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A importância da reciclagem das bitucas de cigarro

Rede de Hospitais São Camilo coletou 48 kg de bitucas nos últimos sete meses, deixando de contaminar aproximadamente 60 mil litros de água

 

As bitucas de cigarro, apesar de parecerem inofensivas, são o lixo mais comum do mundo e responsáveis por poluírem o meio ambiente, entupir as redes fluviais das cidades, gerar incêndios e o principal: poluir litros de água.

A Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo tem como uma de suas metas de responsabilidade social, conscientizar, incentivar e organizar o descarte correto dos resíduos de cigarro em suas dependências e arredores. Nos últimos sete meses, por exemplo, os impactos ao meio ambiente foram minimizados de forma expressiva: nesse período foram coletados 48 kg de bitucas que deixaram de contaminar aproximadamente 60 mil litros de água.

Só em São Paulo, segundo a organização social “Rede Papel Bituca”, são jogadas no chão, diariamente, 34 milhões de pontas de cigarro, o que corresponde a 1,7 milhões de maços, que poderiam encher um apartamento de 70 metros quadrados. Para Marisa Coutinho, gerente de hotelaria da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo e uma das responsáveis pelo projeto, esses são números alarmantes.

cigarros no cinzeiro

“Os trabalhos de combate ao tabaco não devem se restringir apenas à conscientização da saúde, mas também da responsabilidade individual nesse processo de descarte, que pode ser nocivo para a saúde e para o ambiente coletivo”, afirma a gerente.

Como as bitucas de cigarro são classificadas como lixo tóxico Classe 1 (a mesma categoria dos resíduos hospitalares), pois carregam mais de 8 mil substâncias tóxicas somente no filtro, o projeto conta com parceria da Poiato Recicla, a primeira estação de coleta e reciclagem de resíduos de cigarro do Brasil. Os resíduos recolhidos são submetidos a um processo de reciclagem no qual são transformados em massa celulósica utilizando tecnologia 100% nacional desenvolvida pela UnB – Universidade de Brasília.

Para Marisa, a colaboração da população, clientes e funcionários da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo é o grande segredo para os bons resultados do projeto. “O sucesso do programa se dá pela colaboração dos usuários, preservando a limpeza do ambiente e a saúde de todos”.

Fonte: Hospital São Camilo

 

 

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Fundação do Câncer alerta sobre os riscos do tabagismo para o planeta

Desde a sua criação, uma das principais bandeiras da Fundação do Câncer é o controle do tabagismo, causa de diversas doenças, incluindo o câncer, e responsável por seis milhões de mortes por ano, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Hoje, 31 de maio, é comemorado o Dia Mundial Sem Tabaco para mobilizar instituições ao redor do mundo para a causa.

Engajada neste movimento, a Fundação promove a campanha online intitulada “Tabaco: Uma ameaça ao desenvolvimento”, criada pela OMS, para mostrar o impacto econômico do tabagismo no crescimento sustentável dos países e os riscos à saúde da população.

“O nosso objetivo é revelar para a população que os malefícios do tabaco vão muito além dos prejuízos que trazem ao fumante. A produção e consumo do tabaco geram impactos negativos para a economia, meio ambiente, saúde e para o futuro de cada país. O intuito é abrir os olhos da sociedade para esta questão”, diz a psicóloga Cristina Perez, da área de Promoção à Saúde da Fundação.

A instituição está realizando ações em seus diferentes canais nas redes sociais. As peças trazem imagens e frases sobre os efeitos do tabagismo na natureza e na vida das pessoas. Na campanha, também são apresentados dados relevantes sobre o desmatamento global, desigualdade social, poluição, custos para saúde, entre outros.

dia mundial sem tabaco e o planeta

Pela página da Fundação do Câncer também é possível obter dicas para deixar de fumar e prevenção para o câncer.

Dia Mundial sem Tabaco: dicas para largar o cigarro

 

A fumaça do cigarro contém milhares de substâncias que podem irritar as vias respiratórias e os olhos, além de várias substâncias cancerígenas ao ser humano. As pessoas expostas a essa fumaça têm maior risco de adquirir diversos tipos de doença, entre elas o câncer de pulmão, a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e doenças cardiovasculares, como o infarto agudo do miocárdio. Essas e outras informações sobre os prejuízos do cigarro para a saúde das pessoas – tanto fumantes passivos quanto ativos – ganham destaque com a chegada do Dia Mundial sem Tabaco, em 31 de maio.

Além de problemas para o próprio fumante, conviver com uma pessoa que fuma dentro de casa ou trabalhar por muitos anos em um local onde seja permitido fumar, elevam a probabilidade de adoecer. Conscientizar os tabagistas do risco que eles trazem às pessoas com as quais convivem pode ser de grande valia.

