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As três doenças que mais afetam as mulheres

No mês da mulher, especialista alerta sobre os principais problemas, cuidados e prevenção

Celebramos recentemente o Dia Internacional da Mulher, data reconhecida mundialmente que se transformou em um ótimo momento para a reflexão, ainda mais quando envolve cuidados com a saúde. Afinal de contas, na correria do mundo moderno, fica cada vez mais difícil tirar alguns minutos do dia para cuidar da saúde, ainda mais quando tratamos das mulheres, que geralmente cumprem a famosa “dupla jornada”.

Segundo Márcia Araújo, ginecologista do Docway, as múltiplas funções da mulher e a falta de tempo para cuidar com atenção da saúde acabam por aumentar o número de casos de doenças como câncer de mama, depressão e câncer de colo de útero. Por isso, a especialista alerta sobre a importância dos cuidados mesmo com essa rotina agitada.

“Após muita luta, nosso papel na sociedade está evoluindo muito. Hoje, nós mulheres desempenhamos várias funções e acabamos descuidando da saúde. O que não pode acontecer é a negligência com os cuidados pessoais. Com os avanços tecnológicos e as facilidades que eles nos trouxeram, podemos manter nossa rotina e o acompanhamento médicos em dia, evitando vários problemas”, explica a especialista.

Confira uma análise da especialista sobre as três doenças que mais afetam as mulheres atualmente:

Câncer de mama

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Esse tipo de câncer é o que mais comum entre mulheres no Brasil e no Mundo, correspondendo a 29% de novos casos de câncer todos os anos. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), no ano de 2018, a estimativa era que os casos de câncer de Mama ultrapassariam a casa de 59,7 mil no Brasil. O câncer de mama tem diversos tipos. Na maioria deles, quando diagnosticados em fases iniciais, é passível de tratamento, com boas perspectivas de cura.

“Nós mulheres devemos estar atentas, pois fazer os exames preventivos é fundamental. A maioria dos casos não têm sintomas em estágios iniciais. Por esse motivo, a mamografia tem grande importância. Dentre os sinais de alerta, um dos mais comuns é o nódulo no seio, que pode vir acompanhado ou não de dor. Porém, existem outros sintomas que devem chamar a atenção como secreção no mamilo, alterações na pele que recobre a mama e nódulo na axila. Vale lembrar que o autoexame não substitui a mamografia e o exame clínico cuidadoso feito por um profissional qualificado”, detalha a médica.

Depressão

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Estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS) alertam que até o ano de 2020 a depressão será a doença com maior impacto no mundo. Aqui no Brasil, a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) estima que uma faixa de 20% da população teve, têm ou terá um episódio em algum momento de sua vida. Falta de interesse, concentração, perda da autoestima e mudanças bruscas de humor são alguns dos sintomas da depressão. A doença atinge significativamente mais as mulheres do que os homens. Cientistas e especialistas não têm um real motivo para essa diferença, mas acreditam que ela tem relação com a influência dos hormônios femininos.

“Quadros depressivos devem ser diagnósticos e tratados com muita cautela e por profissionais capacitados. Mas podemos ajudar a melhorar esse quadro com, por exemplo, a prática regular de atividade física e a vinculação da pessoa a atividades coletivas, entre eles cursos e voluntariados. Essas ações ajudam a reduzir a ansiedade, melhora o humor e a interação com o meio social”, comenta a especialista.

Câncer de colo de útero

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Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) mostram que esse tipo de câncer é considerado um dos mais importantes problemas de saúde pública do mundo. Só no ano de 2016 foram estimados mais de 16 mil casos novos de câncer do colo do útero no Brasil, o que significa 15 novos casos a cada 100 mil brasileiras. As principais causas da doença são o início precoce da atividade sexual da paciente, a variedade de parceiros sexuais, a higiene íntima inadequada e o Papilomavírus Humano (HPV).

“O câncer do colo do útero tem um grande potencial de prevenção e cura se diagnostico a tempo. Sintomas podem servir de alerta, entre eles sangramento vaginal após a relação sexual, corrimento vaginal de cor escura e com mau cheiro, e em estágios mais avançados, hemorragias, dores lombares e abdominais, perda de apetite e de peso. Uma ótima opção para a prevenção da doença é a vacina, que se destina a jovens, principalmente antes inicias as atividades sexuais. Para todas, o Papanicolau e o exame clínico anual são fundamentais”.

Para finalizar e médica lembra que as melhores formas de cuidado e prevenção são as mais conhecidas, ter uma alimentação saudável, praticar exercícios e ir ao médico regulamente são algumas atitudes básicas para quem busca qualidade de vida e longevidade. Esses cuidados básicos são a melhor forma de prevenir as principais doenças que afetam a saúde da mulher.

Fonte: Docway

Janeiro Branco: 23 milhões de brasileiros têm transtornos mentais

Dados recentes divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que 23 milhões de brasileiros, ou seja, 12% da população, apresentam os sintomas de transtornos mentais. Ainda de acordo com a pesquisa, ao menos 5 milhões, 3% dos cidadãos, sofrem com transtornos mentais graves e persistentes.

