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Vida social: seu cachorro precisa de uma

Ter uma vida social é extremamente saudável para o seu pet! Entenda a importância da socialização dos cães e por que o seu pet também deve ser sociável

Quando pensamos em vida social, normalmente associamos o termo ao dia a dia dos humanos, que envolve programas de lazer com a família, com os amigos ou com os colegas do trabalho. Já parou para pensar que o seu peludo também precisa conhecer pessoas e lugares novos, além de fazer amigos de quatro patas?

Diversos profissionais da área, como médicos veterinários e especialistas no estudo do comportamento animal, afirmam sobre a importância de investir na socialização dos cachorros.

Independentemente de serem adultos ou filhotes, a socialização é uma maneira muito importante de garantir que o pet terá reações adequadas em diferentes situações.

A socialização dos animais de estimação permite que os pets reajam com menos agressividade ou medo quando se depararem com situações que não são habituais, como encontrar pessoas ou animais desconhecidos, e até mesmo estar em ambientes que lhe são estranhos.

dog cachorro cão
Você com certeza já deve ter visto alguns pets que aparentam muita agressividade em passeios quando veem outros cães, que não podem ficar próximos a crianças ou a idosos, e, em muitas vezes, não ficam tranquilos se estão longe de seus tutores. Isso não quer dizer que o cachorro seja bravo ou tenha uma personalidade ruim, apenas quer dizer que é necessário dedicar mais tempo à sua socialização.

Lembre-se sempre que, quando um cachorro é socializado de maneira correta, diversos problemas de comportamento, como os citados acima, podem ser evitados com mais facilidade. Além disso, um cão sociável será mais tranquilo, confiante e relaxado. A socialização é essencial para que o peludo cresça sem medos.

O período de socialização pode parecer longo e complicado no começo, mas é extremamente efetivo e pode garantir uma vida muito mais saudável para o seu cãozinho. Afinal, isso garantirá muitos momentos de diversão em longo prazo para o pet, como se divertir com outros cachorros em parques, cachorródromos, viagens, entre tantas outras opções para agitar sua vida social.

Existem diversas maneiras de socializar um cão, seja ele filhote ou adulto. Confira abaixo as nossas dicas de socialização de cachorros e como elas farão a diferença no comportamento do seu melhor amigo de quatro patas!

Permita que seu cãozinho se relacione com outras pessoas e animais

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Foto: Petfinder

Estar próximo a diferentes pessoas e animais é extremamente importante para garantir que seu pet cresça saudável, sem medos ou comportamentos agressivos.

Se o seu cãozinho ainda for filhote e não tiver tomado as vacinas necessárias para sair de casa, peça que amigos e familiares visitem a sua casa. Desta maneira, seu pet já será exposto a indivíduos com diferentes comportamentos e terá menos reações imprevisíveis no futuro, pois se acostumará às pessoas.

A partir do momento em que seu cãozinho estiver com a caderneta de vacinação atualizada, tente introduzir o contato com outros cães. Convide amigos e parentes que tenham cachorros sociáveis e dóceis para interagir com o seu pet.

Pode ser que, em um primeiro momento, o cachorro estranhe a presença de outro animal em seu território. Mas deixe que os cães se entendam e incentive comportamentos como brincadeiras e carinhos entre os pets.

Leve o peludo para conhecer ambientes diferentes

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A partir do momento em que seu pet estiver autorizado a sair de casa para passear, programe-se para fazer caminhadas longas e por locais diferentes diariamente. Misture caminhos com diferentes estímulos, como um grande fluxo de pessoas e outros animais, árvores, praças, entre outros.

Também é importante que o seu bicho de estimação se familiarize com carros, ônibus, caminhões e motos – são veículos barulhentos e que podem assustar um cão que não se adapte a esses sons.

Permita que seu cão explore cada um desses ambientes. Deixe-o cheirar o chão, os postes e as árvores, por exemplo. Ele também pode interagir com cães que estejam dentro de outras casas, assim já entenderá que eles não representam ameaças.

O objetivo é que ele entenda que não precisa ter medo de ambientes diferentes de sua casa.

Tenha calma e paciência, principalmente se tiver um cão adulto

A socialização de um cão é uma tarefa complicada, principalmente se ele já for adulto. Mesmo assim, não se esqueça que não é impossível – mas pode levar um pouco mais de tempo.

Tenha calma e respeite o tempo do seu cãozinho. Desta forma, ele se sentirá seguro e irá adquirir mais confiança com o passar do tempo.

Invista em reforço positivo

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Se você perceber que o seu animal de estimação está desenvolvendo um bom comportamento quando colocado em contato com pessoas, animais e ambientes diferentes, dê um prêmio! Ofereça um petisco, um carinho. Desta maneira, ele irá associar este comportamento a algo positivo.

Construa uma vida social para o seu cachorro!

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Reprodução Facebook Luz, Câmera, Ação!

Ao perceber que a socialização está dando certo, que tal deixar seu cãozinho ainda mais feliz? Inclua o animal em sua rotina e considere locais pet friendly, como cafés e restaurantes, onde ele poderá interagir com outras pessoas e animais. Além disso, programe-se para levá-lo a praças, parques e cachorródromos, por exemplo, onde ele poderá brincar livremente com outros peludos.

