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Alimentação: sete dicas para prevenir o câncer

O que se põe no prato pode servir de cura ou ser fator desencadeante de doenças. A nutróloga especialista em emagrecimento e saúde Ana Luisa Vilela, da Clínica Slim Form de São Paulo, enfatiza que o comportamento alimentar é de fato, o grande responsável por parte dos casos de câncer e problemas de saúde em geral e deixa algumas medidas de hábitos alimentares que podem ser anticâncer:

pão de ló

1- Corte carboidratos: o produto final desta classe alimentar é o açúcar que é considerado o principal alimento das células cancerígenas;

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Pixabay

2- Controle a vitamina D: mais de 90% da população tem deficiência desta vitamina. Visto que quase ninguém consegue ter a exposição solar no horário recomendado por cerca de 20 minutos ao dia, o ideal é suplementar e ingerir essa vitamina em cápsulas. A recomendação é que a mesma esteja em torno de 30 – para quase todas as pessoas;

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3- Aumentar a apoptose (processo que a células saudáveis fazem para eliminar as possíveis células doentes e/ou comprometidas): para melhorar este processo a dica é a ingestão de iodo com duas gotas ao dia.

açafrão da terra

4- Use açafrão: está comprovado cientificamente que esta iguaria, assim como a pimenta do reino, aumenta a potência da ação anticâncer em até 2 mil vezes mais no organismo.

salada verde

5- Faça uma alimentação mais natural possível: a velha frase: “Descasque mais e desembale menos” é fundamental para a saúde.

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6- Evite os radicais livres: diariamente, nosso corpo produz toxinas, os chamados radicais livres –  responsáveis pelo envelhecimento celular. Existem alguns alimentos que são aliados da boa saúde e que podem melhorar a qualidade das células por mais tempo. São eles: o chá verde, as frutas vermelhas e as cítricas, as folhas verdes e os iogurtes.

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Pixabay

7- Outra iguaria considerada antioxidante é a pimenta. A dica da médica é apostar no tempero sempre.

Fonte: Ana Luisa Vilela é graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina de Itajubá – MG, especialista pelo Instituto Garrido de Obesidade e Gastroenterologia (Beneficência Portuguesa de São Paulo) e pós-graduada em Nutrição Médica pelo Instituto GANEP de Nutrição Humana também na Beneficência Portuguesa de São Paulo e estágio concluído pelo Hospital das Clinicas de São Paulo – HCFMUSP. Hoje, à frente da rede da Clínica Slim Form, dedica-se a melhorar a autoestima de seus pacientes com sobrepeso com tratamentos personalizados que aliam beleza e saúde

 

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Setembro Lilás: mês de combate e prevenção do câncer em animais

Prevenção e combate ao câncer. Nos últimos anos a doença se tornou uma das mais temidas. Segundo o INC (Instituto Nacional do Câncer) a previsão é que surjam cerca de 596 mil novos casos da doença neste ano no país, no entanto, o que muitos desconhecem é que a relação entre homens e animais vai além da amizade e afeto. E enfermidades, como o câncer, têm se tornado cada vez mais frequentes também em nossos amigos de quatro patas.

Por isso, a Fórmula Animal, especializada em oferecer medicamentos manipulados a animais em formas e sabores diferenciados, promove a ação Setembro Lilás, que tem como objetivo diminuir os diagnósticos da doença em animais, prolongando sua qualidade de vida, enfatizando aos donos a importância de levar o bichinho ao veterinário para consultas de rotina.

A novidade para a campanha 2017 é que a Fórmula Animal irá disponibilizar durante o mês de setembro cursos ao vivo em sua página do Facebook, abordando informações e novidades sobre o câncer nos animais com profissionais renomados da área veterinária para falar sobre o tema.

O calendário engloba as palestras do Dr. Paulo Jark, mestre em Clínica Médica com enfoque em Oncologia Veterinária (UNESP – Jaboticabal-SP), Professor de Clínica Médica de Pequenos Animais da Universidade Brasil e membro da Comissão Científica da Sociedade Latino Americana de Oncologia Veterinária – SLOVET, que ministra, ao vivo, o Webinar sobre Tumores Mamários, uma das principais causas de câncer nos animais, voltado para veterinários.

Durante a conferência ele irá abordar temas como causa, prevenção, tratamento adequado, substâncias mais utilizadas no tratamento desse tipo de doença, entre outros assuntos. Com o objetivo de esclarecer dúvidas, tanto para veterinários como tutores dos pets, Anderson Rodrigues, médico veterinário (Universidade Norte do Paraná) com especialização em clínica médica e cirúrgica de pequenos animais (UNOPAR) e mestre em cirurgia e anestesiologia veterinária (UNIFRAN), comanda as palestras 4 sintomas que seu pet apresenta que podem diagnosticar o câncer animal e 5 passos para prevenir o câncer no seu pet.

Por meio de transmissões, ao vivo pela fanpage da Fórmula Animal, o veterinário foca em questões sobre a doença, sintomas, além de prevenção, de maneira didática e objetiva respondendo a pergunta dos internautas.

