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Espaço Quadrado: liquidação e doação de peças para crianças com câncer

O Espaço Quadrado, galeria de arte, moda e design, promove pela primeira vez uma liquidação em parceria com o hospital Ação Solidária Contra o Câncer Infantil (ASCCI).

A liquidação da marca oferece 40% de desconto nas peças selecionadas. Se houver a doação de uma peça de roupa para o ASCCI, o cliente ganha mais 10% de desconto nas roupas da loja. Portanto, as peças caem pela metade do preço, em troca de uma boa ação concedida.

O hospital, localizado na Rua Oscar Freire e próximo à loja, tem como missão acolher os portadores do câncer, especialmente crianças, além de sensibilizar todos a uma possibilidade de cura, criando um novo olhar: “de forma que possam ter e compartilhar de todas as oportunidades da vida e de todos os sonhos”.

Não perca a oportunidade de adquirir peças incríveis da marca, renovar seu guarda-roupa de modo acessível e, ao mesmo tempo, ser solidária com muito estilo. A liquidação vai até o dia 10 de agosto.

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Espaço Quadrado – Rua Oscar Freire, 1996 – Pinheiros, SP
Ação Solidária Contra o Câncer Infantil – ASCCI – Rua Oscar Freire, 1990 – Pinheiros, SP

 

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Sua genética pode esconder um risco de desenvolver câncer

Testes que identificam mutação BRCA auxiliam especialistas não só no aconselhamento genético, mas também na definição da melhor estratégia de tratamento para os tumores femininos

 

Tomar conhecimento de um diagnóstico de câncer nunca é fácil – e no caso de um tumor como de mama e ovário, a descoberta é acompanhada de uma série de dúvidas e inseguranças que causam um grande impacto emocional nas pacientes. No último dia 28 de maio foi celebrado o Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher, data que atenta para a conscientização sobre os diversos problemas de saúde que afetam a vida das mulheres.

Em alguns casos, a doença surge por conta de mutações genéticas, que, com o avanço da idade, podem levar a diversos tipos de câncer. Uma das mutações mais relacionadas ao surgimento dos tumores femininos é a do gene BRCA, mas com os avanços diagnósticos e o surgimento das terapias-alvo – quando o medicamento consegue atacar somente as células tumorais, preservando as que estão ao redor – os exames se tornaram mais do que uma ferramenta de aconselhamento genético, mas também um importante aliado para determinar o melhor tratamento para as pacientes.

Entendendo a mutação

Para compreender melhor a causa do gene BRCA estar associada ao desenvolvimento de tumores femininos, é importante entender o papel desses genes no organismo. “O BRCA 1 e 2 estão envolvidos no reparo das moléculas de DNA danificadas, portanto, são genes que protegem o corpo do surgimento de cânceres” explica Sérgio Simon, Presidente da SBOC (Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica). “Quando um desses genes sofre uma mutação, ele perde sua capacidade protetora, deixando o organismo mais suscetível ao surgimento de tumores malignos”.

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Apesar do cenário preocupante, nos últimos anos, com o desenvolvimento dos testes genéticos, os médicos ganharam uma ferramenta importante para identificar as pacientes com predisposição para desenvolverem a doença. Nesse caso, o ginecologista pode indicar um geneticista para um aconselhamento genético. Os testes para a mutação nos genes BRCA 1 e 2 ganharam fama após o caso da atriz Angelina Jolie (foto), que retirou os ovários e mamas devido ao histórico familiar e probabilidade de desenvolver tumores nesses órgãos.

É importante lembrar que ter a mutação nos genes BRCA 1 e 2 não representa um diagnóstico da doença, mas sim uma indicação de risco após uma análise hereditária. “O aconselhamento genético passa por etapas – normalmente, é realizado primeiro o teste em mulheres de uma mesma família que já têm ou já tiveram câncer” explica o Dr. Simon. Com o resultado em mãos, é o momento de uma avaliação médica cuidadosa que buscará os melhores caminhos junto à paciente por meio de uma análise dos fatores de risco junto ao seu estilo de vida. A partir disso, é definida a melhor estratégia a ser trabalhada.

