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Depressão e estresse: os ladrões da libido feminina

Para um dos maiores estudiosos da mente humana da história, Sigmund Freud, a libido é a força motriz da vida sexual. Para ele, inclusive, o desejo sexual é o que nos motiva e nos dá forças para nossas tarefas diárias. Porém, para uma boa parcela das brasileiras, incluindo as mais jovens, nada anda mais em baixa do que a libido. Segundo o estudo Mosaico 2.0, do Projeto Sexualidade da Universidade de São Paulo (SP), uma em cada três entrevistadas tem dificuldade em se interessar pelo sexo.

De acordo com psicóloga e neuropsicóloga, Carolina Marques, cofundadora da Estar Saúde Mental, atualmente a falta de desejo sexual atinge mulheres e homens. Entretanto, a mulher apresenta algumas peculiaridades que faz com que a prevalência da queda ou da ausência da libido seja mais alta nelas do que neles.

Montanha-russa hormonal

“As mulheres são marcadas pela oscilação dos hormônios sexuais durante toda a vida. Além das mudanças hormonais típicas do ciclo menstrual, há aquelas que ocorrem durante a gravidez, no pós-parto e na menopausa. Até mesmo o anticoncepcional, dependendo do tipo, pode reduzir a libido”, explica Carolina.

Além de lidar com a montanha-russa hormonal, as mulheres têm duas vezes mais risco de desenvolver o estresse, a ansiedade e a depressão, transtornos que mexem muito com o desejo sexual. “Aliado a esses dois fatores, precisamos levar em conta que a mulher moderna, em geral, trabalha fora, cuida dos filhos e do lar, numa tripla jornada exaustiva. Portanto, a chance de pensar em sexo no final do dia, pode ser realmente mínima”, conta a especialista.

casal separado
Como a depressão afeta o sexo

A depressão afeta 11,5 milhões de brasileiros, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), sendo o Brasil o país com maior prevalência da doença na América Latina e nas Américas só perde mesmo para os Estados Unidos. Um dos sintomas da depressão é justamente a queda ou a perda da libido.

“A depressão afeta o funcionamento normal da mente e isso se reflete na vontade de fazer sexo de várias maneiras. Uma delas é que para despertar o desejo sexual precisamos usar a imaginação, ter fantasias, ideias ou lembranças. Além disso, exige uma disponibilidade para a estimulação dos sentidos, do contato com o outro. Mas, as pessoas deprimidas tendem a se isolar socialmente e ficar mais apáticas, o que também impacta na libido. Sem contar que o efeito colateral mais comum de vários antidepressivos é justamente a perda da libido ou a dificuldade de se atingir o orgasmo”, explica Carolina.

Estresse crônico afeta sexualidade

Outro fator que pode detonar a vida sexual é o estresse, presente em 70% da população economicamente ativa no Brasil. Um estudo mostrou que o aumento dos níveis do cortisol, o hormônio do estresse, interfere na resposta sexual das mulheres.

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Sexo alivia o estresse

Os motivos para a baixa da libido, como vimos, são quase óbvios. Porém, a pergunta que fica é: será que tem solução? “Uma vida sexual saudável é um dos pilares da qualidade de vida. Mas, a sexualidade é muito individual. Há pessoas que não sentem necessidade ou falta de manter relações sexuais e convivem muito bem com isso. Já para quem gosta de sexo e enfrenta problemas nessa área, o ideal é procurar ajuda”, comenta Carolina.

Descartados os problemas físicos, a psicoterapia pode ajudar muito a recuperar o desejo sexual e ter mais alegria debaixo dos lençóis. Carolina explica que para recuperar a libido é preciso identificar o que a está afetando, como depressão, estresse, insônia, cansaço, pós-parto etc. A partir disso, é possível tratar a condição e melhorar a sexualidade.

Além do tratamento por meio da psicoterapia, por exemplo, é bom lembrar que o sexo é uma ótima maneira de relaxar, já que libera neurotransmissores responsáveis pela sensação de bem-estar e prazer. Então, depois de um dia estressante, fazer sexo pode ser, sim, uma boa ideia.

Fonte: Estar Saúde Mental

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Excesso de açúcar aumenta em 23% os casos de depressão, diz estudo

Segundo o psiquiatra e pesquisador do Programa de Transtornos afetivos (GRUDA) do Hospital das Clínicas da USP, Diego Tavares, excesso de açúcar pode levar à depressão porque reduz os níveis do chamado fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF) que auxilia na manutenção do funcionamento do sistema nervoso.