A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2013 estimou que 7,6% (11,2 milhões) das pessoas de 18 anos ou mais de idade receberam diagnóstico de depressão por profissional de saúde mental. Mas, não é só a depressão que atinge os brasileiros, transtornos como ansiedade, bipolaridade e esquizofrenia também estão no topo da lista das doenças mais recorrentes.

O número de casos tende a aumentar em áreas urbanas, e também em mulheres, que representam dois terços dos diagnósticos para depressão, por exemplo. Por isso, é importante conscientizar todos, tanto os pacientes quanto quem convive com essas pessoas. Pensando nisso, foi lançada a recentemente campanha “Janeiro Branco”, aproveitando a simbologia do início de ano, para incentivar a cuidar da saúde mental e emocional.

Segundo Aier Adriano Costa, coordenador médico da Docway, as doenças psicológicas não são levadas a sério porque não são facilmente visíveis, como um osso quebrado por exemplo, apesar de serem doenças comuns e estrarem presentes na vida das pessoas. “Mudar depende da mobilização das pessoas para tentar combater o estigma social, evitar rotular e desqualificar pessoas que tem essas enfermidades e orientar já é um bom começo e não tem nenhum custo”, explica.

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Foto: MedicalNewsToday

Existem, de acordo com o médico, vários sinais e sintomas que podem identificar uma pessoa que não está com uma boa saúde mental, por exemplo: tristeza ou irritabilidade exacerbada, confusão, desorientação, apatia e perda de interesse, preocupações excessivas, raiva, hostilidade, violência, medo ou paranoia, problemas em lidar com emoções, dificuldade de concentração, dificuldade de lidar com responsabilidades, reclusão ou isolamento social, problemas para dormir, delírios ou alucinações, ideias grandiosas ou fora da realidade, abuso de drogas ou álcool, pensamentos ou planos suicidas.

Para ajudar, inicialmente, é bom estimular o paciente a buscar atendimento especializado com um médico, psicólogo ou um psiquiatra. De acordo com o Dr. Aier, é sempre importante criar um ambiente adequado para que a pessoa que está em tratamento se sinta segura para poder compartilhar seus problemas e aceitar ajudar especializada.

Outra dica importante é criar uma rede de apoio, com amigos e familiares, para entender e participar ativamente do processo de terapia. Existem, além disso, diversos outros grupos de apoio que podem auxiliar auxiliam no tratamento. A grande maioria das doenças psiquiátricas tem tratamento eficiente quando diagnosticada de maneira correta, além dos tratamentos estarem em constante melhora e evolução.

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“Cabe a todos nós como sociedade ajudar para o fim da discriminação e preconceito que estão presentes nas pessoas que tem pouco conhecimento sobre o assunto”, conclui o médico.

Fonte: Docway

 

Veja alguns alimentos que espantam a tristeza e o mau-humor*

Sentir tristeza e ficar “péssima” de vez em quando é uma reação natural a situações difíceis, como o fim de um relacionamento, uma demissão ou uma doença que aflige alguém que amamos, ou até mesmo conviver diariamente com um chefe ou colega chatos, isso afeta o emocional de qualquer um.

Quando estamos deprimidos, temos tendência a optar por alimentos pouco saudáveis, abusar de doces e bebidas alcoólicas, o que só piora ainda mais os sentimentos de “menos-valia”.

A depressão pode ter diversas causas, mas é possível combater a maioria delas com alimentos certos, aqueles que irão formar substâncias que atuam no cérebro, corrigem deficiências de vitaminas e minerais e estabilizam o açúcar no sangue, trazendo bem-estar.

Não importa o quanto você esteja deprimida ou triste, a escolha sábia de alimentos pode fazê-la sentir-se mais feliz e os efeitos são, acredite, imediatos.

Veja alguns alimentos importantíssimos para fazer você se sentir mais feliz:

kefir

=Peixes pequenos, ovos, iogurtes, kefir.

=Carboidratos ricos em fibras

+Diminua a ingestão de cafeína e de álcool

=Abasteça-se de Vitamina D (tome sol por 10 minutos todos os dias, fora do horário perigoso para à pele – das 10 às 16 horas)

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=Abacate

=Chocolate Amargo

= Aveia

= Banana

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Pixabay

= Morango

= Couve

= Castanha-do-pará

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Foto Agromix.In

= Semente de gergelim

= Alho

= Melancia

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= Gengibre

*Sabina Donadelli é nutricionista, apaixonada pelo poder dos alimentos, garante que a comida pode fazer maravilhas pelas pessoas. Formada e pós-graduada em Nutrição, alia seus conhecimentos da escola clássica com estudos da fitoterapia e dietoterapia oriental, como a chinesa e a indiana. Ela afirma que nas doses e combinações certas, as refeições podem auxiliar no tratamento de doenças, auxiliam na perda de peso, corrigem distúrbios, espantam a tristeza, rejuvenescem a aparência e, entre tantos outros benefícios, ainda nos levam à felicidade.

