a Secretaria de Estado da Saúde faz um alerta importante sobre a relação do cigarro com o câncer de bexiga.

Levantamento inédito feito pelo departamento de urologia do Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo, unidade da pasta gerenciada em parceria com a SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, indica que 73% dos pacientes diagnosticados com câncer de bexiga na unidade foram ou ainda são fumantes.

Entre as 1.130 cirurgias realizadas no hospital para retirada deste tipo de tumor desde 2013, 854 foram feitas em homens e 276 em mulheres. No total, 823 pacientes relataram ter o vício, sendo 657 do gênero masculino e 169, feminino.

Segundo a literatura médica, o câncer de bexiga é o segundo tumor do trato urinário mais frequente depois do que acomete a próstata, afetando tanto homens quanto mulheres. A principal causa é o tabagismo. De acordo com Cláudio Murta, coordenador do departamento urologia do Hospital de Transplantes Euryclides de Jesus Zerbini, os homens têm mais propensão a ter a bexiga afetada pelo tumor do que as mulheres, devido a fatores genéticos ou hormonais, por exemplo. Porém, em ambos os casos, a maioria das pessoas ainda sofre com a falta de informação.

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“Esses pacientes chegam ao nosso hospital sem ter ideia de que o hábito de fumar pode prejudicar outras áreas além do pulmão. São substâncias que causam alteração celular. Elas saem do sistema respiratório, vão para corrente sanguínea, são filtradas pelos rins e se depositam na bexiga, onde acontece a transformação chamada ‘maligna”, explica. Na unidade, o tratamento consiste na remoção do tumor por meio de raspagem da bexiga e, em casos mais graves, a retirada do órgão, com tratamento e acompanhamento posterior.

Especialistas acreditam que fatores como exposição a alguns produtos químicos industriais, não beber líquidos em quantidade suficiente, idade, infecções, questões genéticas e histórico familiar colaboram para o surgimento deste tipo de câncer, mas que o tabagismo atualmente é a maior causa do desenvolvimento da doença. “Por isso, podemos afirmar que, sem sombra de dúvidas, a principal prevenção contra o câncer de bexiga é não fumar ou parar com este hábito”, finaliza Murta.

Sobre o hospital

O Hospital de Transplantes Euryclides de Jesus Zerbini é o primeiro centro público de saúde especializado em transplantes de órgãos e tecidos no Brasil. Seu departamento de urologia realizou no último ano mais de 40 mil consultas e cerca de 4.500 cirurgias.

A unidade fica no Jardim Paulista, zona sul da capital, e atende de forma referenciada pacientes encaminhados pelos municípios, via central de vagas estadual.

Fonte: Assessoria de Imprensa do  Hospital Euryclides de Jesus Zerbini

 

Cigarro em excesso aumenta o risco de AVC

O cigarro tem mais de 4,7 mil substâncias presentes em sua composição e está na origem de 90% dos casos de câncer de pulmão no mundo. Ele também se relaciona a várias doenças do sistema cardiovascular, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Hoje (29) é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Fumo e a data tem o objetivo de conscientizar os riscos que os fumantes ativos e passivos se submetem, bem como os benefícios de parar de consumir o cigarro.

Segundo levantamento feito pela OMS (Organização Mundial da Saúde), dentro das mais de 4 mil substâncias químicas em um cigarro, 250 delas são prejudiciais, e 50 são conhecidas por causar câncer. São 14 os tumores malignos associados ao uso de tabaco: câncer de pulmão, de boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, intestino, rim, bexiga, colo de útero, ovário e alguns tipos de leucemia. O Brasil ocupa o oitavo lugar no ranking de número absoluto de fumantes. Segundo o Ministério da Saúde, o hábito tende a ser mais frequente entre adultos de 45 a 64 anos e entre pessoas com baixa escolaridade.

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O tabagismo está na origem de 90% de todos os casos de câncer de pulmão no mundo, e entre os 10% restantes, 1/3 deles são os chamados fumantes passivos, sendo responsável por ampliar em cerca de 20 vezes o risco de surgimento da doença. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Brasil registra 28.220 novos casos de tumores pulmonares ao ano. Os malefícios não são notados apenas a longo prazo. Algumas alterações no organismo podem ser percebidas imediatamente após a interrupção do fumo cotidiano.

Cigarro e AVC: o acidente vascular cerebral (AVC), é a doença que mais causa mortes no Brasil, e chega a ser responsável por mais de 100 mortes por ano, além de ser a maior causadora de incapacidade do mundo. Um dos principais fatores de risco da doença é o tabagismo. Os fumantes têm risco duas vezes maior de desenvolver um quadro de AVC em comparação com pessoas que não fumaram ao longo da vida. Estima-se que aproximadamente 20% dos casos de AVC estão relacionados ao tabagismo.