A comprovação veio de um estudo que foi publicado no final do mês de julho deste ano que mostrou que as dietas com alto teor de açúcar, por exemplo com refrigerantes e doces, podem estar associadas a um maior risco de problemas cerebrais como ansiedade e depressão. A pesquisa foi feita na Universidade de Londres, Reino Unido e foi publicada na revista científica internacional Scientific Reports.

“Os resultados mostram efeito adverso de longo prazo na saúde mental dos homens, ligado ao excessivo consumo de açúcar proveniente de alimentos e bebidas doces. Altos níveis de consumo de açúcar já haviam sido relacionados a uma prevalência mais alta de depressão em diversos estudos anteriores. No entanto, até agora, cientistas não sabiam se a ocorrência do problema mental desencadeava um consumo maior de açúcar, ou se os doces é que levavam à depressão”, explica o psiquiatra.

Para descobrir se a voracidade por açúcar é causa ou consequência dos problemas mentais, os cientistas analisaram os dados de 8.087 homens britânicos com idades entre 39 e 83 anos, analisados por 22 anos. As descobertas foram feitas com base em questionários sobre a dieta e a saúde mental de participantes. Para um terço dos homens – aqueles com maior consumo de açúcar -, houve um aumento de 23% na ocorrência de problemas mentais após cinco anos, independentemente de obesidade, comportamentos relacionados à saúde, do restante da dieta e de fatores sociodemográficos. O fato de os sujeitos da pesquisa terem sido homens auxilia a entender que os resultados não foram influenciados pelo sexo, já que o sexo feminino tem maior incidência de depressão e ansiedade devido a fatores hormonais.

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O consumo de açúcar foi medido por 15 itens que incluem refrigerantes, sucos industrializados, doces, bolos, biscoitos e açúcar adicionado ao café. Para homens, foi considerado alto consumo uma quantidade maior que 67 gramas por dia e, para mulheres, acima de 50. A Organização Mundial da Saúde recomenda uso máximo de 50 gramas por dia e aponta que o ideal é não passar dos 25.

Um estudo americano de 2015, exclusivamente com mulheres, também encontrou associação entre alto consumo de açúcar e depressão, mostrando que os resultados não se restringem ao sexo masculino.

“Há várias explicações biológicas plausíveis para a associação. A principal delas é que o açúcar reduz os níveis do chamado fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF, na sigla em inglês), que ajuda no desenvolvimento de tecidos cerebrais. Quando o BDNF cai costuma ocorrer uma atrofia do hipocampo, área do cérebro que além da memória também regula o estado de humor”, finaliza Tavares.

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Fonte: Diego Tavares é graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Botucatu – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (FMB-UNESP) em 2010 e residência médica em Psiquiatria pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPQ-HC-FMUSP) em 2013. Psiquiatra Pesquisador do Programa de Transtornos Afetivos (GRUDA) e do Serviço Interdisciplinar de Neuromodulação e Estimulação Magnética Transcraniana (SIN-EMT) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPQ-HC-FMUSP) e coordenador do Ambulatório do Programa de Transtornos Afetivos do ABC (PRTOAB)

 

 

Como diagnosticar e curar depressão em pets

Além dos humanos, doença psicológica também pode atingir animais
de várias espécies e raças

A depressão é um distúrbio mental comum entre as pessoas, mas que pode se manifestar, por diversos fatores, também em animais, como cães e gatos. Com o objetivo de alertar sobre os sintomas que levam ao diagnóstico precoce e às formas de melhorar a saúde dos pets, especialista da DrogaVET orienta tutores a identificar as mudanças comportamentais atreladas à patologia.

“A principal causa da depressão em pets, principalmente em cães, é a constante ausência do tutor. Com o cotidiano corrido é normal que os donos tenham de ficar muito tempo fora de casa, deixando o animal sozinho por longos períodos diários. A chegada de outro animal e o nascimento de bebês são outros motivos que também podem gerar ansiedade, insegurança e tédio nos pets, além de fatores que venham a modificar a rotina e o relacionamento entre o animal e dono, tais como: mudanças de hábitos, horários, novo integrante na família ou na casa, acarretando, consequentemente no quadro depressivo”, explica a médica veterinária da DrogaVET Bauru, Ana Carla Bruscki.