Se necessário, procure ajuda profissional

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Se você perceber que as dicas acima não estão surtindo o efeito esperado, não hesite em procurar ajuda profissional. Um bom adestrador poderá oferecer a orientação necessária, assim como um médico veterinário em SP.

Fonte: VetQuality

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As vantagens de adotar um cão adulto

Especialistas em adestramento falam sobre adaptação ao novo lar e facilidades no cuidado com o pet

No Brasil existem mais de 30 milhões de animais abandonados. Destes, 20 milhões são cães, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). A boa notícia é que, em São Paulo, os filhotes que chegam ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da prefeitura são adotados quase que imediatamente. Porém, adultos e velhinhos não têm a mesma sorte e a fila de espera por uma nova família não para de crescer.

cachorro abandonado na rua

Douglas Gouvea e Michelle Araújo, proprietários da Doug Walker e adestradores que atendem pelo GetNinjas, maior plataforma de contratação de serviços do Brasil, explicam que existem diversas vantagens em escolher um cão adulto para cuidar.

“Os cães adultos são muito companheiros e ficam muito gratos quando ganham um novo lar”, diz Douglas. “Eles vão agradecer por toda a vida.”

Segundo os especialistas, quando o pet adotado é adulto, ele costuma dar menos trabalho de adaptação do que se for um filhote. O cão recém-nascido, ao ser desmamado, passa vários dias chorando pela falta da mãe. O novo dono precisará de muita paciência e carinho. Além disso, eles ainda estão em fase de aprendizagem e não sabem onde fazer as necessidades.

cachorro lindo

É preciso ter bastante tempo disponível para ensinar as boas maneiras e também separar um tempo para brincar e gastar a energia do filhote. Afinal, são bebês e não sabem direito como se comportar. Já um cão adulto não tem tanta energia e está mais acostumado a passar um tempo sozinho e ainda aprende muito rápido o lugar de fazer as necessidades. Na maioria das vezes, eles mesmos procuram pelo local ideal.

Outra grande vantagem de adotar um animal adulto é que já é possível saber qual será o tamanho real dele. Muitas vezes, quando o cão não tem raça definida, não há como estimar exatamente o porte que um filhotinho terá quando crescer. Essa preocupação não existe quando o cão já está formado o que auxilia na avaliação das condições dos tutores e se está de acordo com o espaço físico da casa.

O temperamento de um cão adulto também já está formado. Quando for procurar uma instituição ou um protetor dos animais para adotar um pet, o indicado é conversar com as pessoas que passam tempo com os bichinhos e explicar sobre horários, condições, espaço e tempo que terá para ficar com o pet para encontrar o animal que melhor adequará.

criança com cachorro

Por exemplo, se tiver criança pequena em casa, o melhor é um animal mais calmo.  Se o tutor trabalhar fora e precisar já nos primeiros dias ficar muitas horas longe do cachorrinho, o mais indicado é levar um cão adulto para casa. “Os filhotes precisam de cuidado intensivo nos primeiros meses já os adultos logo se adaptam e esperam o novo dono com o rabinho abanando”, diz Michelle. “A adoção de um cão adulto é uma ótima escolha e a adaptação é super rápida.”

Fonte: GetNinjas

Natal: as diferentes tradições ao redor do mundo

O Natal possui, dependendo da cultura e do país, particularidades que tornam a data diferente em cada canto do mundo. São muitas tradições: dar presentes, preparar guloseimas específicas dessa época, enviar cartões natalinos, entre tantas outras.

De um local para o outro, até a data de comemoração pode mudar: segundo a enciclopédia Britannica Digital Learning, enquanto em alguns países a troca de presentes é realizada no dia 24 de dezembro, em outros, esse costume acontece no dia 25 ou até no dia 6 de janeiro, sendo este último mais comum no oriente, onde a data simboliza a chamada Epifania, dia do batismo de Jesus e da chegada dos três reis magos.

Em alguns casos, as festividades costumam durar bem mais que um dia. No Brasil, por exemplo, as celebrações começam no dia 24 de dezembro e se estendem até o dia 25. Nos Estados Unidos, o Dia de Ação de Graças, sempre na última quinta-feira de novembro, marca o início das comemorações natalinas. O professor de História do Colégio Positivo Maurício Paz lembra que o Natal não é apenas mais um festival religioso.

“A data é também um dos períodos de férias mais populares para os países em que o cristianismo é a religião dominante. Mesmo no Japão, onde o cristianismo é uma religião minoritária, o Natal tornou-se uma festa tradicional e capitalista, com as pessoas adquirindo o hábito de trocar presentes”, conta.

Curiosidades e símbolos natalinos ao redor do mundo

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A árvore de Natal surgiu de duas tradições alemãs: a “árvore do paraíso”, parte da festa de Adão e Eva, que eram homenageados como primeiros pais da humanidade com a árvore repleta de maçãs penduradas; e a “pirâmide de natal”, também conhecida como “torre do advento”, que é uma espécie de pirâmide feita de prateleiras, preenchida com pequenos ornamentos, figuras natalinas, velas e uma estrela no topo.

Confira alguns países e suas tradições:

Índia: o pinheirinho de Natal é substituído pela mangueira, ou a árvore de bambu, e as casas são decoradas com folhas de manga.