“O fumante precisa ter ciência do mal que está fazendo para ele e para os que estão em sua volta. O tabagismo pode ser combatido, desde que a pessoa queira parar de fumar. Em alguns casos, o médico pode até considerar a prescrição de medicações que auxiliem nesta jornada. Porém, elas não são adequadas para todos os pacientes, e não substituem uma orientação profissional adequada”, comenta Osmar Pedro Casseb Moretto, pneumologista da rede dr.consulta.

A rede dr.consulta possui diversos especialistas, inclusive pneumologistas e psicólogos, profissionais que podem ajudar as pessoas a deixarem o cigarro e cuidarem melhor da saúde.

Confira cinco dicas para largar o vício e parar de fumar

1. Reconhecer e evitar situações que lhe estimulem a fumar: o tabagista associa determinadas ações de sua vida cotidiana ao hábito de fumar, e é importante que estas situações sejam identificadas e evitadas. Um exemplo é a associação do consumo com bebida alcoólica ou café.

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2. Ter estratégias para driblar a fissura: a fissura é uma vontade súbita e intensa de fumar, com duração de poucos minutos. Algumas estratégias que podem ajudar neste período é mastigar alimentos com sabor forte (cravo, canela, gengibre), sair para uma caminhada ou até mesmo beber água. Procure a sua.

gengibre
3. Apoio da família e dos amigos: além do importante apoio motivacional que pessoas próximas podem oferecer, torná-los parte do processo evita situações de risco para recaídas.

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Lumpi/Pixabay

4. Motivação pessoal: razões não faltam para querer parar de fumar, mas a pessoa deve ter em mente aquelas que mais a motivam. Lembrar de suas maiores motivações ajuda a atravessar os momentos nos quais a vontade de fumar está mais forte.

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5. Auxílio profissional: pneumologista e psicólogos especializados em combate ao tabagismo podem ajudar neste processo.

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Obrigado por não fumar!

“Deixar de fumar é fácil, já tentei umas cem vezes”, disse Mark Twain. O pensador, com certeza, não foi o único e, como 31 de maio é o Dia Mundial de Combate ao Fumo, reunimos médicos de diferentes especialidades para falar dos males que esse hábito pode causar.

Dados do Instituto nacional do Câncer (INCA) mostram que o câncer é a segunda doença que mais mata no país, atrás apenas dos problemas cardiovasculares. Por isso, é preciso redobrar a atenção aos fatores de risco, sejam eles genéticos, do ambiente, ou relacionados ao estilo de vida. “Há dois fortes indícios de que os casos de câncer irão aumentar significativamente. Um deles é o fato de que, por gerações, a população não foi adepta a hábitos saudáveis. A outra é que, até 2050, o número de pessoas acima de 60 anos no Brasil deve triplicar”, pontua Miguel Torres, radio-oncologista da Radiocare.

Segundo ele, o tabagismo é o pior dos vícios, principal causa de morte evitável no mundo. Só no Brasil, o hábito é responsável por 30% dos casos fatais da doença, segundo o Inca. Apesar de estar diretamente relacionada ao câncer de pulmão, a droga também é responsável por parte dos diagnósticos de câncer de boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga e colo do útero, além de leucemias. “Além de prejudicar a própria saúde, o indivíduo que fuma expõe outras pessoas à fumaça do cigarro e as torna tabagistas passivos, triplicando a probabilidade de contrair a doença”, afirma Torres.

Câncer bucal pode atingir mais de 60% de tabagistas

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Muito associado ao câncer de pulmão, o tabagismo também pode ser corresponsável por mais de 60% dos casos de câncer de boca. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o fumo é um fator de risco para o surgimento de tumores nos lábios, gengivas e outras regiões da cavidade bucal. Para a cirurgiã-dentista Sílvia Reis, os fumantes são mais suscetíveis a doenças periodontais, “além dessas doenças, o tabaco também é extremamente prejudicial às células da mucosa da boca. Na fumaça, mais de 4 mil substâncias tóxicas podem ser identificadas, sendo 40 delas, no mínimo, cancerígenas”, enfatiza Sílvia. Outro aspecto alheio ao câncer bucal também deve ser observado, como a retração gengival, decorrente da doença na gengiva e no osso e da perda óssea, o que, quando ocasionada, pode gerar sensibilidade dentinária, cáries e até mesmo a perda total de um dente.

A pele também sente!

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A pele também sofre com os efeitos do cigarro. O tabaco já é considerado um dos principais fatores de envelhecimento precoce. O dermatologista Bruno Vargas explica que seus componentes acabam por diminuir o diâmetro dos vasos sanguíneos, o que faz com que a pele fique mal irrigada. A constante exposição à fumaça e ao calor também deixa a pele mais ressecada. “O resultado desse conjunto de fatores é que a pele torna-se amarelada e, em alguns casos, até cinzenta, devido à má circulação sanguínea”, explica.