De acordo com o neurologista do HCor (Hospital do Coração), José Renato Bauab, o tabagismo é um fator de risco para o AVC isquêmico. “O paciente que cessa o tabagismo automaticamente já reduz os seus fatores de riscos cardiovasculares”, esclarece Dr. Bauab.

A influência do tabagismo no AVC isquêmico: o AVC isquêmico se deve principalmente à facilitação de placas de colesterol em vasos sanguíneos do cérebro, e pode levar a uma obstrução do fluxo de sangue e, posteriormente, ao quadro de isquemia.

Alternativas que podem auxiliar na cessão do tabagismo: para diminuir o risco de ter o AVC, é fundamental a interrupção do fumo. “Hoje em dia existem técnicas que podem facilitar o fumante a manter-se longe do cigarro durante o período de abstinência. O ideal é parar de fumar com acompanhamento médico”, orienta Bauab.

O tabagismo custa à economia global mais de 1 trilhão de dólares por ano e matará um terço a mais de pessoas até 2030 do que agora, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) e do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos. O número de mortes relacionadas ao tabaco deverá aumentar de cerca de 6 milhões de mortes para cerca de 8 milhões anualmente até 2030, sendo que mais de 80% delas vão ocorrer em países de baixa e média renda. O cigarro é a principal causa de morte evitável no mundo e chega a reduzir a expectativa de vida em 20 anos.

E para auxiliar as pessoas a deixarem o cigarro e parar de fumar, o HCor (Hospital do Coração) criou o Programa Vida Sem Cigarro, um serviço que, em sua maior parte, é realizado por meio de consultas on-line, ideal para quem tem dificuldade de deslocamento ou para aqueles que viajam com frequência.

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Para a gerente de Psicologia e Coordenadora do Programa Vida Sem Cigarro do HCor (Hospital do Coração), Silvia Cury Ismael, este programa tem início com uma primeira avaliação presencial realizada pelo médico e pelo psicólogo. “A maior parte do programa é realizada a distância e prioriza o bem-estar de cada paciente, com a finalidade de superar as dificuldades e prestar o apoio necessário quando houver recaídas. Ele é fácil de usar e pode ser utilizado por meio de dispositivo instalado no computador, tablet ou celular”, esclarece.

Para conhecer o programa e se cadastrar basta acessar o site A Vida Sem Cigarro ou entrar em contato com o Núcleo de Atendimento Psicológico HCor no telefone: (11) 3053-6611 nos ramais: 7600 ou 7610 ou por e-mail: vidassemcigarro@hcor.com.br

Fonte: HCor

Dia Nacional de Combate ao Fumo: os benefícios de parar com o cigarro

O tabaco apresenta nicotina, um componente que atua no sistema nervoso central da mesma forma que a cocaína, heroína e álcool, porém de maneira mais rápida, chegando ao cérebro entre sete e 19 segundos.

“Fumar pode trazer vários perigos à saúde, como 85% dos casos de cânceres de pulmão, além de doenças coronarianas, sendo responsável por 25% dos infartos e anginas (dor no peito). Ainda, provoca doença pulmonar obstrutiva crônica, como bronquite e enfisema, como também acidente vascular cerebral (AVC), úlceras gastrointestinais e infecções respiratórias”, alerta o pneumologista do Hospital e Maternidade São Cristóvão, Waldomiro José.

Estudos mostram que fumantes ativos têm 40 vezes mais propensão de desenvolver câncer de pulmão e menos longevidade em relação aos não fumantes. Também é um risco para as gestantes tabagistas, pois enfrentam maior probabilidade de complicações durante o parto, inclusive de óbito fetal.

“Em grávidas, há risco de aborto espontâneo, má formação pulmonar no feto e recém-nascido de baixo peso”, comenta o pneumologista. Também outros sintomas podem acometer os fumantes, como menor resistência física, menos fôlego e pior desempenho na prática de esportes e na vida sexual. “Há uma série de consequências corriqueiras, como mau hálito, dentes amarelados, dor de garganta, tosse, gengivite e falta de ar”, explica.

