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Dia da Árvore: o que podemos fazer para combater o desmatamento?*

Hoje, 21 de setembro, é comemorado o Dia da Árvore. Mais que um motivo para celebração, a data é uma oportunidade para avaliarmos a questão do desmatamento e como podemos agir para minimizar os impactos ambientais ao longo dos próximos anos. Isso não quer dizer que algumas medidas positivas não existam, mas, sim, que devem ser sempre replicadas.

Para entender melhor a importância dessas medidas positivas, vale uma análise sobre a Amazônia Legal. Após cinco anos consecutivos de crescimento, a área registrou uma expressiva queda de 21% no desmatamento, entre agosto de 2016 e julho de 2017. A análise mostra que todos os estados registraram redução, mas o Pará foi o que conseguiu um desempenho melhor: obteve uma queda de 31% no número absoluto de quilômetros quadrados desmatados, além de uma redução de 28,8% para 25% na proporção total da Amazônia Legal afetada.

Ao avaliar os fatores que contribuíram para o desempenho positivo do estado, identificamos que, além de investimentos em novas tecnologias e ferramentas de gestão por parte do governo, o setor privado e a sociedade também passaram a apostar mais em ações que estimulam a valorização das florestas em pé.

Nesse sentido, podemos destacar o trabalho de empresas que apostam em parcerias com comunidades de diferentes biomas do Brasil (principalmente o amazônico) e que, por meio de treinamentos e capacitações, ensinam que é possível extrair frutos e sementes da biodiversidade sem agredir o meio ambiente – tudo isso com a geração de uma fonte de renda extra.

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Foto: Picography/Pixabay

Esse é um modelo de negócios que pode ser replicado em diferentes setores da economia, pois, atualmente, grande parte dos produtos deriva, em algum grau, da transformação de matérias-primas originadas na natureza. A proposta é que, por meio da conservação dos recursos naturais, o país tenha condições de ampliar o valor do patrimônio genético e de contribuir para desaceleração do aquecimento global.

Para exemplificar a eficiência dessa iniciativa, a Beraca promoveu um estudo sobre o serviço ecossistêmico de regulação global em áreas de extrativismo de andiroba, murumuru, açaí e pracaxi destinado às indústrias de beleza, cuidados pessoais e farmacêutica. A análise identificou que foi possível evitar a emissão de 1.400 ton CO² e ainda apoiar a regeneração de 2.350 hectares de floresta de um único fornecedor da matéria-prima, o que equivale a R$ 180 mil em estoque de carbono gerado.

Além disso, outro estudo, realizado em parceria entre a Beraca, a Universidade de São Paulo (USP) e a Columbia University, de Nova York, concluiu que, em um município do Pará com histórico de atividade madeireira ilegal, a cada R$ 1,5 investido no extrativismo sustentável, são retirados R$ 3,6 da mão de obra de serrarias ilegais.

Diante desses números, é possível notar que começamos a caminhar na direção correta, porém ainda temos que fazer muito para que o desmatamento seja cada vez menor em nosso país. Ao replicar modelos positivos de manutenção das florestas, transformamos as áreas verdes em uma perpétua fonte de renda, capaz de contribuir com a saúde do planeta e restaurar a dignidade das comunidades locais. O primeiro passo é enxergar que qualquer espécie viva depende das árvores para garantir a sua sobrevivência.

* Érica Pereira atua na área de Sustentabilidade da Beraca, líder global no fornecimento de ingredientes naturais provenientes da biodiversidade brasileira para as indústrias de cosméticos, produtos farmacêuticos e cuidados pessoais

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Situações consideradas crime ambiental que você pode desconhecer

O meio ambiente é protegido pela Lei nº 9.605 de 12 de fevereiro de 1998. Considera-se crime ambiental todo e qualquer dano ou prejuízo causado aos elementos que compõem o ambiente, são classificados 5 tipos de crimes (contra a fauna, contra a flora, poluição, contra o ordenamento urbano/patrimônio cultural e crimes contra a administração ambiental). Mas, muitos desconhecem as leis e acabam sofrendo punições sem conhecer as reais causas.

Alessandro Azzoni, especialista em direito ambiental, esclarece aqui cinco situações consideradas crime contra o meio ambiente que a maioria das pessoas desconhece e pratica.