“Temos que propagar a cultura sobre a conscientização dos riscos e da importância para evitar esse tipo de enfermidade, especialmente em pets idosos que são mais propensos a terem algum tipo de tumor de mama, pele ou linfoma. Caso seja detectado em estágio inicial, ele pode ter uma vida longa, com excelente qualidade, podendo até mesmo chegar à cura. Desta forma, esperamos mostrar para as pessoas que ainda desconhecem a importância da prevenção levem seus bichinhos para realizar check-ups, garantindo assim sua saúde”, ressalta Renata Piazera, farmacêutica da rede.

A especialista aponta ainda algumas dicas sobre como minimizar o diagnóstico nos animais:

1. Uso de protetor solar
Para prevenir um possível surgimento de câncer de pele é recomendado aplicar protetor solar, principalmente em animais de pelagem clara, como Boxer, Dogo Argentino, Bull Terrier e Pit Bull. E em gatos brancos ou albinos, além de, é claro, evitar exposições prolongadas ao sol. A ocorrência de tumores é maior em regiões que são menos pigmentadas e possuem pouco pelo, como região abdominal, orelha e focinho.

2. Realizar exames de diagnóstico em fêmeas
Recomenda-se realizar um exame de palpação de mamas em cadelas e gatas para controlar e evitar o surgimento de tumores mamários. Todas as mamas devem ser palpadas cuidadosamente, inclusive o espaço existente entre elas. Vale lembrar que as cadelas possuem cinco pares de mamas e as gatas quatro pares. Ao localizar um nódulo é necessário procurar imediatamente um veterinário de confiança para realização de exames complementares e início do tratamento.

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3. Castração Precoce
As fêmeas castradas antes de um ano de idade têm chance reduzida de desenvolver câncer de mama na fase adulta, se comparado às fêmeas não castradas. A possibilidade de câncer de mama é praticamente zero quando a castração ocorre antes do primeiro cio. Além disso, a retirada do útero anula a chance de problemas uterinos bastante comuns em cadelas após os seis anos de idade.

4. Fique atento à dieta do animal
A falta de nutrientes significa baixo teor de antioxidantes na dieta e esses componentes são responsáveis por prevenir o aparecimento de tumores. Por isso, a recomendação é alimentar os animais com ração própria para cães e gatos de boa qualidade, rica em ômegas 3 e 6 e outros antioxidantes, evitando oferecer restos de alimentos. A obesidade também é um risco para diabetes e doenças cardíacas.

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5. Cuidado na hora da reprodução*
Alguns tutores têm como hábito colocar seu bichinho para se reproduzir. Nesses casos é recomendado levar o pet ao veterinário para um check-up do sistema reprodutivo, assim como o parceiro dele. É recomendado evitar o cruzamento de animais domiciliados com animais de rua já que o contato sexual favorece o aparecimento de Tumor Venéreo Transmissível (TVT).

6. Pratique atividades físicas
Realizar atividades físicas leves ou moderadas diariamente com o animal, seja corrida ou caminhada, diminui os sintomas de estresse e o risco de desencadear o aparecimento de tumores nos órgãos.

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7. Sintomas
Os sintomas variam de acordo com o tipo de tumor e o estágio da doença. Entretanto, é preciso ficar atento em relação a sinais de emagrecimento, dificuldade ao se alimentar e/ou beber, cansaço em excesso, sangramentos sem motivo aparente e problemas ao urinar e defecar. Também é preciso considerar a possibilidade de câncer quando ferimentos cutâneos ou de mucosas não cicatrizam, mesmo diante de tratamento.

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Foto: Pixabay

8. Tratamento
Em alguns casos, a quimioterapia é o tratamento mais eficaz já que danifica as células cancerígenas que se multiplicam rapidamente, embora, ele seja agressivo ao paciente. No entanto, dependendo do estágio da doença e do tipo de câncer ele pode ser combatido pelo meio cirúrgico ou medicamentoso. Nesse caso, é importante tomar alguns cuidados ao manusear a medicação, como a utilização de luvas para administrar o medicamento e recolhimento dos dejetos evitando contato com os compostos.

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Programação
Data: 14 de setembro (quinta)
Serviço – Live – 4 sintomas que seu pet apresenta que podem diagnosticar o câncer animal
Horário: 12h30
Link: https://www.facebook.com/formulanimal/
Palestrante: Dr. Anderson Rodrigues, médico veterinário.

Data: 21 de setembro (quinta)
Serviço – Live – 5 passos para prevenir o câncer no seu pet
Horário: 12h30
Link: https://www.facebook.com/formulanimal/
Palestrante: Dr. Anderson Rodrigues, médico veterinário.

Fonte: Fórmula Animal Farmácia de Manipulação Veterinária

Hospital oferece suporte a pacientes que desejam parar de fumar

Para auxiliar pessoas que desejam parar de fumar, o Hospital Samaritano Higienópolis (São Paulo) acaba de criar um Centro de Atenção ao Tabagismo. Atualmente, 25 milhões de brasileiros são fumantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e o consumo de tabaco é a principal causa de mortes evitáveis no mundo, responsável por 63% dos óbitos relacionados a doenças crônicas não transmissíveis. Apenas em São Paulo, de acordo com o Ministério da Saúde, 14,1% da população é fumante.

Formado por uma equipe multidisciplinar e com atuação baseada em terapia cognitivo-comportamental, o centro oferece um programa que inclui quatro sessões de debate em grupos de até três pessoas, seguidas de consulta individual com pneumologista, mais duas sessões individuais com psicóloga e nutricionista.