Uma dúvida frequente é se todo tipo de fumo faz mal à saúde. Dr. Waldomiro esclarece que seja cigarro, charuto, cachimbo ou narguilé, todos são responsáveis pela perda precoce de 1,3 milhões de vidas por ano no mundo. De acordo com a OMS, o narguilé tem 100 vezes mais alcatrão, quatro vezes mais nicotina e 11 vezes mais monóxido de carbono do que um cigarro comum. “Algumas pessoas pensam que por apresentar certa quantidade de água que isso retira as substâncias tóxicas, mas, na verdade, ocorre o contrário, já que aumenta a ingestão de fumaça”.

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Por outro lado, os benefícios da decisão de parar de fumar são instantâneos. Imediatamente, o corpo já começa a eliminar os resíduos tóxicos do cigarro, mesmo que tenha fumado durante anos.

“A cada dia sem fumar, diminui o risco de câncer e doenças cardíacas, a respiração fica mais fácil, há melhora no desempenho físico, mental e sexual. Além disso, as pessoas que convivem com o fumante também são poupadas das toxinas, pois não podemos esquecer que os fumantes prejudicam a si mesmos e ao outro, provocando doenças pelo tabagismo passivo. Por último, ainda há benefício econômico, já que não gastarão mais com maços de cigarro”, finaliza.

Fonte: Hospital e Maternidade São Cristóvão

 

Nutricionista dá dicas de como não engordar ao parar de fumar

Hoje, 29 de agosto, é comemorado o Dia Nacional do Combate ao Fumo. A data tem como principal objetivo, conscientizar a população sobre os males do cigarro e de seus componentes, por isso o objetivo é incentivar o abandono do hábito de fumar para quem já aderiu esse costume na rotina.

Apesar da campanha, o Brasil é um dos países que mais reduziu o número de fumantes diários. Segundo uma pesquisa publicada no ano passado, pela revista britânica The Lancet, o país teve uma queda de 29% para 12% entre homens e de 19% para 8% entre mulheres. A pesquisa foi feita entre o ano de 1990 e 2015.

Mas o que muita gente não sabe, é que ao parar de fumar, os ex-fumantes têm uma melhora no paladar e no olfato. Junto a isso, existe também uma necessidade de ter algo para fazer com a boca e com as mãos, a única saída: comer.

Dicas da Nutri

“Ao parar de fumar, os ex-fumantes utilizam os alimentos da mesma forma que eles utilizavam o cigarro, seja para lidar com o estresse, escapar do tédio, da tensão ou como uma ajuda na integração social”, explica Fernanda Alferes, nutricionista e responsável pelo controle de qualidade da Uni Alimentos.

Segundo uma pesquisa feita pelo Hospital Universitário da USP, as pessoas que param de fumar, ganham na maioria das vezes entre 3 e 4 kg e aproximadamente, porém 10% das pessoas que param de fumar ganham uma quantidade avantajada de peso. Além dos novos hábitos, a mudança de metabolismo e a ansiedade são os principais fatores para as pessoas engordarem nesse período.

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A nutricionista explica que a alimentação balanceada é o primeiro passo para evitar o ganho de peso durante o período de abstinência. “Para uma alimentação saudável, é preciso consumir alimentos que possuam substancias importantes para o bom funcionamento do organismo, desta forma, o metabolismo do ex-fumante voltará a ter uma normalidade e a dieta não será mais um sacrifício”.

Os principais alimentos na hora de iniciar a dieta são os ricos em vitaminas, nutrientes e carboidratos. “O cigarro geralmente deixa os fumantes sem apetite, por isso eles não possuem uma rotina alimentar. Uma dica legal é ter horários fixos para as refeições e também alimentos saudáveis entre elas. Um alimento que eu gosto bastante é a mandioca, além de ser rica em fibras – substância que transforma o carboidrato em energia, a mandioca também aumenta os níveis de seretonina – o neurotransmissor que age nas regiões do cérebro responsáveis pela sensação do bem-estar”.

A mandioca também pode ser encontrada em diversos alimentos para dar uma quebra na disciplina alimentar. Seja nas tapiocas, em chips ou em receitas, a raiz é a campeã na hora de beneficiar o nosso corpo.

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“Este ingrediente tão rico no Brasil, ainda conta com fonte de fibras e é isenta de glúten. Auxilia ainda a regular o funcionamento do intestino e traz saciedade entre as refeições. Além disso, a tapioca pode substituir o pão no café da manhã e os chips de mandioca podem ser o lanche perfeito durante a rotina do dia-a-dia”, conclui a nutricionista.