1- Comprar ou receber animais da fauna silvestre:
Recebeu um papagaio, um passarinho com um lindo canto, um filhote de tartaruga e assim por diante? Saiba que, se esses animais não possuírem chip ou anilha autorizada pelo Ibama/Secretária do Meio Ambiente do Estado, você poderá sofrer punições. Azzoni explica que não há possibilidade de regularizar animais sem autorização e nestes casos se efetua a entrega voluntária ou a pessoa será apresentada junto ao órgão competente – de Lei de Crimes Ambientais Lei nº. 9.605/98, em seu artigo 29 a 37 que elenca as agressões cometidas contra animais silvestres e ainda a comercialização sem autorização;

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2- Outra situação considerada crime ambiental é a pesca sem autorização, portanto, antes de pegar um barco e sair pescando você precisa de autorização. Ou poderá ser surpreendido pela policia militar ambiental, ser multado, além de, responder por crime ambiental;

3- Adquirir área com abundância de mata nativa com diversas espécies de plantas e animais, com um valor extremamente convidativo, ou preço fora do mercado, não é um ótimo negócio. Geralmente essas ofertas são de terreno com Área de Proteção Permanente, ou seja, quem adquirir não poderá construir e nem desmatar nada, caso o faça estará cometendo crime ambiental contra a flora (artigos 38 a 53 da lei de crimes ambientais a 9605/98), que deixa claro que é crime causar dano ou destruição a vegetação de APP – áreas de preservação permanente em qualquer estágio de recuperação ou em unidades de conservação. O mesmo aplica-se para quem provocar incêndio em mata ou floresta. O especialista aconselha pesquisar sempre a área que deseja comprar para verificar se existe algum passivo ambiental.

4- Toda e qualquer obra em propriedade rural e ou urbana precisa de licença ambiental. Caso precise remover qualquer árvore, não pense! Peça autorização sempre, saiba até para retira uma árvore de sua casa, “Sempre será necessário autorização da prefeitura local. Além disso, fique atento e não use um ‘jeitinho’ para resolver pois o Ministério Público poderá promover uma ação civil pública exigindo responsabilidade pelo dano causado. Na dúvida questione o órgão ambiental e peça a resposta sempre por escrita em forma de documento”, Azzoni.

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5- Existem ainda crimes de poluição (art. 54 a 61)

Tudo que estiver acima dos limites autorizados será crime de poluição, portanto acima dos índices permitidos é crime ambiental. Poluição que causar danos à saúde humana, mortandade de animais e destruição significativa, se enquadra aqui.

“Fiquem atentos, pois todo o dano causado ao meio ambiente será obrigatório à recuperação deste. E como já julgado pelo STF, a recuperação do dano ambiental é imprescritível, ou seja, pode ser cobrada a qualquer momento não importando quem foi o autor, basta estar na propriedade do bem”, finaliza Azzoni.

Fonte: Alessandro L. O. Azzoni é graduado em Ciências Econômicas pelo Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas; graduado em Direito pelo Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas, Pós graduado em Direito Ambiental Empresarial pelo Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas. Mestrando em Direito, Conselheiro Cades – Conselho de Meio Ambiente – Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, atuando principalmente no seguinte tema: AMBIENTAL, nos licenciamentos dos projetos urbanísticos da Cidade de SP, analisando e aprovando os EIA/RIMA dos referidos projetos.

Tinder se une a PETA para incentivar usuários a remover selfies com tigres

Movimento global de proteção aos tigres receberá US$ 10 mil dólares do app em homenagem ao Dia Internacional do Tigre

O Tinder se une a PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) para lançar uma campanha para incentivar os usuários a remover fotos com tigres de seus perfis. A campanha, que teve início em 29 de julho, data em que é comemorado o Dia Internacional do Tigre, incentiva que os usuários excluam suas fotos com tigres, marquem seus amigos para que façam o mesmo ou participem da discussão nas redes sociais usando a hashtag #NoTigerSelfies. Além disso, o aplicativo doará US$ 10 mil para o Project Cat, movimento global para proteger os tigres.

A comunidade de usuários do Tinder é conhecida por criar os perfis mais interessantes e divertidos da web, porém alguns perfis são um pouco selvagens demais e utilizam selfies de usuários com tigres. Como esses animais estão fora do seu habitat natural, geralmente precisam ser dopados tirar fotos com pessoas. Nesse contexto, o Tinder criou a campanha para sensibilizar seus usuários e sugerir outras fotos de perfis que mostrem a preocupação com o meio ambiente e com os animais selvagens.

“Há inúmeras formas de deixar o perfil divertido com fotos de situações que não agridam o meio ambiente e que não incentivem que animais sejam retirados de seu habitat e dopados para virar atração turística”, comenta Andrea Iorio, diretor de marketing e comunicação do Tinder na América Latina. “Estamos muito orgulhosos da parceria com a PETA e também dos usuários da plataforma que estão aderindo a essa causa, removendo as fotos com animais selvagens e buscando outras formas criativas de continuar garantindo muitos matches com perfis divertidos”, comenta.

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Confira quais fotos você pode incluir em seu perfil no Tinder para mostrar a sua preocupação com o meio ambiente e com a preservação dos animais selvagens:

·Plantando uma árvore: plantar árvores contribui para a purificação do ar, qualidade da água e evita a erosão do solo.

·Caminhando até o trabalho: quando possível, deixar o carro em casa para ir ao trabalho ajuda a combater a poluição, além de trazer ganhos em bem-estar e qualidade de vida, já que melhora a saúde cardiovascular e previne uma série de doenças.

·Fazendo trabalho voluntário em um abrigo de animais: é muito gratificante dedicar algumas horas do seu dia para ajudar alguém, além disso é uma forma de você descobrir novas habilidades e conhecer realidades diferentes da sua, o que representa uma grande experiência de vida. Isso pode também fazer com que você obtenha ganhos para sua carreira, já que pode se destacar em um processo seletivo por essa atividade.

·Saboreando um lanche natural no seu quiosque vegano favorito: uma alimentação natural gera inúmeros benefícios para a saúde, além de manter sua consciência tranquila em relação ao que você consome, já que você não consumirá produtos que são resultados de exploração animal.

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Confira também formas de proteger os tigres e outros animais selvagens:

1) Reporte atividades suspeitas de tráfico de animais, maus-tratos ou exploração animal às autoridades locais.
2) Se você encontrar atividades suspeitas no Facebook, informe a página ou comente sua suspeita no post. Grande parte das vendas ilegais está sendo feita nas redes sociais e é preciso ajuda da comunidade para combater isso.
3) Não faça selfies com tigres ou outros animais selvagens para que seu dinheiro não patrocine acidentalmente atividades questionáveis.
4) Não compre produtos que sejam resultado de exploração animal.

Fonte: Tinder

N.R.: Eu poderia falar muito sobre o quanto acho isso de tirar fotos com animais selvagens, na maioria das vezes dopados, cafona, jeca, cruel, estúpido, ignorante e tantos outros adjetivos nada positivos. Eu jamais daria match para alguém com uma foto destas. NUNCA!

Produtos garantem limpeza pesada sem agredir o meio ambiente

Limpar a casa sem agredir o meio ambiente. É com essa premissa que Super Storm, nova marca da Pulvitec, apresenta ao mercado uma linha completa de saneantes para limpeza ecologicamente correta. Atendendo a demanda crescente por produtos sustentáveis, Super Storm oferece, além de produtos inovadores e tecnológicos, um conceito baseado na preservação dos recursos naturais.

A começar pelas embalagens, que são desenvolvidas com 70% de material reciclado, os produtos são totalmente sustentáveis, produzidos sem a geração de resíduos e sem adição de ácidos, fosfatos, parabenos e corantes. Além disso, nenhum dos produtos da marca é testado ou tem origem animal.

“Acreditamos que um mundo saudável começa em casa, e é com esse pensamento que apresentamos a linha Super Storm, com produtos ecologicamente corretos. Aliamos as melhores matérias-primas à fórmulas inovadoras para oferecer produtos concentrados, que cumprem a promessa de limpar profundamente sem agredir o meio ambiente”, diz Tais Abambres, Gerente de Marketing e Produto da Pulvitec.

Disponíveis em frascos com 500ml , 1 litro e bombonas de 5 litros, os produtos podem ser usados concentrados ou diluídos em água e têm fragrâncias especiais de Lavanda de Provence, Alecrim Mediterrâneo e Bamboo Oriental.

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Pedra miracema, portuguesa, mineira, goiana, são tomé, carranca, luminária e até cimento queimado ficarão limpos como mágica! Super Storm Limpa Pedras limpa sua casa sem agredir o meio ambiente, além de deixar um perfume inconfundível.

Encardidos e manchas em pisos laminados e vinílicos serão facilmente removidos com Super Storm Limpa Pisos Laminados E Vinílicos, que limpa e perfuma sua casa como mágica.

Encardidos e manchas em pisos de porcelanato, manchas superficiais causadas por bebidas, óleo e urina animal? Nada disso é problema para Super Storm Limpa Porcelanato, que age em cada poro do piso, limpando e perfumando sua casa.