“Os encontros têm intervalo de uma semana e cada um deles tem foco em uma das fases do processo de cessação do tabagismo, que podem ser muito estressantes, mesmo para aquele paciente que está decidido a parar de fumar. O acompanhamento de psicólogo e nutricionista tem o objetivo de dar suporte a essas pessoas em todo o ciclo que envolve essa escolha, prevenindo a troca do vício por uma compulsão alimentar, por exemplo”, destaca Igor Bastos Polonio, coordenador do Centro de Atenção ao Tabagismo do Samaritano Higienópolis.

Durante o tratamento, são abordados temas como a relação da pessoa com o tabagismo (quando iniciou, quantos cigarros fuma por dia etc.), o motivo que a fez buscar o tratamento e as principais dificuldades encontradas na interrupção do vício. Além disso, logo no início do programa – entre a primeira e a segunda sessões –, é solicitado ao paciente que estabeleça uma data para deixar de vez o cigarro.

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Os participantes também aprendem técnicas de respiração para relaxamento e recebem orientação para evitar crises de abstinência e recaídas. Por fim, os pacientes têm acesso a informações sobre as alterações positivas que ocorrem no organismo uma vez que parem de fumar.

“Não há quantidade segura de nicotina que uma pessoa possa consumir por dia – a partir de um cigarro, a incidência de infarto, por exemplo, aumenta. Já os benefícios da cessação do tabagismo ocorrem em qualquer idade e sempre há redução de risco das doenças relacionadas ao tabaco, que são mais de 60, como alguns tipos de câncer e enfisema pulmonar”, explica Polonio, que é doutor em Pneumologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e professor da disciplina na Faculdade da Santa Casa de São Paulo.

Fonte: Hospital Samaritano Higienópolis

Hoje é o Dia Nacional de Combate ao Fumo

Oncologista fala sobre doenças causadas pelo cigarro e como parar de fumar; em 90% dos casos diagnosticados, o câncer de pulmão está associado ao consumo de derivados de tabaco

O consumo dos derivados do tabaco é responsável por quase 200 mil mortes por ano no Brasil e seis milhões de mortes no mundo, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

De acordo com a instituição, em 90% dos casos diagnosticados, o câncer de pulmão está associado ao uso desses produtos. No Brasil, foi responsável por 22.424 mortes em 2011 (último registro). Para 2016, a estimativa da instituição é de 28.220 novos casos, sendo 17.330 homens e 10.890 mulheres.

Segundo o Ministério da Saúde, os homens são os que mais fazem uso do tabaco (12,8%), enquanto as mulheres fumantes são 8,3% dentro do total da população feminina das capitais. Há dez anos, esse número era de 20,3% entre os homens e 12,8% nas mulheres.

De acordo com o oncologista Manuel Cruz, médico no Instituto de Oncologia do Hospital Santa Paula (IOSP), desde o fim do século 20, o câncer de pulmão se tornou uma das principais causas de morte evitáveis. “Ele é o mais comum entre os tumores malignos e a principal doença relacionada ao cigarro. O tratamento é feito com cirurgia, radioterapia e quimioterapia”, explica o médico.

Ainda segundo o especialista, a evolução no tratamento oncológico tem sido consistente, porém a medida mais eficaz para a prevenção das neoplasias relacionadas ao cigarro é evitar seu uso.

Para o Inca, o aumento dos impostos e preços dos cigarros é a medida mais efetiva para reduzir o consumo, especialmente entre jovens e populações de camadas mais pobres. Estudos indicam que um aumento de preços na ordem 10% é capaz de reduzir o consumo de produtos derivados do tabaco em cerca de 8% em países de baixa e média renda, como o Brasil.cigarro

Consequências

O tabaco é um fator importante no desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) como câncer, doenças pulmonares e cardiovasculares. O cigarro pode causar cerca de 50 outras doenças, especialmente problemas ligados ao coração e à circulação. Cada tragada é responsável pela inalação de aproximadamente 4.700 substâncias tóxicas. As principais são a nicotina, associada aos problemas cardíacos e vasculares (de circulação sanguínea), o monóxido de carbono (CO), que reduz a oxigenação sanguínea no corpo, e o alcatrão, que reúne vários produtos cancerígenos, como polônio, chumbo e arsênio.

Segundo Manuel, os principais malefícios para o corpo são:

-Boca: mau hálito, irritação da gengiva, aparecimento de cáries, alteração nas papilas gustativas (que afeta o paladar) e aumento do risco de câncer de boca.

-Cérebro: a dificuldade de circulação sanguínea pode comprimir os vasos e aumentar a pressão arterial, resultando em um derrame cerebral.

-Coração: aumento do colesterol total, da pressão arterial e da frequência cardíaca, que pode subir até 30% durante as tragadas. Além disso, todo fumante é mais propenso a ter infarto.

-Corrente sanguínea: o fumante está mais sujeito a problemas relacionados à circulação como aneurisma, trombose, varizes e tromboangeíte obliterante, que afeta as extremidades do corpo, podendo levar à amputação de membros.

-Estômago: náuseas e irritação das paredes do estômago. As substâncias tóxicas do cigarro também podem gerar gastrite, úlcera e câncer no estômago.

-Fígado: a nicotina é metabolizada no fígado e, consequentemente, aumenta a chance de desenvolver câncer no órgão.