Segundo a especialista, animais depressivos demonstram apatia, falta de apetite e ânimo para brincar e interagir. Dessa forma, os tutores devem estar atentos às mudanças de hábitos dos pets e a atitudes compulsivas como: lamber e morder as próprias patas de maneira excessiva. Além disso, esses comportamentos podem causar ainda outros problemas de saúde: dermatites e perda de peso. Há ainda raças de cães que estão mais suscetíveis à depressão, como, por exemplo, Poodle, Yorkshire e Pinscher por terem um grau de dependência humana maior, requerendo atenção redobrada.

cachorro deitado

Para evitar que os animais entrem em depressão é importante levá-los para passear e estimular a prática de exercício físico uma vez ao dia e acostumá-los à rotina de trabalho e horários do tutor, assim o pet perceberá que há ausência, mas que a mesma será recompensada com a chegada do tutor.

“Com a chegada de outro animal ou bebê, os tutores devem ter cuidado para que o animal mais velho não se sinta abandonado. Uma das maneiras para que o pet não se sinta excluído é inseri-lo na nova rotina e configuração familiar”, pontua a Ana Carla.

O tratamento mais indicado para casos de depressão diagnosticada é manter o cão ativo com brincadeiras, passeios ao ar livre e até adestramento. No caso dos felinos, dispor de lugares onde possam escalar ou se esconder é o mais indicado. Eles podem apresentar comportamento agressivo somados a miados altos e frequentes quando estão depressivos.

gato silhueta noite

“No mercado veterinário já existem florais para pets, destinados ao combate de problemas psicológicos como a depressão. A consulta com o veterinário, entretanto, é indispensável para que ele possa prescrever a melhor posologia de acordo com o quadro clínico do paciente animal”, argumenta Ana. Nos laboratórios da DrogaVET esses medicamentos naturais são manipulados de acordo com as especificidades de cada caso e podem ser feitos no sabor preferido do pet .

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Foto: Ephraim Perfect

“Os florais podem ser administrados em qualquer estágio da doença, idade ou mesmo concomitante a outro medicamento. Além disso, são menos agressivos, pois não causam efeitos colaterais e é um medicamento de baixo custo para o dono”, informa a especialista, lembrando que o ideal é estar sempre atento às mudanças comportamentais dos pets, garantindo um diagnóstico precoce e, consequentemente, melhoria na qualidade de vida e saúde dos seus melhores amigos.

Fonte: DrogaVet

Setembro Amarelo: psiquiatra alerta para os três sinais de depressão

Este mês é da campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, com o objetivo direto de alertar a população a respeito da realidade dos problemas mentais que levam a tantos casos de morte no Brasil e no mundo. Diego Tavares, psiquiatra e pesquisador do programa de transtornos afetivos (GRUDA) do Hospital das clínicas da USP, fala alerta sobre os três principais sinais de alerta para identificar quando uma tristeza passa a ser depressão.

1- Alteração no humor por pelo menos 2 semanas

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Quando o estado de humor se altera de forma persistente e diferente do temperamento normal da pessoa fazendo ela se sentir para baixo e sem esperança na maior parte do dia, quase todos os dias, por pelo menos duas semanas, pode estar ocorrendo uma desregulação cerebral de áreas relacionadas ao humor, impulsos (vontade) e energia. Esse quadro pode ser engatilhado por algum evento negativo na vida da pessoa ou pode aparecer espontaneamente, não importa muito se o quadro apresentou algum “desencadeante” porque sabemos hoje que uma parte desses quadros se segue a um estressor psicológico ou de vida, mas muitos não.

“Isso acontece porque cada vez mais sabemos que depressão pode ocorrer mesmo em pessoas que passaram por eventos aversivos ou negativos na vida, a diferença é que se a pessoa não tem predisposição a um transtorno do humor, o cérebro se adapta a situação estressora sem alterar seu funcionamento, ao passo que no depressivo, a vivência de estresse e tristeza normal se prolonga para um quadro persistente e distorcido que compõe junto com outros sintomas uma síndrome cerebral psiquiátrica que denominados de depressão”, diz o psiquiatra.

2- Cansaço excessivo

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Os níveis de energia da pessoa caem e ela se torna fadigada e sem forças, mesmo estando descansada e sem ter feito muita coisa, essa sensação persiste. “Tudo isso porque tanto a energia quanto a disposição física, estão no cérebro, que é o órgão responsável por fornecer o vigor físico e na depressão isso fica reduzido”, comenta o médico.