Sírio-Libanês tem programa para quem quer parar de fumar

Fumante recebe apoio médico e psicológico; índice de cessação do tabagismo chega a 60%, número bem superior à média de quem tenta parar por conta própria

Apesar de o número de fumantes estar caindo no país, o Brasil ocupa o oitavo lugar no ranking de número absoluto de fumantes (7,1 milhões de mulheres e 11,1 milhões de homens), de acordo com estudo de 2015 do The Lancet, que contou com ajuda do governo federal. A publicação é considerada uma das principais revistas médicas independentes do mundo. Já está provado cientificamente que o tabaco causa vários malefícios à saúde.

Porém, segundo médicos de diversas especialidades, um dos maiores receios do fumante e do ex-fumante é descobrir algum nódulo no pulmão – são considerados nódulos pulmonares as manchas ovais ou arredondadas, de até três centímetros, encontradas no meio do tecido pulmonar e que não se assemelham ao tecido normal.

O câncer de pulmão, na verdade um grupo de tumores malignos, pode crescer por muitos anos sem nenhum sintoma específico. Quando um nódulo pulmonar é encontrado, a maior preocupação é descobrir se ele é ou não um câncer de pulmão. É importante frisar que a maioria dos nódulos pequenos encontrados pela tomografia não se trata de câncer de pulmão.

Em geral, estes nódulos são ligeiras infecções ou cicatrizes de infecções anteriores. “Mas, se for um tumor maligno, quanto mais cedo for identificado, maiores as chances de cura”, explica o oncologista Fernando Santini, do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês.

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O pneumologista André Nathan Costa, do Núcleo de Doenças Pulmonares e Torácicas, explica que o melhor a fazer é parar de fumar, não importa a idade da pessoa. Segundo ele, as vantagens de se parar de fumar são imensas. “Cinco anos após parar de fumar, o risco de câncer de pulmão cai à metade. Quinze anos após parar de fumar, o risco de doença coronária é igual ao de um não fumante.”

Para quem deseja parar de fumar e não sabe se conseguirá isso sozinho, o Sírio-Libanês, por meio do Núcleo de Cessação de Tabagismo, com profissionais do Núcleo de Doenças Pulmonares e do Centro de Cardiologia, oferece o Programa de Prevenção e Tratamento do Tabagismo, que inclui atendimento médico e psicológico e ocorre em um período de aproximadamente 12 semanas.

O interessado responde a um questionário e realiza exames em que serão levados em conta os aspectos físicos, psicológicos e antecedentes familiares. São realizados atendimentos médicos e psicológicos individualizados, incluindo sessões de manutenção para controle e prevenção de recaída.

De acordo com Costa, o índice de cessação, que normalmente é de 30% a 40%, chega a 60% com este programa.

Fonte: Sírio-Libanês

Dia Mundial Sem Tabaco: sete dicas para abandonar o cigarro

Hoje, 31 de maio, é lembrado como o Dia Mundial Sem Tabaco. A data é uma iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) e tem o objetivo de alertar a população sobre os perigos causados pelo hábito de fumar.

A entidade afirma que as doenças relacionadas ao tabaco matam mais que tuberculose, Aids e malária juntas. Segundo estudo da organização, no início deste ano, o tabagismo mata quase 6 milhões de pessoas anualmente, sendo 600 mil vítimas do fumo passivo. Até 2030, este número deve aumentar para 8 milhões.

No Brasil, em 25 anos, o número de fumantes diários caiu de 29% para 12% entre homens e de 19% para 8% entre mulheres. Mesmo assim, o país ainda ocupa o oitavo lugar no ranking de número absoluto de tabagistas no mundo, com o total de 18 milhões de tabagistas, segundo pesquisa do INCA (Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva).

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Riscos do Tabagismo

De acordo com o oncologista Tiago Kenji, especialista em câncer de pulmão do Instituto de Oncologia do Hospital Santa Paula (IOSP), o risco de câncer de pulmão em um ex-fumante será sempre maior quando comparado a alguém que nunca tenha fumado.

“Comparados aos não fumantes, os tabagistas têm cerca de 20 a 30 vezes mais risco de desenvolver o câncer de pulmão. Geralmente os sintomas aparecem apenas quando a doença já está avançada como: tosse frequente, mudança no padrão da tosse, tosse com sangue, rouquidão, chiado no peito, falta de ar e dor no tórax”, explica o especialista.

O câncer de pulmão pode ser classificado em quatro estágios. O estágio 1 representa os tumores iniciais, o 2, os tumores um pouco maiores, mas ainda restritos aos pulmões, o 3, os tumores avançados dentro do tórax, e o 4 são os tumores que já se disseminaram pelo organismo. O tratamento é feito com cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

“Costumo dizer para meus pacientes que, hoje, o maço de cigarros custa em média R$ 7,00. Em vinte anos, o indivíduo gastará em média R$ 50 mil, ou seja, se parar de fumar, ele pode comprar um carro zero km ou fazer uma viagem para o exterior”, diz Kenji.

