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Bronzeamento artificial está proibido no Brasil desde 2009, alerta SBD

No início do mês, dia 3 de março, um programa de TV mostrou a atriz Ellen Rocche dentro de uma câmara de bronzeamento artificial durante reportagem sobre os preparativos para o desfile da Rosas de Ouro, escola de samba do carnaval de São Paulo.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia aproveita o assunto para lembrar e alertar que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu bronzeamento em câmaras artificiais no Brasil para fins estéticos desde 2009 e que elas são um perigo real para a saúde da pele. Confira o texto clicando aqui.

A proibição do uso do equipamento ocorreu baseada em diversos estudos científicos que comprovam os efeitos deletérios do uso dessas câmaras e do aumento do risco de câncer da pele, o mais comum no Brasil, incluindo o melanoma, que é o tipo de câncer mais raro, mas com maior risco de disseminação para outros órgãos (metástase) e morte.

Estudos retrospectivos, e mais recentemente, como um estudo norueguês prospectivo, mostram o aumento do risco do câncer da pele com o uso de câmaras de bronzeamento. Quanto mais precoce o início do uso e maior o número de sessões, maior o risco.

“Apesar dos estudos, infelizmente inúmeras clínicas ainda funcionam ilegalmente no Brasil e legalmente em outros países”, afirma Jade Cury, coordenadora do Departamento de Oncologia Cutânea da SBD.

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Como ressaltado no mês de combate ao câncer da pele (Dezembro Laranja), o câncer da pele é o mais frequente e no caso do melanoma, pode levar a metástase e morte relacionada, em qualquer idade.

“A SBD salienta que não existe melhor forma para realizar o bronzeamento artificial. É um procedimento proibido por lei e que envolve situação de risco à saúde”, ressalta Sergio Palma, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Fonte: SBD

Médico esclarece mito sobre o consumo de açúcar e o surgimento do câncer

Oncologista explica as razões pelas quais a glicose ainda é tida como a vilã responsável por “alimentar” as células cancerígenas

Na era das famosas “fake news” é muito comum encontrar notícias na Internet e até mesmo receber ou replicar, por meio de aplicativos de mensagens e redes sociais, informações sem checar se o conteúdo é de fato verdadeiro. E quando o assunto é saúde, a propagação de dados sem comprovação científica se torna um problema ainda mais delicado.

Entre os recordistas de informações sem fundamento na web, o câncer desponta entre os líderes – e a relação entre o surgimento da doença e a ingestão de açúcar tem sido nos últimos meses a que mais gera debates nos meios virtuais e também nos consultórios.

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“Existe muita informação incorreta na internet dizendo que os tumores se alimentam de açúcar e isso não é verdade. Todas as células humanas consomem açucares para a realização de seus processos metabólicos e isso não é diferente para as células cancerígenas que possuem um metabolismo mais acelerado. As células cancerígenas consomem todos os nutrientes de maneira acelerada, não apenas a glicose”, afirma Felipe Ades, oncologista do Centro Paulista de Oncologista (CPO) – unidade de São Paulo do Grupo Oncoclínicas.

Não há um estudo realizado em seres humanos que comprove que o açúcar provoque o câncer. Também nunca foi demonstrado que a exclusão de alimentos ricos em glicose da dieta cause algum impacto no tratamento de pessoas com a doença.

De acordo com o oncologista, muitos dos levantamentos divulgados na internet foram feitos em animais e leveduras, mas não foram aplicados em humanos, o que não permite que seja tomada qualquer conclusão sobre os impactos do consumo de açúcar tem relação direta com a doença. “Isso não passa de apenas hipótese”, frisa Ades.

O especialista explica, contudo, que é importante ressaltar que hábitos alimentares pouco saudáveis, com ingestão de gorduras, açúcares e produtos industrializados em excesso, são responsáveis pelo aumento da incidência de sobrepeso e obesidade entre a população mundial – estes sim fatores que elevam os riscos de incidência de câncer.

“Um estudo recente publicado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) mostrou que o Brasil terá 29 mil casos da doença relacionados à obesidade em 2025. Atualmente os casos de câncer relacionados ao peso correspondem a 3,8% de todos os diagnósticos de câncer feito no país, já em 2025 serão 4,6%”, esclarece o oncologista.

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Ades ressalta que manter uma alimentação equilibrada é a chave para a diminuição nos riscos de diversas doenças, inclusive o câncer. “A dieta saudável é aquela que o indivíduo tem a orientação de um nutricionista e que tenha um cardápio composto de alimentos integrais, frutas, verduras, proteínas de carne branca, além de limitar o consumo de carne vermelha, carnes defumadas e processadas e a ingestão de bebidas alcoólicas”, finaliza o especialista.

Fonte: CPO

Proteção solar da cabeça aos pés: cuidados básicos para o corpo no verão

Da pele aos olhos, saiba quais são os pontos de atenção quando o assunto é proteção solar na estação mais ensolarada do ano

Com a chegada do verão, a preocupação com a exposição ao sol é maior. As pessoas agendam consultas com dermatologistas e adicionam um item no nécessaire: o protetor solar. Porém, não é apenas nessa estação que o sol é perigoso para a saúde. Durante todo o ano, as pessoas ficam expostas aos raios ultravioleta, que podem causar problemas em várias regiões do corpo.

A pele costuma ser a primeira parte a ser protegida e muitas pessoas se esquecem dos cuidados com os olhos. Só a catarata, um dos problemas provocados pelo sol, é responsável por cerca de 47,8% dos casos de cegueira no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Por isso, confira dicas para ter uma proteção completa para o verão.