3- Sem vontade nem para falar

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Os impulsos e a vontade do individuo ficam reduzidas. A pessoa fica mais indecisa pra fazer as coisas, procrastina tudo, se isola, não faz quase nenhum plano, se retrai mais, tem menos ânimo pra tomar banho ou se alimentar e normalmente fica sem vontade para falar, para interagir, para se divertir, para fazer exercícios e até para viver. “Esses sintomas indicam que a pessoa precisa de ajuda médica, já que ela não se sente bem por estar sentindo isso, mas não consegue dar a voltar por cima. O principal a entender é que pessoas com depressão devem ser tratadas como doentes, assim como aquelas que sofrerem de qualquer outra doença física, a única diferença é que depressão não é visível, como por exemplo, um pé quebrado que impede tanto quanto, uma vida normal”, completa o psiquiatra.

Fonte: Diego Taraves é graduado em medicina pela Faculdade de Medicina de Botucatu – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (FMB-UNESP) em 2010 e residência médica em Psiquiatria pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPQ-HC-FMUSP) em 2013. Psiquiatra Pesquisador do Programa de Transtornos Afetivos (GRUDA) e do Serviço Interdisciplinar de Neuromodulação e Estimulação Magnética Transcraniana (SIN-EMT) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPQ-HC-FMUSP) e coordenador do Ambulatório do Programa de Transtornos Afetivos do ABC (PRTOAB).

 

 

 

 

 

Terapias e técnicas para viver bem

Traumas, distúrbios, vícios, fobias e depressão são os temas mais comentados nos últimos anos, cada vez mais as pessoas estão perdendo suas características e se desesperando perante à sociedade. Muitas vezes a angustia e aflição pela falta de conhecimento pessoal e entendimento distorcido pode manifestar doenças graves e até o suicídio.

Célia Siqueira que é formada em Psicologia e Teologia, atua como grafóloga (pessoal, criminal e empresarial), psicoterapeuta, quiróloga, psicanalista, terapeuta holística e escritora, utiliza técnicas diferenciadas em suas terapias e ensinamentos para auxiliar no autoconhecimento e tratamentos complexos.

Para trabalhar medos, transtornos e ansiedade, utiliza métodos da Terapia Cognitiva (TC), aplicada para identificar pensamentos distorcidos e interpretar situações específicas, ou seja, busca a raiz do problema e assim cria a estratégia ideal para solucioná-lo.

“A cada dia me deparo com pessoas que buscam alternativas para viver melhor, para superar suas frustações, dificuldades e até distúrbios psicológicos. Muitas vezes o que parece ser complicado é muito mais simples do que as pessoas imaginam, porém se a procura por especialista não for rápida, pode-se acarretar outros problemas piores, aumentando ainda mais a dificuldade de solução”, diz Célia.

A Programação Neolinguística (PNL) é um dos métodos mais utilizados em profissionais de diversas áreas, além de ampliar a percepção sobre o que acontece ao redor, tanto na vida pessoal quanto na profissional, amplia a capacidade de comunicação e contato interpessoal, faz com que a pessoa compreenda a si mesmo e descubra seus pontos positivos, e os utilizam de forma motivacional.

mulher prece rezando

Já a Terapia de Vidas Passadas (TVP), atualmente muito utilizada também, busca soluções mais profundas através da memória inconsciente, o evento traumático ou chocante do passado que está gerando sofrimentos e problemas no momento. Através das sessões de hipnose, a revivência de vidas passadas e até no útero, podem auxiliar na solução tanto de casos simples até os mais graves.

Célia Siqueira atende em seu espaço localizado na zona sul de São Paulo, o Instituto Célia Siqueira e também presta consultoria para pessoas e organizações de outros estados e países.

Especialista explica a visão da medicina chinesa sobre o suicídio

Para os religiosos, um pecado; para os médicos, uma patologia; e para a maioria da sociedade um grande tabu. Assim é visto o suicídio que, apesar de ser uma questão de saúde pública e alvo principal da Campanha Setembro Amarelo – que tem o objetivo de conscientizar sobre a valorização da vida -, ainda não é discutido como deveria, se tornando um mal silencioso. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, 800 mil pessoas se suicidam no mundo e, a cada 40 segundos, uma pessoa tenta se matar. No Brasil, são 32 brasileiros mortos por dia, taxa superior às vítimas da Aids e da maioria dos tipos de câncer.

