Arquivo da categoria: Câncer

Alimentos antioxidantes auxiliam no combate ao câncer

De acordo com o British Journal of Cancer, 45% dos casos de câncer em homens e 40% dos casos em mulheres poderiam ser evitados se adotados hábitos alimentares saudáveis

Mesmo em pleno século XXI ainda há muitos tabus em relação ao câncer. Para alguns, a doença é relacionada ao destino, para outros é uma questão de predisposição genética. O que o estudo publicado na edição de dezembro de 2011 do British Journal of Cancer constatou foi que 45% dos casos de câncer em homens e 40% dos casos em mulheres poderiam ser evitados se adotados hábitos saudáveis.

Segundo Lucas Penchel, médico, nutrólogo e diretor da Clínica Penchel, dentre os hábitos que auxiliam na prevenção ao câncer, a alimentação rica em alimentos antioxidantes desponta como a mais eficaz e prática. “Uma dieta com grandes concentrações de vitaminas A, C e E, betacaroteno, selênio ou zinco é capaz de diminuir notavelmente as chances de um indivíduo desenvolver um câncer, por exemplo”, explica.

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As substâncias antioxidantes atrasam ou impedem as ações dos radicais livres – moléculas instáveis e reativas que podem causar doenças degenerativas e, até mesmo, câncer. Por serem produzidas em pequena quantidade pelo organismo, inserir uma dose farta na dieta através da alimentação é a forma mais indicada pelos especialistas.

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“Alimentos de origem animal, frutas cítricas, vegetais verdes, cereais e grãos são as fontes com maior abundância de antioxidantes. Aproveitando o período das festividades de final de ano, invista em aves, carnes ou frutos do mar, amêndoas, nozes, castanha-do-pará, frutas cítricas, uva, morango e damasco”, indica Lucas.

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Fonte: Lucas Penchel é Médico Generalista (Unifenas – BH); membro do International Colleges for the Advancement of Nutrology; membro da American Society for Nutrition; membro da Sociedade Brasileira de Fisiologia; membro da Associação Brasileira de Medicina Antienvelhecimento; membro da Sociedade Brasileira de Nutrologia; membro da Associação Brasileira do Estudo sobre Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso)

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Presença de árvores reduz casos de câncer de pulmão em idosos

Estudo observou a relação entre arborização, material particulado e casos de câncer de pulmão em São Paulo

Por Larissa Lopes – Editoria: Ciências Ambientais

Pesquisas feitas no exterior já têm mostrado como as árvores urbanas afetam a qualidade do ar. Um estudo da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, por exemplo, concluiu que prédios cobertos por plantas poderiam diminuir em até 30% a poluição de uma cidade.

Agora a bióloga Bruna Lara de Arantes mostra, em seu mestrado, defendido na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, a relação entre arborização, material particulado e casos de câncer de pulmão em idosos na cidade de São Paulo.

O estudo aponta que a presença de árvores diminui a quantidade de material particulado no ar. Em consequência disso, foi observada também uma redução nos casos de doenças respiratórias.

Para chegar a esse resultado, a pesquisadora cruzou dados da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), através de um convênio firmado com a professora Thaís Mauad e a médica Tiana Lopes.

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Regiões mais centrais da cidade são mais ocupadas por construções, enquanto que regiões mais afastadas têm mais árvores – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

“Basicamente nós escolhemos as estações de monitoramento do ar da Cetesb que estavam medindo material particulado em 2010”, explica Bruna. “O material particulado é um dos poluentes que mais afetam a respiração humana e também um dos mais absorvidos pelas plantas. Isso acontece porque ele tem um tamanho microscópico, de 10 microgramas por centímetro cúbico (µg/cm³), o que permite que ele passe pela nossa respiração sem ser filtrado.”

Além dos dados coletados pela Cetesb, Bruna passou a analisar como o entorno das estações de monitoramento é ocupado. Verificou se havia mais asfalto, construções, árvores ou gramado, identificando as espécies de plantas que habitam um raio de 100 metros da estação.

Em seguida, Bruna usou programas estatísticos para observar como as mortes por câncer de pulmão em idosos estavam distribuídas pela cidade e se tinham alguma relação com os dados atmosféricos encontrados pela Cetesb.