Nos meses mais ensolarados e quentes, é comum passar mais tempo ao ar livre. Fazer isso sem proteção contra raios UV, mesmo que durante pouco tempo, é um risco à saúde. Ao atingir a pele, a radiação é absorvida pelo corpo, inclusive pelo DNA, o que pode levar a reações desordenadas das células – podendo provocar o câncer de pele. A maneira mais eficaz de proteger a pele é usando os protetores solares.

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O ideal é escolher um para o corpo e outro para o rosto, sempre com a ajuda do dermatologista, que pode indicar os produtos mais adequados para cada pele. Durante os dias de clima fresco, as roupas complementam a proteção, criando uma barreira física contra os raios. Vale lembrar que horários no início da manhã e fim da tarde são os melhores para aproveitar o sol.

Outra parte do corpo que precisa de cuidados durante todas as estações, especialmente no verão, são os olhos. O primeiro passo para a proteção ocular contra os raios UV é o uso de óculos de sol. Além do benefício para a saúde, o acessório pode dar um ar moderno e sofisticado para qualquer look. No momento da compra, é importante procurar óticas de confiança e estar atento ao comprovante de que as lentes dos óculos têm a proteção necessária.

Mas, para as pessoas que precisam de correção visual, os óculos de sol podem ser um desafio, porque não é possível usá-lo com os óculos de grau. Apesar de existir a opção de comprar o acessório com lentes escuras ajustadas à receita, por demandar mais tempo, planejamento e investimento, a maioria das pessoas acaba não usando óculos de sol ou decide abandonar a armação de grau nos momentos de exposição ao sol, abrindo mão de uma visão nítida.

Os óculos de sol de armação pequena, que estão em alta nesse verão, podem ser prejudiciais aos olhos porque os deixam expostos. Essas escolhas atrapalham o verão, pois as pessoas ficam desprotegidas ou sem enxergar corretamente.

Thais Packer, oftalmologista da Johnson & Johnson Vision, indica que as lentes de contato são ótima escolha para dias ensolarados: “como as lentes não precisam de armação, elas garantem liberdade de movimento e visão perfeita para aproveitar o dia e praticar esportes. Muitos pacientes não sabem, mas todas as lentes de contato da marca Acuvue apresentam proteção contra raios ultravioletas”.

A especialista explica que as lentes são uma proteção bônus para os olhos, garantindo que os raios que passam pelas frestas dos óculos de sol não agridam a córnea.

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Quando o assunto é proteção solar nos olhos, os jovens são a faixa etária de maior risco. Há maior possibilidade de exposição da retina aos raios UV antes dos 25 anos de idade, porque o cristalino da retina permite maior passagem dessa radiação. Por isso, é fundamental que eles façam o acompanhamento com o oftalmologista e aprendam, desde pequenos, a cuidar dos olhos.

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Foto: J. Durham/MorgueFile

Assim,  Thais recomenda o uso de óculos de sol para todas as pessoas, principalmente essa faixa etária. A especialista também reforça que as lentes de contato podem ser usadas por crianças e adolescentes desde que seja de forma segura e responsável, com acompanhamento dos médicos e pais.

Além dos olhos e da pele, outras regiões do corpo podem ficar esquecidas. Antes de ir à praia e passar o dia todo tomando sol, também é importante passar protetor solar nas mãos, que são a parte mais exposta ao sol – inclusive em dias nublados. Os lábios, que têm uma pele sensível e mais fina, merecem cuidados. Alguns hidratantes e bálsamos possuem versões com filtro solar, mantendo a pele protegida e macia o ano todo.

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Os cabelos e o couro cabeludo são áreas que precisam de atenção, já que o sol incide diretamente neles e com grande intensidade no horário de pico de radiação UV. Para eles, é recomendado aplicação de óleos e séruns com proteção contra o sol e o calor, além de reforçar esse cuidado com o uso de chapéus e bonés.

Fonte: Johnson & Johnson Vision

 

Alimentos que ajudam a prevenir o câncer

Existem vários alimentos que comemos que ajudam a reduzir as chances de contrairmos câncer. Estes alimentos são poderosos anti-cancerígenos que devemos incluir em nossa dieta regular. Melhor garantir que estejam na sua lista de supermercado. Confira:

Alho

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Depositphotos

Um dos melhores alimentos que devemos comer para prevenir o câncer. Também podemos combiná-lo com outros alimentos, pois o alho faz parte da família allium, que inclui alho-poró, cebolinha e cebola. Estes alimentos contêm o que é chamado allicin que é um poderoso antioxidante. Ele trabalha para remover os radicais livres no organismo, que são conhecidos por causar câncer. Estes alimentos aumentam a imunidade, controlam os níveis de colesterol, diminuem a pressão arterial e desintoxicam o corpo. Ao adicionar mais alho à sua dieta, você adquire um poderoso combatente do câncer.

Vegetais crucíferos

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Estes vegetais são muito potentes quando se trata de combater o câncer. Eles incluem repolho, couve-flor e, especialmente, brócolis. Eles contêm fitoquímicos e também antioxidantes potentes. Eles são conhecidos por reduzir casos de vários tipos de câncer, incluindo câncer de próstata, gástrico e de mama. Estes alimentos são anti-inflamatórios e desempenham um papel importante na nossa dieta, uma vez que são potentes alimentos anticancerígenos. É melhor comermos esses alimentos crus ou levemente cozidos, para obtermos o máximo de benefícios.