Espanha e Itália: as crianças só recebem os presentes na noite de 5 de janeiro. Segundo o folclore italiano, uma idosa chamada Befana desce chaminés e entrega presentes para as crianças durante a noite, assim como os três Reis Magos levaram presentes ao menino Jesus. Na Espanha, as crianças deixam seus sapatos do lado de fora das casas, cheios de palha e cevada, para os animais dos reis magos se alimentarem. Em troca, recebem presentes.

buche de noel

França: as famílias comem uma bûche de Noël, uma torta típica natalina em formato de tronco de árvore. A origem da torta remonta à época em que os camponeses, no inverno, queimavam, em oferta aos deuses, um grande tronco de árvore na lareira de casa. Esse tronco deveria ser consumido lentamente, durante vários dias. Quanto mais tempo durasse a fogueira, maior seriam a fartura e a colheita no ano seguinte. No dia 24 de dezembro, a família se reunia para jantar em torno da lareira. Após a refeição, as crianças deixavam o local para rezarem e pedirem presentes. Quando retornavam, encontravam bombons e docinhos espalhados em volta do tronco. Durante séculos, o tronco era o símbolo de calor e conforto familiar, assim como esperança para o novo ano.

México: as pessoas costumam fazer buñuelos, tortillas fritas cobertas com xarope e açúcar de canela. Além disso, os mexicanos reproduzem a busca de Maria e José por um lugar para se abrigar e dar à luz o menino Jesus.

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Pixabay

Islândia: a noite de Natal representa descobertas por meio da literatura. No país, a tradição é dar livros de presente e, depois do jantar de Natal, sentar para passar o resto da noite lendo com a família. O costume movimenta o mercado literário local e promove um fenômeno conhecido por Jólabókaflóð, ou “dilúvio de livros”. Essa tradição vem da Segunda Guerra Mundial, quando, por conta das restrições às importações, a população começou a presentear com livros, que eram impressos no próprio país.

A tradição de trocar presentes é um costume mais antigo que o feriado natalino em si. A data para a celebração do Natal, segundo registros, pode ter sido escolhida para competir com festivais pagãos que costumavam ocorrer sempre no fim de dezembro.

Um desses festivais, o Ano Novo Romano, pode ter influenciado o feriado cristão, uma vez que as casas eram decoradas com folhagens e luzes, e presentes eram dados a crianças e pobres. Como as tribos germânicas da Europa aceitaram o cristianismo e começaram a celebrar o Natal, este também passou a conter a troca de presentes.

guirlanda

O uso de guirlandas como símbolos de vida era um costume antigo dos egípcios, chineses e hebreus, entre outros povos. A veneração da árvore era uma característica comum da religião entre os povos teutônicos e escandinavos do norte da Europa, antes de sua conversão ao cristianismo. Eles decoravam portas com vegetação na virada do ano novo para espantar os demônios. O enfeite com folhas espinhosas e frutas vermelhas entrou em uso no feriado para lembrar aos povos da coroa de espinhos usada por Jesus na crucificação.

Fonte: Britannica Digital Learning

 

Dia Internacional de Luta contra a Aids: prevenção ainda é o melhor remédio*

Quando falamos em Aids muitas coisas nos vêm à mente. O tabu e o preconceito relacionados aos pacientes acometidos pela patologia e, até mesmo, as mortes de grandes artistas contemporâneos, como as dos cantores Freddy Mercury, Cazuza e Renato Russo, que foram vítimas da Aids em uma época em que a epidemia se alastrava de forma vertiginosa em todo o mundo, são temas que ainda têm um grande impacto emocional em todos nós.

Para desmistificar o assunto e esclarecer a população sobre os principais meios de exposição ao vírus HIV, causador da doença, e os métodos preventivos disponíveis, no dia 1 de dezembro é celebrado o Dia Internacional da Luta contra a AIDS. A data foi instituída em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU). No Brasil, desde 1988, o Ministério da Saúde aproveita a ocasião para promover ações de conscientização relacionadas a esta que ainda é uma das doenças mais letais que conhecemos.

Embora a mortalidade por conta da Aids no Brasil tenha caído 7,2%, a partir de 2014, de acordo com o Boletim Epidemiológico HIV Aids 2017, publicado pela Secretaria de Vigilância em Saúde (Ministério da Saúde), principalmente devido às boas políticas públicas de saúde e assertividade dos tratamentos, muitas pessoas ainda são negligentes quando o assunto é prevenção. Dados do Ministério da Saúde apontam que, entre 2007 e 2016, foram registrados mais de 136 mil novos casos de infecção por HIV no País.

A principal via de transmissão do HIV, é, sem dúvida, a prática de qualquer relação sexual sem proteção, independentemente de haver ou não penetração. Nesse cenário, a melhor forma de prevenção ainda é o uso da camisinha, embora o seu uso esteja ficando cada vez mais impopular, principalmente entre os jovens brasileiros.

Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense), divulgada pelo IBGE e realizada com estudantes do 9o ano do ensino fundamental, mostrou que 33,8% dos entrevistados, jovens entre 13 e 17 anos de vida sexual ativa, não haviam utilizado o preservativo em sua última transa, o que é extremamente preocupante. Como principais justificativas, falta de informação e de preocupação, além do tradicional descuido foram citadas, embora, na prática, a eficácia da medicação dê uma falsa ideia de que os riscos de contaminação também diminuíram ao longo dos anos. As informações são de 2015, mas ainda são bastante atuais.