Mortes pela poluição

“Os dados apontam que a forma como você ocupa o solo na cidade influencia em 17% os casos de morte por câncer de pulmão em idosos”, afirma Bruna. Outros fatores de risco que devem ser considerados são a genética e o estilo de vida dos idosos.

O estudo também encontrou uma relação entre a ocupação da cidade por relvado ou asfalto e a região no município. Regiões mais centrais são mais ocupadas por construções, enquanto que regiões mais afastadas têm mais árvores. “Esse padrão já era observado na literatura da área, mas não havia dados quantitativos como os desta pesquisa”, ressalta.

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O material particulado é um dos poluentes que mais afetam a respiração humana e também um dos mais absorvidos pelas plantas – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Com os dados, foi possível concluir também que quanto mais afastado do centro da cidade e quanto maior for a quantidade de plantas no local, menos casos de câncer de pulmão são encontrados. “A saúde dessa população é favorecida”, pontua Bruna.

Ainda sim, a pesquisadora lembra que, pelo caráter exploratório da pesquisa, são necessários novos estudos sobre o assunto para afirmações mais concretas.

Segundo uma pesquisa publicada pela revista The Lancet, a poluição do ar foi responsável por mais de 70 mil mortes no Brasil.

Soluções

Além da importância acadêmica, o estudo também é de interesse da gestão pública. “Esses dados nos trazem evidências que, ao aumentar as áreas urbanas de gramados e árvores, há uma diminuição significativa da poluição do ar por material particulado”, defende a pesquisadora.

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O estudo encontrou uma relação entre a ocupação da cidade por relvado ou asfalto e a região no município – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Segundo o estudo, o aumento de 1% de gramado na cidade é capaz de diminuir 0.45 μg/cm³ de material particulado. Já o aumento de um metro quadrado de copa de árvore reduz 0.29 μg/cm³.

“A ação dos gramados está relacionada à possibilidade de maior circulação do ar, levando em conta que essas partículas são muito leves e facilmente dispersas”, explica. “Já as árvores agem como filtros de captação e absorção.”

A bióloga ainda destaca que regiões com muitas construções verticais ou bosques fechados podem ter pouca ventilação. Nesse caso, é interessante a substituição de prédios inutilizados pela construção de áreas de gramado, como parques, jardins e canteiros.

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Árvores diminuem a quantidade de material particulado no ar pois agem como filtros de captação e absorção – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Mais informações: Bruna Lara de Arantes, e-mail blarantes@usp.br

Fonte: Jornal da USP

 

Crianças com câncer pedem doação de material pedagógico

A Associação Projeto Crescer do ABC, administradora da Casa Ronald McDonald ABC por meio do Rotary Club Santo André, está promovendo uma campanha para arrecadar mobília, material escolar e pedagógico para que possa implantar em suas dependências uma sala de aula – classe hospitalar. Este projeto visa aplicar o direito à educação dos hóspedes, conforme determina o Artigo 53 do Estatuto da Criança e Adolescente.

Segundo Nelson Tadeu, presidente da Casa Ronald McDonald ABC, é comum que uma criança ou adolescente em tratamento de câncer fique até quatro anos hospedada e, nesse período, muitos acabam abandonando a escola. Para que não haja essa evasão escolar o MEC – Ministério da Educação e Cultura regulamenta a atividade.

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“A solicitação para funcionamento da classe hospitalar e de um professor para ministrar as aulas já foi feita junto ao Governo do Estado e para tornar possível os estudos dos nossos hóspedes, precisaremos do apoio e envolvimento de toda a sociedade”, explica Nelson Tadeu.

O espaço para instalação da classe hospitalar está inserido no projeto de revitalização da Casa Ronald McDonald ABC, que está sob os cuidados do Club & Casa Design, o qual todos os anos adota uma instituição para revitalização completa. Participam da parceria cerca de 80 lojas do segmento de decoração e arquitetura do Grande ABC e São Paulo – e 30 escritórios de arquitetura e design de interiores. A entrega da reforma está prevista para janeiro de 2018.

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Informações: Casa Ronald McDonald ABC

 

Avaliação gratuita da pele e orientação de dermatologistas

Evento alerta a população sobre os perigos da exposição ao sol sem proteção; câncer de pele é o de maior incidência no Brasil e responde por 25% de todos os diagnósticos de câncer no país

Para marcar a abertura do Dezembro Laranja, estipulado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia como o mês de prevenção ao câncer de pele, o Hospital Santa Paula promove na sexta-feira, 1º de dezembro, das 9 às 15 horas, uma ação de conscientização gratuita e aberta ao público na recepção de internação do hospital.

