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Abril é o mês mundial de luta contra o câncer

Disparidades nas tendências temporais das taxas de mortalidade por câncer do colo do útero no Brasil*

O câncer do colo do útero é uma importante causa de morte em mulheres no mundo todo, e as taxas são afetadas pelo nível de desenvolvimento das regiões. Enquanto uma tendência de redução da incidência e da mortalidade é observada em países de renda média e alta, este câncer continua sendo um problema importante em países de baixa renda.

No Brasil, onde coexistem regiões com diferentes níveis de desenvolvimento, espera-se observar uma heterogeneidade nas taxas. Este estudo teve como objetivo corrigir e descrever as taxas de mortalidade por câncer do colo do útero no Brasil e verificar suas tendências, por regiões e grupos etários.

Métodos

Os dados de 2003 a 2012 foram acessados por meio do Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde. A correção das taxas de mortalidade específicas por idade foi feita adicionando à câncer do colo do útero (CID C53) a redistribuição proporcional de causas de morte mal definidas (CID R00-99) e mortes codificadas como “útero, porção não especificada” (CID C55). A variação percentual anual (VPA) foi obtida por análise de tendência (Regressão de Joinpoint).

Resultados

Em dez anos as mortes por câncer, por causas mal definidas, por câncer do colo do útero, e por câncer do útero, porção não especificada, corresponderam a respectivamente 18,9%, 10,8%, 3,0% e 1,3% do total de mortes, excetuando-se causas externas. A proporção de causas mal definidas foi reduzida em mais da metade no período. Após correção, a taxa de mortalidade por câncer do colo do útero padronizada por idade foi de 7,2 por 100.000 mulheres/ano. O aumento total nas taxas após as correções foi de 50,5%.

Para o Brasil foi observada uma tendência significativa de redução das taxas no período (VPA = −0,17, p<0,001). A região Norte foi a única região que não apresentou tendência significativa de redução (VPA + 0,07, p = 0,28). As tendências de redução das taxas foram restritas a grupos etários com mais de 40 anos.

cancer colo de utero getty images
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Conclusões

Foi observada uma redução das taxas de mortalidade por câncer do colo do útero no Brasil entre 2003 e 2012 em mulheres com mais de 40 anos. Melhorias no rastreamento, diagnóstico e tratamento podem justificar essa tendência. As taxas variaram substancialmente entre as regiões e aumentaram cerca de 50% após a correção. Discrepâncias na eficiência das atividades de controle do câncer provavelmente influenciaram esses resultados. As políticas de controle do câncer devem considerar as diferenças no acesso aos cuidados e as características das regiões para melhorar sua eficiência.

*Diama Bhadra Vale, Catherine Sauvaget, Richard Muwonge, Jacques Ferlay, Luiz Carlos Zeferino, Raul Murillo, Rengaswamy Sankaranarayanan – Cancer Causes & Control, Julho de 2016

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Fritura pode ser consumida com moderação

Segundo especialista da Anhanguera, óleos de soja e milho são as melhores opções para a utilização

Elas são a alegria das festas e dos encontros de happy hour, mas, se consumidas com exagero podem causar problemas de saúde. A coordenadora do curso de Nutrição da Anhanguera de Niterói, Edna Freignan, oferece dicas sobre a melhor forma de inserir as frituras no cardápio. “Os alimentos fritos podem fazer parte da alimentação, mas, como tudo em excesso é prejudicial, não devem ser consumidos diariamente”, pontua.

Para que as frituras possam fazer parte do dia a dia, com prudência, é preciso apostar em versões menos prejudiciais. Os cuidados principais são com a temperatura do óleo e sua reutilização. “O óleo não deve ultrapassar a temperatura de 180 graus C e não deve ser reutilizado”, explica.

A docente esclarece ainda que óleos aquecidos por longos períodos, sob temperaturas extremamente elevadas, produzem compostos polares pela degradação dos triglicerídeos, ou seja, podem aumentar a predisposição à aterosclerose (doença inflamatória crônica) e câncer.

ovos fritos tookapic pixabay
Foto: Tookapic/Pixabay

De acordo com Edna, estudos indicam que substâncias formadas nos recipientes com óleos e gorduras usadas em frituras podem ser prejudiciais à saúde humana, principalmente com o consumo de óleos aquecidos ou oxidados (reação química provocada pelo contato do óleo com o ar, que altera os ácidos graxos insaturados do óleo). “É necessário cautela, a fritura pode ser consumida esporadicamente, e, com os cuidados necessários”, afirma.

Fonte: Faculdade Anhanguera

Encontros Graacc estreia com Mario Sergio Cortella

Público pode assistir a palestra do filósofo e escritor sobre coragem e apoiar o Graacc no combate ao câncer infantojuvenil

Todos nós temos medo de mudanças. Mas, para um dos maiores pensadores da atualidade, Mario Sergio Cortella, a coragem não é a ausência do medo, mas a capacidade de enfrentá-lo.