Não podemos esquecer também que existem outras maneiras de infecção, como o compartilhamento de seringas por usuários de drogas, o momento do parto (transmissão vertical) e, até mesmo, uma transfusão de sangue. Portanto, todo cuidado é pouco.

No caso de exposição ao risco de contágio, é recomendado que um médico seja imediatamente consultado. Para o diagnóstico, é necessário um exame de sangue ou da mucosa bucal para detecção dos anticorpos. A primeira etapa consiste em um teste rápido (anti-HIV) e, em caso de resultado positivo, realiza-se o Western Blot ou Elisa para a confirmação.

Uma vez detectado o HIV, um infectologista deve ser acionado e o tratamento iniciado imediatamente. Em geral, é indicada uma combinação de drogas antirretrovirais, que deve ser ingerida diariamente, sempre no mesmo horário. Atualmente, essas medicações são bem toleradas pelo organismo e fáceis de ministrar, com poucos efeitos colaterais, como enjoo ou alteração intestinal.

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Geralmente, os primeiros sintomas da contaminação pelo vírus são as chamadas doenças oportunistas. Ao destruir as células de defesa, o HIV impacta diretamente na imunidade do indivíduo, abrindo caminho para que estas patologias se instalem. Dentre as mais comuns, podemos citar a pneumocistose, a toxoplasmose, o Sarcoma de Kaposi e a tuberculose. As primeiras reações são febre persistente, tosse seca, garganta arranhada, suor noturno, rápida perda de peso, náusea, queda de energia, entre outras. Muitas vezes, as pessoas ficam anos com o vírus incubado, sem apresentar sintomas. Por isso é sempre recomendada a realização de exames periódicos.

Uma das principais novidades no tratamento da Aids é a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) ou pílula anti-HIV, que é distribuída pelo Ministério da Saúde desde 2017 a todas as pessoas que apresentam risco da exposição ao vírus. No entanto, mesmo com a medicina em constante evolução, a prudência não deve ser descartada. Embora a eficácia da PrEP seja reconhecida cientificamente, a prevenção ainda é o melhor remédio.

*Nelly Kobayashi é sexóloga, formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) com residência em Ginecologia e Obstetrícia pelo Hospital das Clínicas da FMUSP, possui título de especialista em Ginecologia e Obstetrícia (Tego) pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e em sexologia pela Universidade de Pisa (Itália). Já atuou como médica colaboradora no setor de sexualidade no ambulatório de Ginecologia do Hospital das Clínicas da FMUSP e, atualmente, é médica da Clínica VidaBemVinda e pós-graduada em sexualidade humana pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Fonte: Innuendo

 

Pele: estresse potencializa estado inflamatório fazendo surgir rugas, flacidez e manchas

Células imunológicas recebem descarga de hormônios do stress e potencializam estado inflamatório persistente na pele que culmina com o envelhecimento precoce do tecido cutâneo. Especialistas explicam o que ocorre

Várias doenças com sintomas físicos e psicológicos podem surgir por conta do stress e ansiedade; muitas delas você pode sentir na pele: eczemas, dermatites, psoríase, urticária, acne e até alopecia. Típica do mundo moderno com a velocidade da informação e a constante exigência por superação de metas (e de maneira rápida), a sensação de desconforto e irritação típicas do stress, se provoca ou piora doenças, também pode envelhecer precocemente a pele.

“Uma pele que vive sobre descargas constantes de adrenalina e outros hormônios como cortisol e prolactina está mais propensa a ter rugas, pelo desequilíbrio em cascata, já que esses hormônios potencializam o estado inflamatório persistente no tecido cutâneo e fazem com que nossas células tenham um tempo de vida e atividade diminuídas, acarretando perda da longevidade”, explica a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

 

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Estudos recentes indicam que o estresse causa manchas e rugas, além de atuar como um gatilho importante no aparecimento de doenças como acne, eczema e queda de cabelo. Uma coisa é comum em todas as doenças e no processo de envelhecimento do tecido: a inflamação.

A dermatologista Thais Pepe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, argumenta que muitos tipos de células da pele, incluindo células imunológicas e células endoteliais (células que alinham os vasos sanguíneos), podem ser reguladas por neuropeptídeos e neurotransmissores, que são substâncias químicas liberadas pelas terminações nervosas da pele.

“O estresse pode liberar um nível maior dessas substâncias e, quando isso ocorre, pode afetar o modo com o qual nosso corpo responde a muitas funções importantes, como sensação e controle do fluxo sanguíneo. Além disso, a liberação desses produtos químicos pode levar à inflamação da pele”, explica Thais.

Segundo o pesquisador em Cosmetologia Lucas Portilho, que é farmacêutico e diretor científico da Consulfarma, na maioria das vezes, os problemas ocorrem devido a liberação de mediadores inflamatórios e a ativação de mecanismos de defesa que atuam de forma negativa na pele.

“Por exemplo, hormônios como cortisol, são aumentados em pessoas com alto nível de estresse e podem impactar negativamente gerando manchas na pele. O cortisol está relacionado com um pró hormônio denominado POMC (pro-ópiomelanocortina) que induz a formação de melanina (pigmento que dá cor à pele)”, acrescenta Potilho. “O estresse também libera catecolaminas, como a adrenalina, conhecida como ‘hormônio da fuga’ que leva a aceleração dos batimentos cardíacos e na pele interfere na produção de melanina, podendo causar manchas e diminuição da produção de colágeno pelos fibroblastos”, pontua o pesquisador.