O evento faz parte do Movimento Dezembro a Dezembro Laranja, lançado em 2016 pelo hospital com o intuito de alertar a população sobre os perigos da exposição ao sol sem proteção.

O público terá a oportunidade de fazer uma simulação gratuita das condições da pele por meio de uma máquina derma scan cujo emissor de luz com lâmpada de wood permite uma visão instantânea de manchas no rosto, inclusive aquelas impossíveis de perceber a olho nu. Também será possível avaliar as condições da pele antes e depois da aplicação do protetor solar. A avaliação é totalmente interativa: o paciente poderá acompanhar o processo pelo espelho interno regulável e receber a foto via whatsapp.

As dermatologistas Maria Luísa Barros, Monica de Mello e Vanessa Mussupapo estarão no local para orientar as pessoas sobre a importância de proteger a pele da exposição do sol. Haverá ainda distribuição de amostras de protetor solar, uma parceria com a Bioderma.

De acordo com a dermatologista do Hospital Santa Paula, Vanessa Mussupapo, o câncer de pele é o tipo mais comum no Brasil e sua prevalência cresce anualmente. Ele responde por 25% de todos os diagnósticos de câncer no Brasil e está dividido em dois tipos: melanoma e não melanoma. O não melanoma tem origem geralmente nas células basais ou escamosas. Já o melanoma tem origem nos melanócitos, as células produtoras de melanina.

“O brasileiro, independente da estação do ano, não tem o costume de se proteger adequadamente do sol. Isso faz com que o câncer de pele seja o tipo mais comum e de maior incidência no Brasil. O excesso de exposição ao sol é a principal causa da doença, uma vez que a radiação ultravioleta é a maior responsável pelo desenvolvimento de tumores cutâneos. Se detectado precocemente, o câncer de pele pode ser curado com facilidade”, explica a dermatologista.

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Abaixo algumas estatísticas do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA):

– A estimativa para o Brasil, biênio 2016-2017, aponta a ocorrência de cerca de 600 mil casos novos de câncer. Excetuando-se o câncer de pele não melanoma (aproximadamente 180 mil casos novos), ocorrerão cerca de 420 mil casos novos de câncer. Sem contar os casos de câncer de pele não melanoma, os tipos mais frequentes em homens serão próstata (28,6%), pulmão (8,1%), intestino (7,8%), estômago (6,0%) e cavidade oral (5,2%). Nas mulheres, os cânceres de mama (28,1%), intestino (8,6%), colo do útero (7,9%), pulmão (5,3%) e estômago (3,7%) figurarão entre os principais.

– O câncer de pele não melanoma é o câncer mais incidente em homens nas regiões Sul (138,75/100 mil), Centro-Oeste (114,71/100 mil) e Sudeste (92,86/100 mil). Nas Regiões Nordeste (42,48/100 mil) e Norte (28,89/100 mil), encontram-se na segunda posição.

– Nas mulheres, é o mais frequente em quatro regiões, com um risco estimado de 134,19/100 mil na Região Sudeste, 102,71/100 mil na Região Centro-Oeste, 93,58/100 mil na Região Sul e 44,12/100 mil na Região Nordeste. Já na Região Norte (23,12/100 mil), ocupa a segunda posição.

– Quanto ao melanoma, sua letalidade é elevada; porém sua incidência é baixa (3 mil casos novos em homens e 2.670 casos novos em mulheres). As maiores taxas estimadas em homens e mulheres encontram-se na região Sul.

– No Estado de São Paulo, a incidência de câncer de pele não melanoma é de 86,09 para cada 100 mil homens e 125,74 para cada 100 mil mulheres.

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Dezembro Laranja no Hospital Santa Paula
Data: 1º de dezembro de 2017, sexta-feira
Horário: 9h às 15h
Local: Hospital Santa Paula – recepção de internação
Endereço: Av. Santo Amaro, Nº 2468 – Vila Olímpia – São Paulo
Informações: (11) 3040-8156
Apoio: Bioderma
Evento gratuito

Fonte: Instituto de Oncologia Santa Paula (IOSP)

Tarde de solidariedade reunirá artistas, músicos, influencers e personalidades

Evento beneficente aberto ao público, a Passarela do Bem vai acontecer no domingo, 26 de novembro, em Taboão da Serra

Gente bonita, modelos, artistas, personalidades, palco repleto de atrações, além de muitos corações dispostos a ajudar ao próximo. Assim será terceira edição da Passarela do Bem, que ocorrerá no domingo, 26 de novembro, em Taboão da Serra (SP).