Novas perspectivas

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Nos últimos anos, o tratamento para cânceres femininos com BRCA mutado vem ganhando novas opções para além da quimioterapia, que podem significar um grande salto no índice de sobrevivência das mulheres diagnosticadas atualmente. Os avanços das terapias-alvo estão contribuindo para uma nova tendência entre a classe médica e sociedade como um todo: o de encarar o câncer como uma doença crônica, retirando o estigma de “sentença de morte” que vem acompanhado de um diagnóstico de câncer avançado.

“É imprescindível que toda mulher seja empoderada com o maior número possível de informações sobre sua doença e probabilidade de desenvolvê-la. Somente assim médico e paciente poderão desenhar a melhor estratégia de tratamento com foco no bem-estar da paciente” finaliza Simon

Fonte: AstraZeneca

Maio cinza: mês da conscientização do câncer cerebral

O câncer cerebral é caracterizado pelo crescimento desordenado das células normais do cérebro. Esse câncer pode se originar a partir de células do sistema nervoso central (SNC), classificado como primário, ou pode ter origem em tumores localizados em outros órgãos e as células doentes irem parar no cérebro, classificado como secundário.

No Brasil, segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), 4% das mortes por câncer estão associadas ao câncer cerebral. E em jovens com idade inferior a 15 anos, os tumores do cérebro são a segunda principal causa de câncer.

Embora o percentual de prevalência não seja tão grande – incapacidade e índice de mortalidade – são importantes os alertas à população para a necessidade de um diagnóstico precoce, principalmente porque seus sintomas, em sua maioria, se confundem com os de outras doenças.

O oncologista Bruno Conte, do Hemomed Instituto de Oncologia e Hematologia, recomenda que ao sentir sintomas recorrentes, o paciente deve procurar um clínico geral ou neurologista. A automedicação, além de mascarar e dificultar o diagnóstico do tumor cerebral, pode comprometer o prognóstico. “ O diagnóstico da doença em estágio inicial facilita o tratamento e aumenta a sobrevida”, alerta.

O Hemomed Instituto de Oncologia e Hematologia é o maior serviço ambulatorial privado no país com 10 mil atendimentos por mês em todas as subespecialidades oncológicas.

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Tumor primário ou secundário

Os tumores cerebrais são em sua maioria secundários, ou seja, provém de metástases provenientes de outras partes do corpo, sendo que se origina, em metade dos casos, de um câncer de pulmão ou de mama.

O tumor cerebral, por si só, já é uma doença invasiva e ocasiona mudanças físicas, sociais e psicológicas na vida do portador. Em muitos casos, o tratamento deixa o paciente debilitado, impossibilitado ou limitado para realizar atividades até então consideradas normais em seu cotidiano. Existem vários tipos de tumores cerebrais. O importante é o diagnóstico preciso para identificar quando é benigno ou maligno.

Segundo Conte, todos os tipos de tumores cerebrais manifestam sintomas que variam conforme a parte do cérebro afetada, mas, basicamente, incluem dor de cabeça, tonturas, vômitos, alterações de equilíbrio, problemas de visão, convulsões, déficit neurológico progressivo e confusão mental.

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“A dor de cabeça é geralmente mais intensa durante a manhã e desaparece após os vômitos. Alguns tipos de tumores podem provocar dificuldade em caminhar, falar ou a nível de sensibilidade”, explica o oncologista.

Fonte: Hemomed

Maio é o mês de combate ao melanoma: redobre a atenção com pintas no corpo

Dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia explica como o autoexame da pele permite detectar precocemente o melanoma e aumenta as chances de cura

Maio é o mês do combate ao melanoma, o tipo de câncer de pele com o pior prognóstico e o mais alto índice de mortalidade. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), apesar de não ser o mais frequente câncer de pele, no ano de 2018 são estimados 2.920 casos novos em homens e 3.340 casos novos em mulheres. Com relação ao câncer de pele não-melanoma, estimam-se 85.170 casos novos de câncer de pele entre homens e 80.410 nas mulheres para o ano de 2018. É por isso que você deve ficar atento aos sinais que aparecem no seu corpo.