Para quem convive com fumantes, o médico aconselha a evitar ao máximo o contato com o cigarro, determinando a área externa como o único ambiente possível para quem quiser fumar. O médico afirma que o simples fato de ser fumante passivo já aumenta em 30% o risco de ter câncer de pulmão. “O tabagismo é uma doença crônica e transmissível, basta olhar alguém fumando para sentir vontade. É por isso que 85% dos tabagistas começam a fumar aos 16 anos. De 80% que tentam parar, apenas 3% conseguem”, afirmou.

Se o tabagista está em tratamento, é importante que a família e amigos saibam lidar com as possíveis recaídas. “Em média, é na terceira tentativa que a interrupção definitiva é alcançada pelo paciente.”

Outras doenças

Além do câncer de pulmão, o cigarro pode causar cerca de 50 outras doenças, especialmente problemas ligados ao coração e à circulação. De acordo com o médico, cada tragada é responsável pela inalação de aproximadamente 4,7 mil substâncias tóxicas.

As principais são a nicotina, associada aos problemas cardíacos e vasculares (de circulação sanguínea); o monóxido de carbono (CO), que reduz a oxigenação sanguínea no corpo; e o alcatrão, que reúne vários produtos cancerígenos, como polônio, chumbo e arsênio.

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Entre os principais danos causados ao corpo estão:

Boca: mau hálito, irritação da gengiva, aparecimento de cáries, alteração nas papilas gustativas, o que afeta o paladar, e aumento do risco de câncer de boca.

Cérebro: a dificuldade de circulação sanguínea no órgão pode comprimir os vasos e aumentar a pressão arterial, resultando em um derrame cerebral.

Coração: aumento do colesterol total, da pressão arterial e da frequência cardíaca, que pode subir em até 30% durante as tragadas. Além disso, todo fumante é mais propenso a ter infarto.

Corrente sanguínea: o fumante está mais sujeito a problemas relacionados à circulação como aneurisma, trombose, varizes e tromboangeíte obliterante, que afeta as extremidades do corpo, podendo levar à amputação de membros.

Estômago: náuseas e irritação das paredes do estômago. As substâncias tóxicas do cigarro também podem gerar gastrite, úlcera e câncer no estômago.

Fígado: a nicotina é metabolizada no fígado e, consequentemente, aumenta a chance de desenvolver câncer no órgão.

Pulmão: os tecidos dos pulmões perdem a elasticidade e são destruídos aos poucos. A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é um dos problemas causados e manifesta-se de duas maneiras: enfisema pulmonar e bronquite crônica. Das mortes provocadas por essas enfermidades, 85% estão associadas ao cigarro. Elas geralmente se desenvolvem depois de muitos anos de agressão aos tecidos do pulmão por causa das toxinas do cigarro.

Sete dicas para abandonar o cigarro:

O oncologista listou sete dicas para quem quer parar de fumar:

1 – Em média, é na terceira tentativa que a interrupção definitiva é alcançada, tenha paciência.

2 – Existem vários grupos de apoio antitabagistas para orientar os pacientes que desejam parar de fumar. As pessoas se reúnem em grupos de autoajuda, no mínimo, uma vez por semana. Em alguns casos essa frequência pode ser ajustada para mais dias por semana.

3 – No Brasil, os tratamentos farmacológicos podem ajudar, eles incluem o uso de adesivos e goma de mascar.

4 – Evite bebidas alcoólicas e café, pois a ingestão desses líquidos estimula a vontade de fumar.

5 – A abstinência é normal e dura somente alguns minutos. Neste momento, beba água, masque chiclete ou coma algum doce.

6 – A prática de exercício físico contribui muito para a melhora respiratória. As atividades mais indicadas são natação, caminhada, corrida e ciclismo.

7 – Busque o apoio de sua família e amigos para lidar com possíveis recaídas.

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Benefícios para quem para de fumar

Algumas das vantagens em largar o vício são:

– Ter a pressão sanguínea de volta ao normal após 20 minutos sem fumar.

– Ter a circulação sanguínea adequada após três semanas sem cigarro.

– Depois de 5 a 10 anos, ter o risco de infarto igual ao de uma pessoa que nunca fumou.

– Os que largarem o cigarro aos 30 anos podem viver até dez anos mais do que viveriam.

– Diminuir a ansiedade e o risco de calvície.