Com o objetivo de apoiar o grupo “Somos Todas Uma”, que auxilia mulheres em situação oncológica, o evento promovido pela rede de estúdios de beleza, Lúcio Matias, vai apresentar desfiles de moda e pocket-shows para animar os visitantes. A abertura ficará por conta do grupo Rhytmus in Corpus.

Em seguida, acontecerão pockets shows com os músicos Allisson Rodrigues, Francine Môh, JottaPê, MC Beto, Natiare Azevedo, Naty Meg, Rita Porto, Tuta Guedes, entre outros.

 

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Na passarela, artistas e modelos renomados, entre eles, Bruna Ximenes, Dayse Brucieri, Duda Silva, Giulia Morais, Helena Custódio, Manuela Souto, Mariana Morais, Vanessa Goulart, as Misses Bruna Brito, Rafaella Maia e o Mister Brasil 2016, Willian Herculano.

Ao final, o evento contará com mini show da rainha de bateria da escola de samba Mocidade Alegre, Aline Oliveira, e do grupo Apito de Mestre.

Vale ressaltar que a tarde de solidariedade terá a presença de blogueiras e influencers voltadas às áreas de beleza, moda e afins, sendo: Cassinha Simão, Cristine Lore Cavalheiro, Daniele Penariol, Ingrid Marc, Ivana Pedretti e Izabela Toledo, entre outras.

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Passarela do Bem
Data: 26 de novembro
Horário: das 14h até 18h
Local: Vinttage
Endereço: Rua Acácio Ferreira, 3600 – Taboão da Serra – SP
Paralela a Rodovia Régis Bittencourt, km 272, Sentido Embu
Entrada: 1 kg de alimento não perecível que serão doados para instituição local ou mechas de cabelo que serão doadas ao Grupo Somos Todas Uma.
Informações para doação de mechas no Facebook

Hoje é o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil

Instituído em 2008, o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil é celebrado hoje, 23 de novembro, quando são realizadas campanhas de conscientização sobre a doença que mais causa morte entre crianças e adolescentes, de um a 19 anos. A leucemia é o tipo mais comum nessa faixa etária, correspondendo a 30% de todos os tipos de câncer infantil.

Entre as leucemias – câncer da medula óssea e do sangue –, a linfoide aguda está em primeiro lugar de ocorrência. Esse tipo de câncer progride rapidamente e precisa ser tratado assim que for diagnosticado. Não existem sinais específicos para sua identificação, o que chama a atenção é a persistência de sinais e sintomas comuns a outras doenças, tais como febre, dor abdominal, aumento de gânglios, que não melhoram com o tratamento habitual e que devem ser levados em consideração.

Em adultos, condições externas têm papel no desenvolvimento do câncer, tais como fatores ambientais ou hábitos como o tabagismo, que pode provocar tumor no pulmão, e a exposição excessiva ao sol, que aumenta as chances de câncer de pele. Na criança, menos sujeita a estas fontes de risco, as causas externas não têm relevância.

“Cerca de 10% das causas do câncer infantil estão relacionadas a síndromes constitucionais. Crianças que têm alguma síndrome, como Down ou neurofibromatose, possuem um fator de risco maior para o desenvolvimento do câncer. As alterações somáticas adquiridas são responsáveis pelos demais 90%, sem relação com fatores de risco pré-determinados”, aponta Ethel Fernandes Gorender, presidente do Departamento Científico de Oncologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP).

Apesar da pouca idade e da capacidade de discernimento e julgamento crítico ainda em formação, a condição de saúde da criança não deve ser escondida dela. É preciso que saiba de sua doença para que não descubra a real condição por meio do convívio com outras pessoas no tratamento e pelas dificuldades que podem vir a ser enfrentadas. O tratamento necessário – quimioterapia, radioterapia ou procedimento cirúrgico –, deve ser explicado ao jovem paciente como formas de lidar e curar o câncer.