-Pulmão: os tecidos dos pulmões perdem a elasticidade e são destruídos aos poucos. A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) manifesta-se de duas maneiras: enfisema pulmonar e bronquite crônica. Das mortes provocadas por esses problemas, 85% estão associadas ao cigarro. Ela geralmente se desenvolve depois de muitos anos de agressão aos tecidos do pulmão por causa das toxinas do cigarro.

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Como largar o cigarro? Veja abaixo as dicas do oncologista:

1 – No Brasil, o tratamento farmacológico é o mais conhecido e inclui o uso de adesivos e goma de mascar.

2 – Existem vários grupos de apoio antitabagistas para orientar os pacientes que desejam parar de fumar. As pessoas se reúnem em grupos de autoajuda no mínimo uma vez por semana. Em alguns casos essa frequência pode ser ajustada para mais dias por semana.

3 – A abstinência é normal e dura somente alguns minutos. Neste momento, é aconselhável beber água, mascar chiclete ou comer algum doce.

4 – O indivíduo deve evitar bebidas alcoólicas e café, pois essas bebidas estimulam a vontade de fumar.

5 – A prática de exercício físico contribui muito na melhora respiratória. As atividades mais indicadas são natação, caminhada, corrida e ciclismo.

6 – Evite ao máximo o contato com outro fumante, estipulando a área externa como o único ambiente possível para quem quiser fumar, de preferência longe de você.

7 – O apoio dos familiares é fundamental para o sucesso da recuperação do ex-fumante. Se o tabagista está em tratamento, é importante que a família e amigos saibam lidar com as possíveis recaídas. Em média, é na terceira tentativa que a interrupção definitiva é alcançada pelo paciente.

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Queda no consumo

Um estudo divulgado pelo Ministério da Saúde em junho deste ano constatou que 1,8 milhão de adolescentes entre 12 e 17 anos já experimentou cigarro ao menos uma vez, o que representa 18,5% dos jovens nessa faixa etária em todo o País. Em 2009, este número era 24%.

Entre os adultos, houve redução de 33,8% no número de fumantes nos últimos dez anos: 10,4% da população das capitais brasileiras ainda mantêm o hábito de fumar. Em 2006, esse percentual era de 15,7% para o conjunto das capitais.

Fonte: Instituto de Oncologia Santa Paula (IOSP)

Cabelegria, Instituto de Câncer Dr. Arnaldo e Rede de Combate ao Câncer inauguram Banco de Perucas

Lançamento acontece amanhã, 25 de agosto, às 10h, e contará com 50 manequins e reabastecimento eterno da ONG para distribuição de perucas gratuitas às pacientes

Com patrocínio da Rede Feminina de Combate ao Câncer de POÁ e SUZANO, o Cabelegria, ONG que confecciona perucas para pacientes com câncer, ganhará um novo banco de perucas em São Paulo: no Instituto de câncer Dr. Arnaldo.

A inauguração, que será nesta sexta-feira, 25 de agosto, às 10 horas, vai marcar uma nova era às pacientes que perderam sua autoestima devido à doença.

Para quem não conhece, desde sua criação, em 2013 a ONG conseguiu arrecadar mais de 100 mil doações de fios, de todas as partes do planeta, ou seja, o que era para ser um projeto pontual, tornou-se uma Corrente Mundial do Bem. De lá para cá, já foram realizadas milhares de entregas gratuitas para crianças e mulheres, além das inúmeras doações feitas para hospitais e casas de apoio.

Hoje, o Cabelegria tem a capacidade de produzir mais de 10 mil perucas com toda a quantidade de cabelos arrecadados e, no Instituto de Câncer Dr. Arnaldo, com o apoio da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Poá e Suzano, um espaço com 50 manequins estarão à disposição das mulheres e crianças que lá se tratam, com reabastecimento frequente, para que nunca faltem perucas para doações.

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Sem sede própria, além do primeiro Banco de Perucas (inaugurado há pouco mais de um ano no Hospital Santa Marcelina), a ONG não possui fila de espera. Todos os pedidos são enviados gratuitamente por Sedex ou entregues em eventuais ações feitas em São Paulo e fora da capital.

“Com o Banco de Perucas no Instituto de Câncer Dr. Arnaldo, nós conseguiremos entregar com mais rapidez os cabelos às pacientes, que muitas vezes deixam de se olhar no espelho devido à queda”, explica Mariana Robrahn, fundadora do Cabelegria.

“O cabelo faz parte da composição do corpo e a perda dele muitas vezes impacta na diminuição da autoestima. Nossa doação vai além da vaidade, ela é um ato de amor que também auxilia na cura”, diz Mylene Duarte, outra fundadora do Cabelegria.

“O banco de perucas será às pacientes do Hospital, mas trata-se de um projeto piloto, que servirá de exemplo para novas parcerias em outras instituições em breve”, completa Mariana.

Importância do Novo Banco de Perucas

A primeira instituição brasileira destinada ao estudo do câncer, o Instituto de Câncer Dr. Arnaldo, foi idealizado em 1920, pelo Dr. Arnaldo Augusto Vieira de Carvalho, então diretor da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo. Este médico que se impressionou com o flagelo do câncer, iniciou um movimento a fim de arrecadar fundos para a criação de uma entidade que tratasse da doença, utilizando-se do radium e de outros métodos eletrofísicos e cirúrgicos para o tratamento da doença.