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Por fim, Portilho esclarece que a prolactina, um hormônio que tem principal função de estimular a produção de leite pelas glândulas mamárias, na pele pode causar aumento da produção de sebo pelas glândulas sebáceas e alterar a defesa natural da pele, além de causar desidratação.

“Por conta da inflamação causada pelo estresse, a pele perde elasticidade, torna-se mais seca, flácida, perde o brilho, aparecem as rugas e o processo de cicatrização fica mais lento”, acrescenta Jardis Volpe, dermatologista da Clínica Volpe (SP).

Thais também lembra que ao atuar nas células imunológicas e enfraquecendo a função de barreira da pele, o stress pode deixar a pele mais suscetível às ameaças ambientais relacionadas ao fotoenvelhecimento, como raios UV e poluição.

Cuidados com a pele “estressada”

Segundo a farmacêutica Mika Yamaguchi, diretora científica da Biotec Dermocosméticos, a chave da beleza da pele está no poder que se confere à imunidade. “Como o corpo, a pele também tem um sistema imune com as células de Langerhans, que são as responsáveis pela defesa da pele; mas suas funções decaem com o tempo, exposição solar e principalmente o estresse. O uso de probióticos como PGT1, que aumenta a imunidade da pele, é uma das novas abordagens para a diminuição da inflamação e também para restabelecer a função de barreira da pele”, sugere a especialista.

“As cápsulas de FC Oral e Bio-Arct também são importantes, uma vez que agem, consequentemente, na diminuição da inflamação (protegendo também as membranas celulares) e no aumento da produção de energia pela mitocôndria, o que tem efeitos no aumento da imunidade da pele e sua função de barreira”, completa.

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Já Portilho afirma que alguns cremes podem auxiliar no controle dos efeitos da ação dos hormônios na pele. “Um ativo chamado Neurolight, consegue diminuir a ação da POMC (pro-ópiomelanocortina) que induz a formação de melanina na pele. Isso faz com que a mancha causada pelo estresse diminua”, explica o especialista.

“Ativos que controlam oleosidade como Sebonormine também são indicados em pessoas que tem aumento da oleosidade por estresse. Outro ativo muito indicado é o Filmexel que impede que a pele sofra ação do estresse e agressão externa, que pode agravar ainda mais a condição da pele estressada”, conta.

Mas os farmacêuticos pontuam que o paciente que sente que sua pele está respondendo negativamente ao estresse deve rapidamente buscar ajuda de um médico especialista que prescreverá o tratamento oral e tópico adequado.

Fontes:
Claudia Marçal – É médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia – SBD e da American Academy Of Dermatology – AAD. Possui especialização pela AMB e Continuing Medical Education na Harvard Medical School. É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas – SP.
Jardis Volpe – Dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School.
Thais Pepe – Dermatologista especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, membro da Sociedade de Cirurgia Dermatológica e da Academia Americana de Dermatologia. Diretora técnica da clínica Thais Pepe, tem publicações em revistas científicas e livros, além de ser palestrante nos principais Congressos de Dermatologia.
Lucas Portilho – Consultor e pesquisador em Cosmetologia, farmacêutico e diretor científico da Consulfarma. Especialista em formulações dermocosméticas e em filtros solares. Diretor das Pós Graduações do IPUPO Educacional, Hi Nutrition Educacional e Departamento de Desenvolvimento de Formulações do IPUPO. Atuou como Coordenador de Desenvolvimento de produtos na Natura Cosméticos e como gerente de P&D na AdaTina Cosméticos. Possui 17 anos de experiência na área farmacêutica e cosmética. 
Mika Yamaguchi – Farmacêutica pela faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP – Universidade de São Paulo, é também cosmetóloga e diretora científica da Biotec Dermocosméticos, empresa fornecedora matérias primas para cosméticos.

Shopping Anália Franco inaugura Cantinho da Leitura colaborativo

Na última terça-feira (27), o Shopping Anália Franco, inaugurou um espaço destinado exclusivamente aos livros, o Cantinho da Leitura. Localizado no piso Acácia, o ambiente conta com uma estante de livros para adultos e, do outro lado, uma estante repleta de obras infantis. Dessa forma, pessoas de todas as idades poderão se entreter e ler novos títulos.

Extremamente acolhedor, o local ainda conta com sofás, pufes, tapetes e muitas mensagens que incentivam não só a leitura, mas também a doação de novas obras.

Como o espaço é colaborativo, é esperado que, ao retirar um livro da estante para levar para casa, o leitor doe um exemplar já lido para que o Cantinho sempre tenha novas opções. Com isso, o empreendimento pretende incentivar o conhecimento e a prática de leitura aos mais jovens e reunir toda a família para momentos de muito lazer e cultura.

Uma boa pedida nesta época de compras de Natal, para dar aquela descansada e espairecida, e também nos dias de passeios com as crianças, já que as férias escolares se aproximam. E, claro, não se esqueça de levar um livro.

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Shopping Anália Franco – Avenida Regente Feijó, 1739 – Tatuapé

Pets criados em espaços pequenos: dicas e cuidados

Recreação e atividades lúdicas auxiliam no controle da ansiedade; Animais podem desenvolver fobias e transtornos emocionais

Residir em apartamentos e casas pequenas é algo comum nas grandes cidades e os pets precisam acompanhar seus tutores nesse novo costume. A adaptação a ambientes reduzidos exige uma série de cuidados, a fim de evitar riscos como obesidade e transtornos emocionais.

cachorro sofá dois

A principal dica é induzir a prática de exercícios físicos, seguindo uma rotina de acordo com o tipo e a raça do animal. No caso de cachorros de grande e pequeno porte, é fundamental levá-los para passear de uma a duas vezes por dia e, se possível, aproveitar o momento para estimular o contato com outros animais.

gato com coleira e guia passeio petbucket

Já os gatos, embora sejam aparentemente bem diferentes, seguem com a mesma prática, já que qualquer pet pode desenvolver fobias e depressão se permanecerem por muito tempo trancados dentro de casa. Inclusive, quando acostumados desde pequenos, os felinos adquirem o hábito de passear com seus donos sem medo ou agressividade.

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Por fim, mas não menos importante, outra dica é incluir na rotina brinquedos e exercícios lúdicos, que ajudam no alívio do estresse. Com o dia-a-dia corrido, muitos tutores não encontram tempo para essas necessidades básicas dos animais e uma das apostas é deixá-los em creches apropriadas, que contam com programação e atividades que estimulam a interação com outros bichos, o que é fundamental para o processo psicológico do animal.

Minha experiência

cachorro abandonado na rua

Nenhum lar é muito pequeno para um animal que tenha sido adotado, muitas vezes retirado diretamente das ruas. Passear é realmente muito importante para cães. E tenho visto, na região em que moro, Santa Cecília/Vila Buarque/Higienópolis, algumas pessoas caminhando com seus gatos. Eles são acostumados desde filhotes. Fazer isso com um adulto é mais complicado.

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Uma recomendação, que até mesmo a ONG Adote um Gatinho faz, para quem trabalha fora e volta à noite, é aconselhar que tenha dois gatinhos, pois um fará companhia ao outro. Aquela máxima que o gato é independente não serve para justificar que fique o dia todo sozinho.

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Pense em adotar logo dois, ou em introduzir um amiguinho para seu peludo. Atualmente, tenho sete e quando voltei a ter gatos, já adulta e morando sozinha, nunca era apenas um. Ah, claro, também vale ter cão e gato.

Fonte: Animal Place

Mitos e Verdades sobre o cuidado ao idoso

A tarefa de cuidar de um idoso nem sempre é fácil. Sentimentos de culpa, de sobrecarga e dúvidas de como cuidar bem são comuns para cônjuges, filhos, netos e sobrinhos que cuidam de seus familiares idosos. Por outro lado, cuidar com amor e compreensão pode ser também uma experiência transformadora na trajetória de vida das pessoas que buscam crescimento pessoal.

Para evitar que a rotina seja exaustiva é necessário que o familiar cuidador se mantenha bem informado. Dessa maneira, uma das fundadoras da plataforma Plug and Care e especialista na área de Gerontologia, Monica Perracini, tira dúvidas sobre dez Mitos e Verdades mais comuns no cuidado ao idoso. Confira:

1 – Idoso tem que tomar banho todo dia?

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Mito! É fundamental que seja realizada uma higiene íntima frequente, de forma a evitar infecções urinárias e mau cheiro. Porém, a necessidade diária de banho é relativa. “Sabemos que as pessoas idosas, especialmente em dias frios não gostam de tomar banho. Muitos não percebem que estão cheirando mal. Cerca de 75% dos idosos com 80 anos ou mais têm um declínio importante do olfato. Mas isso não justifica a pressão dos familiares para que os idosos tomem banho todos os dias. Aqui vale o bom senso e o hábito de cada um. O importante é manter a higiene íntima, que se mal feita pode ocasionar as infecções urinárias de repetição tão comum nas mulheres idosas”, explica Monica.

2 – É mais seguro calçar o idoso com tênis para evitar quedas?

mulher andando tenis nicershoes
NicerShoes

Mito! O calçado deve ser o mais confortável ao idoso, de modo que ele sinta firmeza e segurança ao andar. Para aqueles que passaram muitos anos de sua vida utilizando outro tipo de calçado, o tênis pode não ser bem aceito, gerando constrangimento e dificuldade no caminhar. Nada de calçados largos que saiam facilmente do pé ou ainda chinelos e sandálias sem alça na parte de trás. Os familiares devem ficar atentos a sapatos com muitos anos de uso, pois além de largos podem ficar gastos na sola.

3 – Idosos não sentem tanta sede?

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Verdade! A desidratação ocorre com mais frequência com pessoas de idade avançada. Isso acontece, pois com o envelhecimento há um declínio na sensação de sede, e não por esquecimento. Segundo Monica, existem algumas mudanças fisiológicas no organismo do idoso que ficam menos eficientes, deixando-o mais vulnerável a ficar desidratado rapidamente. Idosos sentem menos sede e consequentemente bebem menos água por conta própria. É importante que o familiar estimule que eles se hidratem, bebendo água, chás, café ou sucos durante o dia. A desidratação pode ser a causa de muitos problemas e o seu cuidador nem sempre se dá conta que pode ser decorrente de desidratação, como boca seca, tontura, fraqueza e até aumento dos batimentos cardíacos.

4 – É normal um idoso ficar cansado e dormir a tarde inteira?