Na visão da Medicina Chinesa, tanto a saúde quanto a doença – ou a vida e a morte – fazem parte do mesmo aspecto e precisam ser considerados em sua plenitude. “Negar pensamentos suicidas não é eficaz, negar sentimentos depressivos não é efetivo. É muito importante que qualquer pessoa possa conversar para tentar resolver as próprias emoções. Não adianta só falar para quem está sofrendo pensar positivo. Isso não funciona no estado depressivo. As pessoas precisam se preocupar em interagir com as outras, de uma forma mais autêntica, vivencial e presencial. Estamos cada vez mais solitários. A agitação faz com que haja pouca interação presencial. Nós interagimos muito mais virtualmente e o mundo virtual não permite a emoção”, afirma Márcia Lika Yamamura, diretora do Centro de Estudo e Pesquisa da Medicina Chinesa.

acupuntura

Para a especialista, o suicídio é somente um desfecho de um processo que vem acometendo a pessoa durante um longo período. Diante disso, é muito importante que familiares ou pessoas próximas prestem atenção nos pequenos sinais, como princípio de depressão, embotamento social e introspecção.

“Todo mundo dá sinais de depressão e doenças. Assim, é muito melhor ajudar alguém no início do processo e não no final”, comenta Márcia, fazendo um alerta aos pais. “O combate deve começar lá na base, na infância. Converse muito com o seu filho, saiba o que passa na cabeça dele, já que tudo, desde a barriga da mãe, está sendo registrado em sua memória e vai ser armazenado como uma emoção. É importante que todos saibam que a partir do momento em que é elaborado de forma inconsciente que não vale a pena viver nós estamos deflagrando o processo de adoecimento”, diz.

Outro ponto ressaltado por ela e que deve ser considerado é a maneira como as pessoas enxergam quem está do lado, sejam pais, filhos, companheiros e até ela própria. “Muitas vezes olhamos para tudo o que é externo e não olhamos para dentro. As emoções e tudo de ruim que passamos ao longo da vida vão sendo ‘engavetados’ e isso tem um preço. Muitas vezes, a mente elabora que não vale a pena viver. Chegar à conclusão que vale a pena morrer pode, num estágio muito precoce, provocar uma doença de algum órgão interno. Essa é a filosofia da medicina chinesa. Quando nós pensamos ‘perdi a alegria de viver’, ‘para que viver?’ ou ‘por que Deus não me leva’, nós já estamos doentes há algum tempo”, explica.

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O que muitas pessoas também não se dão conta é que a acupuntura, uma das esferas da medicina chinesa, é também um importante aliado na redução de danos e prevenção do suicídio. Ela age na desordem mental, por meio da coordenação entre o yin (negativo) e o yang (positivo), além de ser um método efetivo contra a depressão, que é o gatilho que mais contribui para uma pessoa tirar a própria vida.

Fonte: Márcia Lika Yamamura é professora colaboradora do Setor de Medicina Chinesa-Acupuntura da Disciplina de Ortopedia do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da UNIFESP / EPM. Supervisora do PRM Acupuntura da UNIFESP. Mestre em Epidemiologia pelo Departamento de Medicina Preventiva da UNIFESP. Diretora Científica do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura (CMBA). Diretora do Center AO (Centro de Estudo e Pesquisa da Medicina Chinesa).

 

 

Amor a quatro patas

A interação com animais estimação auxilia na promoção de relacionamentos e é importante para a saúde mental

A maior feira de exposição de animais da América Latina, a 40ª Expointer, que terminou no início deste mês em Esteio, no Rio Grande do Sul, colocou em destaque a relação do humano com seus animais de estimação.

Quem habitualmente frequenta esse tipo de evento sabe do carinho e apreço que os tutores têm pelos animais. Mas essa relação vai muito além e impacta no desenvolvimento pessoal e na saúde mental. “Na infância, por exemplo, os animais de estimação auxiliam na promoção dos relacionamentos, cuidados, limites e desenvolvimento de empatia”, explica Michael Zanchet, psicólogo do Kurotel – Centro Médico e Spa de Longevidade de Gramado.

cachorro feliz

A interação com animais de estimação, independentemente da espécie, é capaz de promover importantes benefícios à saúde mental. “Um exemplo é quando você chega em casa e seu cão ou gato está à sua espera na porta, solicitando carinho ou um passeio. Isso repercute emocionalmente no seu dono de forma positiva”, revela o especialista, incluindo todo o tipo de espécie nessa interação.