Pesquisa comprova que interação com pets impacta qualidade de vida de idosos

Uma série de pesquisas já mostram que a população mundial está envelhecendo. Fatores como maior expectativa de vida e menor número de nascimentos atestam que a população deve duplicar até 2050. Com essas projeções e o aumento de doenças não transmissíveis e deficiências que acompanham o envelhecimento como, por exemplo, a solidão, fica claro o quão importante é identificar abordagens não farmacológicas e de fácil implementação para maximizar não somente os anos em que vivemos, mas também a saúde e a qualidade de vida. Isso é conhecido hoje como “envelhecimento bem-sucedido” ou “envelhecimento saudável”.

Foi esse cenário e realidade da população que chamaram a atenção dos pesquisadores do Centro de Nutrição e Bem-Estar Animal Waltham, da Mars Petcare, referência mundial em saúde animal e benefícios na interação entre humanos e pets. Nancy Gee, Gerente de Pesquisas de Waltham, acompanhou os impactos reais e positivos da interação entre pets e humanos mais velhos.

“Testemunhei, em primeira mão, a crescente evidência científica de que os animais podem influenciar positivamente os idosos, especialmente aqueles com comprometimento cognitivo ou demência”. Sua pesquisa descobriu que os adultos mais velhos podem se beneficiar ao possuir ou interagir com um cão, gato ou até mesmo com outros animais como cavalos. “Recentemente, fiz parte de uma equipe de pesquisadores que analisou os tipos de pessoas que provavelmente mais se beneficiarão desses tipos de interações com animais de estimação”, destacou ela. Os resultados, até agora, são promissores e extremamente positivos:

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· Tutores de animais de estimação mais velhos são menos propensos a relatar solidão do que os não-tutores.

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· Redução dos fatores de risco para doenças cardiovasculares. Idosos com animais também necessitam de menos visitas aos médicos, lidam melhor com eventos estressantes e têm menor probabilidade de usar medicamentos.

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· Animais de estimação fazem idosos sentirem-se importantes e estabelecerem uma rotina diária com estrutura e propósito.

Senior Couple Walking Along Coastal Path

· Outros benefícios incluem a redução da depressão, agitação e apatia, além de maior interação social e qualidade de vida.

Um relatório recente da Sociedade de Gerontologia da América, realizado em parceria com a Mars Petcare, destacou algumas áreas emergentes de pesquisas usando novas tecnologias para entender melhor o impacto de animais de estimação em adultos mais velhos. Os pesquisadores estão começando a explorar os efeitos dessa interação em um nível hormonal para entender melhor como as interações positivas com pets afetam os níveis de ocitocina (o “hormônio do amor”) e cortisol (o hormônio do estresse) em animais de estimação e pessoas.

Novos avanços na tecnologia, como rastreadores de atividades portáteis, também estão possibilitando aos cientistas avaliar o papel de um animal de estimação na promoção da atividade física. “Devemos às gerações mais velhas e a nós mesmos, pensando em nosso próprio futuro, continuar examinando essa promissora área de pesquisa e como podemos estruturar as interações com os pets para obter um maior impacto. Eu acredito que os animais podem realmente ser nossos melhores amigos em todas as etapas da vida”.

Fonte: Mars, Incorporated

Síndrome do Fim de Ano: 80% das pessoas têm nível de estresse maior neste período

As pessoas tornam-se aflitas, inquietas e ansiosas sem saber identificar o porquê dessas sensações, afirma especialista

O fim de ano é sempre um período complicado, é um momento de balanços bons e ruins, com planejamento apertado e até frustrado, angústia, ansiedade e nervos a flor da pele. Há preocupação com os preparativos para o natal, presentes, viagem, confraternizações e por aí vai.

E no trabalho as tarefas se multiplicam e as pendências se acumulam. As ruas ficam mais movimentadas e o trânsito, muitas vezes, mais caótico do que o normal. Sem falar na expectativa para o ano que está por vir. Isso tudo pode “desembocar” na chamada Síndrome do Fim de Ano. A correria para fazer tudo ao mesmo tempo pode afetar seriamente a saúde física e mental, com alterações no sono e problemas estomacais e cardíacos.

mulher estresse trabalho

Uma pesquisa realizada pela International Stress Management Association Brasil (Isma-BR), associação internacional que estuda o estresse, analisou 678 pessoas, entre elas homens e mulheres de 25 a 55 anos. E o resultado mostrou que, de fato, 80% têm um nível de estresse maior no final do ano.

“Novembro vai chegando, começamos a nos preparar com enfeites e decorações, e as perguntas entre famílias e amigos já começam a circular ‘onde vai passar o Natal… e o Ano Novo?’. Pronto, o que era para ser apenas uma pergunta com uma simples resposta, nasce um monstro dentro das nossas mentes, com gorro de culpa e saco de compromissos. Criamos uma expectativa e nos deixamos seduzir pela ‘histeria coletiva’ que vivemos todos os finais de ano. Percebo que um dos principais motivos geradores de ansiedade nessa época é, muitas vezes, deixar o que se quer de lado para fazer aquilo que o outro espera, que o outro almeja. Há, inclusive, um ponto em comum nas pessoas que atendo: todas querem paz, um momento de tranquilidade, seja sozinhas ou com os entes queridos. Um desejo quase sempre frustrado”, esclarece Ygor Czovny, psiquiatra da Clínica Maia.