Chá verde

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Se quisermos reduzir as chances de contrairmos câncer, devemos consumir bastante chá verde. Este chá contém as chamadas catequinas, potente combatente do câncer. Elas ajudam a reduzir os danos dos radicais livres no organismo e podem até inibir o crescimento de células cancerosas. Se desejarmos reduzir as chances de desenvolvermos câncer devemos beber chá verde todos os dias. Este chá tem muitos outros benefícios, além de suas potentes propriedades de combate ao câncer.

Frutas

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Devemos consumir mais frutas se quisermos reduzir nossas chances de contrair câncer. As bagas são especialmente boas, pois contêm poderosos antioxidantes. Bagas como mirtilos, framboesas, morangos e amoras têm muitos benefícios para a saúde que reduzem as chances de contrairmos câncer. Citrinos também são muito benéficos.

Tomates

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Foto: Max Straeten/Morguefile

Um poderoso ingrediente anticancerígeno é chamado licopeno. Existe uma boa dose dele nos tomates. Sabe-se que previne vários tipos de câncer. A melhor maneira de consumir licopeno é quando ele é cozido, então devemos incluir várias porções de tomates cozidos a cada semana.

Cúrcuma

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Foto: Pixabay

Um tempero que vem se mostrando muito promissor na luta contra o câncer é chamado de açafrão. Esse fato tem sido demonstrado em estudos para prevenir o crescimento de células cancerígenas, e até matar as que já estão presentes. É conhecido por combater casos de câncer de pele, câncer de estômago, câncer de intestino e câncer de mama. Enquanto estudos mais concretos precisam ser feitos sobre açafrão, já se sabe que é um alimento poderoso na luta contra o câncer.

Folhas verdes

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Foto: Nutri Living

Ao consumirmos grandes quantidades de vegetais verdes folhosos, podemos reduzir as chances de contrair um câncer. Esses alimentos incluem alface verde, couve, espinafre e alimentos verdes folhosos semelhantes. Eles contêm poderosos antioxidantes que ajudam nosso corpo a combater o câncer e mantê-lo saudável.

Resumo
Segundo os especialistas da clínica de medicina nuclear, estes são alguns dos alimentos que devemos consumir para reduzir as chances de desenvolvermos câncer. O médico Kléber Leite afirma: “Em geral, devemos nos ater a uma dieta de alimentos integrais, rica em frutas e vegetais e outros alimentos integrais.”

Fonte: Medicina Nuclear CDM

Pesquisa: 70% dos brasileiros não usam filtro solar todo dia e 80% não sabem quanto aplicar

Pelo quarto ano seguido, pesquisador Lucas Portilho, especialista em proteção solar, lidera o maior e mais abrangente balanço sobre hábitos brasileiros em relação ao uso do fotoprotetor. Dados deixam a comunidade médica e Anvisa em alerta, já que aumentou o número dos que não aplicam filtro diariamente

Apesar da necessidade de fotoproteção ser assunto constante na mídia, o número de brasileiros que não aplica protetor solar diariamente aumentou drasticamente deste 2014 e já chega a quase 3/4 da população, segundo pesquisa liderada pelo consultor e pesquisador em Cosmetologia Lucas Portilho, farmacêutico e diretor científico do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele. De acordo com a pesquisa, 72,5% da população não aplicam o fotoprotetor diariamente — em 2016, esse percentual era de 65%, em 2015 de 53% e em 2014 de 57%.

“Essa redução no uso diário do filtro mostra que a conscientização não convenceu a população a usar correta e diariamente o fotoprotetor. Talvez pelo alto custo e situação de crise financeira que se instaurou, a proteção solar ficou como segundo plano de consumo”, diz o pesquisador, que atua desenvolvendo fotoprotetores há mais de 11 anos.

“Vale lembrar que o Brasil é um dos países com maiores índices ultravioleta do mundo por se localizar numa região tropical do planeta e onde a exposição solar é uma cultura que está comumente associada a hábitos saudáveis; o que, como já se sabe, nem sempre é verdade”, completa. Para a pesquisa, foram entrevistadas 1793 pessoas de 27 estados brasileiros.

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Foto: Pedro J. Perez/MorgueFile

Quanto aplicar?

Lucas explica que, para a pesquisa de 2017, foi adicionada uma nova pergunta sobre a aplicação correta da quantidade de fotoprotetor. “80% dos brasileiros não têm a mínima ideia de quanto aplicar, portanto mesmo a proteção de quem usa fotoprotetores fica comprometida, pois sem saber o quanto aplicar, uma pessoa pode usar achando que está com proteção quando na verdade está desprotegida”, afirma Lucas Portilho.

Radiação UVA e Bronzeamento

Apesar disso, de acordo com Lucas Portilho, a pesquisa revelou que cresceu a conscientização dos consumidores com relação à importância da proteção UVA e os malefícios do bronzeamento. “O número de pessoas que ignora a proteção UVA ao comprar um filtro vem diminuindo ano a ano de acordo com a pesquisa: representava 71% em 2016, 51% em 2015 e 50% em 2017. Com relação ao percentual das pessoas que ainda consideram o bronzeamento uma prática saudável, os números foram: 37% em 2015, 15% em 2016 e 21% no último ano”, explica.

Lucas ressalta que a radiação UVA está presente na natureza em níveis muito maiores e mais expressivos que a radiação UVB (que causa queimaduras solares), e embora menos energética, é uma das mais perigosas.