E é para falar sobre o tema “Da oportunidade ao êxito: Mudar é complicado? Acomodar é perecer!” que o Graacc convidou Cortella para estrear o I Encontros Graacc. O evento acontece no próximo dia 17 de abril, às 20 horas, no auditório da FAM (Faculdade das Américas) Unidade Paulista, na Rua Augusta, 973, com ingressos a R$ 100,00.

O encontro faz parte de uma série de palestras promovidas pela instituição com o objetivo de reunir grandes personalidades e seus públicos em prol do combate ao câncer infantojuvenil. “O palestrante doa o que que tem de mais precioso, que é seu tempo e conhecimento, e o público, ao participar, além de sair com mais conhecimento, ainda ajuda o Graacc a proporcionar todas as possibilidades de cura a milhares de pacientes”, explica Tammy Allersdorfer, superintendente de Desenvolvimento Institucional do Graacc.

Cortella doou seu cachê e a FAM toda a estrutura para que o evento acontecesse. Toda a renda arrecadada com a palestra será revertida ao Hospital do Graacc. As vagas são limitadas e as reservas podem ser feitas por meio do site, clicando aqui.

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Encontros Graacc com Mario Sergio Cortella

Tema: Da oportunidade ao êxito: Mudar é complicado? Acomodar é perecer!
Data: 17 de abril | terça-feira
Horário: 20h
Local: Auditório da FAM Unidade Paulista
Endereço: Rua Augusta, 1508.
Investimento: R$ 100,00
Informações e reservas

 

Dez sinais de câncer em gatos

O câncer em gatos é um problema grave que possui tratamento invasivo e, se não diagnosticado a tempo, pode ser fatal. O quanto antes essa doença felina for identificada, maior a probabilidade de cura e menos agressivo será o tratamento.

“A doença caracteriza-se pela reprodução exacerbada de células que levam à formação de corpo estranho – o tumor. O câncer atinge muitos gatos e uma das causas mais comuns de óbito ou de sequelas sérias deixadas pela doença é a negligência com os sintomas apresentados”, explica a médica veterinária da Equilíbrio e Coordenadora da Comunicação Científica da Total Alimentos, Bárbara Benitez.

Apenas um veterinário pode fazer o diagnóstico do câncer e, para isso, aplicam-se exames clínicos e laboratoriais. Entretanto, você pode detectar sinais quando o animal apresenta alguma mudança de comportamento.

Gatos doentes apresentam sinais de que existe algo fora do normal no funcionamento do organismo, por isso, esteja atento ao comportamento dos felinos. Existem alguns sinais e sintomas simples que podem ajudar a identificar a doença, segundo os veterinários especializados.

Porém, é sempre bom lembrar que o ideal é manter o check-up do seu pet em dia e levá-lo para fazer exames prontamente, caso note qualquer sintoma.

Confira abaixo os sinais indicados pela médica veterinária:

1. Inchaços persistentes ou crescentes
Em muitos casos, os inchaços são notados quando fazemos carinhos no gato. Eles sentem-se incomodados quando tocados e podem até ter dor na região do tumor. Qualquer inchaço, caroço ou saliência fora do normal é um bom motivo para visitar um veterinário.

2. Perda de peso
A perda de peso, especialmente se for repentina, pode ser um alerta importante.

gato branco

3. Sangramento, presença de muco ou corrimento
Sangrar ou expelir qualquer anormalidade pelos orifícios é um sinal de que algo precisa ser consultado.

4. Perda de apetite
Recusar a comida ou vomitar imediatamente é preocupante. Se notar que o gato não quer comer, busque a orientação de um veterinário, pois existe algo fora do normal.

5. Feridas e falta de cicatrização
Feridas e cicatrização mais lenta – ou até mesmo inexistente – podem ser sintomas de câncer em gatos. Por isso, diariamente, dedique um tempo para observar o seu animal de estimação, para verificar alterações no o comportamento dele e de seu organismo.

6. Dificuldade de engolir
Demonstrar dor ao engolir ou regurgitar a comida em seguida, sem realmente digerir, também pode ser um sinal de que algo não vai bem. Pode ser que a falta de apetite e o emagrecimento tenham relação com esse desconforto durante a alimentação do gato.

gato frio

7. Odores incomuns
Odores incomuns e fortes podem sinalizar mudanças na saúde do seu gato.

8. Indisposição
Hesitar para brincar, para fazer exercícios ou passear, pode ser preocupante. Sabemos que o comportamento dos gatos revela animais independentes e com personalidade forte, mas isso não significa que são antissociais e nunca interagem. Eles gostam e precisam de brincadeira e atividade física para se desenvolverem com saúde, por isso a falta de energia persistente indica que algo está errado.

9. Dor ou dificuldade ao urinar ou defecar
Queixas, sangramentos e demora para urinar ou defecar podem denunciar o problema.

10. Respiração com dificuldade
Respiração audível, engasgos, fadiga ou falta de fôlego são alertas para câncer em gatos.

“Lembre-se de que um sintoma isolado, ou mesmo vários, não significam, necessariamente, que seu animal está com câncer. Contudo, é importante observá-lo e levá-lo ao médico veterinário imediatamente se qualquer coisa incomum surgir, bem como fazer exames de rotina que previnem e detectam doenças com antecedência”, orienta a médica veterinária da Equilíbrio.

Cat Lying On Floor
Foto: Andrei Puzakov/Getty Images

Afinal, quanto antes uma patologia for identificada, maiores são as chances de o tratamento gerar efeito e seu gato superar os problemas de saúde. O câncer em gatos pode começar em uma determinada parte do corpo e se espalhar rapidamente, por isso é fundamental que o diagnóstico seja rápido.

Fonte: Equilíbrio

 

 

A fumaça do cigarro causa danos à saúde dos cães

A nicotina pode causar processos alérgicos, como rinite, traqueite, bronquite, entre outras doenças

O cigarro faz mal para todos, inclusive para o seu pet. De acordo com a médica veterinária e diretora geral do Grupo Vet Popular, Caroline Mouco Moretti, os cães que convivem com fumantes e ficam próximos a eles inalando a fumaça do cigarro estão mais propensos a desenvolver doenças respiratórias como bronquite alérgica; doenças dermatológicas, irritações oculares e até mesmo diversos tipos de câncer – o mais comum e agressivo nesse caso é o câncer pulmonar.

“A fumaça do cigarro é extremamente tóxica para os animais de estimação e por conta da sua rotina de limpeza, acabam ingerindo ainda mais a nicotina ao se lamber. Lembrando que mesmo pequena quantidade de fumaça inalada pode ter efeitos prejudiciais sobre o seu animal de estimação”, alerta a especialista.

Caroline reforça que o cão pode apresentar coceiras, lesões na pele e também nas córneas. “Caso o seu pet tenha sintomas como espirros, tosses, engasgos, falta de ar e olhos vermelhos é necessário levá-lo ao médico veterinário para uma avaliação”. “Além disso, os animais fumantes passivos do cigarro também podem apresentar queda de pelos e feridas no corpo, que indicam alergia às substâncias dos cigarros”, ressalta a médica veterinária.

cachorro e cigarro

A melhor forma de prevenir todos os males causados pelo cigarro é o abandono do vício. “Caso isso não seja possível, é importante que o tutor fume em locais abertos e ventilados, além de deixar o animal o mais longe possível da fumaça”, finaliza.

Fonte: Grupo Vet Popular

Como saber se você tem a síndrome do intestino irritável ou outro problema

Visão geral

A síndrome do intestino irritável (SII) é um distúrbio intestinal marcado por sintomas gastrointestinais desagradáveis. Seus sintomas são semelhantes aos de uma ampla variedade de problemas abdominais, alguns dos quais podem ser muito sérios. É importante ser diagnosticado corretamente porque condições diferentes exigem tratamentos diferentes. Não há um único teste definitivo para diagnosticar a SII, portanto, outras condições devem ser descartadas antes que o tratamento possa ser iniciado.

Identificando sintomas

Doctor and patient are discussing something, just hands at the t

Os sintomas da SII tendem a ser desencadeados pelo estresse e podem piorar após as refeições. Eles podem incluir:

=mudança nos hábitos intestinais
=fezes aquosas, duras, grumosas ou com muco
=diarreia, constipação ou uma combinação de ambos
=uma sensação de que os movimentos intestinais estão incompletos
=inchaço abdominal, cólicas, gases ou dor
=azia ou desconforto depois de comer refeições normais
=emergências frequentes no banheiro
=dor na parte mais baixa das costas

SII não causa danos permanentes aos intestinos, nem aumenta o risco de câncer. O maior problema é o desconforto. Dependendo da gravidade dos sintomas, a SII também pode atrapalhar sua rotina diária.

Os sintomas não associados à SII incluem

vomito dor doente mulher african rubiz

=perda de peso excessiva
=sangramento intestinal ou sangue nas fezes
=aumento da micção
=febre
=anemia
=inflamação do cólon
=vômito

Não tente se autodiagnosticar se você acha que tem SII e tem alguns dos sintomas listados acima. Converse com seu médico.

É SII ou DII?

A SII é frequentemente confundida com doença inflamatória intestinal (DII). Os nomes podem parecer semelhantes, mas não são os mesmos sintomas e exigem abordagens de tratamento muito diferentes.

DII é um grupo de doenças crônicas ou recorrentes do trato gastrointestinal. Na DII, o sistema imunológico apresenta mau funcionamento, atacando as células do intestino. O corpo responde enviando glóbulos brancos aos revestimentos intestinais, resultando em inflamação crônica. As duas formas mais comuns de DII são a doença de Crohn e a colite ulcerativa.

Embora muitos sintomas sejam semelhantes aos da SII, as pessoas com doença de Crohn têm maior probabilidade de ter febre, sangramento retal, perda de peso e diminuição do apetite. Pessoas com doença de Crohn têm um risco aumentado de câncer de cólon.

A colite ulcerativa também pode causar:

-fezes sangrentas
-perda de apetite
-anemia
-lesões de pele
-dor nas articulações
-inflamação ocular
-distúrbios hepáticos

O diagnóstico precoce é importante, pois as complicações podem ser graves.

dor de barriga mulher

É SII ou câncer?

Alguns tipos de câncer podem causar muitos dos mesmos sintomas da SII. Testes de diagnóstico podem descartá-los. Ao contrário da síndrome, o câncer de cólon pode causar sangramento retal, fezes com sangue e perda de peso acentuada.

Já os sintomas do câncer de ovário incluem perda de apetite e falta de energia. As mulheres com câncer de ovário podem notar suas roupas se sentindo apertadas devido ao aumento da circunferência abdominal. Tais sintomas normalmente não aparecem até os estágios avançados, o que torna a detecção precoce ainda mais crítica.

SII e outras condições

Outras condições também podem produzir sintomas semelhantes aos da SII. Por exemplo:

=A doença celíaca é um distúrbio digestivo desencadeado pelo glúten. Esta é uma proteína encontrada em cevada, centeio e trigo. Além de outros sintomas, a doença celíaca pode causar vômitos, perda de peso e fezes com odor fétido. Também pode levar a anemia, dor nos ossos ou articulações, convulsões e erupção cutânea.

=A diverticulose nem sempre produz sintomas perceptíveis, além do inchaço. Casos mais graves podem resultar em fezes com sangue, náusea, febre e calafrios.

endometriose pixabay

=A endometriose e a SII compartilham muitos sintomas, especialmente a dor pélvica. No entanto, a endometriose envolve o útero e não o sistema digestivo. Pode resultar em períodos dolorosos, intercurso sexual doloroso e sangramento entre os períodos.

=Azia tende a causar uma sensação de queimação por trás do esterno, geralmente após as refeições, quando deitado ou curvado.

=Dispepsia pode causar desconforto na parte superior do abdômen, às vezes depois de comer, mas não relacionado ao uso do banheiro.

=Intolerância à lactose significa que seu corpo não tolera lactose, o açúcar encontrado no leite. De acordo com o Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Digestivas e Renais, os sintomas duram de 30 minutos a duas horas após a ingestão de produtos lácteos. Além de inchaço, gases e diarreia, você também pode sentir náuseas.

Resumo

A Síndrome do Intestino Irritável não tem uma causa única, o que torna o diagnóstico extremamente difícil. Outras condições podem ser confundidas com a SII devido à sua notoriedade. Manter o controle de seus sintomas pode ajudar seu médico a decidir quais testes são necessários para chegar a um diagnóstico. Informe qualquer coisa incomum para o seu médico imediatamente. Você pode ser encaminhado a um gastroenterologista se o seu médico suspeitar que você tem a SII.

Fonte: Health Line

Estudos sobre câncer em populações vegetarianas*

Cerca de 30-40% dos cânceres se correlacionam com hábitos alimentares (Davis & Milner, 2007); a adoção de hábitos saudáveis é uma estratégia eficiente para a prevenção e o tratamento do câncer

Alimento ou suplemento na prevenção do câncer?

suplemento

Os suplementos não fazem o mesmo efeito dos alimentos no contexto da prevenção contra o câncer e na preservação da saúde. Isso não significa que suplementos não tenham suas indicações pontuais e específicas, mas a alimentação tem mais peso positivo para a saúde.

Como exemplo, sabemos que o consumo humano de flavonoides, compostos importantes na prevenção contra o câncer, ultrapassa 5.000 tipos diferentes quando usamos os alimentos naturais e integrais. Não temos nem 1% deles disponíveis para colocar em cápsulas.

O uso de cenoura cozida, por exemplo, protege muito mais o DNA contra lesões (que podem fomentar o desenvolvimento de uma célula tumoral) do que consumir quantidade equivalente de alfa e betacaroteno. Há uma interação de nutrientes e fitoquímicos nos vegetais que torna seu efeito potencializado.

Assim, no contexto do câncer, o alimento é muito mais importante que o suplemento.
E os alimentos de origem vegetal contêm 64,27 vezes mais antioxidantes que os de origem animal, o que promove muito mais proteção ao organismo ao se adotar uma alimentação baseada em plantas, quando ela é integral (Carlsen, 2010).

Alguns hormônios e interações alimentares.

Há outros fatores interessantes e tão importantes quanto os que já descrevi no contexto da prevenção e tratamento do câncer. Sabermos que o aumento dos níveis de insulina influencia o crescimento tumoral. Em outras palavras, quanto mais insulina há circulando no organismo, maior é o estímulo para a proliferação de células tumorais. Praticamente, todos os estudos com dietas vegetarianas estritas com redução de gordura e uso de alimentos naturais e integrais mostram-se altamente eficientes em reduzir os níveis de insulina, mesmo quando se compara essa dieta com dietas consideradas saudáveis preconizadas pala Associação de Diabetes Norte-Americana (Barnard, 2006; Cohen, 2006; Joshua, 2006).

A forma ativa do hormônio de crescimento se chama IGF-1. Sua elevação inibe a morte celular programada (chamamos isso de apoptose). Assim, uma célula danificada tem de ser eliminada ou se suicidar (apoptose) para que não seja reproduzida e gere um tumor. Ter níveis mais altos de IGF-1 é negativo para a prevenção e o tratamento do câncer e correlaciona-se com maior risco de câncer de mama antes da menopausa, câncer de intestino grosso (cólon e reto) e de próstata. O aumento de calorias, por sua vez, aumenta os níveis de IGF-1, assim como o consumo de leite. Indivíduos vegetarianos estritos têm níveis de IGF-1 13% menores do que os onívoros e ovolactovegetarianos (Yu an Rohan, 2000; Giovannucci, 2001; Pollak, 2001; Allen, 2002).

Estudos sobre câncer em populações vegetarianas.

salada

Há vários estudos sobre a prevalência de câncer em populações vegetarianas. Vamos ver os resultados de 3 desses trabalhos. Um desses estudos, interessante pelo fato de ter sido feito com adventistas, que têm baixo consumo de álcool e cigarro, assim como níveis de atividade física similares, mostrou que, avaliando 34.198 indivíduos com mais de 25 anos, por seis anos, a população onívora apresentava incidência 88% maior de câncer de cólon (intestino grosso) e 54% maior de câncer de próstata (Fraser, 1999).
Em 2012, um estudo de revisão sistemática e metanálise mostrou que vegetarianos, quando comparados com não vegetarianos, apresentaram redução de 18% de todos os tipos de câncer (Huang, 2012).

Um estudo publicado em 2013, avaliando 69.120 indivíduos onívoros e vegetarianos, encontrou 2.939 casos de câncer. A correlação de achados mostrou que a dieta ovolactovegetariana proporcionou proteção contra câncer gastrointestinal. Já a dieta vegetariana estrita mostrou redução de todos os tipos de câncer (Tantamango-Bartley, 2013).

Assim, os estudos apontam fortemente para a adoção de uma dieta vegetariana na prevenção do câncer, e ela pode ser utilizada, tranquilamente, no seu tratamento.

O Parecer da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Em 26 de outubro de 2015, a Agência Internacional para Pesquisa do Câncer (IARC), uma agência pertencente à OMS, liberou seu parecer sobre o efeito carcinogênico do consumo de carne vermelha e carnes processadas. O material foi desenvolvido por 22 especialistas de 10 países (OMS, 2015). Esse parecer fomentou a questão ligada à dieta vegetariana no contexto do câncer, pois liga diretamente o câncer de intestino grosso com o consumo de carnes, especialmente as processadas.

Como surgiu o parecer da OMS?

pesquisa estudo microscopio testes ciencia pixabay
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Em 2014, um comitê internacional resolveu que, entre diversos alimentos, as carnes vermelhas e carnes processadas eram de elevada prioridade em sua avaliação de risco ao consumo humano, pois diversos estudos epidemiológicos mostravam que pequenos aumentos na quantidade de carne consumida elevavam o risco de ter vários tipos de câncer e que quanto maior o consumo, maior o risco. Baseado nessa avaliação inicial, o grupo começou a fazer os levantamentos científicos.

Esse grupo considerou mais de 800 estudos diferentes que investigaram mais de 12 tipos de câncer (em seres humanos) relacionados ao consumo de carne vermelha e carne processada, em vários países e com populações diversas. Alguns desses estudos apresentavam dados sobre o consumo de carne processada e vermelha ao mesmo tempo. Um total de mais de 700 estudos epidemiológicos forneceu dados sobre o consumo de carne vermelha, e mais de 400 estudos epidemiológicos, sobre carne processada.

Assim, vemos a importância desse material emitido pela OMS, pois ele não representa um estudo isolado, mas sim a reunião de mais de 800 estudos de grande evidência científica. No documento produzido consta a recomendação explícita, em termos de saúde pública, para que seja limitada a quantidade de carne ingerida. Ainda é estimulado aos governos e às agências regulatórias internacionais que estabeleçam recomendações sobre o balanço entre riscos e benefícios no consumo de carne vermelha e carne processada.

Os resultados da análise

As carnes processadas foram classificadas como pertencentes ao Grupo 1A (substância carcinogênicas para humanos), esta categoria é usada quando há evidências suficientes do efeito carcinogênico da substância em humanos. Em outras palavras, há evidências convincentes de que o agente (carne processada) causa câncer em seres humanos que o consomem.

São consideradas carnes processadas: todas as carnes que tenham sido submetidas à secagem, salgagem, fermentação, defumação ou a outros processos para realçar o sabor e melhorar sua conservação. A maioria das carnes processadas contém carne de porco ou de vaca, mas as carnes processadas, também, incluem carne de aves, vísceras e outros produtos, como sangue.

Para exemplificar esse grupo, temos salsichas, utilizadas em cachorros-quentes, presunto, carne enlatada, carne seca ou charque, assim como carne enlatada e preparações com caldo de carnes. Veja como esse grupo é vasto, pois ele inclui carnes utilizadas pelas pessoas diariamente, inclusive, na forma de caldo de carne.

O documento da OMS mostra que, para cada 50g de carne processada consumida diariamente, o risco de câncer de cólon e reto aumenta em 18%. Na avaliação da OMS, as carnes vermelhas foram classificadas como parte do Grupo 2A (provavelmente, carcinogênico para seres humanos – essa classificação é baseada em limitadas evidências de estudos epidemiológicos que mostram associação positiva entre o consumo e o desenvolvimento da doença e, nesse caso, há forte relação de evidência).
Essa associação com o câncer foi observada principalmente para o câncer de intestino grosso, mas, também, para os de pâncreas e próstata.

Assim, verifica-se que, se a carne vermelha for processada, ela vira grupo 1, ou seja, é reconhecidamente carcinogênica. São consideradas carnes vermelhas: todos os tipos de músculos de carne de mamíferos, como vaca, porco, vitelo, cordeiro, carneiro, cavalo e cabra. Ao que tudo indica, é possível que seja apenas questão de tempo para que esses produtos passem do grupo 2A para o grupo 1 (reconhecidamente carcinogênico para humanos).

O interessante desse relatório da OMS é que fica evidente que, com relação ao risco de câncer, não importa a origem da carne (se ela veio de um animal criado solto, saudável e sem receber antibióticos ou hormônios, pois o ato de aquecer o tecido animal de algumas formas a torna nociva.

Perguntas sobre a carne

carne vermelha embutidos salame linguiça
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O aquecimento da carne aumenta as chances de ter um câncer?
– Sim. A temperatura mais alta gera compostos que contribuem para aumentar o risco carcinogênico, apesar de nem todos os compostos terem seus efeitos completamente conhecidos.

Há explicações que nos façam entender por que o aquecimento das carnes aumenta o risco de câncer?
– Sim. Cozinhar em altas temperaturas ou com a carne em contato direto com a chama ou a superfície quente, como ocorre com o churrasco e no ato de grelhar, produz substâncias químicas carcinogênicas, como as aminas heterocíclicas aromáticas e os hidrocarbonetos policíclicos aromáticos.

Quais são os componentes da carne que aumentam o risco de câncer?
Há elementos da carne que mostram associação com o câncer, como o próprio ferro heme. Substâncias carcinogênicas produzidas pelo aquecimento são: composto N-Nitroso e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos. O cozimento da carne vermelha ou processada, também, produz aminas heterocíclicas aromáticas, bem como outros produtos, incluindo hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (que igualmente são encontrados na poluição do ar). Há outras substâncias suspeitas em termos carcinogênicos, mas ainda pouco estudadas.

Usar carne crua é mais seguro?
Até o momento, apesar de alguns estudos sugerirem menor associação da carne crua com risco de câncer, o comitê da OMS refere não ter dados conclusivos sobre isso e levanta o risco de infecções relacionadas a essa forma de consumo.

As carnes processadas foram classificadas como pertencentes ao Grupo 1 (carcinogênica para humanos), que é a mesma categoria que se encontram classificados o tabaco e asbesto. Isso quer dizer que o consumo de carne processada é tão carcinogênico quanto o do fumo?
– Não. As carnes processadas, apesar de estarem na mesma categoria do tabaco e do asbesto, não têm o potencial cancerígeno em igual proporção de perigo. A classificação que foi colocada mostra que o produto avaliado é reconhecidamente carcinogênico, mas não estabelece o grau de potência carcinogênico.

Quantos casos de câncer são atribuídos, anualmente, ao consumo de carne processada e carne vermelha?
Segundo o relatório da OMS, aproximadamente 34.000 casos de morte por câncer no mundo são atribuídos às dietas com alta quantidade de consumo de carne processada. Esse número foi estimado por uma organização acadêmica de pesquisa independente, chamada Global Burden of Disease Project. Essa mesma entidade calcula que o consumo de carne vermelha pode ser responsável por cerca de 50.000 mortes por câncer no mundo. O que ainda não faz a OMS usar esse dado do Global Burden of Disease Project sobre a carne vermelha é sua classificação como 2A (como vimos anteriormente). Para termos uma ideia numérica, por ano, no mundo, morre cerca de 1 milhão de pessoas por câncer devido ao fumo, 600.000 devido ao consumo de bebida alcoólica e mais de 200.000 pela poluição do ar.

O documento da OMS quantifica a risco de câncer pelo tipo de carne consumida?
– Sim. O consumo de carne processada sugere que, para cada 50g de consumo diário, o risco de câncer de cólon aumenta em torno de 18%.

Para o câncer devido ao consumo de carne vermelha, o risco é mais difícil de ser estabelecido, mas, sendo completamente provado, para cada aumento de 100g de carne consumida diariamente, o risco aumenta em 17%.

Vale a pena lembrar que o consumo de carne (de todos os tipos), no Brasil, é de 233g por dia, em média, por pessoa, que é 3 a 4 vezes mais o que as diretrizes nutricionais sugerem para a população que come carne.

arroz frito comida tailandesa
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Adotar uma dieta vegetariana é uma estratégia inteligente para a prevenção contra o câncer. E esta é uma Campanha promovida pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB).

*Eric Slywitch é médico (formado pela Faculdade de Medicina de Jundiaí). 
Mestre em Nutrição (pela UNIFESP/EPM). Especialista em Nutrologia pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). Especialista em Nutrição Parenteral e Enteral pela Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral (SBNPE). Pós-graduado em Nutrição Clínica pelo Grupo de Apoio de Nutrição Enteral e Parenteral (GANEP). Docente do curso de especialização (pós-graduação latu sensu) do Grupo de Nutrição Humana (GANEP). Foi Diretor do Departamento de Medicina e Nutrição da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) de 2004 a 2015. Autor dos livros: “Alimentação sem Carne – guia prático”, “Virei Vegetariano. E agora?” e “Emagreça sem Dúvida”.

Estudo aponta relação entre consumo de alimentos processados e incidência de câncer colorretal

Pesquisa americana avaliou potencial inflamatório de algumas substâncias como fator de risco para o tumor de intestino

Segundo estimativa do Instituto de Câncer (INCA), divulgada em fevereiro deste ano, o câncer colorretal é o segundo mais prevalente em mulheres, e o terceiro mais comum em homens. Ultimamente, tem se discutido cada vez mais a relação entre os alimentos processados e o risco do desenvolvimento de alguns tipos de câncer. Um estudo publicado na revista científica Jama Oncology detectou que o alto consumo de alimentos inflamatórios aumenta significativamente o risco de câncer colorretal.

Pesquisadores tiveram como foco os hábitos alimentares de mais de 120 mil profissionais de saúde dos Estados Unidos, que foram acompanhados durante 26 anos. O Índice de Massa Corporal (IMC) e o consumo de álcool também foram levados em consideração.

carne

Para Marcos Belotto, gastrooncologista dos Hospitais Oswaldo Cruz e Sírio Libanês, a descoberta mais importante do estudo é que o consumo de alimentos com tendência inflamatória, aumenta em até 32% a incidência da doença. “Uma das hipóteses é que o potencial inflamatório de alguns grupos alimentares favoreça danos no DNA, causando o crescimento desordenado de células cancerígenas. Outra possibilidade é que esse tipo de dieta, por oferecer altas propriedades antioxidantes, também influencie na reprodução celular”, explica o especialista.

Para identificar quais alimentos poderiam propiciar o desenvolvimento do tumor colorretal, os pesquisadores avaliaram 18 grupos alimentares. Em alguns foram encontrados três biomarcadores considerados inflamatórios: a proteína C-reativa, a interleucina 6 e o fator de necrose tumoral alfa-receptor 2.

Belotto comenta a importância dessa descoberta. “Esses marcadores são informações importantes, pois nos dão indícios de quais alimentos podem ou não contribuir para a doença. Tomates, alguns vegetais que não os de folhas verdes e os amarelo-escuros, carnes processadas, carnes vermelhas e miúdos, foram identificados com altos níveis dessa substância. Por outro lado, café, chá, cerveja, vinho, vegetais amarelo-escuros, folhas verdes e sucos de fruta não apresentaram a presença dos mesmos marcadores”.

salsicha e embutidos pixabay

Março é considerado o mês de conscientização contra essa doença, que é silenciosa e os sintomas, geralmente, aparecem quando o estado já está avançado. “O rastreamento de lesão suspeita ou pólipos (tumor benigno que pode se transformar em câncer em 5 a 7 anos) é fundamental. A colonoscopia é um dos exames que detecta precocemente os tumores que agridem o cólon e o reto. A conscientização é um fator importante para a redução das mortes provocadas pelo câncer de intestino”, conclui o médico.

Fonte: Marcos Belotto é graduado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, é cirurgião de grandes centros de referência em saúde, como Hospital Albert Einstein e Hospital Sírio Libanês. Membro da Sociedade Brasileira de Videolaparoscopia, tem ampla experiência na realização de procedimentos cirúrgicos por vídeo e robótica. É membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Aparelho Digestivo e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica e membro da Sociedade Internacional de Cirurgia hepatobiliopancreática.

Cabelegria promove Rifa do Bem com peças doadas por celebridades

Com apenas R$ 10,00, os participantes podem concorrer a peças de personalidades como Luciano Huck, Gabriela Pugliesi, Daniel, Luiza Brunet, Susana Vieira, entre outros

Cabelegria, ONG que confecciona e doa gratuitamente perucas para pacientes com câncer, anuncia a Rifa Do Bem. Com apenas R$ 10,00, os participantes podem concorrer a 15 itens de celebridades e artistas, tais como:

1º Luciano Huck – Blusa de Malha Bege
2º Giovanna Antonelli – Vestido Vermelho
3º Maisa SBT – Vestido Florido
4º Maisa SBT – Vestido pedraria bege e preto
5º Jean Paulo (Cirilo) – Blusa Xadrez e Colete Jeans Branco
6º Helô Pinheiro – Vestido de malha preto estampado
7º Luciana Gimenez – Sapato de Salto Vermelho – Tam. 42
8º Fernanda Torres – Livro Autografado
9º Daniel Cantor – Livro Autografado
10º Vitória – Duo AnaVitória – Vestido Branco Tule
11º Ana – Duo AnaVitória – Conjunto preto rendado e tule
12º Gabriela Pugliesi – Con. Top e legging
13º Lala Rouge – Conjunto Camisola (novo)
14º Luiza Brunet – Vestido de vesta longo vermelho com pedras
15º Susana Vieira – Vestido de festa curto branco e bege – pedraria

perucas cabelegria
O bando de perucas da Cabelegria
giovanna antonneli madrina cabelegria
A atriz Giovanna Antonelli é a madrinha da ONG

logo cabelegria

As peças (disponíveis para visualização clicando aqui) serão sorteadas na ordem acima e irão para 15 pessoas diferentes, ampliando assim as chances dos participantes. A primeira peça, do apresentador Luciano Huck, será sorteada no site e as demais por uma live nas redes sociais do Cabelegria: Facebook / Instagram.

 

 

Graacc faz encontro de familiares de pacientes com câncer infantil

Evento reúne pais e especialistas para compartilhar experiências e conhecimento sobre a importância da família durante o tratamento

Ficar hospitalizado pode ser uma vivência bastante desagradável, principalmente se o paciente for uma criança ou adolescentes. Além de ficar afastado do convívio familiar e social, o paciente pediátrico tem toda a sua rotina alterada com horários rígidos para a realização de refeições, higiene, visitas, exames e procedimentos.

É neste ambiente que pais e familiares precisam garantir o bem-estar de seus filhos, acolhendo e cuidando neste momento de fragilidade. Mas quem cuida dos cuidadores? É para refletir sobre esta questão que o Graacc promove, no dia 16 de março, em São Paulo, o I Encontro Latinoamericano de Familiares de Pacientes com Câncer Infantil.

O evento, que faz parte do Congresso da SLAOP 2018, é gratuito e contará com palestras de especialistas, que que são referências no assunto, e dos fundadores da instituição que oferece tratamento para o combate do câncer infantojuvenil desde 1991. As inscrições podem ser feitas pelo site do GRAACC, clicando aqui.

Uma das palestrantes será Ana Claudia Quintana, médica geriatra, especialista em Cuidados Paliativos e uma das autoras do livro ‘Cuidando de Quem Cuida’, que falará sobre a importância do bem-estar do cuidador durante o processo de hospitalização do paciente. Para ela, o cuidar, assim como o curar, também faz parte da medicina.

Outro palestrante será Wellington Nogueira, fundador e coordenador geral da ONG Doutores da Alegria, que trará para o público a importância da alegria na rotina estressante do hospital.

O encontro contará ainda com a participação de Gustavo Gitti, professor de TaKeTiNa, que explicará como a compaixão pode ser princípio orientador da vida, dos fundadores do GRAACC, Sérgio Petrilli, superintendente médico da instituição, Jacinto Guidolin, vice-presidente, e Lea Della Casa Mingione, superintendente emérita do voluntariado do GRAACC, além de outros palestrantes.

As inscrições são limitadas e destinadas, prioritariamente, para pais e acompanhantes de crianças e adolescentes hospitalizados.

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Programação do evento

8h: Recepção

8h35: A importância do envolvimento de pais de pacientes na estruturação de serviços de atendimento a crianças e adolescentes com câncer – Dr. Jacinto Guidolin, fundador e vice-presidente do GRAACC

A importância da Casa da Família para hospedar pacientes moradores de fora dos grandes centros – Lea Della Casa Mingione, fundadora e superindentende emérita do voluntariado do GRAACC

A importância da parceria na relação médico paciente – Prof. Dr. Sérgio Petrilli, fundador e superintendente médico do GRAACC

9h45: Intervalo

10h15: Cuidando do Cuidador – Nely Aparecida Guernellio Nucci, Psicóloga formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas – PUC, Mestre em Psicologia Escolar pela PUC Campinas, Doutora em Psicologia pela Universidade de São Paulo – USP, Especialista em Psicologia Clínica

11h: A morte ensina a viver – Dra. Ana Claudia Quintana, médica geriatra formada pela USP e especialista em Cuidados Paliativos

12h: Almoço com visita monitorada na Casa Ronald McDonald

13h30: Compaixão como princípio orientador da vida – Gustavo Gitti, Professor de TaKeTiNa, colunista da revista Vida Simples e coordenador do olugar.ogr

14h30: A importância do atendimento pedagógico para crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer – Professora Amalia Covic, coordenadora da Escola Móvel do Hospital do GRAACC

15h15: A importância da alegria –Thais Ferrara, Diretora de Formação da ONG Doutores da Alegria

Serviço – Encontro de Pais do GRAACC
Data: 16 de março
Horário: das 8h às 16h15
Local: Casa Ronald McDonald São Paulo
Endereço: Alameda dos Uapés, 690 – Planalto Paulista