Limpa, clareia e remove diversos tipos de manchas, encardidos e sujeiras pesadas em pisos cimentícios, cerâmicos, cimento queimado, granito, ardósia, mármore, granilite, pastilhas e lajotas, além de deixar o ambiente com um perfume incomparável. Super Storm Limpeza Pesada Para Pisos cuida da sua casa sem agredir o meio ambiente.

Restos de argamassa, rejunte, terra e gesso? Super Storm Pós-obra é a solução! Com formulação exclusiva, sem substâncias nocivas ao meio ambiente, deixa a casa incrivelmente perfumada.

Resíduos de rejunte, argamassa, cimento, terra, gesso e manchas de ferrugem em porcelanatos naturais, retificados e polidos serão eliminados como mágica pelo Super Storm Pós-obra Porcelanato. Sua formulação exclusiva limpa sem agredir o meio ambiente e deixa no ar um perfume incomparável.

Informações: Pulvitec

 

 

 

Fundação Grupo Boticário recebe troféu ambiental em Congresso Nacional

A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza foi premiada com o Troféu Empresa Amiga do Meio Ambiente, durante o XVII Congresso Brasileiro do Ministério Público de Meio Ambiente. A homenagem, recebida por Leide Takahashi, gerente de projetos ambientais da instituição, foi um reconhecimento às ações de conservação da natureza realizadas em todo o Brasil, ao longo dos 26 anos de história da Fundação Grupo Boticário.

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Foto: Christiana Marques

A premiação foi concedida pela Abrampa (Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente), que realiza todos os anos o congresso com o propósito de promover debates sobre temas ambientais e estimular pesquisas relacionadas ao Direito Ambiental. Este ano, o evento foi realizado entre os dias 26 e 28 de abril, na cidade de São Paulo.

Morada da Floresta participa da 3ª Feirinha Positiva

Neste sábado, 25, acontece a 3ª Feirinha Positiva em São Paulo, e a Morada da Floresta estará lá com seus produtos. O evento, promovido pela Livraria da Vila, acontece das 10 às 17 horas e foi instituída com o objetivo de comercializar produtos que nos ajudam a ter um estilo de vida mais conectado a natureza.

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Para quem ainda não conhece, a Morada da Floresta possui Composteiras Domésticas (Minhocários) e Composteiras Empresariais (em cilindros). Além disso, a empresa possui uma série de outros produtos ecologicamente aprovados, tais como fraldas ecológicas, ecoabsorventes, coletores menstruais, maquiagens orgânicas e livros.

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Serviço:
3ª Feirinha Positiva
Data: 25 de março, sábado
Horário: 10h às 17h
Local: Livraria da Vila – Rua Fradique Coutinho, 915 – Vila Madalena – São Paulo

Informações: Morada da Floresta

Dia da Água: como lidar com a falta do saneamento básico no Brasil? por Elias Oliveira*

Avançamos muito pouco no quesito de saneamento e isso é grave, pois são inúmeros os danos que esse cenário pode trazer à população. De acordo com uma pesquisa realizada em 2015 pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com a consultoria GO Associados, 50,3% dos brasileiros têm acesso à coleta de esgotos e, desse resultado, somente 42% dos esgotos são tratados. Diante desses números, é importante aproveitar o Dia Mundial da Água, celebrado hoje, 22 de março, para debater a questão do saneamento básico.

É que outro dado significativo apresentado nesse estudo também chama a atenção: em 24 capitais brasileiras, menos de 80% dos esgotos são tratados.

Basta olhar para um dos grandes problemas da saúde pública no momento: a proliferação do mosquito Aedes aegypti e o consequente aumento desenfreado dos casos de dengue, chikungunya e vírus zika. Isso ocorre porque o esgoto a céu aberto se acumula em poças, que se misturam às águas da chuva e se transformam em novos criadouros para o mosquito.

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Uma publicação da Organização Mundial da Saúde (OMS), World Health Organization (WHO), de 2002, trata sobre a redução de riscos e promoção de uma vida saudável, o documento diz que efeitos adversos à saúde estão ligados à ingestão de água insegura associada à higiene inadequada e motivadas pela falta de acesso ao saneamento e gestão inadequada dos recursos e sistemas hídricos, sendo que a diarreia infecciosa é o maior fator de contribuição para carga de doenças associadas à água, ao saneamento e à higiene. A diarreia infecciosa é responsável por cerca de 4 bilhões de casos a cada ano.

Outras doenças, como a febre tifoide, hepatite A e E, pólio e cólera também são potencialmente causadas pela falta de tratamento da água.

Além das muitas vítimas, o combate a essas doenças também afeta diretamente os cofres públicos, afinal investir em saneamento e prevenir os danos custa bem menos que cuidar de um paciente internado. Já é de conhecimento que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cada dólar gasto com o saneamento básico representa uma economia de US$ 4,3 com a saúde.

Embora seja uma realidade distante de boa parte da população, algumas soluções químicas são extremamente eficazes para minimizar os níveis de contaminação da água e capazes de contribuir diretamente com a qualidade de rios, lagos, represas e lençóis freáticos.

Para auxiliar no tratamento feito tanto por administrações públicas quanto por privadas, empresas nacionais trabalham constantemente no desenvolvimento de sistemas e produtos altamente eficazes e seguros, como o Cloro ideal para desinfecção de águas e esgoto. Soluções a base de cloro já são aplicadas a mais de cem anos, por exemplo, em estações de tratamento e também em indústrias de alimentos e bebidas. É o meio mais eficaz e barato para prevenir doenças, eliminar parasitas, vírus, fungos e bactérias.

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Ter água limpa e saneamento básico é mais que um direito, é sinônimo de qualidade de vida e saúde para a população. Por isso, o Dia da Água deve ser visto como uma oportunidade perfeita para chamarmos a atenção do poder público, da sociedade civil e da iniciativa privada para um dos grandes problemas do país que necessita urgente de uma solução.

*Elias Oliveira é gestor institucional da unidade de negócio Sabará Químicos e Ingredientes, pertencente ao Grupo Sabará. É membro da Comissão de Estudo de Produtos Químicos para Saneamento Básico, Água e Esgoto da ABNT; Membro da Comissão de Manuseio e Transporte da ABICLOR (Associação Brasileira da Indústria de Álcalis, Cloro e Derivados); Membro do Comitê Gestor Prodir (Processo de Distribuição Responsável) da ASSOCIQUIM; Membro da Comissão de Estudos e Prevenção de Acidentes no Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos da Secretaria de Logística e Transportes do Estado de São Paulo; e Coordenador da Sub Comissão de Estudos e Prevenção de Acidentes no Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos da Região de Campinas.

Morada da Floresta promove visita pedagógica e almoço vegetariano

Empresa tem como missão despertar o desenvolvimento integral do ser humano e proporcionar mudanças comportamentais na sociedade

A Morada da Floresta é uma empresa que oferece soluções socioambientais, cursos, produtos, serviços e desenvolve projetos para incentivar práticas sustentáveis cotidianas e contribuir para o despertar de uma consciência natural e ecológica. E sábado (11), irá promover uma visita ecopedagógica, um almoço vegetariano e a dança de Vênus.

Com uma agenda extensa para o dia, as ações iniciam às 11 horas, com uma visita ecopedagógica pela Morada. Nela, os participantes terão uma experiência rara de contato com as possibilidades de se viver em respeito e harmonia com a natureza na cidade. Em um diálogo aberto em meio a hortas verticais, cipós e sons de passarinhos, serão oferecidas reflexões sobre Sustentabilidade e Ecologia na vida prática e cotidiana, além de exemplos de como cada um pode reduzir seu impacto ambiental com escolhas conscientes. Ainda estarão inclusos nos debates temas como Compostagem, Gestão de Resíduos, Ecologia Feminina, Bebês Ecológicos, Consumo Consciente, Agricultura Urbana e Alimentação, entre outros.

Após a visita, será realizado um Almoço Vegetariano, assinado pela chef Adriana Nogueira, das 13 às 15h30. Nele, serão oferecidos maravilhosos pratos e sabores, feitos com 90 % de alimentos orgânicos, ou seja, livres de transgênicos, fertilizantes químicos ,agrotóxicos e de crueldade animal.

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Ao final, será apresentada a Dança de Vênus, conhecida como “o movimento de embelezar a vida”, pela facilitadora Jacqueline Sandes, das 17 às 19 horas. Para quem não conhece, a Dança da Vênus é um processo de autoconhecimento que visa a facilitar, para a mulher moderna, as pazes com seu ciclo menstrual, por meio da dança, de novos conhecimentos e orientações práticas, aliviando a pressão, a rigidez, a sobrecarga e a desconexão que muitas sentem, tornando assim a vida mais leve, fluida, bela e vibrante.

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Com vagas limitadas, os ingressos para a Visita Ecopedagógica, para o Almoço Vegetariano e para a Dança de Vênus podem ser adquiridos individualmente clicando aqui.

Para a Dança da Venus inscreva-se aqui. 