Foi então formada uma comissão com membros da Sociedade de Medicina, os doutores Arnaldo Augusto Vieira de Carvalho, Oswaldo Pimental Portugal e Raphael Penteado de Barros. Porém, apenas em 05 de novembro 1929, o hospital conseguiu abrir suas portas, em terreno cedido pela Santa Casa de São Paulo, onde funciona até hoje. Desde então, não deixou mais de prestar este essencial serviço para a comunidade.

Com perfil filantrópico é dedicada ao ensino, pesquisa e à assistência à saúde no combate ao câncer, tendo por objetivo: promover o diagnóstico, a prevenção à detecção e o tratamento do câncer; incentivar investigações científicas relativas aos problemas de câncer e dos agentes empregados no seu tratamento; promover cursos de especializações e aperfeiçoamento de suas finalidades e cooperar nas campanhas de combate ao câncer, com entidades públicas ou privadas, nacionais e estrangeiras.

Hoje, o Instituto de Câncer Dr. Arnaldo é uma instituição de atendimento 100% SUS. Atende média e alta complexidade, em 13 especialidades, além de equipe multidisciplinar composta por Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Fisioterapia e Serviço Social. A unidade hospitalar conta com: Unidade Principal, 69 leitos de enfermaria, 8 leitos de UTI; 4 salas cirúrgicas; Unidade de Pronto Atendimento 24h; Ambulatório com 15 consultórios; Serviços de Quimioterapia e Radioterapia; Serviço de Medicina Nuclear; Centros de Diagnóstico por Imagem; Laboratórios de Análises Clínicas e Patologia.

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Em 2016, o Instituto de Câncer Dr Arnaldo alcançou números surpreendentes, tais como Aplicações de Radioterapia (252.936); Aplicações de Quimioterapia (30.439); Pacientes Novos (14.726); Consultas em Pronto Atendimento (18.624); Consultas (95.752); Cirurgias Realizadas (5.016) e Exames (370.366). Esses resultados beneficiaram a população da cidade de São Paulo e também de municípios vizinhos, atingindo até outros Estados da Federação.

Em consonância com a Política Nacional de Humanização, o Grupo de Humanização do Instituto de Câncer Dr. Arnaldo tem como objetivo a valorização dos sujeitos envolvidos no processo de produção de saúde, entendo como sujeitos, paciente, familiares e profissionais da saúde.

“O impacto do diagnóstico e os efeitos do tratamento oncológico suscitam no paciente uma gama enorme de sentimentos. Nesse sentido buscamos oferecer um cuidado que transcende a doença em si, integrando os aspectos psicossociais e existenciais”, diz Simone Ansarah, subcoordenadora da Humanização.

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“As parcerias são fundamentais na busca da oferta de um tratamento integral e o Banco de Perucas é mais uma conquista do Grupo de Humanização do Instituto de Câncer Dr. Arnaldo, que visa proporcionar à paciente o resgate da autoestima, enfatizar a importância do autocuidado e promover qualidade e de vida”, completa.

Já a Rede Feminina de Combate ao Câncer de Poá e de Suzano ajudam a difundir na comunidade conhecimentos gerais sobre o câncer visando a prevenção e o diagnóstico precoce. Nos unimos para realizar esse sonho do Instituto e da ONG Cabelegria. A criação do Banco de Perucas com certeza irá ajudar muitos pacientes e para nós é um prazer poder participar dessa parceria.

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SERVIÇO
Lançamento Banco de Perucas Cabelegria no Instituto de Câncer Dr. Arnaldo promovido pela Rede Feminina de Combate ao Câncer de Poá e Suzano
Data: 25 de agosto, sexta-feira, 10h
Local: Rua Dr Cesário Mota Jr, 112 – Vila Buarque, São Paulo – SP

 

Dia Mundial de Prevenção e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço

Segundo tipo de câncer mais frequente em homens no país e o HPV é um dos agentes

Hoje, 27 de julho, é o Dia Mundial de Prevenção e Combate ao Câncer de Cabeça e pescoço, o segundo tipo de câncer mais frequente entre os homens com idade entre 40 e 69 anos. De acordo com estimativas do Instituto Nacional do Câncer – INCA – foram registrados cerca de 17,5 mil casos novos no ano passado, e a tendência é aumentar. Esse tipo de câncer só perde para o de próstata que acomete mais de 60 mil homens todos os anos.

As principais causas para o aparecimento dos carcinomas é a combinação do cigarro com álcool. Porém nos últimos anos um novo agente tem sido responsável pelo aparecimento de câncer nessa região: o papilomavírus humano, o HPV.

Os dados são alarmantes. O microrganismo tem sido o causador de infecções que facilitam a formação desses tumores. Estima-se que de 25% a 50% das mulheres e 50% dos homens estejam infectados pelo HPV em todo o mundo. Estudos apontam que em casos de câncer de amídala a incidência do HPV cresceu de 25%, registrados há 10 anos, para 80% nos dois últimos anos.

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Imagem: Agência Aids

Outras pesquisas revelaram que 32% dos casos de câncer de boca em jovens adultos eram portadores do vírus HPV. O fato do HPV estar sendo associado a tumores na região da cabeça e do pescoço se deve possivelmente a práticas sexuais, nesses casos principalmente sexo oral.