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Mito! Uma soneca de 30 minutos nas primeiras horas da tarde é até recomendada, porém durante muito tempo é sinal de alerta. O excesso de tempo sentado ou deitado é totalmente prejudicial à saúde, em qualquer idade. Ficar assistindo televisão e cochilar entre um programa e outro também deve ser evitado. Dormir de dia pode significar pior sono durante à noite. Uma forma de colocar a preguiça de lado e promover uma melhora na qualidade de vida é realizar pequenas caminhadas ao ar livre, benéfica tanto ao familiar cuidador quanto ao idoso.

5 – Tomar um remédio após/antes do horário estabelecido pelo médico é prejudicial?

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Verdade! É necessário respeitar o tempo do efeito do remédio, entre as doses recomendadas previamente pelo médico do idoso. Antecipar “somente uma hora” ou aguardar o horário da refeição para ingerir o remédio pode atrapalhar a sua absorção e o seu funcionamento. Atualmente, existem no mercado dispensadores de remédios e aplicativos que podem auxiliar na organização das tarefas relacionadas ao controle de remédios.

6 – Todo idoso com problema de equilíbrio deve usar bengala?

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Ilustração: Tumisu/Pixabay

Mito! A bengala deve ser indicada após avaliação de um fisioterapeuta, que inclusive o ensinará a caminhar com este novo instrumento. “Muitos idosos recebem orientação para comprar uma bengala por indicação de um médico ou por palpite de familiares e conhecidos. No entanto, uma bengala mal indicada pode ser muito prejudicial para o idoso, podendo ocasionar quedas. Não só a altura da bengala e o lado de uso são importantes. Questões relacionadas ao alinhamento do corpo, eficácia das reações de equilíbrio e aspectos cognitivos como memória visual e atenção precisam ser avaliados”, alerta a especialista.

7 – Canja é uma refeição ideal para o idoso?

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DailyCaring

Mito! Embora seja nutritiva, a tradicional canja de galinha precisa de cuidados adicionais ao ser oferecida para o idoso. Na verdade não é só a canja, mas qualquer prato que contenha muitos pedaços pequenos e diferentes consistências é perigoso. Os idosos com dificuldades de mastigação e de deglutição podem engasgar com maior frequência e com isso apresentar infecções respiratórias frequentes. O familiar deve ficar também ficar atento a pigarro e tosse durante as refeições, que também são sinais de problemas que devem ser investigados.

8 – Idoso saudável tem que fazer academia?

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Mito! É necessário respeitar a individualidade de cada um, e nem todos têm o perfil para frequentar uma academia. Fazer exercícios é importante, mas respeitando seus limites e atividades que proporcionem, principalmente, satisfação. Exercícios em academia feitos sem a supervisão próxima de um profissional podem causar lesões articulares e musculares.

9 – É verdade que idoso não precisa jantar todo dia?

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Verdade! Muitos idosos gostam de substituir o jantar por um lanche. Basta equilibrar os nutrientes que fazem parte desse lanche, evitando excesso de carboidratos e equilibrando com outros nutrientes necessários, como verduras, legumes e proteínas. O ruim é quando esse lanche é pobre em nutrientes. O idoso deve comer de forma equilibrada e saudável.

10 – Pijama é a roupa ideal para o idoso?

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Foto: MedicalNewsToday

Mito! O ideal são roupas confortáveis. É preciso entender que manter uma autoestima elevada é bom para saúde e importante para nosso bem-estar. O idoso deve se manter confortável e, sobretudo, feliz. “Normalmente, usamos pijama durante o dia quando estamos doentes. Essa memória é parte da experiência vivida de muitos idosos e alimenta sintomas depressivos e apatia. É importante que o familiar ajude o idoso a manter o cuidado com sua aparência e o estimule a escolher que roupa vestir-se todos os dias”, esclarece Monica.

Fonte: Plug and Care

 

Sexo aos 50: deixe a vergonha e o medo de lado

Sexóloga e terapeuta de casais diz que estágio inicial para voltar a vida sexual e recomeçar um relacionamento aos 50 anos ou mais, o início pode ser a internet

Apesar de muitas pessoas ainda criticarem, os sites de relacionamento têm sido de grande ajuda para quem quer retomar a vida sexual, iniciar um relacionamento amoroso e quem sabe até topar com a cara metade. A facilidade para encontrar um parceiro e conhecer pessoas diferentes são os principais atrativos para quem, por exemplo, ficou muito tempo em um relacionamento apenas e ao chegar nos 50, 60 anos se vê sozinho após o fim de um casamento.

“Essas pessoas estão destreinadas, têm vergonha ou até mesmo medo de recomeçar e dar tudo errado novamente e os sites podem ser um estágio inicial”, afirma a sexóloga e terapeuta de casais Carla Cecarello, consultora do site Solteiros50.

Os sites do relacionamento mostram como as pessoas estão agindo, onde elas marcam para se encontrar, que tipo de papo conversam. Segundo a especialista, é um ótimo começo, pois a pessoa pode participar de grupos, fazer um curso de dança em clubes, participar de bailes.

casal meia idade feliz

Mudanças de comportamento

O fim de um relacionamento sempre causa alguma frustração pessoal, porém, existem pessoas que se adaptam bem ao fim para recomeçar outro. Há, no entanto, aquelas que demoram para reagir. Nestes casos, as dificuldades serão maiores para enfrentar o medo e a vergonha de ter contato com alguém novamente. Não existem regras de como se preparar para o primeiro encontro para recomeçar.