“Diferente da UVB, a radiação UVA atravessa vidros e janelas e penetra profundamente na pele, chegando até a derme, camada mais profunda da pele e onde se localizam as fibras de colágeno e elastina, gerando uma quantidade altíssima de radicais livres. Os radicais livres gerados por esta radiação causam aumento da degradação das fibras de colágeno e elastina, que dão sustentação à pele, sendo as principais responsáveis pelo fotoenvelhecimento, incluindo rugas, linhas de expressão, flacidez e manchas”, conta o especialista.

Câncer de pele

De acordo com dados da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia), o Brasil registrou em 2016, aproximadamente, 3973 novos casos de câncer de pele. Estes dados justificam uma maior atenção das autoridades para a questão da fotoproteção uma vez que o câncer de pele já se tornou um problema de saúde pública no país. “A estimativa de casos em 2016 é de 175.760, sendo 80.850 homens e 94.910 mulheres”, alerta o pesquisador.

Hábitos e uso do filtro

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A pesquisa ainda demonstrou hábitos dos consumidores com relação ao uso do filtro solar:

– 72% dos entrevistados não reaplicam o fotoprotetor, percentual maior que em 2016 (69% em 2015);

– quase 2/3 da população (63%) não utiliza o produto em dias nublados (50% 2016 e 74% em 2015);

– FPS 30, 50 e 60 são os preferidos dos usuários;

– apenas 10% consultam o dermatologista para indicação do melhor filtro (6% em 2016 e 13% em 2015);

– 34% aplicam o produto apenas no rosto (32% em 2016 e 53% em 2015);

– 43% se expõem ao sol apenas pela manhã por acreditar ser o horário mais seguro (41% em 2016 e 52% em 2015);

– apenas 5% utilizam roupas para se proteger do sol (7% em 2016 e 10% em 2015).

Por meio dos números, o pesquisador analisa que ainda são necessárias medidas de larga escala para esclarecer à população sobre os malefícios da radiação UV, principalmente no que diz respeito à radiação UVA, e que ainda se fazem necessárias campanhas de conscientização sobre o uso correto dos filtros solares.

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                                                                                                                              Fonte: Consulfarma

Fonte: Lucas Portilho é consultor e pesquisador em Cosmetologia, farmacêutico e diretor científico da Consulfarma. Especialista em formulações dermocosméticas e em filtros solares. Diretor das Pós-Graduações do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele, Hi Nutrition Educacional e Departamento de Desenvolvimento de Formulações do ICosmetologia. Atuou como Coordenador de Desenvolvimento de produtos na Natura Cosméticos e como gerente de P&D na AdaTina Cosméticos. Mestrando na Unicamp em Proteção Solar. Possui 18 anos de experiência na área farmacêutica e cosmética. Professor e Coordenador dos cursos de Pós-Graduação com MBA do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele Educacional. Coordena Estágios Internacionais em Desenvolvimento de Cosméticos na Itália, França e Mônaco. Atua em desenvolvimento de formulações para mercado Brasileiro, Europeu e América Latina.

Dezembro Laranja: foco na prevenção e combate ao câncer de pele

Segundo o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), o ano deve terminar com mais de 170 mil novos diagnósticos

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Dezembro foi escolhido como mês de conscientização e prevenção ao câncer de pele, tipo mais comum no Brasil, respondendo a mais de 170 mil novos casos só para este ano, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca). .

Fernanda Seabra, médica dermatologista e especialista em cirurgia dermatológica e mohs, da Aliança Instituto de Oncologia, explica que existem dois grupos principais de câncer de pele: o melanoma e o não-melanoma, responsável por 165.580 novos diagnósticos. Ela acrescenta que os carcinomas basocelular e espinocelular são os exemplos mais comuns desse grupo.

“O primeiro geralmente aparece como nódulo perolado que sangra facilmente ao trauma. O segundo muitas vezes é confundido com uma ferida, mas que nunca cicatriza e pode apresentar descamação e sangramento”, exemplifica a especialista.

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Segundo Fernanda, a exposição solar sem proteção e ter histórico de queimadura solar, principalmente na infância e adolescência, e ainda ter a pele clara são alguns fatores de risco para o câncer de pele. Ela destaca que esses são os pacientes que queimam e não bronzeiam. “É preciso atenção com alguns sinais. Cuidado com lesões recentes, que coçam ou sangram com facilidade, em áreas foto expostas como face, colo, orelha e membros”, aponta.

Já o câncer de pele melanoma aparece como uma pinta, sinal ou nevo. De acordo com a dermatologista, ele pode vir de um nevo anterior ou de uma área sem lesão precursora. Os fatores de risco para esse tipo da doença são os múltiplos nevos, história pessoal ou familiar de melanoma, queimadura solar, pele clara, e entre outros.

Como podemos identificá-lo?

Conforme a médica é de extrema importância ficar atento aos nevos, principalmente em regiões que prestamos menos atenção como orelhas, couro cabeludo, área da genitália, mãos, pés e unhas, além de qualquer sinal de mudança. Caso isso ocorra, deve-se procurar um dermatologista.

Para quem tem alguma dúvida, a médica deixa uma dica muito útil. A regra do ABCDE pode ajudar o paciente a identificar alterações antes não percebidas.

A: assimetria – lesões assimétricas são mais preocupantes que as regulares

B: bordas – pintas com bordas irregulares merecem mais atenção

C: coloração – se o nevo tiver duas ou mais cores deverá ser examinado

D: dimensão – lesões maiores que 5 mm precisam ser avaliadas pelo dermatologista

E: evolução – essa parte, a percepção do paciente é indispensável. É o paciente que irá dizer se a lesão está mudando

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Mas qual o tratamento para o câncer de pele?

Segundo  médica, o tratamento para esse tipo da doença é apenas cirúrgico. “Procure um dermatologista. A detecção precoce do câncer de pele, salva vidas”, finaliza.

Fonte: Aliança Instituto de Oncologia

Teste que mostra predisposição a alguns tipos de câncer é coberto por planos de saúde

Exame investiga se há mutações nos genes BRCA, permitindo prevenir o surgimento de tumores de mama e ovários em mulheres

Uma das doenças que mais preocupam as mulheres é o câncer. E essa preocupação não é à toa, visto que, no mundo, uma em cada seis mulheres terá câncer em algum momento da vida, de acordo com o relatório mais recente da Agência Nacional de Pesquisa Contra o Câncer, vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS).

A boa notícia é que com os avanços da medicina e da tecnologia, ter câncer não mais significa assinar uma ‘sentença de morte’. E, atualmente, as mulheres não só podem descobrir tumores malignos em estágios iniciais, por meio de exames periódicos, como até mesmo prevenir o surgimento de alguns tipos de câncer.

Entre os mais comuns entre as mulheres estão o de mama e o de ovários. Fatores como estilo de vida e idade avançada pesam na incidência da doença. Estima-se que 75% a 80% dos casos de câncer de mama originem-se em mulheres sem fator de risco genético para a doença. Mas para aquelas que já têm predisposição por fator genético da mãe ou do pai – o que corresponde de 5% a até 15% dos casos – é possível prevenir o aparecimento de tumores malignos realizando um teste genético simples.

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O exame, feito por meio de coleta de sangue ou saliva, identifica mutações nos genes BRCA. Laboratórios particulares no Brasil já o fazem. Ele custa entre R$ 1.500,00 e R$ 2.000,00 e é coberto pelos planos de saúde, mas ainda não está disponível no SUS.

“As portadoras de mutação BRCA1 apresentam risco cumulativo de desenvolvimento de neoplasia de mama, de cerca de 72% e de 44% para neoplasia de ovário; além de 40% para câncer de mama contralateral. Já as pacientes com mutação BRCA2 apresentam risco cumulativo de cerca de 69% para câncer de mama e de 17% para câncer de ovário e câncer de mama contralateral. As mulheres com mutações nesses dois genes possuem 40% mais chances de vir a ter câncer no futuro”, afirma a ginecologista e mastologista Juliana Pierobon, da Altacasa Clínica Médica, na capital paulista.

De acordo com a especialista, os genes BRCA 1 e 2 impedem a proliferação de células tumorais, agindo como freios. Quando um desses genes sofre mutação, perde esta capacidade protetora, deixando o organismo mais suscetível ao surgimento de tumores malignos, especialmente os de mama e ovários.

“É importante salientar que ter uma alteração nos genes BRCA não representa um diagnóstico final da doença, mas sim uma séria indicação de risco, de acordo com a análise hereditária. Esse estudo genético normalmente é indicado para mulheres que já têm casos de câncer na família. Sabendo dessa predisposição, o quanto antes for identificada a mutação BRCA, maiores serão as chances de redução dos riscos”, explica a ginecologista.

Juliana alerta, ainda, que em caso positivo de mutação dos genes, somente um profissional especializado pode dar as orientações necessárias e definir, junto com a paciente, qual a melhor estratégia para prevenção e tratamento – como a cirurgia para retirada dos seios ou ovários – levando em conta fatores de risco e o estilo de vida da mulher.

Nesses casos, uma das estratégias usadas na prevenção ao câncer é a cirurgia profilática, que passou a ser mais conhecida depois que a atriz Angelina Jolie se submeteu ao procedimento de retirada total dos ovários e das mamas devido à mutação BRCA e ao histórico familiar e da grande probabilidade que tinha de desenvolver tumores nesses órgãos. Porém, caso a mutação genética seja diagnosticada somente após a descoberta de um câncer, há diversas opções de tratamento além da tradicional quimioterapia.

As cirurgias redutoras de risco podem prevenir o aparecimento de tumores na outra mama, por exemplo. Além disso, a depender do subtipo tumoral, as terapias hormonais e as chamadas terapias alvo, que atacam diretamente o tumor com mutação genética, podem ser usadas como alternativas ou complementares à quimioterapia.

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“A terapia alvo tem sido uma nova grande arma da medicina para aumentar as chances de sobrevivência dessas mulheres que apresentam certos tipos de tumores, como os HER2 . Além disso, permitem que a paciente seja tratada sem que perca sua autonomia e qualidade de vida, quando comparada à quimioterapia tradicional”, conclui a médica.

Fonte: Altacasa

Livro “Perdi minha mama e agora?” orienta sobre procedimentos e como retomar a autoestima

A falta de informação leva muitas mulheres a perderem a qualidade de vida após terem câncer de mama. Diante dessa realidade, a cirurgiã plástica Camila Naif, com o intuito de auxiliar milhares de pessoas que passam por esse difícil momento na vida, desenvolveu o livro “Perdi minha mama, e agora?”, em que compartilha seu conhecimento sobre reconstrução mamária.

Resultado da tese do Mestrado Profissional da Unifesp, a obra teve o auxílio e co-autoria das cirurgiãs plásticas e professoras Alessandra Haddad, Christiane Sobral e Lydia Masako Ferreira.

A edição ilustrada é um manual em versão impressa e também digital, que pode ser baixada gratuitamente clicando aqui, o primeiro site brasileiro, com este conteúdo informativo, feito em linguagem direta e acessível, para maior compreensão do leitor. As autoras explicam todas as etapas, os termos médicos, a lei, os tratamentos, os preparativos, as contraindicações cirúrgicas, os tipos de implantes, os cuidados e tudo que possa proporcionar segurança.

CAPA DO LIVRO

Além disso, a doutora Camila Naif orienta sobre a importância de conversar diretamente com o cirurgião plástico reconstrutor, seja do atendimento público ou privado, sem receio de tirar todas as dúvidas.

“Conforme uma lei já estabelecida no Brasil, a mulher tem direito a reconstrução mamária e simetrização após o tratamento cirúrgico de câncer de mama. Isso vale tanto para os tratamentos realizados pelo SUS, como também para os convênios médicos. Quando for indicada a cirurgia pela equipe de mastologia, o médico já encaminha a paciente para o serviço de cirurgia plástica que atende aquela região. No momento da consulta, a paciente deve questionar a possibilidade de cirurgia plástica reparadora para reconstrução mamária”, reforça a médica.

Sobre Camila Naif

FOTO CAMILA NAIF

Graduada em Medicina pela Universidade Metropolitana de Santos (2009). Concluiu a residência médica de Cirurgia Geral no Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP (2012). Concluiu a Residência Médica de Cirurgia Plástica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP ( fev/2015). Possui Título de Especialista em Cirurgia Plástica aprovado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, pelo MEC e AMB. Possui pós graduação em Reconstrução de Mama pelo Hospital Pérola Byington (fev/2016). Possui pós graduação em Estética – Cosmiatria, Laser e procedimentos pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Atua na área de Cirurgia Plástica e Cosmiatria.

Dia Nacional de Combate ao Câncer: conheça oito mitos sobre a doença

Para muitas pessoas, falar sobre câncer é sempre uma questão delicada. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a incidência da doença no Brasil em 2018 deve ficar em torno de 600 mil novos casos, sendo que a estimativa indica que três em cada 10 tumores diagnosticados estão relacionados a hábitos evitáveis como tabagismo, consumo de álcool, sedentarismo, obesidade e exposição excessiva ao sol.

Por isso, a melhor forma de reduzir os índices do câncer no país é garantir o acesso a informações qualificadas à população em geral. Ainda existem, contudo, muitas dúvidas relacionadas à doença que em boa parte têm suas respostas baseadas em dados que não possuem comprovação científica e nem tampouco refletem a realidade.

Para esclarecer alguns mitos sobre o tema, especialistas do Grupo Oncoclínicas dão suas opiniões sobre assuntos recorrentes nos consultórios e mídias sociais.

1- Mito: Todo câncer é igual
Na realidade, existem centenas de tipos de cânceres. E cada tipo de tumor evolui de forma diferente, assim como os métodos de tratamento podem variar de acordo com cada caso e as respostas às terapêuticas da mesma forma dependerão do comportamento do organismo do paciente. “Cada câncer tem uma única assinatura molecular com manifestações clínicas e prognóstico variáveis. Por isso, é inviável generalizar, pois cada paciente tem um caso específico”, conta Ana Paula Giuliani, oncologista da Oncoclínica Porto Alegre – unidade do Grupo Oncoclínicas no Rio Grande do Sul. A especialista alerta ainda para o diagnóstico precoce como fator essencial para o sucesso no tratamento de todos casos de câncer, independente do tipo. “Não podemos indicar de forma genérica um ou outro medicamento que poderá ser eficaz para toda a gama de tumores malignos que existem, mas há um conselho que vale para a população em geral: busque sempre aconselhamento médico especializado caso note qualquer alteração à sua saúde. Quanto mais cedo identificado o problema, maiores as chances de cura”, ressalta.

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Foto: Pixabay

2- Mito: O câncer é hereditário. Você terá câncer apenas se existir em sua família
Grande parte da população acredita que casos de câncer na família aumentam as chances dos indivíduos desenvolverem a doença. E que quanto mais próximo o grau de parentesco, maiores os riscos de cedo ou tarde ser surpreendido com um tumor maligno. Porém, tais medos são infundados. Estudos internacionais apontam que apenas entre 5% a 10% dos casos de câncer são decorrentes da combinação genética familiar. “É errado dizer que o câncer é uma doença hereditária, mas não é errado dizer que é uma doença genética. Nos acostumamos a relacionar a genética como algo hereditário e é aí que está o problema. Quando falamos em genética é porque existem alterações no DNA da célula tumoral. E essas alterações podem ser herdadas ou não dos pais. Mas é fato que se há um grande número de pessoas na família com o mesmo tipo de tumor e acometidos em idade mais jovem (abaixo dos 50 anos), pode ser um sinal de atenção e um oncogeneticista deve ser procurado”, contextualiza Raphael Parmigiani, biomédico especialista em genética e sócio-fundador do IdenGene – Grupo Oncoclínicas, laboratório de análises especializado em testes genéticos para ajudar no tratamento e prevenção do câncer.