Outra consequência grave causada pelo cigarro é a queda da produção de colágeno (fibra que dá sustentação à pele). “Com isso, a pele fica mais fina, perde a elasticidade e torna-se muito mais propensa a rugas profundas, já que o cigarro afeta a camada mais profunda”, explica Vargas. O ato de fumar implica também na formação de rugas ao redor da boca, devido aos movimentos repetitivos para puxar e soltar a fumaça e, também, ao redor dos olhos, que são contraídos quando ela é inalada.

Dia Mundial sem Tabaco: oncologista fala sobre a importância de parar de fumar

A fumaça do cigarro possui em torno de 4,7 mil substâncias tóxicas que trazem risco à saúde

A Organização Mundial de Saúde (OMS) escolheu o dia 31 de maio como o Dia Mundial Sem Tabaco com o objetivo de alertar a população sobre o perigo causado pelo hábito de fumar.

A entidade afirma que as doenças relacionadas ao tabaco matam mais que tuberculose, AIDS e malária juntas. Segundo estudo da organização no início deste ano, o tabagismo mata quase 6 milhões de pessoas anualmente, sendo 600 mil vítimas do fumo passivo. Até 2030, este número deve aumentar para 8 milhões.

No Brasil, em 25 anos, o número de fumantes diários caiu de 29% para 12% entre homens e de 19% para 8% entre mulheres. Mesmo assim, o país ainda ocupa lugar no ranking de número absoluto de tabagistas, com o total de 18 milhões de tabagistas, segundo pesquisa publicada no INCA (Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva).

Riscos do Tabagismo

De acordo com o oncologista Tiago Kenji Takahashi, médico especialista em câncer de pulmão no Instituto de Oncologia do Hospital Santa Paula (IOSP), o risco de câncer de pulmão em um ex-fumante será sempre maior quando comparado a alguém que nunca tenha fumado.

“Comparados aos não fumantes, os tabagistas têm cerca de 20 a 30 vezes mais risco de desenvolver o câncer de pulmão. Geralmente os sintomas aparecem apenas quando a doença já está avançada como: tosse frequente, mudança no padrão da tosse, tosse com sangue, rouquidão, chiado no peito, falta de ar e dor no tórax”, explica o especialista.

O câncer de pulmão pode ser classificado em I, II, III ou IV. O estágio I representa os tumores iniciais, II os tumores um pouco maiores, mas restritos aos pulmões, III os tumores avançados dentro do tórax, e IV são os tumores que já se disseminaram pelo organismo. O tratamento é feito com cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

“Costumo dizer para meus pacientes que hoje o maço de cigarros custa em média R$ 7,00. Em vinte anos, o indivíduo gastará em média R$ 50 mil, ou seja, se parar de fumar ele pode comprar um carro zero km ou fazer uma longa viagem para o exterior”, diz o oncologista.

Para quem convive com fumantes, o médico Takahashi aconselha evitar ao máximo o contato com o cigarro, estipulando a área externa como o único ambiente possível para quem quiser fumar. O médico afirma que o simples fato de ser fumante passivo já aumenta em 30% o risco de ter câncer de pulmão. “O tabagismo é uma doença crônica e transmissível, basta olhar alguém fumando para sentir vontade. É por isso que 85% dos tabagistas começam a fumar aos 16 anos. De 80% que tentam parar, apenas 3% conseguem”, afirmou.

Se o tabagista está em tratamento, é importante que a família e amigos saibam lidar com as possíveis recaídas. “Em média, é na terceira tentativa que a interrupção definitiva é alcançada pelo paciente”, conclui o médico.

Outras doenças

Além do câncer de pulmão, o cigarro pode causar cerca de 50 outras doenças, especialmente problemas ligados ao coração e à circulação.

De acordo com o médico, cada tragada é responsável pela inalação de aproximadamente 4,7 mil substâncias tóxicas. As principais são a nicotina, associada aos problemas cardíacos e vasculares (de circulação sanguínea); o monóxido de carbono (CO), que reduz a oxigenação sanguínea no corpo; e o alcatrão, que reúne vários produtos cancerígenos, como polônio, chumbo e arsênio.

Entre os principais danos ao corpo estão:

-Boca: mau hálito, irritação da gengiva, aparecimento de cáries, alteração nas papilas gustativas (que afeta o paladar) e aumento do risco de câncer de boca.

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-Cérebro: a dificuldade de circulação sanguínea pode comprimir os vasos e aumentar a pressão arterial, resultando em um derrame cerebral.

-Coração: aumento do colesterol total, da pressão arterial e da frequência cardíaca, que pode subir até 30% durante as tragadas. Além disso, todo fumante é mais propenso a ter infarto.