Visita Ecopedagógica, Almoço Vegetariano e Dança de Vênus
Data: 11 de março
Horário: das 11h às 19h
Local: Morada da Floresta – R. Diogo do Couto, 47 – Vila Universitária – São Paulo (SP)

Brasileiros geram mais resíduos, apesar da crise

Deficiência na destinação final ainda afeta 76,5 milhões de pessoas

Contrariando as expectativas, a quantidade de RSU (Resíduos Sólidos Urbanos) descartados pela população continua a aumentar no Brasil, tanto em termos absolutos, como individualmente, apesar do impacto da crise econômica sobre o consumo. Este é o cenário apontado pela ABRELPE (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais), na nova edição do Panorama de Resíduos Sólidos no Brasil, principal radiografia sobre a gestão de resíduos no país, lançado em outubro, na semana de comemoração de 40 anos da entidade.

O total de RSU gerado no país aumentou 1,7%, de 78,6 milhões de toneladas para 79,9 milhões de toneladas, de 2014 a 2015, período em que a população brasileira cresceu 0,8% e a atividade econômica (PIB) retraiu 3,8%.

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A geração de resíduos sólidos no Brasil cresceu mais de 26% na última década (2005-2015), porém a gestão dos materiais descartados continua apresentando grande deficiência, e 76,5 milhões de brasileiros (mais de 1/3 da população) ainda sofrem com a destinação inadequada dos resíduos, em um país onde 30 milhões de toneladas foram depositadas em lixões ou aterros controlados, que do ponto de vista técnico apresentam os mesmos problemas dos lixões, já que não contemplam o conjunto de medidas necessárias para proteção do meio ambiente contra danos e degradações.

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“O desafio da gestão de resíduos sólidos urbanos continua bastante considerável, uma vez que apesar de uma melhora percentual, a cada ano um volume maior de resíduos é depositado em locais inadequados, sendo que mais de 3.300 municípios ainda fazem uso de unidades irregulares para destinação do lixo, o que significa graves riscos ao meio ambiente e impactos diretos na saúde da população”, destaca o diretor-presidente da ABRELPE, Carlos Silva Filho, ao lembrar que esse cenário contraria as determinações da PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos – Lei Federal 12.305/2010) e de outras Leis Ambientais.

Os serviços de coleta mantiveram praticamente os mesmos índices de universalização observados anteriormente, com uma cobertura nacional de mais de 90%. As diferenças regionais, contudo, tornaram-se mais evidentes, já que as regiões Norte e Nordeste ainda estão com uma cobertura cerca de 80%, inferior à das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, onde o índice é superior a 90%.

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O estudo da ABRELPE também mostrou que, em 2015, cada brasileiro gerou cerca de 391 kg de RSU, o que representa um volume similar e, em alguns casos, até maior do que aquele constatado em países mais desenvolvidos e com renda (PIB per capita) mais alta do que o Brasil.

País PIB per capita (USD) Geração RSU per capita (kg/hab/ano)
Islândia 47.493,20 347
Bélgica 46.622,50 438
Suécia 60.283,20 445
Japão 38.550,00 354
Coréia do Sul 25.998,00 358
BRASIL 9.850,00 391

De acordo com a entidade, a gestão adequada de resíduos sólidos é de vital importância para garantia de um futuro saudável e com alguma qualidade de vida, tendo sido incluída como uma das metas da nova agenda global dos 193 Estados-membros da ONU, que estabeleceram, por unanimidade, o compromisso de reduzir substancialmente, até 2030, a geração de resíduos por meio da prevenção, redução, reciclagem e reuso.

“No momento em que o mundo firma um pacto global em favor do meio ambiente, em que se discutem as bases da economia circular e se estabelecem as metas para um futuro sustentável, a gestão dos resíduos assume um caráter ainda mais prioritário para as sociedades”, afirma Silva Filho. “No entanto, o Brasil continua bastante atrasado no atendimento às determinações da PNRS, aprovada em 2010. No ritmo atual, o País não conseguirá cumprir o compromisso assumido perante a ONU, para implementar as ações definidas como prioridade até 2030”, observa o diretor- presidente da ABRELPE.

Coleta seletiva

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Pixabay

Segundo o Panorama elaborado pela ABRELPE, houve aumento paulatino das iniciativas municipais de coleta seletiva, conforme determinado pela PNRS, em todas as regiões do País. Em 2015, cerca de 70% dos municípios registraram tais atividades, que são cada vez mais demandadas pela sociedade. Em 2014, 64,8% dos municípios brasileiros apresentaram alguma iniciativa de coleta seletiva.

O aumento das iniciativas em municípios das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste foi bastante considerável, enquanto nas regiões Sul e Sudeste mais de 85% dos municípios implementaram ações nesse sentido, um índice superior à média nacional.