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3- Mito: Os pacientes com pele mais escura não podem ter câncer de pele e não precisam usar protetor solar
O câncer da pele responde por 33% de todos os diagnósticos desta doença no Brasil – são cerca de 180 mil novos casos a cada ano, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA) registra, a cada ano, cerca de 180 mil novos casos. Em 90% dos casos, o fator de risco é a exposição excessiva e sem proteção ao sol. “Pessoas de pele clara, cabelos claros e sardas são mais propensas a desenvolver o câncer de pele, mas isso não significa que quem não se encaixa nesse padrão de características físicas está livre dos riscos de desenvolver esse tipo de tumor. Quanto mais tempo de exposição da pele ao sol, mais envelhecida ela fica, aumentando também a possibilidade de surgimento do câncer de pele não melanoma”, destaca Frederico Arthur Pereira Nunes, oncologista da Oncoclínica Centro de Tratamento Oncológico – Grupo Oncoclínicas.

4 – Mito: A quimioterapia é a mesma para todos os cânceres
Existe uma ampla variedade de medicamentos quimioterápicos e de combinação entre elas, com perfil de tolerância e toxicidade variável. Isso significa que nem toda quimioterapia é igual, sendo a definição sobre a droga feita de acordo com suas indicações para cada tipo de tumor e necessidades específicas de tratamento para o caso específico do paciente. Quimioterapia é um nome genérico dado ao conjunto dos medicamentos que agem contra o câncer. Dentro dessa classificação existem diversos tipos de drogas que atuam de maneira diferente. Por isso, a escolha do tratamento depende do tipo da doença, suas mutações, pontos fracos, tamanho do tumor e o estado geral do paciente. Além disso, é preciso ressaltar que durante todo o processo contra o câncer podemos utilizar diversas opções terapêuticas como: cirurgia, radioterapia, medicamentos orais e intravenosos que são conhecido como quimioterapia, a ciência tem avançado na descoberta de novas frentes, como a imunoterapia, por exemplo”, destaca Felipe Ades, oncologista do Centro Paulista de Oncologia (CPO) – Grupo Oncoclínicas.

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5 – Mito: Não há nada que você possa fazer para reduzir o risco de desenvolver câncer
Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que 80% dos casos de surgimento de tumores malignos estão relacionados ao nosso modo de vida, sendo o sedentarismo um dos principais protagonistas destas estatísticas. De acordo com Ana Carolina Guimarães, oncologista do Oncocentro – unidade do Grupo Oncoclínicas em Minas Gerais, outro dado que reforça essa percepção vem de uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), que aponta que a prática frequente de atividade física pode reduzir o risco de desenvolvimento de 26 tipos de câncer, entre eles o de mama, neoplasia que mais atinge a população feminina no Brasil. “Para manter seu risco baixo, o certo é manter um peso saudável, fazer exercícios regularmente e limitar a quantidade de álcool ingerida. Vale lembrar ainda que o incentivo à prática constante de atividades físicas e ingestão de alimentos saudáveis surgem não apenas como iniciativas essenciais para frear os índices aumentados de risco de desenvolver a tumores malignos como também forma de potencializar o processo de tratamento”, diz.

6 – Mito: Quimioterapia significa que você vai perder o cabelo
Assim como existem variados tipos de câncer, também os efeitos dos diferentes tipo de medicamentos quimioterápicos podem variar de acordo com sua composição e resposta do paciente. Entre os efeitos colaterais de algumas quimioterapias, pode acontecer a queda dos fios de cabelo, que pode ainda variar de intensidade de acordo com cada caso. “As células do câncer se multiplicam e crescem mais rápido que as células normais do corpo. Sabendo disso, os remédios foram desenvolvidos para atacar as células que se multiplicam mais rápido, assim reduzindo os tumores e aumentando a chance de cura em casos em que há indicação cirúrgica. O problema disso é que existem células normais do corpo que também se multiplicam rapidamente, como as células responsáveis por fazer crescer o cabelo. Por isso, dependendo do remédio que se use, pode ocorrer a queda do cabelo depois de alguns dias do tratamento. Normalmente os cabelos voltam a crescer algumas semanas depois do tratamento terminar”, comenta Clarissa Mathias, oncologista do Núcleo de Oncologia da Bahia (NOB) – Grupo Oncoclínicas. Como alternativa para prevenção à perda dos fios durante o tratamento quimioterápico, há a opção de utilização de aparelhos que causam o resfriamento do couro cabeludo durante a administração da quimioterapia. “O frio faz com que os vasos sanguíneos se contraiam, assim menos sangue passa por partes do corpo que estão geladas. A ideia por trás dessa estratégia é fazer com que menos quimioterapia circule pela pele do couro cabeludo, reduzindo assim o efeito de queda de cabelo”, explica.

7- Mito: Homens não desenvolvem câncer de mama
Assim como as mulheres, homens também apresentam glândulas mamárias e, portanto, apesar da baixa incidência, o câncer de mama pode se manifestar em homens. Apesar da baixa incidência – em cerca de 100 casos da doença, apenas um ocorre no sexo masculino – estima-se que os Estados Unidos registram cerca de 1900 casos ao ano e, na maioria das vezes, o diagnóstico é tardio. “O diagnóstico precoce ainda é uma das principais ferramentas de sucesso para o tratamento do câncer, por isso a informação é essencial neste processo. Para detectar qualquer tipo de problema, é preciso que o homem realize o autoexame com frequência, principalmente depois dos 50 anos, faixa etária em que ocorrem mais casos do câncer de mama masculino . E claro, caso haja qualquer mudança suspeita na região mamária, é preciso deixar de lado qualquer tipo de preconceito e procurar a ajuda de um especialista”, explica Daniel Gimenes, oncologista do CPO – Grupo Oncoclínicas, em São Paulo.