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Foto: Imelechon

-Corrente sanguínea: o fumante está mais sujeito a problemas relacionados à circulação como aneurisma, trombose, varizes e tromboangeíte obliterante, que afeta as extremidades do corpo, podendo levar à amputação de membros.

-Estômago: náuseas e irritação das paredes do estômago. As substâncias tóxicas do cigarro também podem gerar gastrite, úlcera e câncer no estômago.

-Fígado: a nicotina é metabolizada no fígado e, consequentemente, aumenta a chance de desenvolver câncer no órgão.

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Imagem: ABPH

-Pulmão: os tecidos dos pulmões perdem a elasticidade e são destruídos aos poucos. A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma dessas doenças e manifesta-se de duas maneiras: enfisema pulmonar e bronquite crônica. Das mortes provocadas por esses problemas, 85% estão associadas ao cigarro. Ela geralmente se desenvolve depois de muitos anos de agressão aos tecidos do pulmão por causa das toxinas do cigarro.

Como largar o cigarro

Parar de fumar não é uma tarefa simples, mas é possível. Seguem abaixo algumas dicas de Takahashi:

– No Brasil o tratamento farmacológico é o mais conhecido e inclui o uso de adesivos, medicações e goma de mascar;

– Existem vários grupos de apoio antitabagistas para orientar os pacientes que desejam parar de fumar. As pessoas se reúnem em grupos de autoajuda no mínimo uma vez por semana. Em alguns casos essa frequência pode ser ajustada para mais dias por semana;

– A abstinência é normal e dura somente alguns minutos. Neste momento, é aconselhável beber água, mascar chiclete ou comer algum doce;

– O indivíduo deve evitar bebidas alcoólicas e café, pois essas bebidas estimulam a vontade de fumar;

– A prática de exercício físico contribui muito na melhora respiratória. As atividades mais indicadas são natação, caminhada, corrida e ciclismo;

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Foto: Beglib/MorgueFile

– O apoio dos familiares é fundamental para o sucesso da recuperação do ex-fumante.

Benefícios para quem para de fumar

O médico ressalta alguns benefícios para o corpo:

– Após 20 minutos sem fumar a pressão sanguínea volta ao normal;

– 3 semanas sem cigarro resultam em uma circulação sanguínea adequada;

– De 5 a 10 anos, o risco de infarto é o mesmo de uma pessoa que nunca fumou;

– Pessoas que param de fumar aos 30 anos podem viver até dez anos mais;

– Quem para de fumar se torna menos ansioso e diminui o risco de calvície.

Sete dicas para abandonar o vício:

O oncologista listou abaixo sete dicas para quem quer parar de fumar:

1 – Em média, é na terceira tentativa que a interrupção definitiva é alcançada pelo paciente.

2 – Existem vários grupos de apoio antitabagistas para orientar os pacientes que desejam parar de fumar. As pessoas se reúnem em grupos de autoajuda no mínimo uma vez por semana. Em alguns casos essa frequência pode ser ajustada para mais dias por semana.

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3 – No Brasil, o tratamento farmacológico é o mais conhecido e inclui o uso de adesivos e goma de mascar.

4 – O indivíduo deve evitar bebidas alcoólicas e café, pois essas bebidas estimulam a vontade de fumar.

5 – A abstinência é normal e dura somente alguns minutos. Neste momento, é aconselhável beber água, mascar chiclete ou comer algum doce.

6 – A prática de exercício físico contribui muito na melhora respiratória. As atividades mais indicadas são natação, caminhada, corrida e ciclismo.

7 – Se o tabagista está em tratamento é importante que a família e amigos saibam lidar com as possíveis recaídas.

Fonte: Hospital Santa Paula

Dia Mundial Sem Tabaco: cigarro mata cerca de 130 mil brasileiros por ano

A cada três fumantes, dois morrem por causa de doenças relacionadas ao tabaco. Este e outros dados alarmantes fazem de hoje, 31 de maio, Dia Mundial Sem Tabaco, uma data importante para a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) intensificar a divulgação de informações e pesquisas científicas que comprovem os malefícios do fumígenos.

O Dia Mundial Sem Tabaco foi criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) há 30 anos, com o objetivo de reunir instituições de saúde, especialistas e sociedade civil para discutir políticas de redução do consumo de produtos derivados do tabaco.

O tema deste ano – “Tabagismo: uma ameaça ao desenvolvimento” – transcende aos assuntos sobre saúde e amplia o debate para os riscos sociais e econômicos decorrentes do fumo.

O Brasil é o 2º maior produtor mundial de tabaco e principal exportador da folha. “Estamos exportando um ‘veneno’, que após ser processado em cigarros, por exemplo, contém mais de 7 mil substâncias tóxicas. Em vez disso, poderíamos produzir mais alimentos para sanar a fome no país e no planeta”, argumenta o pneumologista Dr. Alberto José de Araújo, membro das Comissões de Tabagismo da Associação Médica Brasileira (AMB), Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) e Sociedade de Pneumologia e Tisiologia do Rio de Janeiro (SOPTERJ).