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Apesar desse aumento na abrangência das iniciativas de coleta seletiva, os índices de reciclagem no Brasil não apresentaram o mesmo avanço e, em alguns setores, houve até mesmo redução do total efetivamente reciclado, em comparação aos índices registrados anteriormente.

“O incremento da reciclagem é uma meta buscada não apenas no Brasil, mas também em várias partes do mundo, que já contam com medidas concretas de estímulo e desoneração para viabilizar os avanços pretendidos. Ações nesse sentido ainda são incipientes por aqui, e toda a cadeia da reciclagem sofre com a ausência de um sistema de gerenciamento integrado para superação dos gargalos existentes”, afirma o diretor-presidente da ABRELPE.

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Foto: Our World

Aspectos econômicos da gestão de resíduos

Para executar os serviços de limpeza urbana, incluindo coleta, transporte, destino final, varrição de ruas, manutenção de parques e demais serviços correlatos em âmbito municipal as prefeituras investiram, em média, recursos da ordem de R$ 10,15 por habitante / mês, e tiveram à disposição um contingente de 353.426 funcionários diretos, número que se manteve estável em comparação a 2014. Vale registrar, porém, que houve redução de 1,5% na quantidade de empregos gerados por empresas privadas.

Resíduos da construção e da saúde

Além dos RSU, os municípios brasileiros, em geral, também assumiram a responsabilidade pelos resíduos de construção e demolição (RCD) abandonados em vias e logradouros públicos, e pelos resíduos de serviços de saúde (RSS) gerados nas unidades públicas de atendimento à saúde.

Considerando os RSU, os RCD (Resíduos de Construção e Demolição) abandonados em vias públicas e os RSS (Resíduos de Serviços de Saúde) gerados em unidades públicas de Saúde, os municípios brasileiros ficaram responsáveis por um total de 125 milhões de toneladas de resíduos em 2015, quantidade suficiente para encher 1.450 estádios do Maracanã.

“As obrigações municipais para com a gestão de resíduos sólidos aumentam a cada ano, seja em termos de volume a gerenciar, seja em termos de obrigações a cumprir. Por outro lado, os orçamentos municipais têm seguido em sentido contrário, sofrendo com reduções periódicas. Esse cenário mostra claramente que serviços essenciais como a limpeza urbana não podem mais ficar vinculados ao orçamento geral das cidades, e devem ser custeados individualmente pelos geradores, o que garante a sustentabilidade financeira dos serviços e mais justiça social, com aplicação efetiva do princípio do poluidor-pagador”, finaliza o diretor-presidente da ABRELPE.

Fonte: ABRELPE – Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais

 

#VerãoPelado conscientiza a população sobre a produção excessiva de embalagens

Campanha convida o público para uma mudança de atitude e apresenta produtos pelados, livres de embalagens

Você já parou para pensar no quanto a indústria de cosméticos produz de lixo? Sabia que em 2015, apenas o mercado de xampu e condicionador global movimentou quase US$ 35 bilhões? E que Brasília tem o maior lixão da América Latina? O Brasil produz em média 387 quilos de resíduos por habitante por ano. Se somássemos a quantidade de entulho e de lixo hospitalar abandonados nas ruas das cidades brasileiras, o volume total equivaleria a 1.450 estádios do Maracanã. Assustador não? Esses são alguns dados que a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública revelou em 2016.

Por acreditar que embalagens acrescentam um custo de marketing desnecessário ao consumidor e causam um grande impacto negativo no planeta, a campanha #verãopelado será lançada neste mês pela Lush Brasil para trazer este assunto à tona, especialmente durante o período de festividades de verão.

A Lush foi a primeira marca de cosméticos global a trazer uma revolução sobre este tema na indústria, já que há mais de 20 anos criou os produtos chamados “pelados”, ou seja, sem embalagem alguma. Hoje, estes itens representam cerca de 35% da gama de produtos da marca, entre shampoos e condicionadores sólidos, barras de massagem, bombas de sal de banho, sabonetes para o corpo e rosto, esfoliantes corporais e espumas de banho, e estão entre os listados entre os mais vendidos no mundo inteiro. Por serem sólidos, os produtos têm 100% de aproveitamento, duram mais, dispensam o uso de embalagens e são
autoconservantes. Além disso, contém ingredientes naturais e frescos, ricos óleos essenciais e fragrâncias de alta qualidade.