Fonte: Hospital Santa Paula

 

Consumo de tabaco é responsável por 90% dos casos de câncer de pulmão

Fumantes têm risco 20 vezes maior de desenvolver tumores pulmonares; Apesar das intensas campanhas de conscientização, Brasil deve fechar 2018 com mais de 31 mil novos casos registrados da doença

O tabagismo está na origem de 90% de todos os casos de câncer de pulmão – entre os 10% restantes, 1/3 é dos chamados fumantes passivos – no mundo, sendo responsável por ampliar em cerca de 20 vezes o risco de surgimento da doença. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil deverá somar 31.270 novos casos de tumores pulmonares em 2018.

Além disso, o mau hábito aumenta as chances de desenvolver ao menos outros 13 tipos de câncer: de boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, intestino, rim, bexiga, colo de útero, ovário e alguns tipos de leucemia. Apesar destes dados não serem novidade, o país ainda registra um elevado número de casos de neoplasias malignas entre a população fumante.

A oncologista Mariana Laloni, do Centro Paulista de Oncologia (CPO) – Grupo Oncoclínicas, diz que a maioria dos pacientes com câncer de pulmão apresenta sintomas relacionados ao próprio aparelho respiratório, tais como: tosse, falta de ar e dor no peito. “Outros sintomas inespecíficos também podem surgir, entre eles perda de peso e fraqueza. Em poucos casos, cerca de 15%, o tumor é diagnosticado por acaso, quando o paciente realiza exames por outros motivos. Por isso, a atenção aos primeiros sintomas é essencial para que seja realizado o diagnóstico precoce da doença”, diz.

Segundo a médica, existem dois tipos principais de câncer de pulmão: carcinoma de pequenas células e de não pequenas células. “O carcinoma de não pequenas células corresponde a 85% dos casos e se subdivide em carcinoma epidermóide, adenocarcinoma e carcinoma de grandes células. O tipo mais comum no Brasil e no mundo é o adenocarcinoma e atinge 40% dos doentes”, destaca Mariana.

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O tratamento do câncer de pulmão se baseia em cirurgia, tratamento sistêmico (quimioterapia, terapia alvo e imunoterapia) e radioterapia. Sempre que possível, a cirurgia é realizada na tentativa de se retirar uma parte do pulmão acometido. Atualmente, os procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos, por vídeo (CTVA) são cada vez mais realizados com menor tempo de internação e retorno mais rápido do paciente às suas atividades. A indicação da cirurgia depende principalmente do estadiamento, tipo, do tamanho e da localização do tumor, além do estado geral do paciente.

Após a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia são indicadas para destruir células tumorais microscópicas residuais ou que estejam circulando pelo sangue. Para a Dra. Mariana, a combinação de tratamento sistêmico e radioterapia também pode ser administrada no início do tratamento para reduzir o tumor antes da cirurgia, ou mesmo como tratamento definitivo quando a cirurgia está contraindicada. A radioterapia isolada é utilizada algumas vezes para diminuir sintomas como falta de ar e dor.

Mas o grande avanço dos últimos anos, ainda de acordo com a oncologista do CPO, é a imunoterapia. Baseada no princípio de que o organismo reconhece o tumor como um corpo estranho desde a sua origem, e de que com o passar do tempo este tumor passa a se disfarçar para o sistema imunológico e então se aproveitar para crescer, a imunoterapia busca reativar a resposta imunológica contra este agente agressor.

“Atuando através do bloqueio dos fatores que inibem o sistema imunológico, as medicações imunoterápicas provocam um aumento da resposta imune, estimulando a atuação dos linfócitos e procurando fazer com que eles passem a reconhecer o tumor como um corpo estranho”, explica a médica.

E se eu parar de fumar?

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Principal fator de risco evitável de tumores pulmonares, o tabaco está presente em cigarros, charutos, cachimbos, narguilé e também nos cigarros eletrônicos. E, ao contrário do que muitos usuários destes produtos acreditam, nunca é tarde demais para parar. Segundo a especialista do CPO, os benefícios à saúde começam apenas 20 minutos após interromper o vício: a pressão arterial volta ao normal e a frequência do pulso cai aos níveis adequados, assim como a temperatura das mãos e dos pés são normalizadas.

Em oito horas, os níveis de monóxido de carbono no sangue ficam regulados e o de oxigênio aumenta. Passadas 24 horas, o risco de se ter um acidente cardíaco relacionado ao fumo diminui. E após apenas 48 horas, as terminações nervosas começam a se recuperar de novo e os sentidos de olfato e paladar melhoram. De duas semanas a três meses, a circulação sanguínea melhora consideravelmente. Caminhar torna-se mais fácil e a função pulmonar melhora em até 30%.