Além da questão econômica, o pólo de produção do tabaco, concentrado no sul do país, também apresenta problemas sociais e ambientais. “A indústria do tabaco cria toda sorte de obstáculos para impedir os fumicultores de saírem da secular monocultura do tabaco para a diversificação para outros cultivos de alimentos, cuja produção seja menos nociva ao ambiente e à própria saúde deles”, explica Araújo.

Enquanto os agricultores têm a saúde debilitada por causa dos agrotóxicos, na outra ponta, os consumidores de tabaco e seus derivados correm riscos ainda mais evidentes.

“O hábito de fumar encurta a expectativa de vida entre 8 e 15 anos, e pode causar cerca de 55 doenças. Estima-se que 130 mil brasileiros morram todos os anos por alguma enfermidade relacionada ao tabaco. As principais são: infarto do miocárdio, acidente vascular encefálico, doença pulmonar obstrutiva crônica, câncer de pulmão e em outros órgãos”, informa o pneumologista.

O especialista cita, ainda, os dados do Instituto Nacional de Câncer que constatam que, a cada 100 pacientes que desenvolvem câncer, 30 são fumantes. Além disso, 90% dos casos de câncer de pulmão são causados pelo tabagismo.

Principais medidas de controle vigentes no país

Diante de informações preocupantes, o Brasil tem avançado nas políticas de controle do tabagismo. Em relação à queda no consumo, o país passou de 34,8% de fumantes na população em 1989 para 14,7% em 2013, de acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE.

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As medidas mais eficazes adotadas por aqui foram a de prevenção do fumo passivo, por meio da lei 12546/11 (lei antifumo), em vigor desde 2014; a oferta de tratamento para a cessação do tabagismo, implantada desde 2004 na rede básica de saúde; o aumento da alíquota de impostos sobre os cigarros e estabelecimento de preço mínimo de produtos de tabaco, o que ajuda a inibir a iniciação de jovens ao tabagismo; além das advertências sobre os riscos à saúde nas embalagens, que tiveram grande evolução no país, passando de frases como “pode causar câncer” (anos 80 e 90), até a posição mais incisiva: “causa câncer”.

Fonte: SBPT

As doenças do cigarro

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o número de mortes pode chegar a oito milhões por ano até 2030

Todos sabem que fumar não faz bem para a saúde. O cigarro possui quase cinco mil substâncias tóxicas, dessas, 60 são cancerígenas. A mais conhecida entre essas substâncias é a nicotina, que está entre as que mais fazem mal ao organismo, além de ser a principal responsável pelo vício. Por se tratar de uma droga lícita, as pessoas conseguem comprar cigarros e fumar em diversos ambientes sem maiores problemas.

Segundo estudo divulgado em janeiro, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, o número de mortes relacionadas ao tabaco deve saltar de 6 para 8 milhões até 2030, desse total, estima-se que 80% ocorram em países de baixa e média renda. Ainda segundo a pesquisa, o número total de fumantes em todo o mundo vem aumentando.

Para Aier Adriano Costa, coordenador da equipe médica do Docway, o grande problema é que nem todos nem todos sabem que o cigarro pode desenvolver mais de 50 tipos de doenças no fumante e até mesmo nos não fumantes, mas que aspiram a fumaça.

“Quando o cigarro é tragado, a mucosa nasal fica irritada e as cordas vocais se dilatam. A voz fica rouca, os batimentos cardíacos aumentam, assim como a pressão arterial e a frequência respiratória, a digestão fica dificultada e ocorre um aumento na vasoconstrição. Tudo isso possibilita o desenvolvimento de diversas complicações”, explica o especialista.

mulher cigarro

Ainda segundo o médico, existem vários tipos de doenças, além do câncer, que podem ser causadas ou agravadas pelo cigarro, trazendo problemas para os mais variados sistemas do corpo humano.

– Sistema nervoso: a nicotina atinge o cérebro e vicia, causando, além da dependência, degeneração muscular, catarata e deficiência visual. O consumo frequente de cigarro também enfraquece o olfato e o paladar;

– Sistema respiratório: as substâncias do cigarro, quando inaladas, danificam os pulmões que, com o passar do tempo, perdem a sua capacidade de filtro. Isso faz com que os fumantes desenvolvam doenças como o enfisema, a bronquite crônica e a mais séria de todas: o câncer de pulmão;

– Sistema cardiovascular: a nicotina causa a constrição dos vasos sanguíneos e aumento na pressão arterial, fazendo o risco da formação de coágulos sanguíneos cresça e abra espaço para o acidente vascular cerebral. E isso vale não apenas para os fumantes de longa data, mas também para os passivos;

– Sistema digestivo: o cigarro, quando tragado, também pode gerar diversos problemas na boca, como a gengivite e a periodontite. Essas complicações levam ao mau hálito, às caries e até mesmo a perda de dentes. Além disso, os fumantes têm mais chances de desenvolver câncer de boca, garganta, laringe, esôfago, renal e pancreático.

cigarros no cinzeiro

Portanto, que tal pensar em parar de fumar o quanto antes?