“O HPV é transmitido pelo contato direto com a pele infectada e, muitas vezes, pode se esconder em áreas não cobertas pelo preservativo. A falta de higiene íntima e bucal aumenta o risco de transmissão do vírus e de desenvolvimento de tumores nessa região”, diz Erivelto Volpi, membro do comitê científico internacional da Campanha Mundial do Câncer de Cabeça e Pescoço (Julho Verde), da International Federation of Head and Neck Oncologic Societies.

Os tumores de cabeça e pescoço são o sexto grupo de câncer mais comum no mundo, originando cerca de 650 mil novos casos todos os anos. No Brasil, 32.130 pessoas foram diagnosticadas com algum desses tipos de câncer em 2014, segundo o Instituto Nacional do Câncer, no Rio de Janeiro.

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Foto: Palema/Pixabay

“Cerca de 80% das pessoas diagnosticadas com câncer de cabeça e pescoço em São Paulo têm tumores em estágio avançado, devido ao diagnóstico tardio, pois os sintomas são silenciosos e indolores”, afirma Volpi.

Os sintomas mais comuns são verrugas que podem aparecer na garganta ou na boca, dificuldade para mastigar, rouquidão, dor na língua e mau hálito constante. A vacinação é a melhor forma de se prevenir. Sexo seguro, alimentação balanceada, não fumar, não ingerir bebidas alcoólicas e uma boa higiene oral também são formas de prevenção.

Fonte: Erivelto Volpi é membro do comitê científico internacional da Campanha Mundial do Câncer de Cabeça e Pescoço (Julho Verde), da International Federation of Head and Neck Oncologic Societies. Também é médico da Disciplina de Cirurgia de Cabeça do Hospital Alemão Oswaldo Cruz e professor da disciplina de cirurgia de cabeça e pescoço da UNINOVE

 

Julho Verde: prevenção e conscientização do câncer de cabeça e pescoço

SBCCP mobiliza população e autoridades para a campanha #julhoverde

O Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço é celebrado no dia 27 de julho. A Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP), que vem há 50 anos buscando o melhor para a prevenção e tratamento da doença, promove atividades de conscientização e informação no combate a esse tipo de câncer, durante todo o mês de julho.

Em apoio à campanha da Associação de Câncer de Boca e Garganta (ACBG), que tem por iniciativa estimular a prevenção “boca a boca”, sendo a boca um dos alvos da doença, e dela deve sair a mensagem de alerta, a SBCCP e seus institutos parceiros chamam a atenção de toda a população para a importância dessa prevenção e a urgência de implementação de políticas públicas por parte das autoridades de saúde.

A infecção pelo papilomavírus (HPV) tem contribuído, nos últimos anos, para o aumento na incidência dessa doença, segundo a SBCCP. “A infecção pelo HPV é um importante fator de desenvolvimento do câncer de faringe. Uma das formas de contágio por essa infecção é por meio da prática do sexo oral e em pessoas com múltiplos parceiros sexuais”, explica o cirurgião de cabeça e pescoço Dr. Fernando Walder, presidente da SBCCP.

São cerca de 41 mil novos casos anualmente, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Trabalhos brasileiros demonstram que cerca de 7% da população pode ter infecção pelo HPV detectada na boca.

“O número parece pequeno, mas em um contexto de 200 milhões de pessoas, esse percentual representa cerca de 14 milhões de indivíduos em risco de desenvolver a doença no Brasil”, explica o cirurgião de cabeça e pescoço Leandro Luongo de Matos, membro da SBCCP.

Em prol dessa ação, a proposta é utilizar a cor verde e a hashtag #julhoverde para disseminar a informação sobre o tema e atingir o maior número possível de pessoas, com ações na internet, redes sociais e nas ruas.

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Imagem: Agência Aids

Alerta

O diagnóstico precoce e o rápido início do tratamento são fundamentais para a cura do câncer de cabeça e pescoço. Um dos principais problemas para o tratamento é o diagnóstico tardio, que ocorre em 60% dos casos, deixando sequelas no paciente.

Segundo levantamento do Inca, o câncer de boca, laringe e demais sítios é hoje o segundo mais frequente entre os homens, atrás somente do câncer de próstata. Nas mulheres, prepondera o câncer da tireoide, sendo o quinto mais comum entre elas.

Também atinge fumantes e pessoas que fazem uso frequente de bebidas alcoólicas. Porém é cada vez mais frequente o diagnóstico da doença em indivíduos jovens (com menos de 45 anos), sem a exposição a esses fatores, com tumores influenciados pelo HPV.

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Foto: Palema/Pixabay

Os tumores de cabeça e pescoço são uma denominação genérica do câncer que se localiza em regiões como boca, língua, palato mole e duro, gengivas, bochechas, amígdalas, faringe, laringe (onde é formada a voz), esôfago, tireoide e seios paranasais.

Fonte: SBCCP

 

Radiação UV também é perigosa no inverno, por Neto Lima*

Com a chegada do inverno, a preocupação que antes era em relação à proteção ao sol, passa a ser manter o corpo quentinho. Porém, é justamente durante esse período que as radiações ultravioletas podem ser ainda mais perigosas.

A ausência de sol engana e a baixa nebulosidade também pode provocar um aumento do índice de raios UV. Com menos nuvens para proteger, os raios ultravioletas acabam chegando com mais intensidade à superfície. Por isso mesmo, as pessoas não devem se descuidar.