O especialista conta, ainda, que alguns dos seus pacientes chegam a confessar a vontade de pular esta época do ano, se fosse possível. “E há aqueles que, neste período, ficam notoriamente aflitos, inquietos e ansiosos, porém não sabem identificar a origem dessas sensações”, destaca.

Este é um momento ligado também a doenças como depressão, síndrome do pânico, transtorno de ansiedade e até mesmo dependência química. Para o psiquiatra, o grande problema está nas prioridades tomadas pelas pessoas nesta época.

“Passamos o ano todo no ‘corre-corre’, com compromissos, trabalho, filhos, enfim, uma lista infindável de afazeres. E então chega, finalmente, o momento que poderíamos sentar com calma e avaliar tudo o que vivemos, direcionar aquilo que ainda pode ser feito, e limpar a nossa mente cheia e cansada. Só que deixamos isso de lado para se enroscar com mais obrigações e mais preocupações. Se não ‘limpamos a mente’ disso tudo, o que temos de volta? Depressão, ansiedade e suas variantes como o pânico, assim como o uso de substâncias químicas para de alguma forma deixar isso tudo, equivocadamente, mais leve”, alerta o psiquiatra.

A prevenção tem dois caminhos: esquecer um pouco os anseios alheios e olhar mais para si, para as próprias vontades, e também, se necessário, pode ser importante procurar ajuda profissional para lidar melhor com este momento que se torna insuportável para algumas pessoas. Czovny dá algumas dicas.

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“Nós somos os seres mais importantes das nossas vidas, precisamos nos priorizar mais. Procure também visualizar tudo o que já tem ao seu redor e não no que sente falta. E, embora muitas coisas estejam um caos, a perfeição está nele também; não temos controle de nada, apenas as possibilidades de escolhas. Permita-se passar o Natal e o Réveillon onde efetivamente tem vontade de estar e não se prenda àquilo que não é possível realizar. Seguir as expectativas dos outros é a maior ilusão que existe, assim como tentar apagar o que vivemos é uma profunda ignorância, pois todas as experiências são importantes. Elas fazem parte do que nós somos”, conclui.

Esgotamento é maior no final do ano com pressão e metas*

Ansiedade e cobrança podem trazer impactos para a saúde física e emocional dos profissionais

Uma vez que o esgotamento emocional pode nos impedir de avançar, é importante saber como identificá-lo e procurar atividades que nos ajudem a relativizar e neutralizar as emoções negativas.

Nós falamos, é claro, de todos os universos emocionais que contêm o estresse, as preocupações do dia a dia, as tensões que outros nos infligem, os medos, o peso do passado, o medo do futuro, e até mesmo a angústia existencial. Todos nós temos muito claro o que é o esgotamento físico; nós sabemos como identificar os sintomas e atender adequadamente a esse estado em que nosso corpo não pode dar mais de si mesmo e requer um descanso.

No entanto, por mais curioso que possa parecer, o esgotamento emocional não é tão fácil de identificar. Além disso, não sabemos como oferecer uma resposta efetiva, uma estratégia de coesão psicológica útil e eficaz. O que fazemos muitas vezes é “engolir” uma emoção após a outra. Nós as colocamos uma por uma em nossa bagagem pessoal sem estarmos ciente de seu peso e de como elas afetam nosso bem-estar e qualidade de vida.

Todos os dias nos movemos mais devagar, com menos entusiasmo, com a motivação e os sonhos no chão. Hoje propomos que você tome consciência desse tipo de fadiga. Identificá-la e gerenciá-la adequadamente pode mudar sua vida.

O que é o esgotamento emocional?

O esgotamento emocional vai além do estresse ou da simples ansiedade. Ocorre especialmente em pessoas que, devido ao seu trabalho ou situação pessoal, vivem experiências carregadas com um alto nível emocional. Por exemplo, as responsabilidades de profissões como médicos, enfermeiros, bombeiros, professores etc., muitas vezes causam a acumulação de emoções muito intensas que não têm tempo de gerir no seu dia a dia.

Além disso, fatos como ter que cuidar de pessoas doentes ou dependentes, bem como viver em um ambiente familiar muito exigente, também geram um alto esgotamento emocional. Por outro lado, situações como uma perda, uma decepção, ou um evento traumático no passado também causam um desgaste progressivo que pode deixar uma profunda marca em nossa mente.

Fim de ano é época de festas, mas também é neste período que as pessoas costumam ficar mais estressadas. Já vivemos em um mundo altamente competitivo e com enorme quantidade de tarefas que precisam ser executadas diariamente, mas, em dezembro, para poder encerrar tudo o que deveria ter sido concluído durante o ano, o trabalho e a pressão aumentam ainda mais. Esta mistura de ansiedade e cobrança pode trazer impactos para a saúde física e emocional dos profissionais. E o resultado pode ser pessoas extremamente cansadas ou até mesmo com problemas mais sérios, como a Síndrome de Burnout, a doença do esgotamento profissional.