Fonte: Docway

Quanto se economiza ao parar de fumar? por Reinaldo Domingos*

As restrições para o cigarro em ambiente coletivo são cada vez maiores em todo o território nacional e a expectativa é que essas cresçam ainda mais, seguindo as tendências internacionais na luta contra os males causados pelo tabagismo. E o combate a esse vício não trará só benefícios para a saúde física do consumidor, outro impacto muito importante é na saúde financeira da pessoa que fuma, com redução dos gastos com o produto e com os tratamentos de saúde.

A conta é simples, considerando que um cigarro custe R$ 5,00 (hoje a maioria das marcas custam muito mais), um fumante que consome dois maços de cigarro por dia gastará por mês R$ 300,00. Por ano o valor vai para R$ 3.600,00, e isso sem utilizar nas contas ganhos com investimentos. Mas, se esse dinheiro for investido por dez anos em uma aplicação com rendimento de 0,6% mensais e sem considerar a inflação, ao fim do período o ex-fumante terá de R$ 52.500,90 e em trinta anos serão R$ 380.767,63.

Esse custo no orçamento mensal das pessoas com certeza fará com que muitos repensem sobre a importância de manter esse vício. É lógico que esse risco é muito menor do que os físicos, entretanto, não podem negar que esse impacto reflete na economia diária do viciado e, aumentando o valor do produto, todos sentirão esse impacto.

Isso sem contar os gastos que um fumante terá nesse período com problemas de saúde, ocasionados pelo cigarro, e da perda de rendimento no trabalho em função do cansaço que esse vício proporciona e as famosas ‘paradinhas’.

Outro grande problema é que o ato de fumar não ocasiona problemas financeiros só para o viciado, o tabagismo gera uma perda mundial de centenas de bilhões de dólares por ano, sendo que a metade dela ocorre nos países em desenvolvimento. Esse valor é o resultado da soma de vários fatores, como o tratamento das doenças relacionadas ao tabaco, mortes de cidadãos em idade produtiva, maior índice de aposentadorias precoces, aumento no índice de falta ao trabalho e menor rendimento produtivo.

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Banco de imagens/Google

Assim, se você é fumante imagine: como você estará daqui a trinta anos se continuar a fumar? Sua saúde estará boa? Quanto você terá gasto? Agora imagine: se parar de fumar hoje e investir esse dinheiro, daqui trinta anos, além de ter uma qualidade de vida muito maior, ainda estará mais de R$ 380 mil mais rico. Com isso terá saúde e também mais dinheiro para aproveitar a vida!

*Reinaldo Domingos, educador financeiro, presidente da Associação Brasileira de Educação Financeira (Abefin), autor dos livros Terapia Financeira, Mesada não é só dinheiro, dentre outros.

Tabagismo é a principal causa de morte evitável no mundo

Considerado uma doença epidêmica pela OMS, o tabagismo se assemelha ao uso de drogas, como a cocaína, podendo causar dependência física, psicológica e, também, comportamental

Na data que comemoramos o Dia Mundial sem Tabaco, 31 de maio, um alerta: o tabagismo mata, anualmente, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de cinco milhões de pessoas, incluindo os fumantes passivos, aqueles que apenas respiram a fumaça

O tabagismo está relacionado a mais de 50 tipos de doenças. Além disso, 30% das mortes por câncer de boca, 90% das mortes por câncer de pulmão, 25% das mortes por doença do coração, 85% das mortes por bronquite e enfisema, e 25% das mortes por derrame cerebral, são decorrentes do uso prolongado da nicotina. Ele também está relacionado a impotência sexual, infertilidade em mulheres e homens, osteoporose e catarata.

Apesar de o cigarro ser o primeiro da lista quando se pensa em tabaco, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), todos os derivados dessa planta, que podem ser usados nas formas de inalação (cigarro, charuto, cachimbo, narguilé, cigarro de palha), aspiração (rapé) e mastigação (fumo-de-rolo), são nocivos à saúde. Além disso, o consumo desses produtos provoca a absorção de 4.720 substâncias tóxicas pelo organismo. Monóxido de carbono- também liberado pelo escapamento de automóveis -, nicotina – que causa dependência química -, e alcatrão – que é composto por cerca de 60 substâncias cancerígenas – também fazem parte da composição desses produtos.