“É complicado para quem nunca teve um relacionamento ou para quem já teve dezenas”, diz Carla. De acordo com a especialista, normalmente, as pessoas costumam cuidar da aparência e treinam como vai falar ou deixar de falar sobre tais assuntos. “Mas é natural que a ansiedade e um certo receio aconteçam no primeiro encontro. Não tem como fugir disso”, salienta a sexóloga do Solteiros50.

A ansiedade é importante para que a pessoa perceba e se sinta viva. “Uma ansiedade controlada ajuda a dizer como você deve agir e a perceber, por exemplo, se a pessoa com quem vai se encontrar é realmente com quem quer estar”, acrescenta. Apesar de a internet facilitar esses contatos, essa ansiedade permite você ter consciência e analisar as características da pessoa, ver se está de acordo com o que quer, para que se sinta seguro no primeiro encontro.

 

“Existe sempre esse receio: será que vai dar certo? Será que eu estou bem? Será que eu não estou. O medo e a vergonha fazem perguntar tudo isso, mas é um impulso para ir ao encontro e fazer os ajustes necessários para os próximos encontros”, salienta a sexóloga.

casal festa vinho pixabay
Pixabay

E se a ansiedade ajuda de um lado pode estragar do outro. Se tudo correu bem no primeiro encontro, a ansiedade, mesmo para aquele que tem medo ou vergonha, pode fazê-lo agir sem pensar. A especialista explica: no dia seguinte ao encontro o ideal é aguardar porque se for para um relacionamento estável não é indicado extrapolar.

“Aguarde e espere a outra pessoa também se manifestar, ver de que jeito ela vai avaliar como foi o encontro. Assim você pode ver quais são os pontos fortes e fracos. Não ficar na marcação pelo telefone ou redes sociais para marcar outro encontro. As coisas devem fluir com uma certa tranquilidade e naturalidade”, orienta a especialista do Solteiros50.

Informe-se

mulher computador lendo

O ideal é procurar o máximo de informação possível da pessoa, passar alguns dias até fazer uma manifestação e fazer um novo convite para sair. “Tudo com calma porque pessoas com mais de 50 são pessoas que costumam ter mais maturidade, não são muito aflitas, sabem esperar o melhor momento para reagir”, destaca Carla.

As regras para encontros marcados pelos sites de relacionamento ou internet, em que o contato é distante, continuam sendo as mesmas. O primeiro encontro de praxe deve ocorrer num lugar público. Não ir direto num motel ou local desconhecido, porque é um pouco complicado. “Mesmo que já tenha conhecido no site de relacionamento, ainda assim é necessário ter cuidado”, observa a consultora do Solteiros50.

Ela, no entanto, reforça que pessoas com mais de 50 anos, muitas vezes, ficaram presas num relacionamento por muito tempo e podem perder o jeito de lidar com as malícias do dia a dia, ainda mais dos momentos que a gente se encontra hoje. “Então, procurar marcar um encontro num lugar público para conhecer e ter mais segurança, principalmente as mulheres, e só quando estiver segura partir para uma situação posterior, de mais intimidade e tudo mais”, completa.

Benefícios

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Segundo Carla, os benefícios são muitos quando se recomeça a viver numa perspectiva de se relacionar novamente. Primeiro, porque o bom humor se faz presente, a autoestima se mantém alta, porque a pessoa vai querer se cuidar, mas vai cuidar não só da aparência física como também de sua saúde física e mental. Poderá procurar uma psicoterapia, fazer uma atividade física e criar seu nível com as pessoas, ter relacionamento social, ficando mais disposta e mais alegre.

“Tudo resulta em qualidade de vida. A manutenção de relacionamentos seja social ou sexual são positivos e podem trazer mais ânimo e a pessoa estará mais disposta para tudo. De modo geral, ela passa a investir mais nela mesmo em todos os sentidos, espiritual, físico e mental”, finaliza a sexóloga e terapeuta de casais do Solteiros50.

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Carla Cecarello

Fonte: Solteiros50

Plataforma monitora preços e auxilia consumidores nesta Black Friday

Precifica desenvolve site que mostra em tempo real preços e percentuais de alta e queda dos produtos, ajudando clientes a encontrarem o momento ideal para compra

Uma das maiores datas do e-commerce está prestes a chegar: a Black Friday. Neste ano, ela deve movimentar R$ 2,86 bilhões no comércio online, volume 16% a acima do verificado no mesmo período de 2017, segundo a ABComm – Associação Brasileira de Comércio Eletrônico.

Pensando em auxiliar os consumidores, a Precifica, atuante na área de precificação dinâmica do comércio online, criou um sistema para que os compradores possam acompanhar, em tempo real, os valores dos produtos e, assim, saberem o melhor momento para comprá-lo.

A plataforma funciona com um monitoramento retroativo, no qual é possível verificar a curva de oscilação de preços. “Nosso objetivo é munir o consumidor de informações, dando acesso aos valores médios, além do percentual de queda ou alta nos últimos 30 dias. Dessa forma, auxiliando-os a decidirem se aquela é a melhor hora para fechar o negócio”, afirma Ricardo Ramos, CEO da Precifica.

FreeGreatPicture compra cartão sacola

Para acompanhar os preços nesta Black Friday é só clicar aqui.