cavalo
Pixabay

Segundo Zanchet, animais como o cavalo, muito utilizados em exibições como a Expointer, denotam potência, exuberância, uma figura de poder: “O cavalo dá a sensação, para quem monta, de sentir-se livre e dominado ao mesmo tempo”. Além disso, eles são muito utilizados na equoterapia, método terapêutico e educacional, que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar com o objetivo de promover o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas portadoras de necessidade especiais ou com alguma deficiência.

mulher e gato

Seja como for, o animal, apesar de não falar, expressa lealdade ao seu tutor e sempre está no aguardo do carinho, da brincadeira e da chegada dessa pessoa. Recurso saudavelmente utilizado por quem mora sozinho, casais que vêm seu ninho vazio, aqueles que optam em não ter filhos, os animais também são auxiliares no processo de luto e nos conflitos pessoais.

Fonte: Kurotel 

Crise econômica e depressão no local de trabalho

O país vive a maior crise econômica de sua história, o que vem refletindo diariamente no mercado de trabalho. Desemprego, instabilidade financeira e incertezas. Quem está sem emprego precisa lutar para sair dessa situação e quem está empregado, enfrenta todos os dias uma verdadeira batalha dentro da empresa. Uma disputa pela sobrevivência. Não é por acaso que os números de pessoas doentes têm crescido. Em especial, as doenças de foro mental e psicológico, como o estresse e a depressão.

Atualmente, a depressão é a principal causa de problemas de saúde, afastamento do mercado de trabalho e incapacidade em todo o mundo. De acordo com dados e estimativas divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 300 milhões de pessoas no mundo todo convivem com a depressão, um aumento de quase 20% entre os anos de 2005 e 2015.

A OMS tem como tema central de sua campanha anual de saúde a doença. Com o nome “Depressão: vamos conversar”, tem como objetivo geral abrir espaço para discussões, fazendo com que mais pessoas, diagnosticadas ou não, busquem e obtenham ajuda. As estimativas ainda preveem que até 2020, esta será a doença mais incapacitante do planeta e, por isso, precisa ser tratada com atenção.

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A psicóloga Marilene Kehdi explica que o ambiente de trabalho negativo ou tóxico pode ser responsável pelo quadro de depressão dos pacientes: “Com a economia no estado que estamos vendo, os funcionários lutam para manter o seu emprego e os empresários precisam manter a empresa ativa. Essa combinação pode ser muito perigosa. Gerando abuso da parte dominante e que detém o poder financeiro. E o empregado, muitas vezes, aceita comportamentos abusivos por medo de perder a estabilidade”.

Especialista em doenças psicossomáticas e autora de sete livros, ela explica ainda que os ambientes negativos podem surgir também por má gestão. “Funcionários insatisfeitos e inseguros com relação ao futuro, fofocas nos corredores e o clima de pessimismo acaba contaminando todo um setor”, detalha.

Manter um ambiente equilibrado e blindado dessas incertezas é um desafio para empresários, gestores, coordenadores e também, funcionários. Conversar sobre o momento atual, palestras motivacionais, identificar colegas de trabalho com quadros de depressão e oferecer ajuda, são algumas das possibilidades que podem desintoxicar o ambiente de trabalho.

Fonte: Marilene Kehdi é psicóloga, escritora, palestrante e fundadora do Portal Psicodicas. Especialista em atendimento clínico. Pós graduada em Psicossomática e Psicopatologia. Com aprimoramento em Psicologia Hospitalar, Neuropsicologia, Psicofarmacologia e Saúde Mental. Pós graduanda em Geriatria e Gerontologia Social.

 

Depressão: morte de Chester Bennington traz o tema de volta

Esta semana perdemos o vocalista do Linkin Park, Chester Bennington. O cantor, de 41 anos, se enforcou em sua casa, em Los Angeles. Bennington era casado pela segunda vez e deixou seis filhos. Sua luta contra o vício de drogas e álcool por anos era conhecida. Em entrevistas, ele havia dito ter considerado o suicídio no passado, após ter sido abusado na infância. Ele era um amigo bem próximo do também cantor Chris Cornell, que cometeu suicídio em maio deste ano.

“Mais uma morte causada pela depressão. É a doença do século, é o mal da humanidade, é o Ebola que mata lentamente. É o grito que não saiu pela garganta, a dor que dói em linha reta e constante, para nunca ser esquecida, o sorriso forçado, a palavra não dita, o pesadelo que virou realidade”, afirma o psiquiatra Leonardo Verea.

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Chester Bennington em destaque na capa de um dos álbuns de sua banda Link Park

É realmente um tema preocupante. Com as mudanças ocorridas no estilo de vida dos brasileiros, os transtornos psicológicos e psiquiátricos passaram a ocupar lugar de destaque entre os problemas de saúde pública do país. Dados de uma série de estudos apontam as doenças mentais como responsáveis pela maior parte de anos de qualidade de vida perdidos devido a doenças crônicas. Os maiores vilões são a depressão, psicoses e dependência de álcool. Em seguida, estão as doenças cardiovasculares.

Segundo o estudo, entre 18% a 30% da população brasileira apresentam sintomas de depressão. A depressão não escolhe faixa social. Estima-se que 8% das pessoas adultas em todo o planeta sofram de depressão e que 10 a 20% ainda serão vítimas desta doença em algum momento de suas vidas.

“A depressão, ao contrário do que muitos acreditavam, não é um estado de espírito ou humor, mas sim uma doença que se manifesta de diversas maneiras, podendo levar à morte. Considerado um problema psicossomático, com sintomas físicos evidentes, é uma enfermidade causada por alterações químicas no cérebro, que afetam as emoções podendo também prejudicar a capacidade mental. O cérebro é formado por inúmeras células que se comunicam entre si, através de substâncias químicas chamadas neurotransmissoras. No caso das pessoas com depressão, as substâncias químicas deixam de circular como deveriam”, explica Verea.

Sintomas da Depressão

Os sintomas mais comuns são tristeza, desânimo, insônia, apatia, falta de alegria, de apetite (algumas pessoas têm aumento de sono e de apetite), falta de desejo sexual, preguiça – até mesmo de fazer atividades simples como tomar banho, assistir televisão ou ler jornal. Ou seja, nos quadros depressivos há uma diminuição geral do nível de energia da pessoa.

Quando um indivíduo enfrenta um processo de depressão, ocorrem pensamentos pessimistas e repetitivos. O doente perde o interesse por coisas que gostava de fazer ou por pessoas com as quais apreciava conviver. O paciente depressivo não consegue se concentrar em uma leitura ou guardar na memória o que leu. Muitas vezes aparecem ataques de ansiedade, acompanhados por sudorese, palpitações e tremor. Os pensamentos obsessivos também são comuns: a pessoa sabe que eles não fazem sentido, mas não consegue tirá-los da cabeça.

Outra característica é que problemas que antes eram resolvidos com facilidade se tornam tarefas pesadas e difíceis. Situações que anteriormente eram agradáveis perdem a graça. Alguns casos desta doença se caracterizam por dores vagas e difusas pelo corpo ou na cabeça. O intestino pode ficar preso, a boca amarga, a pele envelhecida, os cabelos e as unhas fracas e sem brilho.

Muitas pessoas não conseguem nem sentir alegria nem tristeza (“sensação da falta de sentimentos”). A vítima da depressão ainda pode ficar com “ideias fixas”. As principais são as seguintes: achar a situação financeira ruim e sem perspectiva, além de sentir-se culpado por coisas que fez e que não fez no passado.

A maior parte dos casos de depressão surge em consequência de um acontecimento negativo: a perda de uma pessoa querida; uma demissão sem aviso prévio; um abandono traumático; nestes casos chamamos de forma reativa da doença. Quando não é possível identificar facilmente a origem do problema, chamamos de quadro endógeno: é a forma mais grave; a única para a qual o uso de medicamentos é necessário.

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Uma outra diferenciação é entre a depressão monopolar e a bipolar, conhecidas antigamente como maníaco-depressiva. Na depressão monopolar, o humor se mantém negativo e é presente uma diminuição psicomotora com alterações do ciclo sonovigilia. Já os que são atingidos pela forma bipolar alternam longos períodos de desespero com momentos de euforia incontrolável, nos quais a hiperatividade é muito intensa, junto com uma exagerada consideração de si mesmo.

Se você conhece alguém que tem depressão e não está em tratamento, converse com ela sobre a importância de buscar ajuda especializada, seja por meio de um psiquiatra ou psicólogo, além, claro, de oferecer sua amizade nesse momento complicado. Deste modo, podemos evitar que outras pessoas acabem indo embora antes da hora.