Em apoio ao combate ao tabagismo, governos e instituições de todo o mundo têm se esforçado para reduzir o número de usuários. Por meio de restrições na publicidade de produtos que possuem esse composto, sobretaxando-os de impostos e investindo em campanhas publicitárias antitabaco e leis antifumo. O resultado dessas medidas se mostra eficaz no Brasil. O índice, que em 2008 era de 18,5% de fumantes no país, caiu para 14,7% em 2014, representando uma redução de 20,5%, de acordo com Pesquisa do Ministério da Saúde e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Portanto, existe uma saída para quem deseja parar de usar a substância, segundo Amândio Soares, oncologista da Oncomed BH: “Muitos dos riscos impostos à saúde pelo tabaco são revertidos após se abster do vício. Por exemplo, fumantes que interrompem o hábito antes dos 50 anos têm redução de até 50% no risco de morte em relação àqueles que continuam fumando”, afirma.

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Foto: DodgertonSkillhause/Morguefile

Tabagismo passivo

Até quem não fuma pode estar exposto às complicações que o uso do tabaco pode gerar. “O tabagismo passivo é a exposição à fumaça gerada a partir da queima do tabaco, possibilitando a ocorrência de doenças e agravos à saúde, mesmo de quem não fuma”, explica Amândio Soares. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo passivo já atinge cerca de 2 bilhões de pessoas e é considerado a 3ª maior causa de morte evitável no mundo

Você já sabe, mas é importante lembrar:

– Cada cigarro contém mais de 4000 substâncias nocivas, sendo 40 delas comprovadamente cancerígenas;
– A nicotina aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial;
– As células que protegem as artérias coronárias são prejudicadas;
– Fumar causa impotência, além de prejudicar a saúde de outras pessoas.

Fonte: Oncomed

31 de maio é o Dia Mundial sem Tabaco

Especialista do Hospital Santa Paula fala sobre a importância de parar de fumar

A fumaça do cigarro possui em torno de 4,7 mil substâncias tóxicas que trazem risco à saúde. A Organização Mundial de Saúde (OMS) escolheu o dia 31 de maio como o Dia Mundial Sem Tabaco com o objetivo de alertar a população sobre o perigo causado pelo hábito de fumar.

A entidade afirma que as doenças relacionadas ao tabaco matam mais que tuberculose, AIDS e malária juntas. Para se ter uma ideia, no mundo, morrem 6 milhões de pessoas por ano por causa do tabagismo, equivalente a uma morte a cada seis segundos.

Desde o fim do século 20, o câncer de pulmão se tornou uma das principais causas de morte evitáveis. É por isso que a OMS tem o objetivo de diminuir em 30% o número de fumantes até 2030.

O Ministério da Saúde divulgou uma baixa de 30,7% no número de fumantes em 2015. Mesmo assim, 200 mil pessoas morreram no ano passado em consequência do tabagismo.

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Riscos do Tabagismo

De acordo com o oncologista Tiago Kenji Takahashi, médico especialista em câncer de pulmão no Instituto de Oncologia do Hospital Santa Paula (IOSP), o risco de câncer de pulmão em um ex-fumante será sempre maior quando comparado a alguém que nunca tenha fumado.

“Comparados aos não fumantes, os tabagistas têm cerca de 20 a 30 vezes mais risco de desenvolver o câncer de pulmão. Geralmente os sintomas aparecem apenas quando a doença já está avançada como: tosse frequente, mudança no padrão da tosse, tosse com sangue, rouquidão, chiado no peito, falta de ar e dor no tórax”, explica o especialista.

O câncer de pulmão pode ser classificado em I, II, III ou IV. O estágio I representa os tumores iniciais, II os tumores um pouco maiores, mas restritos aos pulmões, III os tumores avançados dentro do tórax, e IV são os tumores que já se disseminaram pelo organismo. O tratamento é feito com cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

“Costumo dizer para meus pacientes que hoje o maço de cigarros custa em média R$ 7,00. Em vinte anos, o indivíduo gastará em média R$ 50 mil, ou seja, se parar de fumar ele pode comprar um carro zero km ou fazer uma longa viagem para o exterior”, diz o oncologista.

Para quem convive com fumantes, o médico Takahashi aconselha evitar ao máximo o contato com o cigarro, estipulando a área externa como o único ambiente possível para quem quiser fumar. O médico afirma que o simples fato de ser fumante passivo já aumenta em 30% o risco de ter câncer de pulmão. “O tabagismo é uma doença crônica e transmissível, basta olhar alguém fumando para sentir vontade. É por isso que 85% dos tabagistas começam a fumar aos 16 anos. De 80% que tentam parar, apenas 3% conseguem”, afirmou.

Se o tabagista está em tratamento, é importante que a família e amigos saibam lidar com as possíveis recaídas. “Em média, é na terceira tentativa que a interrupção definitiva é alcançada pelo paciente”, conclui o médico.

Outras doenças

Além do câncer de pulmão, o cigarro pode causar cerca de 50 outras doenças, especialmente problemas ligados ao coração e à circulação.

De acordo com o médico, cada tragada é responsável pela inalação de aproximadamente 4,7 mil substâncias tóxicas. As principais são a nicotina, associada aos problemas cardíacos e vasculares (de circulação sanguínea); o monóxido de carbono (CO), que reduz a oxigenação sanguínea no corpo; e o alcatrão, que reúne vários produtos cancerígenos, como polônio, chumbo e arsênio.

Entre os principais danos ao corpo estão:

-Boca: mau hálito, irritação da gengiva, aparecimento de cáries, alteração nas papilas gustativas (que afeta o paladar) e aumento do risco de câncer de boca.

-Cérebro:  dificuldade de circulação sanguínea pode comprimir os vasos e aumentar a pressão arterial, resultando em um derrame cerebral.

-Coração: aumento do colesterol total, da pressão arterial e da frequência cardíaca, que pode subir até 30% durante as tragadas. Além disso, todo fumante é mais propenso a ter infarto.

-Corrente sanguínea: o fumante está mais sujeito a problemas relacionados à circulação como aneurisma, trombose, varizes e tromboangeíte obliterante, que afeta as extremidades do corpo, podendo levar à amputação de membros.

-Estômago: náuseas e irritação das paredes do estômago. As substâncias tóxicas do cigarro também podem gerar gastrite, úlcera e câncer no estômago.

-Fígado: a nicotina é metabolizada no fígado e, consequentemente, aumenta a chance de desenvolver câncer no órgão.

-Pulmão: os tecidos dos pulmões perdem a elasticidade e são destruídos aos poucos. A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma dessas doenças e manifesta-se de duas maneiras: enfisema pulmonar e bronquite crônica. Das mortes provocadas por esses problemas, 85% estão associadas ao cigarro. Ela geralmente se desenvolve depois de muitos anos de agressão aos tecidos do pulmão por causa das toxinas do cigarro.

Como largar o cigarro

Parar de fumar não é uma tarefa simples, mas é possível. Seguem abaixo algumas dicas do médico Tiago Kenji Takahashi:

– No Brasil o tratamento farmacológico é o mais conhecido e inclui o uso de adesivos e goma de mascar;
– Existem vários grupos de apoio antitabagistas para orientar os pacientes que desejam parar de fumar. As pessoas se reúnem em grupos de autoajuda no mínimo uma vez por semana. Em alguns casos essa frequência pode ser ajustada para mais dias por semana;
– A abstinência é normal e dura somente alguns minutos. Neste momento, é aconselhável beber água, mascar chiclete ou comer algum doce;
– O indivíduo deve evitar bebidas alcoólicas e café, pois essas bebidas estimulam a vontade de fumar;
– A prática de exercício físico contribui muito na melhora respiratória. As atividades mais indicadas são natação, caminhada, corrida e ciclismo;
– O apoio dos familiares é fundamental para o sucesso da recuperação do ex-fumante.

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Foto: Imelechon

Benefícios para quem para de fumar

De acordo com o INCA – Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva, estima-se que haverá cerca de 600 mil novos casos de câncer de pulmão no país ainda em 2016. Para fugir desta estatística, o médico ressalta que:

– Após 20 minutos sem fumar a pressão sanguínea volta ao normal;
– 3 semanas sem cigarro resultam em uma circulação sanguínea adequada;
– De 5 a 10 anos, o risco de infarto é o mesmo de uma pessoa que nunca fumou;
– Pessoas que param de fumar aos 30 anos podem viver até dez anos mais;
– Quem para de fumar se torna menos ansioso e diminui o risco de calvície.

Sete dicas para abandonar o vício:

O oncologista listou abaixo sete dicas para quem quer parar de fumar:

1 – Em média, é na terceira tentativa que a interrupção definitiva é alcançada pelo paciente.

2 – Existem vários grupos de apoio antitabagistas para orientar os pacientes que desejam parar de fumar. As pessoas se reúnem em grupos de autoajuda no mínimo uma vez por semana. Em alguns casos essa frequência pode ser ajustada para mais dias por semana.

3 – No Brasil, o tratamento farmacológico é o mais conhecido e inclui o uso de adesivos e goma de mascar.

4 – O indivíduo deve evitar bebidas alcoólicas e café, pois essas bebidas estimulam a vontade de fumar.

5 – A abstinência é normal e dura somente alguns minutos. Neste momento, é aconselhável beber água, mascar chiclete ou comer algum doce.

6 – A prática de exercício físico contribui muito na melhora respiratória. As atividades mais indicadas são natação, caminhada, corrida e ciclismo.

7 – Se o tabagista está em tratamento é importante que a família e amigos saibam lidar com as possíveis recaídas.

Fonte: Hospital Santa Paula