O câncer de pele é o mais frequente no Brasil e corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia – SBD, são cerca de 176 mil novos casos por ano no país. Entre as principais causas estão justamente a exposição excessiva a esse tipo de radiação.

Sendo assim, além dos cuidados comuns, como evitar a exposição ao sol em determinados horários e usar protetores solares, uma alternativa que tem se mostrado cada vez mais eficiente é o uso de roupas e acessórios com proteção UV.

pele cancer proteção

Capazes de absorver até 90% dos raios solares, esses produtos ainda atendem a diferentes gostos e estilos. Muito além das opções praia e esportiva, atualmente, é possível encontrar roupas e acessórios que podem ser usados no dia a dia, sem abrir mão do gosto pela moda.

Contudo, para garantir a eficácia do material é importante comprovar a qualidade dos produtos comercializados pela marca que você escolher. Para isso, é essencial verificar se as roupas são certificadas pela Arpansa**, único órgão no mundo responsável por testar fator UV em roupas e acessórios.

Não se engane acreditando que só porque as temperaturas estão mais baixas sua pele está protegida. Estar exposto à radiação pode tanto provocar o envelhecimento precoce da pele, quanto fazer surgir pintas que, futuramente, podem propiciar o surgimento de câncer. Por isso, proteção nunca é demais.

*Neto Lima é Diretor Comercial da Litoraneus, referência nacional na fabricação de roupas e acessórios com proteção UV.

**Australian Radiation Protection and Nuclear Safety 

 

Câncer de laringe: álcool e tabaco são os principais inimigos

Em 1º de julho teve início a Campanha Mundial de Prevenção do Câncer de Cabeça e Pescoço, conhecida como Julho Verde. O câncer de cabeça e pescoço é a quinta neoplasia mais comum no mundo. A incidência global chega a 780 mil novos casos por ano. O câncer da laringe (pregas vocais ou cordas vocais) corresponde a 25% dos tumores diagnosticados nessa região e 2% de todas as doenças malignas. Segundo dados do INCA – Instituto Nacional do Câncer, em 2015 foram registrados no Brasil 6.870 casos de câncer de laringe em homens e 770 em mulheres. Em 2016, foram computados cerca de 7.350 novos casos, sendo 6.360 em homens e 990 em mulheres.

A ocorrência pode ser na laringe supraglótica, na glote e ou na subglote. Aproximadamente 2/3 dos tumores surgem na corda vocal verdadeira, localizada na glote, e 1/3 na laringe supraglótica (acima das cordas vocais). O tipo histológico mais prevalente, em mais de 90% dos pacientes, é o carcinoma epidermoide. Estudos apontam que há uma nítida associação entre a ingestão excessiva de álcool e o tabagismo com o desenvolvimento de câncer nas vias aerodigestivas superiores, sendo o tabagismo o maior fator de risco para o desenvolvimento do câncer de laringe.

“O álcool e o tabaco são os maiores inimigos da laringe. Fumantes têm 10 vezes mais chances de desenvolver esse tipo de câncer. Em pessoas que associam o fumo e bebidas alcoólicas, esse número sobe para 43. Má alimentação, estresse e mau uso da voz também são prejudiciais”, explica o médico cirurgião de cabeça e pescoço Erivelto Volpi, membro do Comitê Internacional da Campanha Mundial do Câncer de Cabeça e Pescoço da International Federation of Head and Neck Oncologic Societies.

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O sintoma mais comum é a rouquidão persistente e sem causa aparente. “A rouquidão proveniente de tumores é diferente da rouquidão relacionada ao esforço vocal ou à laringite ligada a processos gripais, pois não vem acompanhada de febre ou dor, é progressiva e persiste”, alerta Erivelto.

Caso não haja tratamento na fase inicial do câncer, a rouquidão pode evoluir para dor durante a deglutição (ato de engolir) e falta de ar. Na fase mais avançada, podem aparecer nódulos no pescoço.

De acordo com a localização e a extensão do câncer, ele pode ser tratado com cirurgia e/ou radioterapia e com quimioterapia associada à radioterapia. Quanto mais precocemente for feito o diagnóstico, maior a possibilidade de o tratamento evitar deformidades físicas e problemas psicossociais, já que a terapêutica dos cânceres da cabeça e do pescoço pode causar problemas nos dentes, fala e deglutição. A laringectomia total (retirada da laringe) implica na perda da voz fisiológica e em traqueostomia definitiva (abertura de um orifício artificial na traqueia, abaixo da laringe).

“Como a preservação da voz é importante na qualidade de vida do paciente, algumas vezes a radioterapia pode ser empregada primeiro, deixando a cirurgia para o resgate, quando a radioterapia não for suficiente para controlar o tumor”, esclarece Erivelto Volpi.

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Principais sintomas do câncer de laringe:

-Alterações na Voz e Rouquidão não associadas à processos gripais
-Ferida na garganta que não cicatriza
-Tosse constante
-Dor ao engolir
-Dor de ouvido.
-Dificuldade para respirar
-Perda de peso
-Nódulo ou massa no pescoço

Fonte: Erivelto Volpi é membro do comitê científico internacional da Campanha Mundial do Câncer de Cabeça e Pescoço (Julho Verde), da International Federation of Head and Neck Oncologic Societies. Médico da Disciplina de Cirurgia de Cabeça do Hospital Alemão Oswaldo Cruz e professor da disciplina de cirurgia de cabeça e pescoço da UNINOVE.