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8 – Mito: Fé é para pessoas fracas e apenas uma fuga para os pacientes com câncer
Na verdade, os pacientes com câncer que possuem fortes crenças religiosas têm melhores resultados, segundo um estudo publicado em 2017 no Cancer, um dos mais importantes jornais médicos do mundo. Uma outra análise, liderada pela Universidade de Duke, nos Estados Unidos, comprovou que pacientes que se valem de práticas religiosas apresentam 40% menos chances de sofrerem depressão durante o tratamento não apenas do câncer, mas das doenças em geral. “Não há provas científicas de que a fé representa um reforço para o sistema imunológico, mas inúmeros estudos sugerem uma ligação entre religião e espiritualidade com a melhor saúde física relatada entre os pacientes com câncer. Elas funcionam como um incentivo extra para a autoestima dos pacientes e ajudam a proporcionar conforto diante do medo”, finaliza Clarissa Mathias.

Fonte: Grupo Oncoclínicas

Câncer de pele também pode atingir os lábios; fotoproteção é fundamental

Sendo causado principalmente pela exposição excessiva e sem proteção ao sol, este tipo de câncer atinge principalmente o lábio inferior de pessoas com fototipos de pele baixos. Dermatologista Valéria Marcondes explica quais os principais tratamentos da doença e como preveni-la.

O câncer da pele é um dos tipos de câncer mais comuns, correspondendo a 33% dos diagnósticos da doença no Brasil. E, por mais estranho que possa parecer, o câncer de pele não se restringe apenas ao tecido cutâneo, podendo atingir também os lábios, uma região extremamente delicada, de pele fina, formada por uma semimucosa, ou seja, uma transição da mucosa oral para a pele estratificada que a gente tem ao redor dos lábios.

“Assim como outros tipos de câncer, o câncer de lábios ocorre devido a um crescimento anormal e acelerado de células cancerígenas, sendo que sua principal causa é a exposição excessiva e sem proteção aos raios ultravioletas do sol. Mas, apesar da exposição solar ser o principal fator, o tabaco e o álcool também possuem papel importante no desenvolvimento do câncer de lábio”, explica a dermatologista Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da American Academy of Dermatology (AAD).

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Segundo a especialista, este tipo de câncer tende a aparecer principalmente no lábio inferior, pois estes ficam mais expostos ao sol devido a sua posição, e em pessoas de pele clara. “Pessoas de fototipos de pele mais baixos possuem menos melanina, pigmento que dá cor a pele e que a protege da ação dos raios solares. Dessa forma, quem tem a pele mais clara acaba desenvolvendo câncer de pele e de lábios mais facilmente. O que, claro, não quer dizer que pessoas de fototipos altos não possam desenvolver este tipo de câncer, apenas estão mais protegidas”, completa.

E, apesar do câncer de lábios poder demorar anos para aparecer, já que os danos dos raios solares são cumulativos, alguns sinais podem surgir antes da doença se instalar de fato. Um exemplo é a Queilite Actínica, uma doença que afeta o lábio devido à exposição constante e desprotegida ao sol e que, apesar de ainda não ser um câncer, tem grande potencial de se tornar maligna.

“Podendo permanecer por muitos anos antes de se transformar em um câncer, a Queilite Actínica é bastante comum em profissionais que trabalham em ambientes externos e começa com uma pequena descamação da área dos lábios que pode evoluir para feridas que não cicatrizam. Em casos mais graves, o lábio incha e podem aparecer manchas brancas e vermelhas, bolhas e sensação de queimação na região”, alerta a médica.

Outros sintomas da doença incluem sangramento, dor e o surgimento de feridas, lesões, bolhas, úlceras e nódulos que não desaparecem na região dos lábios. Ao encontrar qualquer um deles, o mais importante é que você consulte um médico especializado. Apenas ele poderá realizar uma avaliação de seus lábios, pedir exames para confirmar a doença, como uma biopsia, e dar o diagnóstico correto, indicando o melhor tratamento para o seu caso.

“Assim como outros cânceres, o tratamento depende do estágio, do quão rápido a doença está progredindo e da saúde do paciente no geral. Se o tumor ainda estiver pequeno, pode ser realizada uma cirurgia para removê-lo, com a possibilidade de uma segunda intervenção para a reconstrução do lábio, dependendo do quanto a estrutura foi afetada. Já em casos em que a doença está em estágios mais avançados, a radioterapia e a quimioterapia podem ser usadas para diminuir o tumor antes de removê-lo cirurgicamente e depois da cirurgia para reduzir o risco de reincidência”, destaca a dermatologista.

Porém, prevenir a doença ainda é o melhor remédio e evitar o câncer não é tão difícil, basta adotar alguns cuidados e hábitos básicos a sua rotina diária. Por exemplo, é fundamental que, além de evitar fumar e ingerir álcool, você não faça sessões de bronzeamento artificial, utilize chapéus e bonés sempre que for se expor ao sol e, o mais importante, aplique diariamente protetores labiais com fator de proteção solar de no mínimo 30 FPS, reaplicando sempre a cada duas horas.

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“É essencial também que você consulte um médico regularmente para detectar qualquer indicio de câncer precocemente. Quando diagnosticado nos primeiros meses do aparecimento, praticamente 100% dos casos de câncer de lábios são curados rapidamente e com pouco ou nenhum dano estético”, finaliza Valéria.

Fonte: Valéria Marcondes é dermatologista da clínica que leva seu nome, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia com título de especialista e da Academia Americana de Dermatologia. Foi fundadora e é membro da Sociedade de Laser.