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Foto: Spencer Selover/Pexels

Frente à suspeita do diagnóstico, a criança deve ser encaminhada ao oncologista, que direcionará o caso ao melhor tratamento em função do tipo de câncer. Os cuidados nessa fase dependerão dos procedimentos a serem adotados. Quando há quimioterapia, devem ser tomados cuidados específicos como a atenção a picos de febre e evitar que o paciente tenha alguma doença infecciosa transmissível como, por exemplo, catapora. Apesar dessas precauções, não há nada que impeça que se tenha uma vida normal, frequentando a escola e mantendo seus hábitos.

Cerca de 70% das crianças e adolescentes que desenvolvem o câncer ficam curados. “Atualmente, as leucemias, em geral, têm chance de cura em torno de 70% a 80%, dependendo do risco. Alguns tumores como, por exemplo, o renal e o linfoma de Hodgkin têm chances acima de 90%. No entanto, alguns tumores, como o câncer do sistema nervoso central , têm ainda índices de cura menores.” informa a especialista.

Para Ethel Gorender, o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil é de grande relevância para mudar a perspectiva de visão da população em relação à doença. “É preciso chamar a atenção da sociedade para uma doença que é rara, mas que existe. Muitas pessoas veem o câncer como um diagnóstico de morte. Pelo contrário, ele é tratável e é curável”, afirma.

Fonte: Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP)

 

Como prevenir e identificar o câncer de próstata nos pets

Veterinária da Petz fala da importância do check-up na prevenção da doença que vem crescendo com o aumento da expectativa de vida

A campanha Novembro Azul alerta sobre os perigos do câncer de próstata nos homens, mas é importante também para a prevenção do problema nos pets. Assim como nos humanos, a idade avançada é o principal fator de risco.

“Por isso, as medidas preventivas são fundamentais para os cães e gatos, que envelhecem mais rápido que os homens. A doença costuma aparecer com mais frequência em bichinhos com idade acima de seis anos”, afirma a veterinária Karina Mussolino, gerente do setor de clínicas da Petz.

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Ela explica que a castração é o procedimento mais eficiente para evitar o surgimento do câncer em pets e que pode diminuir a incidência do problema em até 90%. “O processo, quando feito nos bichinhos ainda pequenos, impede a produção excessiva de hormônios. Com isso, não ocorre o desenvolvimento do tecido prostático, evitando assim o crescimento da próstata e a formação de tumores (próstata e testículo)”, esclarece.

Mas a melhor forma de prevenção é o check-up regular dos pets, seja para orientar sobre a realização da castração ou para o diagnóstico precoce da doença. “O toque retal do pet durante o exame físico, geralmente, já é o suficiente para detectar a presença do problema; que é confirmado pela realização de um ultrassom mais específico”, orienta Karina.

Portanto, antes mesmo que apareçam os sinais é fundamental fazer as visitas de rotina ao veterinário e manter avaliações, exames e vacinas em dia.

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Confira os principais sinais da doença

1 – O aumento da quantidade de vezes que o pet faz xixi, com gotejamento;

2 – Presença de pus ou sangue na urina;

3 – Dor;

4 – Constipação;

5 – Perda de peso;

6 – Apatia;

7 – Dificuldade para defecar, urinar ou andar.

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Fonte: Petz

Urologista alerta que homens não esperem sintomas para fazer exames de próstata

A Campanha Novembro Azul, que incentiva o público masculino a realizar um check-up preventivo para investigar os riscos do câncer de próstata, vêm ganhando cada vez mais relevância no calendário nacional de saúde. Apontado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos tumores de maior incidência entre os homens no Brasil e no mundo, o câncer de próstata acomete um em cada seis homens acima dos 40 anos – somente neste ano, devem ser registrados cerca de 61 mil novos casos, segundo projeções do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Em cerca de 60% dos diagnósticos o paciente apresenta lesões mais agressivas. E como é muito comum que as companheiras insistam para que os homens façam exames e se consultem com médicos com mais frequência, é importante que divulguemos ao máximo esse alerta. Isso porque, em quase todos os casos, conforme explica Antonio Corrêa Lopes Neto, cirurgião urológico do HCor – Hospital do Coração, a doença demora a se manifestar.