A partir de um a nove meses, os sintomas comuns em fumantes, como tosse, rouquidão, e falta de ar ficam mais tênues. Os cílios epiteliais iniciam o crescimento e aumentam a capacidade de eliminar muco, limpando os pulmões. A pessoa fica mais disposta para realizar atividades físicas. Em cinco anos, a taxa de mortalidade por câncer de pulmão de uma pessoa que fumou um maço de cigarros por dia diminui em pelo menos 50%. Quinze anos após parar de fumar, torna-se possível assegurar que os riscos de desenvolver câncer de pulmão se tornam praticamente iguais aos de uma pessoa que nunca fumou.

Informações: E Se Eu Parar de Fumar

Hoje é o Dia Mundial sem Tabaco

Estudo revela que 72% dos fumantes no Brasil que tentaram parar de fumar não conseguiram

No Dia Mundial Sem Tabaco, a Foundation for a Smoke-Free World (Fundação Para Um Mundo Livre de Fumo) divulga pesquisa que visa ajudar mais de 1 bilhão de fumantes no mundo a parar ou mudar seus hábitos para produtos menos prejudiciais

Embora mais de nove entre dez fumantes no Brasil dizerem estar cientes de que fumar é perigoso, 72% não tiveram sucesso em suas tentativas de parar de fumar. Além disso, 83% dos fumantes brasileiros relatam que estão “bem informados” sobre o impacto do tabagismo na saúde, 69% disseram que planejam parar e 57% dos que tentaram parar disseram que precisariam de ajuda para conseguir.

Esses são os principais dados de um novo estudo realizado pela Foundation for a Smoke-Free World (Fundação Para um Mundo Livre de Fumo) e divulgado no Dia Mundial sem Tabaco, celebrado há 30 anos em 31 de maio pela Organização Mundial da Saúde.

Os resultados da pesquisa reforçam a importância de ajudar os fumantes a ter novas opções para largar o vício e seguir uma vida mais saudável. “Os dados mostram o que sabemos há décadas – que muitos fumantes têm o desejo de parar, mas não encontram os meios para isso”, explica Derek Yach, presidente da Fundação e que esteve diretamente envolvido com o desenvolvimento do Tratado Mundial para Controle do Tabaco, o Framework Convention on Tobacco Control (FCTC), além de ter sido Diretor Executivo para doenças não transmissíveis e saúde mental na Organização Mundial de Saúde.

O tabaco mata mais de 7 milhões de pessoas todos anos. Aproximadamente 80% de 1 bilhão de fumantes no mundo vivem em países de baixa e média renda, onde as doenças e morte relacionadas ao tabaco são maiores. Os novos dados da pesquisa da Fundação apontam os desafios de criar um tratamento único que ajude todos os fumantes ao redor do mundo a parar de fumar e deixam claro que eles estão sacrificando o bem-estar físico e econômico, mesmo que muitos deles tenham o desejo de parar.

“Desde que o Royal College of Physicians descobriu há 2 anos que a redução de danos tem enorme potencial para prevenir a morte decorrente do uso do tabaco, continuamos a ignorar o fato de que muitos fumantes não querem parar porque obtêm prazer ao fumar. Os avanços em produtos para redução de danos são literalmente uma questão de vida ou morte para essas pessoas”, acrescentou Yach.

A Fundação está adotando uma nova abordagem para ajudar fumantes a parar ou reduzir os riscos do tabagismo. Os fumantes estão sendo ouvidos para levantar quais os principais desafios enfrentados diante da decisão de parar. Para atender o Tratado (FCTC), a Fundação está comprometida em financiar uma série de pesquisas que priorizará a descoberta de novos métodos para redução de danos e para deixar de fumar, respondendo de forma mais efetiva às necessidades comportamentais e de saúde dos fumantes que lutam para deixar o tabaco.

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Mesmo no Brasil, onde os esforços para parar de fumar foram parcialmente bem-sucedidos, 18,6 milhões de pessoas continuam a ameaçar sua saúde fumando tabaco combustível todos os dias. O Brasil presidiu o Tratado Mundial para Controle do Tabaco na América Latina para implementar e promover as medidas no País. Os países vizinhos devem se beneficiar da experiência brasileira no combate ao fumo com o objetivo de largar e reduzir danos.

“Ao comemorar o 30º Dia Mundial Sem Tabaco estou orgulhoso que a Fundação está ao lado dos fumantes para ajudá-los a romper com o vício. É evidente que houve avanços significativos no Brasil, mas ainda há muito trabalho a ser feito”, completa Yach.

• 83% dos fumantes relatam que estão “bem informados” sobre o impacto do tabagismo na saúde.
• 69% dos fumantes disseram que planejam parar.
• 57% dos fumantes que tentaram parar disseram que precisariam de ajuda para conseguir.
• 72% dos que tentaram parar de fumar não conseguiram
                                                                                     Fonte: Foundation for a Smoke-Free World

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Sobre a Foundation For a Smoke-free World
A Foundation for a Smoke-Free World é uma organização independente, sem fins lucrativos, criada para acelerar os esforços globais em reduzir os impactos na saúde e mortes pelo cigarro e tem como objetivo eliminar o tabagismo em todo o mundo. A Fundação concentra-se em aprender com as pesquisas existentes, identificar onde existem lacunas no conhecimento e financiar novas pesquisas para buscar respostas sobre as estratégias mais eficazes para cessação do tabagismo e redução de danos. Também trabalha para garantir que as populações vulneráveis afetadas por essa transformação, especialmente pequenos produtores de tabaco, sejam capazes de fazer a transição para meios de subsistência sustentáveis. Com 1 bilhão de fumantes no mundo que poderão morrer por conta do cigarro neste século, a tarefa da Fundação é urgente. A entidade financiará pesquisas e apoiará iniciativas colaborativas para acelerar o progresso na redução de danos e mortes por tabagismo em todo o mundo.

Sobre Derek Yach
Especialista em saúde global e defensor do antitabagismo há mais de 30 anos, é o Presidente da Foundation for a Smoke-Free World. Ao longo de sua carreira, apoiou e liderou pesquisas e o desenvolvimento de políticas de cessação do tabagismo, além de ser forte defensor das políticas de redução de danos, exigindo maior ênfase em tais medidas desde 2005. Ele também é um defensor apaixonado da promoção da saúde e prevenção de doenças e está avançando sua carreira na Foundation for a Smoke-Free World.. Yach é um ex-diretor de gabinete e diretor executivo de doenças não transmissíveis e saúde mental da Organização Mundial de Saúde (OMS), onde esteve profundamente envolvido com o desenvolvimento do Tratado Mundial para Controle do Tabaco (FCTC).

A importância da reciclagem das bitucas de cigarro

Rede de Hospitais São Camilo coletou 48 kg de bitucas nos últimos sete meses, deixando de contaminar aproximadamente 60 mil litros de água

 

As bitucas de cigarro, apesar de parecerem inofensivas, são o lixo mais comum do mundo e responsáveis por poluírem o meio ambiente, entupir as redes fluviais das cidades, gerar incêndios e o principal: poluir litros de água.

A Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo tem como uma de suas metas de responsabilidade social, conscientizar, incentivar e organizar o descarte correto dos resíduos de cigarro em suas dependências e arredores. Nos últimos sete meses, por exemplo, os impactos ao meio ambiente foram minimizados de forma expressiva: nesse período foram coletados 48 kg de bitucas que deixaram de contaminar aproximadamente 60 mil litros de água.

Só em São Paulo, segundo a organização social “Rede Papel Bituca”, são jogadas no chão, diariamente, 34 milhões de pontas de cigarro, o que corresponde a 1,7 milhões de maços, que poderiam encher um apartamento de 70 metros quadrados. Para Marisa Coutinho, gerente de hotelaria da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo e uma das responsáveis pelo projeto, esses são números alarmantes.

cigarros no cinzeiro

“Os trabalhos de combate ao tabaco não devem se restringir apenas à conscientização da saúde, mas também da responsabilidade individual nesse processo de descarte, que pode ser nocivo para a saúde e para o ambiente coletivo”, afirma a gerente.

Como as bitucas de cigarro são classificadas como lixo tóxico Classe 1 (a mesma categoria dos resíduos hospitalares), pois carregam mais de 8 mil substâncias tóxicas somente no filtro, o projeto conta com parceria da Poiato Recicla, a primeira estação de coleta e reciclagem de resíduos de cigarro do Brasil. Os resíduos recolhidos são submetidos a um processo de reciclagem no qual são transformados em massa celulósica utilizando tecnologia 100% nacional desenvolvida pela UnB – Universidade de Brasília.

Para Marisa, a colaboração da população, clientes e funcionários da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo é o grande segredo para os bons resultados do projeto. “O sucesso do programa se dá pela colaboração dos usuários, preservando a limpeza do ambiente e a saúde de todos”.

Fonte: Hospital São Camilo