A Síndrome de Burnout é um processo que se inicia com a tensão no trabalho, podendo levar o profissional a uma condição crônica de estresse e ao esgotamento físico e mental, que, se não for diagnosticada corretamente, pode ser confundido com doenças como a depressão. No entanto, para o médico, a síndrome diferencia-se da depressão, por estar diretamente atrelada ao trabalho e não a outras questões da vida do profissional.

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Acontece quando já foi exigido tudo o que o corpo e a mente poderiam suportar. Ela afeta principalmente os profissionais que são submetidos diariamente a momentos de muita tensão, como médicos, bombeiros, policiais, trabalhadores da área da educação, saúde, recursos humanos. Também têm maior propensão a desenvolver a síndrome quem tem baixa autoestima ou dificuldade nos relacionamentos interpessoais.

Entre os sintomas mais frequentes da síndrome, estão a ansiedade, tristeza, indiferença, agressividade, isolamento, mudanças de humor, dificuldade de concentração, problemas de memória, baixa autoestima, distanciamento afetivo e desinteresse pelo trabalho. Sob o aspecto físico, dores de cabeça, problemas gastrointestinais, palpitação, aumento na pressão arterial, insônia e no caso das mulheres, com alterações no ciclo menstrual. O quadro pode ficar tão sério que alguns pacientes com Burnout passam a utilizar álcool e drogas para aliviar as dores e as tensões, o que os leva a dependência e até a tentativas de suicídio.

Para reverter este quadro, a orientação é que o paciente busque ajuda com um médico psiquiatra, que fará o diagnóstico e poderá receitar medicamentos, além de, se necessário, encaminhá-lo para a terapia com um psicólogo. O tratamento com os especialistas ainda deverá contar com a força de vontade e inciativa do paciente, para que ele consiga mudar seu estilo de vida e maneira com que lida com o trabalho.

*Cristiane Pertusi é Doutora em Psicologia do Desenvolvimento Humano pela USP e  Mestre em Psicologia PUCRS, Especialista em Abordagem Sistëmica pela Unifesp. Certificada como coach qualificada pela ASTD –The American Society for Training and Development, para ministrar “Coaching Certificate Program”. Qualificada pela Fellipelli – Instrumentos de Diagnóstico e Desenvolvimento Organizacional para aplicar O Indicador de Preferências Psicológicas, Instrumento MBTI-Myers Briggs Type Indicator. Consultora, Psicóloga e Professora Universitária há mais de 17 anos. 

Crescer com animais pode tornar uma pessoa mais resiliente quando adulta

Uma educação rural com muito contato com animais pode garantir o sistema imunológico e a resiliência mental ao estresse de forma mais eficaz do que a criação em uma cidade e sem animais de estimação.

Essa foi a conclusão de uma pesquisa liderada por profissionais da Universidade de Ulm na Alemanha e agora publicada na revista PNAS. Esse estudo não é de forma alguma o primeiro a propor que crescer em ambientes urbanos sem diversidade de micróbios pode prejudicar a saúde física.

A esse respeito, acrescenta-se à crescente evidência em apoio às teorias que se desenvolveram a partir da “hipótese da higiene”. Porém, o estudo é o primeiro a sugerir que um risco maior de transtornos psiquiátricos – provavelmente devido a uma “resposta imunológica exagerada” – pode ser outra consequência inesperada do crescimento em um ambiente com menos oportunidades de interagir com uma variedade de micróbios.

“Já foi muito bem documentado”, diz Christopher A. Lowry, coautor do estudo, professor de fisiologia integrativa na Universidade do Colorado em Boulder, que “a exposição a animais e ambientes rurais durante o desenvolvimento físico é benéfica em termos de redução de riscos de asma e alergias mais tarde na vida “.

No entanto, ele acrescenta que seu estudo também “avança a conversa mostrando pela primeira vez em humanos que essas mesmas exposições provavelmente são importantes também para a saúde mental”.

Perdendo contato com micróbios coevoluídos

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A existência humana está se tornando cada vez mais urbanizada. Em 1950, apenas um terço da população mundial vivia nas cidades. Em 2014, esse número subiu para 54% e deverá aumentar para 66% até 2050.

A ideia de que o aumento da urbanização e as mudanças no estilo de vida que o acompanham pode aumentar o risco de certas doenças, devido à redução da interação com uma variedade de micróbios, decorre da hipótese da higiene.

A teoria tem suas raízes em uma pesquisa de 30 anos que sugere que uma taxa mais baixa de infecção entre crianças pequenas foi o motivo pelo qual as taxas de asma e doenças relacionadas à alergia aumentaram no século XX. No entanto, tornou-se evidente que a interação com os micróbios ultrapassa esse escopo original, e até mesmo foi sugerido que o termo hipótese de higiene é um equívoco e deve ser abandonado.

Em seu estudo, o autor sênior Stefan O. Reber, professor de psicossomática molecular na Universidade de Ulm, e sua equipe usam o termo “velhos amigos” para se referir aos micróbios que coevoluíram com os humanos.

Lowry e colegas discutiram anteriormente como “a perda progressiva do contato com organismos com os quais coevoluímos” pode ser a culpado por “grande parte do fracasso da regulação de respostas imunes inflamatórias inapropriadas” visto em muitos habitantes urbanos modernos e habitantes de nações mais ricas.

Estudo testou homens com vários níveis de educação

cachorro homem beagle

O novo estudo investiga ainda mais esse elo comparando as respostas relacionadas ao estresse em adultos jovens que foram criados em ambientes rurais, onde tiveram muito contato com animais com pessoas criadas em áreas urbanas “na ausência de animais de estimação”.

Os investigadores inscreveram 40 voluntários masculinos saudáveis com idades entre 20 e 40 anos residentes na Alemanha. Metade tinha sido criada em fazendas onde eles frequentemente lidavam com animais, e a outra metade tinha sido criada em ambientes urbanos sem animais de estimação.

Para criar a condição de estresse, todos os participantes completaram duas tarefas. Na primeira, fizeram uma apresentação para uma audiência que não mostrou reação, e então, eles tiveram que resolver um problema de matemática difícil sob pressão de tempo. Os voluntários deram amostras de sangue e saliva 5 minutos antes do teste, e novamente 15, 60, 90 e 120 minutos depois.

“Resposta imunitária exagerada”

Os resultados mostraram que os homens jovens criados em cidades sem animais de estimação tiveram um “aumento pronunciado” nos níveis de “células mononucleares do sangue periférico”. Essas células formam uma grande parte do sistema imunológico.

Enquanto isso, membros do grupo educados na cidade também tiveram níveis mais altos de interleucina 6 e níveis “suprimidos” de interleucina 10. A interleucina 6 é um composto que promove a inflamação, enquanto a interleucina 10 é um composto que reduz a inflamação.

Lowry diz que esses resultados mostraram que “as pessoas que cresceram em um ambiente urbano tiveram uma indução muito exagerada da resposta imune inflamatória ao estressor, o que persistiu durante o período de duas horas”.

O que surpreendeu os pesquisadores foi que, embora seus corpos parecessem ter uma resposta mais sensível ao estresse, os homens criados em cidades e sem animal de estimação relataram sentimentos mais baixos de estresse do que seus colegas que foram criados em fazendas.

Lowry compara a “reação inflamatória exagerada” dos homens criados na cidade a “um gigante adormecido que eles desconhecem completamente”.

Contato com animais pode ser fator chave

homem brincando com gato

Ao discutir suas descobertas, os autores mencionaram pesquisas anteriores que mostraram que a forma como nosso sistema imunológico responde ao estresse é moldada na infância por nossas interações com os micróbios.

Outros estudos sugeriram que uma resposta amplificada à inflamação está ligada a uma taxa mais alta de transtorno de estresse pós-traumático e depressão mais tarde. Eles também discutem como a presença ou a ausência de animais pode ser um fator importante nos resultados.

Eles observam como outros pesquisadores descobriram que “agricultura altamente industrializada com baixo contato com animais de fazenda” está mais ligada a condições relacionadas à desregulação imunológica – como asma e alergias – do que “agricultura tradicional com contato regular com animais de fazenda”.

Isso sugeriria, eles explicam, que o “efeito protetor” – de uma educação rural com animais em comparação a uma criação na cidade sem animais – venha mais provavelmente  do contato com animais do que a diferença entre os estilos de vida rural e urbana.

‘Tenha um animal de estimação e passe um tempo na natureza’

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Foto: Docg

Os pesquisadores agora querem repetir o estudo com grupos maiores – tanto homens quanto mulheres – e com educação mais variada, a fim de desvendar os efeitos do contato com animais e do grau de urbanização.

Eles também reconhecem que o estudo não levou em conta outros fatores que podem afetar a exposição infantil à variedade de micróbios. Esses incluem, por exemplo, o tipo de parto ao nascer, a amamentação em comparação com a alimentação de outra forma, o uso de antibióticos e dietas.

Enquanto isso, os pesquisadores sugerem que os moradores da cidade se tornem um “animal de estimação peludo”, passem um tempo na natureza e comam alimentos que são “ricos em bactérias saudáveis”. Além de adotarem um animal de estimação.

“Muitas pesquisas ainda precisam ser feitas. Mas parece que gastar o máximo de tempo possível, de preferência durante a educação, em ambientes que oferecem uma ampla gama de exposições microbianas, tem muitos efeitos benéficos” afirmou o professor Stefan O. Reber.

Fonte: MedicalNewsToday

Pesquisa mostra que animais de estimação ajudam a combater a solidão

A Mars Petcare, empresa de alimentos e cuidados para pets, encomendou à OnePoll, empresa especializada em pesquisas, um estudo sobre o impacto dos pets na vida de pessoas que se dizem solitárias ou sobrecarregadas no trabalho.

Os resultados mostraram que 33% dos entrevistados se descrevem como “socialmente isolados” e, especialmente entre os adultos, sentir confiança é algo raro, já que alegam ter apenas duas pessoas em quem podem realmente confiar. Há inúmeros fatores apontados como gatilhos para esse isolamento, mas destaca-se a dedicação excessiva ao trabalho – 32% dos entrevistados revelaram que horas extras foram prejudiciais à sua vida pessoal – e o exagero no uso das redes sociais – 25% das pessoas admitiram que grande parte de suas interações sociais acontece online.

A pesquisa também descobriu que os entrevistados se sentem sozinhos, em média, sete dias por mês, que seis em cada dez pessoas apresentam ansiedade social e mais de 75% evitam a completa socialização. Além disso, 44% acham que o ser humano está menos amigável do que era há apenas cinco anos, 75% acreditam que as pessoas estão se tornando mais distantes uma das outras em comparação às gerações anteriores e um em cada seis entrevistados admite que se preocupa mais com o que os outros pensam sobre ele do que há cinco anos.

No entanto, os animais de estimação parecem fazer toda a diferença: 21% das pessoas que possuem gatos e cães disseram se sentir sozinhas, em comparação aos 32% dos que não têm animais de estimação.

De acordo com Deri Watkins, Executivo da Mars Petcare, os animais de estimação podem fazer parte da solução para a crescente questão da solidão. “Somos extremamente apaixonados pelo assunto e essa pesquisa mostra a diferença tangível que nossos amigos caninos e felinos podem fazer na vida das pessoas solitárias”.

Aqueles que possuem um animal de estimação revelaram que ter um pet faz toda a diferença e impulsiona a vida social:

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· 82% dos tutores de animais entrevistados se sentiram menos sozinhos ao receber um animal.

· quatro em cada cinco entrevistados disseram que o sentimento de isolamento desapareceu um mês depois do pet passar a fazer parte de suas vidas.

· seis em cada dez pessoas entrevistadas relataram que o pet é seu companheiro mais próximo.

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· 85% dos entrevistados disseram que seu animal faz a casa um lugar mais feliz para se morar.

· Mais de 50% das pessoas entrevistadas atribuem ao pet um novo senso de propósito para suas vidas.

· 50% dos entrevistados tutores de cães têm mais probabilidade de conversar com pessoas que não conhecem quando caminham com o pet.

Woman and dog running on beach at sunset

· 62% dos entrevistados que possuem um cão disseram que fazem mais exercício.

Sobre a pesquisa: a pesquisa foi conduzida pela One Poll para a Mars Petcare, no Reino Unido, em julho de 2018, e contou com uma amostra de 2.000 pessoas adultas.

 

Salvar

Dia dos Animais: pets contribuem em todas as fases da vida dos seres humanos

Não é preciso ter um animal de estimação em casa para conhecer os benefícios que eles trazem para a vida dos seres humanos. O amor puro e incondicional dos pets é inexplicável e esse sentimento de afeto mútuo não deixa dúvidas do bem que a presença de um cão ou gato pode gerar para seus tutores.

Hoje, 4 de outubro, é celebrado o Dia dos Animais. E o Centro de Nutrição e Bem-estar Animal Waltham, da Mars Petcare, referência em pesquisas sobre a interação homem-animal, destaca como os pets contribuem de forma positiva durante toda a vida do homem, desde o desenvolvimento infantil até um envelhecimento saudável.

Infância

criança com cachorro

Crescer com um animal de estimação pode trazer benefícios sociais, emocionais e educacionais às crianças e adolescentes. Meninos e meninas que convivem com pets tendem a ter autoestima mais elevada, se sentem menos sozinhos e têm mais habilidades sociais.

Alguns estudos têm revelado que aqueles que crescem com pets costumam demonstrar mais empatia com os colegas e estão mais envolvidos em atividades como esportes, brincadeiras, dentre outras. Na escola, as pesquisas sugerem que os animais podem ajudar as crianças a aprender, mantendo-os interessados e motivados a terem bons comportamentos.

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Ter um pet na família também traz benefícios para a saúde como redução do risco de alergias associadas a asma, além de auxiliar crianças que sofrem de transtorno de déficit de atenção. Para crianças com autismo, foi relatado que intervenções assistidas por animais facilitaram melhorias em áreas críticas, como funcionamento social, foco e atenção, comportamentos psicossociais, além de reduzir comportamentos estereotipados.

Adultos

Woman and dog running on beach at sunset

Em geral, tutores de animais tendem a visitar médicos com menos frequência e consumir menos remédios. Vários estudos sugerem que o passeio com o cão é uma ótima maneira de se exercitar e pode ajudar, por exemplo, a reduzir as taxas de obesidade, pressão sanguínea, risco de doenças cardíacas e colesterol elevado, além de prolongar o tempo de sobrevivência após um ataque cardíaco.

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Foto: Nina Pearman

Ter um pet reduz os níveis de estresse e, para aqueles que perderam um cônjuge, uma forte ligação com os animais está associada a níveis reduzidos de depressão. Além disso, tutores de pets são mais propensos a desenvolver uma relação de amizade e confiança, fortalecendo assim a tese que ser tutor de um animal de estimação é um fator valioso e positivo na vida da comunidade e da vizinhança.

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Sherman Filmes Ópticos do Brasil

O vínculo humano-animal pode ajudar também na área profissional. A presença dos animais de estimação nos escritórios torna o ambiente mais colaborativo, com menos stress e ansiedade, ajudando as pessoas a se manterem mais felizes e saudáveis.

Idosos

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Quando ficamos mais velhos, o impacto de um animal de estimação pode ser ainda mais poderoso. Os pets, especialmente os cachorros, oferecem oportunidades e motivação para idosos como a prática regular de atividade física. Exercícios regulares não só ajudam a manter e melhorar o funcionamento físico, mas também reduzem as chances de doenças ligadas ao sedentarismo (como, por exemplo, doença coronária, diabetes tipo 2 e certos tipos de câncer). Por isso mesmo, idosos com cães fazem mais amizades e ficam menos doentes.

idoso cachorro gato pet

Outros estudos demonstraram que os tutores têm respostas fisiológicas mais saudáveis ao estresse, incluindo a melhora cardíaca, melhor pressão arterial e a recuperação mais rápida de irritações leves.

Fonte: Mars, Incorporated

Tabu ainda é principal obstáculo para combate ao suicídio

Setembro Amarelo: especialistas da Doctoralia analisam as principais questões envolvendo a depressão
Para marcar o Setembro Amarelo – mês da campanha brasileira de combate ao suicídio – a Doctoralia, plataforma que conecta profissionais de saúde e pacientes, conversou com especialistas para desvendar os principais estigmas sobre esse assunto. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2016 o Brasil registrou 11.433 mortes por suicídio, número 2,3% maior do que o registrado no ano anterior.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 322 milhões de pessoas no mundo sofrem de depressão, transtorno mental mais associado ao risco de suicídio, sendo 11,5 milhões de brasileiros – deixando o país em quinto lugar entre os mais afetados e em primeiro quando se fala de América Latina.

Entre as principais questões, o tabu e o preconceito existente em relação aos transtornos mentais ainda são as principais barreiras ao tratamento. “É possível observar uma mudança de mentalidade, mas ainda precisamos melhorar muito. Esse cenário não está tão ruim como era há 20 anos, mas na prática vemos muito preconceito, às vezes isso vem do próprio paciente”, destaca o psiquiatra e membro da Doctoralia, Rafael Dias Lopes.

“Por ser uma doença de ordem mental, acontece de a pessoa ser subestimada, questionada e até ter seu problema minimizado e relativizado”, completa a psicóloga especialista em saúde mental e membro da Doctoralia, Tatiane Paula Souza.

Os profissionais são unânimes dizendo que o primeiro passo do tratamento é acolher a pessoa que se encontra em situação de risco. “Ela precisa sentir que pode falar sobre o que está sentindo, que não será julgada por isso e nem terá seu problema tratado como frescura”, pontua Lopes. “A pessoa que está em sofrimento e chega a verbalizar que tem vontade de sumir ou que não aguenta mais viver, precisa se sentir acolhida, o que não acontece geralmente. É preciso entender que não se trata de uma pessoa fraca, pelo contrário, ela é corajosa e está buscando ajuda”, complementa Tatiane.

MULHER TRISTE DEPRESSÃO

Dúvidas comuns

Dentro da plataforma, a Doctoralia dispõe do serviço “Pergunte ao Especialista” – que permite tirar dúvidas sobre saúde, de forma gratuita e anônima. A maior parte das dúvidas relacionadas a esse assunto são sobre as medicações para o tratamento da depressão. Entre elas é possível observar questionamentos sobre quais são os riscos de dependência e os efeitos colaterais de medicamentos para tratamento dessa patologia.

Os especialistas esclarecem que existem diversos transtornos mentais que podem estar associados ao suicídio e a necessidade de medicação varia de acordo com o caso, portanto somente um médico pode avaliar o paciente e medicar de acordo com o quadro de cada um.

“A depressão é a causa mais conhecida para o suicídio, mas não é a única. A pessoa precisa passar por uma avaliação para se estabelecer o diagnóstico, depois disso é possível discutir a medicação, dosagem e duração necessária de tratamento. Também é importante unir o acompanhamento do psiquiatra com o tratamento psicológico”, pontua Lopes.

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De forma geral, todos os profissionais sinalizam que é essencial observar os sinais que podem indicar mudanças comportamentais de uma pessoa com risco de suicídio e buscar ajuda profissional é fundamental. “O isolamento, por exemplo, pode ser um forte indício. Se a pessoa muda muito o seu comportamento habitual, abandonando as coisas do dia a dia, não quer conversar, chora muito, fala sobre morte ou faz referências ao suicídio, é essencial consultar um profissional o quanto antes”, afirma Lopes.

A psicóloga Tatiane sinaliza ainda que os sinais podem ser discretos e não verbais. “A pessoa pode apresentar bastante ambivalência, pois existe um conflito interno. De modo geral, o comportamento é marcado por um sofrimento intenso, com traços de desesperança e desamparo”.

Fonte: Doctoralia