Fonte: Leonard F. Verea é médico psiquiatra formado pela Faculdade de Medicina e Cirurgia de Milão, Itália. Especializado em Medicina Psicossomática e Hipnose Dinâmica. Especialista em Medicina do Trabalho e Medicina do Tráfego. É membro de entidades nacionais e internacionais. Atua como diretor do Instituto Verea e da Unicap.

 

 

 

Depressão e exercícios físicos: aliados para melhora da saúde

OMS alerta que cerca de 322 milhões de pessoas têm a doença e que a prática de exercícios ajuda a amenizar os sintomas

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 322 milhões de pessoas no mundo têm depressão, um aumento de 18,4% de 2005 para 2015. Só no Brasil, esse número chega a 11,5 milhões de brasileiros, cerca de 5,8%. A doença, para alguns especialistas, já é considerada o “Mal do Século” e alertam: a depressão será a doença que mais impactará pessoas até 2020, passando as doenças cardiovasculares.

Um dos fortes aliados para combater a doença são os exercícios físicos. “Quando praticamos atividades, liberamos várias substâncias em nosso organismo, como a endorfina, noradrenalina, adrenalina, serotonina e a dopamina. Essas substâncias têm influência direta no humor, na ansiedade, no sono e na alimentação, ou seja, não é recomendada a combinação com tantos remédios”, explica o professor da Companhia Athletica Curitiba, Roger Woellner.

“A endorfina produzida pelo corpo age como um relaxante, que regula a percepção de dor e emoção, promovendo uma sensação de bem-estar e prazer e é a liberação da substância que auxilia em casos de ansiedade e depressão”, comenta.

Quando o aluno chega até a academia, é preciso avaliar seu histórico e tratar individualmente, buscando, dessa forma, a melhor solução e a atividade mais indicada para seu caso. “Os exercícios mais recomendados quando há casos de depressão e ansiedade são as atividades aeróbicas e as anaeróbias. Nesses casos, as aulas coletivas também são uma alternativa interessante, pois, além dos benefícios em si, há possibilidade do aluno fazer novos amigos”, salienta.

Mas Roger Woellner pondera: antes de começar a praticar exercícios, é preciso procurar um médico para que ele analise qual o melhor tratamento para a doença. “Depois da liberação do médico e a vinda do aluno até a academia, o profissional de educação física deverá encontrar o melhor programa de treinamento para uma recuperação mais rápida. No caso de doenças como ansiedade e depressão será extremamente importante a prática de exercícios físicos, pois, além de ter a possibilidade de diminuir a medicação, a pessoa estará sempre em contato com outras pessoas”, ressalta.

“Vivemos em uma época onde é extremamente comum as pessoas tomarem remédios por tudo. Mas, é importante lembrar: várias doenças, como a obesidade, diabetes, hipertensão, ansiedade, depressão, osteopenia e tantas outras, podem ser tratadas com apenas 30 minutos diários de exercício físico”, comenta, complementando: “É claro que em diversos casos é imprescindível que, além do exercício físico, a pessoa também necessite de medicamentos, mas, quanto menos remédios tomar, melhor será a qualidade de vida. Exercício físico é uma maneira excelente de ter melhoras consideráveis em quase todas as doenças conhecidas e os únicos efeitos colaterais de praticar exercício físico é que a pessoa vai ganhar músculo e perder gordura.”

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Outras doenças

Muitas doenças podem ser amenizadas ou até curadas com a prática de exercícios físicos. “Cada doença tem sua particularidade e sempre se deve procurar um médico para que ele libere ou não o exercício físico. Mas uma coisa é certa: são inúmeras as doenças que podem ser melhoradas fazendo uma atividade”, comenta o professor Roger Woellner.

De acordo com ele, na Companhia Athletica Curitiba, uma das mais comuns é a hipertensão. “A hipertensão nada mais é do que o indivíduo ter sua pressão arterial elevada, ou seja, a pressão sistólica igual ou maior que 140 mmHg e a pressão diastólica igual ou maior que 90 mmHg. Esse aumento da pressão ocorre devido a fatores genéticos, estresse, sedentarismo, entre outros e o exercício físico é o grande aliado para a melhora na condição cardiovascular, que ajuda a diminuir os níveis de pressão sanguínea”, ensina.

Fonte: Companhia Athletica Curitiba – piso G6, do ParkShoppingBarigui