De janeiro de 2015 a janeiro de 2016, só as vendas globais dos shampoos sólidos evitaram a criação de 15.890.925 frascos plásticos. Cada um deles dura até 80 lavagens – cerca de três vezes mais que um frasco de 200ml de xampu, – ou seja, cada xampu sólido evita o desperdício de três embalagens plásticas convencionais.

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A Lush acredita, ainda, que o atendimento customizado é uma das melhores práticas ambientais. Por isso, os funcionários da marca são treinados para oferecer uma consulta personalizada. Durante o seu atendimento, cada pessoa compartilha suas necessidades individuais e conta como gostaria de sentir a pele e cabelo, por exemplo. Dessa forma, o produto que mais se adequa a estas necessidades, será indicado. Essa é uma experiência diferente do que costumamos vivenciar, que são longos corredores e prateleiras infinitas, com produtos que utilizam suas embalagens plásticas para explicar, em poucas palavras, o que devemos saber sobre esse cosmético.

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Segundo Mark Constantine, co-fundador da Lush: “Embalagem é lixo e por muito tempo tivemos e teremos que sofrer com as quantidades excessivas dele. Agora que os verdadeiros custos financeiros e ambientais estão se tornando óbvios, os clientes estão desafiando os fabricantes e varejistas a se reinventarem. Empresas como a nossa precisam pensar fora da caixa e apresentar aos clientes inovações que lhes permitem comprar produtos verdadeiramente nus”.

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Para a realização da campanha #verãopelado, funcionários da marca de diferentes perfis e digital influencers, que apoiam a causa, foram fotografados completamente nus, usando apenas os produtos pelados. Sem embalagem e roupa alguma, os cliques resultaram em uma campanha impactante, divertida e sem rótulos.

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A campanha terá uma série de ativações ao longo do mês. No dia 04 de fevereiro, sábado, vendedores das lojas Lush estarão vestidos apenas com aventais pretos que levam a frase “Pergunte-me por que estou pelado”, convidando os clientes para discussões sobre o tema. Os funcionários ativistas pelados estarão presentes também em alguns blocos de Carnaval, manifestando sua causa e sugerindo que o público mude de atitude neste verão. Nestas ocasiões, serão distribuídos cartões feitos com papel semente, direcionando as pessoas para uma página no site que apresenta uma série de artigos a respeito do tema.

E então, o que acha de começar a reduzir o lixo hoje mesmo?

Compartilhe suas ideias para um verão mais sustentável utilizado #verãopelado.

Leia mais sobre em: https://br.lush.com/article/olhe-so-nossos-meloes https://br.lush.com/article/embalagem-e-lixo https://br.lush.com/article/corte-embalagem https://br.lush.com/article/pelada-para-vida
https://br.lush.com/article/todo-esse-glitter https://br.lush.com/article/revolucao-dos-pelados

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Sobre a LUSH

Desde a sua fundação, há 21 anos, a Lush é dirigida por inovação e ética. Pioneiros na criação de produtos como as bombas de sal de banho efervescentes, gelatinas de banho e shampoo sólido, a Lush tem preferência por ingredientes frescos, como frutas e vegetais orgânicos. A Lush luta ativamente pelo fim dos testes em animais e tem um departamento completo de Compras Éticas, que dá suporte à prática de Comércio Justo e pequenas comunidades. A Lush é líder no combate ao excesso de embalagens na indústria de cosméticos, e já realizou diversas campanhas públicas a respeito, além de oferecer produtos que são vendidos “pelados”, ou seja, sem nenhuma embalagem. A Lush Digital contribui e faz parte de uma comunidade open source de software, esforçando-se para garantir que o uso de hardware obtido eticamente e assume uma forte posição ética sobre como os dados devem ser utilizados e que o controle de privacidade deve ser devolvido ao usuário. A Lush ganhou o prêmio RSPCA de boas práticas em negócios em 2006, 2007 e 20
09, e também o prêmio PETA Trailblazer de bem-estar animal. Os co-fundadores Mark e Mo Constantine foram condecorados OBEs na lista honoraria de 2010.

A LUSH foi ganhadora do prêmio “Best in Business” na cerimônia “Observer Ethical Award” de 2014 e considerada a marca de varejo mais ética no Congresso Mundial de Varejo em 2016 tanto as lojas quanto o site são frequentemente colocados no topo da lista da pesquisa com consumidores da revista Which?. Atualmente a LUSH opera em 47 países, com 932 lojas, 38 lojas virtuais que enviam internacionalmente e uma rede global de aplicativos, canais de notícias e comunidades digitais em mais de 30 idiomas.

Fonte: LUSH Brasil