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“Não há sinais e nem alterações clínicas significativas que podem levantar alguma suspeita. A ausência de sintomas camufla o surgimento e o crescimento do tumor. Como não sentem nada, muitos homens não procuram o urologista, fazendo com que o diagnóstico seja realizado tardiamente”, revela o médico, completando: “É importante reforçar que a consulta preventiva deve ocorrer a partir dos 40 anos, principalmente em homens com antecedentes familiares, pele negra e obesos, que são os principais fatores de risco relacionados a este tipo de tumor”.

Flagrar a doença em fase inicial possibilita que o tratamento tenha êxito em nove entre dez casos. Com o avanço da medicina, os exames e o tratamento vêm se tornando cada vez menos invasivos e mais precisos. Como resultado, as taxas de cura em pacientes com doença precoce podem chegar até a 90% e com melhores índices de sobrevida.

“Os dois grandes aliados na detecção precoce do câncer são o exame de toque e a dosagem de PSA – substância produzida pela próstata e cujo aumento no sangue denuncia problemas na glândula. Em alguns casos, são indicados exames de ressonância magnética multiparamétrica e biópsia prostática para o diagnóstico”, destaca Neto.

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Próstata em números
· É o segundo tipo de câncer mais frequente em homens;
· Cerca de 10% dos homens, após os 50 anos, desenvolvem a doença;
· 60 mil novos casos de câncer de próstata são diagnosticados por ano no Brasil;
· Em fase inicial, as chances de cura chegam a 90%;
· Quando alguns sintomas começam a aparecer, 95% dos tumores já estão em fase avançada;
· São registrados quase 14 mil óbitos anualmente.

Fonte: HCor

 

 

Câncer de pulmão: AstraZeneca, Bristol e Pfizer unidas para acelerar diagnóstico

Objetivo é agilizar a identificação do subtipo do tumor e o tratamento correto para os pacientes

AstraZeneca, Bristol-Myers Squibb e Pfizer anunciaram uma parceria inédita que reúne, pela primeira vez, as três farmacêuticas multinacionais em torno de um objetivo comum: ajudar os pacientes que enfrentam o câncer de pulmão a obter, de forma mais rápida, a correta identificação de seu câncer – tumor e subtipo, iniciando assim o tratamento mais adequado com mais agilidade.

As companhias passam a realizar, de forma consecutiva, três testes comercialmente disponíveis para identificação dos diferentes subtipos da doença: mutação EGFR, translocação ALK e a expressão de PD-L1. Desta forma, utilizando a mesma amostra de tumor retirada para biópsia e, de maneira sequencial, será possível reduzir o tempo de análise e, consequentemente, antecipar o correto diagnóstico da doença.

A realização sucessiva dos testes dará mais velocidade no processo de detecção do subtipo do tumor, diminuindo o tempo de espera do resultado de 90 para 17 dias úteis. “Identificar a correta mutação de maneira rápida ajuda a direcionar o tratamento e, com isso, melhorar os resultados do tratamento”, comenta Marcelo Cruz, oncologista clínico.

Para os pacientes com câncer de pulmão, tempo é um fator muito importante devido a velocidade de progressão da doença, especialmente em fases mais avançadas. Dar agilidade ao diagnóstico significa diminuir a chance de os pacientes serem submetidos a novos procedimentos invasivos para retirada de material tumoral para novas análises e início rápido do tratamento, tempo que pode ser decisivo segundo o médico.

Como funciona

Para implantar o sistema, cada empresa desenvolveu uma plataforma específica que conta com uma infraestrutura de apoio aos programas, compreendendo websites próprios, centrais de atendimento 0800, parceria com laboratórios, entre outros. Os programas foram batizados de ID (AstraZeneca), I-O Detect (BMS) e ALK Alvo (Pfizer). Em cada um deles, os médicos cadastrados poderão fazer as solicitações dos exames de seus pacientes.

As três plataformas possuem mecanismos de compartilhamento das requisições, o que significa que o médico pode optar por solicitar os testes por qualquer um dos programas, além de decidir quais exames são necessários para cada paciente. Os laboratórios credenciados são os mesmos para as três empresas, o que possibilita que todos os pedidos sejam recebidos de uma única vez e, desta forma, o processo seja acelerado para dar a resposta ao paciente o mais rapidamente possível.

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Sobre o teste EGFR

O gene do receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR), também é uma proteína associada com crescimento e sobrevida celular expressa nos tumores de pulmão. O teste de EGFR é feito justamente para identificar se há este tipo de biomarcador no paciente para definir se o tratamento será feito com medicamentos que previnem a ativação desses biomarcadores, melhorando a sobrevida dos pacientes.