Diagnóstico precoce é fundamental para prevenir ou tratar câncer em pets

Também é muito importante a conscientização dos tutores sobre a relevância de exames periódicos com médicos veterinários

A oncologista veterinária Aline Iara Franciosi do Hospital Veterinário Intensiva (HVI), de Curitiba, recomenda aos tutores de animais de estimação que, por existir diferentes fatores envolvidos no surgimento de neoplasias em cães e gatos, a prevenção é a melhor maneira de evitar o câncer.

De acordo com ela, o diagnóstico precoce é fundamental. A castração de fêmeas antes do primeiro cio e o cuidado com a exposição ao sol nos horários com incidência maior de radiação também são cuidados importantes para prevenir o câncer de mama e de pele.

Segundo a veterinária, assim como a oncologia em seres humanos enfrenta o desafio do diagnóstico tardio do câncer, “em animais passamos pelas mesmas dificuldades”, coloca. Principalmente porque os animais não relatam dor, mal-estar ou outros sinais de que estão doentes. “Então o diagnóstico é mais difícil e, em muitos casos, quando apresentam algum sinal clínico já estão com a doença em estágio avançado, não sendo possível mais a cura, somente tratamento paliativo”, assinala.

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​Se tutor perceber mudança de comportamento é bom levar para uma consulta com veterinário

É muito importante a conscientização dos donos de pets sobre a relevância de exames periódicos e de diagnóstico precoce da patologia, destaca Aline. “O acompanhamento do clínico é essencial desde os primeiros meses de vida do animal, quando os tutores recebem orientações sobre vacinação, alimentação e cuidados gerais”, explica.

Esse acompanhamento a partir dos sete anos de idade é fundamental porque a probabilidade de surgir uma neoplasia é muito maior, afirma. “Então é importante que não seja feita só a vacinação anual, mas um bom exame clínico, com exames de sangue e, dependendo do caso, exames de imagem também para avaliação geral. Muitos casos que tratei tiveram bons resultados por ter sido feito o diagnóstico precoce”, destaca.

Oncologista veterinária Aline Iara Franciosi, do Hospital Veterinário Intensiva
Oncologista veterinária Aline Iara Franciosi, do Hospital Veterinário Intensiva

Aline afirma que o tratamento adequado traz benefícios tanto na qualidade de vida do animal como no aumento de sua expectativa de vida. Com o tratamento adequado será possível ter o controle e, muitas vezes, até a cura do paciente. Mesmo quando curar não é possível, conhecendo-se o comportamento da neoplasia conseguimos melhorar muito a qualidade de vida. De acordo com a veterinária, existem regiões que são mais comuns haver neoplasias, outras em que são acometidos por tipos mais agressivos, mas em qualquer área que possua células vivas pode surgir um câncer.

A médica explica que entre as fêmeas, as neoplasias mamárias são as mais comuns. “Mas o câncer de pele (mastocitoma, hemangiossarcoma, carcinoma de células escamosas) pode desenvolver em machos e em fêmeas. Outro tipo de neoplasia, o tumor venérea transmissível, é contagioso e associado a animais não castrados porque a transmissão ocorre pelo contato sexual”, salienta.

“O diagnóstico precoce pode ser um achado quando fazemos um exame de rotina para avaliação geral e encontramos alguma alteração, mesmo o paciente ainda apresentando alteração clínica. Muitas vezes um tutor cuidadoso percebe um aumento de volume palpável ou nota alguma mudança de comportamento e leva o animal para avaliação, permitindo também o diagnóstico precoce. Quando surge um nódulo palpável pequeno ou mesmo uma alteração inespecífica, sempre recomendo diagnosticar a causa porque é nesse momento que podemos fazer o diagnóstico precoce”, descreve a médica.

De acordo com Aline, todas as neoplasias estão associadas a mutações genéticas que fazem com que as células se multipliquem desordenadamente. “Essas mutações têm maior chance de acontecer à medida que os animais envelhecem e seu sistema imune passa a não funcionar tão bem. Animais jovens podem ter neoplasias, mas elas são muito mais comuns em idosos, a partir de 7 anos”, esclarece. Alguns tipos de câncer têm grande influência do fator hereditário, que está associado a genes defeituosos transmitidos pelos pais, e podem ser observados em neoplasias associadas a determinadas raças. O mastocitoma é muito comum na raça labrador retriever, exemplifica.

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Animais jovens podem ter neoplasias, mas elas são muito mais comuns em idosos, a partir de 7 anos

Aline detalha que os sinais clínicos variam muito de acordo com o local e tipo de neoplasia presente. Muitas vezes os animais não têm mudança de comportamento, mas é possível ver ou palpar um aumento volume em pele ou subcutâneo. Inapetência ou diminuição do apetite, perda de peso e apatia são sinais comuns em estágios avançados do câncer. Dor e coceira podem ser sinais de câncer e devem ser investigados, completa.

A oncologista acentua que o HVI tem registrado um aumento em diagnóstico precoce. “Além de profissionais competentes e qualificados, o hospital tem uma estrutura adequada para a realização de procedimentos, muitas vezes cirurgias extensas que necessitam de muito cuidado no trans e pós-operatório. Há também internamento e UTI para suporte e controle da dor em tratamento seguro de neoplasias agressivas.

Fonte: Hospital Veterinário Intensiva