De acordo com a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, embora a principal causa do melanoma seja genética, a exposição solar também influencia no aparecimento da doença — principalmente com os elevados índices de radiação que atingem níveis considerados potencialmente cancerígenos, onde ocorre exposição à radiação UVA/UVB E IR (infravermelho).

“O filtro solar deve ser usado diariamente independentemente da estação do ano e se está num dia nublado, chuvoso ou encoberto; a radiação UV mesmo em um dia 100% encoberto, ela só é barrada em 30% e 70% dessa radiação passa”, alerta a dermatologista.

Esta fotoexposição, ao longo dos anos, pode gerar lesões novas ou modificar aquelas que já existiam previamente na pele de qualquer pessoa. Com uma exposição solar frequente, seja por lazer ou ocupacional, muitas vezes, as pessoas não percebem a medida da exposição ao sol silencioso no trabalho de campo, no dirigir ou andar na rua.

Diagnóstico precoce

Embora o diagnóstico de melanoma normalmente traga medo e apreensão aos pacientes, as chances de cura são de mais de 90%, quando há detecção precoce da doença, segundo a SBD. “Por isso, a realização do autoexame dermatológico é necessária”, explica Claudia.

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Autoexame 

O autoexame deve ser realizado principalmente nas pessoas de pele clara, aquelas que possuem antecedentes familiares de câncer de pele, têm mais de 50 pintas, tomaram muito sol antes dos trinta anos e sofreram queimaduras. Quem tem lesões em áreas de atrito, como área da peça íntima, sutiã, palma das mãos, planta dos pés e área do couro cabeludo, também deve seguir as instruções.

A indicação também vale para as pessoas que apresentam muitas sardas e manchas por exposição solar anterior, já retiraram pintas com diagnóstico de atípicas, não se bronzeiam ao sol, e consequentemente acabam adquirindo a cor vermelha com facilidade e apresentam qualquer lesão que esteja se modificando.

“Podemos realizar esse procedimento com certa regularidade, uma vez por mês, na frente do espelho e de preferência com luz natural, para verificar o surgimento de alguma mancha, relevo ou ferida que não cicatriza”, indica a médica.

As dicas para o autoexame são:

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=Examine seu rosto, principalmente o nariz, lábios, boca e orelhas.
=Para facilitar o exame do couro cabeludo, separe os fios com um pente ou use o secador para melhor visibilidade. Se houver necessidade, peça ajuda a alguém.
=Preste atenção nas mãos, também entre os dedos.
=Levante os braços, para olhar as axilas, antebraços, cotovelos, virando dos dois lados, com a ajuda de um espelho de alta qualidade.
=Foque no pescoço, peito e tórax. As mulheres também devem levantar os seios para prestar atenção aos sinais onde fica o sutiã. Olhe também a nuca e por trás das orelhas.
=De costas para um espelho de corpo inteiro, use outro para olhar com atenção os ombros, as costas, nádegas e pernas.
=Sentada(o), olhe a parte interna das coxas, bem como a área genital.
=Na mesma posição, olhe os tornozelos, o espaço entre os dedos, bem como a sola dos pés.

De acordo com a dermatologista, este tipo de cuidado de rotina, principalmente para quem tem a pele bem clara e com muitas pintas, promove consciência e aguça o olhar sobre as lesões, aumentando a percepção de mudança ou seu crescimento. O passo seguinte, ou mesmo em caso de dúvida, é visitar o dermatologista.

Lesões preocupantes 

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Para saber se uma lesão é mais preocupante, normalmente é usada a regra do ABCD (área, borda, cor e diâmetro) sobre pintas com pigmentação. “Dividimos a lesão em quatro partes iguais e comparamos os quadrantes observando a simetria, avaliamos as bordas identificando irregularidade na forma de desenhos circinados, observamos a presença ou não de várias cores compondo esta figura e observamos se apresenta diâmetro acima de 6 mm”, comenta a médica.

Quanto aos sinais clínicos, qualquer lesão que coce, doa ou sangre e que aumente de tamanho com rapidez ou apresente sensibilidade, precisa ser examinada por um dermatologista, que fará então uma dermatoscopia manual ou de preferência digital avaliando a necessidade da retirada cirúrgica.

Além de prevenir o surgimento do melanona, o autoexame, por ser uma avaliação em que o paciente começa a detectar precocemente lesões que apresentam sinais e sintomas diferentes dos habituais ou que estão crescendo, proporciona visitas precoces ao dermatologista que decidirá sobre o tratamento terapêutico em questão com chances maiores de cura.

“Outra lesão que hoje é bastante comum, principalmente após a quinta e sexta década de vida são os carcinomas, tanto provenientes da camada basal, como da camada espinhosa da epiderme, que quando diagnosticados também com rapidez trazem 100% de cura ao paciente”, informa a dermatologista.

A grande maioria destas alterações tem componente genético, pelo tipo de pele herdada, mas tem como gatilho principal a exposição solar crônica sem a proteção solar adequada.

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“Todos os pacientes devem aplicar FPS diariamente antes de sair de casa, principalmente quando em contato com o meio e precisam reaplicar pelo menos mais uma ou duas vezes ao dia, evitando assim a perda da saúde e da beleza da pele”, recomenda a dermatologista.

Fonte: Claudia Marçal é dermatologista da Clínica de Dermatologia Espaço Cariz, Membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Especialização pela AMB, Membro da American Academy of Dermatology e CME na Harvard Medical School

Especialista alerta para mitos e verdades sobre pipoca de micro-ondas

Nos últimos anos, o Brasil vem se tornando uma grande potência do setor fitness: é o segundo maior mercado global de academias (mais de 30 mil unidades), atrás apenas dos EUA¹. Essa preocupação com o corpo se reflete também na alimentação; no entanto, é preciso estar atento aos riscos de modismos e mitos relacionados aos alimentos e dietas.

“É importante consultar fontes de notícias e profissionais confiáveis. Baseadas em informações equivocadas que circulam na internet, algumas pessoas deixam de consumir certos produtos, como a pipoca de micro-ondas, por exemplo”, afirma Fernanda Leme, nutricionista da Equilibrium, consultoria especializada em nutrição.

Em parceria com a Equilibrium, a Yoki – a primeira marca a trazer a pipoca de micro-ondas ao país e líder no segmento –, reuniu uma equipe de especialistas para realizar um estudo sobre o tema e desmistificar boatos sobre as propriedades do alimento junto ao consumidor. “A pipoca nada mais é do que o milho que mudou de estado após ser aquecido em altas temperaturas”, afirma a especialista.

Mesmo tendo origem em um grão com grandes benefícios para a saúde (o milho é uma importante fonte de fibras para o organismo) ainda há muitos mitos em torno do consumo da pipoca, e os rumores se intensificam ainda mais quando o tipo de preparo é no micro-ondas. Por isso, segundo Fernanda, é importante conhecer as propriedades do alimento e entender o que, de fato, é real ou não:

O milho da pipoca de micro-ondas é transgênico

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Verdade: mais de 80% da produção de milho no Brasil é transgênica, ou seja, geneticamente modificada. No entanto, de acordo com a Portaria Nº 2658,de 22 de dezembro de 2003 e o Decreto Nº 4.680, de 24 de abril de 2003, todos os produtos com ingredientes transgênicos em sua composição devem registrar essa informação, além de símbolo padronizado (um triângulo amarelo com T preto), em suas embalagens. Portanto, as pipocas de micro-ondas que se declaram livres de transgênicos ou que não possuam essas informações em seus saquinhos, são de fato, feitas com milho natural.

O sódio da pipoca de micro-ondas é muito alto

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Parcialmente verdade: segundo a Organização Mundial de Saúde, o consumo recomendado de sal por dia é de 2 gramas de sódio, o equivalente a cerca de 5g de sal de cozinha (5 sachês de sal). Entre as pipocas de micro-ondas, há uma variação nessa quantidade de acordo com os diferentes sabores, mas a média é de menos de 1 grama de sal por porção. Além disso, atualmente as marcas vêm investindo em opções mais naturais, sem sal e com 0% sódio.

Pipoca de micro-ondas dá câncer

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Mito: o mito surgiu em torno do diacetil, uma substância comumente utilizada, no passado, como flavorizante para as pipocas de manteiga. Ele está associado à propensão do desenvolvimento de doenças respiratórias, e espalhou-se um boato de que seria cancerígeno. No entanto, as grandes companhias já retiraram a substância de suas composições. Na dúvida, basta conferir a lista de ingredientes da sua pipoca. Além disso, algumas pessoas acreditam que a utilização do micro-ondas é prejudicial à saúde, mas já foi demonstrado em pesquisas que o equipamento não altera alimentos e não oferece riscos aos consumidores.

Pipoca de micro-ondas tem muita gordura

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Mito: a maior parte da gordura da pipoca é proveniente do óleo utilizado em seu preparo. É comum que, em casa, as pessoas acabem utilizando mais óleo do que o que as marcas colocam nos saquinhos prontos.

[1] Fonte: International Health, Racquet & Sportsclub Association (IHRSA).

Fonte: General Mills Brasil

 

Salvar

Técnica de reparo do DNA é esperança para tratar câncer de pele e outras doenças

Técnica de edição CRISPR-Cas9, que seria uma espécie de reparo do DNA, é apresentada no Congresso Anual do AAD como a principal aposta da medicina moderna para correção de erros genéticos, cura de câncer de pele e de doenças crônicas como psoríase, vitiligo, lúpus e dermatites

Pesquisas mundiais com novas tecnologias para “edição do genoma” conferem um novo fôlego ao tratamento do câncer de pele e de doenças crônicas de pele, como psoríase, vitiligo, lúpus, entre outras.

“O Congresso Anual do AAD, realizados nos Estados Unidos, mostrou que estamos muito próximos de ‘tratar o DNA’. Por meio da técnica de edição CRISPR-Cas9, há uma esperança em retirar as sequências defeituosas do DNA, fazendo uma espécie de reparo, que seria um importante avanço no tratamento dermatológico de doenças crônicas de pele”, afirma a dermatologista Thais Pepe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia. O estudo foi apresentado por Jennifer A. Doudna, PhD, professora de química, molecular e biologia celular na Universidade da Califórnia. A especialista tem um extenso trabalho de pesquisa de câncer.

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De acordo com a dermatologista, o CRISPR é uma sigla em inglês para “grupos de repetições palindrômicas curtas regularmente espaçadas”. “Trata-se de um mecanismo natural do qual as bactérias se protegem de infecções virais. Ele incorpora uma cópia do DNA estranho e cria um registro de todos que tentam invadi-la. Cada vez que um novo micro-organismo intruso é identificado, a bactéria recorre a esse registro e usa isso para destruí-lo”, explica.

Nos últimos anos, houve uma tentativa de adaptação do mecanismo para a edição do genoma humano, o que traria um potencial de curar doenças e aperfeiçoar organismos. “Isso é possível por meio da ‘imunidade adaptativa’, com ação semelhante à das bactérias.”

Além das configurações clínicas, a ferramenta CRISPR abre as portas para outras aplicações. “Atualmente, ela está sendo usada em ensaios em animais para fornecer benefícios para a saúde humana, especificamente em fazer órgãos de crianças doadoras apropriados para adultos, e mudança de DNA na edição germinal de células de vida para transmitir às gerações futuras. Embora esta aplicação possa ter impactos significativos no tratamento de doenças crônicas, ela enfrenta um desafio com relação às questões éticas”, explica.

Entenda algumas doenças de pele

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Psoríase – doença autoimune, não transmissível e que causa lesão na pele com descamações e vermelhidão. Estima-se que cerca de 2% da população mundial sofra com a doença. “A psoríase é uma inflamação — onde os anticorpos começam a bombardear (agredir) os queratinócitos (célula produtora de queratina – proteína morta que reveste e forma o estrato córneo). Em resposta a essa agressão, os queratinócitos começam a se proliferar, multiplicando-se de maneira muito mais rápida e não ocorre o processo natural de descamação, por isso existe a formação das crostas”, explica a dermatologista. Então, acontece inicialmente a lesão inflamatória, pela dilatação dos vasos sanguíneos levando a uma mácula, uma mancha vermelha. “Existe o processo inflamatório, que leva à formação das crostas, que na verdade são escamas prateadas. E posteriormente, ainda em uma fase mais importante, há o orvalho sangrento que ocorre com a remoção das crostas, as escamas, e ocorre um processo de micropontos de sangramento no local”, comenta. Segundo a médica, não há cura, e sim controle das manifestações clínicas. As opções terapêuticas são variadas, dependendo do grau da doença, podendo ser só local com hidratação, uso de corticoides, biológicos injetáveis, medicações via oral, fototerapia, terapia sistêmica convencional ou terapia biológica.

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Vitiligo – doença caracterizada pela perda da coloração da pele. “As lesões formam-se devido à diminuição ou à ausência de melanócitos (células responsáveis pela formação da melanina, pigmento que dá cor à pele) nos locais afetados. As causas da doença ainda não estão claramente estabelecidas, mas fenômenos autoimunes parecem estar associados ao vitiligo”, afirma a médica. O tratamento tem por objetivo estabilizar o quadro, freando o aumento das lesões, e também a repigmentação da pele. “Existem medicamentos que induzem à repigmentação das regiões afetadas como tacrolimus derivados de vitamina D e corticosteroides.”

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MedicineNet

Lúpus – doença crônica potencialmente grave que atinge qualquer parte do corpo, no momento em que o sistema imunológico começa a ver as células do próprio corpo como inimigas. Uma vez que qualquer órgão ou tecido pode ser afetado, os sintomas são inúmeros e os mais comuns são manchas avermelhadas na face, orelhas, decote e braços, e até queda de cabelo.

Fonte: Thais Pepe é Dermatologista especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, membro da Sociedade de Cirurgia Dermatológica e da Academia Americana de Dermatologia. Diretora técnica da clínica Thais Pepe, tem publicações em revistas científicas e livros, além de ser palestrante nos principais Congressos de Dermatologia

Abril é o mês mundial de luta contra o câncer

Disparidades nas tendências temporais das taxas de mortalidade por câncer do colo do útero no Brasil*

O câncer do colo do útero é uma importante causa de morte em mulheres no mundo todo, e as taxas são afetadas pelo nível de desenvolvimento das regiões. Enquanto uma tendência de redução da incidência e da mortalidade é observada em países de renda média e alta, este câncer continua sendo um problema importante em países de baixa renda.

No Brasil, onde coexistem regiões com diferentes níveis de desenvolvimento, espera-se observar uma heterogeneidade nas taxas. Este estudo teve como objetivo corrigir e descrever as taxas de mortalidade por câncer do colo do útero no Brasil e verificar suas tendências, por regiões e grupos etários.

Métodos

Os dados de 2003 a 2012 foram acessados por meio do Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde. A correção das taxas de mortalidade específicas por idade foi feita adicionando à câncer do colo do útero (CID C53) a redistribuição proporcional de causas de morte mal definidas (CID R00-99) e mortes codificadas como “útero, porção não especificada” (CID C55). A variação percentual anual (VPA) foi obtida por análise de tendência (Regressão de Joinpoint).

Resultados

Em dez anos as mortes por câncer, por causas mal definidas, por câncer do colo do útero, e por câncer do útero, porção não especificada, corresponderam a respectivamente 18,9%, 10,8%, 3,0% e 1,3% do total de mortes, excetuando-se causas externas. A proporção de causas mal definidas foi reduzida em mais da metade no período. Após correção, a taxa de mortalidade por câncer do colo do útero padronizada por idade foi de 7,2 por 100.000 mulheres/ano. O aumento total nas taxas após as correções foi de 50,5%.

Para o Brasil foi observada uma tendência significativa de redução das taxas no período (VPA = −0,17, p<0,001). A região Norte foi a única região que não apresentou tendência significativa de redução (VPA + 0,07, p = 0,28). As tendências de redução das taxas foram restritas a grupos etários com mais de 40 anos.

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Getty Images

Conclusões

Foi observada uma redução das taxas de mortalidade por câncer do colo do útero no Brasil entre 2003 e 2012 em mulheres com mais de 40 anos. Melhorias no rastreamento, diagnóstico e tratamento podem justificar essa tendência. As taxas variaram substancialmente entre as regiões e aumentaram cerca de 50% após a correção. Discrepâncias na eficiência das atividades de controle do câncer provavelmente influenciaram esses resultados. As políticas de controle do câncer devem considerar as diferenças no acesso aos cuidados e as características das regiões para melhorar sua eficiência.

*Diama Bhadra Vale, Catherine Sauvaget, Richard Muwonge, Jacques Ferlay, Luiz Carlos Zeferino, Raul Murillo, Rengaswamy Sankaranarayanan – Cancer Causes & Control, Julho de 2016

Fritura pode ser consumida com moderação

Segundo especialista da Anhanguera, óleos de soja e milho são as melhores opções para a utilização

Elas são a alegria das festas e dos encontros de happy hour, mas, se consumidas com exagero podem causar problemas de saúde. A coordenadora do curso de Nutrição da Anhanguera de Niterói, Edna Freignan, oferece dicas sobre a melhor forma de inserir as frituras no cardápio. “Os alimentos fritos podem fazer parte da alimentação, mas, como tudo em excesso é prejudicial, não devem ser consumidos diariamente”, pontua.

Para que as frituras possam fazer parte do dia a dia, com prudência, é preciso apostar em versões menos prejudiciais. Os cuidados principais são com a temperatura do óleo e sua reutilização. “O óleo não deve ultrapassar a temperatura de 180 graus C e não deve ser reutilizado”, explica.

A docente esclarece ainda que óleos aquecidos por longos períodos, sob temperaturas extremamente elevadas, produzem compostos polares pela degradação dos triglicerídeos, ou seja, podem aumentar a predisposição à aterosclerose (doença inflamatória crônica) e câncer.

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Foto: Tookapic/Pixabay

De acordo com Edna, estudos indicam que substâncias formadas nos recipientes com óleos e gorduras usadas em frituras podem ser prejudiciais à saúde humana, principalmente com o consumo de óleos aquecidos ou oxidados (reação química provocada pelo contato do óleo com o ar, que altera os ácidos graxos insaturados do óleo). “É necessário cautela, a fritura pode ser consumida esporadicamente, e, com os cuidados necessários”, afirma.

Fonte: Faculdade Anhanguera

Encontros Graacc estreia com Mario Sergio Cortella

Público pode assistir a palestra do filósofo e escritor sobre coragem e apoiar o Graacc no combate ao câncer infantojuvenil

Todos nós temos medo de mudanças. Mas, para um dos maiores pensadores da atualidade, Mario Sergio Cortella, a coragem não é a ausência do medo, mas a capacidade de enfrentá-lo.

E é para falar sobre o tema “Da oportunidade ao êxito: Mudar é complicado? Acomodar é perecer!” que o Graacc convidou Cortella para estrear o I Encontros Graacc. O evento acontece no próximo dia 17 de abril, às 20 horas, no auditório da FAM (Faculdade das Américas) Unidade Paulista, na Rua Augusta, 973, com ingressos a R$ 100,00.

O encontro faz parte de uma série de palestras promovidas pela instituição com o objetivo de reunir grandes personalidades e seus públicos em prol do combate ao câncer infantojuvenil. “O palestrante doa o que que tem de mais precioso, que é seu tempo e conhecimento, e o público, ao participar, além de sair com mais conhecimento, ainda ajuda o Graacc a proporcionar todas as possibilidades de cura a milhares de pacientes”, explica Tammy Allersdorfer, superintendente de Desenvolvimento Institucional do Graacc.

Cortella doou seu cachê e a FAM toda a estrutura para que o evento acontecesse. Toda a renda arrecadada com a palestra será revertida ao Hospital do Graacc. As vagas são limitadas e as reservas podem ser feitas por meio do site, clicando aqui.

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Encontros Graacc com Mario Sergio Cortella

Tema: Da oportunidade ao êxito: Mudar é complicado? Acomodar é perecer!
Data: 17 de abril | terça-feira
Horário: 20h
Local: Auditório da FAM Unidade Paulista
Endereço: Rua Augusta, 1508.
Investimento: R$ 100,00
Informações e reservas

 

Dez sinais de câncer em gatos

O câncer em gatos é um problema grave que possui tratamento invasivo e, se não diagnosticado a tempo, pode ser fatal. O quanto antes essa doença felina for identificada, maior a probabilidade de cura e menos agressivo será o tratamento.

“A doença caracteriza-se pela reprodução exacerbada de células que levam à formação de corpo estranho – o tumor. O câncer atinge muitos gatos e uma das causas mais comuns de óbito ou de sequelas sérias deixadas pela doença é a negligência com os sintomas apresentados”, explica a médica veterinária da Equilíbrio e Coordenadora da Comunicação Científica da Total Alimentos, Bárbara Benitez.

Apenas um veterinário pode fazer o diagnóstico do câncer e, para isso, aplicam-se exames clínicos e laboratoriais. Entretanto, você pode detectar sinais quando o animal apresenta alguma mudança de comportamento.

Gatos doentes apresentam sinais de que existe algo fora do normal no funcionamento do organismo, por isso, esteja atento ao comportamento dos felinos. Existem alguns sinais e sintomas simples que podem ajudar a identificar a doença, segundo os veterinários especializados.

Porém, é sempre bom lembrar que o ideal é manter o check-up do seu pet em dia e levá-lo para fazer exames prontamente, caso note qualquer sintoma.

Confira abaixo os sinais indicados pela médica veterinária:

1. Inchaços persistentes ou crescentes
Em muitos casos, os inchaços são notados quando fazemos carinhos no gato. Eles sentem-se incomodados quando tocados e podem até ter dor na região do tumor. Qualquer inchaço, caroço ou saliência fora do normal é um bom motivo para visitar um veterinário.

2. Perda de peso
A perda de peso, especialmente se for repentina, pode ser um alerta importante.

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3. Sangramento, presença de muco ou corrimento
Sangrar ou expelir qualquer anormalidade pelos orifícios é um sinal de que algo precisa ser consultado.

4. Perda de apetite
Recusar a comida ou vomitar imediatamente é preocupante. Se notar que o gato não quer comer, busque a orientação de um veterinário, pois existe algo fora do normal.

5. Feridas e falta de cicatrização
Feridas e cicatrização mais lenta – ou até mesmo inexistente – podem ser sintomas de câncer em gatos. Por isso, diariamente, dedique um tempo para observar o seu animal de estimação, para verificar alterações no o comportamento dele e de seu organismo.

6. Dificuldade de engolir
Demonstrar dor ao engolir ou regurgitar a comida em seguida, sem realmente digerir, também pode ser um sinal de que algo não vai bem. Pode ser que a falta de apetite e o emagrecimento tenham relação com esse desconforto durante a alimentação do gato.

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7. Odores incomuns
Odores incomuns e fortes podem sinalizar mudanças na saúde do seu gato.

8. Indisposição
Hesitar para brincar, para fazer exercícios ou passear, pode ser preocupante. Sabemos que o comportamento dos gatos revela animais independentes e com personalidade forte, mas isso não significa que são antissociais e nunca interagem. Eles gostam e precisam de brincadeira e atividade física para se desenvolverem com saúde, por isso a falta de energia persistente indica que algo está errado.

9. Dor ou dificuldade ao urinar ou defecar
Queixas, sangramentos e demora para urinar ou defecar podem denunciar o problema.

10. Respiração com dificuldade
Respiração audível, engasgos, fadiga ou falta de fôlego são alertas para câncer em gatos.

“Lembre-se de que um sintoma isolado, ou mesmo vários, não significam, necessariamente, que seu animal está com câncer. Contudo, é importante observá-lo e levá-lo ao médico veterinário imediatamente se qualquer coisa incomum surgir, bem como fazer exames de rotina que previnem e detectam doenças com antecedência”, orienta a médica veterinária da Equilíbrio.

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Foto: Andrei Puzakov/Getty Images

Afinal, quanto antes uma patologia for identificada, maiores são as chances de o tratamento gerar efeito e seu gato superar os problemas de saúde. O câncer em gatos pode começar em uma determinada parte do corpo e se espalhar rapidamente, por isso é fundamental que o diagnóstico seja rápido.

Fonte: Equilíbrio