Sobre o teste ALK

O teste do receptor de tirosina kinase (ALK), assim como os anteriores, identifica a proteína presente na superfície dos tumores de câncer de pulmão e associada ao crescimento e desenvolvimento do tumor. Caso a expressão tumoral apresente alterações no gene ALK, o médico saberá indicar qual o melhor tratamento para combatê-lo.

Sobre o teste PD-L1

O teste de proteína de morte celular programada 1 (PD-L1) é hoje o principal biomarcador relacionado a imuno-oncologia. Sua função é indicar a probabilidade de resposta ao tratamento com I-O (imuno-oncológicos), ou seja, identificar quem mais se favorecerá deste tipo de terapia, por meio da análise de uma biópsia do tumor que deve apontar qual o nível de expressão da proteína PD-L1. Quanto maior for esse valor, maior será o benefício da terapia para o paciente.

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Sobre o câncer de pulmão

O câncer de pulmão é a principal causa de morte entre homens e a segunda entre as mulheres no país, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA). No Brasil, há previsão de 28.190 novos casos de câncer de pulmão entre 2016 e 2017, sendo 17.330 em homens e 10.860 em mulheres. Nos países desenvolvidos, é a principal causa de morte pela doença entre homens e mulheres, de acordo com estudo conduzido pela Sociedade Americana do Câncer em parceria com a Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer (IARC).

Fontes: AstraZeneca /  Bristol-Meyers Squibb / Pfizer

 

 

Sociedade Brasileira de Cancerologia dá dicas de prevenção do câncer de mama

O movimento Outubro Rosa foi criado no início da década de 1990, nos Estados Unidos, e logo ganhou notoriedade em todo mundo, por meio da promoção de diversas ações de conscientização sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, que é o segundo de maior incidência no mundo e o primeiro no sexo feminino. De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), em 2017 surgirão 57.960 novos casos de câncer de mama.

“O Ministério da Saúde recomenda a realização anual da mamografia a partir dos 50 anos. Em mulheres com histórico familiar de câncer de mama deve ser a partir dos 40 anos. A ultrassonografia também é um recurso eficiente para investigar a doença. Mas um exame simples, atemporal, que auxilia na detecção de nódulos é o autoexame, que pode ser realizado ainda na adolescência. São métodos que contribuem muito para que o tratamento tenha êxito, desde que o câncer seja descoberto em sua fase inicial”, explica Ricardo César Pinto Antunes, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC).

Alguns dos principais fatores de risco que podem indicar relação com o surgimento do câncer de mama são: primeira menstruação precoce (antes dos 12 anos), menopausa tardia (após os 55 anos), primeira gravidez após os 30 anos, não ter filhos (nuliparidade) e reposição hormonal por tempo prolongado pós-menopausa. Além de histórico familiar, tabagismo, consumo excessivo de álcool, sobrepeso e obesidade.

“Visitas regulares ao médico e a realização do exame de mamografia, uma vez ao ano, a ultrassonografia, o autoexame e o exame clínico contribuem com a cura de cerca de 90% dos casos de câncer de mama”, comenta o vice-presidente da SBC.

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Câncer de mama em homens

O câncer de mama não atinge somente as mulheres. A doença pode se desenvolver também no sexo masculino. A incidência, porém, é considerada baixa com cerca de 1% dos casos. Ou seja, cerca de 580 eventos, conforme número oficial do Inca.

“Nos homens o câncer se manifesta após os 50 anos e, na grande maioria dos casos, em apenas uma mama. Pode ser percebido com um simples toque e por meio de um exame de ultrassonografia”, acrescenta Ricardo.

Dicas de Prevenção

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· Realizar, pelo menos, 15 minutos de atividade física por dia (caminhar, subir e descer escadas são ações simples e benéficas).

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· Manter uma boa hidratação (ingerir pelo menos 1,5 litro de água por dia).

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· Dar preferência às carnes brancas (peixes são mais recomendados).

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Foto: iStock

· Consumir vegetais de todas as cores.

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· Dar preferência ao consumo de vegetais crucíferos, que ajudam na prevenção (couve flor e de Bruxelas, espinafre, rúcula, brócolis, agrião, por exemplo).

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· Abandonar o tabaco e não exagerar no consumo de álcool.

Fonte: Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC)